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Dib Carneiro Neto

Tânia Khalill e Jair Oliveira, em 'Grandes Pequeninos'

Tânia Khalill e Jair Oliveira, em 'Grandes Pequeninos'

 

          Fui finalmente ver, com atraso, o espetáculo Grandes Pequeninos, em cartaz no Shopping Higienópolis, com direção de Isser Korik. O casal protagonista, Jairzinho Oliveira e Tânia Khalill, realmente é muito carismático.
          Eles irradiam simpatia do começo ao fim, e há uma bonita química entre os dois. As músicas são do CD de Jair (na verdade, um livro-CD, escrito por Mariana Caltabiano e ilustrado por Eduardo Jardim).
          São canções simples e singelas, todas compostas depois que nasceu a filha do casal, Isabela. As letras falam de brinquedos, choros, fraldas, passeios, tudo bem infantil, mesmo. São ótimas, com refrões contagiantes.
         A dramaturgia é básica, tem pouca inventividade, mas segue um ritmo bom e uma trama linear sobre o dia a dia de um casal que ganha seu primeiro bebê, ou seja, pais apavorados de primeira viagem.
         Vale destacar, além da trilha e do casal protagonista, o trabalho excelente de uma coadjuvante, a atriz Carol Bezerra. Ela está divertidíssima em vários papéis secundários. Fique de olho.

serviço da peça:
GRANDES PEQUENINOS.
Teatro Folha: Shopping Pátio Higienópolis, Av. Higienópolis, 618, Higienópolis, tel. 3823-2737.
Sábado e domingo, 16h. Até 30/5.
Duração: 60 minutos. Classificação: livre. Ingressos: R$ 30.

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Marcelo e Paula Zurawski, em cena de O Flautista de Hamelin

Marcelo e Paula Zurawski, em cena de O Flautista de Hamelin

No dia 3/5,  segunda-feira à noite, haverá uma apresentação especial de O Flautista de Hamelin, espetáculo delicioso do Grupo Furunfunfum, como parte da programação do VI Encontro de Educação e Cultura do ISE Vera Cruz. O nome do evento é: “Para além dos muros da escola: democracia, educação e cultura.”

A apresentação é especial porque, depois da sessão, vai ocorrer um bate-papo com o público, para discutir a linguagem teatral e a produção cultural para crianças. Professores, estudantes de Pedagogia, atores, estudantes de Teatro e outros interessados  poderão discutir questões como temáticas e linguagens no teatro infantil, produção e formação de público.

A peça tem tudo a ver com a temática do evento, relacionada à democracia. A história da cidade invadida por ratos, salva por um flautista, cai como uma luva também para este ano de eleições no Brasil. Nesta fábula, as autoridades agem com descaso, populismo e demagogia.   

Segue o serviço:

 03 de maio – 2ª feira – 19h  
VI Encontro de Educação e Cultura do ISE Vera Cruz: Para além dos muros da escola: democracia, educação e cultura

Rua Baumann, 73 – Vila Leopoldina, tel. (11) 3838 5992

 Evento gratuito

Inscrições pelo site: http://www.veracruz.edu.br/homev3res/

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Uma crítica longa e detalhada ao espetáculo

O Soldadinho e a Bailarina, de Gabriel Villela 

 

 

CLIQUE E ASSISTA:  \”Ensaio de fotos\”

 Não deixe de ver também cenas da peça no endereço: 

   http://www.youtube.com/watch?v=TfZBkXtDb00

Minha crítica:

Gabriel Villela tem algumas poucas e boas incursões pelo teatro infantil. Ele próprio começou como ator amador, no elenco de uma montagem mineira de Pluft, o Fantasminha. Quando, anos mais tarde, já consagrado na direção, se debruçou sobre a obra dramatúrgica de Chico Buarque, montando Gota D´Água e Ópera do Malandro, caiu de amores também por Os Saltimbancos, que foi um sucesso retumbante no TBC e depois ganhou remontagem em Portugal, com Villela à frente da Seiva Trupe, da cidade do Porto. Agora, convidado por Luana Piovani, voltou ao gênero infantil na sua melhor forma. E, o que é melhor, mais uma vez faz teatro para todos, capaz de igualmente encantar os pequenos e arrebatar os adultos, com um rigor profissional e criativo que nos serve de exemplo. Nada é entregue de bandeja, nada é facilitado. A força do simbólico encanta desde a primeira cena. Tudo é sugerido, nada é explicitado. Tudo convoca nosso imaginário, nada é realista. Fantasia no mais puro estado de emoção.

