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Pressão das agências de rating e apatia do BCE preocupam investidores

13 de dezembro de 2011 | 7h59

Daniela Milanese

A pressão das agências de rating e a falta de agressividade do Banco Central Europeu preocupam os investidores internacionais. A cautela prevalece no início dos negócios nesta terça-feira, enquanto a crise do euro segue seu longo e sofrido curso. Os mercados não conseguem se
desvencilhar dos problemas da Europa e a reunião de política monetária do Federal Reserve fica em segundo plano hoje.

Além do alerta da Standard and Poor’s, feito já na semana passada, a Moody’s e a Fitch também se manifestaram com preocupações sobre o cenário fiscal da zona do euro. Isso reacendeu o receio de possíveis rebaixamentos das notas de crédito nos próximos dias.

Outro ponto de atenção é apatia do Banco Central Europeu. Antes da cúpula da semana passada, acreditava-se que um compromisso de integração fiscal poderia levar o BCE a um programa mais firme de compra de títulos da zona do euro no mercado. Não foi o que aconteceu. Na verdade, a autoridade já havia desacelerado na semana passada, ao adquirir 635 milhões de euros em bônus de governos no mercado secundário, o menor volume desde a retomada das operações, em agosto. “O BCE não tem sido agressivo e tem feito pouco para estancar a alta dos yields da Espanha e da Itália”, avaliam os especialistas do Lloyds Bank.

Considerado um passo na direção certa, a cúpula da União Europeia que definiu a união fiscal entre 26 países não foi, e nem pretendia ser, a solução definitiva para os complicados problemas europeus. Os ajustes das contas públicas devem levar anos e as iniciativas de uma economia de bloco possuem, naturalmente, ritmo mais lento.

“Em relação aos nossos desejos sobre o resultado da cúpula, tivemos as regras fiscais, mas não tivemos a ‘grande bazuca’ do BCE ou os eurobônus”, escreve Paul Mortimer-Lee, economista do BNP Paribas, em relatório aos clientes. Ele estima que a reunião entregou entre 50% e 65% das expectativas.

Presos há meses nesse drama, os mercados têm menos a extrair da reunião de política monetária do Federal Reserve hoje. Como não há expectativa de mudanças nos juros e no programa de compra de títulos, as atenções recaem sobre as avaliações do Fomc sobre a economia dos Estados Unidos, às 17h15 (de Brasília).

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