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Dener Giovanini

05.abril.2013 14:29:53

O tráfico de animais silvestres e os criadouros da fauna brasileira

Uma grande parte das organizações ambientais aguarda, com certa expectativa, a nova relação de espécies silvestres que poderão ser criadas e comercializadas legalmente no Brasil. Conhecida como Lista PET, ela será publicada em breve pelo IBAMA. Esse documento já nascerá desagradando a gregos e troianos. Se for uma lista pequena ou restritiva, provocará a indignação dos atuais mantenedores de fauna no país. E se conter apenas uma única espécie já será o suficiente para revoltar os que defendem a proibição total, ou, “lista zero”.

Esse debate, coloca em lados opostos os que lutam bravamente pela conservação das espécies e os românticos adoradores de duendes, que satanizam aqueles que ousam a pensar diferente deles. Esse último grupo tem por hábito se apresentar através de manifestações pessoais carregadas de xiitíssimo fundamentalista e choramingos histéricos. Querem apenas fazer barulho e pouco ou nada tem a contribuir com um tema tão importante. Muito pelo contrário, seus argumentos são frágeis e não resistem a uma mínima avaliação séria.

Os que defendem uma “lista zero”, usam como principal argumento a associação entre os criadores comerciais de fauna e o tráfico de animais silvestres. Nada mais falso. O tráfico de animais silvestres existe desde o descobrimento do Brasil e nunca dependeu do comércio legal para existir, crescer e se manter. Ao contrário: a criação comercial legal oferece ao consumidor uma alternativa à ilegalidade. O fato de existir a possibilidade de um cidadão comprar um papagaio legalmente (o que é o desejo de muitos brasileiros) é uma grande oportunidade de se atingir os que vivem da ilegalidade. Também afirmam que o comércio legal estimula o tráfico por que existem criadores que se utilizam da fachada legal para praticar a ilicitude. De fato, existem criadores mal intencionados. Mas são poucos e precisam ser severamente combatidos. A grande maioria dos mantenedores de fauna silvestre no Brasil é formada por pessoas sérias e comprometidas com a preservação das espécies.

Os defensores da “lista zero” também argumentam que a criação comercial da fauna favorece a disseminação de zoonoses. É um argumento falacioso. A disseminação de zoonoses é resultado direto do comércio ilegal, uma vez que os animais são retirados diretamente da natureza e levados para as casas dos consumidores finais, sem passar por qualquer tipo de controle sanitário. Nos criadouros legalizados, as zoonoses praticamente não existem e os animais possuem severo controle sanitário, já que qualquer doença no plantel pode representar um enorme prejuízo financeiro e até mesmo o fechamento do criadouro em virtude da perda das suas matrizes. Também argumentam os “zeristas” que a criação comercial pode favorecer a introdução de “espécimes invasores” na natureza. Outra inverdade. A introdução de espécies exóticas na natureza ocorre e continua ocorrendo exatamente devido ao tráfico de animais silvestres. Todos os criadouros autorizados tem em seu plano de manejo um sistema de controle de fugas. Além disso, espécies criadas em cativeiro podem ser facilmente controladas com a utilização de sistemas de marcação (microchips) ou, ainda, através da comercialização de espécimes estéreis. E, ao contrário do tráfico de animais, onde as espécies são adquiridas por preços baixos, os animais adquiridos em criadouros representam um investimento por parte do comprador, que terá assim, um maior cuidado com o animal. Alegam ainda os defensores da “lista zero” que os animais mantidos em cativeiro “sofrem”. Mas se esquecem que os criadouros só comercializam espécies nascidas em seus recintos e, portanto, habituadas a essa condição. Sofrimento existe no comércio ilegal, devido aos meios cruéis utilizados na captura, transporte e venda. O sofrimento animal deve ser combatido sempre, porém deve se focar em quem o pratica, para que receba a devida punição.

Por fim, os zeristas afirmam que o comércio de animais silvestres deve ser proibido por que o IBAMA e os demais órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental não são eficientes em seu trabalho. Aqui, se constata um enorme equívoco. A falta de estrutura de fiscalização não deve ser a razão para se proibir a criação comercial. Se assim for, deve-se proibir integralmente a pecuária no Brasil, uma vez que a criação clandestina de porcos, frangos e bois existe exatamente devido a fragilidade de fiscalização nesse setor. Se formos seguir esse raciocínio, vamos proibir todas as atividades das quais o governo tem dificuldade para fiscalizar. Ou seja, vamos fechar o país. E os defensores da “lista zero” vão além: afirmam que a criação comercial da fauna leva a uma redução ou a extinção drástica das espécies. Aqui, talvez influenciados pelos duendes que veneram, cometem um erro primaz e realmente digno de um zero. A “extinção ou redução drástica de espécies” se deve a diversos fatores, como o desmatamento ilegal, o tráfico de animais silvestres, a caça predatória, etc. A criação comercial, ao contrário, beneficia a conservação das espécies, uma vez que, além de diminuir a pressão sobre a fauna nativa, oferecendo ao consumidor animais nascidos em cativeiro, também contribui através da pesquisa (e consequentemente maior conhecimento sobre a nossa biodiversidade) e da disponibilização de espécimes para reintrodução e repovoamento em áreas já degradadas pelo ser humano.

Porém, pior do que argumentos frágeis e desprovidos de respaldo técnico e racional, é o fato de se acreditar que o debate sobre a lista de espécies autorizadas a serem comercializadas pelo IBAMA vá resolver os graves e verdadeiros problemas da nossa biodiversidade. Independente do tamanho que essa lista tiver, seja com nenhuma, poucas ou muitas espécies, nada irá mudar na postura equivocada com que o governo trata a nossa fauna silvestre. A começar pelo excesso de normas, decretos, Instruções Normativas e mais uma infindável coleção de letras mortas que só faz aumentar a burocracia e, consequentemente, facilitar a vida daqueles que, mediante extorsão, vivem de “dar um jeitinho” para o cidadão. A própria “Lista Pet” pode sofrer mudanças a qualquer momento, de acordo com uma Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e isso só aumenta a insegurança jurídica e a instabilidade em nossa política nacional de Meio Ambiente.

Aqueles que realmente se preocupam com a nossa biodiversidade, especialmente pela nossa fauna silvestre, deveriam apoiar as iniciativas que são desenvolvidas pelos criadouros comerciais, científicos e conservacionistas da fauna brasileira. São eles – em sua maioria formada por pessoas abnegadas, que investem seus próprios recursos, sem nenhum incentivo governamental – que dão a verdadeira contribuição para a conservação das nossas espécies nativas. Quem deve ser combatido é o meliante, aquele que vive de explorar ilegalmente os nossos recursos naturais. E bons exemplos para se apoiar a criação comercial não faltam.

No Pantanal brasileiro, até bem pouco tempo atrás, a caça predatória do jacaré (Caiman yacare) era o maior risco sobre esse animal. E foi graças à criação comercial dessa espécie, que essa ameaça se dissipou. Hoje, 51 fazendas pantaneiras criam e exportam a carne e o couro do jacaré manejados em cativeiro.  Com isso, o nosso país se tornou o segundo maior exportador mundial, atrás apenas da Colômbia. O resultado: as populações de jacarés na natureza hoje estão livres da ameaça de extinção. E mais, em algumas regiões já está existindo até mesmo excesso de população crocodiliana. O antigo caçador hoje vive legalmente, empregos foram gerados e a economia pantaneira foi potencializada com essa atividade, resultando em conservação da espécie em vida livre. Deve-se lembrar também que só está sendo possível recuperar a população de micos-leões-dourados (Leontopithecus rosalia) graças à manutenção dos exemplares que estavam em cativeiro, mantidos por criadores conservacionistas e zoológicos. Se não fossem eles, essa espécie já estaria extinta na natureza, assim como ocorreu com a Ararinha azul (Cyanopsitta spixii). Muitos outros bons exemplos existem, como o caso do Pirarucu amazônico, uma espécie também ameaçada. Devido à implantação de projetos destinados a criação, manejo e uso sustentável do Pirarucu, muitas comunidades ribeirinhas tem conseguido aumentar a sua renda e diminuir a pressão sobre essa espécie. Fechar os olhos para essa realidade e desacreditar a criação de espécies silvestres é contribuir para a perpetuação da ilegalidade, da hipocrisia e do pensamento medieval da “intocabilidade ambiental”, que tantos prejuízos econômicos e sociais já provocam em nosso país.

A decisão de possuir ou se alimentar de um animal silvestre deve ser uma opção baseada em princípios pessoais e jamais deve embasar uma política de Estado, pois a realidade brasileira não é a realidade de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. O Brasil é diverso e essa diversidade precisa ser respeitada. Opiniões pessoais, ideologias e princípios religiosos merecem todo o respeito, porém, jamais devem ser argumentos para a construção de uma efetiva, concreta e eficaz politica nacional de conservação da biodiversidade.

Eu, por exemplo, não acredito em duendes, mas torço para que eles existam e possam ser vendidos legalmente, assim poderei ter a opção de comprar um, antes que eles entrem em extinção.

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Comentários (124)| Comente!

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124 Comentários Comente também
  • 05/04/2013 - 15:53
    Enviado por: fernando basseti

    muito boa a materia,concordamos plenamente com seus argumentos
    tambem trabalhamos na produçao de especies nativas e exoticas
    a produçao sempre sera melhor do que o extrativismo

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    • 09/04/2013 - 13:06
      Enviado por: Marcelo Lee

      Parabéns pela matéria.

      Fica muito fácil para algumas pessoas criticarem e apoiarem a não criação de aves em ambiente doméstico, porém, a criação racional em ambiente doméstico é a única forma de nós, nossos filhos e nossos netos observarmos, hoje e amanhã, várias espécies de aves vivas.

      O intenso desmatamento, seja para criação de novas áreas urbanas, seja para o plantio, seja para a criação de animais, inviabiliza que várias espécies de pássaros sobrevivam em seu ambiente natural, dependendo para sua sobrevivência que abnegados criadores façam isto em suas residências.

      Um comentário anterior de um veterinário falou sobre maus tratos em aves mantidas em gaiolas, e eu, como agrônomo, falo que maus tratos é o monte de pássaros mortos que cansei de ver em plantações de soja, milho e café, após a utilização de agrótóxicos.

      Os bons criadores de aves em ambiente doméstico são, em face de conseguirem reproduzir e evitarem a extinção destas aves, muito bem vindos.

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  • 05/04/2013 - 16:33
    Enviado por: Bruno Ville

    Parabéns mais uma vez, Dener!

    Infelizmente a RENCTAS parece ser a única ONG que trata a questão de forma realmente racional e visando a efetividade da conservação das espécies.

    A WWF, por exemplo, infelizmente tem adotado uma postura que não apenas não contribui em nada com a conservação, como também presta um desserviço à sociedade. Outro dia me espantei, no website deles, ao ver a definição que eles usam de animais silvestres, dizendo que o comércio é proibido no Brasil e que todos os animais vendidos em lojas foram retirados da natureza.
    É lamentável. Estão querendo enfiar duendes goela abaixo das pessoas.

    Espero que continue lutando a boa luta!

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    • 05/04/2013 - 17:55
      Enviado por: Angelita

      É isso ia, Bruno!!! Como a ONG é internacional vocêw sabe o verdadeiro motico: RESERVA DE MERCADO INTERNACIONAL!!!!!

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  • 05/04/2013 - 17:09
    Enviado por: Nietzsche

    Excelente texto! Muito bem contextualizado e consubstanciado. Os condimentos provocativos e sarcásticos temperaram muito bem o artigo, tornando a leitura excitante. Parabéns Dener!

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  • 05/04/2013 - 17:31
    Enviado por: Angelita

    Querido amigo, parabéns pelo texto isso que é preservação dos animais!!!!

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  • 05/04/2013 - 17:53
    Enviado por: Henrique Carvalho

    Excelente matéria amigo.

    Uma reflexão mais que que pertinente para todos nós.

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  • 05/04/2013 - 18:19
    Enviado por: Mauricio Barbanti

    Caro Dener,
    Brilhante o seu texto. A comunidade cientifica que trabalha com fauna certamente estará a seu lado nesta luta contra uma hipocrisia barata, baseada em elementos filosóficos que não contribuem para a conservação de nossa fauna. O potencial faunístico brasileiro deve ser enaltecido e utilizado no sentido de criar um sistema de retroalimentação entre uso e proteção, que se tornarão indissociáveis. E que os Duendes nos iluminem nessa caminhada para a conservação da fauna brasileira.
    Forte Abraço,
    Mauricio Barbanti

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  • 05/04/2013 - 18:44
    Enviado por: Simon

    Melhor matéria ainda está por vir, parabéns Dener, escreveu tudo que eu sempre tinha como pensamento e nunca consegui organizar da forma perfeita que você organizou..

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  • 05/04/2013 - 18:53
    Enviado por: Eduardp Augusto Seixas

    Realmente, essa “onda” ambientalista tem trazido prejuízos a todos os criadores de modo geral, não apenas aos criadores de espécies silvestres nativas mas também para criadores de aves de raças puras. Conseguiram com várias portarias e instruções normativas afastar os criadores das exposições, exigindo exames sanitários caríssimos e outras burocracias. A venda e o embarque de aves está quase impossível. A impressão que nos passam é que criadores não vacinam, não controlam parasitoses e são todos ignorantes no que concerne à saude e bem estar animal.
    Qual é o criador que em sã consciencia vai arriscar seu plantel ou mal tratar aquilo de que mais gosta!
    Nossa associação, da qual sou presidente, apoia os verdadeiros preservadores, sejam in natura ou em cativeiro. Do jeito que o desmatamento acontece, não vai haver fada ou duende que consiga evitar o fim das especies. Precisamos de alternativas, no caso, os criadores particulares, já que o Estado nem cria nem preserva nada.

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  • 05/04/2013 - 18:55
    Enviado por: Eduardo Augusto Seixas

    Realmente, essa “onda” ambientalista tem trazido prejuízos a todos os criadores de modo geral, não apenas aos criadores de espécies silvestres nativas mas também para criadores de aves de raças puras. Conseguiram com várias portarias e instruções normativas afastar os criadores das exposições, exigindo exames sanitários caríssimos e outras burocracias. A venda e o embarque de aves está quase impossível. A impressão que nos passam é que criadores não vacinam, não controlam parasitoses e são todos ignorantes no que concerne à saude e bem estar animal.
    Qual é o criador que em sã consciencia vai arriscar seu plantel ou mal tratar aquilo que mais gosta!
    Nossa associação, da qual sou presidente, apoia os verdadeiros preservadores, sejam in natura ou em cativeiro. Do jeito que o desmatamento acontece, não vai haver fada ou duende que consiga evitar o fim das especies. Precisamos de alternativas, no caso, os criadores particulares, já que o Estado nem cria nem preserva nada.
    Nossa associação: http://www.acercsp.org – Associação dos Criadores e Expositores de Raças Combatentes do Estado de São Paulo.

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  • 05/04/2013 - 19:23
    Enviado por: Márcia Weinzettl

    Excelente texto Dener!! Nós que trabalhamos há anos no desenvolvimento das técnicas de reprodução de animais selvagens em cativeiro, sabemos da importancia real de poder continuar trabalhando com as NOSSAS espécies!! Se não formos nós, os brasileiros, a aprender a reproduzir as NOSSAS espécies, serão os estrangeiros que o farão! Aliás, já fazem, pois há alguns anos nossos investimentos estão parados, ou pelo menos limitados, pela espera dessa definição completamente louca de saber se poderemos continuar, ou não, a estudar a nossa fauna. Se ocorrer a lista zero, ou lista “10″ ou lista “30″ estaremos sendo limitados, e muitos dos investidores de hj desistirão…. todos as matrizes que hj reproduzem em criadouros legalizados e que foram recuperados do tráfico, serão devolvidas nas portas dos Centros de Triagem do IBAMA… Qual será o futuro de todas essas aves e das demais que chegarão do tráfico e que não tem condições de reintrodução??? Não gosto nem de pensar… Torço, que todos nós que realmente trabalhamos na área, e não os que sonham e imaginam entender algo, possamos ser entendidos e vençamos essa luta de uma vez por todas, pois nisso tudo apenas o BR sai perdedor…

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    • 14/04/2013 - 11:14
      Enviado por: Walter Sulzbach

      Parabéns amiga Marcia,v
      Voçê disse tudo o que eu imaginava escrever,realmente são estes imbecís que se acham entendidos em opinar sobre o que absolutamente não sabem, que acabam prejudicando a criação em cativeiro,se não fossem estes criadouros dedicados,a nossa fauna estaria em sérios riscos de extermínio de várias espécies como bicudos,curiós,e outros,pois o nosso ecossistema esta sendo dizimado a cada dia,isto o Ibama não esta conseguindo diminuir infelizmente..

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  • 05/04/2013 - 20:01
    Enviado por: Pierre J. Alonso

    Texto nota 10!
    Parabéns!
    “A quem interessa que o Brasil não faça o Uso Sustentável da Biodiversidade?”
    Para quem acha que criar é uma Arte, e que a perda deste conhecimento é irreversível e muito prejudicial à nossa Fauna, LEIAM e compartilhem!

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  • 05/04/2013 - 21:12
    Enviado por: guto carvalho

    Lamentável o seu texto e suas posições. Totalmente enganadas.

    Quem é vc. para possuir um duende ou mesmo uma ave qualquer. Lamentável que tantas pessoas adotem o mesmo discurso. Sinta-se feliz, veja o nível das pessoas que te apoiam.

    Já ue vc. acredita em duendes, eu acredito em ETs que com a mesma soberba irão se alimentar de sua carne insossa e ancarcerar os seus filhos.

    SILVESTRE NÃO É PET

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    • 05/04/2013 - 23:28
      Enviado por: Rafael Navarro

      Muito bem Guto, parabéns!

      É exatamente pessoas como você que desacredita e denigre o movimento protecionista, é justamente gentinha medíocre, invejosa, raivosa, covarde e mal informada feito você que o nosso movimento não precisa. Concordo que animais, sejam eles silvestres, exóticos e domésticos, não devam ser escravizados pelos seres humanos com a desculpa de confortar a nossa carência emocional. E acredito que você deva ser uma dessas pessoas que tem algum animal escravizado na sua casa, que coloque roupinhas, lacinhos ou gravatinhas, na tentativa frustrada de humanizá-los . Por uma questão de filosofia pessoal, sou a favor do abolicionismo animal e sou vegano. Desta forma a campanha que você tanto apoia deveria se chamar:

      NO PET!

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    • 06/04/2013 - 03:05
      Enviado por: João Marcelo da Costa

      Isso aí Guto…

      Não sou duende, mas sou médico veterinário, pós graduado em animais silvestres e exóticos e vejo na minha rotina clínica que silvestres cativos SOFREM, são comprados por STATUS e muitas vezes descartados quando a vontade passa.Coleciono casos e casos de maus tratos, abandono dos mesmos e a maioria vivem em péssimas condições. Preservação com estímulo ao comércio de animais é interessante para quem ganha DINHEIRO com isso, apenas isso..

      O comércio de animais silvestres só interessa por GRANA….falso ambientalismo….

      Eu posso falar isso, pois vivo de consultar animais. Seria vítima de uma lista zero, mas não vou mentir para ganhar dinheiro….

      ADOTEM ANIMAIS DOMÉSTICOS, NÃO COMPREM ANIMAIS SIVESTRES!!!!

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    • 06/04/2013 - 14:47
      Enviado por: Bruna

      Concordo totalmente com vc Guto! Pode até ter os pontos positivos de ter um silvestre como pet. Eu? descordo de todos!!! Vejo que a grande maioria que tem silvestres em casa erram na alimentação, causando grandes danos a saúde do animal e até morte…depois de anos sofrendo com erros bobos que o imbecil do dono nem teve a preocupação de ir atras. Alem de erros de cativeiro, stress, abandono etc….
      E sabe o que mais revolta?
      A quantidade de casais que compram esses animais poe impulso e com a vinda de um filho de verdade os silvestres são levados para fora das casas pq fazem barulho, sujeira, podem bicar, e pedem atençao…..novamente….PEDEM ATENÇAO….pq simplesmente foram abandonados.
      Antes deste cara ter escrito este texto….ele deveria ter pesquisado mais a realidade.

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  • 05/04/2013 - 21:28
    Enviado por: Fábio Chanes

    Muito bom o artigo que mata quaisquer obstáculos colocados pela turma do Lista Zero do Ibama que tem na verdade atrapalhado demais a criação ex-situ seja comercial ou seja amadora, a liberdade de cidadãos brasileiros escolherem seus pets sejam eles silvestres legalmente criados deve-se permanecer, e o respeito aos acordos assinados na ECO RIO 92 a qual nosso país é signatário tem que ser mantido!! A WSPA uma das ongs que mais brigam com os zerista é inglesa, país que mais compra do tráfico ilegal brasileiro e ainda tem a caça a raposa feita como tradição pela família Real de seu país! A necessidade deles de impedir que tenhamos o total manejo de nossa fauna e flora, faz que assustem os grandes países que estão sempre de olho no que temos aqui!!! Parabéns pelo artigo!!
    Fábio Chanes

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  • 05/04/2013 - 23:57
    Enviado por: Gilberto

    Que texto absurdo!
    Quero que queimem no inferno todos os que defendem essa ideia de criar animais.
    Tenho pena de quem pensa assim, cuido dos meus gatos como se fossem meus filhos e não os venderia. Fazendeiros e criadores de animais só querem lucro vendendo a alma dos nosos irmãos.

