
Em dia de aniversário a gente pode quase tudo: pode ganhar café na cama, sair mais cedo do trabalho, pegar a primeira fatia do bolo. Ou pode até pensar como aquela personagem da peça Três Mulheres Altas, de Edward Albee, e dizer que nesta idade estamos entre a imaturidade e a decadência, num platô de cima do qual podemos ver tudo – e quem viu Nathalia Timberg rugindo essa fala não esquece jamais. Mas a gente também pode acreditar nessas classificações da psicologia e matutar sobre a meia-idade, um termo que sugere outros igualmente melancólicos: meia-boca, meia-bomba, meia-sola… Uma vez escutei no rádio um desses sujeitos que dão conselhos para a vida profissional desaconselhando um ouvinte de 40 anos a mudar de carreira, na linha “agora é tarde, amigo” (ou então, “a vida começa aos 40: começa a terminar”). E isso numa época em que as sociedades envelhecem e a expectativa de vida não para de subir.
A sensação de idade tem a ver com o modo como se usa o tempo. A pergunta que mais me fazem, por sinal, é como arranjo tanto tempo para ler, escrever, etc. Menosprezam o fato de que esse é meu trabalho, ou seja, que as oito horas que passam trabalhando são, para mim, oito horas que posso passar lendo e escrevendo. É claro que sinto falta de tempo: queria jogar mais futebol, morar um período fora, retomar minhas aulas de alemão e piano, escrever um romance. Mais falta ainda sinto do que não pude ser: em outra encarnação, não tenho dúvida, tentaria ser cientista (biólogo, neurologista, físico?). Mas não acredito em encarnação e acho que tenho tempo para realizar boa parte daquelas vontades. Se posso repetir o chavão do “tudo passa tão rápido”, digo com mais convicção que, até aqui, eu soube aproveitar bastante bem. Corri atrás das coisas; não fiquei esperando que me dessem ou me deixassem.
Para quem ama a mulher que tem e o trabalho que faz – duas coisas raras, ainda mais simultâneas –, a vida nunca parece que está sendo desperdiçada. Os erros do passado pesam, como errar de faculdade e casar muito cedo, mas o problema não é errar, é demorar para reconhecê-los; foi por isso que dei a volta por cima em ambos. Aqui vem um ponto importante. Essas duas decisões, ou melhor, essas duas “correções de rota” aconteceram contra a opinião da maioria dos que me cercam – inclusive os amigos mais queridos, com as intenções mais altruístas. Ouvir a voz própria, sabendo arcar com as consequências, é fundamental nesses assuntos. A cultura latina, a meu ver, põe ênfase excessiva nos laços pessoais; por medo de magoar os outros, todos terminam muito mais magoados do que se tivessem uma conversa franca, educada, mas sem concessões. As questões existem em si mesmas, não são apenas projeções de nossos temperamentos e interesses, e a objetividade possível deve ser buscada.
Atribuo a isso o fato de que me dizem indiferente demais ao que os outros pensam de mim. Não é verdade. Sei meus defeitos, mas sei também que as críticas nem sempre chegam com as palavras adequadas – ser petulante não é ser arrogante, e gostar de mulheres é o contrário de gostar de enganá-las – ou com boa-fé. Quase 20 anos de prática me ensinaram a identificar quando uma resenha negativa faz questão, por exemplo, de identificar se você é jornalista, paulista, jovem… E sei que é minha cabeça que deito no travesseiro, não a dos outros. A propósito, muitas pessoas de poder na cultura e na política brasileira – produtos e produtores da mentalidade oligárquica que ainda nos governa – têm o péssimo costume de imitar a rainha de Alice e pedir as cabeças dos que as contestam. Conseguiram aqui e ali, mas sobrevivi a todos.
