ir para o conteúdo
 • 

Daniel Piza

07.fevereiro.2010 07:43:52

Para fazer o adolescente leitor

Baptistão

A morte de J.D. Salinger me fez repensar nas leituras de adolescência. De vez em quando recebo emails de leitores que querem que seus filhos sejam iniciados no mundo dos livros, me pedindo listas e propondo que os acompanhe, e sempre me lembro de uma linda crônica de Gerardo Melo Mourão sobre convite semelhante, na qual descreveu suas próprias leituras. Bem, Mourão era seminarista e com 14 anos já sabia grego e latim e já tinha lido os grandes clássicos, de Homero e Horácio a Dickens e Proust; então não espanta que não tenha aceitado a sugestão de ser uma espécie de preceptor do filho do amigo. Já cometi minhas listas, traduzi ficções como A Máquina do Tempo, de H.G. Wells, e escrevi um livro inteiro sobre o que a descoberta de autores como Machado de Assis, Edgar Allan Poe, Joseph Conrad e Kafka causou em minha vida juvenil. Mas, na verdade, tenho muitas dúvidas de que um esquema funcione.

Ler, como viver, não tem receita, e se tiver causa efeitos colaterais indesejáveis, contaminando até mesmo a liberdade e o desprendimento que deveria tonificar, como nesses “meninos da bolha” que põem o livro entre eles e a realidade. Não digo que Mourão fosse assim; mas o exagero pró-erudição pode atrapalhar e iludir. O mais difícil de explicar para quem não teve o estalo de Vieira – o clarão que parece acontecer no cérebro quando artesãos verbais abrem portas e janelas da nossa percepção, até então embotada pelos lugares-comuns moralistas e reducionistas que a educação de pais e escolas nos inculcou – é o prazer trazido por calhamaços supostamente difíceis. Para quem ama e relê sempre com afeto Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ver alguém desistir dele não causa indignação ou desdém, mas um lamento; não é um “Que idiota” e sim um “Não sabe o que está perdendo”.

De qualquer modo, nos livros que Mourão citou estavam alguns de aventura, como se diz, que não cabem na gôndola dos “chatos”, isto é, dos clássicos que supostamente seriam obrigatórios sob pena de estupidez eterna. Ele citou Karl May e Rudyard Kipling. May, ao contrário de Dumas ou Verne, quase não é mais lido; Kipling ainda é, por seu extraordinário talento narrativo (O Livro da Selva), mas menos do que foi, e sobre ele pesa a acusação consistente de racismo colonialista. Cada geração, de fato, tem seus escritores preferidos que a posteridade deixará em segundo plano. Dizem que Victor Hugo uma vez interrompeu uma festa gritando “Eu não acredito em Deus” e um jovem autor respondeu de primeira: “Como assim, um Deus não acreditar em Deus?” Digamos que Hugo ainda tem muitos admiradores, mas já não encima nenhum altar.

Logo, se seu filho estiver lendo autores como Dan Brown, J.K. Rowling ou Stephenie Meyer, que tomaram o lugar de Paulo Coelho nos rankings, melhor assim do que só vendo TV e game. Todo mundo passa por isso, ainda que alguém possa alegar que May e Hugo dão de dez a zero neles. Lembro que líamos histórias como O Mistério do Cinco Estrelas, de Marcos Rey, best-sellers melosos como Meu Pé de Laranja Lima e, claro, pilhas e pilhas de gibis. Ao contrário do que alguns sugerem, ter lido livros de Monteiro Lobato na infância não nos fez partir em seguida para o tal cânone literário. Mas como passar desses enredos de bruxos e conspirações, que cai melhor na pré-adolescência (12, 13 anos), para leituras mais agudas, menos aguadas?

Um caminho seria começar do mesmo universo temático e estendê-lo para autores que entretêm muito sem precisar enviar “mensagens de esperança” ou apelar a “mistérios sobrenaturais”. Os contos de Poe e alguns de Machado e as frases e o Dorian Gray de Oscar Wilde são exemplos. No quesito aventura, poucos superam Conrad em livros como Juventude, Swift em Viagens de Gulliver e Defoe em Robinson Crusoe. E – como não? – há versões em prosa da Odisseia e da Ilíada de Homero que dão toda a adrenalina e mais um pouco… Já O Apanhador no Campo de Centeio, de Salinger, é neto de uma das mais poderosas narrativas já escritas, Huckleberry Finn, de Mark Twain. Não está no mesmo nível, e o melhor de Salinger são os contos; mas a revolta de Holden contra o mundo “phoney” (fajuto) dos adultos, depois da morte de seu irmão, usa os mesmos recursos, como a coloquialidade do texto e a inteligência do protagonista – inteligência quase “adulta” cujo contraste com o escapismo é o segredo do livro.

Adolescentes também podem reagir bem a relatos erótico-amorosos como O Diabo no Corpo, de Radiguet, ou, sim, Romeu e Julieta, de Shakespeare. Os ataques saturninos que são característicos da idade podem ser contemplados em O Estrangeiro, de Camus, ou A Metamorfose, de Kafka. O livro que primeiro me balançou todas as certezas não foi Quincas Borba nem Crime e Castigo, como já declarei em entrevistas, mas outro de Dostoievski, Notas do Subterrâneo (ou Memórias do Subsolo). Essa é uma dica útil: certos autores devem ser abordados antes pelos livros mais curtos; a noção de que as obras-primas devem ser longas é besteira. Sair de cara lendo Dom Quixote, Guerra e Paz, A Educação Sentimental, Ulisses e Dr. Fausto – em vez de Novelas Exemplares, A Morte de Ivan Ilich, Três Contos, Dublinenses e Morte em Veneza – nem sempre dá certo. Formas breves obviamente ajudam. Muitos devem se lembrar da coleção Para Gostar de Ler, com crônicas de Drummond, Clarice, Braga e outros, não?

Deixei para o final, até porque pretendo voltar ao assunto, algo em que venho pensando muito nos últimos tempos: por que só falamos em ficção quando se trata de querer estimular menores de idade a ler? Isso é uma baita injustiça com dois gêneros de especial apelo: a poesia e a filosofia. Não esqueço as horas que passei lendo e decorando de tanto ler (quando possível, no original) os poemas de Shakespeare, Pessoa, Drummond, Augusto dos Anjos, Baudelaire, Verlaine, Auden… Quase todos sei recitar ainda. Recentemente reencontrei na estante meu exemplar da History of Western Philosophy, de Bertrand Russell, todo sublinhado e anotado, com várias observações até hoje incrustadas em meu modo de pensar. E como descrever o que é ler o Humano, Demasiado Humano de Nietzsche pela primeira vez? Ensaístas e críticos muito inteligentes, frasistas provocadores como Bernard Shaw, Mencken, Orwell, Millôr, Paulo Francis e Edmund Wilson, também aceleraram as sinapses e, como disse A.J. Liebling sobre Mencken, aumentaram a vontade de viver. E as cartas, os diários, os livros de viagem, as memórias e biografias!

