27.janeiro.2015 14:54:52

Adriana Calcanhotto adia shows que faria em São Paulo

por Redação Divirta-se

A cantora e compositora Adriana Calcanhotto adiou os shows que faria nesta quarta-feira (28) e quinta-feira (29), no Theatro Net, devido à morte de sua mulher, a atriz e diretora Suzana de Moraes, nesta terça-feira. Novas datas foram marcadas para os dias 18 e 19 de março. Os ingressos adquiridos continuam valendo para as apresentações do mês que vem. Há a opção de ter a compra estornada pelo site Ingresso Rápido, responsável pelas vendas.

Adriana Calcanhotto

Adriana encerraria a turnê ‘Olhos de Onda’, que deu origem a CD e DVD. Músicas de sua autoria e releituras de Caetano Veloso e Amy Winehouse fazem parte do repertório.

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Como as pessoas se divertiam quando o Estado foi criado? Veja as mudanças na cena cultural de lá para cá

1875

Naquela época…
Com cerca de 31 mil habitantes, a São Paulo de 1875 contava com dois grandes teatros. Naquele ano, uma companhia espanhola de zarzuelas foi a sensação da temporada – que se resumia a espetáculos importados do Rio ou do exterior. Os cinemas não existiam, os restaurantes e cafés eram raros e as apresentações musicais costumavam estar restritas às casas mais abastadas. Para as crianças, quase nada. Aos 11 anos, já trabalhavam ou frequentavam bordéis.

 

- Ainda não havia um museu propriamente dito. Mas a cultura de exposições se manifestava de várias formas. Pinturas e retratos eram exibidos em estabelecimentos comerciais, como lojas, livrarias ou bancos. E, em 1875, houve aqui uma importante Exposição Provincial. Seu foco, no entanto, era industrial. Em texto de 21 de julho daquele ano (foto), A Provincia de São Paulo dizia que o evento apresentava os “principaes productos que constituem a riqueza da provincia” e citava “trabalhos de fundição e chapelaria”.

 

- A Praça da Sé era um dos principais pontos de entretenimento da cidade. Lá, nos anos 1870, surge o Café Girondino, que ficava numa esquina da Rua 15 de Novembro. A casa de mesmo nome, que funciona hoje ao lado do Mosteiro São Bento, só foi aberta na década de 1990.

- Grande parte da música feita no período estava ligada a manifestações religiosas dos escravos. Uma reduzida elite tinha piano em casa e costumava adquirir partituras. Também havia nesse período clubes particulares em que membros dessa mesma elite se encontrava para ouvir interpretações de compositores clássicos.

- Nessa década, a oferta de restaurantes era modesta. Na Rua São Bento funcionava o Sereia Paulista e, na Rua Municipal, o Balneário. Os restaurantes mais elegantes ficavam em hotéis, como o Hotel Europa e o Hotel de France et Restaurant. A principal padaria da época, a Confeitaria Santa Tereza, ainda hoje serve sua famosa coxa-creme na Praça João Mendes.

- Com obras iniciadas em 1858, o Teatro São José foi inaugurado de forma parcial seis anos depois. Seu chão era de terra batida e o público assistia às apresentações em cadeiras levadas pelos escravos. Outra opção da época era o Provisório Paulistano, casa que recebia companhias nacionais e internacionais e daria origem, posteriormente, aos teatros Minerva e Apolo.

- Quando o dinheiro do café começou a chegar, a cidade entrou na rota dos circos. As apresentações aconteciam em cabarés ou em tendas armadas no Largo São Bento, no Paiçandu e no Largo dos Curros (atual Praça da República). Entre as primeiras famílias circenses estava a do romeno Pedro Stankowich, que chegou ao Brasil em 1856, fugindo da guerra na Europa e trazendo seus animais amestrados.

 

1876-1900

Naquela época…
Este período marca o início da modernização paulistana, com rápido desenvolvimento industrial e diversificação econômica. Surgem mais livrarias, a cidade ganha seu primeiro museu público, e a população passa a ter contato com invenções como o ‘cinematógrafo’. No fim do século 19, também há uma demanda crescente por luxo e qualidade – impulsionada pelos barões do café e pelos comerciantes enriquecidos.

- “Não sei que diabo o maldito do homem encontra nessa folia que não perde espectaculo.” Assim começava a carta de uma leitora publicada em 18 de março de 1877. O motivo de seu marido não parar em casa era a recente inauguração do Cassino Paulistano. O espaço, idealizado pelo maestro Gabriel Giraudon, abrigava peças teatrais e entretenimento.

 

- A riqueza gerada pelo café se refletia no comércio, nas lojas e na multiplicação das confeitarias – entre elas, as casas Fasoli, Nagel e Pinoni, na região do centro velho; e a chique Castelões, no Largo Antonio Prado. Em 1877, o Stadt Bern, aberto pelos alemães Leuthold e Schaulz, na Rua São Bento, foi provavelmente um dos primeiros locais a servir chope. Os restaurantes mais refinados continuavam dentro de hotéis, muitos comandados por cozinheiros franceses. O Hotel d’Oeste (foto), no Largo São Bento, e o Hotel Progredior, na Rua 15 de Novembro, estavam entre os pontos de encontro da sociedade da época.

 

- Em 1882, a antiga Sociedade Propagadora da Instrução Popular se tornou o Liceu de Artes e Ofícios (foto). Apesar de a escola ter cursos ligados à arte, faltava à cidade um museu (em 1877, tinha havido uma curta e frustrada tentativa, com o Museu Provincial). Só em 1895, com a abertura do Museu Paulista, no Ipiranga, é que o projeto vingou.