 

elenco no ensaio da cena inicial

elenco no ensaio da cena inicial

Luana acertou em cheio na escolha do diretor e do texto. Sua inteligência de produtora reverteu em benefício artístico para o aprimoramento da atriz. O Soldadinho e a Bailarina, adaptação musical do conto O Soldadinho de Chumbo, de Hans Christian Andersen (1805-1875), assinada por Gustavo Wabner e Sergio Módena, tem uma estrutura coletiva, muito bem trabalhada pelo diretor, que faz Luana abandonar o protagonismo sem deixar de ser estrela. Nos seus espetáculos anteriores, Alice no País das Maravilhas e O Pequeno Príncipe, a estrutura dramatúrgica das adaptações fazia todos os personagens desfilarem/ gravitarem em torno das ações e reações de Luana-Alice e de Luana-Príncipe. É assim, aliás, nos livros de Lewis Carroll e de Saint-Exupéry. Cada personagem secundário tinha sua vez de surgir no palco e sempre contracenar com a protagonista. Isso exigia que Luana ficasse o tempo todo presente e jogava nela todas as forças dos dois espetáculos, o que resultava um tanto irregular.

 Agora, na adaptação de Wabner/Módena, os personagens secundários de Andersen existem em pé de igualdade com a bailarina de Luana, daí o grande acerto. Apesar do encantamento de princesa que a personagem tem (e como nos encanta!), ela é mais um dos brinquedos no quarto abandonado de um menino chamado Euclides. Villela, com sua reconhecida tarimba na direção de atores, apagou de Luana todo o bem-intencionado ímpeto de ser, em cena, mais uma “rainha dos baixinhos”. Fez com que atuasse sem arroubos, sem infantilismos, fez com que esquecesse o equivocado tom tatibitate de quem pensa que atuar para criança exige fazer concessões de linguagem. Luana só tem a ganhar, assim como o espetáculo como um todo, se, durante a temporada (quando o olhar do diretor, por força de outros compromissos, fica menos frequente), ela não cair na tentação de voltar atrás e transformar sua meiga bailarina em princesinha idiotizada, mesmo que seja em nome do carinho especial que ela inegavelmente demonstra ter pelo público mirim.

 

Gabriel Villela: diretor, cenógrafo e figurinista do espetáculo

Gabriel Villela: diretor, cenógrafo e figurinista do espetáculo

 

O fato de ser um musical faz desse O Soldadinho e a Bailarina uma pérola antológica. Villela importou de Minas o mestre Ernani Maletta (arranjos vocais, preparação e regência de coro) e o uniu ao jovem compositor carioca Victor Pozas, fazendo-os assinar juntos a direção musical. O resultado: a trilha ficou tão especial que será em breve vendida no saguão como CD. São singelos e contagiantes os arranjos para as canções de domínio público, como Roda Margarida, Marcha Soldado e Moreninha, se eu te pedisse, com as letras adaptadas por Sergio Módena. E combinam muito bem com as composições que foram criadas especialmente para esta peça, como a deliciosa Valsa da Bailarina ou a divertidíssima Cabaré Deliré. Entre as pesquisas de sons interioranos, serviu de perfeita inspiração o trabalho musical dos Meninos do Araçuaí, de Minas Gerais.