Há, enfim, um amplo repertório de aventuras, reflexões e lirismos para chacoalhar o leitor adolescente. Nem tudo é símbolo perdido.

(“Sinopse“)

comentários (64) | comente

64 Comentários Comente também
  • 07/02/2010 - 08:57
    Enviado por: ricardo

    Tem o José Mauro de Vasconcelos de quem infelizmente, ninguém fala. Puta autor!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 09:26
    Enviado por: danielpiza

    Acabei de falar aí acima, Ricardo, ao citar “Meu Pé de Laranja Lima”. Mas acho um autor menor.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 09:50
    Enviado por: Daniel

    Concordo com a dica de que as vezes é melhor começar com os livros menores e mais curtos de grandes autores. Me maravilhei com Saramago a partir de um livro curtinho, “As intermitências da morte”. Depois foi só seguir para o Evangélio de Jesus Cristo e Ensáios sobre a cegueira….

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 10:19
    Enviado por: valter

    Daniel,
    listas são sempre um problema e não levam a lugar algum. A literatura é um processo vivo, de descobertas. Cada um de nós há de descobrir seus próprios caminhos. Hermamm Hesse iluminou várias cabeças a seu tempo. Hoje, quase ninguém cita mas teve seu valor. Enfim, é ler e descobrir.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 10:44
    Enviado por: ricardo

    Por que você acha o José Mauro autor menor?

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 11:13
    Enviado por: Mauro Souza

    Na minha opinião é preciso começar antes da adolescência, o melhor a fazer é pegar um livro, pode ser Lobato, Jack London, Twain e lê-lo para a criança antes de dormir, além do prazer do convívio, vamos estimulando sua imaginação, seu vocabulário, seu gosto pelas narrativas. Não existe nada melhor do que você reparar no olhar parado de uma criança imaginando a saga de um cão puxando trenó no Klondike enquanto você lê.

    Acredito que para estimular alguém a fazer qualquer coisa, inclusive ler, é preciso, primeiro, dar o exemplo; segundo ter sempre bastante literatura disponível em casa; terceiro, não tentar impor, o resto é conseqüência.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 11:27
    Enviado por: josé carlos

    Cá entre nós, incentivar a leitura com um texto longo desses ?, (confesso que não o li ), vivemos num mundo onde o prático supera o desejável, e onde só se faz aquilo que vai dar um resultado concreto, para o joven ou talvez até para o Brasileiro de uma forma geral, ler não traz resultados imediatos( e a sociedade é imediatista), textos com grandes citações etc,não ajudam muito, quando se trata de incentivar a leitura, sou mais im gibi do Chico Bento mesmo

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 12:26
    Enviado por: Sérgio Roswell

    Sr. Piza,

    WAAALLLL…

    QUÊ ÓTIMO, et sincero, et humilde, POST !

    Embora comece mal, com o horrível GERARDO MELO MOURÃO, DANIEL PIZA dá um show de SABEDORIA et ERUDIÇÃO não não AFETADA.

    LER e GOSTAR não tem RECEITA.

    CRIME E CASTIGO, O ESTRANGEIRO, 1984, são do balacobaco. ME “PREPARARAM” para LER “SEIZE THE DAY” de SAUL BELLOW.

    É um perigo a leitura para ADOLESCENTES INTELIGENTES, mas que LEVAM A LEITURA A EXTREMOS.

    “SEIZE THE DAY” quase me matou.
    Literalmente.

    HÁ TANTO, TANTO, ESCRITOR BOM et LIVRO BOM quanto ESCRITOR RUÍM et LIVRO RUÍM.

    A DESCOBERTA É SEMPRE EMOCIONANTE.

    ORWELL não gostava de CONRAD.

    PIZA et meu PAI gostam.

    Estou, como quase sempre, com ORWELL.

    NÃO SE DEVE FAZER LISTAS. A DESCOBERTA É MUITO MAIS EMOCIONANTE E NOS DÁ SEGURANÇA EMOCIONAL DE QUE “FOMOS NÓS” QUE DESCOBRIMOS.

    “DICAS” são ótimas.
    PIZA já me deu muitas, muitas, ótimas.

    DOU uma, brasileira.
    LUIZ FELIPE PONDÉ.
    É brazileiro. É Nordestino em SPCITY.
    É FILÓSOFO. Nem sei se escreveu livro.
    E NÃO CONCORDO COM TUDO QUE ESCREVE. MAS GÓSTO DE QUASE TUDO QUE PONDÉ ESCREVE.

    DOU MAIS UMA.
    O BLOG DE DANIEL PIZA.
    E SEUS ÓTIMOS LIVROS.

    APESAR de NÃO, não, NÃO CONCORDAR COM TUDO QUE ESCREVE…

    MAS É A DIFERENÇA E A COMPARAÇÃO E O DEBATE —– O DEBATE —– que nos faz CULTOS. Ou PRETENSAMENTE CULTOS.

    LISTAS SÃO PARA LEITORES DE REVISTAS SEMANAIS.

    A INTELIGÊNCIA NÃO COMBINA COM “BEST-SELLERS”…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 12:32
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    O hábito da leitura requer uma certa organização do tempo livre.

    Ulisses e Em Busca do Tempo Perdido, esses eu li no Metrô, indo e vindo do trabalho. Bons tempos!

    Pra começar, aconselho Eça de Queirós.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 12:39
    Enviado por: Ricardo Simões

    Valeu, Daniel!

    Deixem que os leitores façam as suas próprias listas.

    Senso-Crítico!

    Gostei muito!

    Abraço!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 12:48
    Enviado por: danielpiza

    José Carlos: Chico Bento, pelo jeito, não incentivou muito você…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 13:11
    Enviado por: Edu Heinz

    Pois é Piza,

    outro dia minha sobrinha pré-adolescente veio me pedir emprestado “Ulisses”, pois ela me ouviu falando “com tanto entusiasmo” do livro num churrasco de família e ficou intrigada,

    possivelmente se eu falasse particularmente com ela não despertaria tanto interesse; foi um “acaso” do bem, nada planejado, mas que mostrou – pelo menos pra mim – que o ambiente em que se vive e os papos que se leva muitas vezes determinam os objetos de interesse dos teens.

    E pra explicar pra ela que não era hora de ler Ulisses…rs?

    Concordando com seu ótimo artigo sobre Joyce – mesmo sem tê-lo lido na época – sugeri Dublinenses e Salinger, claro, mas ela ficou com aquela carinha de “-Hum, tá querendo me enrolar, né?”, mas tenho certeza de que ela lerá Ulisses.

