LUIZ DORONETO/DIV
EXPRESS | toda a obra de Shakespeare em um espetáculo
Um dos pilares do trabalho de grupos de teatro que mantêm uma pesquisa ao longo dos anos é a construção de um repertório. Mais do que levar ao palco uma determinada peça, eles buscam uma sequência de espetáculos que faça sentido dentro de um projeto. Nesta semana, a cidade tem a chance de rever criações fundamentais do início da carreira de dois dos grupos mais importantes do teatro paulistano.
Hoje (27), em sua sede, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos reestreia Bartolomeu, Que Será Que Nele Deu?, peça de 2000, a primeira encenada pelo grupo (e que lhe valeu o nome). A dramaturga e diretora Claudia Schapira buscou inspiração na novela ‘Bartleby, o Escriturário’, de Hermann Melville, sobre um funcionário que, certo dia, passa a responder com “prefiro não fazer” a qualquer determinação, ordem ou pedido que lhe é dirigido. Aqui, Bartolomeu é digitador em um grande escritório de advocacia. Os personagens masculinos do texto original são vividos por mulheres: dentre elas, Ana Roxo, Luaa Gabanini e Georgette Fadel.
Amanhã (28), também no espaço do coletivo, os Parlapatões, Patifes & Paspalhões reencenam PPP@WllmShkspr.br, de Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Apesar de não ter sido a primeira criação do grupo, o espetáculo, que estreou em 1998, rendeu aos Parlapatões o primeiro grande reconhecimento de sua importância. Hugo Possolo e Raul Barreto, da montagem original, chamaram Alexandre Bamba para completar o elenco desta peça que – acredite – faz uma versão abreviada da obra completa do dramaturgo inglês William Shakespeare. E, assim, guerras viram partidas de futebol, o general Otelo faz as vezes de rapper…
É uma chance preciosa – e um tanto rara, no caso das artes cênicas – para se compreender de onde saíram os caminhos percorridos pelos grupos que estão aí hoje.
‘Bartolomeu, Que Será Que Nele Deu?’. Núcleo Bartolomeu. R. Dr. Augusto de Miranda, 786, Pompeia, 3803-9396. 5ª a sáb., 21h; dom., 16h e 20h. Pague quanto puder.
‘PPP@WllmShkspr.br’. Espaço Parlapatões. Pça. Franklin Roosevelt, 158, Consolação, 4003-1212. Sáb., 21h; dom., 20h. R$ 30.
Tags: Claudia Schapira, Hermann Melville, Hugo Possolo, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Parlapatões, Raul Barreto, William Shakespeare
Sócio da maior galeria da cidade dedicada a novos artistas, Fábio Cimino – entre charutos e perucas – para deixar a arte mais pop e divertida
Depois de pensar por alguns segundos, Fábio Cimino diz, seguro: “Chacrinha”. A pergunta, feita ao sócio da Zipper Galeria, era por qual artista ele gostaria de ser retratado. Resposta incomum, por não citar um pintor ou desenhista. E inesperada, por vir de um marchand com 27 anos de experiência.
Coisa de quem não quer que as artes plásticas fiquem restritas a um nicho. E de quem também não se restringiu. Há dois anos, trocou uma galeria de nomes consolidados (a Brito Cimino) pelo incerto terreno de investir em jovens artistas. Largou uma vaca leiteira, com lucro garantido, pelo prazer de ver uma vaquinha começar a produzir, como definiu seu único filho Lucas, de 23 anos, que trabalha com ele.
Aos 49 anos, Fábio se reinventou. Cercou-se de uma “molecada” (seus funcionários têm todos menos de 30 anos) para criar uma galeria de artistas jovens, feita por jovens, para jovens compradores. Não quis que ela fosse fria, sisuda. Nem intimidadora. Quis um ambiente com paredes e móveis coloridos, plantas, jardins – “coisas que as pessoas teriam em casa”. E, para isso, chamou o arquiteto Marcelo Rosembaum, tão pop quanto é hoje a Zipper.
Desde sua inauguração, em setembro de 2010, a Zipper já lançou cerca de 20 artistas, como Estela Sokol, Felipe Morozini e Carolina Ponte. Com obras na faixa dos R$ 10 mil, ela compensa, na quantidade de vendas, seus preços mais acessíveis – chega a vender 50 trabalhos por mês.
Assim como quer que as pessoas tenham uma relação mais próxima com a arte, Fábio também não tem dificuldade de se aproximar delas. E de falar sobre suas histórias, suas limitações, seus sucessos, suas dores. Em seis encontros, desde dezembro, abriu sua casa, sua rotina, sua roda de amigos ao Divirta-se.