 

O cartaz O Soldadinho e a Bailarina no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico

O cartaz O Soldadinho e a Bailarina no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico

A exemplo do filme Toy Story, que também foi beber na fantasiosa fonte de Andersen, inteligentemente a adaptação de Wabner/Módena se firmou no foco dos brinquedos desprezados, que procuram alguém que ainda os queira, mesmo depois de velhos, gastos, ultrapassados. A dor nas costas da bailarina Sofia (dor sempre sugerida por Luana com gestos curtos e brincalhões, nada naturalistas) confere a ela uma fragilidade que é tocante e a humaniza. Como o soldadinho Perneta, Pablo Áscoli – vergando uma impecável jaqueta de couro customizada – transita bem entre o ideal do amor romântico e a fragilidade sugerida por um personagem que é marginal e diferente, e sofre toda sorte de preconceitos ­­– temática cara a Andersen e que faz esse soldadinho Perneta ser irmão de alma do Patinho Feio (uma aproximação que parece ter sido bem compreendida por diretor e ator). 

 

Outro maravilhoso achado dos adaptadores é o personagem da Harpa desafinada, que a direção soube valorizar com lances brilhantes: seja nos números rápidos de canto lírico, seja no figurino cru imitando as cordas do instrumento, tudo é de uma simplicidade funcional e deslumbrante. Nesse papel da Harpa, Janaina Azevedo arrebata o público com sua voz potente.

 

O cenário criado por Gabriel Villela

O cenário criado por Gabriel Villela

Coadjuvante também carismático é o paulista Ando Camargo (prêmio APCA de melhor ator por Era Uma Vez Um Rio), que dá a medida certa de humor ao seu Prestimoso, ursinho que não consegue mais soltar música quando aperta a própria barriga, mas solta outra coisa, pum!, e cativa as crianças, sobretudo as menores. É outra das interpretações do espetáculo que, se feita com peso maior, pode correr o risco de virar chanchada durante a temporada e até cair nas facilidades do humor de mau gosto. Não se pode esquecer também de outra ideia luminosa entre os coadjuvantes: o personagem Edegás (vivido por outro paulista, Marcello Boffat). Ele é um pintor divertido, numa referência a Degas, sem que isso vire aquele tipo de aula didática das produções infantis mais equivocadas.

Há cenas de um poder de síntese incrível, o que, com certeza, intriga a garotada (e como isso é saudável!). Por exemplo: como encher o palco com 25 soldadinhos de chumbo, como está descrito no conto original? Villela faz um único ator (Jaderson Fialho) girar em torno de si e ir respondendo a uma chamada oral da Harpa (cena que remete de forma lúdica ao universo escolar das crianças): ele responde por Chumbovaldo, depois o Chumbrésio, o Chumbento, o Chumbernildo, o Chumbrósio e assim por diante. Pronto, o exército de soldadinhos, criado pelos adaptadores com todos esses nomes de trocadilhos brincalhões, surge completo na imaginação de cada um de nós na plateia.

Criaram-se, também, marcações de uma beleza plástica calculada, para encher nossos olhos de fantasia, como a bailarina andando no fio de equilibrista ou o carrossel humano que os atores formam em determinado momento, nos transportando aos velhos parques de diversão de antigamente. Para tudo isso, Gabriel Villela contou com os auxílios luxuosos do iluminador Domingos Quintiliano, da coreógrafa e preparadora corporal Kika Freire e da fonoaudióloga e preparadora vocal de texto Babaya. Com essa equipe forte, o diretor buscou elementos de Commedia dell’Arte, do teatro itinerante, da poeira da estrada, da serragem do circo-teatro, recriando tudo com uma incrível leveza e, ao mesmo tempo, comprovando o grande esteta da brasilidade que ele é, mais especificamente, dos arroubos barrocos mineiros.

 O visual milimetricamente pensado, sobretudo em cada palmo de tecido bordado, trabalha em contraste com a leveza das cenas e o desenho delicado da trama. E, como Villela nos ensina a cada espetáculo, o que mais é o barroco, senão esse exercício sábio de iluminar contrastes? Há também referências sutis e subliminares à cultura czarista dos balés e à disciplina de caserna dos soldadinhos.

