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15 de Abril de 2010

 

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Quem é quem no mercado de fundos de investimentos

9 de fevereiro de 2011 | 19h01

Administrador: responsável pelo funcionamento do fundo. Controla os prestadores de serviços e defende os interesses dos cotistas

Gestor: responsável pela compra e venda de ativos do fundo (gestão), seguindo objetivos e política de investimento estabelecida no regulamento

Custodiante: responsável pela ‘guarda’ dos ativos do fundo. Responde pelos dados e envio de informações dos fundos para os gestores e administradores

Distribuidor: responsável pela venda das cotas do fundo. Pode ser o próprio administrador ou terceiros contratados por ele.

Ainda tem dúvidas? Confira o 2º programa da série ‘Conheça seu Gestor’ (vídeo) aqui

e tem também o site da Anbima, que traz informações sobre o tema (confira!)

Investidor qualificado, você sabe o que é?

28 de janeiro de 2011 | 19h18

Começamos hoje a primeira de uma série de entrevistas com gestores de fundos de investimentos (veja vídeo aqui).  A ideia do quadro é apresentar quem cuida do seu dinheiro. Lá no meio da entrevista falamos em ‘investidor qualificado’. Você  já ouviu esse termo antes?

É considerado investidor qualificado, pela CVM (órgão que regula a indústria de fundos no Brasil), toda pessoa com investimento financeiro superior a R$ 300 mil. A partir deste valor, a CVM supõe que o investidor já tem algum conhecimento e que pode, portanto, investir em fundos sofisticados ou, leia-se, com um grau de risco elevado. Nesse caso, a pessoa deve assinar a condição de investidor qualificado, ou seja, afirmar que tem conhecimento sobre o mercado de capitais suficiente para investir nesses produtos mais ousados, digamos.

Para esse tipo de investidor,  o gestor do fundo pode até abrir mão do prospecto (que apresenta e detalha as aplicações do fundo) e pode cobrar taxa de performance (veja mais aqui). Não é para qualquer investidor!

O impacto do dólar nos produtos ‘tradable’ e ‘no tradable’

14 de janeiro de 2011 | 18h56

O swap cambial reverso do BC é mais uma tentativa de segurar a valorização do real. Essa justa medida entre conter a valorização e deixar o real se valorizar pode mexer com a inflação. Se o BC errar a medida no aperto para conter a alta do real, o dólar pode subir demais e pressionar a inflação. Dólar alto encarece os produtos chamados de ‘tradable’, que são aqueles  que sofrem concorrência externa. Trigo, soja, milho, commodities em geral, bens duráveis, vestuário… todos esses, que têm produção doméstica, mas que também podem vir de fora, acabam sofrendo uma alta de preços.

Os chamados ‘no tradables’, que são aqueles que não sofrem interferência nem da exportação nem da importação, como serviços em geral, tanto público como privado, médico, empregada doméstica, cabeleireira…, são pouco afetados pela variação do dólar. Quem sente são os ‘tradables’, os produtos negociáveis no comércio internacional.

Nesta quarta-feira, tem a primeira reunião do Copom em 2011, com novo governo, para decidir a nova taxa de juros. O que vem pela frente? A aposta do mercado é de alta de 0,50 ponto porcentual para ajudar a conter a inflação que, em 2010, fechou 1,5 ponto porcentual acima da meta do governo.

Compulsório na posição vendida em dólar. Sabe o que é?

6 de janeiro de 2011 | 14h53

A primeira semana de janeiro já começou com novidades para conter a queda do dólar  e o conseqüente avanço do real: o BC anunciou hoje que vai limitar a posição de câmbio vendido dos bancos e, com isso, espera ajudar a diminuir a pressão de alta do real sobre o dólar. Como isso vai funcionar? A medida ocorre por meio do compulsório, que é a parte dos recursos dos bancos que fica retida no BC, cujo recolhimento será em espécie e não terá remuneração.  O que o BC quer é diminuir as posições vendidas em dólar das instituições financeiras, que, nos últimos meses, só tem aumentado, tanto no mercado à vista (vendendo dólares) quanto no mercado futuro – quando os bancos negociam (atualmente, vendem mais do que compram) dólares que não têm.

