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30.junho.2011 20:24:47

De NY, sem fast food

por Camila Hessel

Divulgação
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I love NY | O porc rib é um dos pratos de inspiração nova-iorquina do Butcher’s Market

O novíssimo Butcher’s Market importou de Nova York não só a inspiração para seu visual e cardápio. Também foram trazidas de lá todas as luminárias, caixas de som e garrafas de vidro. Localizado no Itaim Bibi, o restaurante é especializado em diferentes cortes e tipos de carnes. Tudo seguindo o modo de produção norte-americano. Chamam atenção cortes como o prime rib steak e o pork ribs (foto).
Um dos destaques da casa é o ‘Mushroom Burguer’ (com cogumelos, mussarela e molho de tomate caseiro). Uma opção de entrada são as chicken wings (asinhas de frango servidas com molho apimentado). Catchup, maionese e mostarda são feitos no próprio restaurante.

ONDE: R. Bandeira Paulista, 164, Itaim Bibi, 2367-1043. QUANDO: 12h/15h e 19h/0h (sáb., 12h/1h). QUANTO: Cc.: todos.

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30.junho.2011 20:24:41

Dez anos em revista

por Guilherme Conte

Acauã Fonseca/DIV
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TRAJETÓRIA| Cia. Nova reencena ‘Heiner Müller em Repertório’

O jovem diretor Lenerson Polonini chamou a atenção do público e da crítica quando começou a trabalhar à frente da Cia. Nova de Teatro. O olhar peculiar de Polonini é evidente tanto pela dramaturgia quanto pelas suas concepções de encenador. Para comemorar o décimo aniversário do grupo, haverá uma mostra durante o mes de julho, começando hoje (1º) com dois trabalhos: a opereta ‘Doutor Faustus Liga a Luz’, versão da escritora americana Gertrude Stein para o mito de Fausto, e ‘Heiner Müller em Repertório’, com três peças do dramaturgo alemão, ‘Medeamaterial’, ‘Hamletmaschine’ e ‘Descrição da Imagem’.

Teatro Cacilda Becker (198 lug.). R. Tito, 295, Lapa, 3864-4513. ‘Doutor Faustus Liga a Luz’. 5ª e 6ª, 21h. ‘Heiner Müller em Repertório’. Sáb., 21h; dom., 19h. 70 min/90 min. 16 anos. R$ 10 (cada). Até 31/7.

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30.junho.2011 20:24:33

Quentinhas

por luiza.pereira

A doceria La Vie en Douce, de Carole Crema, recebe o frio com um cardápio especial recheado de guloseimas, bebidinhas quentes e chocolate.

Sucesso no inverno passado, as ‘quentinhas’ – marmitas de doces com tampas revestidas de chita, em estampas diferentes para você escolher e colecionar – estão de volta. Charmosas, são uma ótima opção para levar para casa e também para dar de presente. A que traz 300 gramas de pipoca recoberta com chocolate (R$34; na foto, à esq.) é até interessante. Pena que o toque salgadinho do petisco tenha sido apagado pelo sabor intenso da capa (um tanto espessa) de cacau. Uma ótima pedida é a quentinha com seis macios mini bolos de fubá (R$ 12; na foto, à dir.), perfeitos para acompanhar um café no fim da tarde.

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A lousa de mentirinha na parede e o ambiente decorado com ramos de flores da loja do Itaim convida a ocupar uma das mesas e provar um dos docinhos expostos na vitrine ali mesmo. Até o dia 1º de setembro, há uma carta especial de bebidas quentes. Prove o divertido ‘Submarino’: um tablete de chocolate preso a um palito de sorvete, para ser derretido em uma xícara de leite quente (R$ 8, na loja; R$ 12, para viagem).

A lista de quitutes da estação inclui o brigadeiro de colher quente (R$ 7,50) e o bolo quente com calda e um picolé Diletto (R$ 8,50). Você escolhe se prefere bolo de fubá, banana ou chocolate; caldas de caramelo de açúcar mascavo, hot fudge, brigadeiro ou frutas vermelhas e sorvete de maracujá, ‘Vanilla’ ou chocolate italiano.