 

Os atores Pablo Áscoli (o soldadinho Perneta) e Luana Piovani (a bailarina Sofia)

Os atores Pablo Áscoli (o soldadinho Perneta) e Luana Piovani (a bailarina Sofia)

  

 Esta nova peça, que vai a São Paulo no segundo semestre,  lembra Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu e Concílio do Amor, ambas do início da carreira do diretor, mas sobretudo é uma volta de Villela ao seu internacional Romeu e Julieta, feito para o Grupo Galpão, de Minas, e que acabou encenado na Inglaterra, entre outros países, além de, até hoje, ser citado pela especialista em Shakespeare, Barbara Heliodora, como a melhor e mais fiel montagem já feita no Brasil de um texto shakespeariano.

Pois está tudo aqui de volta, em O Soldadinho e a Bailarina. Não falta nem mesmo a cena do balcão, em que, como os amantes de Verona, os dois brinquedos apaixonados também refletem sobre o amor com base nas inconstâncias da Lua. Sim, a Lua. Ela está mais uma vez irradiando toda sua simbologia em outro espetáculo do mineiríssimo Villela, como ocorreu no recente Calígula, em que a bela Lua cobiçada pelo imperador ganhou uma impressionante interpretação visual negra e espelhada.

Ah, e tem as sombrinhas, ou os guarda-chuvas estampados pelo diretor, que também assina os figurinos e a cenografia (esta quase toda criada com papel-arroz). São um show à parte. As águas-vivas do fundo do mar são sombrinhas encapadas com plástico-bolha, num efeito mágico deslumbrante. O balcão, por exemplo, da cena shakespeariana, é representado por outra imensa sombrinha que se interpõe como uma barreira entre os dois apaixonados. E mais: o leque de uma das baratas logo vira a barbatana do peixe que engole o soldadinho. O papel-bolha do corpo do peixe vira mar por onde navega o barquinho de papel, que depois vira chapéu na viagem de volta para casa do soldadinho Perneta. É emocionante ver tudo isso se transfigurar em cena, porque são improvisos lúdicos que toda criança de imaginação saudável tem de saber criar, mesmo que viva num quarto abarrotado de brinquedos eletrônicos de última geração.

O figurinista Villela, de criatividade ilimitada e sem fronteiras, trouxe do Leste Europeu os tecidos de linho (húngaros) para o vestido da bailarina, entre outras peças inesquecíveis, recriadas por ele e bordadas por Giovanna Villela com o auxílio da aderecista Veluma Soárry e da costureira Aldecy Santos. Um achado é, ainda, a roupa de franjas vermelhas do vilão (o Boneco de Molas, feito com graça por Maurício Souza Lima), que, ninguém imagina, logo depois vira a fogueira repleta de labaredas onde ardem os dois namorados, num final infeliz que a peça fez questão de manter – mas manteve de uma forma poética, que nos arranca lágrimas não pela pieguice, mas pela delicadeza de sua concepção.

Já que se falou do final do espetáculo, impossível esquecer da criatividade de seu início. É um belo tributo a Andersen, que escreveu esse conto aos 33 anos, em 1838. Todo o elenco entra em cena com as cabeças cobertas por papéis sulfites, em que se desenharam rostos de crianças, num traço primário que cada um da plateia pode tranquilamente identificar como o seu próprio jeito de desenhar na infância. E eis que a atriz Germana Guilhermme, como se fosse o próprio Andersen, em apenas dois minutos resume todo o conto original, inclusive narrando o final infeliz e anunciando que uma versão da história está prestes a começar. É uma reverência respeitosa a um gênio da literatura universal, um jeito bonito de valorizar a origem da fábula e, ao mesmo tempo, ajudar a perpetuá-la ainda mais, num recurso esperto da direção que, já de saída, nos antecipa toda a competência que se desfilará a seguir.

 

 

CLIQUE E ASSISTA:  \”Reportagem do VideoShow, da Globo\”

 

FICHA TÉCNICA:

 “O Soldadinho e a bailarina”

Da obra de Hans Christian Andersen

Livre adaptação: Sergio Módena e Gustavo Wabner

Direção: Gabriel Villela

Elenco: Luana Piovani, Pablo Áscoli, Maurício Souza Lima, Janaína Azevedo, Germana Guilhermme, Marcello Boffat, Pedro Lima,  Ando Camargo, Letícia Medella, Érika Riba, Jaderson Fialho, Carolina Henriques, Gabriel Mesquita.

