Liv Ullmann é conhecida por seus papéis nos filmes de Ingmar Bergman, sueco que dirigiu dramas psicológicos ousados como ‘Persona’ (1966). Miss Julie, dirigido pela norueguesa, é menos audacioso que os longas que protagonizava.

Baseado na peça do também sueco August Strindberg, o longa de época explora a tensão psicológica e sexual entre a aristocrata do título (Jessica Chastain) e um de seus serviçais, John (Colin Farrell). Na Irlanda do fim do século 19, numa noite de solstício de verão, Julie leva ao máximo as provocações que vem fazendo há tempos, atiçando e humilhando John enquanto faz ciúmes na cozinheira Kathryn (Samantha Morton), noiva do rapaz.

O que, a princípio, parece apenas um jogo sádico, torna-se, ao longo da madrugada, um cabo de força entre os dois, atravessado por hierarquia e paixão. Rafael Abreu

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22.maio.2015 07:00:50

‘Poltergeist – O Fenômeno’ atualiza clássico do terror

por Redação Divirta-se

É questionável a escolha do produtor Sam Raimi de recriar um dos maiores clássicos do terror como Poltergeist. A retomada ocorre 33 anos depois da estreia nos Estados Unidos do filme que tinha Steven Spielberg como produtor. Aliás, muitos rumores dão conta de que ele na verdade dirigiu grande parte do longa – a Tobe Hooper, de ‘O Massacre da Serra Elétrica’, coube apenas trabalho braçal.

Para sua recriação, Raimi decidiu delegar a dois quase novatos, o diretor Gil Kenan e o roteirista David Lindsay-Abaire, a dura tarefa de atualizar algo tão icônico quanto ‘Poltergeist’. Eles entregaram uma série de referências escancaradas e pouca personalidade própria.

Mas há uma força na história que a faz resistir: a batalha entre os espíritos que habitam uma casa construída sobre um cemitério e uma família desafortunada recém-chegada.

Os toques de humor deram lugar a truques do terror moderno, com trocas repentinas de câmera, sustos e efeitos especiais. A adequação ao paladar da nova geração passa ainda pela inclusão de smartphones e tablets à trama. Nada mais atual do que a presença dos gadgets – para os jovens e para os nem tão jovens assim. Pedro Antunes

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22.maio.2015 07:00:49

Mostra do Caixa Belas Artes homenageia Orson Welles

por Rafael Sousa Muniz de Abreu

Em homenagem ao cineasta americano Orson Welles, o Caixa Belas Artes realiza, a partir de hoje (22), a Mostra
Centenário Orson Welles. Até 27/5, serão exibidas 12 cópias restauradas de seus filmes. Hoje, às 18h30, o público é saudado por Oja Kodar, parceira de Welles nos últimos 25 anos de vida do diretor, roteirizando e produzindo filmes com ele. Ela também participa de um bate-papo após a exibição de ‘Verdades e Mentiras’ (1973), em que atuou, no sábado (23), às 18h30. Programação completa: http://oesta.do/orso100


Cidadão Kane

Lançado em 1941, o longa de estreia de Welles ganhou o Oscar de melhor roteiro original, além da fama de ‘um dos melhores filmes do mundo’, por suas inovações nos enquadramentos e nas técnicas narrativas. Orson interpreta Charles Kane, um magnata da imprensa sensacionalista. Hoje (22), 20h30; dom. (24), 18h; 4ª (27), 18h30.

 

A Dama de Shanghai

Welles é Michael, um marinheiro que se apaixona por Elsa (Rita Hayworth). Ele aceita a proposta de Arthur (Everet Sloane), marido dela, para trabalhar em seu iate durante uma viagem do casal. Sáb. (22), 21h; 3ª (26), 18h30.

 

A Marca da Maldade

Ambientado na fronteira dos EUA com o México, o noir traz Welles, irreconhecível devido à maquiagem, como um detetive sisudo que investiga a o narcotráfico. Hoje (22), 18h30; 2ª (25), 18h30; 4ª (27), 20h30.

 

Mr. Arkadin

Guy Van Stratten (Robert Arden) se vê no local do assassinato de Bracco (Gregoire Aslan). Antes de morrer, ele lhe sussurra dois nomes ‘valiosos’, um deles o de Arkadin (Orson Welles). Hoje (22), 16h30; 2ª (25), 20h30.

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A mostra O Olho que Espia, realizada a partir da quarta (27) no CCBB, contempla a obra do argentino Leopoldo Torre Nilsson, morto em 1978. Até 8/6, 20 de seus filmes serão exibidos em versões digitais e em película, entre eles ‘A Máfia’ (1972, foto) e ‘Os Sete Loucos’ (1973), que acabou lhe rendendo o Urso de Prata do Festival de Berlim.

Programação:

4ª (27):

17h30 – O Olho que Espia (1966).

 19h30 – A Máfia (1972).

5ª (28):

17h30 – Dias de Ódio (1954).

 19h30 – Os Sete Loucos (1973).

Serviço: CCBB. R. Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. R$ 4.

