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Daniel Piza

28.janeiro.2010 17:54:03

Uma lágrima para J.D. Salinger

Uma lágrima para J.D. Salinger, um tremendo escritor, morto aos 91 anos. A fama alcançada com O Apanhador no Campo de Centeio o afugentou, por motivos que talvez nunca saibamos com certeza; talvez ele tenha rejeitado ser tratado como um defensor da adolescência contra o “mundo dos adultos”. Mas qual o problema de não ter escrito muito mais? Sua obra, pequena como é, tem uma prateleira especial no século 20, como a de Rimbaud no século 19. Suas Nove Histórias são formidáveis na fusão de ironia e lirismo, com uma espécie de realismo sugestivo que só ele e poucos mais – como John Cheever, mas mais amargo – sabiam fazer. Lê-lo é vê-lo.

comentários (17) | comente

17 Comentários Comente também
  • 28/01/2010 - 22:07
    Enviado por: Marcos V.

    Uma lágrima minha para J.D. Salinger também, Piza.
    “O Apanhador…” está entre meus livros prediletos. Foi um dos livros que me lançou para o mundo maravilhoso da literatura. Li-o na adolescência com voracidade. Fiz uma releitura mais tarde na vida adulta. Agora, voltarei a lê-lo, como uma simples forma de homenagem a este grande e recluso escritor americano. Grande perda.

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  • 29/01/2010 - 04:20
    Enviado por: Ronald

    Sr. Piza,
    Todas as juventudes pós 1951 foram maravilhosamente influenciadas por esta obra.
    Orgulhosamente ainda tenho o exemplar dado pelo meu tio no começo da década de 70, está bem velho…Mesmo já tendo lido o livro mais de uma centena de vezes, acabo de começar mais uma vez em memória do nobre Salinger.
    Rest in peace.

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  • 29/01/2010 - 10:25
    Enviado por: ricardo

    Daniel, talvez o melhor talento de Salinger estava em escrever como quem tem quinze anos, coisa aparentemente fácil ,mas de rara dificuldade.

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  • 29/01/2010 - 10:37
    Enviado por: Rogério

    Por uma estranha coincidência eu estou neste momento lendo o apanhador, mas não sabia sequer que o autor ainda era vivo, quer dizer quando comecei a ler o livro ele era vivo, quando eu terminar tudo ja estara terminado.

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  • 29/01/2010 - 11:26
    Enviado por: Elson

    Caro Piza:
    Taí uma mácula que eu tenho como leitor, nunca li nada de Salinger, evidentemente que procurarei sanar isso.

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  • 29/01/2010 - 13:32
    Enviado por: Joao Francelino

    Da mesma maneira do leitor Elson, eu também o farei…
    De mesmo jeito que o leitor Rogério pensou, eu também pensei.
    Como fiz Letras, eu li Hemingway, D.H. Lawrence…mas ouvi falar muito de Salinger, entre nós, de grupinhos de alunos.
    Gostaria que o Estadao publicasse nesse próximo Domingo, um pedaço da sua bibliografia ou alguns trechos das suas obras.
    O escritor foi “introvertido”, tudo indica…como eu sou.

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  • 29/01/2010 - 13:35
    Enviado por: Sérgio Roswell

    Sr. Piza,

    LÍ SALINGER quando era moda. Anos 70.

    “O CAMPO DE CENTEIO…”

    EU era garoto.

    E FICAVA FURIOSO COM O GAROTO DO LIVRO. COMO ALGUÉM PODIA SER TÃO IMBECIL ??

    MAS a REALIDADE é que os GAROTOS e a maioria dos ADULTOS são IMBECÍS.

    O livro me exasperava e deixei-o para nunca mais. O livro é ( pelo que me lembro ) BOM. MAS, para mim, NÃO fazia sentido algum acompanhar um SUJEITO REPULSIVO ET PUSILÂNIME. OH, SIM, SIM…O PERSONAGEM É…”COMPLEXO”.

    MAS ACHO que o PERSONAGEM de “O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO” é um VÉLHO, PUSILÂNIME E COVARDE num corpo de GAROTO. O PRÓPRIO SALINGER, evidentemente. PQ ele não teve CORAGEM de escrever, identificando-se e dizendo que escrevia sobre um VELHO, como SOBRE SÍ PRÓPRIO ??

    GAROTOS não agem como o PERSONAGEM de SALINGER.

    VELHOS SIM.