Música: Victor Pozas / Letras: Sergio Módena

Direção musical: Victor Pozas e Ernani Maletta

Direção vocal: Babaya

Coreografia: Kika Freire

Cenários e figurinos: Gabriel Villela

Iluminação: Domingos Quintiliano

Produção executiva: Paula Salles, Gabriela Mendonça e Aline Rapadura

Direção de produção: Maria Siman

Realização: Luana Piovani Produções e Primeira Página Produções

Patrocínio: Guaraná Caçulinha – Antarctica, Biscoitos Passatempo Nestlé, Johnson’s Baby, Oi Telecomunicações.

 Temporada: até 25 de julho no RIO DE JANEIRO

Espaço Tom Jobim – Jardim Botânico

Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico

Sábados e domingos, às 17h

Ingressos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Vendas: www.ingresso.com

Duração: 55 min

Classificação etária: livre

Lotação da casa: 450 lugares

Estacionamento no local

Tel: (0–21) 2274-7012

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Vejam que boa notícia me chega por meio da assessoria de imprensa S2 Comunicação Integrada:

Ângelo Brandini assina roteiro e direção da 17ª edição do Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem

A 17ª edição do Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem, que acontece no próximo dia 10 de maio, no HSBC Brasil, em São Paulo, contará com uma importante novidade: a participação de Ângelo Brandini como roteirista e diretor do evento.

Reconhecido e premiado ator brasileiro, Brandini traz em seu currículo importantes atuações em programas de televisão e cinema, além de assinar o roteiro e a direção de diversos espetáculos no circuito Rio/São Paulo. “Ricardo III”, “Midnight Clowns” e “O Avarento”, são algumas das atuações de Brandini no teatro; “Fim da Linha”, “Doutores da Alegria O Filme” e “Carandiru” podem ser citados como seus trabalhos no cinema e, ainda, “Malhação” (TV Globo) e “Senta que lá vem comédia” (TV Cultura), entre outras, marcam suas participações na televisão.

“É uma grande alegria poder participar desta festa do Teatro Infantil e Jovem; nos anos anteriores como indicado e premiado e neste ano como roteirista e diretor da cerimônia. O Prêmio FEMSA é de extrema importância para o teatro brasileiro pois antes de qualquer classificação de gênero ou faixa etária, estamos tratando de incentivo e reconhecimento do valor do teatro para toda a sociedade. Recebo como um presente a oportunidade de poder contribuir como artista nesta confraternização”, afirma Brandini.

O Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem é a única premiação da América Latina voltada exclusivamente para o teatro infanto-juvenil. O programa, que tem como objetivo incentivar montagens, produções de peças e o trabalho de artistas e profissionais ligados ao meio teatral, surgiu com a característica da formação de platéias e a necessidade de projetos ligados ao teatro infanto-juvenil e como estímulo a cultura.

 

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21.abril.2010 11:43:05

TEATRO INFANTIL NO FERIADO!!!

Vamos hoje (quarta, feriado nacional de Tiradentes), ao teatro, em São Paulo? Abaixo, três dicas para vocês. Ainda dá tempo de se arrumar e ir com a família toda.

Circo do Seu Lé
Delicioso espetáculo do grupo Furunfunfum, que remete aos circos de lona e serragem de antigamente. Programaço para toda a família. No enredo, o Urso Bi Polar está se concentrando para um salto mortal sobre a Elefanta Laranja quando é interrompido pelo inspetor Corta Onda. Dir. Marcelo Zurawski. 75 min. Sesc Santana (250 lug.). Av. Luís Dumont Villares, 579, 2971-8700. 4ª (21), 17h30. Grátis.

Grandes Pequeninos
Dentro da barriga, um bebê espera animado pela chegada dos pais. Assim começa o espetáculo inspirado no disco homônimo que Tania Khalill e Jair Oliveira fizeram em homenagem à filha. Dir. Isser Korik. 60 min. Teatro Folha (305 lug.). Av. Higienópolis, 618, 3823-2323.  4ª (21), sessão extra, 16h. R$ 30.