Veja mais
O que é o mercado futuro?
Valorização do real frente ao dólar

Quando os bancos vendem dólares (no mercado à vista ou futuro) apostam que a cotação da moeda norte-americana vai cair mais. Essa ‘pressão’ ou ‘expectativa’ acaba derrubando mais a cotação.  Agora, com esse ‘limitador’ de posições vendidas no mercado à vista, ou o recolhimento compulsório, os bancos terão que rever suas posições e, aos poucos, evitar a queda excessiva do dólar. A medida exige que os bancos recolham, ao BC, 60% do valor correspondente à sua posição vendida no mercado de câmbio que ultrapassar US$ 3 bilhões. Deixar o dinheiro parado no BC, não é um bom negócio para os bancos que devem, portanto, diminuir as posições vendidas em dólar ao ponto de não terem de recolher compulsório. Esse é o objetivo do BC. Pelas contas, isso significaria que essas posições cairiam de US$ 16,8 bilhões para US$ 10 bilhões. Os bancos terão 3 meses para se adaptar às novas regras. A medida foi bem vista pelo mercado, mas, dizem, não será suficiente.

Dicas de jogos sobre economia e investimentos

20 de dezembro de 2010 | 19h44

Este blog já deu dicas de livros, tanto de macroeconomia quanto de finanças, para quem quer saber mais sobre o assunto. Agora é a vez dos jogos de economia! O Prof. Paulo Sandroni, da FGV, autor de um dos mais respeitados dicionários de termos econômicos da atualidade, tem reservado algumas horas do dia para montar jogos que tratam de assuntos econômicos, como o ‘Ataque Especulativo’ (jogue no link abaixo).

“A ideia surgiu em sala de aula, quando percebi que os alunos preferiam o truco às aulas”, conta bem-humorado. Alguns jogos já existem há anos e fazem sucesso entre os que querem aprender um pouco mais sobre economia de forma lúdica: em geral, são jogos de estratégia, que desafiam quem já sabe sobre o assunto e estimulam novos conhecimentos aos neófitos.

Bom jogo!

e

Bom vídeo! Parte 1 e Parte 2

Banco Central e Fazenda: qual a diferença?

7 de dezembro de 2010 | 19h25

O tripé do governo Dilma você já conhece bem: Mantega segue na Fazenda, Tombini vai para o BC e Miriam, para o Planejamento. Para saber mais sobre cada uma dessas pastas, atribuições e por que, tantas vezes, há queda-de-braço entre Fazenda  e BC, principalmente quando se trata da condução da política monetária, eu conversei com o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria.

Confira o vídeo aqui!

Qual a origem da crise europeia?

2 de dezembro de 2010 | 19h13

Depois da Grécia, a Irlanda virou o centro da crise europeia.  As finanças públicas de Portugal, Espanha e Itália também não vão nada bem e até a existência do euro passou a ser questionada. Para entender a origem dessa crise, conversei com o economista Mauro Schneider, do Banif Investmen Bank.

Bom vídeo!

Quem são os desenvolvimentistas e os monetaristas?

23 de novembro de 2010 | 18h57

Nessa transição de governo, um dos assuntos mais falados é sobre a disputa entre as duas correntes da economia: desenvolvimentistas x monetaristas. Será que o governo Dilma vai pender mais para um lado ou para o outro? E quem são esses dois grupos que defendem, a princípio, ideias tão distintas. Conversei com o Roberto Brazil, da Business School São Paulo, sobre o assunto.

Bom vídeo!

O que garante o valor da moeda no Brasil?

19 de novembro de 2010 | 17h22

O leitor Jair escreveu. ‘Tenho uma dúvida e gostaria de esclarecer com você: é sobre o lastro do real, ou seja, o que garante o valor da moeda no Brasil?’

É uma ótima pergunta para um post, Jair.  O valor da moeda espelha o poder de compra do consumidor brasileiro. Quem ganha, por exemplo, R$ 2 mil tem determinado poder de compra. Mas o que é o tal ‘poder de compra’?! É a cesta de bens e serviços que cada pessoa consegue adquirir com aquilo que ganha. Sempre lembrando que inflação é algo muito pessoal, a minha cesta de bens e serviços é diferente da sua e por aí vai. Para alguns, a inflação não afeta tanto, para outros, mais. Mesmo num cenário de inflação baixa, uns perdem e outros ganham porque uma cesta de bens é sempre muito ampla. Numa economia estável do ponto de vista de preço, o poder aquisitivo permanece inalterado dentro do território nacional. Por isso é importante ter controle da inflação. A política monetária deve manter a estabilidade da moeda nacional; o BC é o guardião.