    Por outro lado, fiquei muito contente ao saber que SALINGER considerava o PICARETA HEMINGWAY como escritor de 2ª CATCHEGORIA. E ÓLHE LÁ…

    IDEM STEINBECK.

    SALINGER TINHA BOM GOSTO.

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  • 29/01/2010 - 13:55
    Enviado por: gustavo manoel

    65 milhões de holden Caulfield ficaram órfãos, quebrou-se a mácula do adolescente sentimental, restando apenas o amor

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  • 29/01/2010 - 17:29
    Enviado por: Edu Heinz

    Piza,

    Acho que li Salinger depois da época, me pareceu um pouco adolescente, apesar do sensacional sendo de humor e ritmo vibrante dele,

    li “Franny e Zoey(?!)”, ele fala da familia Glass e parece ter um profundo trauma, talvez a morte de seu irmão.

    O mais louco é que Salinger virou estopim pra malditos, tem neguinho que saiu matando e disse que se inspirou em Salinger, como o assassino do Lennon.

    Faço aqui publicamente um pedido a você: gostaria muito de ler um artigo seu sobre James Joyce.

    Amplexus…

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  • 29/01/2010 - 17:36
    Enviado por: danielpiza

    Edu, acho que a força do “Apanhador” vem exatamente do contraste entre essa voz adolescente e esse teor adulto. Mas gosto mais dos contos, há menos opinião e mais sugestão. Sobre Joyce, escrevi muitos, eis dois: http://www.danielpiza.com.br/interna.asp?texto=1713 e http://www.danielpiza.com.br/interna.asp?texto=1104. Abraço

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  • 29/01/2010 - 19:34
    Enviado por: stefano

    Piza,

    Nossa…nem lembro mais do livro.Faz tanto tempo que li.Mas me recordo que adorei.Adoro leitura em primeira pessoa.

    Talvez volte a reler.

    Agora, deve sair um monte de novos títulos dele.Aguarde.Talvez saia mais livros agora depois de morto do que quando vivo rsrsrsrs

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  • 31/01/2010 - 09:27
    Enviado por: Orlando

    Gênio!

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  • 31/01/2010 - 18:10
    Enviado por: kim

    Salinger… meu contista preferido. Pra quem só leu The Catcher in the Rye…vale ler Nine Stories…realmente, fusao de humor e lirismo, do absurdo, do ínfimo corriqueiro…e tudo que se possa dizer a respeito…mas o que se sente ao ler…é…quase…indizível…ali está também o amago da alma norte americana durante e depois da Segunda Guerra Mundial… em estado bruto…

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  • 31/01/2010 - 21:01
    Enviado por: Xisto

    Do Catcher eu aprendi que a palavra “phoney” ainda define muita, muita, muita, muita gente neste mundo. E essa gente está mais perto (ou perta) do que a gente imagina.

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  • 02/02/2010 - 08:35
    Enviado por: F.S. Monteiro

    De uma entrevista de 2008 com o escritor japonês Haruki Murakami:

    J.D. Salinger tinha 32 quando surgiu seu único romance, “O Apanhador no Campo de Centeio”. Era fraco demais pro seu próprio veneno?

    Murakami: Eu traduzi esse livro pro japonês. É bom, mas incompleto. A história vai-se escurecendo, e o protagonista não consegue fugir do mundo sombrio. Acho que o próprio Salinger não achou a saída. Não sei se o esporte poderia tê-lo salvo.

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  • 07/02/2010 - 04:57
    Enviado por: ricardo

    Li o livro quando já não era tão novo assim… lá pelos 25. O livro ficou na lembrança e no coração! A sensibilidade do personagem é tudo o que eu gostaria de ver no mundo, hoje!

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  • 10/03/2010 - 13:05
    Enviado por: MAGGIAR VILLAR DE CASANOVA

    Caro Piza:
    sou escritor genuinamente do século 21(e.books grátis em http://WWW.MVTVCOM.COM.BR),mas só decidi seguir em frente depois de várias leituras da obra do Salinger. ele apareceu em minha vida no momento certo.seu livro O Apanhador no Campo de Centeio me influenciou muito.escrevi um romance de 310 páginas, OVELHA NEGRA, com uma pitada picante de Salinger e Bukowski.até minha privacidade e ostracismo voluntário vêm do genial Salinger.somos 3 escritores com esse complexo de Greta Garbo salingeriano no Brasil:Rubens Fonseca, Dalton Trevisan e eu.a paz é melhor que a fama.
    MAGGIAR VILLAR DE CASANOVA

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