    Contei pra ela quando li “Tubarão”, do Benchlei, e que olhava debaixo da cama pra ver senão tinha uma gotinha d’água pra dormir tranquilo.

    Espero que meu bacuri que está por vir tenha o mesmo interesse, e penso em como promover esse “acaso do bem” novamente.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 13:23
    Enviado por: Fey

    Até os 14 anos oque me fazia ler era Arthur Conan Doyle (pra aproveitar o embalo do cinema que não seja Senhor do Anéis ou Harry Potter), Agatha Christie, Marcos Rey entre outros de uma série antiga chamada ‘Vaga-lume’ (ainda existe?).

    Acho que depois dessa fase, a minha leitura ficou cada vez menos prazeroza e mais focada a estudo e trabalho: jornais, revistas especializadas, livros didáticos e técnicos, documentos, etc. De vez em quando leio um livro fora do meu campo, mas acho que nunca mais volto a o mesmo hábito de ler pelo ‘prazer da leitura’, hoje ficou apenas a minha curiosidade mesmo.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 13:29
    Enviado por: wladimir

    Curioso, você ter citado Karl May… eu sempre acreditei ter sido o único moleque (faz tempo) que o leu.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 13:32
    Enviado por: Paulo Sanders

    Por ter nascido em família protestante a primeira forma de literatura que encontrei e que fui encorajado a enfrentar foi a bíblia, na adolescência li o livro inteiro algumas vezes e tive com ele meus primeiros encontros com a crítica literária, quando eu cismei em saber a ordem cronológica dos livros, tarefa que dependeu de alguns dias de férias e que acabou por me dar um ceticismo que ainda me acompanha mesmo não sendo mais da religião, daí pulei para os autores protestantes e cristãos tradicionais, li e reli vários ensaios e obras de Calvino, Lutero e dos mais diversos dos assim chamados pais da igreja, principalmente Inácio de Antioquia e Agostinho, e também alguns católicos, li todos os sermões do padre Vieira, hoje parece que esse aspecto da tradição protestante foi esquecida no Brasil, infelizmente. Enfrentar obras mais tradicionais da literatura foi fácil depois disso e esse também foi o caso de todos os meus amigos de infância.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 13:35
    Enviado por: Luiz Carlos Bezerra

    Energia positiva e construtiva, sempre ! Parabéns ao Daniel pela postura de provocar a reflexão sobre seguir ou não listas. Preferencialmente de forma agradável, entendemos que conhecer os chamados clássicos ajuda a compreender momentos/visões de outros períodos/pessoas e até do que seria um tempo sem tempo, com as obras que se encaixam em qualquer momento. E ajuda a despertar percepções sobre o pensamento atual. E isso auxilia a compor a nossa visão, que será acrescentada ainda com a leitura que nos atrai, e que vai nos fazer conhecer mais e melhor a nós mesmos e o contexto em que estamos inseridos. Se ficarmos só no que nos atrai, podemos perder a perspectiva de outras/novas possibilidades na expansão de nossos limites/fronteiras de conhecimento. Poderíamos ficara ilhados em nós mesmos, enquanto a vida nos impulsiona a ir além de nós e não só até quem pensa da mesma forma. Abração !

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 14:38
    Enviado por: Luiz Carlos Bezerra

    Energia positiva e construtiva, sempre ! Parabéns ao Daniel pela postura de provocar a reflexão sobre seguir ou não listas. Preferencialmente de forma agradável, entendemos que conhecer os chamados clássicos ajuda a compreender momentos/visões de outros períodos/pessoas e até do que seria um tempo sem tempo, com as obras que se encaixam em qualquer momento. E ajuda a despertar percepções sobre o pensamento atual. E isso auxilia a compor a nossa visão, que será acrescentada ainda com a leitura que nos atrai, e que vai nos fazer conhecer mais e melhor a nós mesmos e o contexto em que estamos inseridos. Se ficarmos só no que nos atrai, podemos perder a perspectiva de outras/novas possibilidades na expansão de nossos limites/fronteiras de conhecimento. Poderíamos ficara ilhados em nós mesmos, enquanto a vida nos impulsiona a ir além de nós e não só até quem pensa da mesma forma. Abração !

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 14:48
    Enviado por: Lourdinha Biagioni

    Concordo, Daniel … “uma das mais poderosas narrativas já escritas, Huckleberry Finn, de Mark Twain”.
    O Velho e o Mar de Ernest Hemingway. Pequenino e inesquecível.
    Os romances de Bernard Cornwell fascinam enquanto ensinam história. Os Pilares da Terra, Ken Follet, idem. Ian McEwan. Hitler (John Toland). Moby Dick , Herman Melville.
    Os Pássaros Feridos”, Colleen McCullough. Quem gosta de ler meio que nasce assim. Vai passar por Edgar Allan Poe, Shakespeare (Hamlet),Homero, Érico Veríssimo, (ah..O Tempo e o Vento), José Saramago(somente O Evangelho segundo Jesus Cristo). Dois Irmãos, Milton Hatoun…
    Não vai parar mais e uma vida só não basta para ler tudo o que gostaria (ou deveria).

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 14:58
    Enviado por: Luciana

    Excelente artigo!!! Acho que não importa o livro e sim despertar o interesse e o gosto da leitura. Tenho um filho de 7 anos, que aos 4 anos já sabia ler. Como gosta muito do filme Eragon, comecei a incentivá-lo a ler os livros. Comecei a ler e a instigá-lo. Não é que o pequeno adorou a idéia e está no segundo livro da trilogia.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 15:00
    Enviado por: Elson

    Caro Piza:
    E ninguém cita Robert Louis Stevenson?
    Ele escreveu maravilhosos livros como A ilha do Tesouro, O médico e o monstro, livros que li quando jovem e que me deram muito prazer!
    outra obra maravilhosa pra jovens de toda a idade é o monumental “As mil e uma noites”, não há adolescente nesse mundo que se entendiará com esses livro esses que citei.
    abs
    P.S
    Há um autor que eu não podia esquecer tb é Emílio Salgari, escrevia deliciosos livros de aventura como O corsário negro, Os Piratas da Malásia.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 15:12
    Enviado por: Solange Gomes da Fonseca

    A importancia da leitura se faz presente no nosso universo, desde o momento em que começamos a “conhecer” ou a “compreender” o mundo que nos cerca. Para isso, é preciso que o homem abra as “portas” de sua percepçao e saiba refletir. Todavia, vale ressaltar que o habito de ler deve ser estimulado , desde a infancia, onde o individuo aprende cedo que ler é algo importante e prazeroso e, vai torna-lo um adulto culto, dinamico e perspicaz.
    Como educadora , venho observando e avaliando o pouco interesse ou talvez, a forma como a leitura chega aos nossos jovens. Muitas vezes, sem nenhum incentivo e com pouca qualidade de escolha no campo literario , hoje, apresentado.

