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	<title>David Pogue</title>
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		<title>David Pogue</title>
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		<title>Até os profissionais de vídeo cometem erros</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 21:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Voltando de uma gravação, na semana passada, para a série PBS que estou hospedando, NOVA ScienceNow, contei a história de um câmera com o qual trabalhei, no início da minha carreira, que, vivia um clássico pesadelo: Ele descobria que não tinha filmado quando achava que tinha, e que tinha filmado quando achava que não tinha. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voltando de uma gravação, na semana passada, para a série PBS que estou hospedando, <em>NOVA ScienceNow</em>, contei a história de um câmera com o qual trabalhei, no início da minha carreira, que, vivia um clássico pesadelo: Ele descobria que não tinha filmado quando achava que tinha, e que tinha filmado quando achava que não tinha. Talvez não estivesse sintonizado com o comando de Gravação. (A nova temporada do programa terá seis episódios, de uma hora de duração cada um, com estreia em outubro.</p>
<p>Contei o fato pensando em animar Jimmy Jay Frieden, nosso operador de câmera na gravação daquele dia. O outro sujeito era um profissional, e cometia o mesmo erro que todos os pais que têm uma vídeo câmera cometem uma vez ou outra.</p>
<p>Para minha surpresa, Frieden balançou a cabeça: “Acho que não existe um câmera que não tenha cometido este erro em algum momento &#8211; até eu”, afirmou. “Mas só acontece uma vez; depois disso, nunca mais você volta a errar”.</p>
<p>Fiquei surpreso. Mas ele mencionando ainda dois fatores que contribuem para incorrer neste erro. Em primeiro lugar, as câmeras de vídeo profissionais gravam o código do tempo: horas, minutos, segundos, dados do quadro que estão impressos embora invisíveis em cada quadro para ajudar os editores a sincronizar, anotar e identificar os vários clipes enquanto trabalham.</p>
<p>A câmera pode ser regulada de acordo com um ou outro de dois sistemas de código de tempo, dependendo das preferências do produtor ou editor. Se você a regula para “gravar&#8221; (record run), a câmera aciona o código do tempo somente quando você está gravando, conforme foi determinado no início da fita, do disco ou da sessão de gravação. No visor, você vê os números indo para cima quando você grava, e congelando quando você para.</p>
<p>Entretanto, se você regula a câmera para “(free run) gravar livremente” ou marcando a “hora do dia”, o código de tempo corre sem parar, e a sequência rodada aparece com a hora do dia impressa. Desse modo, os editores podem sincronizar o material filmado com várias câmeras que pararam e começaram em momentos diferentes.</p>
<p>O problema da “hora do dia”, entretanto, é que o seu visor mostra as horas que correm: minutos, segundos, mesmo que você não esteja gravando (rolling). Deveria haver um sinal que permitisse distinguir “rolling”; “not rolling”.</p>
<p>Mas a mudança atual para as câmeras totalmente digitais gera um segundo problema. Na época em que se usava fita, ao tocar em Gravar você provocava o som fraco de um mecanismo rodando que produzia em suas mãos a sutil vibração do movimento mecânico. Com as câmeras digitais, segundo Jimmy, estes sinais de que você acionou o mecanismo de gravação desapareceram; a câmera é absolutamente silenciosa, quer você esteja rodando, quer não.</p>
<p>Jimmy falou também que os comandos das câmeras de hoje são muito sensíveis, e às vezes estão localizados em lugares complicados. OK, me convenci: até os profissionais podem ser desculpados por pegarem a síndrome que mencionei há pouco: você acha que está gravando, mas não está.</p>
<p>Mas só uma vez.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/25/even-video-pros-make-mistakes/">Publicado originalmente</a> em 25/6/2012.</em></p>
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		<title>Mensagens de ódio e a nova guerra religiosa na tecnologia</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2012 23:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Murilo Roncolato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O recado de um leitor: “Seu artigo publicado hoje no New York Times foi uma idiotice. O Galaxy S III é um celular de nerds, um verdadeiro desastre em termos de hardware, sem personalidade nem coração. O aparelho não passa de mais um celular de última geração sem nenhuma novidade digna das novas tecnologias que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O recado de um leitor:</p>
<blockquote><p>“Seu artigo publicado hoje no New York Times foi uma idiotice. O <a href="http://www.nytimes.com/2012/06/21/technology/personaltech/samsung-galaxy-s-iii-phone-bristles-with-extras-state-of-the-art.html?_r=1&amp;ref=personaltech">Galaxy S III</a> é um celular de nerds, um verdadeiro desastre em termos de hardware, sem personalidade nem coração. O aparelho não passa de mais um celular de última geração sem nenhuma novidade digna das novas tecnologias que traz. Mais pixels e nenhuma visão.</p>
<p>Antes você sabia escrever. Agora só produz esse lixo?!</p>
<p>Seria melhor demiti-lo e colocar no seu lugar alguém que tenha ideia<br />
do que está fazendo.”</p></blockquote>
<p>Receber mensagens deste tipo é algo que faz parte do trabalho de um crítico de tecnologia. Tenho certeza que os críticos de teatro, de música e de arte também recebem sua parcela de mensagens elogiosas. “É impossível agradar a todos”, diz meu filho adolescente.</p>
<p>Francamente, hoje em dia, minha primeira reação é a curiosidade. O que se passa, exatamente, com estes leitores? Como é possível que algo inanimado, produzido em massa e transformado em commodity, como um celular, pode irritá-los tanto?</p>
<p>Tomemos como exemplo o leitor cuja mensagem citei acima. Quando ele escreveu a mensagem, o celular não tinha nem mesmo sido lançado. Não havia como ele ter testado o aparelho. Portanto, seria impossível para ele avaliar se o aparelho seria de fato “um verdadeiro desastre em termos de hardware, sem personalidade nem coração”. Então, o que poderia tê-lo levado a escrever com tanta confiança a respeito do celular?</p>
<p>Nos anos 80 e 90, as guerras religiosas no mercado de eletrônicos eram mais fáceis de compreender. Naquela época havia dois lados: Apple e Microsoft. Os defensores da Apple detestavam a Microsoft porque (de acordo com o raciocínio deles) a empresa tinha se tornado grande e bem sucedida não por causa de seus produtos de qualidade, e sim por roubar ideias e executá-las de maneira desajeitada. Os defensores da Microsoft detestavam a Apple porque (de acordo com o raciocínio deles) seus consumidores e produtos eram metidos, elitistas e caros demais.</p>
<p>Havia também a questão da zebra, do azarão, uma dinâmica Davi-versus-Golias. Era divertido torcer por um lado ou pelo outro. A hostilidade contra Microsoft e Apple não diminuiu. (No lançamento de um produto na semana passada, sentei-me ao lado do colega Walt Mossberg, que escreve sobre tecnologia para o Wall Street Journal.</p>
