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29.abril.2011 17:47:18

Cantoria do paiol

por Fernanda Araujo

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Saltimbancos: turma da fazenda dá show na cidade grande com hits da roça

Júlio, Alípio, Lola, Zazá, Lilica e Caco receberam um convite danado de bom: cantar uma música na festança da cidade grande. Seguia tudo certinho para a pequena participação até que, na última hora, os artistas cancelaram seus números. Bem, como amarelar não é coisa do povo da roça, adivinhe só quem assumiu os microfones animou a moçada? O reboliço está marcado para começar amanhã (30), às 18h, no Citibank Hall, em Cocoricó – o Show. Com referências à fazenda, à cidade e ao circo, o espetáculo segue a mesma linha que, há 15 anos, faz sucesso na TV Cultura, com bonecos coloridos, espertos e divertidos. Sob a direção de Flávio de Souza, as canções (de Hélio Ziskind) também são as clássicas da marca. Mas eles cresceram barbaridade. Os bonecos, antes animados por pessoas, ficaram grandões e agora andam com as próprias pernas. Ô, trem bom.

ONDE: Citibank Hall. Av. Jamaris, 213, Moema, 4003-6464.

QUANDO: amanhã (30), 18h; dom., 11h e 16h. Dia 7, 18h e dia 8, 16h.

QUANTO: R$ 60/R$ 100.

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29.abril.2011 17:11:23

Dose única

por Fernanda Araujo

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Receita: três gotas de criatividade e uma colher de humor curam muitos males

Se você sofre de rabugice, dor de cotovelo e outros males do corpo e da alma, não se preocupe em marcar consulta. Os Doutores da Alegria têm o ‘remédio’ para seu caso. Famosa por animar doentes e familiares nos hospitais, a ONG exibe no domingo (1), no Tucarena, a 1ª Roda Besteirológica de 2011, destinada à ‘cura’ de crianças e adultos. “Achamos que o novo nome (da antiga Roda Artística) traduz melhor o intuito do projeto, que é levar para o teatro cenas criadas pelas duplas de besteirologistas a partir da atuação nos hospitais”, diz o diretor Ângelo Brandini. Bem, se você acha que essa história de doutor é piada, dispense o receituário e vá para a bula. 

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Indicação: crianças dos 2 aos 102 anos de idade 

Composição: palhaços besteirólogos bem bobos: 20 exemplares; quilometragem a pé por corredores de hospitais: milhares; vontade de se apresentar para quem está fora do hospital: muita; bobagens e maluquices: a perder de vista; tropeços e cabeçadas: um montão

Modo de usar: vá até o Tucarena, sente o bumbum numa cadeira macia, relaxe e deixe a risada rolar solta. 

Contraindicação: quem estiver com dor de barriga e precisar conter o riso. 

Superdosagem: provoca uma vontade danada de ter um nariz vermelho e usar sapatos enormes. 

Efeitos colaterais: riso frouxo, sensação de leveza, miolo mole. 

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ONDE: Tucarena. R. Monte Alegre, 1.024, Perdizes, 3670-8455. 

QUANDO: dom. (1), 11h. 

QUANTO: R$ 20. 60 min. Rec. da produção: a partir de 2 anos.

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18.abril.2011 17:49:11

Saudades do Jeca

por Dado Carvalho

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NOVO | O material é antigo, mas a concepção do museu é moderna

Nas videolocadoras de bairro da década retrasada, não era difícil encontrar uma estante dedicada exclusivamente a Amácio Mazzaropi, morto em 1981, vítima de leucemia. O cineasta, que atuava como protagonista de seus filmes, foi um dos maiores comediantes do cinema brasileiro entre os anos 50 e 70, e deixou clássicos como Jeca Tatu, O Corintiano, Meu Japão Brasileiro e O Vendedor de Linguiça, quase todos incorporando o ideal do homem caipira.