Qualquer um que trabalhe em comunicação, por supuesto, quer ser bem entendido. Mas não existe comunicação sem ruído. Quando comecei, me diziam que os leitores não querem saber de muito senso crítico e de assuntos supostamente sérios. A maioria só quer saber de celebridades e diversões, e mesmo os que se interessam pelos temas leem com desatenção e palpitam com furor. (Até familiares me perguntam por que não escrevo um “best-seller”, como se fosse uma fórmula e, mais importante, como se eu quisesse.) Os que não me conhecem, portanto, imaginam que sou rabugento, que não dou gargalhada vendo Didi na TV, que não sei chutar bola, etc. Estão acostumados com “intelectuais” que não sabem dirigir, só escutam música erudita e olham os outros de cima para baixo. Ou com jornalistas que não falam mal da imprensa, paulistas que não falam mal de São Paulo (afora trânsito e violência) e jovens que acham que o mundo começou quando nasceram.
Me divirto muito com tudo isso e, principalmente, me sinto satisfeito quando me dizem que leram livros como Dois Irmãos, de Milton Hatoum, Desonra, de Coetzee, Reparação, de Ian McEwan, ou que “redescobriram” Machado porque instigados pelo que comentei. Ou que gostam justamente da mistureba de assuntos que faço aqui. Todo convite que recebi foi porque leram o que escrevi, não por indicação ou “amizade”. E estou certo de que, apesar do que sempre ouço, ou do que leio na revista Brasileiros, muitos percebem que sou diferente de ídolos de juventude como Paulo Francis e H.L. Mencken. Gosto de futebol, MPB e Obama, gosto de pesquisar e não exagerar, sou ateu sem culpa, não sou preconceituoso nem engraçado. Mas aprendi com Francis e Mencken a tratar a cultura como prazer e a dizer o que penso sem medo de patrulha.
Essa curiosidade sem ansiedade, essa inquietude sem amargura, é um dos prazeres da maturidade, para os quais, talvez porque também raros, não tinham me alertado – e felizmente, pois a vantagem de não ser muito otimista é que as boas notícias são mais bem desfrutadas… Quando completou 80 anos, Bernard Shaw começou uma palestra assim: “Quando eu era mais novo, diziam que quando chegasse aos 80 iria ver. Bem, cheguei aos 80 e não vejo nada.” O discurso de autoridade pela idade é ridículo. Do alto do platô vemos muita coisa, não tudo, e vemos também que as rugas e as dobras se acumulam. Mas o que se vive é o presente, e presente melhor o tempo não nos dá. O tempo não voa nem se arrasta: é o indivíduo que escolhe seguir em pé. Agora, ao café e ao bolo.
(“Sinopse”)
Parabéns pelo aniversário, Daniel. Desejo ainda muitos anos de jornalismo lúcido para você. Devo dizer que sou um dos que leram Reparação após o seu comentário, na época do lançamento. Mas o meu caso foi diferente. Já havia lido o McEwan (Amsterdam) e gostado. Por isso comprei o Reparação quando saiu. No entanto, por questão de tempo, mais compro livros do que leio. E na época ele ficou guardado na minha estante com os demais. Até que li o seu comentário no Estadão e resolvi fazer dele meu próximo livro. Não é o melhor romance que li, mas certamente é o do que mais gosto, aquele que levaria para uma ilha. Devo ter lido umas cinco vezes, cheguei a fazer mestrado, que não terminei, sobre ele. E hoje, ao lado do Philip Roth, outro autor que você admira, o McEwan é o meu autor favorito. Grande abraço.
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Parabéns Daniel!
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+ 40
Tutty Vasques, Celso Ming, Luiz Carlos Merten,
Wilson Baldini Jr., José Paulo Kupfer, João Bosco Rabello.
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40
Daniel Piza
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- 25
Adriana Carranca, Andrea Vialli, Cláudia Trevisan, Cristina Padiglione,
Daniela Milanese, Fabiana Leite, Flávia Guerra, Marili Ribeiro,
Patricia Melo, Sonia Racy.
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Daniel, Parabéns por tudo. Seu blog é massa.