Circo Roda
Parlapatões, Pia Fraus e convidados se unem, mais uma vez, em projeto circense com vários espetáculos. Memorial da América Latina. Portões 8 e 15 (700 lug.). Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, 3867-2398.  Hoje, 4ª (21), 15h30, ‘Parapapá! Circo Musical’, dos Parlapatões, e, 17h30, ‘Bichos do Mundo’, da Pia Fraus. R$ 16/R$ 20.

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16.abril.2010 13:57:58

DUAS ESTREIAS NO RIO!

Quem estiver no Rio neste fim de semana tem duas estreias de peças infantis que prometem! São duas adaptações. Uma é O SOLDADINHO E A BAILARINA, com direção de Gabriel Villela, que volta aos infantis em grande estilo, depois de muitos prêmios e turnês internacionais com seu Os Saltimbancos. E outra é O BARBEIRO DE ERVILHA, com a Cia. Atores de Laura.

No sábado, estreia O Barbeiro de Ervilha, às 18h30, no Teatro do Jockey.  É uma adaptação inédita da ópera O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini. As aventuras de Fígaro, o protagonista, deslocam-se para o  Sertão do Nordeste. Adaptado por Vanessa Dantas,  é dirigido por Daniel Herz. Sábados e domingos, às 18h30. R$ 15,00 Local: Centro Municipal de Referência do Teatro Infantil/Teatro Municipal do Jockey. Av. Bartolomeu Mitre, 1.110 – Leblon

No domingo, é a vez, às 17 horas, de O Soldadinho e a Bailarina, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, com Luana Piovani. É uma adaptação musical de O Soldadinho de Chumbo, clássico de Andersen, feita por Gustavo Wabner e Sérgio Módena. A direção do mineiro Villela também enche o palco de brasilidade. O endereço é Rua Jardim Botânico, 1008 – Jd. Botânico. R$ 30,00. Sábados e domingos, 17h.

Fique de olho!

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Valéria Gonçalvez/AE

Valéria Gonçalvez/AE

Conto para vocês que hoje, quinta, dia 15 de abril, nossa querida escritora, tradutora, ensaísta,  dramaturga e poeta Tatiana Belinky toma posse na cadeira de número 25 da Academia Paulista de Letras. A cerimônia estava marcada para 18h30 no Salão Nobre do Colégio Dante Alighieri e deve ter sido muuuuito emocionante.  Fui convidado, mas fiquei preso no jornal. Ela merece todas as honras e homenagens que tem recebido em vida. Sua obra para crianças é fundamental. Em homenagem a ela, recupero um texto que escrevi para uma dessas homenagens, a que ela recebeu do Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem.  Lá vai o texto, querida Tatiana. E obrigado por existir.  