Esse caipira, aliás, foi concebido por outro célebre morador da cidade de Taubaté: Monteiro Lobato. O escritor havia criado o personagem para ilustrar os reclames do poderoso Biotônico Fontoura, que prometia dar um jeito até no mais preguiçoso dos roceiros. Estas histórias estão todas no Museu Mazzaropi, que acaba de ser inaugurado.

Na verdade, o acervo já estava exposto há alguns anos, mas em partes do Hotel Fazenda Mazzaropi. Na última semana, o museu foi aberto em um prédio só para ele, com uma pompa que deixaria o caipira admirado. A visita começa antes mesmo da entrada do recinto: o prédio foi erguido em formato de lata de filme. Lá dentro, a linha do tempo da vida do Jeca é entremeada por aparelhos dos mais antigos, como os imensos equipamentos usados nas filmagens, quanto modernos, como os monitores com trechos de filmes, instalações interativas e até uma cabine com trilhas sonoras (a mais célebre canção talvez seja Tristeza do Jeca, do filme homônimo, regravada por diversas duplas sertanejas).

Na parte dos objetos antigos, preste atenção na espingarda com cano em forma de ponto de interrogação (se a peça em si é cômica, imagine as cenas em que ela aparece). Na lojinha de souvenirs, além dos filmes e livros sobre Mazaroppi, há a Cachaça do Jeca (R$ 27,90). Se der fome, aproveite para almoçar no hotel fazenda (R$ 46). O valor inclui um passeio pelo complexo, construído inicialmente como estúdio e alojamento para o elenco dos filmes.

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18.abril.2011 17:45:32

Trim, trim, trim

por Fernanda Araujo

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Em uma das cenas, Bianchini conta a aventura de um carangueijo rebelde
que desafia a família na tentativa de andar para frente

Bianchini era um vendedor de remédios que viajava a semana inteira. Para matar a saudade da filha, eles fizeram um combinado: todos os dias, às 21 horas, o pai procurava um orelhão e ligava para saber como tinha sido o dia da garota e contar à ela uma nova história. Eram aventuras sobre mamutes banguelas e até sobre uma doméstica que adorava Rita Pavone. As Histórias por Telefone, que encantavam a menina e as curiosas telefonistas que completavam a ligação, fazem parte da peça que estreia domingo (17), com a Cia. Delas.”Pegamos seis histórias inspiradas na obra de Gianni Rodari”, contou Carla Candiotto, a diretora convidada da ótima montagem.

Na ocasião, falamos também com o próprio Sr. Bianchini:
Porque escolheu contar histórias?
O tempo de uma moedinha é curto: tenho que entreter e criar uma expectativa para o dia seguinte.
Como faz para criar uma aventura por dia?
Certa vez, a inspiração veio de uma coceira no nariz. Depois, de um carrossel que vi na rua. Invento histórias sobre coisas que ouço e vejo. Fica a dica. É de graça.

ONDE: Sesc Pinheiros. R. Paes Leme, 195, 3095-9400.
QUANDO: Dom., 15h e 17h.
QUANTO: R$ 8 (grátis só neste domingo). Até 29/5.

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10.abril.2011 15:46:26

Hora do show

por Carolina Arantes

Mathieu Amalric venceu o festival de Cannes do ano passado pela direção de Turnê, seu quarto longa. Dono de um dos rostos mais expressivos do cinema francês atual, é famoso pelo trabalho como ator (interpreta o protagonista tetraplégico de ‘O Escafandro e a Borboleta’), mas dirige com segurança esse road movie francês, em que também atua como o personagem central.

Joachim Zand, um ex-produtor de televisão de Paris, abandona trabalho, família e amigos e vai para os Estados Unidos, onde reúne algumas dançarinas de neoburlesque e, anos depois, volta à França para uma turnê. A promessa de levar o espetáculo até Paris se desfaz após desentendimentos com o dono do teatro e, a partir daí, acompanhamos uma sequência de apresentações em casas de show decadentes e hotéis baratos no litoral.