Comecei a frequenta-lo recetemente. Meu pai sempre me falava pra eu dar uma olhada e eu até dava, lia algumas postagens sobre futebol e pronto. Mas agora acompanho com mais frequencia. Tô fazendo intercambio aqui na Alemanha e ler seu blog tem sido um curto, mas prazeroso passa-tempo. Fico sabendo o que é que ta rolando, principalmente por aí. Seguinte, eu vou fazer uma apresentacao sobre o Brasil no meu colegio, eu quero muito fazer isso. Meu objetivo é simplesmente limpar a visao que essa galera tem sobre o Brasil. Nao vou fazer nada muuuuito longo, porque alemao nao é fácil de falar, você deve saber. Mas quero atraves das regioes, explicar a formacao do Brasil, a diversidade e a mistura que é nossa cultura e nosso povo, o brasil social, politica, e em economia, falar das relacoes Brasil-Alemanha e todo o potencial que nós temos. Eu queria que você me desse dicas de fontes onde eu possa estar buscando material. Instituicoes ou pessoas que você considere importantes e confiavéis. Se puder, responde aí.
Obrigado.
Tschüs
Gabriel,
Tschüss é com SS ( dois ) no final.
Auf wiedersehen
e o ” Auf Wiedersehen” obrigatoriamente se escreve com “W” maiúsculo. Sorry, já que é para sermos rigorosos…..
responder este comentário denunciar abusoNa verdade o Tschüss pode ser escrito com um “s” sim, atualmente pelo menos.. só é tido como menos formal… afinal, antes era ß…
responder este comentário denunciar abusoVielen Dank..hehe..errando que se aprende, maravilha..Quando eu estiver traduzindo meu trabalho, venho aqui pedir ajuda pra voces, viu?
Té mais
O correto é com o eszett – Tschüß
responder este comentário denunciar abusoParabéns!
Que o café seja forte e quente e o bolo macio e doce.
Abraços
[...] This post was mentioned on Twitter by Literaturas. Literaturas said: Tempo tempo tempo: Em dia de aniversário a gente pode quase tudo: pode ganhar café na cama, sair mais cedo do trab… http://bit.ly/aQ74LC [...]
PIZA ,PARABÉNS !!!!
Já que é dia de festa, vou comentar um pouco: conheci vc através da leitura de seus artigos no jornal e achava um barato um cara jovem falando sobre tantos assuntos em variedade e conhecimento. Sempre achei isso uma qualidade em qualquer pessoa e vivi uma adolescência e infância em que não havia restrições principalmente quando o assunto era cultura em geral. Depois, aqui no blog, e isso faz pouco tempo, achei um barato a possibilidade de dialogar com todos e com vc, o articulista. Houve um aprendizado virtual pra mim, de como criticar as coisas (tanto seus artigos quanto a dos colegas leitores); houve uma dificuldade também em entender (no início) suas idéias e sua suposta falta de sorrisos, mas hoje vejo que seus sorrisos estão mais pra comédia sofisticada do que para a farsa desabrida. Confesso que não sou um ótimo leitor seu por falta de tempo, mas acho que você é importante pra crítica cultural. E concordo que ás vezes é necessário que alguém tenha uma postura inovadora. E é preciso coragem pra isso, e também pertinência.
Parabéns! E grande abraço! Mas cadê o bolo? (rs)
Um belo dia de aniversário. Divirta-se!
Piza, nós, seus leitores vamos fazer uma festa virtual aqui no seu blog hoje! Já vou sugerindo o repertório musical: vamos começar com o Rock dos anos setenta!
Grazie, Daniel,
no seu aniversário ganhei um belíssimo presente: Tempo, Tempo, Tempo.
Oi Daniel, Feliz Aniversário. Foi lendo o blog que descobri seu Aforismos e os Mistérios da literatura. Aprecio e aprendo com seus textos. Valeu, cara. Meus parabéns!