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    • 06/04/2013 - 10:30
      Enviado por: Fernando Lacerda

      Caro Gilberto.
      Releia seu texto: “… cuido dos meus gatos como se fossem meu filhos…” (sic!!).
      O amigo procurou saber a origem dos seus “filhos”?
      Pois é. Eram silvestres!!
      Você dirá: Há, mais são muitos anos de domesticidade.
      O amigo sabe há quantos anos os canários de cor (serinus canarius), acompanham o homem, em domesticidade?
      O tempo de retirada da vida silvestre justifica a existência dos seus “filhos” em sua residência?
      Seus “filhos” comem rações premium?
      Sabe que elas são produzidas a partir do frango, peixe e boi que eram vivos, silvestres e foram criados e/ou capturados para serem transformados no alimento dos seus “filhos”?
      E o amigo, costuma comer um churrasquinho com uma cerveja gelada?
      Sabe, caro Gilberto, o que falta mesmo? Vergonha na cara para enfrentar essas teorias hipócritas e assumir: Sim, eu sou um de vocês!!!
      No mais, lhe questiono: Qual crime o amigo estaria cometendo se vendesse os produtos dos seus “filhos” para, afinal, com esse resultado proporcionar uma vida ainda melhor a eles?
      Você teria condição de recriar TODOS os gatinhos? E os netos, também?
      Caro Gilberto: Bata-me um abacate com mel e limão!!
      Seus argumentos são tão tênues quanto os pelos dos seus “filhos” que, a propósito, são GATOS!!!!
      Não são seus “filhos”!! Exceção se o amigo esiver enquadrado como uma anomalia.

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    • 06/04/2013 - 14:15
      Enviado por: Roberto Humai

      Gilberto, me desculpe, mas não achei outro adjetivo que voce se enquadrasse: BURRO. É contra a criação de animais e cria gatos! Odeio os apicultores, mas chupo mel!! Vai te cata….

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    • 06/04/2013 - 22:18
      Enviado por: Nilson Donizeti de Souza

      Se quem possui animais silvestres deverá ir para o inferno, os seus gatos, que se não fosse alguém capturar ilegalmente na selva você não os teria, já te mandaram pra lá também.
      Deixa de ser hipócrita..

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    • 07/04/2013 - 20:15
      Enviado por: Ricardo

      O mais insólito dessas réplicas ao Gilberto é que fica nítido que rola uma competição para saber quem é mais “santificado” entre os que se auto intitulam “protetores”.

      “Ah, eu sou vegetariano!” “Ganhei, eu sou vegan!” Ah, não! Eu sou vegan, abolicionista e ainda doei um pulmão para jogar menos CO2 na atmosfera!”…..KKKKKKK

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    • 09/04/2013 - 08:46
      Enviado por: Gilberto Queiroz

      Gilberto, já imaginou se o Governo te proibir de criar seus gatos pois eles TAMBÉM tem origem silvestres. essa é a diferença, hoje você pode manter seus animais com conforto e tecnologia, temos alimentos, medicamentos conhecimento sobre essa espécie e não por observação da natureza.
      Quando se agrega valor econômico em uma especie, animal, vegetal, mineral ou tecnológica, se busca aprimorar sua manutenção e não sua extinção, vide a pecuária mundial, e ainda não se chegou ao limite das pesquisa. Pense bem pois pode-se te proibir de ter gatos em casa.
      Falta é controle de fiscalização e propósitos, verifique como exemplo o peixe que esta nas gondolas dos supermercados O PANGA
      OBS: Assine sua opinião pois também sou Gilberto e discordo da sua.

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  • 06/04/2013 - 06:47
    Enviado por: NICK MOZER

    ESPETACULAR PARABÉNS NÃO PRECISAR DIZER MAIS NADA LISTA PET JÁ CRIAÇÃO LEGAL JÁ

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  • 06/04/2013 - 09:19
    Enviado por: Vanderson Santana

    Demoraram-se décadas para entender que o usuário de drogas é, e seria apenas mais uma vítima dos traficantes de drogas. Graças a estudos de sociólogos, psicólogos e médicos, praticamente forçaram nossos “honrosos” deputados e senadores saíram da zona de conforto a quem estão preguiçosamente acostumados e alterou-se a nossa lei antidrogas, prevendo, pelo menos em lei, o tratamento digno a quem o considera como doente, porque quem entra nessa de usar drogas está psicologicamente fragilizado. O Judiciário nesse ínterim já era sensível a causa, cansaram de editar jurisprudências no sentido de ser inimputável o usuário.

    Ok, mas o que isso tem a ver com o problema vivido com os animais silvestres? Comparemos a essa outra!

    Desde o descobrimento do país, o tráfico de animais sempre existiu, no entanto a primeira política seria de combate ocorreu em 1967 com vigência da lei 5.197. Mesmo assim, o tráfico continuava a todo vapor, vez que, a grande marca do nosso Estado é a ineficiência pela qual os serviços públicos são prestados ou colocados a disposição do administrado.

    Como a fauna é um bem transindividual (terceira geração, difuso e coletivo, etc) cabe à União titular direto e aos Estado, Municípios e o Distrito Federal legislarem concorrentemente sobre a matéria. Resta assim, uma pergunta, o que fazer com esses animais apreendidos, vez que a maquina pública não prevê orçamentos para instalações e manutenções de locais aptos a recebê-los? Sabiamente, no jeitinho mais brasileiro possível alguém pensou, ora se há um bem que a União deveria cuidar (fauna) e que gera muito custo, e do outro lado existe o administrado (particular) com relevante interesse em cuidar, porque não normatizar a instalações particulares desses estabelecimentos, assim “nasceu” os criadouros conservacionistas, comerciais, mantenedouros, zoológicos e congêneres.

    Tudo muito bom, tudo muito bem, todos estão felizes!

    No entanto, hoje, graças a ideologias ultrapassadas e agindo a margem da lei, servidores federais do IBAMA, que vergonhosamente mantém estreita relações com essas pseudos-ongs que recebem verba pública, elegeram um culpado para tudo isso e vêm perseguindo (autuando, multado, embargando) empreendedores e particulares que tanto ajudaram o Estado no trato com animais sem receber um tostão sequer em troca.

    Como no caso dos drogados, o Estado ao invés de ir diretamente na causa “cerne, meio” do problema combater o traficante e produtor da droga, preferem atingir diretamente o resultado, assim podem até ganhar um dinheirinho com as multas astronômicas e ainda podem se promover aparecendo em algum veiculo da mídia.

    Somem tudo isso união de deputados, vereadores e senadores oportunistas que sabem que os brasileiros são sensíveis as causas ambientais, logo dão votos, pronto! Vamos nadar de braçada, a caça as bruxas estão soltas, vamos perseguir até arrancar a última gota de paciência de heroicos brasileiros e que se explodam os animais, quem se importa se está bem, se vai morrer, se estão sendo bem cuidados, se estão desenvolvendo suas aptidões fenotípicas, etc.

    Vou parar por aqui, senão terei que escrever uma bíblia!

    Abraços e parabéns pelo excelente texto,

    Vanderson

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    • 14/04/2013 - 11:05
      Enviado por: Walter Sulzbach

      Parabéns amigo Vanderson,
      Finalmente apareceu alguém que falou uma grande verdade,pessoas como você a a Marcia devem receber os parabéns por ajudar a perpetuar espécies,ao contrario de alguns imbecís como alguns aí acima, que não sabem nada e querem entender de criação de silvestres e de tráfico de animais.

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  • 06/04/2013 - 10:36
    Enviado por: Fernando Lacerda

    Parabéns, DENER!!

    Sem dúvidas um excelente artigo, que será combatido pelo argumentos que lemos acima. Tecnicamente, com estatística e bom senso, acho que bem pouco irão lhe contrapor. Enfim, esse belo texto estará publicado em http://www.criadouromadeinbahia.com, desde já requerendo vossa autorização.
    Abraço.

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  • 06/04/2013 - 10:36
    Enviado por: Noé

    É triste ver essas pessoas lutando contra a criação em cativeiro!!!
    O mundo todo o faz com exito e o Brasil com sua enorme diversidade irá jogar no lixo sua fauna com uma tamanha falta de respeito,graças a pessoas que usam da maquina pública e declaram claramente frases do tipo (vamos usar a Policia Federal a nosso favor para acabar com lojistas e criadores).
    Isso sim é um absurdo!!!

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  • 06/04/2013 - 10:48
    Enviado por: Fernando Lacerda

    Renovando os parabéns, informo que este excelente artigo estará publicado, também, em http://www.aquarela111.com, desde já requerendo vossa autorização.
    Abraço.

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  • 06/04/2013 - 11:27
    Enviado por: Marcelo Sathler

    Finalmente…

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  • 06/04/2013 - 13:04
    Enviado por: luiz mahtuk

    Parabéns pelo texto.
    Tenho um modesto espaço  blogdomahtuk.com.br) e através dele, entre outros temas procuro ajudar e divulgar o trabalho dos criadores de pássaros, pois sou um deles!
    Como não poderia deixar de fazer, sua materia já está nele divulgada.
    Parabéns e obrigado.

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  • 06/04/2013 - 13:49
    Enviado por: Mariana Lima

    Bando de ordinários/canalhas. Quem defende a venda de animais deve defender a escravidão tambem. Nós amantes de animais(os verdadeiros protetores) cuspimos no chão onde essa gente pisa, que nojo!

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    • 06/04/2013 - 17:01
      Enviado por: Rafael Navarro

      Então Mariana, sabe qual é o problema de pessoas que como você se diz “protetora”, é que a maioria possui algum bichinho humanizado em casa, sabe qual a diferença de se ter um cachorro num apartamento ou um papagaio em casa, nenhuma! Ambos estão ali para satisfazer as carências emocionais de seus donos. Tenho nojo de pessoas que como você são amargas, mal resolvidas, mal humoradas e mal informadas. Estão no movimento em defesa dos animais só porque não conseguiram fazer algo mais produtivo na vida ou não conseguiram se reproduzir. Por isso ficam desfilando na rua com seus “PETS” cheios de roupinhas e vomitando asneira! De gente como você nós não precisamos!

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    • 07/04/2013 - 11:32
      Enviado por: Juliana

      Querida Mariana você é protetora?? Não Parece….ser contra a criação e perpetuação de espécies não me parece atitude de uma “protetora”…você é protetora sim, do seu egocentrismo, da sua ignorância e da sua falta de informação. Comparar o nascimento de uma Arara Azul com escravidão só pode ser piada!

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    • 10/04/2013 - 14:18
      Enviado por: Rafael Bandeira

      Olá Mariana!!! Mas você é “arroz de festa” mesmo hein?!
      Pensei que atacava só os criadores e “brigadores” de galos” mas pelo jeito você não perde uma oportunidade para atacar seus companheiros de espécie, os humanos, estejam eles em qualquer área… chega a ser homofóbico!
      Se você não admite pensamentos diferentes e não quer raciocinar, ou pelo menos racionalizar os seus argumentos, fica difícil e quem mais sofre são justamente os animais. Veja só: o IBAMA foi em um criatório de galos de briga e encontraram todos saudáveis e muito bem tratados. Apreenderam as 166 aves sob pretexto de “maus tratos”. Sabe o que fizeram para “salvar” esses galos dos maus tratos?? Abateram a todos. Cito isso como prova da falta de aparelhamento do Estado tanto para receber aves ou qualquer espécie animal que ele apreenda, e, o que é mais grave, o abuso de autoridade e de conduta anticonstitucional de seus agentes, hoje influenciados por ongs que se dizem protecionistas e fazem denúncias anônimas, mesmo sabendo que essas aves são sumariamente executadas. E por favor: não repita o seu comentário de outro blog onde disse: ” por que vocês não vão se engalfinhar na rinha até a morte” porque nós já nos engalfinhamos em várias guerras e hoje temos os combates do MMA e UFC, ou seja, admite-se que os humanos se “engalfinhem” mas aos animais não e a punição é morrer….

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    • 15/04/2013 - 21:30
      Enviado por: Bruno Ville

      Mariana,

      Eu queria ver o que você faz quando um mosquito te pica ou se uma barata sobe no seu prato de comida.

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  • 06/04/2013 - 14:09
    Enviado por: Roberto Humai

    Brilhante, Dener! Parabens pelo texto, direto e claro.
    Só acho que voce deveria ter achado uma “brecha” no texto e ter acrescentado uma estatística que sempre é citada pelos Xiiitas: de 10 passaros capturados apenas um sobrevive. Um pássaro que sai do criadouro legalizado salva 10 na natureza!!
    Quanto ao WWF, pergunte a eles o que estão fazendo para proibir a utilização de cães como iscas vivas para a captura de tubarões, na França. Lá pode usar cães como iscas, aqui nem minhoca!!!
    Gilberto, voce é o ser humano mais burro que ja vi; é contra a criação de animais silvestres e cria um bicho, o gato, que é silvestre. Ou voce acha que o gato já nasceu domesticado. Imagine pelo que passaram os primeiros gatos capturados na natureza para serem domesticados!! O trabalho de seleção, apuração e manejo até se chegar no seu “filho” que só falta falar!!!! O gato é criado em cativeiro ha 5mil anos; nossos silvestres tem apenas 40 anos de manejo domestico.
    Parabéns, novamente, Dener!

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  • 06/04/2013 - 14:43
    Enviado por: J.Dantas

    Execelente materia, parabens amigo, a luta é ardua, mais vamos firmes e em frente.

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  • 06/04/2013 - 15:17
    Enviado por: Sérgio Carlin

    Parabéns Dener, conte sempre conosco.

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  • 06/04/2013 - 15:24
    Enviado por: Luiz Belota

    Essa semana tive o prazer de conhecer pessoalmente o Dener, Coordenador da ONG RENCTAS e autor do presente artigo. É notável e maravilhoso perceber a seriedade do seu trabalho e a pertinência de seus argumentos. Trata-se de uma exceção nesse Brasil pois insiste em tratar a politica de fauna no Brasil com olhar e critérios técnicos, como reclama a seriedade do tema. Lamentamos que em nosso país seja costumeiro que, mesmo a autoridades, levem as ações e políticas públicas para um foco passional, ou político, visando interesses pessoais quase sempre. O texto reflete a realidade dos riscos que corremos hoje na elaboração da chamada lista pet. Parabéns ao Dener Giovanini pela clareza, objetividade e seriedade dessas palavras. Espero que encontremos quem as ouça.

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  • 06/04/2013 - 15:51
    Enviado por: Iara Biasia

    Dener
    Parabéns pela reportagem, além de muito bem embasada abriu mais uma janela para discussões sobre o assunto. Acho importante ouvir as opiniões dos defensores e dos contrários à comercialização de animais, pois dos dois lados conheço excelentes profissionais que podem contribuir de forma coerente para a preservação da fauna. Só não concordo quando as opiniões partem para agressões que infelizmente deixam o caráter técnico de lado. Quando você cita a comercialização dos jacarés do pantanal, mostra comprovadamente uma excelente solução que tirou os animais da ameaça de extinção. Quando outros participantes citam o fato de que muitos animais comprados em lojas, recebem alimentação e ambiente inadequados, nos alerta para a responsabilidade dos lojistas que, além dos criadouros, também devem orientar os novos proprietários sobre a forma correta de lidar com estes animais, para que os mesmos não sofram, ou seja, erros que devem ser ouvidos e corrigidos. Volto a frisar, dos dois lados podemos tirar boas opiniões, se pararmos de nos tratar como inimigos, pois no fim, buscamos o melhor para os animais.

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  • 06/04/2013 - 17:48
    Enviado por: Luis Santana

    Muito bom artigo. Uma abordagem bastante racional e pautada em exemplos concretos que derrubam por terra outros argumentos de ambientalistas que baseiam suas opiniões no nada.
    Parabéns e vamos torcer para que os os criadores de pássaros tenham o direito legítimo de manter seus hobbies, contribuindo também para a preservação das espécies.
    Luis Santana.

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  • 06/04/2013 - 19:56
    Enviado por: RICARDIN

    Parabéns!!!

    Precisamos nos unir para dar um basta a esse ambientalista que acha que criar em ambiente domestico é trafico.

    Abraço

    Ricardin
    Bicudario Sonho Meu

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  • 06/04/2013 - 21:30
    Enviado por: Jorge

    Parabéns pelo artigo Denis Giovanini!!!!
    Realmente eu não consigo entender tantas falácias e frases emocionais da parte dos que se dizem “eco-defensores” dos animais, seria a falta de argumentos lógicos e racionais para defender suas ideologias? Vamos criar para preservar, isso não é maus tratos! Conheça o trabalho de quem cria, não condene sem saber.

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  • 07/04/2013 - 00:55
    Enviado por: Eduardo Albuquerque

    Excelente!
    Já fiz a minha parte e já divulguei no Facebook, infelizmente a sociedade ainda está com uma ideia muita errada dos criadores de pássaros silvestres, quase todos os dias tenho que explicar na rua ou no meu trabalho que um criador não retira pássaros da natureza, pelo contrário, ajuda a preservar. temos que nos dedicarmos ao máximo para que o povo brasileiro tome ciência deste fato, porque, como já sabemos, ONGs estrangeiras estão nos tirando a nossa fauna e flora e fazendo de tudo para que o IBAMA cria leis contra nós CRIADORES para que eles possam tomar o que nos pertence.

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  • 07/04/2013 - 09:46
    Enviado por: Marcos

    Quanta falácia. E esse Dener se diz ambientalista…ironia…. Os pró comércio de animais silvestres querem transformar o Brasil numa Miami, onde encontramos espécies do mundo todo vivendo nos Everglades e alterando todo o ecossistema local, sem falar nas extinções locais. E os saguis exóticos do RJ e SP? E as tartarugas norte-americanas de orelha vermelha que vem aparecendo em nossos corpos dágua? Qual seria a solução Dener?

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    • 15/04/2013 - 21:36
      Enviado por: Bruno Ville

      Solução:
      - marcação individual permanente;
      - venda a maiores de 18 anos;
      - termo de compromisso de posse responsável;
      - multas

      Essas introduções que você citou no Brasil são do tráfico, e notadamente no caso dos Saguis, da Polícia Ambiental.

      O Brasil nunca vai ser como Miami, pois lá o sistema é absolutamente diferente. Não há base de comparação. Lá se vende qualquer animal a qualquer criança de 12 anos, importados coletados em outros países a preço de banana e sem nenhum controle.

      Nunca se brigou por isso no Brasil.

      Aliás, já existem muitos criadouros comerciais a pleno vapor e quantos animais anilhados ou microchipados estão sendo encontrados soltos por aí?

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  • 07/04/2013 - 12:02
    Enviado por: FRED ALMEIDA

    Parabéns pela matéria. aqui no Brasil parece que o governo não quer que as pessoas andem de maneira legal, ficam dificultando a nossa vida, porque ao invés de perseguirem os criadores regularizados, não vão atrás dos caçadores, criadores não regularizados e etc e cabe a nós não alimentar esse mercado paralelo, infelizmente alguns criadores regularizados compram dessea canlhas que caçam porque tem quem compra. Precisa é um canal de diálogo entre criadores regularizados e IBAMA, pois temos muito mais a ajudar a FAUNA do que prejudicar.

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  • 07/04/2013 - 16:30
    Enviado por: Paulo Diniz

    É lamentável o nível de comentário de alguns leitores do blog.

    Exatamente por isso, aqui vai um recadinho para aqueles sem educação e ignorantes de plantão. Aliás recadinho para todos aqueles que por onde passam deixam um rastro de gato-morto ou cachorro-molhado. Tomem banho, lavem essa boca-suja, aprendam a conversar, ajudem a construir e não destilem ódio e rancor. Não sejam ridículos e parem de se meter em assuntos técnicos e onde jamais serão chamados.

    Vocês gostam de bichinhos? Gostam de gatinhos? De gachorrinhos? De passarinhos e peixinhos? Então aprendam que SEM CONHECIMENTO TÉCNICO suas palavras soam falsas, vazias, são desacreditadas e ninguém lhes dará valor! Estudem primeiro e falem depois. Um movimento que poderia ser lindo e frutuoso descamba para o desespero, para o apelativo e para a baixaria. Continuem assim e não chegarão a lugar nenhum!

    Definitivamente lamentável!

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    • 07/04/2013 - 16:58
      Enviado por: Álvaro H. Schwartz

      Senhor Paulo, não confunda indignação e revolta com falta de educação. Quem deve lavar a boca e a alma são voces defensores da escravidão animal. Nós que amamos os bichos vamos sempre defender-los e lutar por eles. Exatamente por existirem pessoas no mundo como voce, o tal “ambientalista” de m***a que escreveu esse atentado contra os animais e os que concordam com voces é que existimos para combater. Tenho nojo do ser humano.

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    • 11/04/2013 - 11:31
      Enviado por: Cesar Eduardo Nyari

      Lamentável achar que todo comentário contrário a este texto desrespeitoso seja de pessoas sem conhecimento. Mais uma vez a arrogancia e sentimento de superioridade.

      Triste.