ONDE: R. Pedroso Alvarenga, 514, Itaim Bibi, 3078-1110, e R. da Consolação, 3.161, Jd. Paulista, 3088-7172. QUANDO: 10h/20h (fecha dom e 2ª.). QUANTO: Cc.: D, M e V.

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30.junho.2011 20:24:25

Mexido, não: batido

por Redação Divirta-se

Jorge Príncipe/ DIV
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No comando das coqueteleiras do Anexo SB, o barmen Kascão Oliveira dá um curso sobre vodca na segunda (4). Ele ensina a preparar ‘Vodka Martini’, ‘Bond Martini’ e ‘Blood Mary’ (foto) . Aulas sobre saquê, gin e cachaça serão dadas nos próximos meses.

ONDE: R. Leopoldo Couto de Magalhães, 440, Itaim, 3079-4389. QUANDO: 18h/últ. cliente. QUANTO: 30 vagas, R$ 100, com reserva.

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30.junho.2011 20:24:18

Imagens de Galeria

por Marina Vaz

Jacques Ardies

1.
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2.
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3.
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Por trás das portas de vidro de um charmoso sobrado dos anos 20 (foto 1), meninas de tranças seguem a caminho da escola, entre árvores de flores amarelas, lilases, azuis. Nas salas seguintes, que alternam pisos de pedra com ladrilhos hidráulicos de diferentes padrões, mais telas (e mais meninas de tranças) ‘decoram’ as paredes. E, com elas, carroças azuis e campos de capim dourado, como os pintados por Lucia Buccini (2).

Ali poderia muito bem ser a casa de alguém com (bom) gosto para as artes – há até cadeiras de madeira e vime, onde se pode tomar um café e admirar as obras (3) –, mas é a sede escolhida desde 2004 pela Galeria Jacques Ardies, fundada há 32 anos.

Percorrendo os ambientes fragmentados da casa/galeria, as figuras singelas da arte naïf (muitas delas de contornos pretos, como nos desenhos infantis) estão até sob as escadas de madeira e na antessala que leva a um jardim com fonte. E mostram que a simplicidade – e a arte – pode estar em qualquer lugar. Até mesmo em um singelo e charmoso sobrado da Vila Mariana.

Galeria Jacques Ardies. R. Morgado de Mateus, 579, V. Mariana, 5539-7500. 10h/18h30 (sáb., 10h/16h; fecha dom.). Grátis.

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30.junho.2011 20:24:10

Notícia velha

por Marina Vaz

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A inauguração de Brasília; investigações sobre a morte de Che Guevara; o retorno dos astronautas da Apollo-11; e balanços feitos pelo então presidente Figueiredo. Estes e outros fatos publicados por jornais brasileiros desde os anos 60 estão, agora, na Galeria Fortes Vilaça. Mas não se trata de nenhuma mostra histórica. Os exemplares originais (e amarelados) foram usados pela francesa Marine Hugonnier para a série de colagens que ela exibe em sua primeira exposição individual no país.

A artista interfere nas capas dos periódicos cobrindo as fotografias com retângulos coloridos – todos em cores como ciano e magenta, que são usadas como base para a impressão de jornais.

A exposição dura um mês e meio e, a cada semana, os trabalhos são trocados, revelando criações feitas em jornais dos anos 60, 70, 80 e assim por diante. Mais uma prova de que a série de Marine, que já foi ao MoMA (Nova York) e à 52ª Bienal de Veneza, sempre se renova – mesmo quando está dentro de uma única galeria.

ONDE: Galeria Fortes Vilaça. R. Fradique Coutinho, 1.500, Pinheiros, 3032-7066. QUANDO: 10h/19h (sáb., 10h/18h; fecha dom. e 2ª). Até 13/8. QUANTO: Grátis.

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30.junho.2011 20:24:04

Quartas de finais

por Dado Carvalho

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O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo faz o último concerto do Teatro Municipal antes do Festival de Dança (música, agora, só no fim do mês). No programa, Dvorák (‘Quarteto Op. 96 – Americano’) e Schumann (‘Quinteto com Piano Op. 44’).

ONDE : Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 3397-0300. QUANDO: hoje, 21h; dom. (3), 11h. QUANTO: R$ 5/R$ 35.