Nossa, que bacana! Aniversáro, parabéns. E muito grata por seus escritos. Sigo desde que vc aparece no Estadão. Decidi escrever aqui por causa doTempo, tempo, tempo. Ele já acumulou nos meus ombros e vou contar uma novidade,não pesa tanto assim não, até é bom. Traz surpresas. Um bom dia, uma boa vida. Abraços.
Parabéns Piza,
Já há algum tempo que acompanho diariamente o blog e me oriento pelas suas recomendações. Recomendo o blog a amigos também.
Você seria a minha recomendação para ministro da cultura, mesmo desconfiando que você não aceitaria. Talvez num outro cenário político? Nunca é demais sonhar!
Sr. Piza,
Meus mais sinceros cumprimentos pela nobre data. Desejo muita saúde, sorte e sucesso.
O blog ficou ótimo com a nova diagramação mas sinto falta de assuntos mais urgentes como o atual status quo político e a vindoura eleição presidencial.
Mas como hoje tudo é festa, quero deixar uma impressão registrada. Parece que foi outro dia que completei meus 40 anos. Estou aceleradamente (pelo menos é minha impressão) a caminho dos 50 e concordo plenamente que quando se ama a mulher que tem e o trabalho que faz é sem dúvida a receita infalível de aproveitar o presente com todo o seu esplendor. O amanhã é, de certo modo, sempre incerto pois nunca sabemos quando nosso papel termina neste Universo. Parece clichê ( e é) “mas nunca sabemos o que vai acontecer amanhã”.
Aproveite o dia entre seus queridos.
Muitas felicidades
Ronald
Parabens!
pelo aniversario e pelas reviravoltas que sua coluna causa no meu tempo, na minha vida e no meu aniversario.
obrigada
Parabéns Piza,
Desejo muitos anos de prosperidade e petulância.
Para mim você preencheu um grande espaço
Obrigado.
Prezado Piza,
meus cumprimentos pelo seu aniversario!
Voce tem boa cabeça e é ecletico nos temas que aborda.
Particularmente aprecio seu interesse em artes plasticas o que me permite a ousadia de lhe perguntar: -Como obter beneficio economico com uma grande coleçao (em numero de telas) baseadas em um só pintor?
Adoraria ouvir uma resposta sua e desde já sou muito grato!
Se isso serve de alguma coisa, Daniel, eu comecei a ler jornal aos dezoito anos de idade lá por volta do ano 2000 por causa da sua coluna no caderno 2 do estadão. Você, junto com alguns filmes e livros, ajudou a moldar quem eu sou hoje. Obrigado por isso.
Parabens Daniel
Que prazer ler tua cronica neste domingo.Tão clara e confortante tua visão do passar do tempo.Adorei.
abcs
Luiz Pereira Barretto
Pelo primeiro e último
Por Carlos Biasoli
Viver para isso
pelo primeiro respiro
pelo último suspiro
pelo primeiro beijo
pela última transa
pela primeira comida
pelo último soro
pela primeira tragada
pelo último comprimido
pela primeira visão
pela última cena
pelo primeiro abraço
pela última despedida
pelo primeiro emprego
pelo último dia de ócio
pela primeira punheta
pela última chupeta
pela primeira boceta
pela última ereção
pelo primeiro caso
pelo último descaso
pelo primeiro filho
pelo último casamento
pelo primeiro registro (certidão de nascimento)
pelo último registro (certidão de óbito)
pelas primeiras palavras
pelo último silêncio
pelo primeiro esperma
pelo primeiro e último orgasmo
pelo primeiro gene
pela cinza que ainda resta
pelo primeiro silêncio
pela derradeira palavra
pelo momento do êxtase
pela mandíbula
pela primeira vertente
pela primeiro malogro
pela primeira estupidez
pelo ávido naufragar
pela liberdade risonha
pela responsabilidade naufragada
pelos dentes, pela fúria
pelo primeiro jato de porra
pela primeira boca sedenta
pela primeira vez a primeira dor
pela dor de tudo
pela felicidade do nada
