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29.maio.2011 23:33:33

Esqueça o garfo

por Camila Hessel

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Começou a temporada de sopas do Obá. Até 27 de junho, o restaurante serve a famosa ‘Pozole de Camarão’ (camarão e canjica em caldo de temperos mexicanos; R$ 39) e o ‘Santo Creme’ (abóbora com fios de carne seca e couve; R$ 34,50; foto). Para conhecer as próximas sopas que entrarão no cardápio, acesse o site do restaurante.

ONDE: R. Dr. Melo Alves, 205, Jardins, 3086-4774. QUANDO: 12h/15h e 20h/0h (2ª, só jantar; 6ª, até 1h; sáb. e fer., 13h/16h30 e 20h/1h; dom., 13h/16h30).

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27.maio.2011 01:30:48

Ponto com nó

por

Passamos um dia inteiro com o rapper que nasceu em Santo Amaro, mora com os pais no Grajaú, e é autor daquela que promete ser a música do ano

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ONDE: Sesc Vila Mariana. R. Pelotas, 141, 5080-3000. QUANDO: 4ª (1) e 5ª (2), 21h. QUANTO: R$ 24.

Dez horas da manhã de uma sexta-feira. Hora de encontrar o cara de quem todo mundo tem falado – no Facebook, no Twitter e nas mesas de bar. O casarão no Alto de Pinheiros está todo fechado. Parece cedo demais para conversar com gente da música. Recém acordado, descalço e em jejum, ele aparece na hora marcada.

De quem estamos falando? Do rapper Criolo, que nos recebeu na casa de um de seus produtores, Daniel Ganjaman, onde está hospedado desde que começou a dar uma entrevista atrás da outra para promover os shows de lançamento de seu segundo disco, ‘Nó na Orelha’, marcados para a próxima quarta (1) e quinta (2), no Sesc Vila Mariana.

Há 23 anos no rap, ele viu seu nome estampar jornais e circular na rede, da noite para o dia, logo depois de colocar seu álbum grátis na internet, em 26 de abril. O sucesso foi impulsionado pela faixa ‘Não Existe Amor em SP’. Se você ainda não conhece, pode escutá-la aqui: http://bit.ly/criolo_amor.

Ali, antes mesmo do café da manhã, percorremos mais de três décadas. Fomos de 1975, ano de nascimento de Kleber Cavalcante Gomes, no bairro de Santo Amaro, a 2011, o ano que marca a guinada na carreira do MC que já pensava em se aposentar. Em um mês, foram feitos 53 mil downloads do disco (25 mil deles em apenas três dias), que teve produção dos competentes Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral.

Eles mostraram um lado ainda pouco conhecido desse cara, que fala sempre manso, mas sorri só de vez em quando. Um cara que entremeia versos improvisados às respostas, como se estivesse em uma das batalhas de rappers que ele costuma frequentar.

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PRIMEIROS ANOS | Filho de um metalúrgico e de uma dona de casa , Criolo cresceu ouvindo Elis Regina, Benito de Paula e Simonal. Aos 12, só ia para o show de rap se a mãe deixasse

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“DE UNS TRÊS ANOS PRA CÁ, EU ESTAVA ME PREPARANDO PSICOLOGICAMENTE PRA SAIR DE CENA COMO MC, PORQUE EU SEMPRE PROCUREI AVALIAR O QUANTO EU ESTAVA CONTRIBUINDO COM ESSA CENA”