    A leitura tem como objetivo maximo, desenvolver aos leitores o pensamento critico e reflexivo da realidade que é vivenciada aos jovens e assim, facilitar a forma que dara prazer à sua imaginaçao e a sua criatividade.

    É, óbvio que nao temos a “formula” exata para desenvolver e criar o interesse pelas leituras, mas o que podemos e devemos fazer, como formador de opiniao, é apresentar indicaçoes de autores ja consagrados no mundo da literatura, na esperança de atingirmos algum sucesso para com os nossos jovens.
    Tenho um Blog Educacinal, onde escrevo diversos textos e, dessa forma, tento compartilhar meus conhecimentos com as pessoas.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 15:25
    Enviado por: Charlie

    Oi Piza – fiquei espantado com a sua menção de Karl May… li diversos livros desse maravilhoso autor nos idos anos da minha adolecencia, o melhor de todos sendo “Winnetou”, historia de um nobre chefe indígena do oeste americano – a curiosidade é que May escreveu esse livro nunca tendo visitado os Estados Unidos. Outra curiosidade, é que ele era um dos favoritos escritores do famigerado Adolf Hitler… Outros escritores da minha juventude: Edgar Rice Burroughs, Connan Doyle e Ernest Hemingway todos amplamente divulgados no Brasil de 1950 e 1960… Um abraço.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 15:34
    Enviado por: ricardo

    Nossa… mas noto um certo ar blazé no Piza… Chico Bento é muito bom sim senhor… aliás, essas listinhas de colégio secundarista burguês distorcem a aferição livre do adolescente…
    Comecei a ler pra valer com uma escritora horrível chamada Adelaide Carraro! E isso aos 8 anos de idade! A liberdade de ler o que me desse na telha me conduziu ao excelente Kafka, e não listinhas de “autores maiores”. Batman, Frank Miller, tudo vale pra quem quer estimular a leitura.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 16:28
    Enviado por: Soraya Felix

    Muito bem comentado o assunto. Listas são realmente um problema e querer obrigar aos jovens a lerem o que achamos que é bom, isto é lamentável. Sou leitora, ou melhor, devoradora de livros desde a adolescência. E sei por experiência própria que a família tem uma influência primordial no assunto. Se os pais leem, fatalmente os filhos lerão.
    Apesar de toda a leitura dos grande clássicos, de livros importantes como Ulisses, sou e confesso leitora de Stephany Meyer e J.K.Rowling, e posso afirmar que os adolescentes estão bem servidos de literatura, de algo que os tornará “viciados” em livros. Portanto, pais e mestres podem ficar tranquilos quando seus filhos mergulham em Harry Potter e Crepúsculo, eles são muito bem escritos.
    Mais uma vez, Daniel, parabéns pelo tema e pela forma de abordagem.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 17:45
    Enviado por: Rogério

    Não há regras, mas apresentar a leitura aos filhos é a única maneira. E dar o exemplo, quem sabe ele se interesse. Acho que vale tudo até o gibi, lembro que eu lia muito gibi, mas lia de tudo, folheava enciclopédias também . Com meus filhos faço o mesmo comprei muitos gibis e livros de todos os tipos, inclusives velhas enciclopédias em sebos e eles vão descobrindo por eles mesmos.
    Um ponto importante é desligar televisão e computador senão não vão querer saber de livros.
    Eu não deixo eles acessarem nada, dá um pouco de trabalho, eles reclamam bastante depois esquecem e logo estão lendo, desenhando ou fazendo qualquer coisa no silencio, sem o estressante ruido dos joguinhos ou cartoons.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 17:51
    Enviado por: Thais Costa

    Olá!
    Concordo que cada um deve fazer a sua lista… a lista dos lidos, a lista dos que gostou e dos que não gostou… afinal, se eu informo o que penso sobre um livro….a “qualidade” do que é lido depende dos olhos do que lê… da mesma forma que nos filmes…
    Mas não vejo problema nenhum em sugestões, nem de autores, nem de títulos…. sugestões inpiram aquele que busca algo para ler… as vezes concordo com a pessoa que me sugeriu, noutras não.. mas sempre vou lá conferir!
    É uma forma de incentivar!
    Abraços

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 18:58
    Enviado por: Marilza Gomes

    Adorei suas recomendações e comentários. Concordo com vc o amor pela leitura na fase adulta deve ser estimulado ainda nas fases iniciais de aprendizagem através de uma literatura que cause empatia na pessoa que a busca!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 20:03
    Enviado por: F.S. Monteiro

    O melhor caminho pra se fazer um adolescente leitor é ler para a criança. Quando nossos filhos eram pequenos, minha mulher e eu líamos, toda noite antes de eles dormirem, uma história curta, um conto, uma poesia, uma história engraçada, uma crônica de jornal mais bem escrita. Hoje, eles não só leem regularmente, como também me presenteiam, no Natal ou de aniversário, com livros que desconheço, e de que eles gostaram.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 21:16
    Enviado por: Renan William Candido

    Muito bom esse artigo. Acredito que a leitura é um processo que se desenvolve paulatinamente. Se um adolescente não gosta ou não tem o hábito de ler, não será lendo Iracema que ele fará da leitura um lazer. É preciso apresentar ao jovem uma gama de autores com os quais ele possa se identificar, e , paralelamente, dar importância aos clássicos.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 21:25
    Enviado por: Amanda

    Daniel,

    Como você lecionaria Romantismo a alunos de 2º ano do Ensino Médio?

    Obrigada.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 21:55
    Enviado por: Daniel Silva

    Tive a benção de ser infectado pelo vírus da leitura através de meus pais, que utilizaram para isso metodologias que hoje tento copiar para que meus filhos tenham também este hábito.
    Além de uma biblioteca em casa formada por aproximadamente 3000 gibis que meu pai colecionava desde sua juventude tinha em minha mãe acesso ao “Clube do Livro”, fora uma coleção na casa de minha avó materna com clássicos como Dom Quixote, Conde de MonteCristo, Viagens de Guliver e outros.
    Li muito e hoje vejo meu filho de 9 anos lendo Eragon, Turma da Monica, Disney, Batman e outras fontes e vejo que a solução do problema não foi ter uma biblioteca em casa (espaço eu não tenho para isso) mas sim começar cedo, desde seu nascimento através de livrinhos para dormir e muita conversa
    Acredito que textos longos devam, antes de mais nada, conquistar o leitor, da mesma forma que o texto curto tem a obrigação de trazer pelo menos uma informação nova, que adicione algo para quem dedica seu tempo lendo
    Listas não resolvem, exemplo no dia a dia sim. Seja no churrasco com a família ou citando o último livro do Dan Brown no bar, qualquer momento é importante para trazer um pouco mais de “seguidores”deste hábito maravilhoso