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  • 07/04/2013 - 21:28
    Enviado por: Rodrigo

    Me envergonha que um texto desse nível seja publicado pelo Estadão. Simplesmente me enoja ser insultado apenas por acreditar numa posição diferente da do autor. Sim, me sinto insultado por ter meus ideais reduzidos aos de um “adorador de duendes”. Admiraria sua posição, senhor Dener, se o senhor tivesse ao menos a humildade de se aceitar como igual e não se julgar superior aos que pensam diferente do senhor. E sim, sou “zerista”, não sou “consumidor” de pets (ou “recursos naturais”) mas gostaria de ser tratado com o mesmo respeito com que trato os profissionais que defendem a criação e comercialização de animais como produtos para entretenimento humano.

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  • 08/04/2013 - 00:33
    Enviado por: Roberta dos anjos

    Tenho comentário um tanto quanto longos para desconstruir alguns argumentos que vocês usaram na matéria. Vamos lá…
    “Mas se esquecem que os criadouros só comercializam espécies nascidas em seus recintos e, portanto, habituadas a essa condição.” Nesse ponto precisamos desconstruir a associação que você faz entre a experiência social e necessidade biológica. Tudo bem, por exemplo, que eu pessoa vivo em tal lugar e nunca comi manga – não vou sentir vontade de comer manga. Mas minha experiência social é diferente do que um comportamento inerente a determinada espécie – por exemplo, mexer as mãos. Posso exemplificar melhor com o bem-estar de animais que são criados para consumo: as galinhas tem um movimento essencial que é o de ciscar e o porco de fuçar na terra com o fucinho. São comportamentos genéticos e que quando detidos causam grande mau estar ao animal. Isso acontece com animais silvestres criados em cativeiro também. Ou tu acha que o papagaio tendo um corpo estruturado para voar mais 700km por dia vai viver bem dentro de uma gaiola ou em um pátio ou em cativeiro? Como tu acha que se sente um tigre comendo carne cozida e sem utilizar seus dotes que fazem parte da sua identidade biológica animal? São vários comportamentos animais que já foram muito comprovados serem genéticos e não aprendido pelos pais.

    Segundo trecho: aquele que tu fala sobre os órgãos gestores dos animais silvestres serem incompetentes. Sendo uma pessoa que trabalha com essa temática e tendo conhecido os órgãos gestores, tenho que admitir que eles são muito competentes para o tamanho da demanda que atendem. Acho que antes de você escrever um texto desses, deveria ao menos ter pesquisado como é um CETAS (centro de triagem de animais silvestres) e ver a superlotação desses locais tanto de animais de apreensão do tráfico ilegal quanto de devoluções (em muitos casos, os animais são sedados para parecerem mais mansos do que são, ou tornam-se agressivos no idade de reprodução (como no caso do macaco) o que faz os donos desistirem da posse e entregarem ao ibama ou largarem na natureza (cujas consequencias pode ser de morte do animal (bem provavel e a menos pior) ou transmissão de zoonoses e alteração genéticas das populações, além de outros sérios problemas).
    Não sei se você pesquisou também, mas ainda não se sabe o que fazer com esses animais que estão atolhando o cetas: matar? (6 milhoes de animais?) soltar? (é incerto) manter no cativeiro sem espaço e sem verba?
    Enfim, é fácil criticar os “adoradores de duendes” quando se não teve o mínimo de estudo prévio e realista para escrever um texto desses, publicado em um jornal pelo qual tenho respeito.
    Além de tudo o que eu escrevi, teria muito mais, mas já está grande o suficiente. Estou à disposição para conversarmos mais sobre isso. Deixo aqui alguns documentários simples para se assistir antes de sair escrevendo:
    http://www.youtube.com/watch?v=wt2zqkgyfwo
    http://fellows.ted.com/profiles/juliana-machado-ferreira
    http://www.youtube.com/watch?v=rF1wXCVMDE0
    e até um livro infantil…
    http://www.4shared.com/office/NG0wkwkD/O_Gamba_que_nao_sabia_sorrir.html

    Espero ter ajudado.
    Abraços

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    • 08/04/2013 - 12:11
      Enviado por: Carlos Humberto Pereira

      As coisas não são bem assim não, Roberta, no caso dos papagaios, embora eles voem 700 Km (?)por dia na vida livre, em cativeiro do modo que vc falou parece que eles vivem loucos para voar, mas isso não acontece, eu estou tendo dificuldades para fazer um papagaio chauá aprender a utilizar o voo dentro do viveiro depois de passar toda sua vida em espaço pequeno, mas de qualquer maneira eu também não aprovo a criação de silvestres em espaço minúsculo, o ideal seria um espaço razoável que possibilitasse o animal se movimentar ou voar e esse cativeiro imitasse seu ambiente natural. Quanto a esses donos que se arrependem da posse e doam aos CETAS, pode ter certeza que a maioria não compraram legalmente os animais cedidos, pois quem compra pagou caro por eles e dificilmente vão doá-los e sim vende-los, e muitos entregam também por medo de serem denunciados e multados.

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  • 08/04/2013 - 00:48
    Enviado por: Tiago Lima

    Caro Dener,
    Parabéns pelo excelente texto!
    Meio Ambiente deve ser administrado pelo conhecimento técnico, o que a sua longa jornada com a RENCTAS lhe proporcionou de sobra!
    Para os contrários ao assunto sugiro uma Leitura da Convenção CITES e da Convenção da Biodiversidade, documentos redigidos pelos maiores especialistas em fauna do mundo e seguidos por mais de 170 países, inclusive o Brasil!
    Depois desta leitura avaliem se possuem conhecimento científico o suficiente para sustentarem os seus argumentos!

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  • 08/04/2013 - 09:10
    Enviado por: elis felicio

    “Eu, por exemplo, não acredito em duendes, mas torço para que eles existam e possam ser vendidos legalmente, assim poderei ter a opção de comprar um, antes que eles entrem em extinção.”

    nossa..kkkkkkkkkkk…parece as palavras de uma mocinha fútil , que fika lokaa qdo sai a coleção da chanel e ela precisa urgetemente comprá a bolsinha linda q ela viu , antes que se esgote no mercado…affffffffffffff…vc vale muito menos do que esses animais…

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    • 08/04/2013 - 15:44
      Enviado por: Paulo Diniz

      Nossa, Elis Felicio… kkkkkkkkkkkk, como você é ridícula. Quis parecer entendida de moda e escolhe justamente a Coleção de Coco Chanel para a sua mocinha fútil que fica loka esperando o lançamento da bolsinha???

      Acorda, se gosta de dar palpite, vá cursar moda! E se não sabe das coisas feche essa boca, pega muito mal….. kkkkkkkkk, mas muito mal mesmo!

      A Coleção Cocô Chanel veste mulheres ricas, maduras, elegantes e bem informadas. O estilo dela não é para qualquer uma como você. E nem para o seu bolso!

      Para a mocinha fútil do seu comentário infeliz eu sugiro qualquer peça da Coleção de Jean Paul Gaultier – o “Enfant Terrible” da moda francesa. A propósito, se você não sabe, é ele que veste a Madona há décadas – uma cinquentona até hoje fútil. Porém bem mais equilibrada que você! Ela não se mete onde não é chamada!

      Essa foi a piada do ano, tá se achando… Mocinha fútil de Chanel… rsrsrsrsrsrs, que ridícula!

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  • 08/04/2013 - 14:17
    Enviado por: Airton José Nogueira

    Parabens, Dener, este tipo de matéria, matéria verdadeira e com eficaz, a pura realidade do nosso Brasil, é que precisamos… Parabens mais uma vez………Sucesso..

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  • 08/04/2013 - 15:16
    Enviado por: Daniel

    Nunca vi tanta bobeira sobre criação de animais compilada num texto só.
    Há razão em afirmar que o tráfico é sim um dos grandes causadores da desfaunização das nossas matas. Agora todo argumento de que estoque de cativeiro assegura projetos de reintrodução, mico-leão, ararinha e o escambau é falta de percepção básica que se não fosse pelo próprio tráfico, esses animais não estariam ameaçados.
    O estado tem sim que interferir nas políticas de uso dos nossos recursos naturais, mas tem que o fazer de forma mais inteligente do que tem feito. Sou contra a criação em cativeiro de qualquer espécie animal, mas concordo que não dá pra proibir e ponto. É preciso estabelecer critérios absolutamente rígidos de controle e punição, que o cara que quiser mesmo criar vai estar sujeito. Cobrar taxas altas que sejam revertidas em ações de controle e fiscalização e investir na educação ambiental pra mostrar pra população desinformada que há risco sim em manter um animal em cativeiro (sanitários, ecológicos, etc).
    Enfim… acho que a discussão vai longe e é preciso razoabilidade. E torço pra um dia as pessoas se tocarem que não é preciso escravizar um animal pelo simples e fútil prazer de vê-lo (ou tê-lo).

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  • 08/04/2013 - 16:34
    Enviado por: Dhyan Deepak

    Hipócritas, querem, na verdade, ganhar dinheiro com o comércio de animais. Vão trabalhar vagabundos!

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    • 10/04/2013 - 18:28
      Enviado por: Simon

      Bom até onde sei vivemos num país capitalista ou vai gerar renda de forma lícita ou ilicita pois é da cultura do brasil ter animais silvestres como pet a solução menos pior é a regulamentação desta atividade sou vegan e nao tenho nenhum animal mas minha opção de vida nao é a realidade da nossa cultura pense nisso se nao for renda de forma licita o trafico de animais vai mover esta renda de forma ilicita acho ainda as pessos nao entenderam isso acham que proibir tudo e que nao se deve ter bichos em casa é a coisa certa sendo isto problema cultural que nao se muda, como falei vivemos num planeta onde hoje temos que escolher a situação menos pior e a menos piro é a coisa sendo feira dentro da lei e nao proibindo tudo achando que isso resolvera o problema pois ele só ira aumentar.

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  • 08/04/2013 - 17:10
    Enviado por: Angela Caruso

    Não sou adoradora de duendes nem protetora que humaniza cães. Tenho opinião contrária e tal comportamento não me coloca à margem dessa discussão. Aliás Sr. Dener, considerei bem pouco consistentes seus argumentos “técnicos” na defesa da criação comercial de espécies silvestres. Independentemente de suas colocações pouco gentis em relação aos seus “opositores”, gostaria sim de poder debater suas propostas e quem sabe ter a chance de conhecer os estudos nos quais seu artigo se baseou. Minha posição é clara: não aceito o USO de um animal silvestre como animal de estimação e vou lutar pelo fim deste comércio. Num ponto nós dois concordamos: não se trata do tamanho da lista; mas apartir daí o senhor defende o comércio e eu o fim desta prática! Por favor, apresente os estudo ou me indique onde encontrá-los e que não sejam os mesmos que embasam o discurso dos comerciantes de animais, até porque eu me recordo que em passado não tão distante assim, a RENCTAS sempre frizava a estreita ligação de boa parte dos criadores comerciais com os traficantes de animais. Talvez, eu tenha perdido algum capítulo de sua história ou da história dessa, até agora, respeitada ONG. Aguardo os indicativos dos estudos. Obrigada.

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  • 08/04/2013 - 18:32
    Enviado por: João Marcelo da Costa

    FAZ TEMPO QUE NÃO DOU MEUS PITACOS, MAS NESSA POSTAGEM NÃO RESISTI…

    Pois é Cecília. Não sou duende, mas gostaria de ser. Seria muito melhor do que ser humano…

    Fui um dos primeiros associados da RENCTAS, aos 20 anos de idade, mais ou menos, e fico triste em ver uma matéria onde defende direitos ofendendo as pessoas que pensam de maneira diferente, sendo apoiada pela RENCTAS, ainda de maneira irônica e desrespeitosa…

    Não sou duende, mas sou médico veterinário, pós graduado em animais silvestres e exóticos e vejo na minha rotina clínica que silvestres cativos SOFREM, são comprados por STATUS e muitas vezes descartados quando a vontade passa. Coleciono casos e casos de maus tratos, abandono dos mesmos, e a maioria vivem em péssimas condições. Preservação com estímulo ao comércio de animais é interessante para quem ganha DINHEIRO com isso, daí é muito interessante mesmo. Criação para fins de reintrodução, científicos, acho interessante, mas comercial? Fiquem um mês em minha clinica para verem a desgraça que é isso..

    Vejo o exemplo dos animais domésticos, onde canis reproduzem animais, sem controle, enquanto vários sofrem pelas ruas. Vejo meus clientes comprarem papagaios por R$200,00, mesmo sabendo que é ilegal, mas acham caro pagar mais de R$1.000,00 em um legalizadol. Quero ver o que irão fazer com esses animais depois que as pessoas começarem a descartá-los por aí, ou fazerem “reintrodução” os soltando em parques e outros lugares.

    O comércio de animais silvestres só interessa por GRANA. Eu posso falar isso, pois vivo de consultar animais. Seria vítima de uma lista zero, mas não vou mentir para ganhar dinheiro….

    Não sou contra pensarem diferente, mas o modo que citaram e descrevem seus opositores é tão ridículo quanto sentir prazer em ver uma ave em uma gaiola, pulando de um lado para o outro…

    Hoje é um dia triste…

    João Marcelo

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  • 08/04/2013 - 18:45
    Enviado por: Antonio Mario

    Lamentável e patética a matéria!

    Mas, vejamos pelo lado positivo: foi o primeiro artigo que li do Sr. Giovanini e agora já sei que não preciso ler mais nenhum!

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  • 08/04/2013 - 18:46
    Enviado por: Marco Freitas

    Prezados, é com muita indignação que venho aqui me manifestar.
    Quem não gosta de criar animais eu respeito, mas não aceito que quem não gosta de manter animais em cativeiro tente impedir alguém de azer isso de forma legal…não gosto de passarinhos em gaiolas, mas muitos gostam, e daí? Mas prefiro que sejam provenientes de reprodução em cativeiro, pois assim não estamos tirando um exemplar da natureza, idem para outros grupos, mamíferos, répteis, peixes, invertebrados e anfíbios…
    Sabemos todos deste imenso BRASIL que esta lista está “amarrada” a anos por um grupinho ultra mega radical que não tem o que fazer e ficam neste radicalismo sem fundamento técnico, e principalmente ético…me revolta saber que estas pessoas fazem isso achando que uma lista de espécies que podem ser criadas em cativeiro vai aumentar o tráfico, MY GOD!!!! todos nós sabemos que animais criados em cativeiro são melhores de serem criados, possuem procedência, saúde e o melhor, pode-se transportá-los sem medo de fiscalização, podem ser utilizados para educação ambiental, pelo pet-hobistas ou o simples prazer de tê-los em casa soltos, em terrários ou nos quintais…chega a beirar a bestialidade humana o que um grupinho faz para esta lista não sair ou restringir o número de espécies…
    Neste aspecto, o Brasil é um retrocesso absurdo não poder criar animais silvestres como pet legalizados.
    Animais legalizados podem ser rastreados e controlados, e os provenientes de tráfico? Vão continuar sendo capturados, transportados e vendidos aqui e em todo o mundo!
    Milhões de jovens e crianças estão hoje nas redes sociais reproduzindo até chupa-cabras em casa, dominam ténicas e possuem bichos que nem sequer imaginamos…não conseguimos nem sequer conrolar o tráfico de drogas, quem dirá de animais…
    Faço um apelo que sejamos sensatos e coerentes com esta análise e que publiquem uma lista mais extensa que possível, precisamos popularizar espécies nossas em cativeiro para que os traficanes não tenham mais como competir com os criadouros…fizeram uma consulta pública pela internet num formulário cheio de erros taxonômicos mostrando o quanto estes profissionais que organizaram esta consulta pública conhecem a nossa fauna…e o pior, tentei incluir as principais espécies interessantes para pets e não consegui por falhas no provedor deles, ou algo feito para não dar certo mesmo…
    Problemas de solturas indevidas sempre tivemos e nunca deixarão de existir, faz parte da forma de vida humana, e não é a proibição de criar pets legalizados que acaba com as solturas indevidas, e sim uma boa orientação nos nossos jovens que poderão ser disponibilizadas com o comércio legal e ético, do jeito que estamos, a coisa só tende a piorar.
    Ao invés de ficarem em Brasília falando besteira e perseguindo os criadouros, estes profissionais deviam estar na Amazônia combatendo o desmatamento, este sim, o maior crime contra a biodiversidade.
    Espero um dia no Brasil termos jibóias em cativeiro custando R$200,00 e não R$1.000,00 como é hoje…nos EUA isso já acontece e muitas espécies nem são mais traficadas dos países de origem porque já possuem um mercado saturado e o melhor, desenvolvem-se variações incríveis em cativeiro que nenhum traficante conseguirá fazer.
    Que as cabeças pensantes desta lista abram os olhos e sejam coerentes e no mínimo embasdos tecnicamente, sem o doma do romantismo…
    Que a luz seja uma fonte eerna de coerência e ética!!!!

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  • 08/04/2013 - 21:36
    Enviado por: francisco raymundp

    parabens Dener pelo comentario.

    Se não fosse a criação em cativeiro alguns animais estariam extintos não pelo trafico mas pela exploração imobiliaria pelo agronegocio.
    Se v. planta soja , destroi o campo e com isso uma imensidão de especies são condenadas .
    Eu nunca vi a ave passeriforme chamada tesoureiro (Tyrannus savana) ser comercializado ou traficado mas está desaparecendo em função dos defensivos que matam os insetos que é seu alimento
    Se v. planta trigo usa sementes ”tratadas” com defensivos (embora alguns já envenenem as sementes para combater as pequenas pombas amargozinhas (Zenaida spp) que estão invadindo ate as cidades ( logo será um desequilibrio ecologico), e o veneno usado mata TAMBEM outras aves que se alimentam dessas sementes.
    As codornas (Nothura) e as Perdizes (Rhynchotus rufescens) estão desaparecendo rapidamente dos nossos campos do sul e não é por causa da caça mas sim pelo plantio cada vez maior nos campos nativos
    O gado pasta mas o capim não é mais o silvestre variado e sim especies de garmineas que são plantadas e não tem as variedades de sementes para alimentar essas aves durante todo o ano.
    O ganso do Hawai o cervo do Padre do David o Bisão americano só foram salvos pela interferencia humana
    O veterinario o biologo que for contra a criação de animais em ambiente domestico esta dando um tiro no pé pois sabemos que isso gera emprego e renda alem de preservar as especies.
    Aos protetores de cães e gatos Animais Sem Raça Definida, vs. já viram alguma ARARA ou Papagaio abandonado algum buldogue frances abandonado? Vs já viram canario belga ou pavão abandonado ?Cacatuas e macaquinhos soltos na rua? Se tem alguma ave como noto papagaios soltos em curitiba podem crer que fugiram e assim que alguem tenha uma oportunidade estará louco para mante-lo em sua casa o que não ocorre com os cães e gatos que aliás esses ultimos mata mais de UM BILHÃO de passaros a cada ano nos estados unidos levando algumas especies jpá a beira da extinção mas com as bençãos dos chamados protetores que os castram e soltam de novo nas ruas e campos.

    Duvidam??
    “Os gatos estão entre as principais ameaças à vida selvagem nos Estados Unidos, matando bilhões
    de animais todos os anos – um número muito maior do que estimativas anteriores. As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Smithsonian de Biologia e Conservação e do Departamento de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos
    Os autores estimam que os gatos são responsáveis pela morte de entre 1,4 bilhão e 3,7 bilhões de pássaros e entre 6,9 bilhões a 20,7 bilhões de mamíferos todos os anos. Publicado no site Nature Communications, o estudo diz que gatos de rua estão entre as piores ameaças, mas gatos domésticos também representam perigo.
    Instinto matador
    Segundo os cientistas, mais animais estão morrendo nas patas de gatos nos Estados Unidos do que em acidentes em estradas, colisões com prédios (no caso de animais que voam) ou envenenamento. O instinto caçador de gatos domésticos tem sido bem documentado em muitas ilhas mundo afora, em que felinos foram responsabilizados pela extinção de 33 espécies.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130123_gatos_mortes_mdb.shtml

    http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/gatos-matam-bilhoes-de-passaros-todos-os-anos-nos-estados-unidos

    O mono carvoeiro está em extinção violenta e não é pelo trafico mas sim pela caça implacavel que os caboclos lhes dão para COMER sua carne e não tem como fiscalizar cada sertão desse centro sudeste (de Minas , Sorocaba cananéia onde eles habitam inclusive são caçados nos parques e reserval do litoral sul de São Paulo..
    Eu conheço a fauna e seus ambientes de todo o sul e posso dizer:
    QUALQUER ANIMAL COMERCIALMENTE VIAVEL JAMAIS SERÁ EXTINTO!

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  • 08/04/2013 - 22:01
    Enviado por: Arthur Macarrão

    O argumento do seu texto cai quando você despreza pessoas que simplesmente pensam de maneira diferente da sua – mesmo que no fundo tenham o mesmo objetivo. Pessoas como você ajudam a fomentar a concepção de que ambientalistas são chatos, radicais, etc. Mas afinal, você mesmo é um ambientalista, conforme está escrito na sua descrição neste site! Uma pessoa que não é a favor de animais silvestres em cativeiro é um romântico adorador de duendes? Bom, generalizando deste jeito, seu texto perde a credibilidade no segundo parágrafo.

    Além disso, seus argumentos parecem ter sido criados em algum momento de revolta, depressão ou trauma, ou seja, sem embasamento. Você apenas coloca frases soltas (criadas por não sei quem) e discorre sobre elas.

    Eu poderia contra-argumentar cada parágrafo, mas pra não ficar muito longo, vou resumir: você afirma que combater esta prática não vai resolver os problemas ambientais e sociais brasileiros. Então é melhor não fazer nada, já que o efeito disso será pequeno.
    Pra que combater o tráfico de drogas em uma favela se ainda haverá em tantas outras? Melhor deixar quieto, não é mesmo?