Ao optar por um registro realista, quase documental, Mathieu contratou dançarinas profissionais, e não atrizes. Além disso, produziu de fato uma turnê para colocá-las na estrada e captar imagens de diferentes exibições. E conquistou um equilíbrio feliz entre o caráter de franco mau gosto de algumas das coreografias e a forma divertida – e até inocente – com que as ‘meninas’ as conduzem. O fetichismo não é levado a sério: ri-se dele.
Joachim parece em guerra com todos. É persona non grata no meio televisivo, não agrada aos filhos e nem às ex-mulheres. Aos poucos, a quixotesca turnê se revela uma tentativa sua de confrontar o passado e de provar seu valor ao país que lhe deu as costas.

E isso também gera atrito entre ele e as dançarinas. Mas, nesse caso, não há rompimento. Após um dos shows, em uma das cenas mais belas, as garotas se reúnem no lobby do hotel, ainda maquiadas, mas vestidas de moletom, e escutam umas delas cantar (‘I Will’, do Radiohead) enquanto fazem dormir os filhos pequenos de Joachim. Apesar das desavenças, o diretor e sua trupe se mantêm unidos por este senso de comunhão tão comum entre tipos marginais – e que costuma, bem sabe Mathieu, render bons filmes.

Carolina Arantes

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10.abril.2011 15:37:41

Leia a bula

por Carolina Arantes

Uma ‘bula’ alerta para reações adversas provocadas pelo uso de determinado ‘medicamento’: “após 10 minutos de sua ingestão, o paciente costuma ficar alegre, satisfeito, culto e feliz”. Assim, de forma irreverente, é apresentada a exposição Remédio, que inaugurou neste sábado (9) a galeria Spray, com artistas ligados à arte urbana e ao grafite.

O espaço é comandado por Rui Amaral – que, há 30 anos, espalha seus trabalhos pela cidade, como o famoso mural do túnel ‘Buraco da Paulista’ – e por seu amigo José de Souza Queiroz.

A mostra de estreia inclui telas e obras tridimensionais de Carlos Delfino, Ciro Cozzolino, Marta Oliveira, Zé Carratu, além do próprio Amaral. Com exceção de Marta, todos eles fizeram parte do coletivo ‘Tupinãodá’, um dos pioneiros da arte de rua em São Paulo. “Quis mostrar um pessoal relevante dos anos 80 e o ‘Tupinãodá’ é que teve a ideia de fazer grafite na Vila Madalena; se hoje o bairro é todo grafitado, é porque nós começamos a pintar aqui naquela época”, relembra Amaral.

Para entrar em um nicho de galeria cujo exemplo mais bem-sucedido é o da Choque Cultural, Amaral se inspira em artistas como o norte-americano Keith Haring (1958-1990). “Ele foi referência nisso – por que não um artista participar de grandes exposições e ter também um pequeno espaço seu?”, diz.

Para a programação do ano da Spray, Amaral já tem confirmada uma mostra dedicada à técnica de estêncil, com nomes como Carlos Matuck e Celso Gitahy (agosto). Também pretende abrir espaço para autores das controversas pichações, como Djan (em outubro). Leia aqui entrevista com Rui e veja fotos das obras da Spray.

Se depender da galeria, os próximos meses serão cheios de ‘remédios’ – “para os olhos e para a alma”.

Marina Vaz

Onde: Spray Galeria. R. Delfina, 112, V. Madalena, 3034-3879.
Quando: 11h/20h (dom., 14h/20h; fecha 2ª). Abre sáb. (9), 14h/20h. Até 7/5.
Quanto: Grátis.

