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Direto de Londres

Frutas, frutas e mais frutas

Esse é só o começo…

No post anterior, comentei a respeito da Corrida Mais Vida 3M Boldrini, agendada para o dia 26 de maio, em Campinas. Antes disso, no dia 7 de abril, a cidade das Andorinhas vai receber uma prova de 8km, a Corrida Oba, que está se tornando referência no calendário. Há também opção de caminhada de 6km.

Promovida pela Oba, uma rede de lojas especializada na comercialização de hortifrutícolos, o evento oferece um atrativo especial, uma mesa com mais de 22 metros, na qual será oferecido um café da manhã com seis toneladas de frutas depois da prova.

Antes da corrida, um DJ tentará animar os corredores. A hidratação é especial após a corrida, com água de coco. A largada será na Praça Arautos da Paz, perto da Lagoa do Taquaral.

As inscrições estão sendo feitas pelo site www.webrun.com.br. Grupos de corredores e idosos têm direito a descontos.

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Corrida de carrinhos

O que seria de nós sem os marqueteiros? Provavelmente consumiríamos menos. Esses queridos profissionais estão sempre dispostos a inventar algo para divulgar marcas e ocupar espaço na mídia. E “Correr Por Aí”, atento às correrias dos marqueteiros que se esfalfam perseguindo essa meta, aceita oferecer o seu valiosíssimo espaço a ideias mirabolantes. A programação da terceira edição da Corrida de Farmácias Walmart contém um divertido evento: a corrida com carrinho de supermercado. Eu já pratiquei a modalidade mais radical desse fabuloso esporte. Quem conhece o Sonda da Avenida Matarazzo já viu a rampa que liga o estacionamento ao supermercado. Descer com o carrinho cheio, sem freio, é X Games Puro. Essa corrida da Walmart é mais tranquilinha. Tem percurso de 100 metros e é feita com os carrinhos vazios. Os vencedores ganham um carrinho cheio. Um excelente prêmio, porque fazer compras a cada vez se torna mais penoso para o assalariado do tipo menos privilegiado. A corrida do Walmart será no dia 10 de março. Os percursos são de 11km e 5km, dentro da USP. Sugiro ao amigo Paulo Favero, que mora lá perto, no Butantã, que prestigie o evento. As incrições podem ser feitas pelo site da Corpore (www.corpore.org.br).

Como ‘Correr Por Aí’ também é rock, sugerimos ao leitor a audição de “Dona Nenê”, faixa do segundo disco dos Titãs. Faz parte do tempo em que eram oito. Branco Mello não ia todos os dias ao programa da Fátima Bernardes. A banda paulista aborda o assunto em pauta, corrida de carrinhos pelo super.

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O bigodão mexicano de Giba

Giba gosta de cultivar seu “bigodão de mexicano” e exibi-lo em grandes decisões. Além de já ter servido como um talismã, produziria  outro efeito. Deixaria o ponteiro com cara de mau, e isso intimidaria os adversários. Mas quais seriam as chances de isso funcionar contra a seleção de um país que apresenta, em sua história, vitórias como a da batalha de Stalingrado? Da história russa fazem parte também os grupos de cossacos, que não eram muito bonzinhos.
(Alessandro Lucchetti)

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Um colar de medalhas de prata

Ser o número 2 não é novidade na carreira de Bernardinho. Durante toda a carreira de levantador, foi considerado o segundo melhor do Brasil na posição, atrás de William.

Integrante da chamada geração de prata, ficou em segundo lugar nos Jogos Olímpicos de 84, que tiveram o nível técnico enfraquecido devido ao boicote dos países pertencentes à chamada Cortina de Ferro.

Dois anos antes, havia sido segundo no Mundial da Argentina, atrás da União Soviética.

Agora, Bernardinho, como treinador, coleciona duas medalhas de prata, uma de ouro e dois bronzes (da época em que foi treinador da seleção feminina). Já José Roberto Guimarães soma três ouros (um com o masculino – Barcelona/92 e os outros dois nas mais recentes edições dos Jogos Olímpicos, com a seleção feminina.

(Alessandro Lucchetti)

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Os 800m mais rápidos da história

O queniano David Rudisha se tornou o primeiro homem da história a correr a prova dos 800 metros abaixo de 1min41 – a marca de 1min40s91, que lhe valeu o ouro olímpico em sua estreia nos Jogos e o recorde mundial pela terceira vez na carreira.

O meio-fundista, de apenas 23 anos, tem seis das dez marcas mais rápidas da prova na história. Ele bateu seu primeiro recorde mundial (1min4109) em 22 de agosto de 2010, superando uma marca que durava havia 13 anos. Melhorou o tempo uma semana depois, baixando em oito centésimos.