“Olha, eu tenho uma história que é a da maioria. Moro em um bairro humilde e meus pais vieram do Ceará na década de 1970 pra fugir da seca e procurar algo melhor”. É assim que Criolo, hoje com 35 anos, começa a contar quem é, e de onde veio. Olhando pela janela, diz que uma das “lembranças mais maravilhosas” é de sua mãe cantando ao lavar a louça, com ele, pequeno, ao lado. Dona Maria Vilani cuidava da família e cantarolava Clara Nunes, Elis Regina e Wilson Simonal. Seu pai, o metalúrgico ‘Seu’ Cleon, era apaixonado por Benito de Paula, Martinho da Vila e Moreira da Silva.
Assim, como quem não quer nada, eles inseriram a música na vida do filho. Aos 12 anos, o garoto já compunha seus primeiros versos de rap. “Eu vi um amigo fazendo e achei belo, nem sabia que nome se dava àquilo. Percebi que no meu bairro tinha grupos e fui ver esses caras. Isso quando minha mãe deixava”, lembra Criolo. Mas e a carreira de músico, quando começou? “Eu não acho que sou músico, porque nunca fiz aula de canto, não sei tocar instrumento e falar sobre intervalos”, diz ele. “Carreira independe de fama e sucesso. O que vale é o seu compromisso com aquilo que você descobriu. É aquilo que você ama. E isso aconteceu na minha vida em 1989.”

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LIÇÃO DE CASA | Criolo sempre frequentou a escola. Chegou a fazer duas faculdades, mas não pegou o diploma de nenhuma. Estava a cada dia mais próximo do rap

No começo da nossa conversa, foi jogo duro tirar alguma coisa de Criolo. Mas logo ele ficou (bem) à vontade e continuou a divagar sobre a sua infância e sua carreira. “Não dá pra mensurar o que vai acontecer quando você vê o seu filho de 12 anos escrevendo poesia ou rimando pela casa”, conta. Após um intervalo, completa: “Eu fui me construindo como cidadão e aprendendo as coisas. Era um jovem em desenvolvimento e a rima estava sempre presente na minha vida. Os meus pais sabiam que o que eu fazia era de coração e não profissional.”

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“HOJE EM DIA, TODO MUNDO CANTA DE VÁRIOS JEITOS, MAS NINGUÉM DEMONSTRA UMA SUTILEZA IGUAL A DELE. É BEM CAPAZ QUE ‘NÃO EXISTE AMOR EM SP’ SEJA A MÚSICA DO ANO, ISSO POR SEU CARÁTER INOVADOR” | MIRANDA | PRODUTOR

Por mais que o rap fosse uma constante em sua vida, Criolo sempre se dedicou aos estudos. E, durante o colegial, teve uma colega de classe especial. “Minha mãe foi me matricular e perguntou se também podia estudar. Fizemos os três anos juntos”. Em seguida, ele fez faculdade de artes e de pedagogia, mas não chegou a se formar. “Bateu na trave. Cheguei a fazer o trabalho de conclusão – não me formei, mas vivi os cursos inteiros”, conta. Já Dona Maria seguiu em frente com os estudos e se formou em filosofia. Eu digo que ele deve ter orgulho dela. Com os olhos marejados, ele encurta a resposta: “É…”. E, após me encarar: “Antes mesmo dela fazer filosofia”, diz, agora sorrindo.

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“QUANDO VOCÊ OUVE O DISCO DO INÍCIO AO FIM, PERCEBE QUE É MUITO BRASILEIRO E QUE TEM MUITO A VER COM A GENTE”. | KIKO DINUCCI | MÚSICO

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QUEM QUER COCADA? | Até pouco tempo atrás, Criolo nem pensava em viver de música. Tocava o rap em paralelo aos seus muitos trabalhos, que foram de professor a vendedor de cocada

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A RINHA É DEMOCRÁTICA. E NÃO UM LUGAR QUE FOMENTA A VAIDADE E O EGO. TODOS SABEM QUE É UMA CASA ABERTA A QUEM VIER COM BOAS INTENÇÕES. VÁ LÁ VOCÊ TAMBÉM: @RINHADOSMCS

“Fui desde o cara que vendia cocada na rua até o professor de artes da rede pública”, diz, se referindo às outras profissões que teve. O hip hop seguia em paralelo. Ele participou das formações de alguns grupos do Grajaú que cantavam rap e aprendeu bastante neste período. Também foi nesta época que ele encontrou Cassiano Sena, mais conhecido como DJ Dan Dan. “No início era só aquela coisa de se cumprimentar no baile”, conta Dan Dan. “Fiz um festival de rap que o grupo do Criolo participou. Aí começamos a trocar uma ideia mais firme. Daí pra cá, a amizade foi crescendo.”