    (Chico Bento não é exemplo de literatura nobre para alguns porém traz para o mundo “moderno”uma simplicidade que faz muita falta no dia a dia)

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 22:22
    Enviado por: geraldo

    Quando crianca li Kipling, muitos de Conan Doyle, uns tantos de Julio Verne e Mark Twain; so’ que ‘a e’poca eu gostei bem mais das Aventuras de Tom Sawyer do que das Aventuras de Huck Finn, acho que vou ter de ler os dois outra vez, no original em ingles dessa vez.
    Para falar a verdade acho que foi Tom Sawyer que me iniciou, meu pai me deu um belo volume e a partir disso deslanchei. Mas nao tenho duvida de que foi vendo meus pais lendo e escutando historias na cama – tinha uma colecao muito boa de contos de fada, cada livro era separado por um ‘autor’, irmaos grimm, perrout; bem escritos com um vocabulario enriquecedor para criancas.

    Eu lia bastante; nao que uma crianca precise ler muito, ainda mais hoje em dia, para estar arrasadoramente acima da media, infelizmente. Minhas professoras – as despreparadas ‘tias’ do primario – queriam que eu lesse coisas mais simples! Aquelas porcarias escritas “especialmente para criancas com essa ou aquela idade especifica” que em geral subestimam terrivelmente os pequenos.
    Pior, livros ruins e professoras piores ainda TOLHEM a capacidade das criancas. Uma vez vi dois meninos na biblioteca do colegio fugirem da excursao semanal que restringia os coitados ‘a porcao infantil, separada do resto e da qual a maioria nunca sai, para irem entusiasmadas buscar um Sherlock Holmes. Que pito que elas levaram! “Voces acham que vai conseguir ler essas letrinhas!!” Coitadas, espero que nao tenham se intimidado…

    Sao duas grandes armadilhas que as criancas enfrentam: a escola – que mais atrapalha que ajuda – e os maus autores. Por isso precisam sim de uma dica ou outra, um livro de presente, coisas assim. Se nao ainda correm o risco de ficarem presas a um autor, ruim. Quantas criancas devoram agatha christy e nunca seguem adiante, completam 18 anos e a unica porcaria que o infeliz leu foi isso, harry potter e semelhantes; ou piores, como esse codigo de Da Vinci, noossa esse e’ muito ruim. Claro que precisam de uma lista, uma lista enorme, comecem por onde quiserem, que os pais as iniciem de acordo com seus gostos – Julio Verne tinha tudo a ver comigo -, e nao precisa ler tudo, claro. Eu digo lista, mas poderia dizer um arsenal, uma biblioteca; um livro leva a outro; a crianca termina um e le outro do mesmo autor, da mesma epoca; tenta ler um e larga, normal, pega outro; vai perdendo o preconceito contra livros mais grossos, contra volumes antigos, ou livros sem nenhuma figura.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 07/02/2010 - 22:52
    Enviado por: Gustavo Loss

    Daniel,

    O “Mistério do 5 Estrelas” você puxou do fundo do baú … mas realmente olhando para trás livros como este ou “Escaravelho do Diabo” lidos na pré-adolescência tiveram papel decisivo para que eu tivesse o interesse que tenho hoje pela leitura.

    Acredito que os clássicos nos ajudam a levar este hábito para um nível acima. Eu realmente me impressiono com os grandes nomes da literatura, estes “artistas da palavra” partem de algo tão simples quanto a língua que todos nós usamos no dia-a-dia e produzem maravilhas. Imagine um exemplo como o do Nabokov, que tem obras em russo e inglês. E não é questão de falar um ou mais idiomas, é de produzir obras de arte em línguas totalmente diferentes.

    Mas acho que existe o momento certo, ligado a maturidade mas não necessariamente a idade, para apreciar determinadas obras. Eu li alguns livros de Hemingway e García Marquez depois dos 30 e gostei muito, mas acho que não aproveitaria tanto se tivesse lido com 20 anos, com menos experiência de vida. Tem também o desenvolvimento intelectual que sempre avança com o tempo, eu tentei ler Kant recentemente e foi demais para mim … quem sabe em alguns anos eu chego lá !

    Para fechar queria recomendar um livro que estou terminando agora, Padre Cícero – Poder, fé e glória no sertão, de Lira Neto. Uma biografia muito bem escrita embasada em extensa pesquisa e interessantes registros fotográficos, não imaginava que este personagem tivesse uma história tão rica

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 01:12
    Enviado por: Sérgio Roswell

    Sr. Piza,

    QUANTA GENTE DE BOA VONTADE.

    MAS, o que falta ao brazil-TUPINAMBÁ não são LISTAS ou OPINIÕES PESSOAIS. Minhas ou de quem quer que seja.

    O QUE FALTA AO BRASIL é uma ECONOMIA DE MERCADO.

    “EDUCAÇÃO” só funciona, SÓ EXISTE, em LIBERDADE, em países RICOS, que adotaram a ECONOMIA DE MERCADO.

    DAÍ, ENTÃO, qualquer um escolhe o livro que quiser ler. Ou NÃO ler…

    IMAGINE-SE, na FICCÇÃO CIENTÍFICA, o brazil-TUPINAMBÁ com uma ECONOMIA DE MERCADO MODERNA e PRIVATIZANTE PRÁ VALER, em todos os setores :

    a. Quantos MILHÕES de leitores, ALFABETIZADOS, RICOS, RICOS, RICOS et CULTOS, haveria no Blog do DANIEL PIZA ?

    b. Quantos MILHÕES de TORCEDORES DE FUTEBOL haveria a menos. Muitos. MI-LHÕES.

    c. Quantos ESCRITORES de verdade, NÃO PICARETAS, haveria, HOJE, no brazil-TUPINAMBÁ ? Muitos, COM público.

    FICAR FALANDO : “ÓLHA, MINHA VOVÓ DISSE PRÁ MIM QUE JOÃZINHO E MARIA ERA BOM E EU TAMBÉM GOSTEI”, é uma INUTILIDADE. Uma CHINEZICE. Coisa de gente que que vê seu cuspe subir e descer…

    CONCORRRRRÊNCIA. LIVRE INICIATIVA. LIBERDADE. ECONOMIA DE MERCADO.

    TUDO ISSO = LIBERDADE et EDUCAÇÃO.

    Fóra daí é UM DIÁLOGO DE SURDOS.