<p>Rimos ao comentar as mensagens de ódio que recebemos; na verdade, Walt identificou algo que ele chama de Doutrina da Adulação Insuficiente. Trata-se de quando publicamos uma resenha extremamente elogiosa a respeito de um produto da Apple &#8211; mas recebemos mesmo assim mensagens furiosas dos fãs da Apple porque, na opinião deles, nossos elogios não teriam sido suficientes.)</p>
<p>Mas, com o passar do tempo, novas religiões ascenderam: Google. Facebook. Nos fóruns de debate a respeito da fotografia, batalhas semelhantes consomem os defensores de Canon e Nikon. Há até guerras religiosas nos e-books: Kindle vs. Nook.</p>
<p>E agora: Samsung.</p>
<p>Samsung? Bem-vinda à primeira divisão.</p>
<p>O que está havendo, afinal? Por que uma pessoa dedicaria o tempo do seu dia para verter uma torrente de veneno contra o responsável pela análise de um celular?</p>
<p>Na política, os cientistas descrevem uma teoria da comunicação chamada de efeito hostil da mídia. Trata-se de quando temos a impressão de a cobertura da mídia a respeito de um tema importante ser enviesada e contrária à nossa opinião, independentemente do quanto a cobertura seja equilibrada e imparcial.</p>
<p>Mas, no universo dos eletrônicos, este efeito é ampliado pela poderosa força motivadora do medo.</p>
<p>Quando compramos um produto, estamos de certa maneira fazendo uma escolha que traz prós e contras. Nós nos vinculamos a uma marca. Muitas vezes, assumimos o compromisso de investir milhares de dólares em software para a plataforma escolhida, ou nas lentes para aquela câmera, ou nos e-books para aquele leitor de livros em formato eletrônico. É grande e profundo o interesse que temos em ter feito a escolha certa. Sempre que aparece alguém e diz, num texto impresso, que pode haver uma opção melhor &#8211; bem, trata-se de algo assustador.</p>
<p>Neste caso, tem-se a sensação de que o resenhista não está apenas criticando seu novo aparelho. Ele está criticando o dono do aparelho. Ele está insultando sua inteligência, pois não foi este o produto que você escolheu. Ele está dizendo que você fez a escolha errada, e aqueles milhares de dólares em aplicativos e lentes e e-books não passaram de dinheiro rasgado. Ele está dizendo que o consumidor é um tonto.</p>
<p>No universo dos dispositivos, o efeito é amplificado pelas aparências sociais. Devemos provavelmente agradecer à Apple por transformar os eletrônicos num acessório da moda: você é aquilo que leva consigo.</p>
<p>O Zune, da Microsoft, por exemplo, era um belo reprodutor de MP3, de excelente design. Assim sendo, por que o produto fracassou? Porque ter um dispositivo daqueles era considerado extremamente fora de moda. O iPod estava na moda. As silhuetas dançantes nos anúncios do iPod eram bacanas. Você não gostaria que os outros o considerassem uma pessoa patética, não é?</p>
<p>Mais uma vez, uma resenha que critique o dispositivo que você comprou acaba insultando a pessoa do comprador. Não está dizendo apenas, “você fez a escolha errada”; agora, diz também, “e você tem um péssimo<br />
gosto”.</p>
<p>Está bem. Mas, por que os eletrônicos? Por que não vemos guerras de insultos entre os defensores de diferentes marcas de cereal matinal, de firmas de locação de carros ou de empresas seguradoras?</p>
<p>Sem dúvida, parte da resposta está no fato de estes produtos não terem sido transformados no objeto de resenhas padronizadas, como ocorreu com os livros, peças de teatro, filmes, restaurantes e produtos tecnológicos. Não há no Times uma coluna semanal analisando os cereais matinais. (Ei, editores! Estão prestando atenção?)</p>
<p>Mas, no ramo dos eletrônicos, a internet é sem dúvida um fator importante. Os produtos tecnológicos são o objeto de guerras religiosas porque a própria internet é um fórum de debate técnico. E seu anonimato encoraja as pessoas a manifestarem suas frustrações de uma maneira que jamais seria aceitável nem tolerável numa conversa cara a cara.</p>
<p>Eu adoraria sugerir que fôssemos todos mais civilizados nas nossas interações. Adoraria propor que os leitores escrevessem suas objeções de maneira menos virulenta. Seria ótimo se as pessoas pudessem aprender que são indivíduos dignos independentemente dos modelos de aparelhos eletrônicos que possuam.</p>
<p>Mas isto seria como dizer, “Devemos fazer mais exercício” ou “Os países deveriam manter boas relações entre si”. Há coisas que são da natureza humana, demasiadamente arraigadas para que possam ser mudadas.</p>
<p>Aparentemente, a sensibilidade associada aos dispositivos eletrônicos é uma delas.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/21/hate-mail-and-the-new-religious-wars-in-tech/">Publicado originalmente</a> em 21/6/2012.</em></p>
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		<title>O lançamento do Surface: concorrência louvável e premissa questionável</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 18:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[Tablet]]></category>
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		<category><![CDATA[surface]]></category>
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		<description><![CDATA[Sob certos aspectos, o anúncio foi um marco para a Microsoft, empresa que se manteve durante décadas fora do ramo dos PCs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table class="image" border="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://blogs.estadao.com.br/link/files/2012/06/surface1-590.jpg" alt="" width="450" height="329" align="right" hspace="10" vspace="10" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na segunda feira, em Los Angeles, num evento para a mídia envolto em sigilo, a Microsoft anunciou o lançamento de um maravilhoso tablet com tela sensível ao toque como o iPad. Trata-se do tablet conhecido como Surface. Suas principais diferenças em relação ao iPad: ele conta com um estande, tem entradas típicas de um PC e vai rodar o sistema operacional Windows 8.</p>
<p>Sob certos aspectos, o anúncio foi um marco para a Microsoft, empresa que se manteve durante décadas fora do ramo dos PCs. Nunca houve um computador da Microsoft. Por outro lado, parece que conhecemos bem as cenas iniciais deste filme. A Apple cria um produto de grande sucesso (iPod, iPhone). A Microsoft cria um concorrente de design simpático (Zune, Windows Phone).</p>
<p>Infelizmente, a empresa não acrescenta novidades suficientemente atraentes para atrair os consumidores e afastá-los da escolha mais segura. Como resultado, ninguém compra a alternativa da Microsoft.</p>
<p>Haverá na verdade diferentes modelos do tablet Surface; afinal, estamos falando da Microsoft. Já foram anunciados dois modelos básicos: uma versão mais básica e ultrafina, equipada com processador ARM, que roda uma versão modificada do Windows 8 chamada Windows RT, e uma versão Pro, equipada com chip Intel e uma versão completa do Windows 8.</p>
<p>São muitas as perguntas. A Microsoft não informou a data de lançamento, nem o preço nem o tempo de duração da bateria. A Microsoft deu a entender que a versão Pro custará o mesmo que um ultrabook (US$ 1.000) e rodará aplicativos normais do Windows como o Office e o Photoshop; assim sendo, quais serão exatamente os aplicativos disponíveis para o modelo equipado com o Windows 8 versão RT?</p>
<p>Será que as “parceiras de hardware” tradicionais da Microsoft não vão ficar furiosas ao ver que a empresa está agora fabricando seu próprio tablet competitivo?</p>