Em 2006, os dois criaram juntos a Rinha dos MCs, uma festa de hip hop que tem como principal atração as batalhas de improvisação (freestyle). Hoje, o evento é considerado um dos mais tradicionais da cidade e, essas batalhas de rimas revelam talentos importantes. O exemplo mais atual e relevante, além de Criolo, é Emicida – que lançou duas mixtapes e se apresentou no festival californiano Coachella. A ideia é que a Rinha não seja só um encontro dos que querem mostrar versos, mas também um espaço para grafiteiros e até oficinas de xadrez. “O que a gente valoriza é a vontade de querer viver isso com a gente”, diz Criolo.

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NADA DE SE RENDER | Toda carreira passa por altos e baixos. Várias vezes, Criolo pensou em desistir. Se hoje estamos aqui falando nele, devemos muito a seu amigo Dan Dan

Em 2006, mesmo ano em que nasceu a Rinha dos MCs, Criolo lançou o seu primeiro disco, ‘Ainda Há Tempo’. Mas quando surge o assunto, ele não parece se empolgar: “Foram apenas mil unidades. Em dois meses acabou.” Quando pergunto se pensou em desistir, ele reflete: “Existem momentos em que você está cansado, mas o Dan Dan é um cara que sempre se antecipou ao meu cansaço maior. Ele não deixava o meu joelho se dobrar.” Dan Dan não se gaba, parece agradecido. “O Criolo é um cara muito sensível, apesar de o rap dele ser sarcástico, sério e radical”, diz. “Se ele ajudou alguém e essa pessoa fala mal dele por aí, ele se estressa e desanima.” Nesses momentos, o amigo admite que sabe qual é o remédio para reanimar o rapper. “Eu sempre troco ideia com ele, lembro do talento que tem e da boa intenção. Falo o quanto ele é importante para essa cena”, completa Dan Dan.

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“O DISCO DELE MEXEU COM O PÚBLICO PELA HONESTIDADE. ELE É UMA CARA CARISMÁTICO E IMPRESSIONA QUALQUER CLASSE SOCIAL POR SUA POÉTICA SER ENCANTADORA. O ÁLBUM DELE MOSTRA UM AMADURECIMENTO DO RAP” | DJ DAN DAN | MÚSICO

O papo fica mais leve e menos tenso quando o assunto se volta para o novo disco, ‘Nó na Orelha’. “A Matilha Cultural é a culpada de tudo isso, sobretudo uma pessoa em especial, e que não quer aparecer”, diz Criolo, fazendo mistério.

“O DISCO É UMA OBRA-PRIMA. TEM UMA BRASILIDADE SEM APELAR PARA CLICHÊS. ELE É UM BAITA LETRISTA E TEM UM TIMBRE DE VOZ MUITO SEDUTOR. ELE CONSEGUE SER VERSÁTIL SEM TRANSFORMAR O CD NUMA COLCHA DE RETALHOS” | PITTY | CANTORA

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FORA DA RINHA | Com ajuda da Matilha Cultural e com os produtores Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, Criolo leva suas rimas para novos palcos, longe da periferia

