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31.outubro.2011 00:47:11

Jogos maravilhosos

Os Jogos de Guadalajara foram classificados como Jogos Maravilhosos.

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31.outubro.2011 00:25:32

Começa a festa

O estádio vai abaixo com o desfile da delegação mexicana no Pan. Uma festa muito bonita. Diego Hypolito representa o Brasil como porta-bandeira.

O brasileiro Solonei vai ganhar sua medalha diante de um estádio lotado e todos os colegas atletas. Que linda imagen!!!

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30.outubro.2011 23:04:56

O melhor do pan

Como a hora é de balanço, cito aqui algumas coisas bacanas deste Pan. Gostaria que você, leitor, compartilhasse suas impressões aí do Brasil e comentasse também.

Lógico que posso cometer alguma injustiça, mas aqui vão alguns momentos que vieram a minha cabeça.

1. A vitória do Solonei na maratona. Ver um ex-gari conquistar uma medalha de ouro nos faz pensar nos muitos talentos escondidos e que estão espalhados por todo o Brasil.

2. A ginástica masculina. Os atletas enfrentaram até tufão no caminho do ouro. Ignoraram o cansaço e saíram daqui com uma inédita medalha de ouro por equipes além de várias outras nos aparelhos.

3. Claudio Bierkark. O velejador disputou oito Pans e conquistou oito medalhas para o Brasil. Em Guadalajara, desculpou-se por conquistar ’apenas um bronze’, sendo que apoio financeiro só recebeu para competir nas seletivas do evento continental. O resto veio da paixão pelo esporte.  Foi o melhor exemplo de amor à camisa que encontrei em Guadalajara.

4. A Rosângela Santos, dos 100 metros e no revezamento 4 x 100 metros.

5. A torcida mexicana. Sempre animados, eram garantia de festa em todas as arenas. Era lindo vê-los torcendo entusiasmadíssimos por qualquer atleta do país, estivessem eles disputando o ouro ou uma final B da natação. E, quase sempre que não havia um conterrâneo na disputa, torciam pelo Brasil. É um carinho que o povo brasileiro precisará ter para com os mexicanos quando da recepão na Copa do Mundo e na Olimpíada.

6. Ana Luísa, primeira medalha de ouro feminina do tiro. Maurren Maggi tricampeã no salto em distância, Lucélia, tetracampeã no caratê.

7. Hugo Hoyama na cerimônia de abertura. Justa homenagem a uma carreira digna no esporte. Seu recorde foi quebrado, mas fica como boa lembrança a medalha de ouro por equipes.

8. Tiago Pereira. Veio com uma meta e a cumpriu com determinação. Tomara que consiga aproveitar este espírito de Guadalajara para buscar uma medalha olímpica em Londres. A tarefa, no entanto, será difícil.

9. O esforço do nado sincronizado. Quem vê as meninas se apresentando com toda aquela elegância talvez não faça ideia do quanto elas treinam… Eram tardes inteiras na piscina, acertando os mínimos detalhes.

10. Todos os atletas que deram tudo de si mesmos com a intenção de fazer a torcida brasileira mais orgulhosa.

 

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30.outubro.2011 22:29:10

O melhor do Pan

O fim do Pan marca o momento dos balanços. O Brasil teve uma boa participação e conquistou quase todas as medalhas que eram esperadas. O único senão é que gostaria de ter visto o país desabrochar em algumas modalidades além daquelas que já estamos acostumado a torcer, como o vôlei, a natação, o atletismo… Seria muito bom ver, como consequência direta do Pan do Rio, evolução de esportes como o ciclismo, as lutas, e outros que ajudam bastante a reforçar significativamente o quadro de medalhas. Vimos algumas coisas nessa direção nas competições de boxe, remo, lutas, mas há um longo caminho que deverá ser percorrido e cujo resultado final deve aparecer talvez só após os Jogos do Rio, em 2016.

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30.outubro.2011 22:21:21

Está acabando….

Depois de uma longa jornada que começou no dia 8 aqui em Guadalajara, aguardo, aqui no Estádio Omnilife, pela Cerimônia de Encerramento do Pan. Normalmente é uma festa mais descontraída do que a de abertura e, espero, muito alegre para os atletas que ganharam suas sonhadas medalhas e sairão daqui com a sensação de dever cumprido. Pelo menos já estou mais feliz de conseguir acesso à internet. Na cerimônia de abertura nós jornalistas não tivemos essa sorte o que prejudicou bastante. Era grande a vontade de compartilhar tudo o que acontecia por aqui.

