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ATRIZ| Glenn Close brilha no papel de uma mulher travestida
Um dos poucos casos em que os nomeados ao Oscar pela Academia refletem a opinião dos críticos, Albert Nobbs tem Glenn Close indicada ao Oscar como atriz principal e Janet McTeer, como coadjuvante. De fato, mais do que um bom filme, esta é uma obra de alguns bons personagens.
A trama é enxuta. Dirigido pelo colombiano Rodrigo García, escritor e diretor de episódios de diversas séries respeitadas da HBO, como ‘A Sete Palmos’ e ‘In Treatment’, o longa acompanha a história de Albert Nobbs (Glenn Close), uma mulher que se passa por homem durante toda a vida adulta para poder trabalhar e ter independência financeira na Irlanda conservadora do final do século 19.
Nobbs é o criado de uma pensão já decadente que recebe boêmios e nobres também um tanto decadentes. De olhar e andar arredio, e conservando a fragilidade física de um garoto, Nobbs é respeitado por sua retidão de comportamento – nunca surrupiando uma dose de uísque ou se escondendo com alguma criada nos cantos da pensão –, mas, em comentários maliciosos e sussurrados, é tido como ‘freak’ pelos outros criados.
Descobrimos quem é Nobbs pouco a pouco, a partir da chegada do pintor Hubert Page. Como há muito serviço, Hubert precisa passar alguns dias na pensão e a proprietária pede a Nobbs que ele fique em seu quarto. Não demora para que a farsa se revele ao bruto Hubert, que, surpresa!, descobrimos ser também uma mulher travestida. As duas tornam-se confidentes e, daí em diante, toda a trama paralela perde força – inclusive por uma atenção excessiva a um dispensável romance entre dois empregados, vividos pelos (fracos) atores Mia Wasikowska e Aaron Johnson.
Reunidos, os personagens de Close e McTeer brilham porque García explora de forma não taxativa nuances de identidade que partem da escolha de se vestir como homem por uma questão meramente prática até a sexualidade que se revela ora dúbia, ora incipiente, ou até, talvez, inexistente. Está neste jogo o trunfo do filme.
Tags: albert nobbs, cinema, Divirta-se, glenn close, janet mcteer, mia wasikowska, oscar, rodrigo garcía
fotos: Epitácio Pessoa/AE



NEOJAPA| decoração arrojada e sushis inventivos, como o de buri com vieiras grelhadas
Certos restaurantes têm tanto a cara do bairro onde estão situados que, se nos levassem até eles de olhos vendados, não precisaríamos de mais de uma chance para acertar sua posição geográfica. Este é precisamente o caso do Momotaro, nova casa de Adriano Kanashiro, aberta em dezembro na Vila Nova Conceição.
O projeto arquitetônico privilegia a madeira clara e a incidência de luz natural, especialmente no salão da frente, com teto retrátil. A trilha sonora dá o clima meio lounge, meio bar de hotel, e o serviço, atencioso, quase peca por excesso. Há sempre um cumim a completar o seu copo d’água e, ao fim de cada prato, um garçom com o indefectível (e quase sempre constrangedor) “e então, gostaram?”.
A resposta (sincera) à pergunta varia bastante. Há grandes acertos, como o ‘Hitochi Sugaki’ (R$ 4) – ostra fresca servida numa micro tigela com molho ponzu (que mescla shoyu e cítricos), conserva de pepino, pimenta e gelatina de saquê – e o sushi de olho de boi e vieiras grelhadas (R$ 27; 8 unidades). Mas há também criações que não funcionam. Uma delas é o ‘Uni Tempura’ (R$ 15, a unidade), em que o sabor da fatia de peixe branco enrolada em folha de shiso e recheada com ovas de ouriço é embotado pela fritura (sequinha) e pelo molho cremoso de limão.
Os molhos, legumes grelhados e outras intervenções estão presentes em todo o cardápio – o que deve desagradar aos puristas. Os sushis e sashimis tradicionais, feitos ‘somente’ com peixe, arroz, alga e um toque de wasabi, fazem falta. A ausência é sentida especialmente no almoço, quando é servido um menu executivo, de quatro tempos, a R$ 43. E, embora a auto professada vocação de izakaya não se concretize, a nova casa ganha pontos por seus sushis prensados (‘Bateras’) e pelos cerca de 40 rótulos de saquês, com preços honestos.
ONDE: R. Diogo Jacome, 591, V. Nova Conceição, 3842-5590. QUANDO: 12h/15h e 19h/0h (sáb. e dom., 12h/0h). QUANTO: Cc.: todos.