Fez graça cantarolando ‘Sucesso, aqui vou eu’, depois da primeira entrevista. Ficou pensativo ao ver que uma caixa de recortes e anotações (mostrada enquanto seus dois cachorros rondavam o sofá) continha sua “vida inteira”. Depois de um tempo, já tão à vontade, até trocou o papel de entrevistado pelo de entrevistador. Teve receio de parecer um “tiozão que fuma charuto”, e jurou que também anda de skate no Ibirapuera. “Estou me expondo demais para você?”
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Tags: Fábio Cimino, galeria, zipper
Se fosse preciso definir em uma só palavra a principal qualidade da cozinha do Aze Sushi, a escolha seria ‘delicadeza’. Ela está no tempero do arroz, no tamanho dos niguiris, na forma com que são moldados os temakis, no sutil equilíbrio do molho que envolve as folhas da salada.
Instalado no imóvel onde funcionava o Sushi Company, o restaurante agora é tocado por Edson Yamashita – que esteve à frente do excelente Shin Zushi nos últimos sete anos. Desde que assumiu a casa, em dezembro, Edson aboliu o rodízio e ingredientes não tradicionais, como o cream cheese. Em seu cardápio, além de combinados e pratos quentes, há ‘Omakase’, menu degustação (R$ 160, o de sete tempos; R$ 180, o de oito).
No almoço, a melhor pedida são os bentôs (R$ 39, inclui salada e duas entradas). O ‘do Chef’ é composto por sashimi, tartar de salmão, niguiris e enrolados. O ‘do Dia’ tem sashimi e três itens quentes, que variam ao longo da semana. Pena que essa mesma delicadeza se perca na ambientação – pontuada por TVs que passam DVDs de shows – e nos preços altíssimos dos saquês. Inconvenientes que os etéreos niguiris de vieira (R$ 20, o par), um sistema de cobrança de rolha (R$ 20, a garrafa) e os preços simpáticos, por sorte, atenuam.
ONDE: R. Dr. Renato Paes de Barros, 769, Itaim Bibi, 3168-3673. QUANDO: 12h/15h e 18h/23h (6ª, até 23h30; sáb., 12h/16 e 19h/23h30; fecha dom.). QUANTO: Cc.: todos.
Esta não é uma sexta-feira qualquer para os fãs de Hollywood. Estreiam hoje os antecipados J. Edgar (foto), Os Descendentes e Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, dirigidos, respectivamente, por Clint Eastwood, Alexander Payne e David Fincher. Isso quer dizer também que Leonardo DiCaprio, George Clooney e Daniel Craig apresentam suas performances mais recentes.
Passada a consagração de ‘Os Descendentes’ no Globo de Ouro, a Academia anunciou seus indicados na última terça e incluiu o longa em cinco categorias, todas de peso. No papel de um homem prestes a tomar decisões radicais para sua vida – em meio a coqueiros e coquetéis de sua terra natal, o Havaí –, Clooney fecha 2011 como um dos melhores anos de sua carreira.
Eastwood junta-se a Leonardo DiCaprio pela primeira vez e apresenta sua sóbria cinebiografia de J. Edgar Hoover, revelando a vida privada do lendário criador (e poderoso chefão) do FBI.
E Fincher retoma o ritmo frenético que consagrou filmes anteriores seus, como ‘A Rede Social’ (2010) e ‘Clube da Luta’ (1999), para adaptar o início da saga Millennium, do sueco Stieg Larsson, um dos maiores fenômenos literários da última década.
Nós do Divirta-se aguardamos com frio na barriga esta sexta chegar. E insistimos, nas três páginas a seguir, que você descubra mais sobre os filmes, mesmo que seja do tipo que torce o nariz para Hollywood. À sua maneira, os três merecem ser vistos – e na telona.
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Tags: Alexander Payne, cinema, Clint Eastwood, Daniel Craig, David Fincher, estreias, George Clooney, Globo de Ouro, hollywood, Leonard Di Caprio, oscar
Nicole Rivelli/Div.