Parece que foi ontem que eu estava me preparando para ver as primeiras competições m Guadalajara. Já dá uma pontinha de saudade. Mas Londres vem aí.

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30.outubro.2011 12:57:54

União cubana

Os pugilistas de Cuba, além de terem uma belíssima formação, produto de uma escola consolidada há décadas, recebem sempre o apoio das arquibancadas. Assim como fazem em outros ginásios, os atletas da maior ilha das Antilhas prestigiam em peso os seus colegas de luvas e se convertem em inflamados torcedores, gritando no espanhol aspirado típico do país: Cu-ba, Cu-ba!   No segundo dia de finais do boxe, sábado, havia apenas três brasileiros sentados e quietos na Expo Guadalajara: justamente os que compareceram para receber suas medalhas de bronze. É mais comum encontrar brasileiros nas arquibancadas do vôlei, que aliás ganha tudo e precisa menos de apoio.

Alessandro Lucchetti

 

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29.outubro.2011 12:20:11

Foi vexame sim

Ney Franco, após o empate da Seleção Brasileira masculina de futebol com Cuba, disse que seria um vexame se a equipe não se classificasse para as semifinais. Depois que a eliminação foi consumada com a derrota para Costa Rica, desmentiu-se e disse que não havia nada de vexatório. Mas um resultado indica que o empate com Cuba foi, de fato, um desastre. Os cubanos, que não têm tradição alguma no futebol, continuam em Guadalajara, interessados em progredir na modalidade. Nesta sexta-feira disputaram um amistoso contra alunos da Universidad Panamericana. E perderam por 2 a 1, com gols de dois estudantes da Faculdade de Direito.

Alessandro Lucchetti

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28.outubro.2011 15:09:55

O dicionário de Magnano

O técnico da Seleção Brasileira masculina de basquete, Rubén Magnano, tinha uma explicação preparada para justificar a derrota para os Estados Unidos, por 88 a 77, na noite desta quinta-feira. “O único lugar em que a palavra êxito vem antes de trabalho é no dicionário”.

De fato, houve uma quebra de braço entre os jogadores que queriam servir à Seleção e os clubes. Há dois campeonatos importantes em pleno andamento: o NBB e o Campeonato Paulista. E assim que Marcelinho, do Flamengo, retornar ao Brasil, já vai se envolver na disputa da Liga Sul-Americana. “Esta seleção é formada pelos atletas que brigaram com os seus clubes”.

O Brasil chegou a liderar por 17 pontos, mas os EUA, valendo-se de sua força física, apertaram a marcação e a vantagem desmoronou em pouco tempo. A Seleção falhou demais nos arremessos, e insistiu muito nos tiros de longa distância. “Fico muito incomodado. Quando a bola não cai, temos que defender, e não fizeram isso”, disse Magnano.

Nesta sexta-feira, a partir das 16h (de Brasília), o Brasi joga sua sorte contra a República Dominicana.

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28.outubro.2011 00:07:01

Faltou visão

Oos Jogos Mundiais Militares foram uma competição disputada por muitoso civis incorporados às fileiras militares provisoriamente, apenas para melhorar artificialmente o desempenho brasileiro no quadro de medalhas. Deu certo, caso se enxergue a questão apenas pela lógica fria dos resultados. Mas foram cometidas muitas injustiças. Atletas que são militares de verdade foram alijados do processo. É o caso de Leandro Prates Oliveira, o soldado da PM que conquistou o ouro nos 1.500m. Ele estava na lista e foi cortado. “Acho que não acreditaram em mim”, lamentou.

Alessandro Lucchetti

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O repórter que disser que entende das 36 modalidades que fazem parte da programação do Pan provavelmente estará mentindo. Eu admito que nunca havia visto uma disputa de patinação artística na vida. Como escrever sobre piruetas, saltos e todas aquelas evoluções sobre rodas?

No patinódromo da Unidad Revolución, me senti como se estivesse num congresso sobre física quântica. Os trajes dos patinadores me lembraram os concursos de fantasia de carnaval do Hotel Glória, que eu assistia pela TV Manchete quando era moleque e não tinha absolutamente nada para fazer. Eram roupas com nomes  enormes, como “Ascensão e Glória da Babilônia de Nabucodonosor”. Normalmente, Clóvis Bornay faturava todos os títulos.

Mesmo sem entender bolhufas sobre patinação, me convenci de que Marcel Stürmer havia vencido logo que terminou sua coreografia longa. Eu e todo o público, que irrompeu em aplausos. O cara é bom mesmo.

Alessandro Lucchetti

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