Em 2010, o MC já tinha lançado o DVD ‘Criolo Live em SP’, com ajuda da Matilha Cultural. Ele diz que o vídeo era um agradecimento aos seus 20 anos de rap. Mas também registrou ali um lado desconhecido: o rapper que dizia querer pendurar as chuteiras compunha sambas. Foi por meio de seu contato secreto na Matilha que ele conheceu um de seus atuais produtores, Marcelo Cabral – que convidou Daniel Ganjaman para entrar na produção de ‘Nó na Orelha’. O disco foi trabalhado entre julho de 2010 e fevereiro deste ano. “Ele chegou com 60, 70 músicas e mostrou pra gente”, conta Cabral. “Mas de cara já tinha ‘Freguês da meia-noite’, ‘Bogotá’, ‘Subirusdoistiozin’. As músicas estavam bem prontas.” Ganjaman completa: “Quando ele começou a cantar estas, pensamos: estão no disco.” Na hora de divulgar o álbum, Criolo sabia bem qual seria o primeiro passo. “Como a Matilha me proporcionou o disco, o estúdio e esses produtores, quis deixá-lo gratuito para o público”, afirma o rapper. E que efeito teve o sucesso inesperado? “Tomei um susto”, diz Cabral. “Acho que o Criolo também. Mas ele tem o pé no chão. Não está deslumbrado.”

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“O CRIOLO TRANSCENDEU O RAP DE UMA FORMA MUITO AUTÊNTICA E LEGÍTIMA. ELE ME IMPRESSIONA A PONTO DE EU DEDICAR PARTE DO MEU TRABALHO PESSOAL A CARREIRA DELE, EM QUE EU ACREDITO MUITO” | DANIEL GRANJAMAN | PRODUTOR

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O RAP É MAIORIA | No disco de Criolo, há um pouco de samba, bolero e afrobeat, mas ele defende que quem deu liga ao álbum foi mesmo o bom e velho hip hop

Em três dias, 25 mil pessoas fizeram o download do disco de Criolo. E hoje este número já passa de 53 mil. Primeiro trabalho a revelar que o MC também podia passear por outros estilos musicais, ‘Nó na Orelha’ é, segundo ele, um disco de rap, sim. “O rap nesse trabalho é a totalidade, porque quando eu falo de rap eu vou além da estética. Eu vejo a atitude de criar um diálogo para o crescimento da cidade de São Paulo. para uma melhoria e bem estar do povo brasileiro, e isso está presente em todas as faixas.” Ok, ele me convenceu, a essência do rap predomina no disco. Antes ele era conhecido como Criolo Doido, mas, neste álbum, retirou o segundo apelido. A julgar pela sensatez demonstrada ao longo da entrevista, a decisão faz sentido. Mas então por que Criolo Doido? “Talvez por uma provocação, para convidar as pessoas a me chamar de uma forma que as incomode. Uma forma incômoda pelo que está escrito no dicionário e pelo valor que a sociedade tem dado a esta palavra. O que pra muitos pode ser um xingamento, pra mim é um elogio”, explica. E o ‘Doido’ sai de cena. “Tem que fazer muita coisa pelo País pra alguém dizer de você: ‘esse é doideira mesmo’. Eu tenho que crescer muito enquanto, contribuir muito como cidadão pra receber este elogio”, fala, esboçando pela primeira vez uma certa maluquice – mas, como sempre, com uma franca modéstia.

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“ELE É O CARA QUE CHEGA PRA BOTAR FOGO, SE ELE VAI FAZER UM SHOW É PRA INCENDIAR. A APRESENTAÇÃO QUE ELE FEZ NO STUDIO SP ESTAVA LOTADA, TODO MUNDO CANTOU ‘NÃO EXISTE AMOR EM SP’ EM CORO” | MARCELO CABRAL | PRODUTOR

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26.maio.2011 21:08:06

Perdeu os Encontros Estadão & Cultura?

por Redação Divirta-se

Entre os dias 18 e 20 de maio, reunimos cineastas, dramaturgos e urbanistas que costumam frequentar nossas reportagens, e ainda tivemos uma apresentação de Márcio Ballas, da Cia. do Quintal. Não conseguiu estar lá? Confira abaixo os vídeos das apresentações.