<p>Haverá uma versão celular? A empresa demonstrou uma capa magnética que, engenhosamente, acumula a função de teclado e trackpad. Esta será incluída com o produto ou vendida separadamente?</p>
<p>Creio que o Windows 8 representa um dos melhores trabalhos da Microsoft. Fluido, rápido, útil, fácil de aprender &#8211; e diferente do velho conceito de ícones-no-preto do iPhone/Android. Tenho <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/02/29/a-review-of-the-windows-8-beta/?gwh=2B3F1A22C9A5381F785FADA312228F54">usado uma versão de testes</a> do Windows 8 num tablet Samsung e o sistema funciona maravilhosamente.</p>
<p>Mas o iPad está no mercado há dois anos; já está um pouco tarde para que a Microsoft comece agora a querer alcançá-lo. (Ver também: tablet da HP, tablet da BlackBerry, Zune.) Para mim, o modelo mais atraente parece ser a versão Intel; imagine um tablet bonito, arrojado e fino que seja capaz de rodar de fato os programas do Windows.</p>
<p>Dito isto, o teclado removível é imprescindível para aqueles que desejam trabalhar a sério, e nenhum PC de duas peças conseguiu fazer sucesso no mercado até o momento. (Ver também: tablets conversíveis, celulares Motorola com dock.)</p>
<p>E há também o elefante na sala. Se o consumidor terá de gastar cerca de US$ 1.000 para ter um tablet com teclado removível, por que não optar logo por um ultrabook, que nada mais é do que um PC mais completo de peso semelhante?</p>
<p>Assim, não é minha intenção desrespeitar a Microsoft ao prever que o Surface terá um duro caminho rumo ao sucesso.<br />
Mas esta é uma semana de celebração, e não de análises fatalistas. Afinal, independentemente do sucesso ou fracasso do Surface, seu lançamento representa a concorrência, a escolha e algumas ideias novas.</p>
<p>Por causa destas contribuições, devemos desejar ao aparelho o melhor dos destinos.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/19/the-surface-a-new-tablet-from-microsoft/">Publicado originalmente</a> em 19/6/2012.</em></p>
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		<title>O caso da mancha esverdeada na tela</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 17:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[logotipo]]></category>
		<category><![CDATA[maçã]]></category>
		<category><![CDATA[macbook]]></category>
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		<category><![CDATA[verde]]></category>

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		<description><![CDATA[Acha que entende de tecnologia? OK, vamos ver se sabe resolver o problema a seguir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acha que entende de tecnologia? OK, vamos ver se sabe resolver o problema a seguir.</p>
<p>No domingo, meu filho adolescente estava trabalhando no MacBook no fim da tarde. (Bem, admito que “trabalhando” talvez não seja a palavra mais adequada.)</p>
<p>Subitamente, ele reparou numa mancha esverdeada no centro da tela. Era impossível ignorá-la: quase no meio da tela, como se uma poça de tinta verde clara tivesse sido derramada sobre os gráficos do jogo dele. Ele saiu do jogo, mas a mancha descolorida continuava lá, agora visível na área de trabalho. As tentativas de ajustar o brilho da tela não renderam resultado. Não adiantou abrir novas janelas. A mancha parecia fazer parte da própria tela.</p>
<p>Alarmado, ele reiniciou o computador. Depois que o sistema terminou de carregar, a estranha área afetada ainda era visível. Não restava dúvida: tratava-se de um problema de hardware, e parecia que seria necessária uma visita à loja da Apple mais próxima.</p>
<p>Quando ele estava prestes a me telefonar para dar a má notícia, meu filho percebeu qual era o problema &#8211; e concluiu que não seria necessário visitar a loja da Apple. Bastava esperar algumas horas, ou subir as escadas e ir até o quarto dele, e o problema desapareceria sozinho.</p>
<p><strong>P:</strong> Qual era a causa da estranha mancha descolorida?</p>
<p><em>Vou lhe dar algum tempo para pensar. Não vale olhar a resposta!</em></p>
<p><strong>R:</strong> A luz do sol do fim da tarde estava passando diretamente pelo logotipo iluminado da Apple no verso da tela. Aquela maçã branca é, na verdade, translúcida; a luz consegue passar diretamente por ela e chegar até a parte frontal da tela e, se for suficientemente forte, o resultado é uma estranha mancha descolorida na área de trabalho.</p>
<p>Bastava esperar algumas horas ou mudar de cômodo na casa (ou até mudar a posição em que estava sentado) para que meu filho evitasse a refração dos raios do sol através do logotipo da Apple.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/19/the-case-of-the-screens-green-blob/?gwh=70E9CC0D2FE38BE852D58F9A8AB9C20B">Publicado originalmente</a> em 19/6/2012.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O restante dos anúncios feitos pela Apple</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/o-restante-dos-anuncios-feitos-pela-apple/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 18:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>

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		<description><![CDATA[Na apresentação feita pela Apple durante a Conferência Mundial dos Desenvolvedores (WWDC) em San Francisco na segunda feira, a empresa revelou tantas novidades em produtos e recursos que seria fácil escrever um caderno inteiro só sobre elas. Já comentei os pontos principais, e fiz uma resenha do novo laptop &#8211; mas isto não esgotou meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na apresentação feita pela Apple durante a Conferência Mundial dos Desenvolvedores (WWDC) em San Francisco na segunda feira, a empresa <a href="http://www.nytimes.com/2012/06/12/technology/apple-overhauls-mac-computers-and-introduces-new-mobile-operating-system.html?ref=technology&amp;gwh=29FFF8AD32AB104B5639F72C082E7748">revelou tantas novidades</a> em produtos e recursos que seria fácil escrever um caderno inteiro só sobre elas. <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/explicando-as-novidades-da-apple/">Já comentei os pontos principais</a>, e fiz uma <a href="http://www.nytimes.com/2012/06/14/technology/personaltech/apples-macbook-pro-is-just-short-of-perfection-state-of-the-art.html?ref=technology&amp;gwh=97BE596262209D58BDB5CDF86A1A02A4">resenha do novo laptop</a> &#8211; mas isto não esgotou meus pensamentos a respeito da apresentação. Abaixo, mais algumas considerações.</p>
<p><strong>MacBook Air.</strong> Na semana passada <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/o-que-pogue-realmente-comprou/">escrevi a respeito do meu próprio acervo de eletrônicos</a>. Destaquei que não preciso de fato do drive de DVD do meu MacBook atual, e não me importaria de me livrar deste peso extra &#8211; mas a alternativa, o MacBook Air, não tem espaço de armazenamento suficiente para meus vídeos e fotos.</p>
<p>Vejam que surpresa: a Apple atualizou os modelos do MacBook Air. Agora ele têm um chip mais rápido, gráficos mais potentes, mais memória, entradas USB 3 e &#8211; lá vem a grande novidade &#8211; uma capacidade de armazenamento ampliada, chegando a 512MB. E o preço foi reduzido em US$ 100. Hmmm.</p>