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22.maio.2015 07:00:29

‘Vila Seu Justino’ inclui novidades na carta de drinques

por Rafael Sousa Muniz de Abreu

O Vila Seu Justino tem novidades em sua carta de drinques. Entre elas, estão o ‘Camisa 10’, com cachaça, abacaxi, maracujá, xarope de maçã e suco de limão (R$ 22,90; foto) e o ‘Irish Scofflow’ (R$ 22,90), com uísque, vermute e limão-siciliano.

Serviço: R. Harmonia, 77, V. Madalena, 2305-0140 . 18h/últ. cliente (sáb. e dom., 12h/últ. cliente; fecha 2ª). Cc. e Cd.: A, M e V.

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22.maio.2015 07:00:28

‘Sala Especial’ tem proposta de bar compartilhável

por Rafael Sousa Muniz de Abreu

Na Sala Especial, bar aberto há uma semana, a intenção é que o espaço e a comida sejam compartilhados de forma despojada. Sem talheres, come-se com as mãos.

A ideia, porém, enfrenta obstáculos na prática. Embora ‘compartilhável’, o cardápio tem preços ‘salgados’ e porções diminutas: caso dos bolinhos de risoto de bacalhau (R$ 48) e da muçarela de búfala (R$ 28). Na casa de decoração kitsch, predominam pufes e sofás, mas, em dias cheios, eles prejudicam a circulação.

Há drinques que o cliente monta com o bartender, caso do ‘Magic Flower’ (R$ 32), cujos ingredientes – gim e frutas cítricas – podem ser dosados a gosto. Se vários da mesa pedem a mesma bebida, como o ‘Wasabi Apple Sour’ (R$ 32), com saquê e raiz forte, ela pode ser servida numa jarra. Rafael Abreu

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22.maio.2015 07:00:28

‘Crimes Ocultos’ é thriller situado na Rússia stalinista

por Rafael Sousa Muniz de Abreu

Baseado em ‘Criança 44’, do escritor britânico Tom Rob Smith, Crimes Ocultos se passa na RUnião Soviética Stalinista de 1953. Tom Hardy é Leo Demidov, que investiga a atividade de dissidentes do regime. Ao capturar o traidor Anatoly (Jason Clarke), descobre que sua mulher, Raisa (Naomi Rapace), pode ser uma conspiradora.

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Traços modernos

Joan Miró é tema de retrospectiva com mais de cem obras, no Instituto Tomie Ohtake


Fotos: Successión Miró, Miró, Joan Autvis, Brasil, 2015

Celso Filho

Assim como outros representantes das vanguardas modernistas, Joan Miró (1893-1983) dedicou sua carreira para encontrar alternativas à racionalidade técnica da pintura. Nesta busca, o surrealista explorou diversos materiais, suportes e técnicas. De esculturas com objetos do cotidiano a gravuras em metal, suas experimentações são, agora, o mote da retrospectiva ‘Joan Miró – A Força da Matéria’, que entra em cartaz neste domingo (24), no Instituto Tomie Ohtake.

A partir de coleções particulares e do acervo da Fundação Joan Miró, em Barcelona, a curadoria preparou uma seleção expressiva de 112 trabalhos. São 41 pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos, 26 gravuras e três objetos. Em setembro, as criações seguem para Florianópolis, onde ficarão expostas no Museu de Arte de Santa Catarina (Masc).

A exposição será divida em três partes, percorrendo diferentes fases da vida e da produção do artista. Para não se perder em meio a tantas obras, o Divirta-se criou uma linha do tempo e explica o que você verá na maior mostra do vanguardista já exibida no Brasil.

ONDE: Instituto Tomie Ohtake. Av. Brig. Faria Lima, 201, Pinheiros, 2245-1900. QUANDO: 11h/20h
(fecha 2ª). Inauguração: dom. (24). Até 16/8. QUANTO: R$ 10 (3ª, grátis).

 

 

Encontros com o modernismo. Em suas primeiras temporadas em Paris, na década de 1920, Miró entra em contato com o grupo de modernistas que moravam na capital francesa – em especial, com o escritor André Breton, um dos precursores do movimento surrealista. Desses encontros, surgem suas primeiras experimentações.

Na mostra, esta fase é exposta em pinturas e desenhos, produzidos entre 1930 e 1940, como na tela ‘Grupo de Personagens no Bosque’ (acima), de 1931. “A gente consegue ver como ele amadurece o seu repertório pictórico. São obras já com a utilização de diferentes materiais e técnicas. É quase uma espécie de vocabulário da pintura do Miró”, explica o curador do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Miyada.

 

Incursões em bronze. As primeiras esculturas em bronze de Miró datam de 1946. O suporte, muito explorado nas décadas seguintes (1950 e 1960), torna-se objeto de investigação do artista. A partir de materiais inusitados, como pedaços de madeiras e talheres, o espanhol criava personagens. Para mostrar esta fase, a curadoria selecionou cerca de 20 obras.

É o caso da ‘Cabeça na Noite’ (acima), de 1968. “Juntas, elas representam os processos similares e peculiares com os quais as obras foram feitas. É possível vê-las como uma família de experimentações”, aponta Miyada.