18/5
Todo ano, o Divirta-se avalia as salas de cinema da cidade para você. Neste bate-papo, mediado por Rodrigo Villela, do Estadão, os cineastas Tata Amaral e Tadeu Jungle deram sua opinião.

19/5
A organização da Virada Cultural deste ano anunciou que 4 milhões de pessoas circularam pelo evento. Camila Hessel, editora do Divirta-se, recebeu a dramaturga Claudia Schapira e a urbanista Raquel Rolnik para uma conversa sobre esses tipos de maratonas culturais.

20/5
O mestre do improviso Marcio Ballas, da Cia. do Quintal, fez uma apresentação exclusiva ao lado de Marco Gonçalves e Guilherme Tomé. Afinal, não há cultura sem humor.

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26.maio.2011 21:07:51

Para inglês ler

por Marina Vaz

De hoje (27/5) até 12/6, a cidade recebe o 15º Cultura Inglesa Festival. Confira nosso dicionário (inglês- português) com as melhores opções do evento

Quer ver a programação completa? Acesse http://festival.culturainglesasp.com.br.

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26.maio.2011 19:28:56

Ópera leve

por Dado Carvalho

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SAP | Eles cantam em alemão, mas há legendas no telão

A vida de uma garota que conhece um príncipe (meio calvo) na universidade poderia ser um conto de fadas moderno (ainda mais quando ela dispensa a carruagem e chega ao próprio casamento de carro). No entanto, Catherine, a Duquesa de Cambridge e mulher do príncipe William, ainda não virou historinha de ninar e nem está entre as protagonistas do Disney on Ice, tadinha.

Mas não dá para dizer que ela foi completamente esquecida – mesmo que a homenagem seja breve. É que na nova montagem da opereta A Viúva Alegre há uma referência ao casamento real britânico, que dominou a mídia no mês passado.

Não encare, porém, a brincadeira como heresia à música lírica. O gênero da obra permite tal gracejo. Por opereta, compreende-se algo que, a grosso modo, está situado entre a pompa de uma ópera (de teor trágico e técnica lírica rigorosamente adquirida) e a fantasia de um musical (com temas mais leves e canto popular). Isso significa que ela continua fazendo uso da música lírica, mas com temas menos sérios. A Viúva Alegre – uma comédia composta pelo austríaco Franz Lehár e apresentada pela primeira vez em 1905 – conta a história do embaixador de um país europeu fictício, que tenta convencer a rica viúva Hanna Glawary a se casar com um compatriota e, com isso, trazer sua fortuna para o país.

Em operetas também é comum inserir diálogos ou narrações entre os números musicais. O costume era adotado na Alemanha antes do surgimento do gênero, em peças que recebiam o nome de ‘singspiel’. A Flauta Mágica, de Mozart, está entre as mais conhecidas.

Esta é a segunda ópera do ano no Theatro São Pedro. Também é uma remontagem: em dezembro, A Viúva Alegre fez sucesso no mesmo teatro. Desta vez, há pequenas alterações no elenco, com a soprano Gabriella Rossi no papel de Hanna. A regência é de Emiliano Patarra.

ONDE: Theatro São Pedro. R. Barra Funda, 171, 3667-0499. QUANDO: Hoje (27), 20h30; dom; (29), 17h. QUANTO: R$ 30. www.ingressorapido.com.br.

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26.maio.2011 19:27:45

Imagens de Galeria

por Marina Vaz

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Fass

Melhor do que ir a um lugar novo é poder conhecê-lo com um outro olhar. Por trás de uma lente de câmera, que faz as vezes de olho mágico na Galeria Fass, um texto do curador Diógenes Moura nos provoca a pensar em como vemos o mundo, e a observar as fotos expostas por mais de “três segundos”.