FARDO | Tilda Swinton e John C. Reilly são os pais de um psicopata
Em entrevista à New York Magazine, Tilda Swinton brincou que Precisamos Falar Sobre o Kevin é o ‘feel good movie’ – termo comum em Hollywood para filmes que fazem a plateia sair da sessão se sentindo bem – do ano. O longa retrata a relação entre Eva (Swinton) e seu filho Kevin (o hipnotizante Ezra Miller), do momento em que ela engravida até os primeiros anos de prisão do garoto, que comete um assassinato em massa no colégio nos moldes de Columbine. Tilda diz que quem tem filhos sai do cinema aliviado por sua cria não ser como Kevin, e que os que escolheram não os ter saem recompensados pela decisão.
Este alívio ao fim do filme se justifica na medida em que a diretora Lynne Ramsay opta por uma adaptação um pouco sensacionalista, com toques de terror, do best seller homônimo da americana Lionel Shriver, muito elogiado pela crítica.
A partir de flashbacks, acompanhamos a relação ‘amaldiçoada’ entre mãe e filho. Eva, por não desejar o nascimento da criança, parece ser castigada. Kevin nasce irritado, torna-se uma criança cínica e um adolescente sociopata. Tomada por culpa após o banho de sangue, ela se arrasta pela pequena cidade como pária, oferecendo a cara a tapa a quem queira dar vazão a seus próprios ódios.
É tarefa árdua transpor o romance para as telas. Em quase 500 páginas, Eva investiga as causas da ‘tragédia’ por meio de cartas ao marido, compostas de análises que vão da relação do casal ao perfil sociológico dos Estados Unidos. O filme acaba diluindo aspectos importantes deste ‘passar a limpo’ – como o questionamento do instinto materno– e concentra-se em um retrato da responsabilidade da mãe e do castigo que recai sobre ela.
Mas, em menor grau, aponta as crueldades de Eva e, às vezes, permite deduzir sua culpa como consequência do medo de que haja em Kevin muito dela própria.
São ótimas as atuações de Tilda, Miller e de John C. Reilly, como o marido. A direção de arte e a fotografia acertam especialmente no cenário da casa: um universo de bom gosto cultivado, quase imaculado, que esconde a degradação de seus habitantes, e a ela se opõe.

EX-DETRAN | Mostra com esculturas, como as de Henry Moore, inaugura nova sede do MAC-USP
A abertura da nova sede do Museu de Arte Contemporânea da USP é quase um ‘soft opening’. O termo em inglês, usado para nomear o período em que um espaço funciona em esquema de teste (fazendo alguns ajustes no serviço), é raramente usado nas artes plásticas. Mas até se aplica neste caso.
A reforma do antigo prédio do Detran, projetado por Oscar Niemeyer, foi iniciada em 2009 pela secretaria estadual de cultura. Enquanto isso, o MAC continuou dividindo suas exposições entre o câmpus da USP e uma área no Pavilhão da Bienal. Depois de atrasos na reforma e entraves envolvendo questões de orçamento entre governo e universidade, o prédio foi, finalmente, transferido ao museu, neste mês.
A partir de sábado (28), a nova casa do MAC-USP será aberta ao público. Mas só parte dela – o térreo. Lá serão expostas 17 esculturas pertencentes ao museu, na mostra O Tridimensional no Acervo do MAC: uma Antologia. Peças de artistas como Frida Baranek, Sérvulo Esmeraldo, Carlos Fajardo, Carmela Gross e Ernesto Neto compõem o conjunto, que busca traçar um panorama das rupturas em relação aos preceitos tradicionais de escultura, entre as décadas de 1940 e 1990.
“Esculturas que parecem querer expandir-se por todo o espaço, obras que falam tanto de suas especificidades quanto dos seus desejos de hibridação com outras modalidades”, definiu o curador do MAC-USP Tadeu Chiarelli, em seu texto sobre a exposição.
Os outros espaços do complexo arquitetônico (que é tombado nas esferas municipal e estadual), assim como os dois anexos construídos especialmente para o museu, serão ocupados ao longo dos próximos meses.
A ideia é que o museu esteja completamente instalado no local até o fim do ano – pronto para, em 2013, comemorar seus 50 anos. Sem pressa, como nos ‘soft openings’. Mas, no caso do MAC-USP, com muito alarde.
ONDE: MAC-USP Nova Sede. Av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Moema, 5573-9932. QUANDO: 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: sáb. (28), 11h. QUANTO: Grátis.
Tags: Detran, Ibirapuera, MAC, MAC-USP

NOVAS | Mayer promete mostrar músicas inéditas no show
Um ano após se apresentar no festival Summer Soul, quando foi ofuscado pela apagada apresentação de Amy Winehouse, Mayer Hawthorne ganha uma apresentação própria, quinta-feira (2), no Cine Joia – para mostrar que o soul está mais vivo do que nunca em Detroit, berço da gravadora ícone do estilo, a Motown, e dele próprio. E o empolgado músico quer fazer do retorno uma celebração. “É para ser parecido com uma festa. E, sendo apenas para meus fãs, a festa será ainda melhor”, diz animado.