Tags: Adriano Kanashiro, Divirta-se, gastronomia, Momotaro, Vila Nova Conceição

MESTRES | Fotógrafos como Alecio Andrade integram a mostra
Há 21 anos, a mostra Coleção Pirelli/Masp exibe imagens escolhidas para integrar a importante coleção de fotografia brasileira.
Nesta edição, são 30 imagens inéditas, de fotógrafos como Claudia Andujar, Marcel Gautherot, Otto Stupakoff e Pierre Verger.
Também são expostas outras 70 fotos, escolhidas entre as mais de 1.100 da coleção, que conta com trabalhos feitos desde os anos 90.
ONDE: Masp. Av. Paulista, 1.578, 3251-5644. QUANDO: 11h/18h (5ª, 11h/20h; fecha 2ª). Inauguração: 5ª (29). Até 6/5. QUANTO: R$ 15 (3ª, grátis).
Tags: andujar, fotografia, gautherot, Masp, otto stupakoff, Pierre Verger, pirelli
O VELHO CHICO | Show terá clássicos e canções do último álbum
Esta quinta vai ser dia de visita. Vai vir aqui Chico Buarque, para muitos, um grande amor. É a estreia paulistana de sua turnê ‘Chico’, que já passou por Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Muitos até pensaram que ele não vinha mais, até cansaram de esperar – desde 2007 está longe dos palcos.
E alguns choraram, morreram de arrependimento por não ter conseguido comprar um dos disputados ingressos, que se esgotaram nos primeiros dias. Para quem comprou, o desalento teve fim. Não é exagero: talvez gostar tanto de Chico seja mesmo um vício a mais. E esse amor, uma obscura trama. Como os amores dele por Aurora, Amora ou Teodora. Não importa as mulheres que canta, são bonitas suas canções (de ontem e de hoje).
E mesmo já com cabelo cinza, ele não ficou pra trás. Tipo assim, se reinventou. E mostrou que a paixão pela música (apesar dos flertes com a literatura) é tipo assim pra vida inteira. Ah, como se nós não soubéssemos! Depois do fim do show, tudo estará claro – e todos estarão lá, provavelmente pedindo bis. Querendo voltar, ao menos por mais alguns minutos, ao tempo da delicadeza. Ser, de novo, testemunha do bem que sua música nos faz.
Feito um posseiro, Chico ocupou dos diques às docas – trouxe ao seu belo novo álbum, de 2011, a diversidade de ritmos e temas que o consagrou. Sucesso sob medida para o talento seu. E quem se atreve pode viajar com suas músicas. Não com o corpo, mas com o sentimento. Como se visse o mundo de um enorme zepelim. E ouvisse músicas antigas que rodam até hoje na recordação. Canções que passam longe de ser fogo de palha no salão.
E da bossa nova de Tom ao rap de Criolo, quando ele canta, os outros que se cuidem. A voz pode ser ‘tímida’. Mas a força do repertório confirma que o conto desse cantor não vai se encerrar tão cedo. Mas talvez tudo isso só quem é fã pode entender. Marina Vaz
ONDE: HSBC Brasil. R. Bragança Paulista, 1.281, Santo Amaro, 4003-1212. QUANDO: De 5ª (1/3) a 25/3. QUANTO: R$ 120/R$ 320 (ingressos esgotados).
Tags: Chico Buarque, HSBC Brasil
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EX-COLÔNIA | Na instalação de Reena Kallat, cenas violentas ‘decoram’ sapato e coroa
Há duas semanas, o Centro Cultural Banco do Brasil é ocupado por 350 belas peças de arte indiana produzidas desde 200 a.C, na exposição ‘Índia!’. A partir de domingo (26), essa visão do país ganhará reforço com a inauguração da segunda parte da mostra, Índia! – Lado a Lado, no Sesc Belenzinho.
Foi uma questão de (falta de) espaço que determinou a divisão do conjunto. Mas ela não foi aleatória, claro. O perfil das obras que podem ser vistas agora é bem diferente do perfil das que estão no CCBB. Com curadoria de Tereza de Arruda, a mostra é voltada exclusivamente a obras contemporâneas de 17 artistas do país, entre esculturas, fotografias, pinturas, vídeos e instalações.
Nas 30 imagens de Vivek Vilasini, por exemplo, ele registra a arquitetura colorida de pequenos vilarejos. E uma escultura de Ravinder Reddy, com 5m, mostra uma migrante com uma sacola na cabeça – mas ela é retratada com ares nobres e pele azul, cor associada às divindades.