    SURDOS BEM INTENCIONADOS…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 07:13
    Enviado por: ricardo

    falou e disse Daniel silva!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 09:27
    Enviado por: Alvaro Janeiro

    Piza,

    Uma sugestão de leitura, As Vinhas da Ira de John Steinbeck. Você nunca mais será o mesmo…
    Outra dica para adolescentes e também para marmanjos que não costumam de ler, Cem dias entre o céu e o mar do Amir Klink. Sei que não se trata de um verdadeiro escritor, mas a narrativa do livro é muito estimulante.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 12:25
    Enviado por: Antonio Neves

    Daniel, seu texto e’ rico, entusiasmante, plural e conciso; informacoes preciosas para “semear” novos leitores. Definitivamente: voce entende muuuito mais de literatura universal do que de futebol ! e ainda cumpre brilhantemente o papel de jornalista, blogueiro e etc.
    Arrisco apenas um comenta’rio: o ni’vel me’dio dos leitores nem sempre permite que a escalada de autores seja no alto ni’vel que voce recomenda; aas vezes o cara tem que tomar uma dose de meu pe’ de laranja lima para comecar sua jornada litera’ria. Parabe’ns.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 14:41
    Enviado por: ricardo

    Falou Antônio Neves! Vou engolir tua provocação… “Meu Pé de laranja lima” gostei, ponto. Não é só porque o Piza acha um autor menor que eu vou achar também, ora bolas! E o cara não tem só aquele livro, não, tem outros que gostei igualmente e ponto do mesmo jeito! E digo mais: já li ADELAIDE CARRARO, CASSANDRA RIOS, curtia o trash do ZÉ DO CAIXÃO antes do cara virar cult e isso tudo não me impediu de ler Kafka, Kant, os caras da “escola de Frankfurt” Horkheimer e por aí vai… deixa de preconceito meu irmão!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 16:28
    Enviado por: Clelio T. Jr

    Caro Piza, nenhuma lágrima para o mestre Wilson Martins?

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 18:15
    Enviado por: Amanda

    Piza,

    Me responda. Uma linha sua já seria um auxílio precioso.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 21:00
    Enviado por: Carlos André

    Será que o Sérgio Roswell existe mesmo ou é uma criação dos blogueiros do Estadão para apimentar as discussões ? Acho que vcs exageraram na caricatura do personagem, ele é muito ignorante.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 21:46
    Enviado por: Solange Gomes da Fonseca

    Amanda,
    Segue para tua ajuda, algumas consideraçoes minhas sobre o Romantismo. Tenho certeza que voce conseguirar um planejamento didatico com esses estudantes.

    O Romantismo, de maneira geral, predomina as mesmas caracteristicas do Romantismo Europeu. Contudo, vale mencionar a busca de autores como Gonçalves Dias e
    Jose de Alencar que “abrasileirou” a lingua portuguesa.

    Surgiro as seguintes leituras:

    Na POESIA: Gonçalves Dias; Alvares de Azevedo; Castro Alves; Sousa Andrade…

    Na PROSA: Jose de Alencar; Joaquim Manuel de Macedo; Bernardo Guimaraes; Manuel Antonio de Almeida…

    De uma ‘olhadinha’ em RÉNE WELLEK que consagrou o Romantismo e defendeu-o contra o parecer de Arthur Lovejoy e de outros criticos.

    Foi nessa epoca do Romantismo, que a lingua e o estilo literario , sofreu profundas transformaçoes, e enriqueceu em particular o dominio do adjetivo e da metafora, aproximando-se da realidade e da vida. Todavia, sem renunciar a “sintaxe” e a “disciplina poetica”.

    O Romantismo reagi , em geral, contra a tirania da gramatica e combate o estilo nobre e pomposo.

    Bem, mediante o escrito acima, espero ter contribuido para tua ajuda.

    Abraços.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 22:07
    Enviado por: Marcia

    Daniel, concordo que a curiosidade é quem faz nosso caminho pela leitura dos livros, mas a gente nunca sabe qual encontro pode nos fazer experimentar algo novo, que por uma intervenção externa talvez nunca fosse “descoberto”. Tenho 37 anos e li desde que me lembro como gente (7-8 anos), mas durante o colegial também pedi uma lista para um professor de português, que contemplava muitos clássicos, mas que confesso me deixou curiosa em relação a poucos autores. Acredito que pais podem influenciar seus filhos desde muito pequenos, sendo exemplos como leitores, lendo histórias, dando livros de presente e visitando as maravilhosas livrarias que hoje temos. O gosto da leitura também pode se desenvolver pela curiosidade ou atração por uma capa, um título, uma cena… Adorei seu post!

    responder este comentário denunciar abuso

  • 08/02/2010 - 23:28
    Enviado por: jair e.

    Se tivesse um filho adolescente gostaria que lesse Joyce, Machado de Assis, Laurence Sterne, Thomas Mann, Ian McEwan, Dostoievski, Philip Roth, etc. Ou seja, quase tudo que li somente na idade adulta. Duvido que ele apreciasse todos eles agora. Mas tem um livro que li recentemente, que teria gostado de ler em qualquer época da vida, mesmo que alguém me chame de tolo por isso. O livro é Firmin, de Sam Savage, sobre livros e autores, literatura e vida. A personagem principal é um rato devorador de livros, nos dois sentidos da expressão. Duvido que um adolescente vá se aborrecer com ele.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/02/2010 - 06:08
    Enviado por: Anna H.

    Piza, nao sei porque os eruditas sempre esquecem de citar o Paulo Coelho. ‘O alquimista’ é um livro fantástico,sobretudo para os jovens,adolescentes e pós-adolescentes (os de 20 anos,por aí). Eu o colocaria no mesmo nível do “O pequeno príncipe’ de St.Exupéry. Acho que para começar a gostar de ler LITERATURA nao é preciso se começar por obras difíceis de se compreender,pode-se começar gradativamente em direção daquele mais complicado (no entender do jovem),porque cara de intelectual carregando livro pesado debaixo do braço nao diz tudo sobre ele.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/02/2010 - 08:16
    Enviado por: Solange Gomes da Fonseca

    Amanda,

    Se voce me permite, posso lhe ajudar, a fim, de um planejamento didatico com os alunos do segundo ano do Ensino Medio. Sou professora de lingua portuguesa/literatura.