“Quando eu era menina, na Rússia, eu sempre dizia que queria ser uma bruxa. Uma bruxa?, me perguntavam os adultos, com surpresa. E eu respondia: É, uma bruxa. Bruxa é bonita e tem poderes… Fadas são umas chatinhas, sempre muuuuito certinhas… Aí, quando eu cheguei ao Brasil e conheci a Emília do Monteiro Lobato, eu pensei assim: Não, não quero mais ser bruxa, eu quero ser a Emília.”
Tatiana Belinky, menina russa de São Petersburgo, veio para o Brasil com 10 anos de idade e nunca mais parou de ser Emília. Naquele momento, pode até ter abdicado de ser bruxa, mas jamais deixou de ter poderes. Poder de nos enredar com suas histórias muito bem contadas. Poder de fantasiar sem limites e, dentro deste mundo de fantasia, ensinar os mais nobres conceitos de cidadania. Poder de fazer rir, de fazer chorar. Poder até de amedrontar, por que não? Poder de fazer poesia, de fazer teatro, de escrever livros infantis. Poder de traduzir contos russos para os leitores do Brasil. Poder de instaurar o brilho nos olhos de uma criança. Poder de devolver o brilho aos olhos de um adulto e fazê-lo voltar a ser criança.
Ao lado do médico e educador Júlio Gouveia, com quem se casou e teve dois filhos, Tatiana escreveu para a televisão a primeira adaptação do Sítio do Pica-pau Amarelo. O casal trabalhou dentro de casa. E foi um sucesso retumbante, que abriu a mente engessada dos adultos, dirigentes de emissoras, para a importância de se usar a televisão como veículo de arte e educação para as crianças. Tatiana não só se tornou Emília, por paixão e identificação pela boneca de pano mais falante e intrometida do mundo, como proporcionou que muitas e muitas outras gerações de meninas também tivessem vontade de ser a Emília do Lobato.
A obra infanto-juvenil de Tatiana Belinky, para teatro, para literatura, para televisão, tem algo para amar, algo para detestar, tem algo para torcer, algo para desprezar. Tem algo que encanta e algo que espanta, algo que incomoda e faz pensar – e algo que cativa e faz brincar. Ela nunca tem pressa de terminar uma história, e mantem o ritmo certo de uma narrativa sem se importar com a agilidade de internet das crianças de hoje. Tatiana está mais preocupada em preservar o encantamento. Se os pais se aproximam de Tatiana e lhe tascam sua lamúria preferida: “Eu mando meu filho ler e ele não lê. O que é que faço?“ Tatiana responde, com gosto: “Comece por não mandar. Livro não é castigo, não é tarefa, não é chateação.”
Em tudo o que Tatiana faz, fica patente: criança é uma delícia. Ela diz: “Criança é um público maravilhoso, interessado. Nunca se deve subestimar a inteligência de uma criança. Fazem perguntas que precisamos estar prontos para responder ou ser honestos o suficiente para dizer ‘não sei’”. Em tudo o que Tatiana faz, ficava patente: Tatiana é que é uma delícia. Nos últimos tempos, vive com o corpo fragilizado de uma senhorinha distinta, mas mantem, como sempre quis, a cuca fresca e a língua destravada de sua querida boneca Emília. Sua frase preferida, ela sempre conta, é de Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena.” Mas também adora contar a história daquele bilhete que ela escrevera para um amigo havia mais de 50 anos e que, muito recentemente, alguém escreveu para ela, o mesmo texto, sem saber que era a própria Tatiana a autora da frase. “Mas isso fui eu quem escreveu, há mais de 50 anos!”, exclamou ao ler. “Voltou pra mim, voltou pra mim”, comemora a menina sapeca que ela ainda é, com muito orgulho. O que estava escrito no bilhete de Tatiana? Uma trova singela sobre o valor da amizade. “Ouça amigo esta verdade, lembre dela aonde for, nem sempre amor é amizade, mas toda amizade é amor.”

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E por falar no I Catálogo Livre do Teatro Infantil (organizado por Karen Acioly - leia no post anterior deste blog), eu estava lendo o capítulo das chamadas “autoentrevistas”, em que personalidades do setor do teatro infantil fazem perguntas para elas mesmas, como forma de divulgar seu trabalho, e me deparei com a página de Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento, veterana companhia que ajudou a criar, ao lado de Luiz André Cherubini.

Sandra foi premiada como atriz por seu inesquecível monólogo O Anjo e a  Princesa, com estética inspirada nos móbiles de Calder. Jamais esquecerei dessa montagem do Sobrevento.

Estou escrevendo agora sobre ela, pois quero dividir com vocês a pergunta que ela (Sandra) se fez e, claro, a resposta que ela se deu. Vale a pena refletirmos sobre isso. Vou reproduzir abaixo. Sandra Vargas fala do papel dos adultos no teatro infantil. Ah, os adultos… Vejam se não é o caso de refletir muito e debater sobre esse aspecto.

Sandra Vargas pergunta: O que mais a frustra no fazer teatral para crianças?

Sandra Vargas responde: “O que mais me frustra são os mediadores. Sobretudo, os programadores dos teatros, os professores e os pais. Lamento que, por parte deles, haja uma visão do teatro infantil como mera recreação, com raras exceções. Falta uma conscientização do importante papel que desempenham: eles devem ser criteriosos no que escolhem para as crianças. Frequentemente, porém, os critérios para escolherem uma peça infantil resumem-se ao seguinte:

No caso dos professores – ao ensino de determinado conteúdo da grade curricular.