<p><strong>Ditado.</strong> Assim que a Apple mencionou que a conversão da fala para texto digitado se tornaria um recurso básico do novo sistema operacional Mountain Lion, pensei no pessoal da MacSpeech. Estes pobres sujeitos tentaram durante mais de uma década levar o reconhecimento vocal para o Mac; no fim, o produto deles, agora chamado <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2010/09/23/finally-professional-dictation-software-for-the-mac/?gwh=6AD18D983312B277BD99A56EBC806E4C">Dragon Dictate para Mac</a>, foi comprado pela Nuance. E agora que o ditado será incorporado ao Mac, quem vai se interessar pelo Dragon?</p>
<p>Bem, antes de mais nada, o Dragon ainda é muito mais preciso, já que se adapta à voz do usuário. Além disso, ele funciona mesmo quando não estamos online; no Mountain Lion, é preciso estar conectado à internet para usar o ditado.</p>
<p>Por fim, a Nuance é a responsável pelo serviço de ditado dos dispositivos da Apple &#8211; o que significa que a Nuance é beneficiada por este acordo.</p>
<p>Ainda assim, os anúncios feitos na WWDC lembraram as pequenas empresas de software de todo o mundo que seus esforços podem ser copiados pela Apple a qualquer momento. Basta pensar no Growl (muito semelhante ao novo recurso de Notificações do Mountain Lion); o aplicativo Classics (cuja apresentação semelhante a uma prateleira de livros foi emprestado do iBooks); Instapaper (agora jogado na obsolescência por um novo recurso da versão do Safari para o Mountain Lion); e assim por diante.</p>
<p>Me parece que aqueles que dançam com um elefante têm de conviver com a possibilidade de levarem um pisão.</p>
<p><strong>FaceTime no celular.</strong> No iOS 6, nova versão do sistema operacional da Apple para celulares, será possível fazer chamadas de vídeo onde quer que o usuário esteja, mesmo por meio das redes 3G; até então, o recurso só estava disponível via sinal Wi-Fi.</p>
<p>Por que tivemos de esperar tanto por isso? A Apple destaca que, diferentemente das chamadas de voz, a transmissão de dados em geral não exige uma conexão contínua, estável e ininterrupta com a rede celular. O consumo de dados costuma ocorrer em partes: uma página da web, um e-mail recebido e assim por diante. Ao usar o celular, o aparelho costuma mudar sua conexão de rede para rede conforme nos movimentamos &#8211; e às vezes até quando permanecemos no mesmo lugar; até que as conexões de dados possam ser contínuas e ininterruptas, as chamadas de vídeo serão frustrantes.</p>
<p>Em outras palavras, as empresas de celulares precisaram de dois anos para ajustar suas redes e torná-las capazes de conexões contínuas de dados. (E, na verdade, nem todas as operadoras o fizeram &#8211; é provável que nem todas as operadoras ofereçam suporte ao FaceTime.)</p>
<p><strong>Mail.</strong> No iOS 6, usando um iPhone ou iPad, será agora possível anexar um vídeo ou uma foto a uma mensagem de e-mail que estejamos escrevendo.</p>
<p>Sei que isto parece óbvio. Mas, até então, era preciso iniciar este processo no aplicativo Photos. Primeiro escolhíamos as imagens, então abríamos o Mail e levávamos a ele as imagens, anexando-as a uma mensagem em branco. Um procedimento um pouco atrasado, na verdade.</p>
<p>O aplicativo Mail pode agora abrir também os documentos Office protegidos por senha.</p>
<p><strong>Reação aos laptops.</strong> Foram muitas as reações ao novo MacBook Pro de 15 polegadas &#8211; aquele que não tem drive de DVD, nem disco rígido tradicional, nem entradas Ethernet e FireWire. Há muita gente se queixando daquilo que está faltando. (Além disso, não se falou numa versão de 17 polegadas.)</p>
<p>Muitos repararam também que não é mais possível fazer por conta própria a manutenção e a atualização do hardware do laptop. A memória e a capacidade de armazenamento instaladas no dia da compra são as mesmas que usaremos pelo restante da vida útil da máquina.</p>
<p>Trata-se de um filme que todos nós já vimos antes. De novo e de novo e de novo. Lembram-se de quando a Apple decretou a morte do drive de disquete? Do modem telefônico? Da bateria removível?</p>
<p>Acreditem em mim &#8211; estou entre aqueles que se queixaram. Fiquei furioso quando eles assassinaram o modem telefônico; isto foi numa época em que o sinal Wi-Fi estava longe de se tornar onipresente.</p>
<p>Mas nós não passamos de moscas incomodando um elefante. Há alternativas para os produtos da Apple; se não gostarmos daquilo que a empresa está nos oferecendo, não precisamos comprar seus aparelhos.</p>
<p>Mas é claro que, no fim, a Apple se mostrará correta a respeito do fim de determinadas tecnologias comuns, porque ela é ao mesmo tempo a causa e a consequência destas mudanças. A empresa decide que certa tecnologia está pronta para a aposentadoria &#8211; e então, justamente porque a Apple elimina um recurso, sua observação se torna realidade. A tecnologia em questão cai no esquecimento conforme o restante da indústria segue a tendência.</p>
<p>O lema da Apple pode muito bem ser uma adaptação do antigo provérbio chinês: que você viva com uma empresa interessante de eletrônicos.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/14/pondering-the-rest-of-the-apple-announcements/?gwh=4846621E999AF24D275C7DCB08C892CD">Publicado originalmente</a> em 14/6/2012.</em></p>
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		<title>Serviço de mapa da Apple ganha elogios</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/servico-de-mapa-da-apple-ganha-elogios/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2012 16:24:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[3d]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>

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		<description><![CDATA[Seria impossível escrever o post de hoje do blog com mais qualidade do que a pessoa que enviou o texto para mim]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Seria impossível escrever o post de hoje do blog com mais qualidade do que a pessoa que enviou o texto para mim &#8211; o leitor Adam Ornstein. Com a palavra, Adam!<br />
</em></p>
<blockquote><p>“Parabéns pelo furo revelando que a Apple vai lançar novos modelos de Mac Pro em 2013, reproduzido por todos os blogs de boatos. Mas houve um detalhe no seu texto a respeito da WWDC que (por mais que eu não queria me tornar um Daqueles Leitores) não estava 100% correto. <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/explicando-as-novidades-da-apple/">Você escreveu</a>:</p>
<p>‘Ao inclinar o mapa, ele exibe uma impressionante visualização em 3-D &#8211; e, no modo de exibição da imagem de satélite, isto inclui até vídeos aéreos dos principais marcos da paisagem. (A Apple diz que passou os últimos dois anos sobrevoando cartões postais a bordo de helicópteros para fazer vídeos deles.)’</p></blockquote>
<table class="image" border="0" align="left">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/files/2012/06/apple-map.jpg" alt="" align="right" hspace="10" vspace="10" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<blockquote><p>A expressão ‘vídeos aéreos’ implica exatamente isto &#8211; imagens estáticas feitas de helicóptero do tipo visto em <em>Amor, sublime amor</em>. Entretanto, o recurso de sobrevoo é na verdade muito mais impressionante. É como uma espécie de Street View para o céu, um modelo dinâmico e interativo em 3-D da cidade sobreposto por imagens de 360°.</p>
<p>Visualmente, ele se assemelha a um vídeo aéreo, mas é possível controlar a câmera virtual. Pode-se navegar nestas cenas por conta própria, olhando por cima e ao redor dos edifícios (qualquer prédio da<br />
