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Relatório perdido comprova massacre indígena no Brasil

Dener Giovanini

26 abril 2013 | 18:40

Relatório Figueiredo

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) vai apurar denúncias de violação dos direitos indígenas a partir da análise de um relatório produzido durante a ditadura militar. O documento, dado por perdido em um incêndio há mais de 40 anos, foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, misturado a outros papeis. Jader de Figueiredo, a pedido do Ministro do Interior à época, visitou dezenas de aldeias indígenas espalhadas pelo país para apurar graves denúncias de violência cometidas, inclusive, pelos próprios agentes do Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Entre os crimes relatados estão expulsões, torturas e extermínio de tribos inteiras por envenenamento.

Atrocidades contra a tribo Cinta Larga foram expostas no relatório Figueiredo. Depois de atirar na cabeça de seu bebê, os assassinos cortaram a mãe ao meio. Foto: © Survival

Energia eólica

Chamada pública para Projetos Estratégicos de Pesquisa e Desenvolvimento na área de geração eólica (P&D 17/2013) foi divulgada hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no Diário Oficial da União (DOU). Os critérios de participação e as condições de elaboração dos projetos poderão ser consultados no site da agência. A iniciativa busca incentivar o desenvolvimento da indústria eólica nacional, reduzindo custos de equipamentos que, hoje, são produzidos por poucos fabricantes. Capacitação de mão de obra e de laboratórios para realização de testes de eficiência energética também são objetivos do projeto.

Hidrelétricas no Pantanal

Pesquisadores alertam para os riscos ambientais existentes na construção de mais 87 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na bacia do Alto Paraguai, no pantanal mato-grossense. De acordo com especialistas, a instalação de uma quantidade tão grande de PCHs na mesma bacia hidrográfica pode afetar a dinâmica das águas na região como um todo, comprometendo a migração reprodutiva de espécies, como a dos peixes Dourado e Curimbatá. Hoje, existem sete usinas hidrelétricas e cerca de 30 Pequenas Centrais Hidrelétricas a fio d’água – com pequenos reservatórios – em funcionamento no local.

Fauna e Flora do Pantanal sob ameaça. Foto: Leonardo Milano/ICMBio

Menos US$ 4,7 trilhões por ano

Estudo divulgado pela ONU em parceria com a Teeb (Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade) revela os custos socioambientais embutidos em várias atividades econômicas, da pesca à produção de papel. Na lista das atividades mais impactantes estão a queima de carvão na Ásia e a pecuária na América do Sul. A criação de gado, por exemplo, tem custado ao planeta US$ 354 bilhões por ano. No cálculo econômico que leva em consideração os impactos ambientais e seus efeitos sobre todas as pessoas, como poluição e doenças, a conta das empresas pode passar do lucro ao déficit e o preço pago pela sociedade em geral pode se tornar bastante alto. De acordo com o relatório, o custo ambiental do setor primário na economia é superior a US$ 4,7 trilhões ao ano, um valor maior que o PIB de muitos países, como o do Brasil que, em 2012, foi de US$ 2,42 trilhões.