ONDE: Sesc Belenzinho. R. Pe. Adelino, 1.000, 2076-9700. QUANDO: 10h/21h30 (sáb., 10h/21h; dom., 10h/ 19h30; fecha 2ª). Inauguração: dom. (26). Até 29/4. QUANTO: Grátis.
Tags: arte contemporânea, índia, Sesc Belenzinho, zona leste
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CENÁRIO| Oskar Schell perde o pai (Tom Hanks) no ataque às Torres Gêmeas
É bom adiantar: gosto muito de ‘Extremamente Alto & Incrivelmente Perto’, livro de Jonathan Safran Foer em que Tão Forte e Tão Perto é baseado. Lançado em 2005, colheu impressões positivas de nomes tarimbados da crítica literária, que compararam Foer, então aos 28 anos, a Philip Roth e Salman Rushdie.
O romance é narrado em primeira pessoa por Oskar Schell, um garoto de nove anos que perde o pai nos ataques ao World Trade Center. Algum tempo depois, ele encontra entre as coisas do pai um envelope com uma chave e a palavra ‘Black’, no verso. Incapaz de lidar com a ausência, inicia uma expedição sem trégua atrás de cada uma das pessoas de sobrenome Black espalhadas pelos cinco distritos de Nova York, na esperança de que alguma delas saiba lhe dar pistas do cofre ou gaveta que aquela chave abre.
Com roteiro adaptado pelo veterano Eric Roth (de ‘Forrest Gump’,1994; ‘O Informante’, 1999; e muitos outros), o filme é dirigido pelo não menos prestigiado Stephen Daldry (de ‘Billy Elliot’, 2000; ‘As Horas’, 2002; e ‘O Leitor’, 2008). Traz Tom Hanks como o pai (com seu histórico de papéis comoventes, uma escolha certeira do casting), Sandra Bullock como a mãe e Max von Sydow como o misterioso inquilino que a avó de Oskar abriga.
Mas o time dos sonhos produz um bom resultado? Os desafios são muitos. O livro beira o sentimentalismo. Mas Foer equilibra o tom principalmente a partir da crueza de uma história paralela, a da vida do avô de Oskar, alemão de Dresden, refugiado da 2ª Guerra. De natureza ora dura, ora contida, o avô é personagem responsável pelo ‘universo adulto’, e nada lúdico, do romance. No roteiro, esta história foi praticamente eliminada. E o próprio Oskar (‘inventor, designer de joias, etmologista amador, francófilo, vegan, origamista…’) é, no livro, inteligente, irrequieto, egoísta, um tanto arrogante – mas, acima de tudo, uma criança. Só que sua verborragia, divertida por ser engenhosa no papel, e beneficiada ainda por muitos recursos gráficos adotados por Foer, funciona menos transposta para o som. O Oskar do filme soa mais adulto e, assim, menos passível de nossa simpatia.
Tags: cinema, Divirta-se, eric roth, extremamente alto & incrivelmente perto, jonathan safran foer, max von sydow, oskar schell, sandra bullock, stephen daldry, tão forte e tão perto, tom hanks
Juntos, Gadi Mizrahi e Zev Eisenberg são bem mais que apenas um duo de DJs e produtores de música eletrônica. Sob o nome Wolf + Lamb, os americanos também são donos de uma gravadora, de uma festa, de um hotel de mentira e agitadores culturais de uma comunidade de artistas e público – com sede em Williamsburg, o bairro dos hipsters nova-iorquinos, mas que se estende para além das fronteiras do Brooklyn. Amanhã (25), Gadi e Zev mostram sua mistura de techno e house com jazz e soul na ‘Mothership’, da D-Edge.
Mas o som deles nem sempre foi esse. Das primeiras festas no Marcy Hotel, e durante o começo da gravadora que leva o nome do duo, a música era mais dark, e mais próxima do minimal Foi durante várias idas ao Burning Man, um festival neo-hippie no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos, que isso mudou. Primeiro, Gadi e Zev começaram a discotecar house durante as festas do Burning Man, por acreditarem que as pessoas lá queriam uma música diferente, com mais soul.
Essa música que eles não ouviam, mas imaginavam para o Burning Man, começou a mudar as produções do duo: logo o som estava mais lascivo, mais intenso. O primeiro disco do Wolf + Lamb, e por enquanto o único, saiu em 2010. ‘Love Someone’ é mais uma coletânea de faixas do que um álbum pensado como tal. Porém as variações de ritmos e conceitos não atrapalham na hora de afirmar essa estética: dançante e sexy, não exatamente alegre, mas mais profunda que sombria.