    Você afirma que os criadores conservacionistas e zoológicos são responsáveis por recuperar populações silvestres. E o que isso tem a ver com criadores comerciais?

    Você confere o sofrimento do bicho em cativeiro apenas à privação de sua liberdade, mas esquece que os maus-tratos, alimentação inadequada, recintos minúsculos, etc., são recorrentes.

    Poderia escrever muito mais aqui. Mas a sua última frase demonstra o seu caráter, então, não vou mais perder tempo.
    Enfim, o texto parece ter sido encomendado.

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    • 11/04/2013 - 11:19
      Enviado por: Cesar Eduardo Nyari

      Arthur, parabéns, tenho o mesmo pensamento.
      Já fiz meu comentário, só agora estou lendo os demais.

      Abraço.

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  • 08/04/2013 - 22:39
    Enviado por: Iridê - Projeto SOS Felinos

    Caro Dener,

    Li esta matéria e confesso que custei a acreditar que fosse do mesmo autor do texto “Gateiros e Cachorreiros. Eita Raça!”, publicada em 02/Outubro/2011. Sua justificativa para a publicação deste texto na época foi a surpreendente repercussão de uma outra matéria sobre a Lista Oficial de Espécies Invasoras no Rio de Janeiro. Os protetores de animais se manifestaram em massa: “Foram quase 6 mil recomendações no Facebook, mais de 150 comentários de leitores e quase 200 réplicas no Twitter.” Lembra-se?

    No texto citado, você demonstra reconhecer o que move os protetores de animais: amor e respeito à vida (qualquer que seja ela). Inclusive declara sua admiração aos protetores e protetoras do Brasil. Ainda custo a acreditar que tenha nos definido como “adoradores de duendes” e “grupo que tem por hábito se apresentar através de manifestações pessoais carregadas de xiitísmo fundamentalista e choramingos histéricos”…

    Não vou discutir aspectos técnicos ou de cunho ambiental sobre os animais silvestres cogitados para esta lista. Minha indignação quanto à liberação de criação de silvestres para comércio como pets refere-se ao bem estar destes animais. Nós, “gateiros” e “cachorreiros”, vivenciamos casos de maus tratos, negligência e irresponsabilidade do ser humano em relação a cães e gatos, inclusive os comprados, de raça. Já temos também os “coelheiros”… especialistas em socorrer os inúmeros coelhinhos que são dados de presente a crianças por ocasião da Páscoa para depois serem descartados em praças, parques e até mesmo nas ruas, pois dão trabalho e requerem cuidados especiais… tornam-se indesejados para os pais destas crianças presenteadas.

    Os aspectos técnicos desta matéria foram questionados em alguns comentários no blog, como o da Ângela Caruso. Quanto aos aspectos de bem-estar destes animais, você leu o comentário de João Marcelo da Costa, médico veterinário especialista em silvestres? Ambos foram postados em 08/04, recomendo a leitura. E há outros, igualmente questionadores sobre vários aspectos desta matéria e sobre a forma desrespeitosa utilizada para referir-se aos protetores de animais.

    Quero crer que dois motivos podem ter originado esta matéria nos termos em que foi escrita e publicada. Ou talvez ambos:
    1) necessidade de uma nova surpreendente repercussão em massa de sua matéria, envolvendo protetores de animais de forma tão desrespeitosa e sobre um assunto que combatemos: domesticação de silvestres;
    2) falta de amor e respeito à vida por ter sido absorvido pelos debates “técnicos”, justificativa até mencionada no último parágrafo do seu texto de 2011: .
    “A eles, os protetores e protetoras do Brasil, dedico minha inteira admiração e agradeço imensamente as lições de amor e respeito à vida, que muitas vezes nos faltam quando somos absorvidos pelos debates “técnicos” em nossa luta ambiental.”

    Iridê – Projeto SOS Felinos
    Protetora de Animais
    São Paulo/SP

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  • 08/04/2013 - 23:22
    Enviado por: Claudia Komesu

    Caramba, o texto do Dener Giovanini é o típico jornalismo de quem não conhece a realidade, vive só da teoria. Já vi muitos textos jornalísticos assim. Comparar a situação das aves silvestres com carne de jacaré, pirarucu… Ele realmente não sabe que existem mais de 1.800 espécies de aves no Brasil, que elas são muito fáceis de caçar e matar, que os tais “meliantes” citados não são bandidos armados, mas muitas pessoas comuns, inclusive crianças, e que o problema é a mentalidade de que animal silvestre pode ser pet. Não pode. Eu sei que o costume de aprisionar animais porque gostamos deles é muito antigo, que no Brasil tem pelo menos 500 anos mas provavelmente é tão antigo como o ser humano. Mas precisa ser combatido, porque criou uma indústria perversa. Todos os anos milhares de aves são torturadas, passam fome, morrem de sede, enfiam bolinhas de chumbo no ânus ou são cegadas para parecerem mansas, tudo para alimentar o desejo das pessoas terem animais silvestres como pets. 80% dos aprisionados morrem na captura ou no transporte. Dos poucos que são salvos pelo Ibama, menos de 30% podem ser devolvidos à natureza. Não há controle possível, não num país em que os seres humanos são assassinados, estuprados, roubados rotineiramente, o que dizer da fiscalização e segurança para animais? Não existe. Mesmo quando os traficantes são pegos no ato, as multas são ridículas e logo estão na ativa de novo. Qualquer incentivo a animais engaiolados é contribuir para a permanência do tráfico. Alguém realmente acha que a maioria das pessoas vai topar pagar R$ 1.000 por um filhote de papagaio, quando podem pagar R$ 200, ou menos? O tráfico só vai deixar de existir quando não tiver mais quem compre. Alguns sabem que eu decidi não adotar uma postura política de condenar criadores legalizados, porque um dia pretendo apresentar o birdwatching a eles, e e quem sabe eles mudam de hobby. Mas tem uma grande diferença entre não condenar o que já existe de forma legalizada / e achar que a criação de animais tem que ser expandida. Realmente a expansão só é boa pra quem vai lucrar com ela. O tráfico continua enquanto houver interesse por animais silvestres como pet. E se a Renctas apoia o artigo do Dener, posso dizer que perdeu meu apoio. Cansei de ver jornalista, economista, administrador, advogado, qualquer colarinho branco escrevendo jocosamente sobre temas que não têm o menor conhecimento prático.

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    • 08/04/2013 - 23:50
      Enviado por: Iridê SOS Felinos

      Tem toda razão, Claudia! Passamos por isso com cães e gatos! Em São Paulo, por exemplo, temos lei que obriga criadores a se legalizarem, mas os criadores de fundo de quintal imperam! É fonte de renda! Mantém os animais (matrizes) em situação caótica, vendem filhotes doentes e sem cuidados veterinários em feiras ilegais e pela internet. O Mercado Livre tá lotado de anúncios de “pudol por 100 real” e “sianês por 50 real”.
      Por mais que sejam denunciados, não há fiscalização! Nas feiras de venda ilegais (várias esparramadas pela cidade, em pontos estratégicos, e sempre muito denunciadas por protetores) os órgãos públicos vão raramente, pq os animais teriam q ser acolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses, que está lotado de animais prá doar!

      Já existem anúncios de animais silvestres para venda pela internet tb, de criadores não legalizados. E eles não vão encerrar as atividades e nem se legalizar! Vão continuar vendendo seus silvestres, e o preço com certeza será bem mais barato do que de criadores legalizados. Ou seja, não resolve nada!

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    • 11/04/2013 - 11:15
      Enviado por: Cesar Eduardo Nyari

      Ainda bem que vocês estão aí ( João Marcelo, você, Rogério e outros). Quem é esse Dener ?, qual a formação e informação desta pessoa ?, para escrever desta forma. Cada um pode ter sua opinião, mas querer essa imposição na sua matéria é muito triste.

      Abraço.

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  • 09/04/2013 - 00:42
    Enviado por: Cristian Andrei

    Um mercado legalizado, consciente, direitinho, top, de qualquer item sempre dará origem a um mercado muito maior de “genéricos” não controlados, do Luis vitåo ao refri, e não tem como ser diferente com animais. Por isso o mundo não permite a criação de elefantes para marfim ou rinocerontes para chifres. Já no Brasil….

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  • 09/04/2013 - 00:50
    Enviado por: Cristian Andrei

    Peixes para alimentação e diferente, uma criação em larga escala pode baixar o preço e desestimular o clandestino. Pode, mas não necessariamente vai. Na coréia cachorros são criados para abate e não há clandestinos. Na china tem. Se o clandestino for mais barato, pode apostar que vai ter.

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  • 09/04/2013 - 07:22
    Enviado por: Deni Schwartz Filho

    Parabéns Denner, seu artigo reflete com muita clareza a situação caótica em que se encontra a gestão de fauna no Brasil.

    Nossa constituição prevê o USO sustentável da nossa biodiversidade (“bem de USO comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”) e independente de convicções pessoais ou ideológicas, estilo de vida, situação socioeconômica, nós humanos somos dependentes dos recursos naturais.
    Os animais de estimação, tanto de espécies domesticadas há milênios, como o cão, o gato e o canário, como as centenas de espécies ditas “silvestres” que estão sendo domesticadas na atualidade, são essenciais à sadia qualidade de vida das pessoas que os tem como companhia, hobby ou ornamentação. Quem, por convicção pessoal, optou por não ter um animal de estimação, ou não consumir produtos de origem animal, tem que respeitar o direito das outras pessoas que pensam de forma diferente.

    O que não se admite é que uma minoria queira impor seu estilo de vida às outras pessoas, apelando para argumentos emocionais, já que de fato carecem de argumentos científicos, morais ou legais.
    Entendo que, o que está faltando aos nossos órgãos gestores da fauna é uma visão técnica, isenta de convicções pessoais e que cumpra essencialmente o que determina nossa legislação, que inclusive incentiva a criação de espécies da fauna Brasileira como alternativa à caça.

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  • 09/04/2013 - 08:47
    Enviado por: Tatiana

    Prezado Dener,

    Já que você ataca com tanto fervor e discute os argumentos das pessoas que defendem a lista zero.

    Por favor, conte para todos nós e se possível faça uma matéria de como o comércio legal diminuiu o tráfico ilegal.

    Quantas pessoas pararam de comprar animais ilegais? Quantas pessoas mudaram de fato o seu comportamento? Quanto o tráfico ilegal diminuiu depois da implementação de criadouros comercias?

    Por favor, mostre nos esses resultados. Gostaria muito de saber como é feita a avaliação desta questão para falar da comercialização como uma alternativa com tanta propriedade como você fala.

    Agradeço e aguardos os resultados!

    Cordialmente,

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  • 09/04/2013 - 09:31
    Enviado por: Juliana

    Mas que grandessíssimo RETROCESSO!

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  • 09/04/2013 - 10:03
    Enviado por: Suely

    Absurdo esse texto e todos que o apoiam. Lugar de animal silvestre é na floresta e não dentro de gaiolas e em casas na cidade. Pelo amor de Deus! Até onde vai a ganância do ser humano por dinheiro? E desde quando um papagaio é objeto de consumo? Desde quando um animal silvestre foi transformado em PET? Desde quando sua liberdade de ser não importa mais? Esse texto é um desrespeito, não só aos que defendem os animais mas aos próprios animais. Não vejo em nenhum momento, em nenhuma linha algo referente aos interesses desses animais. Então, o bem-estar deles não conta? Lamentável.

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    • 10/04/2013 - 18:22
      Enviado por: Simon

      Só temos uma soluções para poder aceitar a lista zero, se voltarmos a ser homens das cavernas que nao desmata, nao polui e que caça a própria comida e vive nas cavernas pois assim nao precisaremos de dinheiro, de energia eletrica, carros etc, aí sim tendo ambiente natural o suficiente para todos os animais e nao precisando de dinheiro poderemos deixar os animais soltos, mas na atual situação a melhor opção a menos pior é a permissao legal de criação de animais silvestres.

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  • 09/04/2013 - 11:41
    Enviado por: Marcelo Monteiro

    Criar animais silvestres em cativeiro será sempre uma atitude egoísta, pois mesmo os nascidos em cativeiro vão sofrer com a situação, uma vez que as suas necessidades pela vida em liberdade continuam a existir, estão na sua genética. Quem ainda insiste nesse modelo ultrapassado de se relacionar com a fauna, devia descobrir como é legal pegar um binóculo e ir olhar os animais em liberdade. Não falta lugar no Brasil para exercer esta prática. Garanto que quem começa a fazer isso não consegue mais achar normal manter animais presos em gaiolas.

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  • 09/04/2013 - 12:04
    Enviado por: Ricardo Matarazzo

    Certamente que a reprodução em cativeiro ajuda em muito a diminuição da coleta e do tráfico de animais silvestres, qualquer argumento contra é inverídico. Muitos animais estão em risco por conta não somente da coleta para criação mas sim do desmatamento, a pior das formas de destruição. Destes que são contra, garanto que no fim de semana está la na mesa do almoço o Salmão (coletado), o camarão (coletado), ou mesmo o torresminho, ou a picanha para a satisfação gastronômica, e o pior, quando vão construir suas casas compram na casa de material de construção madeira de lei pra ter algo que dure bastante em seus telhados, isso sim vocês tem que ser contra, Usina Belo Monte, Transposição do Rio São Francisco, desmatamento da Amazônia para coleta da madeira e criação de pastos etc.

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  • 09/04/2013 - 12:34
    Enviado por: Estevao

    Não concordo com a abordagem de satanizar, “duendizar” ou glorificar uns ou outros, prefiro a discussão trazida a termos palpáveis, mensuráveis e sobre os quais pode-se tirar um plano de ação. Nesse sentido, desconheço fontes para sustentar o argumento:” De fato, existem criadores mal intencionados. Mas são poucos e precisam ser severamente combatidos. A grande maioria dos mantenedores de fauna silvestre no Brasil é formada por pessoas sérias e comprometidas com a preservação das espécies.”
    Comparar criação de frangos, bois e porcos com animais silvestres no contexto apresentado não tem sentido pois os mesmos foram domesticados há muito tempo. Sua criação e aumento de escala de produção tiveram bastante tempo para amadurecer no tocante a manejo, doenças etc, enquanto a população humana aumentava gradualmente, idem a demanda ! Quanto há crises de doenças ou outros motivos que impliquem em não comercialização de carne no Brasil, por exemplo, há uma base produtora saudável para absorver o impacto e não vemos um desabastecimento generalizado, o que demonstra a solidez do setor. Não vejo fatos e estatísticas que comprovem o mesmo para animais silvestres, de onde acho que esse setor deve sim ser muito restringido até demonstrar capacidade produtora à altura dos outros, inclusive e sobretudo na questão do preço, essa uma característica relevante a qualquer negociação no sistema capitalista.
    Meus dois centavos na conversa.

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  • 09/04/2013 - 13:57
    Enviado por: Rafael Navarro

    Primeiramente gostaria de parabenizar o Sr. Dener Giovanini pelo excelente artigo e principalmente pela coragem.

    Já há alguns anos eu tenho acompanhado listas de discussão, grupos temáticos e afins sobre as questões dos direitos dos animais e protecionismo e não é difícil perceber o quanto este movimento está impregnado de filosofias equivocadas e fundamentalistas, além de pessoas recalcadas e amargas, no entanto respeito as opiniões de todos. Faço parte do movimento abolicionista e vegano, ou seja, filosofias que defendem o desapego total ao uso de qualquer animal como fonte de alimento, vestuário e companhia e assim adotei esta filosofia para a minha vida. No entanto, esta é uma postura pessoal, e tenho como boa prática ser tolerante e respeitar as opiniões alheias, principalmente aquelas que me desagradam, pois eu penso que bom senso deve nortear todas as nossas ações.

    Sou biólogo de formação e tive a oportunidade de contribuir e conhecer algumas ações de manejo sustentável da fauna silvestre em nosso país, como por exemplo, as fazendas de jacarés no Pantanal, a criação do Pirarucu na Reserva de Mamirauá, o manejo do Jacaré-Açú e das Tartarugas Amazônicas nos estuários do Rio Amazonas, a produção de Catetos, Queixadas, Capivaras e Emas no estado de Goiás, enfim, uma infinidade de projetos que possuem bons resultados. O que a maioria das pessoas não sabem é que este tipo de atividade, assim como os criadouros de pássaros, são autorizadas pelo nosso governo desde os anos 70, não é uma coisa nova, É TOTALMENTE LEGAL, e existem muitas pessoas que querem e tem o direito de ter estes animais ou consumir a sua carne, claro que sempre de forma legal.

    O que os protetores não conseguem entender é que o bicho que está para ser vendido numa pet shop é um animal que passou por várias gerações de animais que vivem em cativeiro para depois serem comercializados, ou seja, para aquele indivíduo não existe floresta, o ambiente que ele conhece é o cativeiro e possui uma dependência direta do ser humano como provedor. Se alguém soltar este animal em qualquer lugar, ele terá poucas chances de sobreviver, pois ele não sabe onde procurar alimento ou se aquele alimento é adequado ou venenoso para ele, não saberá se defender de predadores, não saberá conquistar um território e nem um parceiro sexual para se reproduzir.

    É imprescindível fazer uma separação entre animais silvestres e animais domésticos, não é por que meu amigo tem um papagaio ou um passarinho em casa domesticado que aquele animal deva ser tratado na mesma categoria do cão e do gato. São lutas diferentes, movimentos diferentes, legislações diferentes ou seja, “cada macaco no seu galho”. A fauna silvestre possui status diferenciado e qualquer discussão a respeito disso deve ser tratada de forma técnica e jurídica adequadas, não emocional ou filosófica, pois como eu disse, filosofia é pessoal e intransferível, cada um tem a sua e que a guarde em um local onde achar mais adequado!

    No mundo existem muitas ações de conservação das espécies selvagens que aliam a criação em cativeiro e o manejo de animais de vida livre, e estas ações estão colaborando efetivamente com a sobrevivência e recuperação de muitas espécies. Uma destas ações bem sucedidas aqui no Brasil é o Projeto Mico Leão Dourado e o Projeto TAMAR.

    O que o movimento protecionista precisa fazer é um exame de consciência, descobrir o que realmente o movimento precisa para se fortalecer e se reinventar, continuar nesta luta de omissões e de interferência nas liberdades e direitos do cidadão é uma visão equivocada. Pensar no cão abandonado ou no gato maltratado de forma individual é uma perda de tempo, por mais que nos sentimos comovidos com as imagens que nos chegam pelo facebook, aquilo é apenas a ponta do iceberg, isso acontece por que necessitamos de políticas públicas e de uma legislação específica para tratarmos dos direitos dos animais (DOMÉSTICOS E DOMESTICADOS). É necessária uma discussão madura, com base sólida de dados e estudos, com propostas de política pública. O mercado pet é um dos que mais crescem no mundo e no Brasil isto não é diferente. Eu sempre pergunto ao movimento protecionista porque não lutar para que os criadouros de cães, gatos, coelhos, pássaros exóticos e afins, adotem a identificação de cada animal com microchip ou outras marcações, por que não comercializar os animais castrados, pois se caso este animal seja abandonado, torna-se fácil identificar quem o produziu, quem comercializou e quem comprou e aí sim punir quem o abandonou, além de impedir que este animal abandonado se reproduza. Cobrar uma responsabilidade maior do consumidor. Ampliar as ações de castração, controle populacional e adoção de animais de rua, monitorar as zoonoses das populações de cães, gatos e pombos, por exemplo. Auxiliar os órgãos públicos no controle e abate humanitário. Se manifestarem nos supermercados quando um determinado abatedouro não respeitar as normas técnicas de abate, definidas pelo Ministério da Agricultura. Definir realmente os critérios técnicos e jurídicos para enquadrar os casos de maus-tratos, ou seja, trabalho existe, basta ter coragem e atitude para colocar a cara a tapa, mostrar quem são e abrir as questões para o diálogo e para as proposta que são urgentes.

    E é exatamente isso que o digníssimo autor deste artigo está propondo, como eu disse no início deste comentário, não sou favorável ao uso de qualquer animal pelos humanos, mais isso é a minha filosofia pessoal, mas felizmente vivemos em um país em que os direitos do cidadão são respeitados em sua maioria e possuímos o direito da escolha. É preciso ter coragem, não para questionar por que fazer? Mas sim por que não fazer?

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  • 09/04/2013 - 16:13
    Enviado por: Erico Mabellini

    Caro Dener Giovanini.

    É lamentável a sua posição, para alguém que se diz protetor do meio ambiente. Essa sua posição só encontra parâmetro em um país que possui o Deputado Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos. É incrivel como são temas diversos com posições tão semelhantes.

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  • 09/04/2013 - 16:26
    Enviado por: Rogério Gonçalves

    Um absurdo a postura de Denner Giovanini. Mostra que tudo tem preço neste mundo. Como uma pessoa que sempre combateu o tráfico e o crime agora externa posição tão antagônica com o que pregava no passado recente? Fico estarrecido ao ver a mutação genética de pensamentos desse povo….os criadouros comerciais são extremamente suspeitos…sua associação ao tráfico e comércio ilegal, tem muitas nuances…um país que entende animais exóticos passíveis de comércio e exploração, só pode desenvolver esta idéia aos silvestres. Este não é meu país. Lista zero já!!!

