12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Riscos na decolagem

José Paulo Kupfer

Riscos na decolagem

Daniela Milanese
Filtro
Tamanho de texto: A A A A

Daniela Milanese

BUSCA NO BLOG >>

Exterior tenta recuperação enquanto observa fila de preocupações

9 de fevereiro de 2010 | 9h01

Daniela Milanese

Há uma longa fila de incertezas pesando sobre os investidores internacionais. Se agora o foco de turbulência é a zona do euro, mais à frente os déficits elevados dos Estados Unidos e do Reino Unido devem trazer novas tensões para os mercados, acreditam analistas.
 
Operadores da City dizem que o sentimento segue frágil e a volatilidade continua sendo um fator marcante dos negócios no exterior. A equipe do Merrill Lynch traça a lista de obstáculos no curto prazo: a greve na Grécia, a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, na quinta-feira, e o encontro de ministros de finanças do bloco, na próxima semana.
 
A escalada da dívida pública na Grécia deu início a uma onda de aversão ao risco e espalhou preocupações para outros países considerados frágeis do ponto de vista fiscal, como Portugal e Espanha. O estrategista do Deutsche Bank em Londres, Jim Reid, acredita que a falta de flexibilidade cambial criada pelo euro torna essas nações um alvo mais fácil para os especuladores. “Parece que os mercados não irão descansar até conseguir um pacote de resgate da União Europeia para os países considerados periféricos, o que é cada vez mais provável”, escreve.
 
E, caso a ajuda realmente venha, os especuladores começarão a procurar outros alvos frágeis, avalia Reid. Ou seja, EUA e Reino Unido, que tiveram de injetar bilhões para salvar as economias da recessão e agora estão com dívidas
consideradas elevadas.

 
“No futuro, a questão do risco soberano deve se voltar para os Estados Unidos”, avalia o estrategista-chefe de câmbio do HSBC, David Bloom. Ele acredita que os europeus terão de tomar remédios amargos para combater os déficits e que a
valorização exibida agora pelo dólar será revertida. Tanto que projeta o euro a US$ 1,45 no final do ano.
 
Por enquanto, o que deixa os investidores em alerta, além dos problemas na Europa, é a possibilidade de o Federal Reserve começar a planejar uma alta dos juros, conforme reportagem de ontem do The Wall Street Journal, que pesou
sobre os mercados. Para Julia Coronado, do BNP Paribas, uma elevação das taxas ainda está distante. No entanto, se aproxima o momento de mudar o viés da política monetária, que criou diversas medidas emergenciais para combater a
crise. Portanto, ganha importância a estratégia de comunicação do Fed para a estratégia de saída.
 
Nesse sentido, outro ponto de atenção dos investidores, também na fila das incertezas, é o depoimento de Ben Bernanke amanhã, no comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes.
 
A agenda internacional está esvaziada nesta terça-feira e as bolsas europeias iniciaram o dia oscilando perto da estabilidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*


Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Blogs do Estadão