Mas não é só o show que deixa o americano feliz. É provável que passeando por sebos essa semana você encontre um gringo sorridente. No ano passado, Mayer levou mais de 100 discos daqui. “O último que comprei foi um do Orlandivo”, conta, enquanto explica que sempre aproveita as viagens que faz pelo mundo para aumentar sua coleção.
ONDE: Cine Joia (1.500 lug.). Pça. Carlos Gomes, 82, metrô Liberdade, 3231-3705. QUANDO: 5ª. (2), 23h (abertura da casa: 21h). QUANTO: R$ 120. Cc.: todos. Cd.: todos.
Você já trabalhava em estúdio antes de se lançar como artista. Quando decidiu mudar?
Eu era um DJ e produtor de hip hop e, depois de ser muito processado por causa dos samples que eu usava nas faixas, decidi fazer meus próprios samples. Foi quando um cara chamado Peanut Butter Wolf, que tem um selo em Los Angeles, quis lançar um álbum de soul com o que eu estava fazendo apenas para meu uso. Era só um projeto e eu voltaria para o meu trabalho. Mas tomou conta.
Mas você continua ligado ao hip hop.
Sempre estarei. Escuto o tempo inteiro e agora tenho a chance de trabalhar com artistas incríveis, como Snoop Dogg, Gaslamp Killer, Cool Kids. Apenas farei de uma maneira diferente.
O soul recuperou recentemente uma força que há tempos não tinha. Teve algo determinante para isso?
Eu penso que a geração atual, a minha geração também, aprecia muito as boas músicas, independente do que elas “sejam”. É tudo cíclico na música e a internet também foi muito importante. Eu não poderia fazer o que estou fazendo sem ela. Era o único caminho possível para a minha música chegar ao Brasil, por exemplo.
Já que falou do Brasil, o que você espera do show no Cine Joia. Será bem diferente do primeiro, quando tocou em um festival?
Definitivamente não. Será como sempre é. Uma festa. Toda vez que eu toco eu quero que seja como uma festa. A primeira vez foi incrível. Todo mundo canta junto. E dança muito também. A diferença de tocar para um público formado apenas por fãs da minha música é que a festa será ainda melhor. Estou realmente animado em voltar ao Brasil. E também estou muito animado com a possibilidade de mostrar músicas novas para as pessoas. Será uma grande festa.
O que você conhece de de música brasileira?
Amo música brasileira e tenho muitos discos em minha coleção. Tenho quase tudo de Quarteto em Cy e Os Cariocas… Eu amo bossa nova. Eu compro muitos discos em todo lugar que eu vou. Eu comprei mais de 100 discos da última vez que estive no Brasil.
Qual foi o primeiro disco que você comprou?
O primeiro disco que eu lembro de ter comprado com o meu próprio dinheiro foi um do The Police, ‘Synchronicity’. Eu comprei porque ouvi tanto o disco do meu pai que ele me fez comprar uma cópia nova para ele.
E qual foi o último?
O último disco de música brasileira que eu comprei foi Orlandivo. Jorge Ben é ótimo, fantástico. Quando eu estive no Rio eu o conheci pessoalmente e até falei que era fã de sua música. E, de música americana, o último álbum que eu comprei foi da banda Unknown Mortal Orchestra.
Como você se definiria?
Cara, isso é bem difícil. A resposta muda todo dia. Sou um cara que tenta fazer uma música divertida e atemporal. Espero que estejam ouvindo meus discos daqui 30 anos, como hoje eu escuto discos gravados há trinta anos. Música, para mim, é tentar andar para frente, nunca para trás. Eu sempre estou tentando fazer alguma coisa diferente e excitante.
E como começou seu envolvimento com a música?
A primeira vez que toquei em um baixo eu tinha seis anos. Era do meu pai, que ainda toca em uma banda de Michigan. Eu costumava ir aos ensaios quando era pequeno. Ele é minha maior influência. Fala muito sobre música comigo e me apresentou álbuns maravilhosos. Meus pais sempre me compraram muitos discos, em vez de playcards e GI Joes. E era o que eu queria.
E, além do seu pai, que outras influências você tem?
A principal influência das minhas músicas são as mulheres bonitas.