No caso dos pais – à pouca distância entre a sala de teatro e sua casa.

No caso dos programadores – ao baixo custo e à facilidade da montagem e desmontagem dos cenários.

É essa falta de critérios que abre espaço a espetáculos oportunistas, que desrespeitam a criança.”

Obrigado, Sandra, por essa chance que você nos dá de pensar sobre isso tudo. Ah, nós, os adultos…

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Quero comentar com vocês um pouco mais sobre o I Catálogo Livre do Teatro Infantil, lançado no mês passado no Rio e em São Paulo, com organização de Karen Acioly. Karen é figurinha ultra necessária para o crescimento e a valorização do teatro para crianças e jovens no Rio. Ela é uma batalhadora. Em 2003, criou o I Centro de Referência do Teatro Infantil. E já realizou sete versões do FIL, Festival Internacional de Intercâmbio de Linguagens.

O livro que organizou, e que promete ser apenas o primeiro de vários volumes, com parceria da Editora Aeroplano, da Funarte e do FIL, é extremamente útil para quem lida com esse setor das artes cênicas . Traz informações pertinentes sobre grupos de teatro infanto-juvenil espalhados por todo o Brasil (com endereço eletrônico de cada um), traz uma grande tabela com a lista e os endereços de todos os Pontinhos de Cultura do país, divididos por regiões, traz a íntegra de alguns debates que ocorreram no Rio sobre a produção de teatro infantil e, ah, traz uma bem bolada seção de autoentrevistas.

Isso mesmo, autoentrevistas. Pessoas de destaque da área fazendo perguntas para elas mesmas. Uma forma de você conhecer um pouco dessa gente que luta por um lugar ao sol nos palcos vespertinos do Brasil. Gente que apóia essa arte e a vê sem preconceitos.

Vale a pena ter esse catálogo. Procure mais informações de onde encontrá-lo no site da editora (www.aeroplanoeditora.com.br) ou  nos sites das grandes livrarias. Na Saraiva e na Siciliano, o preço é R$ 48.

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arlequino 

Uma bela chance para quem não viu o premiado espetáculo A Odisseia de Arlequino, da Cia. da Revista, que acabou de ser premiado como melhor elenco (um prêmio coletivo) na festa da Associação Paulista dos Críticos de Artes, a APCA.

A chance é amanhã (sexta, dia 9), no início da tarde, as 14 horas.  A incrível peça vai encerrar a II Mostra do Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem em São Paulo. Sei que o horário é esquisito, mas vale a pena arranjar essa horinha e correr ao Sesc Consolação.

Vejam a sinopse feita pela própria Cia.:

A Odisseia de Arlequino mistura clássicos da literatura e do teatro para contar uma divertida história de Commedia dell’Arte para crianças e adultos. Duas trupes teatrais partem para se apresentar no Festival de Teatro de Veneza. O primeiro grupo é liderado por Pantalone, velho sovina e mal-humorado, e formado pela enamorada Isabella e o mascarado Capitano. O outro é a família de Dottore, o intelectual falastrão, e seus filhos Flamínia e Horácio.  Os criados Arlequino e sua namorada Esmeraldina servem cada um ao seu patrão e são os cocheiros das caravanas que vão pela estrada. Os quiprocós da comédia começam quando Pantalone e Dottore, eternos rivais, convencem Arlequino a atrasar a viagem do outro para que não chegue a tempo de se apresentar no Festival de Teatro. Arlequino, então servidor de dois patrões, envolve Esmeraldina na bagunça e a farsa é montada. Os enamorados se aproveitam da situação para conquistar os seus amados, e os dois veteranos briguentos acabam… bem, melhor assistir!

Local: SESC Consolação

Endereço: Rua Doutor Vila Nova, 245 – Vila Buarque

Entrada: gratuita

09/04 às 14h – “A Odisseia de Arlequino”

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