Diálogos Contemporâneos. Apesar de premiado e reconhecido internacionalmente, Miró continuou a experimentar até o fim de sua vida. “O Miró consagrado olha a seu redor e vê, nos artistas emergentes, que não estava mais tão sozinho. No passado, ele tinha uma afinidade intelectual com os modernistas. Já no final, seu trabalho é feito em diálogo com a produção contemporânea mundial”, crê Miyada.

A retrospectiva reúne um amplo panorama dessa produção do artista, feita a partir da década de 1970. Dentro de sua pesquisa, estão incursões em diferentes técnicas, como a gravura. Ela é exposta em 26 trabalhos, como este ao lado, feito em 1975.

 

Passo a passo. Em sua pesquisa de materiais, Miró coletava objetos do cotidiano, como pedaços de madeira, talheres, pratos e parafusos. Com eles, o espanhol montava personagens que serviam de base para suas esculturas – que, em seguida, eram finalizadas com a técnica de fundição em bronze.

Para ilustrar este processo, o Instituto Tomie Ohtake selecionou três dessas ‘matrizes’. Elas serão dispostas com suas respectivas esculturas finais.

Mostra Multimídia. Para adentrar no universo do pintor, a Fundação Joan Miró também trouxe sete fotografias de diferentes fases da vida do espanhol – como o registro acima, feito em Barcelona em 1944. São imagens do processo criativo do artista. Elas são complementadas com quatro vídeos do acervo da instituição. Neles, a vida e a obra do artista são recontadas por meio de entrevistas e cenas de Miró trabalhando.

Vida e obra

1893 – Joan Miró nasce em 20 de abril de 1983, em Barcelona. Durante a infância, tem aulas de desenho na infância. Mais tarde, estuda na Escola de La Lotja e na Academia de Gali.

1930/1940 – Miró se muda para Paris nos anos 1920. É lá que tem contato com o movimento surrealista e vê sua carreira ascender.

1950/1960 – De volta à Espanha, nos anos 1940, o artista firma sua pesquisa com diferentes materiais e suas primeiras esculturas de bronze.

1970/1983 – Mesmo consagrado, Miró dialoga com a arte contemporânea e mantém produção ativa até sua morte, em 1983.

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21.maio.2015 18:53:17

Espetáculo reúne clássicos da Disney em pista de gelo

por Redação Divirta-se

Foto: Divulgação

Celso Filho

Mickey e sua turma passeiam por clássicos da animação em ‘Disney On Ice: Tesouros Disney’, que estreia nesta quarta-feira (27), no Ginásio do Ibirapuera. Encenado em uma pista de gelo, traz personagens famosos, como Peter Pan, Branca de Neve, Simba e Alice.

Ginásio do Ibirapuera (5.879 lug.). R. Manoel da Nóbrega, 1.361, Ibirapuera, 3887-3500. 4ª (27), 20h; 5ª, 10h30, 15h30 e 20h.R$ 50/R$ 240. Até 7/6.

Veja outas peças infantis em cartaz:

Aladdin
Ao lado do maluco Gênio da Lâmpada, Aladdim vive aventuras para salvar a princesa das terríveis mãos do Grão Vizir Jafar e da Bruxa do Sul. Dir. J.C. Rocco. 55 min. Rec. da produção: livre. Teatro Ruth Escobar. Sala Gil Vicente (306 lug.). R. dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Sáb., 17h30. R$ 20/R$ 40. Até 27/6.
A Bruxa Está Solta no Castelo das Princesas
Cinderela e seu amado convidam para um chá as princesas Ariel, Branca de Neve, Bela e Aurora. O que ela não sabe é que a bruxa estará por ali, disfarçada de empregada. Texto e dir. Fernando Lyra Jr. Rec. da produção: a partir de 2 anos. Teatro Ruth Escobar. Sala Dina Sfat (390 lug.). R. dos Ingleses, 209, Bela Vista, 3289-2358. Sáb. e dom., 16h. R$ 40. Até 26/7.
O Corcunda Quaquá
A adaptação da obra de Victor Hugo conta a história de Quaquá, um rapaz recluso e deficiente auditivo, que terá de ser corajoso o bastante para salvar a dançarina Esmeralda das garras de seu padrasto Rollo. Dir. Ricardo Ripa. 55 min. Rec. da produção: 5 anos. Teatro Viradalata (273 lug.). R. Apinajés, 1.387, Sumaré, 3868-2535. Sáb. e dom., 12h. R$ 15/R$ 30. Até 5/7.

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Gilberto Gil, João Bosco, Ivan Lins, Fagner, Renato Teixeira e Jair Oliveira participam do show ‘Elis 70 Anos’. Há ainda exposição e exibição de vídeo com imagens raras de Elis Regina.

Gilberto Gil

Anhembi. Grande Auditório Celso Furtado (2.502 lug.). R. Olavo Fontoura, 1.209, Santana. Sáb. (22), 19h; dom. (23), 18h. R$ 250/R$ 600. Vendas pelo site www.ticket360.com.br.

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