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    • 10/04/2013 - 12:25
      Enviado por: Simon

      Interessante achar ruim em se lucrar com venda de animais com origem legal num país capitalista, tudo que move o país é dinheiro querer ser contra tudo só vai fazer com que o dinheiro arrecadado seja de forma ilegal provindo de trafico, não temos outra alternativa, o trafico existe é problema cultural e vivemos num país capitalista com a cultura desde 1500 de se ter animais silvestres como animais de estimação e achar que lista zero de animais silvestres de origem legal nao podem ser pets num país onde a cultura sempre foi ter este tipo de animal num país capitalista é um grande incetivo ao trafico de animais continue forte e cada vez maior, a procura por animais silvestres sempre vai existir isto é cultural nao vai mudar o que precisamos decidir é que a solução melhor é aceitar a lista a lista máxima, eu nao sou consumidor de animais, sou vegan, mas eu estudo e vejo que a solução legal é a menos pior do que tentar acabar com algo que nunca vai acabar, nao tenho animais em casa mas minha casa onde moro hoje um dia foi a casa de muitos animais ou seja ambiente natural esta cada vez menor e isto tem acabado com centenas de espécies e se nao tiver criação em ambiente domestico para tentar salvar estes animais a tendencia de quem defende lista zero é trafico de animais intenso e extinção de especies. só temos uma soluções para poder aceitar a lista zero, se voltarmos a ser homens das cavernas que nao desmata, nao polui e que caça a própria comida e vive nas cavernas pois assim nao precisaremos de dinheiro, de energia eletrica, carros etc, aí sim tendo ambiente natura para todos os animais e nao precisando de dinheiro poderemos deixar os animais soltos, mas na atual situação a melhor opção a menos pior é a permissao legal de criação de animais silvestres.

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  • 09/04/2013 - 16:29
    Enviado por: Monica Ribeiro

    Impressionante!!! Conversa de mercadores. Me impressiona ainda mais o Estadão se render ao jornalismo chulo. Assinado: duende inconformada.

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    • 09/04/2013 - 20:19
      Enviado por: Vanessa

      A conversa lá em cima é de dar náusea. Estão negociando uma vida livre por uma vida enjaulada, é isso mesmo produção? Tem piá de prédio querendo comprar um macaco-prego porque quer, quer porque pode pagar e paga porque é liberado?

      Esse texto tem tantos argumentos doentes me deu câncer!

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    • 10/04/2013 - 18:19
      Enviado por: Simon

      È interessante que as pessoas da lista zero achem ruim em se lucrar com venda de animais com origem legal num país capitalista, tudo que move o país é dinheiro querer ser contra tudo só vai fazer com que o dinheiro arrecadado seja de forma ilegal provindo de trafico, não temos outra alternativa, o trafico existe é problema cultural e vivemos num país capitalista com a cultura desde 1500 de se ter animais silvestres como animais de estimação e achar que lista zero de animais silvestres de origem legal nao podem ser pets num país onde a cultura sempre foi ter este tipo de animal num país capitalista é um grande incetivo ao trafico de animais continue forte e cada vez maior, a procura por animais silvestres sempre vai existir isto é cultural nao vai mudar o que precisamos decidir é que a solução melhor é aceitar a lista a lista máxima, eu nao sou consumidor de animais, sou vegan, mas eu estudo e vejo que a solução legal é a menos pior do que tentar acabar com algo que nunca vai acabar, nao tenho animais em casa mas minha casa onde moro hoje um dia foi a casa de muitos animais ou seja ambiente natural esta cada vez menor e isto tem acabado com centenas de espécies e se nao tiver criação em ambiente domestico para tentar salvar estes animais a tendencia de quem defende lista zero é trafico de animais intenso e extinção de especies. só temos uma soluções para poder aceitar a lista zero, se voltarmos a ser homens das cavernas que nao desmata, nao polui e que caça a própria comida e vive nas cavernas pois assim nao precisaremos de dinheiro, de energia eletrica, carros etc, aí sim tendo ambiente natura para todos os animais e nao precisando de dinheiro poderemos deixar os animais soltos, mas na atual situação a melhor opção a menos pior é a permissao legal de criação de animais silvestres.

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    • 12/04/2013 - 12:48
      Enviado por: Lara

      Simon, acho que vc ser vegano destoa desse argumento fajuto de proteção através do comércio de animais. Abobrinha é legal comer e não vomitar. Isso que vc disse foi um monte de abobrinhas que não condiz com a filosofia vegana.

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  • 09/04/2013 - 21:42
    Enviado por: Natalia Paes

    Não concordo com o que foi dito na matéria. Li todos os comentários realizados, contra e a favor do ponto de vista. Sou contra o ponto de vista do autor, pois assim como outros profissionais envolvidos e participantes desta discussão, eu listaria N motivos técnicos e plausíveis para a não comercialização de PET. Digo com propriedade que tais motivos extrapolam o tal romantismo aos que insistem em assim tratar.

    Aos leigos, peço a gentileza de lerem sobre as diferenças entre criadouros comerciais, conservacionistas e jardins zoológicos. Os senhores notarão que o assunto é muito maior do que o explanado aqui, sendo tratado como um só constituindo um grave erro.

    Manejo sustentável da fauna ligada à criadouros conservacionistas por exemplo, nada tem a ver a finalidade de um criadouro comercial. E tem mais, cada criadouro comercial tem sua finalidade específica. Tudo isso, é amparado por legislação, não pensem que os que são contra não tem argumentos jurídicos, pelo contrário.

    Agora vcs querem realmente que eu acredite, por exemplo, que criar aves com a finalidade de que estas venham ser Pet é a mesma coisa que criar espécies já extintas ou ameaçadas de extinção para um possível reestabelecimento populacional, cuja perda tem estritamente a ver com o mau uso deste tipo de recurso? Quem apoia tal visão, quer realmente discutir esse assunto e dizer que possui argumento técnico para tal?

    Pessoal, a questão não é querer ou não ter razão, ou emoção como muitos estão dizendo nos comentários aqui. Primeiro é necessário tornar-se conhecedor do assunto, não sair por aí apoiando opiniões equívocas e achar que quem defende a não criação de animais em CERTAS MODALIDADES, é duende, protecionista ou romântico sem argumentos.

    Penso na criação de animais para PET como uma oportunidade ao tráfico de animais. Pensem no comércio ilegal de equipamentos eletrônicos, por exemplo, como análogo a esta situação. É feito uma propaganda, as pessoas sentem vontade de ter e quando não tem recursos, segue aquela velha linha de adequar ao bolso. Isto também acontece com animais silvestres. As pessoas querem ter, mas não podem comprar um legalizado então elas compram um “mais barato”. Não creio que isso mereça ser tratado como opção ou filosofia de vida como defendido por alguns inclusive pelo autor, trata-se de uma discussão e muito séria.

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  • 09/04/2013 - 23:06
    Enviado por: Claudio

    Os mantenedores da fauna nacional são as RPPN e outros tipos de áreas de preservação como os parques municipais,estaduais e federais.
    Permitir e ampliar a quantidade de espécies nativas criadas em cativeiro só trará mais pressão sobre as espécies que vivem em liberdade.
    Muito estranha esta obsessão de algumas pessoas em querer aprisionar animais.
    Sugiro que visitem as áreas de preservação e as observem em seu habitat natural,livres e felizes.

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    • 10/04/2013 - 18:17
      Enviado por: Simon

      mais cada dia mais as areas preservadas estao sendo suprimidas e estes animais a tendencia é extinção, e nao se pode colocar mais animais num ecossistema equilibrado pois causa desequilibrio, é o mesmo vc tentar colocar 20 pessoas dentro de um fusca onde cabem até 4 pessoas se nao tem area verde sufciciente pra todos, nao tem comida, abrigo para todos os animais.

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  • 09/04/2013 - 23:37
    Enviado por: francisco raymundo

    natalia, brilhante e inteligente seu comentario.
    Ser contra ou a favor não é apenas uma questão de opinião,concordo plenamente,mas isso envolve muito mais do que eu quero nã quero, ou um gosto não gosto devemos ter opinião abalizada,ter conhecimento de causa como muito bem v. colocou.

    Infelizmente o que mais se nota é a paixão sobrepondo a razão e sem muito fundamento em quase todos os assuntos que envolvem manejo de fauna.

    Gostaria de trocar idéias com v. sobre manejo sustentavel e criadouros conservacionistas como apoio aos cetas e como bancos geneticos para possivel reposicão.

    Caso aceite por favor entre em contato
    aplimaesilva@bol.com.br

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  • 10/04/2013 - 02:40
    Enviado por: Gilberto Queiroz

    O que acontece hoje é a emergência, ou se normatiza os criadores dando-lhes total abrangência em decidir o que criar com seus próprios recursos, e paralelamente acompanhar seus feitos (Digo acompanhar, pois não vejo nos órgãos de fiscalização condições de fazê-lo com eficiência, visto a PF e nossas fronteiras), pois o governo passara como mediador e com certeza a saída dos criadores da marginalidade onde se encontram hoje, muitos recursos serão dispostos e muitas espécies sairão da linha de extinção. Com certeza dessas espécies muitas deverão ser mais atrativas que outra daí os incentivos poderão ser aplicados fazendo o divisor de águas. Como digo, agregue valor à atividade e seu desempenho aparecera.

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  • 10/04/2013 - 09:29
    Enviado por: Lilian Rockenbach

    Parabéns…
    Há momentos na vida em que sentimos a necessidade de mostrar a que viemos, e a serviço de quem estamos.
    Este foi o seu momento de extrema coragem…
    Animais silvestres JAMAIS deveriam ser pets.
    Graças a Deus não existem duendes, tenho certeza de que você estaria defendendo sua venda também.

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    • 10/04/2013 - 12:35
      Enviado por: Simon

      Também concordo que jamais deveriam ser pets, mas na nossa cultura eles sempre form e semrpe serão agente querendo ou nao e ja que vao ser mesmo que sejam de origem legalizada do que com origem ilegal.

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  • 10/04/2013 - 10:28
    Enviado por: Nádia

    Especies silvestres nao deveria ser comercializadas de um jeito ou de outro. Não é justo que por capricho do ser humano um papagaio tenha que viver na lavandeira de um predio. Isso é puro egoismo da especie humana. A maioria das pessoas não faz a minima ideia de como cuidar de um animal desse e não tem a qualificação necessaria para tal. Acham que é só alimentar com restos de comidas dos seres humanos e pronto. Já vi muita gente dando macarrão pra arara. É foda!
    E depois que as pessoas se cansarem do animais ou acabarem os recursos (dinheiro), vão simplismente larga-los no meio da rua.

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    • 10/04/2013 - 18:13
      Enviado por: Simon

      Também concordo que jamais deveriam ser pets, mas na nossa cultura eles sempre foram e sempre serão agente querendo ou nao e ja que vao ser mesmo que sejam de origem legalizada do que com origem ilegal, querer mudar a cultura do país é impossivel, repito melhor termos comercio legal promover empregos e combater o trafico como funcionou em varios paises e porque aqui nao daria certo? somos um mundo capitalista todos vivemos de dinheiro ninguem vive de vento, e repito denovo o comercio legal é menos pior do que a proibição total.

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  • 10/04/2013 - 12:30
    Enviado por: Simon

    Dener parabens pelo texto embora eu nao tenha nenhum animal em casa pois sou vegan e deveria ser a favor da lista zero mas eu estudo e vejo que a lista zero nao é a solução neste mundo capitalista, a solução menos pior digamos é a lista com permissoes para a criação legalizada.

    È interessante que as pessoas da lista zero achem ruim em se lucrar com venda de animais com origem legal num país capitalista, tudo que move o país é dinheiro querer ser contra tudo só vai fazer com que o dinheiro arrecadado seja de forma ilegal provindo de trafico, não temos outra alternativa, o trafico existe é problema cultural e vivemos num país capitalista com a cultura desde 1500 de se ter animais silvestres como animais de estimação e achar que lista zero de animais silvestres de origem legal nao podem ser pets num país onde a cultura sempre foi ter este tipo de animal num país capitalista é um grande incetivo ao trafico de animais continue forte e cada vez maior, a procura por animais silvestres sempre vai existir isto é cultural nao vai mudar o que precisamos decidir é que a solução melhor é aceitar a lista a lista máxima, eu nao sou consumidor de animais, sou vegan, mas eu estudo e vejo que a solução legal é a menos pior do que tentar acabar com algo que nunca vai acabar, nao tenho animais em casa mas minha casa onde moro hoje um dia foi a casa de muitos animais ou seja ambiente natural esta cada vez menor e isto tem acabado com centenas de espécies e se nao tiver criação em ambiente domestico para tentar salvar estes animais a tendencia de quem defende lista zero é trafico de animais intenso e extinção de especies. só temos uma soluções para poder aceitar a lista zero, se voltarmos a ser homens das cavernas que nao desmata, nao polui e que caça a própria comida e vive nas cavernas pois assim nao precisaremos de dinheiro, de energia eletrica, carros etc, aí sim tendo ambiente natura para todos os animais e nao precisando de dinheiro poderemos deixar os animais soltos, mas na atual situação a melhor opção a menos pior é a permissao legal de criação de animais silvestres.

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    • 10/04/2013 - 13:53
      Enviado por: Rafael Navarro

      Olá Simon,
      Até que enfim alguém do movimento que tenha uma opinião equilibrada. Concordo que só por que temos filosofias diferentes não podemos apoiar o uso sustentável da fauna silvestre, eu também não gosto de ter nenhum bicho em casa e não me alimento de animais. No entanto existem pessoas que gostam disso, seja cultural ou não, este desejo tem que ser respeitado. Concordo que o incentivo da criação vai movimentar o ímpeto consumista das pessoas, que muita gente vai querer ter um animal silvestre e eventualmente algumas pessoas vão comprar no mercado ilegal por causa dos valores, pelo menos no início. No entanto isso não deve ser utilizado para subsidiar discussões onde as pessoas pensam que proibindo o legal vai também inibir o ilegal, muito pelo contrário, se fosse assim, não existiria tanta gente consumindo maconha. Proibir vai ter o mesmo efeito da Lei Seca nos EE.UU. na década de 20. Justificar o não uso da fauna silvestre como pet só por que ela poderá vir a ser vítima de maus tratos e abandono para mim não é argumento, se assim for o consumo de cães e gatos também deveria ser proibido. Aí eu pergunto quem terá força para lutar contra seguimento PET que cresce exponencialmente ao ano, é a lei do mercado e do consumo. O que precisa ser discutido não é se isto é certo ou errado, mas sim como este comércio será realizado, respeitando critérios técnicos e éticos, Aí sim, se a lei não for respeitada, prever punição adequada a cada tipo de crime.

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  • 10/04/2013 - 16:32
    Enviado por: Iridê SOS Felinos

    Vejam o que já acontece com criadores legalizados pelo IBAMA: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/11/06/ult5772u1416.jhtm

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    • 15/04/2013 - 19:09
      Enviado por: Bruno Ville

      Bacana.. 1 criadouro comercial fechado… Notícia de 2008.

      Mais de 600 criadouros comerciais no país.

      Realmente essa notícia retrata a realidade mesmo, Iridê.

      Tenho algumas notícias que retratam um pouco melhor a realidade e causam sofrimento animal e perda de biodiversidade:

      Superlotação e estrutura precária em CETAS (antes de dizer que o comércio é que impulsiona isso, quero que me apresentem qual o percentual de espécimes entregues nos CETAS tem marcação definitiva e se originou de animals legalmente comercializados, ou seja, qual a incidência de pessoas que compram animais de maneira responsável e com acesso a informação depois os descarta, como sustenta o Sr. Roberto Cabral):
      http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/canais/noticias/2011/01/29/denuncia_de_irregularidades_em_triagem_no_ibama_90580.php

      Morte de milhares de animais em resgate de fauna em Rondônia:
      http://www.rondoniaovivo.com/noticias/santo-antonio-ex-funcionario-de-resgate-da-fauna-relata-crimes-ambientais-na-formacao-do-lago-confira-depoimento-exclusivo/86858#.UWx337XCaSo

      Agora alguns dados da FAO sobre as principais causas de perda de fauna no Brasil (de 2011):
      1- Desmatamento;
      2- Agricultura;
      3- Urbanização e estradas;
      4- Queimadas;
      5- Construção de hidrelétricas;
      6- Uso de pesticidas;
      7- Pecuária;
      8- Erosão do solo;
      9- Mineração, pesca e escassez de alimentos naturais

      Cadê o tráfico de animais?

      Quem atua na área de animais silvestres e vive nas cidades grandes percebe que houve um claro desvio da demanda do público que mantém animais silvestres, dos ilegais para os legais. Atualmente é comum ver pessoas com animais legalizados, inclusive deixando de pagar 150 reais por um papagaio de feira, para pagar 1500-2500 numa loja, só por saber que é nascido em cativeiro.

      E se o comércio legalizado está aumentando o tráfico, eu quero ver NÚMEROS, coisa que o IBAMA não publica.
      Quantos dos criadouros comerciais fiscalizados são encontrados com animais ilegais?

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  • 10/04/2013 - 22:32
    Enviado por: Celso Martins Pinto

    Prezado Dener,
    Concordo em grande parte sobre suas colocações, porem surgem questões de âmbito técnico e sem qualquer parcela folclórica de embasamento que se contrapõem a manutenção de animais silvestres em cativeiro. Você muito bem citou projetos e resultados como os observados com o jacaré-do-pantanal e o mico-leão-dourado que são vitoriosos quanto à conservação destas espécies, mas esta tão esperada lista deverá sofrer intensa e demorada consulta pública para ser validada. Três questões me permito lembrar que não foram mencionadas:
    1) A instrução normativa 169/08 do ICBio (IBAMA) exige vários itens de estrutura e manejo ambiental para se manter as espécies em cativeiro. A partir do momento que estas mesmas espécies são compradas no comércio, com nota fiscal e, portanto, são legalizadas, poderão ser mantidas em ambientes sem qualquer exigência legal;
    2) Temos alguns taxa ou grupos de animais que têm hábitos geneticamente mantidos e ainda intocados, caso, por exemplo, dos primatas e psitacídeos, de gregariedade, formação de famílias ou necessidade de parceiros. Sabemos que nos Zôos e criadores, por necessidades, interesses ou carências diversas isso nem sempre é repeitado. Como será então nos domicílios onde são comuns os papagaios e saguis mantidos isoladamente com alimentos inadequados e escassos?
    3) Quanto a possibilidade de introdução de espécies invasoras, corremos este risco constantemente e poderá sim ser fomentado com o comércio das espécies de maior valência ecológica. É o caso do sagui-de-tufos-pretos que se hibridiza muito bem com o de tufos-brancos e são uma ameaça a conservação do Mico-leão-dourado em Poço da Antas, RJ, porque foram levados até lá pela atividade humana, legal ou ilegal.
    A sua comparação com as espécies domésticas, para as quais a fiscalização é realmente falha ou insuficiente, esquece de mencionar que estes animais já foram modificados quanto a sua genética e comportamento através de milhares de anos pelo homem e, principalmente, que sirva de modelo a NÃO ser seguido.
    A autoridade competente, prevista na legislação e tão citada na lei federal 9.605/98, deve prever a criação de um sistema ou mecanismo de monitoramento dos animais comercializados, cujas espécies deverão ser rigorosamente selecionadas quanto aos requisitos ecológicos, etológicos, conservacionistas, sanitários, etc. esquivando-se de interesses regionais ou individuais e da soberba autoritária que ainda se observa em alguns que não poderiam ocupar tais funções.
    Prezados, o comércio existe, é irreversível e nos resta encaminhá-lo no sentido da conservação, bem estar animal e respeito à leis bem fundamentadas.

    Prof.Dr.Celso Martins Pinto
    Médico Veterinário
    UNISA – Universidade de Santo Amaro
    UMESP – Universidade Metodista de São Paulo

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  • 11/04/2013 - 08:20
    Enviado por: Marcelo Pavlenco Rocha

    Colocações SOS Fauna:

    O tráfico de animais silvestres e os criadouros da fauna brasileira
    Uma grande parte das organizações ambientais aguarda, com certa expectativa, a nova relação de espécies silvestres que poderão ser criadas e comercializadas legalmente no Brasil. Conhecida como Lista PET, ela será publicada em breve pelo IBAMA. Esse documento já nascerá desagradando a gregos e troianos. Se for uma lista pequena ou restritiva, provocará a indignação dos atuais mantenedores de fauna no país. E se conter apenas uma única espécie já será o suficiente para revoltar os que defendem a proibição total, ou, “lista zero”.
    Esse debate, coloca em lados opostos os que lutam bravamente pela conservação das espécies e os românticos adoradores de duendes, que satanizam aqueles que ousam a pensar diferente deles. Esse último grupo tem por hábito se apresentar através de manifestações pessoais carregadas de xiitíssimo fundamentalista e choramingos histéricos. Querem apenas fazer barulho e pouco ou nada tem a contribuir com um tema tão importante. Muito pelo contrário, seus argumentos são frágeis e não resistem a uma mínima avaliação séria.