por tudo
pela página de jornal
pela comida estragada
pela foda mal curtida
e pelo amor mal fadado
pela vida
pela mandíbula
pelo sangue
pelos rins constipados
pelos olhos cansados
pela visão obscura e feliz
feliz
pelos quarenta
pela infância prematura
pela velhice aos vinte
por tudo
por nada
ou quase nada
Nossa cara … Já estou apreensivo por estar chegando aos 30 … Imagine os 40 … É bom tomar seu tempo para escolher o que fazer, o perigo é passar do ponto …
Parabéns! Cinema, teatro, teledramaturgia, literatura, arte, música e até futebol. De tudo o Piza sabe, coerentemente, tecer algum comentário. Isso na cabeça dos mais jovens, tão desacostumados com a complexidade e diversidade abordadas, é provador de rebuliços, verdadeiras indagações. Como pode um cara escrever assim, de modo a influenciar e colocar “minhocas” nas nossas cabeças? …. Atualmente os textos são escritos tão à “facão”, como diriam os baianos, e sem graça que ler os textos de Piza, sempre obrigando-nos a fazer alguma reflexão, concordando com eles ou não, é muito salutar para nossa saúde mental. Interagir com eles é fácil. Isso é o mágico….. Às vezes fico confuso ao lê-los, não por achá-los prolixos e sim por seu caráter sempre diverso. Isso é bom porque logo tento saber o que eles querem me dizer, tentando beber da mesma fonte de sabedoria que o seu autor bebeu. Nem sempre consigo, mas o que consigo auferir já vale…..Elogio os textos porque sem dúvida alguma refletem a pessoa que é o seu autor. Na minha formação eles são de uma imensa importância. Por isso, brigadão, Piza!!! Parabéns por mais um belíssimo texto. Quem ganha somos nós, teus leitores. Muitos e muitos anos de vida e escrita, óbvio……… Tempo, tempo, infelizmente ele esvai-se mesmo. O certo é não perdê-lo à toa. …Agora, fica uma pergunta: Não achas que mesmo as escolhas erradas, ou não tão certas, que agente faz também não influenciam de modo positivo a nossa vida, escrita (para os escritores) etc. ???? Ou é mais uma perda de tempo???? Eu, por exemplo, estou iniciando o curso de direito na melhor universidade do meu estado (nisso há todo um glamour), mas sei que não quero ser um advogado. Acho que vai ser bom para minha formação, só não tenho certeza do que serei. Ainda deslumbro outras profissões fora doa área.
Parabéns. Daniel. Quisera ter mais tempo e poder ler mais as coisas que você escreve. Acredito que pessoas de bem como você, e que são ateus, terão uma bela surpresa no fim do caminho. Felicidades neste dia especial.
Parabéns, Daniel Piza!
Sou seu leitor há anos, um pouco mais novo do que você e confesso que a leitura de seu texto (inspiradíssimo) de hoje no SINOPSE já foi um alento e tanto para que eu “enfrente” com leveza de espírito essa idade que se aproxima.
Considero você um dos grandes jornalistas culturais deste país. Essa mistura de assuntos e nomes e artistas e ideias que tão bem o caracteriza, essa amplidão de interesses enriquecedora, nos estimula e nos ilumina sobremaneira. Nem preciso dizer que aprendi muito com você no decorrer desses anos.
Espero, assim como outros muitos leitores seus, poder continuar lendo seus iluminados textos.
Valeu, felicidades, muitas SINOPSES (e sinapses) para todos nós!
Parabéns, pisciano!
Ando pensando em experiências tb, e gosto de ter em mente que mais um capítulo da vida começará aos 40.
Aline Machado, TV Câmara.
Não cara Aline! Estamos sob o ciclo de áries!
responder este comentário denunciar abusoParabéns, Daniel.
Você é muito bom e sabe mostrar as coisas relevantes em matéria de cultura, fazendo-o com comentários inteligentes.