- A chegada do cinema a São Paulo ocorreu em 1898. Quem trouxe para cá a invenção do cinematógrafo foi a Grande Cia. de Novidades Excêntricas, de José Roberto da Cunha Sales – que, na época, realizava uma experiência de projeções itinerantes. Em fevereiro daquele ano, no Teatro Apolo, localizado na Rua Boa Vista, ele exibiu, com um projetor Lumière, películas famosas na história do cinema, como ‘Jardineiro Italiano’ e ‘Grande Tourada na Espanha’.

- Uma epidemia de tifo esvaziou os teatros da cidade em 1884. Em 1886, a grande atriz Sarah Bernhardt foi recebida com pompa para sua primeira turnê por São Paulo. Mas, nas páginas do Estado, o clima não era de festa. Falava-se na “ruína do teatro nacional”. A emergência de um gênero teatral típico dos italianos – os filodrammatici – revelou artistas como Itália Fausta. Entre os autores nacionais, Arthur Azevedo era o mais representado.

- Em 27 de março de 1897, nascia Abelardo Pinto – mais conhecido como Piolin. O palhaço se tornaria um ícone circense em São Paulo. Depois de se consagrar, nos anos 20, na companhia do grupo uruguaio Irmãos Queirolo, ele montou sua própria trupe. O palhaço que divertiu várias gerações morreu em 1973. E, na data de seu aniversário, até hoje é comemorado o Dia do Circo.

 

1900-1920

Naquela época…
Durante 24 anos, o Teatro São José foi a principal casa de espetáculos da cidade. Um cenário que se altera com a inauguração do Teatro Municipal em 1911 e com uma descentralização, que levou ao surgimento de palcos nos bairros fora do centro. As companhias italianas se destacavam, trazendo operetas e comédias. A forte presença dos imigrantes italianos também mudou os hábitos alimentares. Pedaços de pizza eram vendidos nas ruas e logo apareceram as primeiras cantinas.

- Primeira loja de departamentos da cidade, o Mappin surgiu em 1912, na Rua 15 de Novembro. Seu espaço requintado incluía ainda um salão de chá, muito frequentado pela sociedade da época. Igualmente disputados eram os salões da Casa Alemã, aberta anos antes na Rua Direita, e da Confeitaria Vienense – ponto de encontro dos intelectuais boêmios inaugurado em 1913.

 

- As primeiras cantinas ficavam no Brás, Bexiga e na Mooca. Considerada uma pioneira, a Capuano foi inaugurada em 1907, pelo calabrês Francisco Capuano. Também dessa época são a Brasserie Paulista (foto), primeira casa da família Fasano em São Paulo, e o Moraes – Rei do Filet, que abriu em 1914 e já servia o seu característico filé alto ao alho e óleo com brócolis.

- Em 1905, o edifício projetado por Ramos de Azevedo, originalmente para o Liceu de Artes e Ofícios, passa a abrigar a coleção da Pinacoteca do Estado – até então com 26 telas. Quatro anos depois, as oficinas da escola foram transferidas para a sede na Rua da Cantareira, e o prédio na Luz ficou só para o museu. Em 1920, a visitação foi grande: 8.426 pessoas.

- Aberto ao público em 1911, o Teatro Municipal marcou um novo momento na cena local. Mas não foi o primeiro teatro luxuoso da cidade. Em 1900, o Teatro Santana foi inaugurado com pompa. Era iluminado com luz elétrica e tinha cadeiras com assento de palhinha. O novo Teatro São José também se distinguia. Em 1909 ganhou nova sede, no espaço hoje ocupado pelo Shopping Light.

- Com a urbanização e o crescimento da cidade, a região central também se expande e começam a surgir os primeiros pontos de boemia fora dos limites do triângulo histórico. Os bares na região da Praça República passam a receber frequentadores. Data de 1910 a criação do Bar Guanabara, na Rua Boa Vista. Em 1971, o estabelecimento muda-se para a Avenida São João, onde ainda funciona.

 

- A companhia lírica italiana do barítono Titta Ruffo (foto) abriu a programação do Municipal. O público presente à estreia presenciou a execução de trechos de ‘O Guarani’, de Carlos Gomes e a encenação completa de ‘Hamlet’, de Ambroise Thomas. ‘O Barbeiro de Sevilha’ garantiu a casa lotada nas semanas seguintes. Outro fato importante para a música clássica do período foi a criação da Sociedade de Cultura Artística. O grupo surgiu em 1912, dentro da redação do Estado. O foco inicial eram saraus, mas logo se voltou a apresentações de cantores líricos.

 

1920-1940

Naquela época…
A verticalização urbana do período teve um marco importante: a construção do Edifício Martinelli, com seus impressionantes 30 andares. São Paulo também passou a receber cada vez mais migrantes nordestinos. Rapidamente, surgiram na cidade restaurantes mais populares e baratos. Várias salas de cinema foram abertas na região central da cidade, próximo às Avenidas Ipiranga e São João. E, a partir de 1922, nossa cena cultural foi fortemente influenciada pelos ideais modernistas.