    Vamos la:

    O Romantismo , de maneira geral, predomina as mesmas caracteristicas do Romantismo Europeu. Contudo, vale mencionar a busca de autores como Gonçalves Dias e Jose de Alencar que “abrasileiraram” a lingua portuguesa.
    Surgiro à voce as seguintes leituras para um melhor entendimento do ponto a ser ensinado:

    __NA POESIA: Gonçalves Dias; Alvares de Azevedo; Castro Alves; Sousa Andrade…

    ___NA PROSA: Jose de Alencar; Joaquim Manuel de Macedo; Bernardo Guimaraes; Manuel Antonio de Almeida…
    Saiba que nas literaturas espanhola e portuguesa , é que apareceram os primeiros grupos romanticos , durante a terceira decada do seculo XIX, concomitantemente, com a instauraçao de regioes liberais nos paizes da Peninsula Iberica e com o regresso de exilados na França e na Inglaterra.
    Surgiro, tambem uma ‘olhada’ em RÉNE WELLEK que foi quem consagrou o Romantismo e defendeu-o contra o parecer de Arthur Lovejoy e de outros criticos.
    Foi, exatamente, no Romantismo que a lingua e o estilo literario, sofreram profundas transformaçoes e enriqueceram em particular o dominio do adjetivo e da metafora. Tudo isto, sem renunciar a “sintaxe” e a “disciplina poetica”, vindo se aproximr da realidade e da vida.

    Espero ter contribuido contigo.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/02/2010 - 09:38
    Enviado por: jair e.

    Para o Carlos André: acho que o Sérgio Roswell existe sim e parece ser um cruzamento de Glauber Rocha com Zé do Caixão. Quer dizer, do pior dos dois, que não é pouca coisa. Acho absurda a censura contra o Estadão, mas sou a favor de censurar Sérgio Roswell e sua ortografia pornográfica. Brincadeira…

    responder este comentário denunciar abuso

  • 09/02/2010 - 14:14
    Enviado por: Amanda

    Solange,

    Obrigada pela resposta.

    Anna H,

    Não. O Alquimista não é um livro fantástico. Não. Exupery não pode servir de modelo de comparação para a alta literatura, tema dessa discussão.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 10:02
    Enviado por: Antonio Neves

    Prezado Ricardo: nao foi minha intencao “diminuir” a obra do autor Jose’ Mauro de Vasconcelos, nem mostrar preconceito. So’ escrevi (em tom de brincadeira, ate’) que voce pode chegar aos grandes nomes da literatura universal desde que se habitue a ler, e um livro como Meu Pe’ de Laranja Lima ajuda a criar o ha’bito de leitura, OK ?
    Conheco o Ze’ Mogica, mas nao conheco textos dele. Existem ?
    A provocacao do meu texto era so’ a de que o Piza entende mais de literatura do que de futebol. Qual sua opiniao a respeito ?
    Abracos.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 11:02
    Enviado por: ricardo

    Fala Antonio Neves!
    Entendi. Não era uma provocação, mas se fosse também, qual seria o problema? Acho que a gente tem que ser mais provocado e provocar mais também! O mundo anda instrumentalizadinho demais, concorda comigo?
    Não sei se tem textos do Mogica, não! Tem um livro que um cara escreveu sobre ele, mas não sei te informar ao certo sobre o autor.
    Quanto ao Piza entender mais de futebol… aí cê me deixa complicado, sácumé… o cara torçe pro TIMÂO também… fica chato falar do cara! Se ele fosse São Paulino, aí sim, eu descia o sarrafo! (rsrsrsrsrs!)
    Abração !

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 11:58
    Enviado por: Anna H.

    Sra.Amanda, a senhora é muito taxativa quando diz que ‘O alquimista’ não é um livro fantástico.Veja bem,eu não me referia à ‘alta literatura’,mesmo porque ninguém ainda definiu o que é ‘alta literatura’ para adolescentes (só se foi o Piza),pesquisando na internet não encontrei nada a respeito do que você se refere…Adolescente não tem obrigação de ler só o que aconselham os eruditos, é bom pra ele também um romance que tenha sido best-seller (como o foi o do P.C.),nem que seja para poder fazer comparações.Livro difícil de ler é um saco,que o diga um filho adolescente…caso você tenha um.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 12:48
    Enviado por: Gustavo Loss

    Acho que não tem condição de classificar Paulo Coelho em Dan Brown como “alta literatura” independente do que isto signifique.

    Paulo Coelho pega uma piada de português, muda o cenário para a Pérsia, troca o Manuel e Joaquim por Maktub e Abdula e no final extrai alguma lição de moral simplista do conto.

    Dan Brown usa um estilo de novela da Globo para gerar expectativa ao fim de cada capítulo, inclui seus dois personagens-padrão (cara bonitão e mulher atraente, solteiros, intelectuais) e tem como pano de fundo uma cidade turística qualquer. As descrições da cidade tem uma profundidade tal que um adolescente mochileiro em uma semana ou um pesquisador de internet focado em 24 horas poderiam fazer igual.

    Porém respeito muito os dois como profissionais de sucesso em sua profissão, que é escrever e vender livros. Ganham muito dinheiro, são inteligentes, pessoas de bem, realizados e tem a admiração de milhões de leitores. Parabéns para eles, mas vão passar longe de um nobel de literatura.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 13:50
    Enviado por: Amanda

    Loss,

    Rs… Sim, parece ser essa a fórmula de sucesso deles. Também reconheço que Paulo Coelho, Dan Brown e tantos outros são extremamente eficientes em suas propostas: vender livros e ganhar dinheiro. Parabéns pra eles. Quanto à alta literatura, refiro-me a tudo que é canônico, não apenas o antigo e empoeirado, mas os canônicos que estão por aí, vivos, escrevendo. Hatoum, Lobo Antunes, por exemplo.

    Anna H,

    De fato, não tenho filhos adolescentes, apenas 180 alunos de Literatura Brasileira de 15 a 18 anos.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 17:42
    Enviado por: geraldo

    Anna H.,

    paulo coelho? Vamos todos fingir que nao lemos isto, ok? Nao se sinta envergonhada. Acontece nas melhores familias.
    Mas veja bem, todo mundo um pouco mais instruido sabe, e a ciencia certamente ha’ muito ja provou, que ler Paulo Coelho, tal como acompanhar o big brother e tomar acido, faz os neuronios im-plo-di-rem, provocando a medio prazo se’ria reducao da capacidade cerebral. Certo?
    Mas se voce leu paulo coelho, nao se preocupe, comece a ler alguns classicos, algumas coisas boas, o Piza indicou umas tantas, e, antes do que voce imagina, estara’ curada. Pequenas exposicoes a paulo coelho, como acredito ser o seu caso, pois do contraio nao estaria mais lendo este blog, felizmente, sao reversiveis.

