Exterior aguarda, com demonstração de otismo, dados dos EUA
12 de março de 2010 | 9h51
Daniela Milanese
Os mercados internacionais aguardam novos dados da economia dos Estados Unidos para definir a tendência do dia. A tarefa de hoje é medir a recuperação norte-americana, depois que os números da China alertaram para o superaquecimento e colocaram o aperto monetário na agenda de curto prazo.
As bolsas europeias tocam o terreno positivo. Depois de muita pressão provocada pelos temores com os déficits fiscais, o euro e a libra conseguem alívio nesta manhã e se distanciam das marcas mais negativas. Por enquanto, a crise na Grécia fica de lado, à espera de novos desdobramentos na próxima semana.
A agenda dos EUA ganha destaque hoje com as vendas no varejo americano em fevereiro (às 10h30, de Brasília) e o índice de confiança da Universidade de Michigan em março (às 11h55). A neve pesada deste inverno deve ter reflexos negativos sobre os resultados do comércio, algo já esperado pelos analistas.
Os números mais recentes apontam que os EUA seguem rumo à retomada econômica, apesar de enfrentar soluços e obstáculos, como observa a analista Julia Coronado, do BNP Baripas. O setor privado ainda se encontra em processo de
redução de dívidas, o que deve prevalecer até o final do ano, com o consequente efeito negativo sobre o consumo.
Há visões mais otimistas. O Barclays Capital avalia que o inverno vigoroso está afetando os dados mais recentes e que, passado esse efeito, as informações devem surpreender positivamente. Tanto que o banco acredita que o Federal Reserve vai
interromper o programa de compra de títulos usado para injetar recursos na economia, já na reunião da próxima semana.
“Ninguém sabe realmente o que acontecerá depois disso”, afirma a equipe de David Woo, em relatório a clientes. Para o Barclays, os juros dos títulos americanos devem subir nos próximos meses, mas num movimento regular, sem saltos. Nesse
cenário, a tendência é de valorização do dólar.
Já na Europa, as perspectivas continuam apontando dificuldades para a retomada. Na avaliação do Goldman Sachs, a queda do consumo privado e dos investimentos torna essa recuperação uma das mais lentas da história.