- Em 1929, a novidade era o cinema sonoro. No dia 13 de abril, o Teatro Paramount (atual Teatro Renault) fez a primeira exibição do tipo na América Latina, com o filme ‘Alta Traição’, de Ernst Lubitsch. Em outubro do mesmo ano, o Cine Alhambra, na Rua Direita, também entrava na era do som com ‘Sedução’, de Tod Browning. A partir da década de 30, várias salas surgiram no Centro, formando a Cinelândia Paulistana – como, por exemplo, o Cine Marrocos, na Rua Conselheiro Crispiniano, e o Marabá, na Avenida Ipiranga.

 

Tiago Queiroz/Estadão

- Nesta época, surgiram várias casas (e receitas) que existem até hoje. A pizzaria Castelões, que criou o clássico sabor de tomate, muçarela e calabresa, abriu em 1924. O Ponto Chic, de 1922, montou pela primeira vez, em 1936, o sanduíche ‘Bauru’ (foto) – para um estudante da cidade homônima. E a rotisseria Bologna (que serve um famoso frango assado) surgiu em 1925.

 

Acervo/Estadão

- Um dos fatos que desencadeou a união de artistas e gerou a Semana de Arte Moderna de 1922 (foto) foi um artigo publicado pelo Estado em 20 de dezembro de 1917, em que Monteiro Lobato criticava uma exposição de Anita Malfatti. A partir dos anos 30, a cidade contaria com salões de arte e o fortalecimento do modernismo por meio de grupos como o Santa Helena.

- O modernismo da Semana de 22 chegou aos palcos tardiamente. Em 1933, o multiartista Flávio de Carvalho apresentou ‘O Bailado do Deus Morto’ – considerado o primeiro espetáculo experimental de dança. Em 1940, a área ganhou ‘reforço’ com a fundação da Escola Municipal de Bailado, com direção de Vaslav Veltchek. O objetivo era atrair bailarinos amadores e treiná-los para montagens líricas.

- No dia 14 de abril de 1936, foi inaugurada a Biblioteca Infantil Municipal – a mais antiga do gênero em todo o País. A ideia pioneira fez parte de um projeto de incentivo à cultura, elaborado por intelectuais liderados por Mário de Andrade (então diretor do Departamento Municipal de Cultura). Em 1955, o espaço na região da Consolação passou a se chamar Biblioteca Monteiro Lobato.

- Espetáculos de tom regionalista eram moda nos anos 1920. Em 1927, a cidade recebeu Luigi Pirandello, o grande dramaturgo italiano. Em 1932, o público corria aos teatros para ver Procópio Ferreira e sua interpretação como protagonista de ‘Deus lhe Pague’, clássico de Joraci Camargo. Dulcina de Morais era reverenciada por sua atuação em ‘Yorrah’. E, em 1938, Alfredo Mesquita estreava ‘Casa Assombrada’.

 

1940-1960

Naquela época…
A cidade do café havia se tornado a capital industrial do País. E a oferta cultural acompanhava essa efervescência econômica. A Bossa Nova chegava com força, os astros internacionais do cinema vinham mostrar seus filmes, a boemia ganhava novos redutos, o teatro se fortalecia e desbancava a cena carioca. Em 1954, a cidade também festejou o seu 4º Centenário, uma festa que durou dias, marcou a memória dos paulistanos e deixaria como herança o Parque Ibirapuera.

 

Acervo/Estadão

- Projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o Parque Ibirapuera foi aberto em 1954 para as comemorações do 4º Centenário de São Paulo. A festa de abertura teve desfile de barcos e de trajes de banho. A primeira grande companhia de dança da cidade também nasceu nesse contexto, com o título de Balé do IV Centenário.

- O Bar Léo foi aberto em 1940. Até o final da década, em 1949, também surgiriam o Paribar e o Riviera, redutos da boemia intelectualizada, frequentados por nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Arrigo Barnabé. Ainda que a Vila Madalena só conquistasse fama décadas depois, foi em 1952 que o bairro ganhou um de seus primeiros bares – o Bar do Betinho, na Rua Wisard.

- Em 1951, o empresário Ciccillo Matarazzo criou a Bienal Internacional de São Paulo – primeira grande exposição de arte fora do eixo Europa-EUA. E sua segunda edição, em 1953, também fez história: os paulistanos tiveram a chance de ver aqui a grande tela ‘Guernica’, de Pablo Picasso.

- O ritmo da Bossa Nova, que embalou o Rio, começava a chegar. No fim dos anos 1950, Johny Alf e Dick Farney se mudam para cidade e se apresentam nos bares da Praça Roosevelt. Também foi a época dos primeiros bailes black e de shows de grandes astros internacionais, como Nat King Cole e Sarah Vaughan.

- Speranza, Almanara, Frevo, Casa Garabed, Jardim de Nápoli. Casas marcantes do cenário gastronômico paulistano abriram suas portas. Um dos locais preferidos dos artistas e do público que frequentava o Teatro Municipal era a Leiteria Americana, localizada na Rua Xavier de Toledo. Além do seu serviço de chá da tarde, faziam sucesso pratos como o bife à parmegiana e o pudim de leite.

- Em fevereiro de 1954, acontecia o 1º Festival Internacional de Cinema do Brasil, no qual foram exibidos longas de 23 países participantes. Entre os convidados ilustres da festa, estavam os atores Errol Flynn e Joan Fontaine. O cenário cinematográfico dessas décadas incluía ainda o circuito de exibição de filmes japoneses, na Liberdade, e o Cine Ritz, aberto na Rua da Consolação, no endereço que, mais tarde, seria ocupado pelo Cine Belas Artes.