Ao andar pelo pequeno espaço – um único corredor (foto 1) –, essas palavras voltam à mente. E é possível desacelerar diante das imagens do francês Jean Manzon. No ar que emoldura as 30 fotografias de moda, prevalece um tom feminino. E forte. Como o rosa choque das paredes, pensado especialmente para a exposição. Ou os focos de luz que iluminam retratos de modelos no Copacabana Palace (2) e de dançarinas de cabaré, nos anos 40 e 50 – um cuidado com a ambientação mais comum em museus.

Atrás da escada (3), há fotos vintage (especialidade da galeria), com revelações originais de época e qualidade que não envelhece. Ali, ao ver que grande parte do ambiente já foi percorrida, dá até vontade de encurtar o passo. Para o percurso ser mais longo – e aquela experiência durar mais.

ONDE: Galeria Fass. R. Rodésia, 26, V. Madalena, 3262-1719. QUANDO: 10h/19h (sáb., 11h/15h; fecha dom.). Jean Manzon: até 28/6. QUANTO: Grátis.

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26.maio.2011 19:25:49

Heróis numa Fria

por Fernanda Araujo

disney.jpgGELAADA| Buzz e fantasmas dividem a pista com as princesas

Buzz Lightyear, Os Incríveis, o Chapeleiro Maluco e outros famosos decidem passar férias na Disneylândia – o destino mais procurado pelas famílias normais. Normais? Complicado para um time tão complexo. E é justamente isso que ocorre em Disney On Ice – Aventuras em Walt Disney World, que estreia 4ª (1), no Ginásio do Ibirapuera.  A produção pomposa reúne 37 patinadores que deslizam sobre uma pista de 7 toneladas, coberta por fina camada de gelo. Tudo no estilo do parque norte-americano, com cenários e figurinos elaborados – como as xícaras gigantes de Alice e a Mansão Mal Assombrada, que tem fantasmas e luzes negras bem parecidos com o da original.
Aliás, a combinação de seres assustadores com piratas e heróis é mais uma estratégia para atrair os mocinhos (proposta lançada, sem muito sucesso, no ano passado). Este, porém, não é o fim das princesas: Branca de Neve e Cinderela já garantiram seus lugares no Desfile de Luzes. As mocinhas agradecem.

ONDE: Ginásio do Ibirapuera. R. Manoel da Nóbrega, 1.361, 4003-6464.  QUANDO: a partir de 4ª (1/6), 20h; 5ª, 15h e 20h; 6ª, 20h; sáb., 15h e 19h; dom., 11h, 15h e 19h. Dia 11, também 11h.  QUANTO: R$ 40/R$ 180. Até 12/6. Rec. da prod.: livre. 100 min (20 min de intervalo).

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26.maio.2011 19:20:45

Apelou, Perdeu

por Douglas Vieira

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SUPERAÇÃO | A sequência de ‘Se Beber Não Case’ é ainda mais escatológica

Uma despedida de solteiro insana, em que quatro amigos se envolvem em situações realmente insólitas, com direito a feridos, drogados e histórias das mais improváveis pareceu pouco. Especialmente pelo sucesso com o público. O diretor Todd Phillips, que não bebeu nada e entendeu tudo ($$), resolveu investir em uma sequência de ‘Se Beber, Não Case!’, que estreia hoje (27).

O resultado é um escracho tão grande que a mãe de Zach Galifianakis, ator que protagoniza as piadas mais absurdas do filme, não irá conferir o resultado – a pedido do filho, que não quer envergonhá-la. É possível que a declaração tenha sido apenas mais uma brincadeira de Galifianakis, mas talvez fosse realmente prudente que ela (e qualquer outra mãe) passasse longe das salas de cinema que exibem a sequência.

Afinal, para continuar um longa desse tipo, era preciso se superar. E a forma escolhida para tentar bater o primeiro filme – que lembra bastante o clássico ‘A Última Festa de Solteiro’ (1984), de Neal Israel – foi apelar. E, como todo mundo sabe: apelou, perdeu!