A gravadora Wolf + Lamb agora também reflete essa mudança. Nos últimos anos, eles colaboram com artistas já estabelecidos, como Seth Troxler, Lee Curtiss e Soul Clap – e ajudaram a lançar jovens, como Smirk, Sergio Giorgini, e o wunderkind Nicolas Jaar, que lançou aos 18 anos ‘The Student’, seu primeiro EP, pela gravadora, três anos antes do aclamado ‘Space Is Only Noise’, do ano passado.
ONDE: R. Auro Soares de Moura Andrade, 141, Barra Funda, 3666-9022. QUANDO: Sáb. (25), 23h59. QUANTO: R$ 40/R$ 70.
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Considerado um grande expoente do chamado cinema de autor, o português Manoel de Oliveira — realizador de 32 longas e o cineasta mais velho em atividade (ele tem 103 anos) — ganha retrospectiva no Cine Olido. A mostra vai de 17 a 23 de fevereiro e tem ingressos a R$ 1. Não perca! Alguns filmes do diretor não foram lançados em DVD, como o recente ‘O Estranho Caso de Angélica’ (2010; foto).
PROGRAMAÇÃO
Dia 17/02, sexta-feira
15h – A Caixa
17h – Viagem ao Princípio do Mundo
19h30 – Non ou a Vã Glória de Mandar
Dia 18/02, sábado
15h – Um Filme Falado
17h – Singularidades de uma Rapariga Loura
19h30 – Sempre Bela
Dia 19/02, domingo
15h – O Princípio da Incerteza
17h30 – Vale Abraão
Dia 22/02, quarta-feira
15h – A Carta
17h – Palavra e Utopia
19h30 – Inquietude
Dia 23/02, quinta-feira
15h – Viagem ao Princípio do Mundo
17h – Vou para Casa
19h30 – Singularidades de uma Rapariga Loura
Sinopses (por ordem alfabética)
A CAIXA
(França/Portugal, 1994, 93’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Luís Miguel Pinto, Glicínia Quartin, Ruy de Carvalho, Beatriz Batarda
Todo o filme se passa num típico bairro de Lisboa, onde vive um cego que sobrevive das esmolas recolhidas numa caixa pelas ruas da cidade. Com esse dinheiro, vive não apenas ele, mas sua filha e o genro, um desocupado de marca maior. Tudo vai relativamente bem até o momento em que a caixa some.
A CARTA
(Portugal/Espanha/França, 1999, 107’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Chiara Mastroianni, Pedro Abrunhosa, Antoine Chappey, Leonor Silveira Mademoiselle de Chartres sofreu um grande trauma amoroso quando foi abandonada por um jovem que desejava manter com ela uma relação por demais livre. Uma noite, na casa de uma amiga, conhece um médico com quem aceita se casar mesmo sem amá-lo.
INQUIETUDE
(Portugal/França/Espanha/Suíça, 1998, 110’, 35 mm)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: José Pinto, Luís Miguel Cintra, Isabel Ruth, Leonor Silveira
Para que o filho escape à decrepitude e à decadência, o pai o incita ao suicídio. Anos 30, uma coquete, Suzy, está à beira da morte numa mesa de operações. Para consolar o dandy que com ela acabara de viver uma história de amor, um amigo conta-lhe a história de Fisalina, uma camponesa que um dia descobre que tem ouro na ponta dos dedos. Filme composto por diversas histórias. Manoel de Oliveira recebeu o Globo de Ouro de Melhor Direção por esta obra.
NON OU A VÃ GLÓRIA DE MANDAR
(Portugal/Espanha/França, 1990, 110’, 35 mm)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Luís Lucas
Baseado na história de Portugal, Non, ou a Vã Glória de Mandar é um filme com ares de documentário que tem como base a reconstituição de alguns dos principais episódios bélicos que o país já conheceu, nomeadamente aqueles do qual a nação saiu vencida.
O PRINCÍPIO DA INCERTEZA
(França/Portugal, 2002, 133’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Ivo Canelas, Leonor Baldaque, Leonor Silveira, Ricardo Trêpa
Desde pequenos, António, rapaz de família rica, e José, filho de uma criada, partilham tudo. A vida adulta acaba os aproximando ainda mais quando António casa-se com a mulher por quem José havia se apaixonado.
PALAVRA E UTOPIA
(França/Portugal, 2000, 130’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Lima Duarte, Luís Miguel Cintra
Em 1663, quando o Padre Antonio Vieira é convocado a comparecer diante da terrível Inquisição portuguesa, ele precisa explicar as idéias que defende ao questionar a escravidão, a situação dos índios e as relações império-colônia. Este tributo ao padre
Antônio Vieira não é uma cinebiografia, mas sim de um corajoso documento sobre a palavra e sobre o pensar.