 

Acervo/Estadão

- A vinda a São Paulo do grupo carioca Os Comediantes, em 1944, sinalizava que os ventos da modernidade teatral também estavam a soprar por aqui. Mas nada teria o impacto da inauguração do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, em 1948. A encenação no País deu um salto, assumiu um caráter europeizante – resultado da presença de técnicos e diretores estrangeiros. A grande estrela da companhia foi Cacilda Becker (foto, ao lado de Walmor Chagas). A seguir, a cidade viu sua cena ser ainda mais transformada pela criação do Teatro de Arena, em 1955, e do Teatro Oficina, em 1958.

 

1960-1980

Naquela época…
Mesmo sob a ditadura militar, a cena cultural da cidade ganhava destaque. Houve a criação de eventos como a Mostra Internacional de Cinema; as músicas de protesto dos festivais de MPB; e até um novo cartão-postal – o Masp na Avenida Paulista.

- O período foi marcado por companhias de dança importantes e pela adoção de um repertório moderno pela tradicional Escola Municipal de Bailado. Entre elas, estava o Corpo de Baile Municipal (de 1968 e que, em 1974, virou o Balé da Cidade), o Ballet Stagium (1972) e a Cisne Negro Cia. de Dança (1975).

- Em 1977, o jornalista Leon Cakoff promoveu a 1ª edição da Mostra Internacional de Cinema. A programação desafiava a ditadura ao incluir filmes chineses e cubanos. A ideia do evento tinha sido testada anos antes, quando Cakoff exibiu filmes raros no Masp – e teve bom retorno do público.

- Até então, lugar de compras era no centro da cidade e, em geral, a céu aberto. Mas, em novembro de 1966, a inauguração do primeiro shopping da cidade – o Iguatemi – mudou os hábitos e a rotina dos paulistanos. O novo conceito de comércio que estava surgindo no mundo chegou por aqui. E ficou de vez.

 

Reprodução

- A história da MPB está ligada à história da cidade. Em 1964, Elis Regina (na foto, com Jair Rodrigues) se apresentou pela primeira vez aqui, na boate Djalma’s. Os festivais da Record, entre 1966 e 1969, também movimentavam São Paulo – revelando ídolos como Gilberto Gil e Caetano Veloso. A partir de 1965, a emissora ainda transmitia, no Teatro Record da Rua da Consolação, o programa Jovem Guarda, com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. E, no fim dos anos 70, Zuza Homem de Mello dirigiu a série ‘O Fino da Música’, no Anhembi.

- Ele já existia desde 1947, em espaço provisório na Rua 7 de Abril. Mas só em 1968 o Masp ganhou uma sede à sua altura. A inauguração do edifício na Avenida Paulista contou com a presença da rainha Elizabeth II, da Inglaterra. Uma matéria de 8 de novembro relata a reação dela ao ver a pintura ‘O Quarto Azul’, de Churchill: “A Rainha está surpresa. Pergunta (…) como um quadro tão raro está no Brasil.”

- Atrás dos antigos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, surgiu, em 1968, a Cidade da Criança – considerado o primeiro parque temático do País. Em julho de 1973, outro parque de diversões conquistou crianças e, principalmente, jovens: o Playcenter. Instalado na Marginal Tietê, em seus 39 anos de existência, ele recebeu mais de 60 milhões de pessoas.

 

Emilio Luisi/Divulgação

- Surgia uma nova geração de autores brasileiros. Com foco em personagens desfavorecidos e uma linguagem coloquial, Plínio Marcos escreveu obras como ‘Dois Perdidos Numa Noite Suja’, que estreou em 1966. Em 1974, Ruth Escobar realiza o primeiro Festival Internacional de Teatro. Quatro anos depois, Antunes Filho revoluciona a cena com Macunaíma (foto).

- Inaugurada em 1966, a casa noturna O Beco ocupava o lugar de um antigo boliche, tocando ieieiê, soul brasileiro e “música digestiva”, como Frank Sinatra (segundo um texto da época). Já nos anos 1970, a febre era a disco music – diferentes das antigas ‘boites’, as discotecas não tinham o som de fitas ou de bandas ao vivo; apenas discos de vinil.

 

1980-2000

Naquela época…
Enquanto a batida eletrônica embalava as pistas de dança, as crianças viam crescer suas opções de lazer. Foi a época da arte ganhar as ruas, seja com a explosão dos grafites, seja com as peças de teatro que passaram a ocupar espaços não convencionais.

 

Acervo/Estadão

- O grafite começou a ganhar espaço em São Paulo nos anos 80. Aqui, surgiram nomes pioneiros, como Alex Vallauri. Uma reportagem de 3 de dezembro de 1981 o definiu como “um artista-poeta, cujos graffiti já fazem parte da paisagem paulistana”. No fim desta mesma década, Rui Amaral pintou seu famoso – e duradouro – mural no chamado ‘Buraco da Paulista’ (foto).

- Um ano após se apresentar no Maracanã, Frank Sinatra faz uma série de quatro shows no hotel Macksoud Plaza, em agosto de 1981. Em 1985, acontece a primeira edição do Free Jazz Festival, com Egberto Gismonti, Pat Metheny e Toots Thielmans. Em 1988, tinha início o Hollywood Rock, no Morumbi. Nos anos 1990, grandes shows internacionais, como Michael Jackson e Nirvana.