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26.maio.2011 18:44:30

Motivos de sobra

por

Em agosto de 2010, foi anunciado que o rapper e produtor Timbaland se apresentaria em um festival em São Paulo. A euforia foi grande, mas logo veio um balde de água fria: o Urban Music Festival tinha sido cancelado.

Dez meses depois, o evento finalmente vai ser realizado no próximo domingo (29), na Arena Anhembi. Timbaland não está no pacote, mas basta ver as atrações para perceber que a organização do festival compensou a ausência.
Com a ideia de prestigiar a cultura urbana, vai além da programação musical. Durante a manhã, tem espaço para grafiteiros, skatistas e jogadores de basquete mostrarem a sua arte.

Mas é no período da tarde, quando começa a série de shows nacionais e internacionais, que o espaço deve lotar. Talvez você não aguente a maratona de apresentações, que tem início às 12h e vai até às 23h30. Por isso, sugerimos as atrações que você não pode perder.

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  • Em uma conversa recente com o Divirta-se, o rapper americano Ja Rule disse que faz uma das melhores performances de hip hop ao vivo. Você acha o comentário prepotente? Confira a apresentação dele, às 19h. Ela costuma valer a pena.

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  • No começo do ano, o Emicida, expoente do rap brasileiro, correu atrás do passaporte e do visto americano para participar do festival californiano Coachella. Se você ainda não conhece o jovem talento, veja porquê que ele chamou a atenção dos gringos em seu show, às 21h.

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  • Neste ano, John Legend ganhou um Grammy pelo disco ‘Wake Up!’. Mas ele deveria receber outro prêmio por ter participado de um evento na Casa Branca, em Washington, e ter postado uma foto sua, pelo Twitter, direto do banheiro. Tanta ousadia (e talento) merece a sua atenção, quando o relógio marcar 22h30

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ONDE: Arena Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, 4003-1212. QUANDO: Dom. (29), 10h. QUANTO: R$ 240/R$ 650.

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26.maio.2011 17:54:23

Primeira página

por Dado Carvalho

A Flip é só em julho. Enquanto espera pela Festa Literária Internacional de Parati, você pode encontrar escritores no 4º Festival da Mantiqueira, de hoje (27) a domingo, em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos. Um deles é o argentino Federico Andahazi, que trabalha em seu próximo romance. Há apresentações de Lobão, que lançou sua autobiografia no fim de 2010, e da Orquestra Sinfônica de Campos do Jordão. Confira os destaques abaixo e a programação completa em www.cultura.sp.gov.br.

ONDE: Pça. Con. Antonio Manzi, S. Francisco Xavier, S. José dos Campos. QUANDO: Hoje, 17h/23h59; sáb. (29), 9h/23h; dom. (29), 9h/17h30. QUANTO: Grátis.

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Moacyr Scliar, morto em fevereiro, é homenageado por Rosi Campos e Cadão Volpato. A dupla lê textos do autor antes de cada debate na tenda principal.

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Katia Canton, que escreve no caderno Estadinho, é especialista em contos de fada. Ela promove uma atividade infantil sobre o assunto. Sáb. (28), 12h.

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O cronista Antônio Prata, que trabalha em um livro com relatos de sua infância, participa de um bate-papo com Reinaldo Moraes e Luiz Felipe Pondé. Dom. (29), 16h.

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Luiz Ruffato, que lança em breve Domingos sem Deus, último volume da série ‘Inferno Provisório’, fala sobre livros com Sérgio Sant’Anna. Sáb. (28), 11h.

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Xico Sá lança o romance Big Jato pela editora Record. Ele também participa do debate ‘Machos, machistas, fêmeas, feministas’, com Márcia Tiburi. Sáb. (28), 17h30.

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Os autores Ignácio de Loyola Brandão, colunista do Estado, e Márcio de Souza conversam sobre a metrópole e seus personagens. Dom. (29), 11h.

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