    Agora, se voce nao entendeu a importancia de ler os classicos e continua achando que sao todos chatos e dificeis: primeiro, veja o que o Piza falou a respeito de “Grande Sertão: Veredas” – isso vale para todos os classicos -; segundo, recomendo que leia o primeiro capitulo do livro “por que ler os classicos” de Italo Calvino, cujo link esta no topo deste comentario, um texto que cabe como uma luva aqui.

    ps: desculpem cometi um erro no meu comentario la em cima, a ultima frase do primeiro paragrafo fica assim:
    “No entanto, nao tenho duvida de que foi vendo meus pais lendo e escutando historias na cama – tinha uma colecao muito boa de contos de fada, cada livro era separado por um ‘autor’, irmaos grimm, perrout; bem escritos e com um vocabulario enriquecedor para criancas – QUE EU PEGUEI GOSTO POR LIVROS.”

    responder este comentário denunciar abuso

  • 10/02/2010 - 19:59
    Enviado por: ricardo

    Todo mundo descendo a lenha no Paulo Coelho… se a imprensa dissesse que é bom autor… clap!clap!clap! … Então, viraram gado mesmo é ?

    responder este comentário denunciar abuso

  • 12/02/2010 - 12:42
    Enviado por: Julio S.

    Caro Daniel,
    De todas as valiosas dicas que deu, ressalto a menção ao livro ‘History of Western Philosophy’, de Bertrand Russell. Realmente é um livro que marca nosso modo de pensar. Essa obra é magnífica, sem exageros. Por isso, pediria a você para falar mais sobre ela em algum post.
    Abraços
    Julio, um jovem leitor

    responder este comentário denunciar abuso

  • 18/02/2010 - 18:23
    Enviado por: Alex

    Acho que a iniciação da leteratura tem que partir do adolescente , deve ser mostra e não imposta .

    responder este comentário denunciar abuso

  • 25/03/2010 - 22:59
    Enviado por: Raira

    porque não falaram de emile bronté…ela foi maravilhosa em:o morro dos ventos uivantes,e em outros

    responder este comentário denunciar abuso

  • 26/03/2010 - 10:37
    Enviado por: Ramon

    Talvez tenha chegado atrasado nesta discussão mas, vamos lá. Preconceito contra Paulo Coelho e Dan Brown? Não… considero os dois são maus escritores, mesmo. Deles li, respectivamente, “O Alquimista” e “O Código Da Vinci” e salta aos olhos como o clichê é dominante no DNA de seus autores. Concordo que o hábito da leitura não deva ser imposto, mas apresentado como algo prazeiroso. Depois de uma boa carga de “Caminho Suave”, o primeiro livro que li foi “Meu pé de Laranja Lima”, aos 8 anos, então veio a coleção do “Sítio”, de Monteiro Lobato, e não parei mais. Ironia ou não do destino, casei com uma escritora. Por fim, e voltando ao tema do post, não tenho ressalvas em relação às “listas de recomendações de leitura” mas, admito, muitas gente as confunde com uma mera facilitação superficial, o que considero um erro. E esse equívoco, por diversas vezes, apresenta um viés ideológico, o que só aumenta a sua dimensão. Abs a todos.

    responder este comentário denunciar abuso

    • 26/03/2010 - 12:43
      Enviado por: ricardo

      Ramon,
      “Meu pé de laranja lima” do José Mauro de Vasconcelos é considerado por muitos autor adocicado e menor, embora também tenha feito parte de minha adolescência. O Paulo Coelho sofre preconceito da crítica especializada porque tem uma ingenuidade digamos “esotérica”, mas ele é melhor do que muitos (e olha que concordo contigo que ele é ruim). O que não concordo é com pessoas que saem dizendo que é ruim mas sem tê-lo lido . Dizem que é ruim porque leram um crítico dizer. È isso. Abs

      responder este comentário denunciar abuso
    • 26/03/2010 - 14:16
      Enviado por: Ramon

      Li o José Mauro de Vasconcelos quando tinha 8 anos, foi meu primeiro livro… nessa época só tinha lido quadrinhos: Turma da Mônica, Ziraldo, Asterix (nem imaginava o quê significava “Império Romano”), os super-heróis da Marvel… quando li “um livro”, fiquei maravilhado com algo que não tinha figuras e era tão fascinante! Quanto ao Paulo Coelho, me referi só aos clichês mas, esta é a ponta do iceberg e a ingenuidade nos livros dele não fica só no apelo esotérico… entretanto o cara é imortal da ABL, e isso é assustador. Ser melhor do que muitos que estão por aí, convenhamos, não significa muito; a Literatura Brasileira contemporânea anda tão fraca… na revista Cult de alguns anos há um texto do falecido João Alexandre Barbosa que trata do “mago”. Entre muitas outras coisas o crítico expõe essa questão sobre “quem fala mal de Paulo Coelho, realmente, leu seus livros?”. Ter lido só um me bastou para dizer que o antigo parceiro do Raul é, realmente, um engodo, um ótimo vendedor de livros mas, só isso.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 26/03/2010 - 10:41
    Enviado por: Ramon

    Puxa, enquanto escrevia as mensagens a energia elétrica falhou. Assim que ela voltou, misturei os comentários. Ao final eu me referi a um outro post que o Piza deixou mais recentemente… desculpem!

    responder este comentário denunciar abuso

    • 26/03/2010 - 17:22
      Enviado por: ricardo

      Fala Ramon!
      eu comecei com (vc vai rir) ADELAIDE CARRARO aos oito anos! Depois, como meu irmão era fã da Marvel, migrei e fui pros quadrinhos e aprendi a ler junto com os caras do Stan Lee e Maurício de Souza (imbatíveil até hoje, o maurício). Minha mãe nunca foi contra nenhum tipo de literatura em casa. Era desde quadrinhos à livros (a velha tinha conta na banca de jornal e livraria). Depois, na adolescência, fui pros caras loucos como o José Mauro, George Orwell e as referências dos quadrinhos (sou desenhista, a influência foi inevitável) como o Crumb e Moebius. Depois, já adulto (sic) parti pros doidão mesmo: Kafka (que é o meu autor predileto), Nélson Rodrigues, e os beatniks americanos, Dostoiévsk, Guimarães nunca consegui, a não ser os contos. Shakespeare, os dramaturgos, etc. Agora, amigo, não concordo contigo em relação ao Paulo Coelho: A maioria tem preconceito pelo fato de o cara ganhar MUITA GRANA e ser um diplomata informal do Brasil no exterior. Abração Ramon.

      responder este comentário denunciar abuso
  • 26/03/2010 - 17:50
    Enviado por: ricardo

    Agora, Ramon, e corrija-me se eu estiver errado, você, que está mais perto da literatura do que eu: A importância do escritor está onde? Não é na recepção também? O leitor que lê o Paulo Coelho também não tem nele uma porta de acesso? (ok, não tão sofisticada como os clássicos russos, etc). Mas dentro até da abordagem do Piza no artigo mais à frente, sobre referências culturais, TUDO não pode ser porta de acesso? Stan Lee, não pode ser porta de acesso? È por isso que sou contra listinhas burguesas (e aqui vai mais uma generalização preconceituosa minha), mas, se eu comecei com ADELAIDE CARRARO e fui pra outros autores sofisticados, por que não?

    responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário:

Arquivo

Tags

Blogs do Estadão