cidade que tenha sido fotografado, e não apenas os ‘cartões postais’) para ver o que há atrás deles, e tudo é renderizado ao vivo no dispositivo que está nas nossas mãos.</p>
<p>Este é o grande atrativo, o mais incrível dos novos recursos do Maps e, possivelmente, o mais impressionante de todo o novo iOS 6. Mas, na minha opinião, trata-se de um caso em que Cupertino recebeu menos elogios do que o merecido.”</p></blockquote>
<p><em>Adam tem razão. A Apple criou modelos fotográficos de cidades inteiras, e não apenas dos “cartões postais”, conforme escrevi &#8211; são 35 cidades até o momento, e há outras por vir. Trata-se da soma de recursos como o Google Earth e o Street View cujo resultado é uma nova e incrível maneira de ver nosso mundo.</em></p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/13/apples-mapping-feature-wins-raves/">Publicado originalmente</a> em 13/6/2012.</em></p>
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		<title>Explicando as novidades da Apple</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jun 2012 19:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[anúncio]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Bem, é verdade que Steve Jobs se foi. Mas, em se tratando de manter vivos o formato e a animação das apresentações de novos recursos que ele fazia no palco, a Apple está trabalhando bem. Na segunda feira, em San Francisco, assisti à fala do novo diretor executivo da Apple, Tim Cook, que fez comentários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, é verdade que Steve Jobs se foi. Mas, em se tratando de manter vivos o formato e a animação das apresentações de novos recursos que ele fazia no palco, a Apple está trabalhando bem.</p>
<p>Na segunda feira, em San Francisco, <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/apple-fecha-seu-ecossistema/">assisti à fala do novo diretor executivo da Apple</a>, Tim Cook, que fez comentários no início e no fim da apresentação dos novos lançamentos da Apple durante a Worldwide Developers Conference (conferência mundial de desenvolvedores), que parece destinada a se tornar aquilo que a antiga Macworld Expo costumava ser: um espaço para a Apple revelar suas mais novas invenções. O anúncio dos lançamentos em si foi delegado pelo diretor aos seus tenentes.</p>
<p>Comecemos com os laptops: a partir de hoje, os novos modelos do MacBook Air são mais rápidos, têm mais espaço de armazenamento, oferecem entradas mistas USB 2/3 e custam US$ 100 a menos do que antes.</p>
<p>Há também um novo modelo para reinar entre os super laptops, o MacBook Pro de 15 polegadas, equipado com a tela Retina Display (US$ 2.200 ou mais). O computador é muito fino e leve (1,7cm e 2kg), traz dois microfones para um melhor reconhecimento vocal &#8211; e a tela Retina Display, é claro.</p>
<p>Em outras palavras, trata-se de uma tela composta por um número muito maior de pontos luminosos muito menores do que os encontrados num laptop comum; com resolução de 2.880 por 1.800 pixels, esta é a tela de<br />
resolução mais alta já vista num laptop. A Apple destaca que, quando os vídeos são editados no Final Cut, é possível ver cada ponto de um vídeo em alta definição com formato de 1080p no qual estejamos trabalhando &#8211; e ainda ter três milhões de pixels à disposição para as barras de ferramentas e timelines.</p>
<p>A área seguinte a receber novidades foi o Mountain Lion, a próxima versão do Mac OS X. A Apple já tinha demonstrado a maioria dos novos recursos do sistema operacional, mas houve algumas surpresas. Para mim, a principal foi o ditado. Depois de tantos anos &#8211; depois que a conversão de texto para fala chegou ao iPhone e ao Ipad, e depois de anos após o lançamento dos recursos de ditado para Windows &#8211; será agora possível escrever textos ditando as palavras para o Mac, em qualquer programa. (Para fazer o botão Dictation aparecer, basta pressionar suas vezes a tecla Fn.)</p>
<p>Trata-se da mesma tecnologia encontrada no iPhone: nos bastidores, nossa fala é enviada à Nuance para processamento e conversão para o texto, que é então devolvido ao Mac em questão de segundos. Em outras palavras, nenhum treinamento é necessário &#8211; o que é preciso é uma conexão com a internet. Sem internet, nada de ditado. Mal posso esperar para experimentar o recurso.</p>
<p>A Apple também revelou o Power Nap, um recurso do Mountain Lion anunciado na segunda feira para os laptops. Ele permite que o Mac continue a atualizar dados na internet mesmo quando estiver fechado e no modo de hibernação. O computador continua a receber e-mails, atualizações da agenda, atualizações do Photo Stream, atualizações de software e assim por diante. Neste aspecto, o consumo da bateria se torna uma preocupação, mas a Apple diz que o impacto do novo recurso é mínimo.</p>
<p>Na segunda-feira, a Apple anunciou também quando o Mountain Lion será lançado &#8211; “no mês que vem” &#8211; e também o seu preço: US$ 20. A cópia do sistema operacional pode ser instalada em todos os Macs do proprietário, sem números seriais nem proteção contra cópias. É possível atualizar versões anteriores do Mac OS X para a mais recente a partir do Snow Leopard.</p>
<p>Por fim, a Apple mostrou as novidades do novo iOS 6 &#8211; o sistema operacional dos iPhones e iPads &#8211; que será lançado no segundo semestre do ano. (O software vai rodar nos iPhones a partir do modelo 3GS, nos modelos 2 e 3 do iPad e na quarta geração do iPod Touch.) Os recursos mais interessantes e atraentes foram reservados para este sistema.</p>
<p>A Siri, assistente virtual controlada pela voz que todo mundo ama ou odeia, ganhou muitas capacidades novas. Agora podemos perguntar a ela a respeito de restaurantes, e a tela de resultados mostra o preço médio, o tipo de comida e outras informações a respeito de cada um dos restaurantes indicados. Esta funcionalidade é integrado ao aplicativo OpenTable, permitindo que o usuário faça reservas imediatamente, e também ao aplicativo Yelp, possibilitando a leitura de resenhas sobre cada lugar.</p>
<p>Também é possível fazer perguntas a respeito de filmes (“Quais filmes estão em cartaz no Metreon?” ou “Mostre-me filmes estrelados por Tom Cruise”) ou esportes (“Qual foi o placar do jogo dos Yankees de ontem à noite?”, “Qual é a média de rebatidas de Buster Posey?”, “Como está a tabela do campeonato nacional?”, “Quem é mais alto: LeBron ou Kobe?”).</p>
<p>E a Siri pode agora abrir aplicativos. Uau! (“Abra o Angry Birds.”) A Apple mencionou também que uma dúzia de fabricantes de carros (entre elas General Motors, BMW, Toyota, Audi, Mercedes, Honda e Jaguar) concordaram em acrescentar um botão aos volantes de seus veículos para acessar a Siri. Este recurso, chamado de Eyes Free, permite que recebamos informações e usemos a Siri enquanto dirigimos &#8211; e a tela do<br />
iPhone nem mesmo se ilumina.</p>
<p>Por fim, agora é possível falar com a Siri em novos idiomas como espanhol, italiano, francês, alemão, coreano e chinês. Ah &#8211; o recurso de comandos vocais da Siri vai finalmente chegar ao mais novo iPad. Sabe quando estamos numa reunião ou no cinema e alguém telefona? Agora, a tela Answer oferece um ícone com duas novas opções: “Responder com Mensagem” (envia uma mensagem ao autor da chamada com um recado padrão do tipo “Estou numa reunião &#8211; ligo assim que puder”) ou “Lembre-me mais tarde”. Este recurso faz o iPhone usar seu GPS para lembrar o usuário de retornar o telefonema “Quando chegar em casa”, por exemplo, ou “Quando voltar”.</p>