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09.abril.2011 11:51:15

A era do rádio

por Carolina Arantes

New York, New York, musical baseado no filme de Martin Scorsese, ganha versão dirigida por José Possi Neto. Alessandra Maestrini e Juan Alba encabeçam o elenco, que é embalado por uma big band.Veja aqui mais informações sobre a estreia e, aqui, um vídeo feito pela TV Estadão.

Onde: Teatro Bradesco (1.352 lug.). Bourbon Shopping. R. Turiassu, 2.100, Pompeia, 4003-1212.
Quando: 5ª (estreia: 14/4), 21h; 6ª, 21h30; sáb., 17h e 21h; dom., 19h. Até 3/7.
Quanto: R$ 50/R$ 170.

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08.abril.2011 21:17:41

Cozinha de autor

por Carolina Arantes
O Epice, recém-aberto nos Jardins, é um restaurante que preza a concisão. O ambiente é despojado; são poucos funcionários; e o cardápio, de perfil contemporâneo, é bem enxuto. O chef é Alberto Landgraf, que trabalhou na França e na Inglaterra (aqui, ele foi consultor dos bares da Cia. Tradicional de Comércio). Usando bons produtos e praticando uma cozinha técnica e autoral, o mestre-cuca apresenta pratos muito bem resolvidos. Entre as sugestões, a entrada charcuterie (com terrine e rillette suínas, além de outros itens), e principais como o polvo em baixa temperatura e a vitela braseada. Na hora do almoço, há um menu executivo bastante honesto, por R$ 39,90.
Leia mais sobre o restaurante aqui.

Onde: R. Haddock Lobo, 1.002, Jd. Paulista, 3062-0866.
Quando: 12h/15h e 20h/0h (sáb. até 16h; dom. até 17h; 6ª e sáb., até 1h; fecha 2ª).
Quanto: Cc.: todos.

Luiz Américo Camargo

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08.abril.2011 20:25:18

O Japão de Pina

por Carolina Arantes
O mundo da dança pode ser dividido em antes e depois de Pina Bausch, que revolucionou a dança-teatro, criando narrativas coreográficas. Diretora, coreógrafa, dançarina e professora, Pina morreu em 30 de junho de 2009, mas seu legado permanece.

Na 5ª (14), a temporada de dança 2011 do Teatro Alfa abre sua programação, com a primeira das cinco apresentações do Pina Bausch Tanztheater Wupperthal. Fruto de um processo de criação coletiva, que partiu das experiências vividas pela companhia em 2004, no Japão, ‘Ten Chi’ é um dos trabalhos que ela chamou de “relatos de viagem coreografados”. Nele, 17 bailarinos dançam signos e referências da cultura japonesa contemporânea.

Para quem admira o universo de Pina – muitos a consideram a maior coreógrafa de todos os tempos –, é a chance de (re)ver uma de suas grandes obras. Para quem nunca viu uma, ‘Ten Chi’ é um bom exemplo da revolução perpetrada pela dançarina alemã. Imperdível.

Onde: Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento B. de Andrade Filho, 722, 5693-4000.
Quando: 5ª (14) a sáb., 2ª (18) e 3ª (19), 21h; dom. (17), 18h.
Quanto: R$ 60/R$ 200

Guilherme Conte

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08.abril.2011 20:05:40

Comemoração compartilhada

por Carolina Arantes
O que a D-Edge e o DJ alemão Sven Väth têm em comum? Além da festa simultânea dos 11 anos do clube e dos 30 de carreira do DJ, no Espaço Ária, ambos são referências no mundo da música eletrônica. Sven começou em 1987 focado no dance, mas aos poucos expandiu seu repertório para outros nichos, como você vai perceber na festança. Juntos, os dois farão uma comemoração tão grande que nem o clube da Barra Funda (com a reforma de três andares) seria capaz de comportar.

Onde: Espaço Aria. R. Beira Rio, 116, V. Olímpia, 3666-9022.
Quando: Sáb. (9), 23h.
Quanto: R$ 150/R$ 250 (open bar).

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