- O teatro infantil passa a ser tratado como coisa séria. A transferência do Rio para São Paulo do grupo Ventoforte, de Ilo Krugli, é emblemático dessa mudança de mentalidade. Na sua esteira, surgem companhias como a Trucks – Teatro de Bonecos e a Le Plat du Jour. Em 1993, com a abertura do Parque da Mônica, as crianças ganham mais uma grande atração na cidade.

- Um resgate da culinária brasileira – de suas raízes e ingredientes – pautou os restaurantes que marcariam essa época e ditariam os caminhos da gastronomia em São Paulo nos anos seguintes. A chef Mara Salles foi uma das precursoras dessa ‘nova cozinha brasileira’ e abriu o Tordesilhas em 1990. Em 1999, Alex Atala criava o emblemático DOM.

- Nos anos 90, a Pinacoteca do Estado, sob direção de Emanoel Araujo, ganhou novo fôlego: passou por ampla reforma, finalizada em 1998, e começou a receber grandes mostras internacionais (a com esculturas de Rodin, em 1995, atraiu quase 190 mil pessoas).

 

Kathia Tamana/Estadão

- No espaço onde hoje funciona o Sesc Pompeia havia uma fábrica abandonada de geladeiras. O projeto de transformação do espaço em centro cultural foi capitaneado pela arquiteta Lina Bo Bardi. As obras levaram quatro anos e o novo prédio foi aberto em 1982.

- O Teatro da Vertigem, dirigido por Antonio Araujo, surgiu em 1992 com a encenação de ‘Paraíso Perdido’ e a proposta de criar espetáculos em espaços não convencionais, como igrejas, presídios e hospitais. Também na linha do teatro experimental, estava Os Satyros. O grupo, que existe desde 1989, se transferiu para a Praça Roosevelt em 2000, dando início à revitalização da região.

- Aberto em 1983, o Madame Satã era um espaço da cena dark – com pista de dança, exposições e shows. A música eletrônica também entrou em voga no período, conquistando pistas como o Warehouse, em Pinheiros, e o Hell’s Club, na Rua Estados Unidos. Ainda em funcionamento, a boate A Lôca data de 1995. Foi criada em meio ao advento da cena clubber e é uma das mais tradicionais baladas gays da cidade.

 

2000-2015

Hoje em dia…
Os números de São Paulo impressionam: hoje, são 10.886.518 habitantes (ou 19 milhões, se considerarmos toda a região metropolitana). Há muitos festivais de música, muitas opções gastronômicas, muitas… filas. Um excesso que tem lá seu charme.

- Desde 2011, a rede Museu da Cidade (re)abriu três instituições em belos edifícios históricos restaurados: o Solar da Marquesa de Santos (onde viveu a amante de D. Pedro I); a Casa da Imagem (que guarda o acervo iconográfico da cidade); e o Gabinete de Desenho (na antiga Chácara Lane, na Consolação).

- Nos anos 2000, a antiga Boca do Luxo volta à cena – na Praça Roosevelt, o movimento das companhias de teatro, por exemplo, estimula o renascimento de bares na região (como o Lekistch, de 2012). Enquanto isso, a Vila Madalena, que teve seu auge boêmio nos anos 90, continua em alta.

- Em 2003, o Parque da Xuxa instalou seus brinquedos no SP Market, em uma área de 12 mil m2. Seis anos depois, a cidade ganhou outro espaço para as crianças, mas com viés bem educativo: o Catavento, que tem cerca de 250 experimentos interativos divididos em temas como Universo e Sociedade.

 

Evelson de Freitas/Estadão

- Em 2003, o Teatro Alfa apresentou sua primeira Temporada de Dança – evento já esperado no calendário da cidade, com bailarinos e companhias de prestígio internacional para curtas temporadas. Em 2008, com o respaldo do Governo do Estado de São Paulo, nasceu a São Paulo Companhia de Dança (foto). E, no ano de 2011, outro fato importante para o cenário da dança em São Paulo: a Escola Municipal de Bailado ganhou novo nome e passou a se chamar Escola de Dança de São Paulo.

 

Andre Lessa/Estadão

- A vinda cada vez mais frequente de grandes exposições internacionais – como a do Impressionismo, no CCBB (foto) – e a realização de mostras imersivas, de grande apelo popular (como as de David Bowie e Castelo Rá-Tim-Bum, no MIS), têm gerado filas e mais filas nas portas dos museus.

- A vida noturna dos anos 2000 foi marcada principalmente pela ‘ressurreição’ da Rua Augusta – o que ganhou grande impulso com a abertura do Vegas Club, em 2005. Depois, outros clubes pegaram carona na revitalização da região, como o Outs e o Inferno, que têm trilha focada no rock. E, desde 2009, o coletivo Voodoohop promove festas de música eletrônica em espaços alternativos, como prostíbulos e cinemas abandonados.

- São Paulo se consolida como rota obrigatória para shows internacionais que passam pela América do Sul e se firma como ponto de festivais como Lollapalooza, Planeta Terra e SWU. Casas do Baixo Augusta, como o extinto Studio SP, catapultam a carreira de artistas como Tulipa Ruiz, Criolo e Marcelo Jeneci.

- A criação da Lei Municipal de Fomento ao Teatro, em 2002, mudou a maneira de se produzir na cidade, privilegiando o trabalho dos grupos. É também o momento da definição de uma nova dramaturgia política, que aparece nos espetáculos de coletivos como a Cia. do Latão, Folias, Cia. São Jorge de Variedades e Cia. do Feijão.