<p>De modo parecido, o novo botão Não Perturbe, nas Configurações (Settings), permite ao usuário que diga ao telefone para não perturbá-lo com textos nem chamadas e notificações. Estes não deixarão de ser recebidos, mas não farão com que o telefone toque nem apite &#8211; a não ser que tenham sido enviados por aquela pessoa especial especificada nas configurações.</p>
<p>É verdade que alguns destes recursos já estavam disponíveis nos celulares da Treo e em outros modelos, mas é ótimo poder usá-los no iPhone.</p>
<p>O recurso Maps promete ser o grande trunfo do iOS 6. A Apple concluiu que era hora de parar de depender do seu acordo de licenciamento com o Google e outras empresas de mapeamento. Assim, a empresa desenvolveu seu próprio aplicativo Maps a partir do zero. Ele cobre o mundo todo e conhece cerca de 100 milhões de empresas e estabelecimentos.</p>
<p>O aplicativo exibe informações sobre o trânsito atualizadas em tempo real &#8211; informações que vem de onde? Dos outros usuários do iPhone. Informações sobre o trânsito obtidas por meio do crowdsourcing são enviados por eles em tempo real e de maneira anônima à Apple, que descobre então exatamente onde estão os engarrafamentos. (Há até ícones indicando o motivo da lentidão: obras, acidentes ou seja lá o que for.)</p>
<p>Pela primeira vez, o Maps oferece ao usuário instruções faladas passo a passo, exatamente como um GPS preso ao para-brisa, só que mais inteligente e atraente. A Siri foi incorporada ao aplicativo; basta dizer, por exemplo, “Leve-me ao Edifício Empire State” ou “Onde posso abastecer o carro?” ou “Falta muito para chegar?” (Neste caso a Siri responde, “Relaxe, estaremos lá em 14 minutos”.)</p>
<p>Se aproximarmos bastante o zoom do mapa, podemos ver os vultos de cada edifício. Ao inclinar o mapa, ele exibe uma impressionante visualização em 3-D &#8211; e, no modo de exibição da imagem de satélite, isto inclui até vídeos aéreos dos principais marcos da paisagem. (A Apple diz que passou os últimos dois anos sobrevoando cartões postais a bordo de helicópteros para fazer vídeos deles.)</p>
<p><strong>O que mais o iOS 6 nos oferece?</strong></p>
<p>* Facetime na rede celular. Agora não o usuário não precisa mais se limitar aos pontos com sinal Wi-Fi quando quiser fazer uma chamada de vídeo de um iPhone/iPad/Touch/Mac para outro.</p>
<p>* Compartilhamento do Photo Stream. Agora é possível escolher certas fotos e compartilhá-las com determinados amigos. Estas imagens aparecem nos álbuns Shared Photo Stream destes amigos &#8211; no aplicativo Photos (iPhone/iPad), iPhoto, Aperture, Apple TV ou (para os computadores Windows) numa página especial na rede. Pode-se até deixar comentários nas fotos.</p>
<p>* Mail. Como no Mountain Lion, agora é possível designar contatos especiais como VIPs. Somente as mensagens enviadas por tais pessoas são exibidas na tela travada do iPhone, e são reunidas numa pasta especial na caixa de entrada; basicamente, elas evitam o tráfego normal de mensagens. E, finalmente, podemos agora anexar uma foto ou vídeo diretamente na tela Escrever Mensagem. (Antes era preciso abrir o aplicativo Photos para enviar uma imagem por e-mail para alguém.) </p>
<p>* Passbook. Este novo aplicativo mantém todos os códigos de barras/ingressos eletrônicos do usuário num mesmo lugar: cartões de embarque de aeroportos, entradas para o cinema, cartões de lojas e assim por diante. (Estes aplicativos precisam ser reescritos para fazer uso do Passbook.) Quando chegamos ao cinema ou ao aeroporto, não precisamos mais procurar o aplicativo e então procurar o código de barras dentro do aplicativo; o GPS do iPhone descobre que o usuário chegou, e exibe automaticamente a entrada ou passe mais adequado. (A melhor parte talvez seja a animação mostrando um triturador de papel quando apagamos um passe usado.)</p>
<p>* Acesso guiado. Este novo modo de uso é um pouco como o modo quiosque. Ele nos impede de deixar o aplicativo que estamos usando &#8211; não se pode voltar à tela Home, por exemplo. A Apple destaca que isto é ótimo para crianças com autismo, para professores que queiram dar uma prova e ao mesmo tempo bloquear a capacidade de buscar as respostas no Google, e para museus que pretendam criar passeios guiados.</p>
<p>Por sinal, a Apple fez duas outras mudanças que não foram incluídas na apresentação. Primeiro, as novas versões dos dois programas de fotos da Apple, Aperture e iPhoto, vão usar o mesmo banco de dados. Ou seja, as mesmas fotos serão exibidas em ambos os programas, com as mesmas categorias, marcadores, notas, edições e assim por diante, possibilitando que alternemos entre eles conforme a necessidade. </p>
<p>Segundo, há um novo modelo de Airport Express (uma estação de sinal Wi-Fi que cabe no bolso). Este mais parece uma versão branca da Apple TV &#8211; um pequeno quadrado &#8211; que dobra a velocidade de conexão e permite<br />
um maior número de conexões simultâneas.</p>
<p>Já está claro que a Apple pretende seguir algumas direções novas &#8211; que muito provavelmente serão seguidas pelo restante da indústria: </p>
<p>* Discos são coisa do passado. A Apple acabou com o iDVD, seu programa de autoração de DVD, e agora está excluindo gradualmente os drives de CD/DVD de seus laptops, incluindo o novo modelo de 15 polegadas. (Um drive externo de DVD pode ser comprado separadamente.) De acordo com a Apple, o futuro será online.</p>
<p>* A Ethernet é coisa do passado. O novo laptop não tem nem sequer uma entrada Ethernet para se conectar a uma rede (embora um adaptador possa ser comprado separadamente). É tudo Wi-Fi agora, baby.</p>
<p>* Os discos rígidos são coisa do passado. Os discos rígidos são a última parte móvel dos computadores. Os discos de memória flash nos modelos Air e no novo laptop da Apple são mais rápidos, resistem a choques físicos, são mais silenciosos, gastam menos a carga da bateria &#8211; e são mais caros. Mas isto vai mudar, sem dúvida.</p>
<p>* Os comandos vocais estão na moda. Lentamente, a Siri está ganhando mais recursos e mais compatibilidade com os produtos Apple, e um recurso de ditado acaba de ser incorporado ao Mac. É claro que a Apple não pretende parar por aí.</p>
<p>Muitos observadores da Apple também se perguntam se a Apple acha que os computadores de mesa ficaram para trás, já que nada foi dito a respeito do iMac e do Mac Pro. Mas um executivo da empresa me garantiu que há um novo modelo de Mac Pro a ser lançado, provavelmente em 2013.</p>
<p>No geral, a apresentação da manhã de segunda feira foi atordoante. Foram muitos os recursos realmente engenhosos que foram revelados. Alguns foram meras atualizações, mas hás também muito prometido para o futuro. Nada disso prova se Tim Cook e sua equipe poderão criar categorias inteiramente novas de produtos, como fazia Steve Jobs. Mas, por enquanto, eles estão fazendo um ótimo trabalho, mantendo vivo o entusiasmo em torno do conjunto atual de aparelhos da Apple.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/11/an-explanation-of-the-news-from-apple/">Publicado originalmente</a> em 11/6/2012.</em></p>
<p>&#8212;-<br />