Mas, claro, a moeda é sempre bem aceita quando o consumidor ou os agentes econômicos acreditam nela. Essa confiança, na sociedade moderna, segundo os especialistas, está relacionada às quantidades disponíveis; não podem ser excessivas em comparação à quantidade de bens e produtos oferecidos por essa sociedade, caso contrário os preços sobem e destroem o valor dessa moeda. Ao perceber que os preços dos bens e serviços estão estáveis e que o governo mantém com rigor essas políticas, a moeda costuma ser sempre bem aceita.

E aí entra a taxa de câmbio também. Atualmente, o Brasil apresenta uma situação favorável em termos de fundamentos econômicos: o PIB este ano deve crescer 7,5%, a relação dívida/PIB está na faixa de 40%; o déficit em torno de 3% (em vários países europeus o déficit passa de 10%); risco-país baixo… Somado a esse cenário favorável temos a taxa de juros e o mercado financeiro de modo geral bastante atrativo para o estrangeiro, que despeja, diariamente, muitos dólares por aqui. Com isso, quanto mais o real se valoriza, mais empresas compram equipamentos e insumos fora que, ao chegarem ao Brasil, aumentam a competitividade e ajudam a combater a inflação. Começa o ciclo de novo.

O que é o Fundo Garantidor de Crédito?

10 de novembro de 2010 | 16h19

Está lá no site do Banco Central: o FGC é uma entidade privada, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, em caso de falência, liquidação ou intervenção. São as próprias instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC. O FGC não é novo; existe desde 1995 e é membro da Associação Internacional de Garantidores de Depósito – IADI, com sede no BIS – Bank for International Settlements, na cidade de Basiléia, Suíça.

Veja a lista do que o FGC ‘protege’ ou ‘garante’

- depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
- depósitos em contas-correntes de depósito para investimento;
- depósitos de poupança;
- depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
- depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheque destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
- letras de câmbio;
- letras imobiliárias;
- letras hipotecárias;
- letras de crédito imobiliário.

Importante1 – Valor da garantia: o valor máximo da garantia, por banco, é de R$ 60 mil por aplicador. E os cônjuges são considerados pessoas distintas, seja qual for o regime de bens do casamento, ou seja, cada um receberá até o valor máximo de R$ 60 mil

Importante2:  O que diz o FGC sobre os fundos: ‘o patrimônio dos bancos não se confunde com o patrimônio dos fundos de investimento financeiro que eles administram. Por isso, quando o banco enfrenta problemas, os aplicadores nos fundos podem fazer assembléias e mudar a administração do fundo para outra instituição. Assim, é desnecessária a cobertura dos recursos dos fundos pelo FGC, pois esses recursos não costumam ser atingidos por eventuais dificuldades das instituições’

Caso Panamericano

A atuação do FGC no caso do Panamericano chamou a atenção do mercado financeiro porque, em geral, o fundo atua apenas na garantia dos depósitos dos correntistas (veja lista acima). E, nesse caso, parece que ele foi além, com o empréstimo de R$ 2,5 bi. Talvez até pela disposição de Silvio Santos em colocar todo o seu complexo empresarial como garantia para não deixar que o BC fizesse a intervenção. De um lado pode ser bom porque impede a quebra de um banco, que é sempre muito ruim para o sistema financeiro. Por outro lado, no entanto, abre precedente para salvar outros bancos. E, só neste caso, já foi usado 10% do capital total do FGC. Diante disso, qual seria a regra daqui para a frente? Esse assunto promete ainda render.  Nos EUA, o FGIC, o equivalente ao FGC brasileiro, sempre teve mais poderes do que o FGC daqui, porque garante os depósitos, intervém, saneia e ainda revende a instituição.

Para saber mais:

Liquidação do Panamericano teria efeito perverso na economia, diz FGC

Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, recebe R$ 2,5 bi para cobrir fraude

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