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30.junho.2011 20:23:56

Televisão para ouvir

por Douglas Vieira

Seis anos após um show antológico no Sesc Pompeia, o Television volta à cidade para tocar no palco do Beco 203. Conversamos com o baixista Fred Smith

Divulgação
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OS CARAS | Da esq. para a dir.: Fred Smith, Richard Lloyd, Tom Verlaine e Billy Ficca

Quem costuma associar o punk a uma música acelerada e pesada, pode estranhar ao ouvir Television, que faz show na quinta-feira (7), no Beco 203. Eles fizeram parte da cena musical nova-iorquina de meados dos anos 70, época em que dividiam o pequeno palco do clube CBGB com bandas como Ramones, Blondie, Talking Heads, Patti Smith, Dead Boys, entre outros ícones do movimento de contracultura que ficou conhecido como punk.

De similar entre os grupos existia justamente o fato de cada um ter uma personalidade própria. E a do Television era com certeza o lado mais elaborado da cena, com melodias que mudavam de direção subitamente, muito por conta da forma como Tom Verlaine tocava sua guitarra – e ainda toca.
Ao lado dele, ainda estão Billy Fica (bateria) e Fred Smith (baixo) da formação clássica. Richard Hell, fundador ao lado de Tom, saiu ainda nos anos 70 (queando cedeu o lugar a Fred). E Richard Lloyd abandonou em 2007 e cedeu o lugar a Jimmy Rip (guitarra), que já tocou com Mick Jagger.
Mas uma coisa nunca muda: a garantia de que Television continua sendo um excelente show, como foi na primeira vez que eles se apresentaram por aqui, em 2005.

O que vocês esperam do show?
Faz seis anos desde a última vez. Esperamos que seja um grande show e que nosso fãs estejam todos lá.

Você costuma ouvir bandas novas? Quais?
Escuto principalmente as estações de rádio independentes e ouço todo tipo de música. Muitas vezes não tenho nem certeza do que estou ouvindo. Existe muita música boa saindo, mas meus favoritos ainda são Bob Dylan, Rolling Stones e eu adoro Lucinda Williams. Também gosto de Arcade Fire. Mas não sei se é novo o suficiente.

Ramones, Clash, Sex Pistols e Talking Heads estão entre as bandas que entraram para o Rock and Roll Hall of Fame. Você acha que o Television também deveria estar lá?
Hall da fama? Nós só fizemos alguns álbuns e não tenho certeza se merecemos. Mas seria muito prazeroso e emocionante se nós estivéssemos lá.

Vocês eram bem diferentes das outras bandas de Nova York nos anos 70. Como vocês se viam naquela cena?
Penso que o fato de o Television ser tão diferente foi exatamente o que fez a gente se encaixar tão bem. Afinal, como comparar, por exemplo, Ramones, Talking Heads, Patti Smith e Blondie?

Depois de tantos anos juntos, vocês ainda se divertem durante os shows?
Sim, muito. Nos divertimos dentro e fora dos palcos.

ONDE:Beco 203 (600 lug.). R. Augusta, 609, Consolação, 2339-0351. QUANDO:  5ª. (7), 22h. QUANTO: R$ 80 (antecipado)/R$ 100 (na porta).

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30.junho.2011 20:23:46

Entre na roda

por Fernanda Araujo

Nestas férias, selecionamos programas moderninhos, mas também não nos esquecemos das diversões do tempo de nossos avós. Afinal, é hora de brincar

A tão esperada sexta-feira chegou. E não é uma sexta qualquer. Hoje é o primeiro dia de férias: tempo de sair de casa, de brincar. Então, como todos os anos, o Divirta-se selecionou as atrações mais interessantes em São Paulo.

Dessa vez, porém, para ajudar os pais a organizar a agenda dos filhos, separamos a programação em sete especiais temáticos (17/6, acampamento; 24/6 culinária; 1/7, esporte; 8/7, bichos; 15/7, circo; e 22/7, teatro). Mas, para uma data tão marcante, ainda faltava uma matéria de capa com os programas que não se encaixavam nos temas, como o curso de fotografia, o espetáculo de mágica da Disney e o show de Hélio Ziskind.