<strong>Leia mais:</strong><br />
• <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/tire-suas-duvidas-sobre-o-ios-6/">Tire suas dúvidas sobre o iOS 6</a></p>
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		<title>O valor de um talão de cheques</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 20:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[cheque]]></category>
		<category><![CDATA[dica]]></category>
		<category><![CDATA[talão]]></category>

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		<description><![CDATA[“Adorei o post”, escreveu um leitor na seção de comentários. “Mas fiquei curioso: quem ainda leva consigo um talão de cheques em plena era dos cartões? Por quê?”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos de vocês ficaram curiosos ou perplexos ao lerem no <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/?p=1023">meu post a respeito dos equipamentos que comprei</a> que, em meio aos artigos que trago na mochila do laptop, há um talão de cheques.</p>
<table class="image" border="0" align="right">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/files/2012/06/theo-rigby-nyt.jpg" alt="" align="right" hspace="10" vspace="10" /></td>
</tr>
</tbody>
<caption><em>FOTO: Theo Rigby/NYT</em></caption>
</table>
<p>“Adorei o post”, escreveu um leitor na seção de comentários. “Mas fiquei curioso: quem ainda leva consigo um talão de cheques em plena era dos cartões? Por quê?”</p>
<p>Ótima pergunta!</p>
<p>De tempos em tempos, sou obrigado a fazer um cheque. Talvez isto ocorra seis vezes por ano.</p>
<p>Se isto é mais do que o número de cheques que a maioria das pessoas faz, talvez a resposta esteja no fato de eu ter três filhos. Quando somos pais, encontramos todo o tipo de serviço que não aceita pagamento em cartão de crédito: professora de piano, bazar beneficente, fotógrafo do time de futebol, estúdio de dança e assim por diante.</p>
<p>Costumava levar comigo apenas uma ou duas folhas de cheque, para emergências, mas estes sempre acabavam se amassando no meio da mochila. Assim, hoje prefiro levar o talão inteiro. O talão evita que os cheques se amassem e, talvez mais importante, sempre sei onde procurar quando preciso usar um deles!</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/09/the-value-of-a-checkbook/">Publicado originalmente</a> em 9/6/2012.</em></p>
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		<title>O que Pogue realmente comprou?</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2012 19:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<description><![CDATA[Recebo muitos e-mails de leitores e, se fosse criar um gráfico para representar as categorias de perguntas, “O que devo comprar?” seria sem dúvida a fatia mais larga da pizza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebo muitos e-mails de leitores e, se fosse criar um gráfico para representar as categorias de perguntas, “O que devo comprar?” seria sem dúvida a fatia mais larga da pizza.</p>
<p>Se fosse possível subdividir esta imensa fatia em pedaços menores, “O que você comprou?” seria um dos maiores dentre estes. Em outras palavras, imagine que seu trabalho lhe permite testar e experimentar cada marca e modelo de câmera, tablet, celular, laptop e GPS; quais você compraria para si e para a família?</p>
<p>É por isso que, de tempos em tempos, escrevo um post com a lista do equipamento que comprei para mim. Espero que ela possa ser útil a alguém.</p>
<p><strong>COMPUTADOR</strong></p>
<p>Um MacBook Pro de 13 polegadas. Tenho também um laptop e um desktop Windows, e há um Mac na cozinha para as crianças, mas o laptop é minha máquina principal.</p>
<p>Eu adoraria comprar um MacBook Air, tão rápido quanto o meu laptop e muito mais leve e fino do que ele. O problema é o espaço de armazenamento. Em vez de um modelo tradicional, cheio de partes móveis, o Air usa como seu disco rígido um SSD, de memória flash. Ótimo. Este tipo tem o funcionamento mais rápido e consome menos da carga da bateria. Mas os SSDs são muito caros, e são comercializados em capacidades menores. No Air, o maior SSD que podemos comprar tem 256GB, sendo que o disco do MacBook Pro oferece 750GB. Trabalho principalmente com fotos e vídeos; esgotaria rapidamente o espaço de um disco de 256GB.</p>
<p>Tenho experimentado outras soluções: manter o acervo de fotos e vídeos em casa, num disco rígido externo, por exemplo, deixando no laptop apenas o material mais recente. Mas, por enquanto, transporto comigo<br />
1kg extra e um drive de DVD que nunca uso.</p>
<p><strong>CÂMERA</strong></p>
<p><strong></strong> Comprei a incrível Canon S100, pequena câmera de bolso que oferece o maior sensor do mercado. Já expliquei meus motivos para escolhê-la num texto anterior. Mas, em duas semanas, pretendo mudar de marca. Vocês não vão acreditar naquilo que está prestes a ser revelado no mundo da fotografia. Confiem em mim: aqueles que estão à procura de uma câmera pequena capaz de produzir resultados impressionantes devem conter seus impulsos por algumas semanas.</p>
<p>Tenho também uma Nikon D80 com três lentes diferentes, uma SLR que começa a dar sinais de sua idade. Ela ainda faz fotos incríveis, mas sinto falta de uma câmera mais rápida, capaz de gravar vídeos. A verdade é que eu a uso cada vez menos na era das câmeras de bolso equipadas com grandes sensores. Tenho pensado em substituí-la pela D5100, que parece adequada para o uso que tenho em mente.</p>
<p><strong>CELULAR</strong></p>
<p>Tenho um iPhone 4S. Estou sempre analisando e testando os celulares Android, que estão cada vez melhores &#8211; o novíssimo Samsung Galaxy S III parece ser mesmo fantástico &#8211; mas, por enquanto, recursos como a Siri e o serviço iCloud têm me mantido no terreno da Apple.</p>
<p>O celular é da operadora Verizon. Como morador da Costa Leste, meu apreço pela onipresença do sinal da Verizon me levou a superar o cinismo em relação à Verizon enquanto empresa.</p>
<p><strong>CAPA PARA CELULAR</strong></p>
<p><strong></strong>Nenhuma. Sei que estou correndo um risco desnecessário, mas o vidro Gorilla ainda não me desapontou e, se compramos um celular por causa de sua espessura fina e design, por que enterrá-lo num invólucro de plástico?</p>
<p><strong>GPS</strong></p>
<p>Temos dois carros: um <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2009/05/19/an-update-on-how-im-liking-my-honda-fit/?gwh=ADB637A388A2B398BC7EE165C3A3B060">Honda Fit</a> e um <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/o-prius-v-e-seu-sistema-online/">Toyota Prius V</a>. São ambos fantásticos; tenho orgulho das escolhas que fiz neste aspecto. Os dois vieram com GPS.</p>
<p>No geral, o GPS da Honda está anos-luz à frente do modelo da Toyota. Para começo de conversa, seu sistema não impede o usuário de acessá-lo quando o carro está em movimento, permitindo que o passageiro programe o itinerário enquanto o motorista dirige. Além disso, seu design é simplesmente melhor. O GPS do Prius mostra minha cidade como “Área metropolitana de NY” em vez de Connecticut, por exemplo.</p>
<p>Mas o GPS do Prius traz um recurso que deveria ser incluído em todos os carros: a possibilidade de indicar o endereço de destino pela fala, em vez de termos de enfrentar o tedioso processo de localizá-lo pela tela sensível ao toque. E isto pode ser feito enquanto estamos dirigindo. “Extensão West Hartley, número 200, Nova Rochelle, Nova York.” Bingo: basta seguir as instruções. Esperei anos por algo assim.</p>