SEMPRE BELA
(Belle Toujours, França/Portugal, 2006, 68′, 35 mm)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Michel Piccoli, Bule Ogier, Ricardo Trêpa
38 anos depois de descobrir que Séverine Serizy, a esposa de um amigo, se prostituía, Henri Husson a reencontra em Paris. Ela o evita a todo custo, mas ele insiste em encontrá-la. Em troca de Séverine aceitar o convite, Henri promete revelar-lhe um poderoso segredo, algo que ela há muito deseja saber.
SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOURA
(Portugal/Espanha/França, 2009, 64′, 35 mm)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Ricardo Trêpa, Catarina Wellenstein, Diogo Dória, Leonor Silveira
Inspirado num conto homônimo de Eça de Queiroz. Numa viagem de trem para o Algarve, Macário fala sobre seus relacionamentos amorosos a uma desconhecida senhora. Particularmente, conta sobre uma rapariga loira de raro charme, mas de caráter duvidoso.
UM FILME FALADO
(Portugal/França/Itália, 2003, 96’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Leonor Silveira, Filipa de Almeida, Catherine Deneuve, John Malkovich
Rosa Maria, professora universitária de História, embarca num cruzeiro, com destino a Bombaim, na Índia, juntamente com a sua filha. A viagem é também uma forma de entrar em contato com a história da civilização ocidental. No navio, as duas encontram personagens de diversas origens, com quem refletem sobre diversos assuntos.
VALE ABRAÃO
(França/Portugal, 1993, 187’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Leonor Silveira, Cecile Sanz de Alba, Luís Miguel Cintra, Ruy Medeiros
Vale Abraão é a história de Ema, mulher de uma beleza ameaçadora. Para Carlos, o marido com quem casou sem amor, “um rosto como o seu pode justificar a vida de um homem”.
VIAGEM AO PRINCÍPIO DO MUNDO
(Portugal/França, 1997, 95’, 35 mm)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Marcello Mastroianni, Jean-Yves Gautier, Leonor Silveira
Último trabalho do ator Marcello Mastoianni, que morreu logo depois das filmagens. Ele é uma espécie alterego do cineasta Manoel de Oliveira. A história começa com as filmagens de uma produção franco-portuguesa, em que um diretor português contrata um ator francês para trabalhar em seu filme.
VOU PARA CASA
(Je Rentre à la Maison, França/Portugal, 2001, 90’, DVD)
Direção: Manoel de Oliveira
Elenco: Michel Piccoli, Catherine Deneuve, John Malkovich
O filme mostra a confortável rotina do ator parisiense Gilbert Valence que é drasticamente afetada pela notícia de que sua mulher, filha e genro foram mortos num acidente de carro. Agora, além de gerenciar sua carreira, Valence tem que cuidar do neto órfão.
Tags: Cine Olido, cinema, Divirta-se, manoel de oliveira
Samba não é exclusividade da avenida. Selecionamos bares em que se ouve e se dança o gênero o ano todo – em alguns deles, ‘até’ durante o carnaval
Os mestres Paulo César Pinheiro e João Nogueira já disseram: ninguém faz samba só porque prefere. Quantos mundos cabem dentro destas cinco letrinhas…
Muito já se discutiu sobre a cansada arenga acerca de São Paulo e sua suposta vocação para ser o tal do “túmulo do samba”. Mas quando uma cuíca ronca, o violão dá o sinal e o pandeiro começa a balançar, a cidade vira é uma maternidade do samba.
Todo dia é dia, e quase toda hora é hora. Das mais sérias e reverentes rodas – com um silêncio de sacristia para ouvir os versos mais tristes dos lábios do cantor–, às pistas mais ferventes e pulsantes da madrugada, o samba se mostra em todas as suas formas e cantos da cidade. Não poderia ser diferente. Afinal, existe algum gênero que tenha em seu código genético uma alma mais brasileira?
Nas próximas páginas você encontra lugares para ouvir ou dançar samba por aí. Sapato branco (ou cheio de estilo como o daí de cima), camisa aberta, corrente no peito e chapéu quebrando a aba na testa… Não arrisca um miudinho? Não tem problema. Se não for ruim da cabeça nem doente do pé, temos um passo a passo para você. É, não tem desculpa. Marina Vaz e Guilherme Conte
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Tags: carnaval, marchinhas, samba
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