- Versátil e eclética, a cozinha paulistana reúne hoje mais de 50 tipos de culinária. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, atualmente, há cerca de 66 mil estabelecimentos na Grande São Paulo. Porém, 35% dos bares e restaurantes abertos fecham em um ano. Para morder uma fatia desse mercado, os food trucks invadiram as ruas.

 

Reportagem
Celso Filho (bares), Fernanda Araujo (crianças e passeios), Gabriel Perline (dança ), Lucinéia Nunes (gastronomia), Maria Eugênia de Menezes (teatro), Marina Vaz (exposições), Rafael Abreu (cinema e vida noturna) e Renato Vieira (música).

Agradecimentos
Alexandre Kishimoto, Ana Francisca Ponzio, Camilo Rocha, Eduardo José Afonso, José Inácio de Mello Souza, João Luiz Máximo da Silva, José Ramos Tinhorão, Heloisa Barbuy, Osvaldo Pereira, Ricardo Maranhão, Sonia Abreu, Tony Hits e Zuza Homem de Mello.

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22.janeiro.2015 17:04:18

Arte abstrata de Samson Flexor ganha mostra no MAC-USP

por Redação Divirta-se

Foto: Divulgação

Referência na arte abstrata do País, Samson Flexor (1907-1971) é homenageado em ‘Traçados e Abstrações’, no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP), a partir deste sábado (24).

A mostra reúne 35 obras do artista, feitas entre 1948 e 1960 – período em que fixou residência no Brasil.

MAC-USP Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, 2648-0254. 10h/18h (3ª, 10h/21h; fecha 2ª). Inauguração: sáb. (24), 11h. Grátis. Por tempo indeterminado.

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O Instituto Kairós e o Muda SP fazem nova edição do #boraplantar, mutirão de plantio de mudas à margem da Guarapiranga. O evento chama a atenção para os riscos que a falta de água podem gerar na produção de alimentos.

ONDE: Ponto de encontro: Lgo. da Batata. Uma carreata partirá em direção ao Sítio das Palmeiras (R. Santa Rosa, 3.000).
QUANDO: Sáb. (24), 9h.
QUANTO: Grátis.

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22.janeiro.2015 17:00:18

Saudade é tema de mostra fotográfica no Itaú Cultural

por Redação Divirta-se

Foto: Luiz Braga/Divulgação

A saudade é o tema central da mostra A Arte da Lembrança, que inaugura neste sábado (24), no Itaú Cultural.

O sentimento é abordado em 110 fotografias de 36 artistas, como Gilvan Barreto, Luiz Braga (acima), German Lorca e Kurt Klagsbrunn.

Itaú Cultural. Av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro, 2168-1776. 9h/20h (sáb. e dom., 11h/20h; fecha 2ª). Inauguração: sáb. (24), 14h. Grátis. Até 8/3.

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22.janeiro.2015 16:57:28

Carlos Bracher ganha retrospectiva no CCBB

por Redação Divirta-se

Foto: Divulgação

Depois de passar por Belo Horizonte, é a vez de São Paulo receber a retrospectiva do mineiro Carlos Bracher, no CCBB, a partir desta quinta-feira (29).

São 90 obras de diferentes períodos de sua carreira, como a paisagem de Ouro Preto acima, de 1984. Bracher ainda apresentará a performance ‘Pintura Ao Vivo’, no dia 11/2, às 19h.

CCBB. R. Álvares Penteado, 112, Centro, 3113-3651. 9h/21h (fecha 3ª). Inauguração: 5ª (29). Grátis. Até 2/3.

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22.janeiro.2015 16:56:58

Confira a programação do aniversário de São Paulo

por Redação Divirta-se

Para a celebração do aniversário de São Paulo, haverá palcos em todas regiões da cidade no sábado (24) e no domingo (25).

Pitty (foto) se apresenta no palco montado na zona leste no sábado, às 20h. No domingo, há apresentações da cantora Paula Lima com a Velha Guarda do Camisa Verde e Branco e da banda de reggae Tribo de Jah. Pq. Linear Rio Verde. R. Tomazzo Ferrara, s/n.

Programação completa:

Sáb. (24)

13h – Dead Rocks
14h – Mamagumbo
15h – Rafael Castro
16h30 – Jonnatan Doll
18h – Tigre Dente de Sabre
20h – Pitty

Apresentação: Daniel Belleza

Dom. (25)

12h30 – Capoeira União dos Palmares
13h – Parabola
13h40 – Capoeira União dos Palmares
14h – FL&Maskot
14h40 – Capoeira União dos Palmares
15h – Carolina Soares
15h40 – Samba Rock – Aula
16h – Velha Guarda do Camisa Verde e Branco convida Paula Lima
17h – Samba Rock – Aula
17h20 – Lei Di Dai
18h10 – Samba Rock – Aula
18h30 – De Menos Crime
20h30 – Tribo de Jah

Apresentação: Fernando Macário

Alice Caymmi e Dona Onete são os destaques do palco da zona oeste no sábado. No domingo, o trio Metá Metá  e os pernambucanos da Nação Zumbi ( foto) encerram a programação. Lgo. da Batata, metrô Faria Lima, Pinheiros.