A final realizada no Estádio Olímpico de Londres entra para a história como a mais rápida dos 800 metros.  Todos os oito atletas correram abaixo de 1min44 pela primeira vez. Além do recorde mundial de Rudisha, o segundo colocado, Nijel Amos (de Botsuana), bateu o recorde mundial júnior. Três atletas fizeram o melhor tempo de suas vidas (incluindo o queniano Timothy Kitum, medalha de bronze). Também teve um recorde nacional, para o etíope Mohammed Aman. Por fim, Andrew Osagie, da Grã-Bretanha, conseguiu seu melhor tempo do ano.
(Amanda Romanelli)

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Torcedores usam a criatividade

Muitos torcedores estão tendo dificuldades nos Jogos Olímpicos porque compraram ingresso pensando que seu país chegaria mais longe em determinada competição, mas acabou sendo eliminado antes da hora. Assim, o ingresso para aquele jogo passa a não ter mais valor e a solução encontrada pelas pessoas é fazer pequenos cartazes e ficar segurando dentro do Parque Olímpico, sugerindo uma troca: “Tenho ingressos para a semifinal do basquete e quero da semifinal do polo aquático”, dizia um cartaz. Por isso também que vários lugares acabam não sendo preenchidos em muitas disputas. (Paulo Favero)

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Agora não é hora de chorar…

“Don” Juan Cesar Maglione, o uruguaio que preside a Federação Internacional de Natação, pondera que Cesar Cielo tem respaldo para propor alteração no ordenamento do programa olímpico. O velocista brasileiro reclamou que a final dos 100m livre está muito próxima da final dos 50m livre. Dessa forma, sua presença na primeira teria causado um desgaste que teria prejudicado o desempenho na segunda. A primeira final foi no dia 1 e a segunda, no dia 3 de agosto. “O calendário olímpico é preparado por cinco representantes continentais. O representante da América chama-se Ricardo de Moura” (superintendente de natação da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), diz Maglione.

Logo, se Moura não encaminhou uma solicitação para alterar a programação ou se não teve força suficiente para fazê-lo, a responsabilidade não caberia à Fina…

(Alessandro Lucchetti)

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Nas águas da desigualdade

Recordes custam caro. A natação segue um rumo, já há alguns anos, que a torna cada vez mais desigual. Os blocos de partida evoluíram de maneira assustadora. Guardam poucas semelhanças em relação àqueles que Ricardo Prado, para ficar num exemplo, utilizavam na década de 80. Saltar bem é fundamental, que o diga Cesar Cielo. Mas poucos são os nadadores de países periféricos que treinam em piscinas equipadas com os caríssimos blocos da Omega. Hanser Garcia, o bravo cubano que chegou em sétimo lugar na final dos 100m livre, teve que fabricar, com a ajuda de técnicos de seu país, uma versão genérica do equipamento para poder treinar seu início de prova. Os blocos antigos, instalados na piscina onde treina, em Havana, estavam muito defasados.

Arilson Soares, o técnico de Bruno Fratus e Felipe França, entre outros, também teve que encomendar a fabricação de uma peça “pirata”. Já Cielo e sua turma do PRO 16 dispõem de blocos Omega na piscina do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em Moema. Indagado num evento da marca a respeito dessa disparidade, o chairman da Omega, constrangido, prometeu estudar a ideia de doar blocos para países pobres. Mas sua reação inicial foi de estranheza. “Nós não damos blocos”, resmungou, embora dê as cartas numa empresa poderosa o suficiente para patrocinar os Jogos Olímpicos.

Como então os nadadores do terceiro mundo podem pensar em se aproximar das estrelas norte-americanas, chinesas ou australianas?

Os blocos são vendidos, assim como eram vendidos os supermaiôs. Michael Phelps não reclamou quando recebeu sua peça da Speedo. Claro, ela representava um ganho de tempo precioso. Mas quando a Arena fabricou um modelo mais eficiente, o colecionador de medalhas chiou. Além de grande campeão, determinado e merecedor de uma ampla gama de elogios, Mr. Phelps pareceu um pouco mimado naquele episódio. Ou não?

(Alessandro Lucchetti)

 

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Fracasso dos EUA no boxe

O país que já produziu monstros sagrados dos ringues como Muhammad Ali, Sugar Ray Leonard, Joe Frazier, George Foreman, Oscar De La Hoya, não conseguiu chegar às semifinais do boxe masculino em Londres. O que está errado no boxe olímpico masculino dos Estados Unidos?

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Uma noite divertida em Old Trafford

Para um fã de futebol, poucas experiências são mais estranhas do que estar em um templo do esporte bretão como Old Trafford para ver uma partida entre os times femininos de Estados Unidos Canadá ­ duas nações que não são conhecidas por sua paixão pelo jogo que nós, brasileiros, amamos. Era um duelo de vizinhos, cheio de rivalidade, mas nada que nem de longe lembrasse um Brasil x Argentina. Os atentos homens de segurança do Manchester United estavam preparados para entrar em ação a qualquer momento, mas sem motivo. A chance de sair uma briga ali era menor do que a de ver um atleta brasileiro não chorar depois de perder uma medalha.

O mais divertido para quem está acostumado ao clima dos estádios brasileiros eram os gritos das torcidas. Quando o Canadá fez 3 a 2, seus torcedores berraram “One more goal! One more goal! (mais um gol)”. E os norte-americanos ainda não conseguiram criar gritos específicos para o futebol. Quando as canadenses atacavam, era possível ouvir o velho e bom “Defense! Defense! (defesa)”, típico dos jogos de basquete.

O jogo foi ótimo, emocionante, vencido pelos Estados Unidos por 4 a 3 com um gol no último lance da prorrogação, marcado pela linda (e ótima atacante, diga-se de passagem) Alex Morgan. Uma pena para o Canadá, que foi muito prejudicado pela árbitra – no intervalo de poucos segundos ela inventou uma falta indireta na área canadense e um pênalti para os Estados Unidos marcarem o terceiro gol. A cada grande competição fica mais clara a evolução do futebol feminino, mas as árbitras continuam um horror. (Mateus Silva Alves, de Manchester)

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