<p><strong>SOFTWARE</strong></p>
<p>Minha família usa o BusyCal como agenda, um dos melhores programas que já usei, independentemente da finalidade. Rápido, estável, simples, atraente e capaz de dialogar com agendas online como a do Google e do iCloud.</p>
<p>Passo o restante de minha vida no Mail, Word, Excel, Photoshop, FileMaker e também num antiquíssimo programa de cartões de banco de dados chamado iData. Minhas anotações, listas, rascunhos, contatos telefônicos, instruções de como chegar aos endereços, receitas, ideias para presentes de natal e outros pensamentos vivem presos naquele programa há 20 anos.</p>
<p>Uso também o TextExpander, que expande as abreviações digitadas para melhorar a velocidade e a precisão, e um programa gratuito de macros chamado Spark, que me permite abrir diversos programas e executar diferentes funções por meio de teclas de atalho de minha escolha. <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/dropbox-simplifica-a-nossa-vida/">E o Dropbox</a>. Eu realmente adoro o Dropbox, embora também tenha acrescentado à minha área de trabalho o SkyDrive (7 GB gratuitos em lugar de 2 GB).</p>
<p><strong>ONLINE</strong></p>
<p>Praticamente todos os dias, dou uma passada no Twitter (meu endereço é <a href="http://www.twitter.com/pogue">@Pogue</a>) para postar um link para a coluna mais recente ou publicar a piada do dia. Em geral, visito também o Facebook, para saber do que ocorre no meu círculo social.</p>
<p>O que mais há nos meus links favoritos?&nbsp;<a href="http://NYTimes.com" title="http://NYTimes. " target="_blank">NYTimes.com</a>, Techmeme, Google Voice, o site que mostra as lições de casa de meus filhos, meu blog e a tabela com os horários da rede local de trens urbanos.</p>
<p>Acabo de migrar minhas galerias de fotos online para o SmugMug, pelas razões que <a href="http://www.nytimes.com/2012/06/07/technology/personaltech/goodbye-mobileme-hello-smugmug-dropbox-and-jimdo-state-of-the-art.html?pagewanted=all">expliquei em minha coluna publicada no Times</a>. Estou bastante animado; tenho a sensação de que, neste aspecto, o fim do MobileMe foi bom para mim.</p>
<p><strong>FONES DE OUVIDO COM ISOLAMENTO ACÚSTICO</strong></p>
<p>Em janeiro, fiz a <a href="http://www.nytimes.com/2012/01/19/technology/personaltech/finding-headphones-to-shut-out-the-world-state-of-the-art.html?pagewanted=all&amp;gwh=E0DA870C6654EBBBEE69E2C58749EEEE">resenha </a>dos mais novos modelos de fones de ouvido com isolamento acústico &#8211; algo indispensável para quem é passageiro de aviões, trens e carros. Acabei comprando o modelo do qual mais gostei: o AKG K495 NC. Pode ser caro, mas certamente dá conta do recado. Este fone é menos volumoso do que os rivais quando dobrado, traz mais conforto quando é colocado nos ouvidos (voo de seis horas? sem problema) e isola o ruído externo com competência sem igual.</p>
<p><strong>MOCHILA PARA O LAPTOP</strong></p>
<p>Sempre que saio de casa, trago comigo uma mochila <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2010/09/15/my-favorite-flight-companion/?gwh=033211EDE508B30E0EE15BE339378683">Timbuktu adaptada para os padrões de segurança das autoridades de transporte</a> &#8211; ou seja, uma mochila cujo compartimento para o laptop se desdobra para os raios X do aeroporto, evitando que eu precise retirar o computador da mochila. Gostei muito da mochila quando a comprei, mas, com o uso, percebi que ela começou a pender para um dos lados. E o compartimento para o laptop perdeu seu formato, o que significa que agora são necessárias duas mãos para acomodar o computador lá dentro. Está chegando a hora de comprar outra mochila.</p>
<p>Dentro da mochila e dos seus bolsos, eis o que encontramos: laptop, carregador e adaptador para saída de vídeo. Câmera e carregador. Três pen drives. Cabo para sincronização e recarga do celular. Os tais fones da AKG. <a href="http://blogs.estadao.com.br/david-pogue/?p=1021">Talão de cheque</a>. Canetas. Óculos de leitura emergenciais (<a href="http://www.walgreens.com/store/c/foster-grant-microvision-optical-metal-folding-micro-reader-reading-glasses-gideon-+1.50/ID=prod6042624-product">aqueles bacanas, de dobrar</a>). Saquinho emergencial de castanhas mistas.</p>
<p>Aí está: a lista dos equipamentos que comprei para mim, versão 2012. Eu sei, eu sei &#8211; sou um minimalista. Mas estou tentando melhorar.</p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/05/battery-power-drives-screen-size/">Publicado originalmente</a> em 5/6/2012.</em></p>
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		<title>Duração da bateria determina tamanho da tela</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2012 19:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Pogue</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celular]]></category>
		<category><![CDATA[bateria]]></category>
		<category><![CDATA[tela]]></category>

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		<description><![CDATA[Os rumores (e as fotos secretas) do próximo iPhone, que provavelmente sairá no próximo outono americano (setembro a dezembro), indicam que ele poderá ser maior que todos os iPhones até agora. A maioria das pessoas provavelmente supõe que a decisão da Apple de fazer o iPhone maior se baseia num desejo de oferecer uma tela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os <a href="http://9to5mac.com/2012/05/29/photos-black-and-white-next-generation-metal-iphone-backs-mini-dock-taller-screen-moved-earphone-jack-present/">rumores (e as fotos secretas)</a> do próximo iPhone, que provavelmente sairá no próximo outono americano (setembro a dezembro), indicam que ele poderá ser maior que todos os iPhones até agora.</p>
<p>A maioria das pessoas provavelmente supõe que a decisão da Apple de fazer o iPhone maior se baseia num desejo de oferecer uma tela maior – para não ficar atrás dos rivais Androids.</p>
<p>Mas se a Apple está nesse caminho, não creio que inveja de tela seja a razão exclusiva ou mesmo principal.</p>
<p>Eu me lembro de alguém da Apple ter me dito em algum momento por que não havia um iPhone LTE 4G – um telefone capaz de entrar nas redes de celulares superrápidas que estão surgindo em grandes cidades. E a razão era a duração da bateria.</p>
<p>O circuito 4G da época (alguns anos atrás) consumia tanta energia que a bateria podia ser descarregada com inaceitável rapidez. Como prova, basta olhar telefones 4G Android, cujas baterias geralmente não duram um dia inteiro.</p>
<p>Eu imagino, portanto, que o aumento de tamanho do iPhone será necessário também para acomodar uma bateria maior, para que a Apple possa resolver a questão da bateria descarregada com  4G. Aposto com vocês que quando o novo iPhone surgir, a Apple dirá que a duração da bateria não é pior  que a dos iPhones 4S, apesar de ter um 4G LTE.</p>
<p>O Motorola Droid Razr Maxx segue uma filosofia parecida (tela grande, telefone grande, bateria grande), e a duração de sua bateria é espetacular. Não é uma compensação ruim. Façam suas apostas, moçada! </p>
<p><em>* <a href="http://pogue.blogs.nytimes.com/2012/06/05/battery-power-drives-screen-size/">Publicado originalmente</a> em 5/6/2012.</em></p>
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