E como reunir essas atrações? Concluímos que brincar é o elo mais importante entre tudo o que sugerimos e, sendo assim, pedimos a ajuda do Baptistão para ilustrar nossas páginas com brincadeiras clássicas – só para lembrar que as crianças não precisam de recursos sofisticados para se divertir.

Lembra da bolinha de gude, por exemplo? Pois é, nos intervalos entre nossas sugestões, mostre ao seu filho que acertar a bolinha do amigo e engordar sua coleção de redondas pode ser mais vibrante do que a internet. Fernanda Araujo

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30.junho.2011 20:23:38

Aqueça os ouvidos

por Dado Carvalho

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ACESSO | Boa parte das apresentações é grátis

Começa amanhã o maior evento de música erudita da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão. São 55 concertos em três semanas – alguns até fora da cidade, a 173 km da capital. Apesar das atrações internacionais, o foco é pedagógico. Há 164 músicos bolsistas, selecionados (através de vídeos do YouTube) em um rigoroso processo, que passam o festival ensaiando e aprendendo com grandes artistas. Quem ganha é o público, que pode assistir concertos de, por exemplo, Pinchas Zukerman, Frank Shipway, Mozart Piano Quartet, Het Collectief, Antonio Meneses e Orquestra do Festival. O Divirta-se conversou com Paulo Zuben, diretor do evento, sobre a edição deste ano.

Veja também:
Programação completa do Festival de Inverno de Campos do Jordão

O festival deste ano está mais enxuto que o do ano passado.
O festival do ano passado foi o único a ter quatro semanas. Foi um evento extraordinário. Eu queria que fosse um evento maior ainda, mas tem a questão financeira. Para os alunos, também, é muito tempo. As condições de alojamento ainda não são as ideais para os meninos ficarem quatro semanas lá. A gente voltou ao que era sempre. Tem mais concertos que em 2009. E esse ano estamos inovando com essas itinerâncias da Orquestra do Festival por algumas cidades do interior.

Como que o tema ‘contrastes’ se encaixa na programação?
A proposta é que, em um mesmo concerto, você ouça o mesmo compositor em diversas obras. Outra experiência é ouvir obras de um mesmo período, mas que são de estéticas completamente diferentes. O outro lado do contraste tem a ver com a ação social. Fazer com que a cidade (Campos do Jordão) se aproprie e participe mais do festival. É uma das cidades mais pobres do Estado de São Paulo, com um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). E, ao mesmo tempo, é vista como a Suíça brasileira.

Há algum compositor que está em evidência no festival?
Temos dois. As efemérides do ano são (Gustav) Mahler – há duas sinfonias dele: a ‘Quarta’, tocada pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais; e a ‘Quinta’, tocada pela Orquestra Sinfônica do Porto – e também (Franz) Liszt, que está em ambos os recitais de piano da Capela do Palácio.

O público precisa ser formado?
Mais da metade dos concertos são grátis. Se você faz uma programação excelente, mas com ingressos proibitivos, não está formando público. O segundo ponto é: como você conversa com o público na hora do concerto. Desde o ano passado, convidamos o compositor e jornalista Leonardo Marinelli para ser o mestre de cerimônias. Antes do concerto, ele apresenta as peças, conversa com o público. E o Leonardo fica nos concertos durante os intervalos para tirar dúvidas das pessoas. No nosso entendimento, é a melhor maneira de tornar o concerto uma coisa atraente para quem está ouvindo e não conhece muito do assunto. A música clássica é muito fácil de se entender. O que falta, na verdade, são oportunidades. O trabalho dos músicos é seduzir o público.

Como escolheram os convidados?
Para o festival, não faz muito sentido trazer um artista só para ele se apresentar. Interessa trazer alguém que, além da apresentação, também vai sentar com os nossos alunos, vai dar aula, vai ouvir. Essa é a grande contrapartida que o festival pede aos convidados.

Existe a ideia de transcender os limites físicos do festival?
Eu acho que seria muito bom levar essa programação para outras cidades que não têm acesso. Pode ser mais interessante ter mais localidades no mesmo tempo de três semanas do que um festival mais comprido lá em Campos.

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