Programação completa:

Sáb. (24)

15h30 – Fanta Konatê
16h30 – Ilú Oba de Mim
17h – Negro Léo
18h30 – Paulo Barnabé & Patife Band
19h30 – Navegeodésica Cinemapa Las3r (entrada 1)
20h – Alice Caymmi
21h15 – Navegeodésica Cinemapa Las3r (entrada 2)
21h45 – Dona Onete
22h45 – Navegeodésica Cinemapa Las3r (entrada 3)

Performances
Keröáska

Apresentação
Catarina Deejah

Dom. (25)

15h – Pérola Negra
17h – Nômade Orquestra
18h – Jazz in Roots
18h30 – Metá Metá
19h30 – O Lendário Chucrobillyman
20h – Nação Zumbi

Apresentação: Catarina Dee Jah

Performances
Keröáska – formado por: Kaloan Meenochite, Pilantröpóv e Diego Monte Alto

Projeções
– Luiza Šø
– Gregorio Gananian e Gabriel Kerhart
– Bruno Nogueira

Luzes
– Paulinho Fluxus

Jorge Ben Jor (foto) sobe ao palco do centro às 16h. O cantor e compositor relembra sucessos como ‘Mas que Nada’ e ‘Chove Chuva’. Na sequência, vem o samba-rock do Clube do Balanço.  Centro Esportivo e de Lazer Tietê. Av. Santos Dumont, 843, Luz. Dom. (25), 16h.

A banda Planta & Raiz é a primeira a se apresentar no palco da zona norte no sábado, às 13h. Karina Buhr (foto) sobe ao palco às 15h30. No domingo, Flora Mattos mostra seu rap às 19h30. O encerramento fica por conta do Baile do Simonal, com Max de Castro e Wilson Simoninha interpretando grandes sucessos do pai, Wilson Simonal. Av. Engenheiro Caetano Álvares, altura do nº 7.000, Santana.

Programação completa:

Sáb. (24)

13h – Planta e Raiz
14h – Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
15h – Jica Y Turcão
15h30 – Karina Buhr
16h30 – Vivendo do Ócio
17h30 – Dance of Days
18h30 – Dead Fish
19h30 – Diabos Mutantes
20h – Krisiun

Apresentador: Lenda ZN

Dom. (25)

12h – Quilombo Hi Fi
13h – Jr. Dread
14h30 – Green Team + Rincon
16h – Sombra
17h – Inventivos
18h – Leandro Lehart
19h30 – Flora Matos
21h – Baile do Simonal

Apresentador: Lenda ZN

Iara Rennó abre o palco da zona sul no sábado, às 14h. Odair José (foto) e Ira! se apresentam, às 17h e às 21h. No domingo, há shows de Thaíde e Detentos do Rap (17h), Pagode da 27 e Sombrinha (18h30) e Almir Guineto (19h45). Av. do Arvoeiro, s/n, Pq das Árvores, Grajaú.

Sáb. (24)

14h – Iara Rennó
15h30 – Tarântulas e Tarantinos
17h – Odair José
18h45 – Golpe de Estado
21h – Ira!

Intervalos: DJ Don KB

Dom. (25)

Abertura – Capoeira
14h – Grupo Recepção
15h15 – Carlos Dafé
17h – Thaíde convida Detentos do Rap
18h30 – Pagode da 27 convida Sombrinha
19h45 – Almir Guineto

Intervalos: Costa Senna e Dj Dri

Além dos palcos que fazem parte da festa oficial, a programação de aniversário também prevê a realização de saraus, concertos, oficinas e shows.

A Banda Sinfônica do Estado, a orquestra Jazz Sinfônica e a orquestra do Theatro São Pedro celebram o aniversário da cidade.

Teatro São Pedro (636 lug.).  Dr. Albuquerque Lins, 207, S.Cecília, 3661-6529. Dom. (25), 11h (abertura). Grátis (retirar ingresso 1h antes).

A Orquestra Experimental de Repertório faz concerto com regência de Carlos Moreno e participação do pianista brasileiro Cristian Budu.

Teatro Municipal. (1.500 lug.). Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, 3053-2100. Sáb. (24), 20h; dom. (25), 17h. R$ 10.

O empenho da Associação Parque do Minhocão para transformar o Elevado Costa e Silva em espaço permanente de lazer ganha reforço como Ver o Parque, que ocupará a via expressa com feira gastronômica, atividades esportivas, contação de histórias, apresentações musicais, oficinas, bate-papos, entre outras atividades.

Minhocão. Metrô S. Cecília. Dom. (25) 10h/22h. Grátis. 

A celebração do Bar Brahma inclui city tour pela região central, com visita aos cartões postais da cidade, seguido por almoço com bufê completo e finalizado com show do Demônios da Garoa.

Av. São João, 677, metrô República, 3224-1250. Dom. (25), 10h. R$ 120/R$ 150.

A nova edição do Sampoemas terá a presença do sambista Osvaldinho da Cuíca para falar de sua experiência na cena musical paulistana. Em seguida, recital com cronistas e sarau.

Casa das Rosas. Av. Paulista, 37, metrô Brigadeiro, 3285-6986. Dom. (25), 15h/21h. Grátis.

Com food trucks no estacionamento do museu, a Pinacoteca funcionará gratuitamente e tem horário estendido durante o fim de semana.

Pça. da Luz, 2, 3324-1000. Sáb. (24), 10h/22h, e dom. (25), 10h/20h.

No Museu Afro Brasil, abre a exposição ‘São Paulo 461’ que conta a história da cidade em pinturas, fotografias e outros objetos.

Pq. Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10, 3320-8900. Dom. (25), 12h.

Além da mostra ‘Arte Sacra na Ourivesaria’, o Museu de Arte Sacra terá visitas guiadas, nas quais será contada a história da cidade através do acervo.

Av. Tiradentes, 676, Luz, 3326-3336. Sáb. (24) e dom. (25), 11h.