    Comentário SOS Fauna: Caro Denner, nos conhecemos há mais ou menos dez anos, em sua rápida ascensão cuja trajetória infelizmente passou por poucos meses in loco em relação ao TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES NO BRASIL, tão pouco tempo lamentavelmente não lhe permitiu conhecer com profundidade o problema, se tivesse permanecido por mais tempo no inferno que isto é, talvez pudesse ter colaborado e auxiliado muito mais, de forma que para nós é algo incompreensível esta postura e atitude desagradável de chamar PROTETORES DE ANIMAIS de românticos adoradores de duendes. Embora a SOS Fauna não seja uma ONG de proteção animal, tiramos o chapéu para os PROTETORES, pois os seus objetivos finais, são dignos e muito valiosos e que você conhece muito bem, pois já relacionou-se com os mesmos e estes te elogiavam muito, creio lembrar-se disso. Também não foi algo bom chama-los de histéricos, pois não vejo em grande ícones da proteção animal nenhum histerismo, mas sim pessoas de espírito extremamente elevado e de mentes brilhantes.

    Os que defendem uma “lista zero”, usam como principal argumento a associação entre os criadores comerciais de fauna e o tráfico de animais silvestres. Nada mais falso. O tráfico de animais silvestres existe desde o descobrimento do Brasil e nunca dependeu do comércio legal para existir, crescer e se manter. Ao contrário: a criação comercial legal oferece ao consumidor uma alternativa à ilegalidade. O fato de existir a possibilidade de um cidadão comprar um papagaio legalmente (o que é o desejo de muitos brasileiros) é uma grande oportunidade de se atingir os que vivem da ilegalidade. Também afirmam que o comércio legal estimula o tráfico por que existem criadores que se utilizam da fachada legal para praticar a ilicitude. De fato, existem criadores mal intencionados. Mas são poucos e precisam ser severamente combatidos. A grande maioria dos mantenedores de fauna silvestre no Brasil é formada por pessoas sérias e comprometidas com a preservação das espécies.

    Comentário SOS Fauna: Em períodos pós reprodutivos, principalmente no que se refere à avifauna dos biomas cerrado e amazônico, afloram pela internet aves silvestres a venda, com o slogan “DE CRIADOR REGISTRADO JUNTO AO IBAMA”, de forma que há espécies em que não se tem notícia de reprodução destas em cativeiro, você tem conhecimento disso? Também podemos encontrar criadores, poucos, que abrem suas portas para todo e qualquer teste de paternidade, o que torna transparente o trabalho destes como reprodução ocorrida realmente em cativeiro. Será que todos os criadores concordariam em realizar testes de paternidade em filhotes de espécies com duvidoso histórico de reprodução em cativeiro? Há inúmeros casos, com o de casal de Ramphastos toco que em Santa Catarina tiveram nada menos que QUATORZE filhotes em um único ano, estão ultrapassando o que Deus poderia fazer, não é mesmo? E uma notícia, de Goiânia, anos atrás, onde os pais de filhotes da mesma espécie, “nascidos em cativeiro”, após sexagem, fora descoberto que o casal de tucanos era composto por dois machos.
    Os defensores da “lista zero” também argumentam que a criação comercial da fauna favorece a disseminação de zoonoses. É um argumento falacioso. A disseminação de zoonoses é resultado direto do comércio ilegal, uma vez que os animais são retirados diretamente da natureza e levados para as casas dos consumidores finais, sem passar por qualquer tipo de controle sanitário. Nos criadouros legalizados, as zoonoses praticamente não existem e os animais possuem severo controle sanitário, já que qualquer doença no plantel pode representar um enorme prejuízo financeiro e até mesmo o fechamento do criadouro em virtude da perda das suas matrizes.

    Comentário SOS Fauna: Denner, quer dizer que qualquer animal nascido em cativeiro jamais poderá desenvolver alguma zoonose somente porque nasceu em cativeiro? Precisamos avisar a natureza sobre isso, pois ela não deve ter conhecimento disso.
    Também argumentam os “zeristas” que a criação comercial pode favorecer a introdução de “espécimes invasores” na natureza. Outra inverdade. A introdução de espécies exóticas na natureza ocorre e continua ocorrendo exatamente devido ao tráfico de animais silvestres. Todos os criadouros autorizados tem em seu plano de manejo um sistema de controle de fugas. Além disso, espécies criadas em cativeiro podem ser facilmente controladas com a utilização de sistemas de marcação (microchips) ou, ainda, através da comercialização de espécimes estéreis. E, ao contrário do tráfico de animais, onde as espécies são adquiridas por preços baixos, os animais adquiridos em criadouros representam um investimento por parte do comprador, que terá assim, um maior cuidado com o animal. Alegam ainda os defensores da “lista zero” que os animais mantidos em cativeiro “sofrem”. Mas se esquecem que os criadouros só comercializam espécies nascidas em seus recintos e, portanto, habituadas a essa condição. Sofrimento existe no comércio ilegal, devido aos meios cruéis utilizados na captura, transporte e venda. O sofrimento animal deve ser combatido sempre, porém deve se focar em quem o pratica, para que receba a devida punição.

    Comentário SOS Fauna: Por favor cite aves ou répteis que são comercializados estéreis. Dizer que indivíduos nascidos em cativeiro não sofrem pelo fato de terem vindo à vida dentro de uma gaiola é um dos maiores absurdos que já vi!!! Não se apaga da memória genética de espécies algo que já vem de milhares de anos atrás. Para que um animal nascido em cativeiro possa atingir o que você cita, talvez precisem ocorrer milhares de gerações em cativeiro, isso não muda de uma hora para outra, como em um passe de mágica.
    Por fim, os zeristas afirmam que o comércio de animais silvestres deve ser proibido por que o IBAMA e os demais órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental não são eficientes em seu trabalho. Aqui, se constata um enorme equívoco. A falta de estrutura de fiscalização não deve ser a razão para se proibir a criação comercial. Se assim for, deve-se proibir integralmente a pecuária no Brasil, uma vez que a criação clandestina de porcos, frangos e bois existe exatamente devido a fragilidade de fiscalização nesse setor. Se formos seguir esse raciocínio, vamos proibir todas as atividades das quais o governo tem dificuldade para fiscalizar. Ou seja, vamos fechar o país. E os defensores da “lista zero” vão além: afirmam que a criação comercial da fauna leva a uma redução ou a extinção drástica das espécies. Aqui, talvez influenciados pelos duendes que veneram, cometem um erro primaz e realmente digno de um zero. A “extinção ou redução drástica de espécies” se deve a diversos fatores, como o desmatamento ilegal, o tráfico de animais silvestres, a caça predatória, etc. A criação comercial, ao contrário, beneficia a conservação das espécies, uma vez que, além de diminuir a pressão sobre a fauna nativa, oferecendo ao consumidor animais nascidos em cativeiro, também contribui através da pesquisa (e consequentemente maior conhecimento sobre a nossa biodiversidade) e da disponibilização de espécimes para reintrodução e repovoamento em áreas já degradadas pelo ser humano.

    Comentário SOS Fauna: Denner, não sei se desenvolve conhecimento a respeito, mas o público consumidor de animais silvestres de origem legal é um outro público, onde são raras as ligações deste público com os que alimentam o tráfico, pela questão que envolve o poder aquisitivo. Nenhum criador que realize a reprodução em cativeiro de forma séria, terá interesse em trabalhar na margem dos valores do tráfico e nem no dobro ou no triplo deste preço. Um exemplar de papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) por exemplo, com origem legal, custa no mínimo R$ 1.500,00, já no tráfico este valor oscila entre R$ 150,00 e R$ 200,00 para o consumidor final e R$ 35,00 em média nas áreas de coleta de filhotes. Nunca, jamais e em tempo algum um criador comercializará um filhote por este valor e nem mesmo por duas ou três vezes mais, o que se remete a realidade que o comprador do comércio ilegal dificilmente terá poder aquisitivo para adquirir um animal de origem legal. Então afirmar que a criação comercial diminuirá o tráfico é algo inconsistente, pois o consumidor de baixo poder aquisitivo continuará comprando do tráfico.
    Porém, pior do que argumentos frágeis e desprovidos de respaldo técnico e racional, é o fato de se acreditar que o debate sobre a lista de espécies autorizadas a serem comercializadas pelo IBAMA vá resolver os graves e verdadeiros problemas da nossa biodiversidade. Independente do tamanho que essa lista tiver, seja com nenhuma, poucas ou muitas espécies, nada irá mudar na postura equivocada com que o governo trata a nossa fauna silvestre. A começar pelo excesso de normas, decretos, Instruções Normativas e mais uma infindável coleção de letras mortas que só faz aumentar a burocracia e, consequentemente, facilitar a vida daqueles que, mediante extorsão, vivem de “dar um jeitinho” para o cidadão. A própria “Lista Pet” pode sofrer mudanças a qualquer momento, de acordo com uma Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e isso só aumenta a insegurança jurídica e a instabilidade em nossa política nacional de Meio Ambiente.
    Aqueles que realmente se preocupam com a nossa biodiversidade, especialmente pela nossa fauna silvestre, deveriam apoiar as iniciativas que são desenvolvidas pelos criadouros comerciais, científicos e conservacionistas da fauna brasileira. São eles – em sua maioria formada por pessoas abnegadas, que investem seus próprios recursos, sem nenhum incentivo governamental – que dão a verdadeira contribuição para a conservação das nossas espécies nativas. Quem deve ser combatido é o meliante, aquele que vive de explorar ilegalmente os nossos recursos naturais. E bons exemplos para se apoiar a criação comercial não faltam.
    No Pantanal brasileiro, até bem pouco tempo atrás, a caça predatória do jacaré (Caiman yacare) era o maior risco sobre esse animal. E foi graças à criação comercial dessa espécie, que essa ameaça se dissipou. Hoje, 51 fazendas pantaneiras criam e exportam a carne e o couro do jacaré manejados em cativeiro. Com isso, o nosso país se tornou o segundo maior exportador mundial, atrás apenas da Colômbia. O resultado: as populações de jacarés na natureza hoje estão livres da ameaça de extinção. E mais, em algumas regiões já está existindo até mesmo excesso de população crocodiliana. O antigo caçador hoje vive legalmente, empregos foram gerados e a economia pantaneira foi potencializada com essa atividade, resultando em conservação da espécie em vida livre. Deve-se lembrar também que só está sendo possível recuperar a população de micos-leões-dourados (Leontopithecus rosalia) graças à manutenção dos exemplares que estavam em cativeiro, mantidos por criadores conservacionistas e zoológicos. Se não fossem eles, essa espécie já estaria extinta na natureza, assim como ocorreu com a Ararinha azul (Cyanopsitta spixii). Muitos outros bons exemplos existem, como o caso do Pirarucu amazônico, uma espécie também ameaçada. Devido à implantação de projetos destinados a criação, manejo e uso sustentável do Pirarucu, muitas comunidades ribeirinhas tem conseguido aumentar a sua renda e diminuir a pressão sobre essa espécie. Fechar os olhos para essa realidade e desacreditar a criação de espécies silvestres é contribuir para a perpetuação da ilegalidade, da hipocrisia e do pensamento medieval da “intocabilidade ambiental”, que tantos prejuízos econômicos e sociais já provocam em nosso país.
    A decisão de possuir ou se alimentar de um animal silvestre deve ser uma opção baseada em princípios pessoais e jamais deve embasar uma política de Estado, pois a realidade brasileira não é a realidade de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. O Brasil é diverso e essa diversidade precisa ser respeitada. Opiniões pessoais, ideologias e princípios religiosos merecem todo o respeito, porém, jamais devem ser argumentos para a construção de uma efetiva, concreta e eficaz politica nacional de conservação da biodiversidade.
    Eu, por exemplo, não acredito em duendes, mas torço para que eles existam e possam ser vendidos legalmente, assim poderei ter a opção de comprar um, antes que eles entrem em extinção.

    Comentário SOS Fauna – Conclusões finais:
    1. Acreditamos que a reprodução em cativeiro deve sim ocorrer, porém com finalidade científica e de conservação, não para o comércio;
    2. É fato que existem criadores que dominam os processos de reprodução em cativeiro, tal conhecimento poderia e deveria ser aproveitado em prol da ciência, da conservação, custeados pelo próprio governo, bancando quem tem este conhecimento;
    3. Manter animal silvestre em cativeiro com finalidade de PET é uma agressiva forma de educação retrógrada para as presentes e futuras gerações, considero um crime, um atentado contra os princípio da educação, da evolução, mostrar para uma criança que manter um animal silvestre em cativeiro em prol da vaidade humana, da cultura, é algo normal.

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  • 11/04/2013 - 10:59
    Enviado por: Cesar Eduardo Nyari

    Dener, que tristeza ler seu texto e saber que existem pessoas como você, mas por tudo de errado que presenciamos neste país, só posso acreditar que você foi pago para escrever tal matéria, mas se realmente é sua opinião, então aí piorou a situação.
    Arrogancia e desrespeito com a vida, ser humano se sentindo superior às outras formas de vida, se achando no direito de interferir e prender os animais.
    Arrogancia e desrespeito com a opinião de outras pessoas que pensam diferente.

    Que pobreza de espírito seu comentário sobre os gnomos.

    Assunto para várias páginas desmerecendo sua pessoa, ou o dinheiro que recebeu pela matéria preconceituosa.

    Dener, fique aí com seus animais engaiolados, eu e muitos outros, felizmente, prefiro vê-los em parques e reservas, no seu habitat natural, vivendo livres, na melhor forma de preservá- los.

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  • 11/04/2013 - 18:41
    Enviado por: Andre Gehlen

    Excelente o debate promovido pela Dener e RENCTAS a respeito da manutenção de fauna silvestre em cativeiro, alias o tema deveria ser mais amplo e não apenas “Lista Pet”, a questão fauna silvestre em cativeiro em nosso país é bem complexa, indo desde a questão comercial, tema deste debate, até os zôos ultrapassados e claro sem esquecer da legislação, que em nosso país é bastante duvidosa e arcaica.

    A principio quero lhes dizer que sou favorável à manutenção em cativeiro de toda e qualquer espécie, desde que seja posto sempre em primeiro plano o bem estar do animal, algo extremamente complexo, mas possível para a maioria das espécies.

    O problema do animal silvestre como “PET” está na falta controle e fiscalização do consumidor final e isso temos que concordar com os ambientalistas! Isso é fato consumado! Muitas vezes compra se o animal por impulso/status sem nem saber o que fazer com a “aquisição” posteriormente, abrindo margem assim para atrocidades com os animais que vemos por aí: sagüis em gaiolas e tomando banho de chuveiro, papagaios tomando café com biscoito, animais sendo soltos na natureza e por aí afora. Acredito que caberia bem uma espécie de cadastro e recolhimento de tributos para todo e qualquer individuo que compre animais silvestres, como já é feito em diversos países, o próprio CTF serviria para o caso. A verba arrecada poderia servir para projetos In-Situ, obviamente se não desviada antes de chegar ao destino final!!!

    Alguns criadores comerciais atualmente se importam apenas com o lucro (não venham dizer que não é verdade), onde criam animais em série e exaustivamente em condições precárias e sem se preocupar com o bem estar do animal envolvido em todos os processos de criação, venda e pós venda! Sem orientação alguma aos compradores, apenas vende para por a mão no dinheiro, isso não é ser criador! Mas felizmente também temos em nosso país muitos “bons criadores”, dedicados à pesquisa e conservação ex-situ, o que deveria ser o foco de toda e qualquer criação, seja ela comercial, conservacionista e até mesmo dos zôos.

    A criação comercial no Brasil tem inúmeros outros problemas, muitos deles causados pelos próprios criadores, um deles é o alto preço praticado, no mínimo impagável para a maioria das pessoas, fazendo assim com que apenas as classes mais abastadas consigam comprar animais legalizados, as classes menos privilegiadas continuam e continuarão a comprar animais de origem ilegal, isso é fato! Jamais se terá controle absoluto disso! A ampliação do número de criadores poderia ajudar a amenizar o problema, havendo maior oferta, reduz se o preço…a vulga lei de mercado! Outro problema bem grave é que até pouco tempo alguns criadores realmente usavam animais retirados da natureza e simplesmente os identificavam e vendiam como nascidos em cativeiro, gostaria de acreditar que hoje já sejam poucos a fazer isso, pois afinal de contas são os responsáveis diretos pelas criticas que “bons criadores” tem recebido hoje e o argumento mais sólido dos que se opõem a criação. Estes “maus criadores” precisam ser erradicados, varridos do cenário da fauna ex-situ em nosso país.

    Tenho a convicção de que bons criadores não se envolvem com o tráfico de animais e sim cooperam com a redução do mesmo, em números pequenos, mas auxiliam. A proibição na atualidade em nada contribuiria com o combate ao tráfico de animais: não havendo animal legalizado a venda e havendo interesse de compradores, não tenho dúvida alguma que logo os traficantes estarão agindo com tudo e atendendo esta parcela do mercado deixada pelos criadores legalizados.

    No mundo todo existem grandes exemplos de quão importante é a manutenção em cativeiro de animais, como o Orix da Arábia, Extinto na Natureza nos anos 70 e que hoje pode ser visto vagando em seu habitat original graças a criação em cativeiro. Em nosso país mesmo temos dois exemplos clássicos: O Mutum das Alagoas e a Ararinha Azul de Spix que hoje somente existem graças aos esforços de bons criadores. Acredito que os leigos e também não saibam que existem planos bem sólidos para a reintrodução da Ararinha Azul de Spix na Natureza em um futuro bem próximo e pasmem ambientalistas, projeto financiado por um bom criador, que inclusive já adquiriu fazendas no entorno da área de ocorrência natural da espécie.

    O que me preocupa neste debate todo é o fato de as autoridades reguladoras estarem dando ouvidos basicamente a “ambientalistas” que em sua maioria não passam de leigos e extremistas quanto ao assunto fauna em cativeiro, sem o mínimo de conhecimento na área…discutir com um extremista é no mínimo frustrante, pois não há argumentação, existe apenas uma verdade, mesmo que falsa! E isso é uma tendência mundial, atualmente é fashion ser ambientalista, da status, em diversos países zôos, criadores e o próprio governo tem tido problemas com ambientalistas extremistas ligados a órgãos como PETA,etc.

    Tenho alguns questionamentos que por enquanto ficarão sem resposta: Será que as autoridades reguladoras se dignaram ao menos a manter contato com colegas reguladores de outros países? Trocaram idéias para aproveitar o que deu certo nestes países? Ou simplesmente irão atrás desta falsa verdade que circula em nosso país?

    Tenho receio do desfecho final desta história, a proibição seria o assassinato em massa de muitas espécies que hoje dependem de criadores. Que seja feito o melhor para a nossa fauna!

    Proibição não é a solução!

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  • 11/04/2013 - 22:03
    Enviado por: Roberto Cabral Borges

    Em relação ao seu artigo Denner, expresso algumas ponderações que talvez tenha se esquecido durante os anos em que advogou com base técnicas e em conhecimento da realidade que se assevera. Talvez se recorde de suas posições anteriores que, agora embora alteradas, não se pode dizer evoluídas mas equivocadas. Visando conferir didática a minhas ponderações compilei algumas de suas atuais posições destacando-as com aspas.

    “Os que defendem uma “lista zero”, usam como principal argumento a associação entre os criadores comerciais de fauna e o tráfico de animais silvestres. Nada mais falso.”
    A associação não é falsa, ela existe e embora para todas as categorias de criação não possa ser quantificada como maioria, para algumas categorias resta comprovada intensa relação. Tais fatos podem ser comprovados solicitando-se ao Ibama resultados de operações de fiscalização.

    “O tráfico de animais silvestres … nunca dependeu do comércio legal para existir, crescer e se manter.”
    Na verdade o tráfico existe sem o comércio legal mas ele se vale do comércio legal para agregar valor e conferir “ares” de legalidade ao espécime traficado.

    “Ao contrário: a criação comercial legal oferece ao consumidor uma alternativa à ilegalidade.”
    Esta alternativa é aparente e, na prática não existe. A opção entre comprar animal de criadouro registrado ou do tráfico relacionam-se a fatores econômicos e de conceitos morais. Os públicos são diferenciados. Acaso a opção de legalidade impede o comércio de DVDs piratas?

    “Nos criadouros legalizados, as zoonoses praticamente não existem e os animais possuem severo controle sanitário”
    Espécimes oriundos de criadouros diminuem a possibilidade de zoonoses, caso estes espécimes não possuam contato com os silvestres. Mas mesmo sem tal contato a frase induz a considerar que animais de criadores seriam isentos de risco, o que não é verdade.

    “Também argumentam os “zeristas” que a criação comercial pode favorecer a introdução de “espécimes invasores” na natureza. Outra inverdade. A introdução de espécies exóticas na natureza ocorre e continua ocorrendo exatamente devido ao tráfico de animais silvestres. Todos os criadouros autorizados tem em seu plano de manejo um sistema de controle de fugas.”
    A introdução pode ocorrer por diversos motivos, entre eles a soltura de espécimes que, após comprados os responsáveis por diferentes motivos ou fatores se desinteressam. Quanto ao sistema de controle dos criadores. Existem diversas fugas relatadas por criadores registrados e quase inexistem criadores com controles efetivos tais como corredores de segurança ou cambiamento para espécies não agressivas, por exemplo.

    “Além disso, espécies criadas em cativeiro podem ser facilmente controladas com a utilização de sistemas de marcação (microchips) ou, ainda, através da comercialização de espécimes estéreis.”
    Microchips não constituem sistema de marcação com segurança de garantir que o espécime marcado nasceu em cativeiro. É sistema que permite a marcação de espécime adulto capturado na natureza. Portanto exemplificá-lo como meio de “facilmente controlar” é enganoso para leigos que leiam o artigo.