E depois de ficar famoso você tem conquistado mais influências?
Tem sido uma experiência bem interessante. Não quero que fique mais importante do que a minha música, mas é bom ter mulheres bonitas por perto.
Tags: Cine Joia, Detroit, Mayer Hawthorne, show, soul
No fim das férias, festança de uma ótima cia. de teatro, oficina, histórias de circo e até um carnaval antecipado
Casamento| Marcelo e Paula selam parceria que dura décadas
Festival Furunfunfum 20 anos
Há quase 30 anos, Marcelo Zurawski deu o primeiro beijo em Paula, que na mesma noite mudou-se para a casa do músico. Logo veio o casamento e os filhos biológicos Ivan e André. O adotivo, Macaco Simão (cujo pai biológico é o amigo Sérgio Serrano, da Cia. Ópera na Mala), nasceu com a Cia. Furunfunfum, que comemora duas décadas neste ano. Para festejar, o
casal/companhia (foto) – um dos mais renomados em teatro para crianças – mostra seu reportório, com um espetáculo a cada semana. Amanhã (28) e dom. (29), tem ‘O Macaco Simão, Outras Histórias e Outras Canções’ (foto). Teatro Alfa. Sala B (200 lug.). R. Bento B. de Andrade Filho, 722, S. Amaro, 5693-4000. Sáb. e dom., 17h30. R$ 24. Até 25/3.
Carnaval Palavra Cantada
Sandra Peres e Paulo Tatit comandam a matinê, que não tem pista de dança, mas compensa a fantasia. HSBC Brasil. R. Bragança Paulista, 1.281, Chácara S. Antônio, 4003-1212. Dom. (29), 17h. R$ 70/R$ 120.
Malas, Palhaços e Cambalachos
O circo de Godofredo sumiu. Ao mesmo tempo, Peripaque resolve fugir do seu. Sem lona, os dois palhaços se encontram e fazem uma nova história. Quem conta é a Cia. Espontânea de Teatro. Teatro Augusta (302 lug.). R. Augusta, 493, Cerqueira César, 3151-4141. Sáb. e dom., 16h. R$ 30. Até 1/4.
Studio Lazar de Artes
Argila, pinturas e mosaicos são algumas das atrações promovidas pela artista plástica Yara Lazar. R. Tupi, 848, Pacaembu, 3663-4382. 9h30 e 14h30. R$ 50, aula. Até 31/1. Agendar.
Tags: Cia. Furunfunfum, Palavra Cantada, Teatro Alfa, Yara Lazar
Divulgação

A BOA | A apresentação de Florence and the Machine promete
Em festivais, nem sempre a atração principal é a mais interessante da noite. E a segunda edição do festival Summer Soul, dia 24, no Anhembi, tem tudo para ser assim. Nada contra Bruno Mars, convidado para fechar o evento (e responsável também por boa parte do público, é justo dizer). Ele é um compositor competente, com boas músicas – gravadas inclusive em parcerias com gente muito boa, como o Cee-Lo, que tem a excelente ‘F**k You’ entre os destaques de sua carreira solo.
Porém também é justo dizer que Florence and the Machine, menos badalada na divulgação do festival, merece bastante atenção e respeito. De primeira, pode parecer que Mars, emulando bastante a forma de cantar de Michael Jackson, tenha mais proximidade com o soul lembrado no nome do evento. Mas a cantora inglesa usa tão bem o estilo que vira próprio dela, e não uma referência óbvia. Talvez porque, na música e na forma de cantar de Florence, o soul seja usado em seu sentido literal (alma, em português), e não apenas como um gênero musical. É assim, e com uma voz muito bonita, que ela tem conquistado reconhecimento de público e crítica. Muita gente também deve passar pelo Anhembi para vê-la.
Além de Florence, o Summer Soul terá apresentações de mais duas cantoras britânicas: Dionne Bromfield, outra promessa de um bom show, com um estilo mais próximo de referências dos anos 60, como fazia Amy Winehouse, sua amiga e também madrinha musical; e Rox, dona de uma voz com grande apelo pop. O Brasil terá apenas um representante no lineup do festival, o cantor Seu Jorge. Douglas Vieira
Tags: anhembi, apresentação, festival, indie, música, pop, show, soul, Summer Soul
Confira o que Guido Clemente, curador da exposição ‘Roma – A Vida e os Imperadores’, que inaugura quarta (25), no Masp, destaca de interessante.
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Tags: Divirta-se, exposições, Masp, roma
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