As oficinas são o forte do projeto Meu Ibira. No sábado, há aulas de judô (11h) e de capoeira (14h). Durante todo o domingo, haverá oficinas de badminton e golfe.

Pq. Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, Vila Mariana, Portão 10. Sáb. (24) e dom. (25), 9h/17h. Grátis.

A segunda edição do festival We Love São Paulo traz DJs como os holandeses Blasterjaxx e Bassjackers para mais de oito horas de música eletrônica.

Audio Club. Av. Francisco Matarazzo, 694, Barra Funda, 3862-8279. Hoje (23), 23h. R$ 50/R$ 100. Cc. e cd.: todos.

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Foto: Romulo Fialdini/Divulgação

Celso Filho

A partir desta terça (27), a São Paulo Companhia de Dança ocupa o Museu de Arte Moderna (MAM). Com curadoria de Felipe Chaimovich e Inês Bogéa, a mostra Museu Dançante exibe 38 obras do acervo do MAM, inspiradas no universo da dança.

São criações de artistas como Hélio Oiticica, León Ferrari (foto acima), Mira Schendel e Abraham Palatnik. Entre as obras, a videoinstalação ‘Do Universo ao Baile’, de Dias & Riedweg, exibe vídeos em uma sala com o piso formado por balanças cobertas de vinis adesivos.

Em outra instalação, Franklin Cassaro apresenta ‘Templo’ – um conjunto de almofadas gigantes feitas a partir de folhas de jornal e fitas adesivas.

A São Paulo Companhia de Dança também fará uma residência na Sala Paulo Figueiredo. Os bailarinos irão fazer ensaios abertos ao público pelo menos duas vezes por semana, além de apresentações sempre aos domingos. Nos outros dias, um telão exibirá vídeos e documentários sobre a companhia.

MAM. Pq. Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, 5085-1300. 10h/18h (fecha 2ª). Inauguração: 3ª (27). Grátis. Até 20/3.

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22.janeiro.2015 16:48:05

São Paulo ganha novas intervenções urbanas

por Marina Vaz

Novas intervenções urbanas tomam conta das ruas. E os locais são bem variados – muros de grandes avenidas, calçadas e até vagas de estacionamento.

Foto: Marina Vaz/Estadão

No meio do caminho. Na região da Barra Funda, próximo à linha do trem, discretas intervenções artísticas podem ser observadas. E não são casos isolados – elas fazem parte do projeto Rolê da Barra, liderado pelo arquiteto e curador Baixo Ribeiro. Ao longo da Rua do Bosque, perto da Avenida Rudge, o meio-fio da via recebeu pinturas de nuvens feitas pela dupla de artistas 6emeia. Na ciclovia que margeia essa mesma calçada, seres amarelos que lembram pequenos lagartos são de autoria de Tec, argentino radicado em São Paulo.

Virando à esquerda na Boracéia (pouco antes da Rua Luigi Greco), vagas para estacionar a 45° receberam obras feitas por Regina Silveira com estêncil e tinta spray branca (foto acima). Os desenhos da artista plástica representam vistas aéreas de um carro, uma mosca, um míssil e um helicóptero – cada um ‘estacionado’ em uma vaga. “É uma situação estranha sobreposta à paisagem urbana”, analisa Regina. O trabalho serviu de teste para um projeto maior que ela vai exibir em maio deste ano, durante a Bienal de Havana, em Cuba.

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Multilíngue. Uma outra obra de arte pública assinada por Regina Silveira também apareceu recentemente na cidade. É a calçada da Biblioteca Mário de Andrade, transformada em um grande mosaico permanente. Cerca de 2 milhões de peças de porcelanato, em cores como branco, cinza e bege, foram usadas para escrever a palavra ‘biblioteca’ em diversos idiomas. Tudo com traços que remetem à técnica de ponto cruz, referência recorrente no trabalho da artista. “A configuração da imagem é como um bordado – as palavras estão unidas entre si por alinhavos, tem agulhas; e há uma incompletude em certos lugares.”

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Em processo. Centenas de grafiteiros – como Titi Freak (foto) – vêm colorindo 70 muros ao longo da Avenida 23 de Maio. O projeto, segundo a Prefeitura, deve ser finalizado na semana que vem. “Agora, estou vendo a possibilidade de se construir uma política pública para o grafite; e uma cidade mais humana e divertida”, diz Rui Amaral, um dos curadores.

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22.janeiro.2015 16:39:47

Veja três opções de gim-tônica para se refrescar na cidade

por Redação Divirta-se

Foto: Leo Feltran/Divulgação

Celso Filho

+ O ‘Tea Tonic’ (R$ 28) do Astor leva gim Gordon’s, infusão de frutas vermelhas, tônica, frutas vermelhas e anis. R. Delfina, 163, V. Madalena, 3815- 1364. 18h/0h (5ª a sáb., 12h/3h; dom., 12h/18h).

+ No Riviera, o gim-tônica tem estilo mais clássico (R$ 26), feito com gim Tanqueray, água tônica e zimbro. Av. Paulista, 2.584, Consolação, 3258-1268. 12h/0h (5ª, até 1h; 6ª e sáb.: até 2h).

+ No Numero, por inacreditáveis R$ 58, o ‘G & T Bitter’ tem gim Saffron, limão siciliano, hortelã, Angostura e tônica 1724. R. da Consolação, 3.585, Jd. Paulista, 3061- 3995. 19h/últ. cliente (fecha 2ª).

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