    “E, ao contrário do tráfico de animais, onde as espécies são adquiridas por preços baixos, os animais adquiridos em criadouros representam um investimento por parte do comprador, que terá assim, um maior cuidado com o animal.”
    O cuidado com o espécime se relaciona a afetividade, comprometimento, condições econômicas e questões éticas. Pagar pelo espécime como mecanismo de proteção ao abandono já se mostrou improdutivo. A quantidade de poodles e diversos outros cães de raça abandonados nos centros de zoonoses podem comprovar esta argumentação.

    “Alegam ainda os defensores da “lista zero” que os animais mantidos em cativeiro “sofrem”.
    Restringe-se o sofrimento a apenas questões de captura e transporte inadequado mas se esquecem que cada espécime possui requisitos específicos que vão desde alimentação a comportamento social. Algumas necessidades podem ser simuladas em cativeiro, outras não e, na maioria das vezes as pessoas desconhecem totalmente as necessidades dos seus espécimes de estimação. Característico é o papagaio que se alimenta apenas de girassol ou bebe café com leite.

    “A criação comercial, ao contrário, beneficia a conservação das espécies, uma vez que, além de diminuir a pressão sobre a fauna nativa, oferecendo ao consumidor animais nascidos em cativeiro, …”
    Não existem dados que sustentem que a criação comercial diminua a pressão sobre as espécies nativas. Todavia, dados demonstram que as espécies mais criadas coincidem com as mais traficadas mesmo que a criação ocorra desde 1972. Tal coincidência coloca em cheque o argumento de “diminuir a pressão”.

    “A começar pelo excesso de normas, decretos, Instruções Normativas e mais uma infindável coleção de letras mortas que só faz aumentar a burocracia”
    As normas visam assegurar o uso racional dos animais e evitar abusos. Não existe uma infindável coleção de letras mas normas necessárias para a proteção de nossa biodiversidade.

    “Aqueles que realmente se preocupam com a nossa biodiversidade, especialmente pela nossa fauna silvestre, deveriam apoiar as iniciativas que são desenvolvidas pelos criadouros comerciais, científicos e conservacionistas da fauna brasileira. São eles – em sua maioria formada por pessoas abnegadas, que investem seus próprios recursos, sem nenhum incentivo governamental – que dão a verdadeira contribuição para a conservação das nossas espécies nativas.”
    Apenas para ficar claro, embora seja óbvio, criador comercial visa lucro e ponto. Qualquer outra questão é consequência e não objetivo da atividade.

    “No Pantanal brasileiro, até bem pouco tempo atrás, a caça predatória do jacaré (Caiman yacare) era o maior risco sobre esse animal. E foi graças à criação comercial dessa espécie, que essa ameaça se dissipou.”
    Considerar a criação comercial como o salvador da Pátria neste caso é simplificar a situação e sem dados comprobatórios. A moratória americana entre outras questões também podem ter influenciado. Afirmar com tanta convicção sem dados que respaldem é leviano mas, no caso, atende ao que se quer induzir, mesmo que sem respaldo de um estudo de nexo de causa e consequência.

    “Deve-se lembrar também que só está sendo possível recuperar a população de micos-leões-dourados (Leontopithecus rosalia) graças à manutenção dos exemplares que estavam em cativeiro, mantidos por criadores conservacionistas e zoológicos. Se não fossem eles, essa espécie já estaria extinta na natureza, assim como ocorreu com a Ararinha azul (Cyanopsitta spixii).”
    Sim, o caso da Ararinha Azul é bem elucidativo pois sua extinção na natureza se deveu ao tráfico da animais, a ganância de alguns aliada ao capricho de outros que consideravam necessário ter o animal em cativeiro.

    “Fechar os olhos para essa realidade e desacreditar a criação de espécies silvestres é contribuir para a perpetuação da ilegalidade, da hipocrisia e do pensamento medieval da “intocabilidade ambiental”, que tantos prejuízos econômicos e sociais já provocam em nosso país.”
    A discussão da lista não significa intocabilidade das espécies mas sim critérios. Todavia, tais critérios devem ser técnicos.

    “A decisão de possuir ou se alimentar de um animal silvestre deve ser uma opção baseada em princípios pessoais … Opiniões pessoais, ideologias e princípios religiosos merecem todo o respeito, porém, jamais devem ser argumentos para a construção de uma efetiva, concreta e eficaz politica nacional.”
    A decisão não pode estar sujeita a caprichos pessoais, é dever do Estado zelar por um bem que é difuso, que é de todos. Neste sentido as diretrizes devem ser técnicas e obedecer a vontade do povo brasileiro e não de alguns segmentos da população.

    “Eu, por exemplo, não acredito em duendes, mas torço para que eles existam e possam ser vendidos legalmente, assim poderei ter a opção de comprar um, antes que eles entrem em extinção.”
    Poder comprar duendes pode não salvá-los da extinção mas, lógico, aplacará seu desejo de tê-los em casa. A discussão deve ser técnica e não com base em desejos ou apenas financeira.

    Era necessária esta manifestação pois as argumentações expostas pelo Dr. Denner não guardaram totalmente correlação com fatos daqueles que conhecem e trabalham no setor.

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    • 15/04/2013 - 12:00
      Enviado por: Vanderson Santana

      Cara esse Roberto Cabral, definitivamente você e o IBAMA é uma piada! De mau gosto, claro (rsrsrs).

      O governo, através dos seus agentes públicos, inventam “mentiras” para limitar a liberdade dos administrados, utilizam meia dúzia de brasileiros desinformados (adoradores do Funk carioca, Renan Calheiros, Lula e Mensalão) para replicar as mentiras, querendo-nos fazer engolir como verdade.

      Estive olhando os argumentos trazidos por ambos os grupos e confesso que me causaram espanto a desinformação jurídica de alguns!

      Analisando o embate acerca da Lista Pet conforme a Constituição, gostaria de abordar alguns pontos que me faz concluir ser inconstitucional tal deliberação:

      1º A gestão da fauna compete à União e concorrentemente aos Estados, Municípios e DF. Com base no texto constitucional, é um bem de natureza difusa pertencente à coletividade, não podendo, nesse primeiro momento, sofrer apropriação por indivíduos ou grupos.

      2º A proteção ao meio ambiente decorre de um conceito antropocêntrico, ou seja, protege o homem, e, indiretamente o meio ambiente sabendo-se que ele lhe proporcionará mais qualidade de vida.

      3º Segundo interpretação doutrinaria e jurisprudencial, animais silvestres reproduzidos em criadouros artificiais e formalmente comercializados não integram o patrimônio ambiental, pois carece do requisito “função e equilíbrio ecológica de relevância para a natureza”, fato que os incluem na categoria de “animais domésticos” ou como preferem alguns “domesticáveis”.

      4º Da mesma forma, é assegurado, na mesma qualidade de bem difuso, o patrimônio cultural dos brasileiros. Alguém tem dúvidas de que para nós (brasileiros), habitantes de um país neotropical, culturalmente criamos e reproduzimos animais silvestres? Esse argumento cabe a nós latino-americanos, claro, por óbvio, se um Inglês utiliza-lo falando que é cultura Inglesa ter Papagaios, certamente será impertinente.

      5º Impedir a criação, reprodução e estudos com animais silvestres é o mesmo que nos privar o acesso à informação e ciência! Afinal, alguém tem dúvidas dos benefícios proporcionados pelos estudos dos hábitos dos animais? Se tiver, dá uma olhada como foi descoberta a ampicilina, insulina, interferon, GH sintético, soro antiofídico, etc.

      Há outras causas que levam a interpretação inconstitucional da Lista, por hora, são essas bastam!

      Já que o nobre Roberto Cabral tocou em dados, analisemos então dentro de um quadro de eficácia e eficiência do serviço público, as causas degradantes da fauna silvestre:

      Segundo a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), a principal ameaça moderna aos animais é a alteração e destruição do meio ambiente em que eles vivem endemicamente, calcula-se que as políticas públicas de avanço a áreas intocadas e a poluição ambiental sejam as principais ameaças para 89% das espécies de aves; 83% dos mamíferos e 91% das plantas.

      Todos nos sabemos qual a posição do Governo, incluindo o IBAMA, acerca da política de prevenção e tratamento da poluição ambiental (lembra do selinho do IBAMA nos comerciais de carros); vejamos a votação acerca do novo código florestal afiançado pelo Governo; lembramos da atuação do IBAMA frente a poluição causada pela CHEVRON no Rio de Janeiro; lembramos os inúmeros de exemplares de Ararinha Azul (Spixii) e Ararinha de Lear que foram enviadas ao exterior para suposto programa de preservação cujo o maior financiador é simplesmente o Xeque Árabe conhecido pela sua voracidade de colecionar objetos de raridade.

      Assim, gostaria de perguntar, quem mesmo está contribuindo para perda da nossa biodiversidade?

      Sejamos inteligentes, Abaixo a ditadura dos animais!!! Não vamos engolir tranquilamente que o governo nos manipule!

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    • 16/04/2013 - 00:39
      Enviado por: Marcelo R.

      Muito bom Vanderson

      Já esta mais do que na hora de acabar com os abusos desse pessoal que todos nós sabemos bem quem são,assim quem sabe eles param de gastar o dinheiro publico em operações como Arapongas,usando a Policia Federal como laranjas como eles mesmos dizem,250 agentes em quase todo Brasil um verdadeiro fiasco!!! Alguém já sabe quanto foi gasto?
      Abraços.

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  • 13/04/2013 - 00:13
    Enviado por: Van

    Bufavô, não escravize os duendes sinhô Dener Giovanini. Bufavô!

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  • 13/04/2013 - 03:38
    Enviado por: Rubens

    Caro Sr. Dener Giovanini,
    Conheço-lhe faz tempo. Acompanho sua trajetória não é de hoje.
    Sei das suas ligações com o poder vigente.
    O senhor é um homem com grandes conexões em Brasília e inclusive internacionais.
    Tem acesso fácil aos poderosos e um grande poder de influenciar quem manda no poder.
    Sempre o admirei por isso.
    Até hoje.

    O senhor deve ganhar muito bem sendo funcionário do Estado de SP e vendendo seus produtos para a Rede Globo, como o fez para o Fantástico e para o Canal Futura. Imagino o quanto não deva ter entrado em sua conta corrente. Parabéns por isso.
    Sua trajetória era realmente admirável.

    Mas…

    Você virou meu inimigo. Virou uma pessoa detestável.

    Parece que o senhor resolveu cuspir no prato que sempre o alimentou. Ganhou muito, muito dinheiro em cima da nossa fauna silvestre.

    Pesquisando sobre o senhor na internet eu vejo que o senhor é um palestrante muito procurado, inclusive está na lista dos 100 melhores do país:

    Quanto o senhor cobra por uma hora de palestra? 10 mil? 20 mil reais? Não é o suficiente?

    O senhor não deve mais precisar de grana para sustentar suas necessidades!

    Por favor, não se venda mais do que o senhor já se vendeu!
    Não defenda de maneira acintosa a exploração da nossa fauna silvestre.

    Chega! Basta!

    Nada o satisfaz?

    Você era uma esperança que virou uma grande decepção.

    Lamentavelmente um dia eu acreditei em você.

    Muito triste.
    Rubens

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  • 13/04/2013 - 14:03
    Enviado por: lais

    oie esse blog e um chiclete que já acabou o gosto..

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  • 14/04/2013 - 16:13
    Enviado por: Beatriz Sampaio Müller

    Parabéns, Dener Giovanini por escrever um texto tão completo neste momento de decisões importantes.

    Esse tema que ser discutido APENAS por autoridades com competência técnica e especialistas do setor. Decisões urgentes precisam ser tomadas POR TODOS AQUELES QUE OCUPAM CARGOS COM PODER DE DECISÃO. Não permita e nem ouça palpites cheios de ódio e ignorância vindos de fora do ambiente da “vida selvagem”. Estamos falando e discutindo assunto sério: vida, sobrevivência e extinção de espécies silvestres ameaçadas.

    Dener Giovanini – continue a sua luta, escreva sempre e cada vez mais! Suas palavras nos orientam nas tomadas de decisões! Artigos como este abrem espaços para reuniões sérias em ambientes acadêmicos, empresariais e de pesquisa científica.. Sua palavra é clara e seu papo é direto!

    Não dê importância aos tro-lo-lós e bla-blá-blás dos que não foram convidados para esta discussão. O fôlego de pessoas que criticam o seu artigo só chega até a esquina da casa deles. Onde diariamente cruzam com um cachorro (ou gato) abandonado, faminto, torturado e doente.

    Agora… Se cada um dos que criticam as suas palavras recolhem esse animal para dentro de suas casas… nunca saberemos! Aí já é outra história que tão cedo não terá fim!

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  • 14/04/2013 - 16:38
    Enviado por: zeca

    Manutenção e Criação de Aves Silvestres no Brasil no Século 21
    Diante do impasse que já se arrasta por demasia e prevalece no meio público, quanto aprovação ou não de uma Lista Pet mais abrangente, cabem algumas ponderações, feitas do ponto de vista de um Médico Veterinário, que cresceu cercado de aves nos confins dos Sertões Brasileiros. Reino das aves é o Brasil! Já dizia o poeta! Com tipos raros e belos nos gerais do Cerrado, nas Caatingas, Matas e Campinas. Cantada em verso e prosa por poetas e trovadores, com o repente o sonatas de nossas aves, com o nosso sotaque!
    Dentre as melhores alternativas para perpetuá-las esta combater o tráfico, incentivar e popularizar a pose responsável de aves legalmente criadas, nascidas em cativeiro tornando-as mais do que símbolos nacionais, tornando-as instrumento de socialização, resgate de valores nobres e ferramenta de educação e inclusão, de nossos jovens, por ser um Hobby sadio. Criar (Multiplicar), possuir e se encantar com elas, de forma Legal, justa e responsável, não são uma briga irracional de técnicos, autarquias e facções. Mas é importante ficar claro que não é uma questão de gosto pessoal, deste ou daquele grupo, mas do prisma técnico: Agora falo com veterinário e não somente como brasileiro, é a nossa melhor se não a única perspectiva de evitar a extinção de muitas dos espécimes silvestres nacionais, como tem feito muitos outros Países, normatizando e legalizando sua posse e criação de suas Faunas.
    A criação racional e o manejo de aves e demais animais silvestres, é sem sensacionalismo e discursos acalorados e apaixonados uma ciência necessária para manutenção destes espécimes, que são um Patrimônio Nacional, que não pode ser discutido somente do ponto de vista filosófico, pela sua Importância.
    A normatização e legalização, que se encontra hoje travada, pode se tornar de fato um meio de:
    1. Geração de empregos;
    2. Conhecimento e difusão destes, convivendo com o homem seja no campo, seja na cidade;
    3. Utilização sustentável dos recursos da fauna;
    4. Lutar pela preservação de seus habitats; e Centros de triagem, restabelecimento e reintrodução em Parques Nacionais, áreas de reservas RPPM e etc;
    5. Compreender a biologia, fisiologia, patologias. A Reprodução, Nutrição e Sanidades das espécies, por meio de publicação de artigos técnicos científicos;
    6. Diminuição da pressão sobre os recursos naturais;
    7. Combate ao comércio ilegal de animais silvestres;
    8. Gerar nova tecnologia no manejo das espécies;
    9. Preservação das espécies;
    10. Comercialização exclusiva de aves nascidas em cativeiro;
    Ao considerar os dados analisados sob o tema por Délcio César Cordeiro Rocha em ZOOTEC2004, 28 a 31 de maio de 2004 – Brasília, DF “Agroeconegócios De Animais Silvestres No Brasil”, onde Délcio analisa a cadeia produtiva de animais silvestres no Brasil, deixando claro que existe um nicho que deve ser ocupado de forma legal, não dando espaço ao clandestino, pois existe uma demanda cultural que se não forem atendidos se abastecerão nos fornecedores ilegais, E é isso o que não interessa a ninguém, nem os a favor nem os contra a Lista Pet em discussão! Mostra que precisamos valorizar cada vez mais os produtos nativos, silvestres, ecológicos, Pet’s, Sim! O desenvolvimento dessa cadeia possibilitará um amplo benefício evitando a tendência de extinção de muitas das espécimes hoje a serem incluídas na Lista Pet. Precisamos da adoção de novas posturas sociais, intelectuais, desprovidas de pré-conceitos arraigados e intransigentes, e ai sim gerenciar a políticas nos elos que envolvem os animais silvestres no Brasil.

    Todos nos devemos nos empenhar em conhecê-los para saber respeitá-los e, desde logo, defendê-los como elemento de real valor e ornamento da natureza (Ollala & Magalhães, 1956). A afirmação dos autores, mais do que uma idéia a ser discutida, parecia refletir um anseio de quem possuía uma visão futurista e racional baseado na certeza de sua efetiva implantação no século vinte um. Já “estamos no “século seguinte” e a idéia permanece atual e urgente. E em discussão eterna, patinando e não saindo do lugar! Parece-me que os responsáveis pela decisão ficam esperando se aposentar ou sair do cargo de decisão deixando a “batata quente” para seu sucessor! Coragem “Hômi”! É urgente e necessária, pois o Brasil esta sendo cobrado em suas ações por ser considerado a potência ambiental do século XXI. (NEO, 2003)”.
    O homem na busca de seus produtos e de novas áreas para agricultura e pecuária tem interferido no ambiente florestal. As florestas também foram atingidas, mas, nos últimos anos, praticamente todos os ecossistemas vêm sendo reduzidos drasticamente, substituídos por áreas agropecuárias, o que resultou no rompimento do equilíbrio natural de algumas populações animais, e até o desaparecimento de outras.
    A degradação ambiental tem alcançado níveis jamais vistos; vivemos hoje uma crise ambiental sem precedentes. Faz-se necessária, portanto, uma reorientação da atuação humana em sua relação com o meio ambiente. Em tal contexto, a educação ambiental surge não só como necessidade, mas também como esperança. (GRÜN, 1996).
    Quando se percebe a responsabilidade em garantir às próximas gerações os mesmos direitos e oportunidades, deve ficar evidente que é preciso direcionar os esforços no sentido de buscar soluções para as questões relativas ao meio ambiente e à sua preservação. Tais soluções estão ligadas à preferência social pelo meio ambiente, pois fará com que as ações sejam verdadeiras e consistentes tanto em relação ao que fazer como em relação ao que consumir, forçando as empresas e o Estado a tratarem a questão da preservação ambiental como uma estratégia competitiva do Brasil, como um “negócio” (ROCHA, 2001), diante do Mundo. Só assim será sustentável e permanete!

    Ai segue a necessidade de sair da inércia atual. De se tomarem as decisões que se fazem necessárias, sob pena de ser nossa a culpa pela omissão e protela mento de agir, de decidir, com coragem e com a hombridade que se faz necessário, sem a visão míope retrógada dos a favor da Lista Zero! Pensemos como Homens do futuro, para conservar e perpetuar o que Deus nos deu como aos nossos cuidados!

    Sem mais por hora, saudações de um convicto Homem de que para preservar temos que legalizar a Lista Pet mais extensa que for possível por hora!

    Paulo José Theophilo Gertner (Zeca)
    Médico Veterinário CRMV – BA 2922
    Celular: 73- 9139-8382-TIM
    e-mail: zecagertner@gmail.com

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  • 14/04/2013 - 16:40
    Enviado por: zeca

    Lista Pet, combate ao tráfico e criação de animais: silvestre não é pet?

