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Os títulos do agronegócio

10 de março de 2011 | 10h00

Nívea Terumi

Entra safra, sai safra e a luta do produtor brasileiro continua na busca por formas de se capitalizar. Uma modalidade que tem ampliado o acesso do campo ao crédito nos últimos anos é o crédito agrícola por meio de títulos financeiros, alternativa ao empréstimo tradicional.

Nessa seara, a Cédula do Produtor Rural, a CPR, criada em 1994, é a opção mais antiga e conhecida. Esse título permite que o produtor venda sua safra com antecedência a um investidor privado, para que consiga comprar os insumos necessários ao plantio.

Como explica o analista de agronegócio da consultoria MB Agro, José Carlos Hausknecht, esses títulos podem ser tanto negociados diretamente entre produtor e financiador, como por meio de uma instituição financeira. O produtor (ou associação de produtores, cooperativas e empresas agropecuárias) emite a cédula com registro em cartório e o financiador (ou credor) fica com esse título, que pode ser liquidado após a safra em dinheiro ou em produto. Vale lembrar que o financiador pode ser tanto uma empresa como pessoa física.

No final de 2004, o governo brasileiro sancionou uma lei que criou novos títulos para o agronegócio. São eles: Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Certificado de Depósito Agropecuário/Warrant Agropecuário (CDA/WA), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

 Apesar da ‘sopa de letras’ parecer confusa, basicamente, esses títulos permitem ao produtor acessar o mercado de capitais para financiar sua safra de forma sistematizada. Isso porque eles são necessariamente intermediados por uma instituição financeira – o banco -, que os coloca no mercado como um novo produto lastreado em uma garantia do produtor. Assim, um conjunto de CPRs pode ser colocado no mercado com a garantia do banco.

A vantagem desse sistema é que, se por um acaso a safra não for boa e o produtor não conseguir entregar o volume que esperava colher, por exemplo, o financiador não será penalizado, já que o banco garantiu a ele a entrega do valor combinado. Para a instituição financeira, a vantagem é a margem que ela cobra sobre essas transações.

Mais dólares para o País?

4 de novembro de 2010 | 19h50

A expectativa de que o BC dos EUA injetasse dinheiro na economia para estimular seu crescimento, como explicamos aqui, de fato ocorreu.  Agora, resta saber se a medida será mesmo eficaz para levantar a economia norte-americana. Será? Voltei a conversar com o economista Raphael Martello, da Consultoria Tendências, para saber mais sobre qual o impacto da medida no Brasil. Mais dólares para o País? O vídeo está dividido em duas partes. Bom vídeo e se tiver mais dúvidas, escreva!

Entenda o afrouxamento quantitativo nos EUA

As consequencias da medida do Fed para o Brasil

Fundo multimercado atrai quem quer sair da renda fixa

12 de março de 2010 | 19h20

Os fundos multimercados costumam atrair investidores que estão na renda fixa e querem migrar para a renda variável. Eles funcionam como uma ponte para quem quer colocar um pé em ações, mas tem ainda, digamos, receio de aplicar 100% em Bolsa. No ano passado, esses fundos foram líderes de captação no mercado com mais de R$ 39 bilhões, dinheiro vindo, sobretudo, dessa turma de mais tímidos com a Bolsa. Os fundos multimercados também aplicam em ações, mas o gestor do fundo tem liberdade para compor com outras aplicações que, numa situação de stress na Bolsa, por exemplo, pode contrabalancear o peso negativo de uma queda das ações.

Os multimercados, como diz o nome, podem investir em vários ativos, como juros, dólar, commodities, títulos públicos, além de ações. Cabe ao gestor analisar o cenário e compor com o melhor ativo no momento. Claro, isso sempre seguindo o que diz a regra do fundo. Embora esses fundos sejam uma alternativa à diversificação e muito procurado pelo investidor, não é nada fácil escolher qual deles dentre as opções disponíveis. A Anbima (entidade que reúne os fundos) tentou facilitar esse trabalho e os subdividiu em dez tipos, mas ainda assim, e até pela quantidade de classes, é necessário atenção na hora de escolher o que melhor se adequa ao que você espera. Vou falar mais sobre cada um dos multimercados nos próximos posts, mas já adianto aqui quais são as classificações.

Existem fundos multimercados com e sem renda variável e veja que também há multimercados com alavancagem. Alavancagem significa que o fundo pode colocar mais dinheiro do que tem disponível naquele momento para realizar uma operação, o que aumenta a possibilidade de retorno e também o risco. Ou seja, o gestor aposta sem ter o dinheiro e espera que a operação seja bem sucedida, o que pode não ocorrer. Aliás, de todas as categorias de multimercados, essa é, sem dúvida, a mais arriscada.

O trio LFT;LTN;NTN

26 de janeiro de 2010 | 13h23

São tantas as siglas em economia que daria para montar um dicionário só com elas. Para começar, o trio LFT;LTN;NTN. Quem costuma investir em títulos públicos talvez já saiba o que elas significam. Ou pelo menos deveria saber, já que entender essas siglas é fundamental para quem pretende investir, principalmente nos títulos públicos, cuja decisão de qual título ou papel comprar depende basicamente da análise do investidor com base no cenário econômico.  Essas siglas vem acompanhadas de outros dois termos também bastante comuns em economia, pós-fixado e prefixado.

Vamos a elas: LFT é a  sigla de Letra Financeira do Tesouro. Esse título é pós-fixado, o que significa dizer que a rentabilidade é determinada pela taxa básica de juros (a Selic). Ou seja, o papel vai acompanhar a variação do juro diariamente. Se a tendência é de alta da Selic, esses papéis tendem a ganhar.  A LTN é a sigla de Letra do Tesouro Nacional. Esse papel é prefixado, o que torna o investimento atrativo para quem deseja conhecer de antemão o retorno do investimento.  No momento da compra, a taxa de juro já é determinada. Por fim, a NTN, que signifca Nota do Tesouro Nacional, série B ou C. Esse título também é conhecido como título de inflação, pois tem um retorno fixo mais a variação da taxa de inflação no período. A inflação pode ser tanto a calculada pelo IPCA como pelo IGP-M.  Os três papéis são emitidos pelo Tesouro Nacional e funcionam como uma forma de o governo se financiar.  Ele emite esses papéis, o investidor compra aquele que mais interessa naquele momento e o governo paga um rendimento por isso. Vamos falar mais sobre esses títulos públicos daqui para a frente. Você investe?

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