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Dib Carneiro Neto

DADA A LARGADA PARA 2011. o ano do teatro infantil já está começando… Ruth Rocha abre alas no Sesc Santo André. Vejam abaixo o release: 

O SESC Santo André traz durante o mês de janeiro, o espetáculo infantil Marcelo Marmelo Martelo, inspirado na obra de Ruth Rocha e encenado pela Companhia Azul-Celeste. Com a primeira apresentação marcada para o dia 9, domingo, às 15h, a peça segue sempre aos domingos e no mesmo horário até 6 de fevereiro.

Para entender o mundo à sua volta, Marcelo faz mil perguntas sobre todas as coisas. Um dia, ele resolve questionar por que as coisas têm os nomes que têm. Ele pergunta aos pais por que ele se chama Marcelo e não marmelo ou martelo. E por que a bola não chama bolo. Sem respostas que satisfaçam sua aguçada curiosidade e inconformado, Marcelo causa grande confusão criando sua própria linguagem: o leite vira ´suco de vaca´, a casa é a ´moradeira´ e o cachorro Godofredo passa a ser ´Latildo´. Assim, Marcelo adota um vocabulário próprio, propondo um mundo com diferentes significados.

A Companhia Azul-Celeste foi fundada em março de 1989 pelos atores Jorge Vermelho e Cássio Ibrahim, no interior do Estado de São Paulo. Os dois queriam criar um grupo que pudesse servir de instrumento para a pesquisa das linguagens cênicas e suas possibilidades. A partir desse encontro, profissionais foram incorporados à equipe, dando início a um trabalho investigativo acerca das diferentes etapas da criação. A Companhia já participou de inúmeros festivais nacionais e internacionais, obtendo até o momento, mais de 250 prêmios de teatro.

 

SERVIÇO

Marcelo Marmelo Martelo

De 9 de janeiro a 6 de fevereiro. Domingos, às 15h.

Duração: 70 minutos.

Classificação indicativa: LIVRE.

Local:  No Teatro (302 lugares)

Ingressos: R$ 3,00 (inteira); R$ 2,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 1,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

SESC Santo André

Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar

Telefone para informações/publicação: (11) 4469-1200

Acesso para deficientes físicos

Estacionamento no próprio SESC: R$ 2,00 a primeira hora e R$ 1,00 cada hora adicional (desconto de 50% para matriculados)

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Gente, no fim do ano, voltou a circular a histórica revista APARTE, do Teatro da Universidade de São Paulo. E nesse número da volta, tive a honra de contar com um capítulo só pra mim, com um debate realizado no Tusp com alguns empreendedores do nosso setor de teatro infantil.

Vejam um trecho da minha entrevista. E procurem a revista pra comprar! Está demais, com artigos de Sebastião Milaré, Luiz Carlos Moreira, Marco Antônio Rodrigues, Kil Abreu, Aimar Labaki, Hugo Possolo e, no último capítulo, a transcrição integral da peça O LIVRO, de Newton Moreno.

Lá vai meu aperitivo, bem polêmico, aliás. Vejam se concordam ou se querem debater mais:

Dib – Vocês todos concordam com isso: hoje, se você está organizado em grupos, em companhias, em coletivos, é mais fácil fazer teatro?

Cláudia Vasconcellos – Eu acho que as próprias leis de incentivo dão preferência para grupos que têm continuidade e tal. Então, por exemplo, se eu estou com um projeto de minha autoria, eu convido diretor, convido ator e crio o meu grupo, ué.

Vladimir Capella – Eu sou completamente contra, detesto grupo, acho uma neurose – e agora as leis são só para grupo… Eu não sei o que é um grupo, por exemplo, eu trabalho com o Serroni há anos no cenário e figurino, com o Davi de Brito na luz, com o Dyonisio Moreno na trilha… é uma equipe, sempre a mesma, que cria junto comigo… Isso não configura um grupo? Sabe, essa coisa de grupo, cara, é coisa dos anos 70… Teve uma época em que isso teve sentido, teve mesmo, nos anos 70, mas agora é velho, entende?

Ângelo Brandini – É só um modo de produção…

Ilo Krugli – Ah, por favor, vamos ter cuidado. O teatro é e sempre será coletivo. Há formas e formas de organização e de produção, mas o teatro é uma arte coletiva.

Vladimir Capella – Sem dúvida, Ilo, estamos falando a mesma coisa. Mas eu apenas acho que alguns grupos se dão bem e tal, e eu estou falando do critério para distribuir os apoios.

Ilo Krugli – É muito difícil manter um agrupamento por tantos anos. É como saber manter um casamento. Eu fui uma vez falar com o chefe maior do Sesc de São Paulo, o Danilo Santos de Miranda, e o Danilo sabe das minhas histórias todas, como e quando eu cheguei neste País… Ele sempre me vê e vem me beijar a mão. Mas nesse dia, de repente, ele me exclamou: “Mas, Ilo, você é outsider!” Até hoje não sei se ele me xingou ou me elogiou… Conto isso porque, mesmo fazendo parte de um grupo, o Ventoforte, tenho muitas dificuldades para conseguir apoio, porque as pessoas me vêem assim, como um solitário resistente, um cara diferente. Eu só digo uma coisa, cuidado com os preconceitos, porque a sociedade tem, sim, que se agrupar para lutar.  Há períodos em que eu e meu grupo somos destruídos, alienados dos projetos e dos apoios, alijados… 

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