    O uso da fauna silvestre é um tema que vem gerando muita polêmica, dividindo grupos que se dizem protetores de direitos dos animais e grupos de criadores e simpatizantes. Um dos grandes problemas é a quantidade de desinformação que vem sendo propagada aos quatro ventos. Alguns fatos devem ser esclarecidos desde logo: por exemplo, defende-se que a Lista Pet do IBAMA representa um retrocesso e afrouxamento da legislação ambiental na medida em que vai permitir a criação e o comércio de espécies silvestres. Grande besteira. A Lista Pet é na verdade um endurecimento da legislação atual, que já permite a criação e comércio de animais sem nenhum limite no que diz respeito a quais espécies podem ser criadas.
    A segunda grande besteira que vem se propagando é que os animais silvestres são retirados da natureza, onde são livres, para serem trancafiados e comercializados como objetos de decoração de pessoas que não se importam com a preservação da fauna. Nada mais falso. Para ser bem exato, no Brasil é proibido, e considerado crime, a captura e venda de animais silvestres desde o dia 6 de janeiro de 1967, que é a data da entrada em vigor da Lei de Proteção à Fauna (5.197/67). Desde esse dia, todo e qualquer animal silvestre que vá ser comercializado deve ser nascido em cativeiro num criadouro comercial devidamente autorizado pelo órgão competente. Exceção feita à pesca, em que se permite a coleta da natureza para comércio direto. Portanto, há mais de 45 anos é proibido retirar animais da natureza para vendê-los, e não é a Lista Pet ou nenhuma outra regra do IBAMA que vai mudar a situação. Nem mesmo a classe dos criadores comerciais defende que isso algum dia seja feito. Todo animal vendido legalmente no Brasil é nascido em cativeiro.
    A terceira inverdade que vem sendo propagada é que “Silvestre não é pet”, infelizmente até com o apoio institucional do IBAMA. Pet é o animal criado em ambiente doméstico sem nenhum fim que não seja o de dar a ele todos os cuidados de que precisa, pelo tão só fato de que quem o tem, o faz de maneira desinteressada e simplesmente porque ama. Antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil a fauna silvestre era criada assim pelos indígenas (tal qual acontece em todas as culturas): jiboias, araras, papagaios e macacos eram tidos pelas pessoas como membros da família. Isso não mudou até hoje, pois ainda continua sendo comum ter pássaros, papagaios, jabutis e até mesmo serpentes. Quase todo mundo conhece algum membro da família ou amigo que tem animais que não sejam cães ou gatos. De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Animais Silvestres e Exóticos – ABRASE (dados de 2012), são mais de 22 milhões de animais silvestres sendo criados como pets no Brasil (dados do IBOPE de 2005 apontaram para um número ainda maior: 60 milhões). O número de cães pet, para se ter ideia, é da ordem 30 milhões, o que demonstra que ter animais silvestres não é um hábito nem um pouco incomum.
    Isso significa que os criadores defendem que qualquer animal deve ser vendido no mercado pet? Por óbvio que não. Qual seria então um critério razoável para separarmos o que pode ser pet e o que não pode ser pet? Sem dúvida os rótulos “doméstico” e “silvestre” não compõem um critério razoável, tanto é que milhões de brasileiros têm animais silvestres e os consideram pets. Portanto, a baliza mais proporcional e razoável que podemos utilizar para dividir o pet do não pet deve levar em conta a possibilidade do animal viver em condições de bem estar, considerado o ambiente residencial comum (uma casa ou apartamento de tamanho mediano) e também os riscos que esse animal pode representar para o dono e para a comunidade. Assim, uma onça pintada com certeza não pode ser pet, em primeiro lugar porque necessita de condições de espaço e tratamento que não poderão ser supridas num ambiente domiciliar comum e em segundo porque representa um risco real à vida do dono e também de toda a comunidade próxima, razão pela qual esse tipo de animal só pode ser mantido por zoológicos, criadouros ou mantenedores (pois estes passam por um processo de licenciamento ambiental para garantir que possuem toda estrutura e assessoramento necessários para cada espécie com a qual pretendem trabalhar). Já um papagaio ou uma jiboia, embora sejam considerados silvestres, podem viver num ambiente residencial com condições de conforto e bem estar, e não representam nenhum perigo substancial ao dono ou à vizinhança (óbvio que novamente aqui é usado o bom senso, pois um papagaio pode bicar, uma jiboia pode morder, um cão pode morder, e nada disso representa um perigo tal que justifique a proibição, já que é um risco pequeno e que um cidadão maior e capaz pode assumir).
    Se considerarmos que o brasileiro contemporâneo vive principalmente em áreas urbanas, tem poucos filhos e passa muito tempo fora trabalhando, veremos que muitos animais silvestres são na verdade pets melhores do que os “tradicionais” cães e gatos. Isso porque vários deles não requerem cuidados constantes, não sujam a casa e não sofrem com a ausência do dono ao longo do dia. Não há qualquer dúvida de que um cachorro sente a falta do seu dono quando ele sai para trabalhar de manhã e retorna de noite, e isso é fonte de sofrimento (perda de bem estar, valor supremo quando se fala em animais em cativeiro). Por outro lado, uma jiboia, um iguana ou um curió não sofrem com isso. Um cachorro precisa ser levado para passear, precisa tomar banho, precisa de atenção constante. Uma serpente não precisa. Ela não precisa sequer (e nem pode) ser alimentada todos os dias, e fica muito bem se deixada sozinha por um final de semana ou feriado inteiros.
    O perfil da sociedade brasileira mudou muito nos últimos 60 anos e o amor pelas mais diversas espécies de animais continua sendo o mesmo. A tendência é que cada vez mais as pessoas procurem animais diferentes, já que a dinâmica cotidiana é diferente, o espaço e tempo disponíveis são diferentes, e os animais que se adaptam melhor a isso sem prejuízo da qualidade de vida é diferente. Insistir que animais silvestres sempre são inadequados como pets é pura desinformação.
    Portanto, meus amigos, essa história de “silvestre não é pet” é uma grande besteira que estão querendo colocar na sua cabeça. Não é pet aquele animal que não vive bem nas condições que você pode dar, pois afinal, o que importa é que seu bichinho esteja bem e feliz ao seu lado, independente dele ser peludo, escamoso, grande ou pequeno. Aliás, você sabe qual a diferença entre doméstico e silvestre, por lei? Nenhuma. Atualmente quem define isso é a Portaria 93/98 do IBAMA, que, sabe-se lá sob qual critério, arrola algumas espécies e coloca nelas o rótulo de “domésticas”. Eu aposto que você não sabia que o pavão, cisne negro e o ganso do Nilo são considerados domésticos. Qual a diferença deles para um papagaio? A meu ver é só uma: o papagaio exige licença do IBAMA enquanto os outros não.
    Mas e o tráfico de animais? E a preservação da fauna? O comércio não vai piorar tudo isso? Não! E é fácil perceber as razões. A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens – RENCTAS calcula que atualmente são retirados ilegalmente cerca de 38 milhões de animais da natureza pelo tráfico, e que 90% deles morrem antes de chegar ao destino final. Isso significa que o mercado consome cerca de 3,8 milhões de animais silvestres nativos do Brasil anualmente. Se o licenciamento de criadouros comerciais fosse facilitado pelos órgãos ambientais (como já manda a lei 5.197 desde 1967 e que nunca foi cumprida pelo governo brasileiro), esse número de animais poderia ser produzido em cativeiro sem dificuldade. Alguns dizem que muitos dos criadores na verdade se associam a traficantes e vendem animais capturados na natureza como sendo nascidos em cativeiro. “Esquentam” animais, na gíria popular. Em todas as áreas existem pessoas desonestas sim e que devem ser rigorosamente punidas, e o meio da criação de animais não é exceção. Ocorre que esses criminosos constituem uma ínfima minoria, tanto é verdade que diariamente no Brasil os os criadouros são fiscalizados e geralmente não são encontradas quaisquer irregularidades (salvo pequenos erros burocráticos de procedimentos legais, já que ninguém consegue entender a infinidade de normas confusas do IBAMA, nem mesmo seus servidores quando perguntados por telefone nas linhas das superintendências regionais).
    A legislação atual exige detalhados relatórios semestrais ao IBAMA e aplica sanções bastante rigorosas, como o fechamento do criadouro e confisco de todo o plantel se um único animal ilegal for encontrado. A multa, que pode chegar a R$ 10.000,00 por animal (art. 24, § 1º, do decreto 6.514/08), é aplicada sobre o número total de animais do criadouro no caso de um único animal ilegal ser encontrado. E há vários meios para se detectar um animal capturado em meio aos nascidos em cativeiro, pois os capturados em geral são mais debilitados e podem apresentar sinais de captura como ferimentos e cicatrizes, que são raros em animais nascidos em cativeiro. Para algumas espécies também existe exame de DNA para checagem de paternidade, e o custo é baixo.
    Logo, um criadouro que tem no seu plantel 100 animais está colocando muito a perder se resolver se arriscar na atividade criminosa, pois poderá ser multado em R$ 1.000.000,00, perder todos os animais, perder a licença de criadouro e responder a processos criminais e administrativos. O risco ainda vai muito além disso, pois a reprodução de animais silvestres no geral é muito técnica e depende de um manejo bastante meticuloso e de um plantel totalmente livre de doenças. Qualquer animal que chegue de fora e seja introduzido no plantel representa um risco grande de colocar todo o trabalho a perder, pois algumas doenças inclusive são de difícil detecção, incuráveis e demandam a eutanásia do animal portador. Por vezes, leva anos até que um criadouro estabilize um plantel e comece a produzir com alguma regularidade.
    Nesse sentido, ainda que se considerasse que diante de todos esses riscos haveria pessoas dispostas a se associar a atividades criminosas, com certeza elas comporiam uma diminuta minoria e que poderia ser combatida. Façamos uma matemática bem simples e considerando o pior dos cenários: o tráfico atualmente vitima 38 milhões de animais, mas o mercado consome apenas 3,8 milhões. Considerando que os criadouros produzissem esses 3,8 milhões de animais, e admitindo, apenas por hipótese, que 10% dos criadouros (que é uma proporção altíssima e absolutamente irreal) comercializassem exclusivamente animais capturados do tráfico, estaríamos falando numa redução automática da ordem de 90% no tráfico de animais (o tráfico passaria de 38 para 3,8 milhões, que é o que esses 10% de criadouros consumiriam, já que eles venderiam 380 mil animais, o que demandaria a coleta de 3,8 milhões). Volto a dizer, estamos analisando por hipótese um cenário de altíssima criminalidade. Toda essa redução ocorreria apenas estimulando a atividade legalizada. Na linguagem popular, apenas numa “canetada”. E ainda haveria um bônus, pois agora seria possível ter todos os dados de quem comercializa animais, o que facilitaria o controle e a fiscalização, coisa que não acontece atualmente com o atual traficante de animais, que é anônimo, não tem endereço e nem CPF. Não existe, e nem existirá, nenhuma outra medida com potencial de apresentar tamanha eficiência no combate ao tráfico.
    Outra tese de quem defende a proibição se ancora no fato de que o Estado não tem estrutura para fiscalizar todos os criadouros no caso de uma liberação ampla do comércio. Isso não é justificável. Em primeiro lugar porque o Estado não pode alegar sua própria ineficiência para impedir uma atividade lícita do particular (Sim! Atividade lícita! Lembra-se da lei 5.917/67?). Em segundo lugar porque a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (6.938/81) prevê um tributo chamado Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA, que serve EXCLUSIVAMENTE para custear a fiscalização pelo IBAMA (aliás a TCFA acabou de ser objeto de nova regulamentação pela IN 06/13 do IBAMA, o que demonstra que eles estão bem empenhados em cobrá-la). Logo, a falta de verba não é uma desculpa minimamente razoável, pois a fiscalização é custeada pelo próprio fiscalizado. Em terceiro lugar, é possível fiscalizar à distância, já que existe um sistema informatizado, o SISFAUNA, que permite obter dados de todos os criadouros ao redor do Brasil, e que unido aos relatórios semestrais que são entregues pelos criadouros, permitem ao agente fiscalizador uma boa ideia do que está acontecendo em cada criadouro. A partir desses dados é possível orientar as fiscalizações, pois quem está envolvido com tráfico costuma ter um perfil diferente dos demais, com menos morte de animais e um número maior de nascimentos, demonstrando, assim, uma eficiência incomum e suspeita nas atividades desenvolvidas (essa constatação já foi feita por fiscais do próprio IBAMA de Nova Friburgo – RJ). Basta agir com inteligência e direcionar as visitas de fiscalização para que o joio seja separado do trigo.
    Eu quase havia me esquecido de mencionar outro fator. Quando se cria animais, existe sempre a procura por características específicas dentro de uma espécie: animais bonitos, mais dóceis, mais coloridos, ou que cantam melhor (no caso de passeriformes). Para dar um exemplo conhecido, nós partimos do lobo para chegar a todas as raças domésticas de cães que temos hoje. Com os animais silvestres é a mesmíssima coisa, pois há sempre uma busca por obter exemplares com características desejáveis. Quem cria um curió geralmente quer ouvi-lo cantar, tanto que existem torneios de canto de pássaros por todo o Brasil, que são muito difundidos e apreciados por quem gosta de pássaros. Os criadores, sabendo disso, cruzam as aves que cantam melhor e vão fazendo uma seleção dos descendentes, de forma que dentro de poucas gerações, os animais produzidos cantam muito melhor do que aqueles que existem na natureza. Dessa forma, a reprodução seletiva gera uma diferenciação substancial entre os animais criados em cativeiro e os animais da natureza. O tráfico de animais não consegue competir com isso, porque é uma atividade predatória, e todos os animais que consegue fornecer não têm a mesma qualidade dos nascidos em cativeiro. Outro exemplo que podemos destacar é o dos répteis, cuja reprodução seletiva gera animais com padronagens de cor absolutamente diferente dos animais selvagens originais. O tráfico não tem como competir com isso, simplesmente porque essas linhagens domesticadas não existem na natureza para serem capturadas. E o mercado percebe a diferença de beleza dos animais, deixando de comprar animais comuns (disponíveis no tráfico) cuja qualidade é absolutamente inferior. Se você não acredita no que digo, então faça uma pesquisa digitando o nome de 2 espécies: Boa constrictor (é a jiboia) e Pantherophis guttata (cobra do milho americana). Procure fotografias dessas espécies e verá que há uma gama tão extensa de linhagens domésticas (por domésticas quero dizer produzidas em cativeiro por várias gerações) que fica até difícil saber qual daqueles animais é o padrão selvagem original. Isso é tudo obra da reprodução em cativeiro. E volto a dizer: não existem na natureza e por isso não é possível adquiri-los do tráfico. A tendência é ao longo do tempo isso vá ocorrendo com todas as espécies criadas legalmente. E à medida que vai acontecendo, o mercado deixa de demandar os padrões selvagens e o tráfico deixa de ser compensador. Quanto aos criadouros: ou passam a reproduzir esses novos padrões ou fecham as portas porque o mercado demanda qualidade. Por isso a tendência do tráfico, independentemente de fiscalização, é acabar a partir do momento em que a criação legalizada é estimulada.
    É por causa dessas coisas que o IBAMA e grupos protetores de animais devem perceber que lutar por uma Lista Pet pequena é lutar contra a preservação da fauna e a favor do tráfico de animais. O que os traficantes querem é justamente isso: que a atividade deles continue sendo lucrativa e procurada pelo mercado. Qualquer pessoa que seja contra a criação de animais silvestres por achar que isso vai causar captura de animais e ameaçar a fauna deve repensar suas ideias.
    Muita gente está indo na onda do “Silvestre não é pet!” e da “Lista Zero”, mas lá no fundo não sabe do que se trata a situação. Divulgam-se campanhas sensacionalistas com fotografias de animais mortos, maltratados e entulhados em caixas de traficantes como se isso fosse a realidade do comércio legalizado. Absurdo! É contra isso que o comércio legalizado luta! O IBAMA divulga uma campanha contra o tráfico com essas fotografias e a frase de efeito “Isso acontece porque você compra”, mas na verdade é uma grande inverdade. Isso acontece porque o IBAMA não cumpre a lei e não estimula a atividade legal e sustentável.
    A própria ideia da Lista Pet é errada e ilegal. Assim como a lei de proteção à fauna, podemos citar outras normas como a Política Nacional da Biodiversidade, a Convenção de Biodiversidade, a Convenção Internacional para o Comércio de Espécies de Plantas e Animais Ameaçados de Extinção, todas essas no sentido de que a atividade legal e sustentável deve ser estimulada pelo Poder Público. O item 12.3.10, da Política Nacional da Biodiversidade, por exemplo, dispõe: “Apoiar, de forma integrada, a domesticação e a utilização sustentável de espécies nativas da flora, da fauna e dos microrganismos com potencial econômico”, e o que está sendo feito é justamente o contrário. O que é a “domesticação”? É justamente a seleção de animais diferenciados com os quais o tráfico não pode competir!
    A ideia de Lista Pet vai contra o uso sustentável, contra a preservação, e a favor do tráfico de animais. Todos os países civilizados adotam uma estratégia muito mais razoável e eficiente: a de elaborar listas de animais proibidos, justamente aqueles mencionados no começo do texto como não sendo pets. Tudo o que pode ser criado como pet deve ser permitido e deve ser estimulado pelo Poder Público, ou o tráfico vai continuar a assumir esse mercado, mas sem ética e sem regras.
    Achar que ter animal silvestre é escravizar um animal, enquanto ter um animal doméstico é dar um lar a um animalzinho que não sobreviveria sem o Homem é uma grande besteira. É contribuir com o tráfico, é incentivar pessoas que não deveriam ter cães e gatos a tê-los (por não terem condições de tempo e espaço, quando poderiam ter um animal diferente em perfeitas condições).

    Bruno Ville

    Médico Veterinário
    Advogado
    Apoiador da conservação das espécies

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  • 15/04/2013 - 23:53
    Enviado por: silvana

    Pois é senhor Dener, parabens.

    Notamos que esse assunto que o senhor trouxe a baila realmente divide opiniões;porem o que mais se nota é que poucas pessoas tem conhecimento de causa e dessas a maioria, sem duvida, é favoravel aos criadouros de animais.

    O generico seja em remedio ou em papagaio sempre vai acontecer mas o governo tem a obrigacão de combater o crime e não adianta o IBAMA dizer que não tem recursos, não tem gente, etc para fiscalizar,se não tem terceriza-se o servico.E quanto aos tecnicos do IBAMA que querem a lista zero creio eu que é por não terem CONHECIMENTO de fauna para fiscalizar criadouros pois são recem saidos de faculdade e aprovados em um concurso sem saberem diferenciar um tico tico de um pardal (isso eu vi com pessoal tecnico e com profissionais da area biologica) ou então por não quererem trabalhar pois o pagamento já esta garantido no final do mes e esse negocio de registrar criadouros e passar vergonha quando for fazer vistoria por não conhecer 5% dos animais ali mantidos… é ruim,heim? e pra que pagar mico? Afinal eu sou a LEI olha com quem está falando…
    E o pior é que o presidente do órgão assina qualquer coisa que os tecnicos lhe apresentam (instrucão normativa, portaria etc) por total desconhecimento de causa (leia-se de fauna) e acredita piamente na “competencia “dos assessores.

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  • 16/04/2013 - 21:19
    Enviado por: zeca

    Excelente todos os textos acima, são opiniões, ponderações, mas o fato é:
    Vamos então nos aprofundar em conhecer para preservar!
    Blz! Mas a degradação ambiental é mais rápida e veloz do que o avanço desse nosso conhecimento! Além de teses, monografias, Mestrados, Doutorados quantos animais e espécimes foram estudados, catalogados, multiplicados com escrituração, registro como o SISPASS do IBAMA faz?
    Sabe quanto a pesquisa investiu e o que produziu?
    Sabe o quanto a iniciativa privada investiu com recursos privados e produziu? Se temos animais nascidos em cativeiros é porque Homens de bem tem dedicado sua vida a isso, Técnicos Autônomos, tem produzido tecnologia sanitária, reprodutiva e nutricional, tem dominado o manejo e garantindo ganhos de bem estar animal e aumento populacional destas espécimes.
    Então quem vai ganhar com: “se colocar o Pé sobre” o avanço dos Criatórios, sua normatização, ampliação e legalização? Os animais e o meio ambiente? Duvido! Se travarem a ampliação da Lista Pet com argumentação de exercícios intelectuais de cientistas, ambientalistas radicais, será o fim de nossa Fauna, ainda mais rápido do que a destruição do seu habitat. Podem acreditar!
    Para Preservarmos de forma Sustentável, precisamos de todos!
    Somos todos apaixonados e amantes de toda a Criação de Deus, os Criadores, os Mantenedores, Autarquias, Instituições de Pesquisa, Universidades, Agronegócio, Cadeia do Pet e etc…
    Vamos somar e não subtrair.
    Juntos podemos perpetuar os animais conosco!
    Saudações a todos! E que tenhamos animais em todos os lugares, Eu disse todos os lugares, sejam livres e/ou nascidos em cativeiro para Ornamentação, para Educação para aproximação de nossas crianças com a natureza que ainda resta! Despertando Conservadores e multiplicadores dessa fauna nas gerações futuras.
    Eu desde criança, tinha aquários, terrários, Viveiros de aves, Cães, gatos, Cabras, serpentes, macacos e cresci e vivi para estes e com estes, e hoje sustendo minha família com minha profissão, lidando com toda sorte de animais: De produção, de lazer, de companhia, exóticos, Silvestre e muito mais. Garanto é sadio, é direito, é correto e benéfico para Humanos e para os Animais.

    Paulo José Theophilo Gertner (Zeca)
    Médico Veterinário CRMV – BA 2922
    Celular: 73- 9139-8382-TIM
    e-mail: zecagertner@gmail.com

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  • 12/05/2013 - 12:49
    Enviado por: Fernando Matias

    Muito bem redigido o texto e extremamente inteligente.
    Gostaria de saber onde posso adquirir um Duende feminino?

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  • 17/05/2013 - 22:40
    Enviado por: João

    Que decepção ver tanto argumento a favor do comércio “legal” de animais silvestres, que tragédia.

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  • 09/07/2013 - 20:49
    Enviado por: andreia

    Mentira, dizer que a legalização favorece a não extinção de algumas espécies é mentira, isto é money, bussness, dinheirama… só!! Querem manter as espécies bota gente pra trabalhar na preservação e para de argumentações enganosas e manipuladoras.

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  • 03/12/2013 - 09:58
    Enviado por: Reynaldo Guedes Neto

    Sou biólogo geneticista graduado pela UFRJ e pós-graduado em gestão ambiental pela FSP/USP; ademais, crio bicudos há mais de 30 anos no Sul de Minas. Gostaria de parabeniza-lo pela precisão de seu artigo ao refutar de forma incontestável os “argumentos” de pessoas despreparadas e desinformadas sobre a relevancia da criação em domesticidade de espécies nativas/autóctones para a preservação ex-situ do pool genético de espécies ameaçadas pela degradação ambiental e pelo tráfico ilegal.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Dener Giovanini

    É ambientalista e documentarista cinematográfico. É membro do Conselho Global contra o Comércio Ilegal Mundial, mantido pelo G20 e ONU. Produz séries e documentários para cinema e TV. www.denergiovanini.com.br

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