Abraços,
FRANCISCO F. DE GOIS
Fortaleza-CE
Li a coluna no jornal Estadão.
Uma leitura deliciosa.
Parabéns Daniel, pelo aniversário e pela coluna.
Prezado Daniel,
vivo nos Estados Unidos faz tempo mas aprendi a ler voce na Gazeta Mercantil; depois quando li o Diario da Corte do Paulo Francis que voce organizou. E meu livro de cabeceira; as referencias do Paulo Francis estao me ensinando muito na minha leitura. Parabens pelo seu site, sempre tao inspirado e de bom gosto.
Como todos aqueles que te admiram e sabem a responsabilidade que a de escrever para o público, vai aqui do Rio de Janeiro, o meu abraço e PARABENS por mais um aninho. Que ele se prolongue por centenas e como dizia o meu avô, devemos contar os nossos dias pelos melhores e esquecer o restante.
O que é importante é a personalidade e a grandeza de seus fatores. Personalidade que tem uma série de estruturas que vão do meio familiar ao grupo social a que pertencemos, O nosso aprendizado ao longo da existência, com a estrutura familiar, vão dando o derradeiro perfil do homem de bem. Sucesso de sempre e parabens.
DANIEL PIZA,
A melhor idade é aquela em que nao encontramos o tempo, mas sim o vivemos, nos permitindo a FELICIDADE e a todos ao nosso redor.
Numa epoca na vida de cada pessoa ,é que sera possivel sonhar e fazer planos, tendo bastante energia para realiza-los, mesmo , perante todas as dificuldades e obstaculos. Aproveite esse seu TEMPO de vida util e faça de voce mesmo um ser humano cada vez mais produtivo e comprometido com uma sociedade que tanto necessita de diversos conhecimentos .
O tempo de entusiasmo e de coragem faz presente nos nossos desafios e é um convite à luta que temos que enfrentar com disposiçao para conseguirmos um unico objetivo: “ALGO NOVO!!!”
O saber envelhecer esta presente na alma e no comportamento humano que cada pessoa carrega no seu interior.
Desejo que voce aproveite cada segundo de sua vida, amando , desejando e compartilhando sempre o “BEM” para com os outros. Nada nessa vida tem mais valor e mais poder do que o tempo de vida que o ser humano possui.
Que o AMOR, seja um sentimento de constancia na sua vida e que voce continnue fazendo a DIFERENÇA!
Que o PODER DIVINO esteja sempre presente na sua estrada permitindo-lhe que voce tenha muita SAUDE, PAZ, SERENIDADE, TRANQUILIDADE, SABEDORIA para continuar perseverando sua trajetoria de vida na FÉ e nos seus desafios humanos.
FELIZ ANIVERSARIO!!!
Com muito CARINHO e ADMIRAÇAO.
Solange.
Quarenta?
Não esquenta!
Serenidade
Em toda idade,
Saúde e alegria
Em boa companhia,
E ao anoitecer,
Agradecer.
(com um beijo na testa do filho dormindo em paz…)
Parabéns Daniel,
-
muita saúde e felicidade em sua família. Muito obrigado por não se curvar às necessidades do mercado ou às “força ocultas”. Mas obrigado mesmo por não se contentar com pouco, por buscar sempre o que há de melhor na cultura e não se furtar de compartilhá-la em seus textos. Aprendi muito nestes quase vinte anos em que sou seu leitor mesmo quando discordei de sua opiniões. Que venham os próximos quarenta. Abraço frateno.
-
Ps. Dificil é parabenizá-lo pelo 4 a 3. he,he.
Como diria mamãe: Deus lhe permita saúde, paz e felicidades!
Querido,
Um imenso prazer ler sua coluna, em muito me lembra Francis e acabei ficando menos órfã dele quando descobri seu texto.
Uma delícia ter alguém, que respeitamos como profissional, a nos falar sobre todos os assuntos, você é múltiplo, muitos, exatos. Um grande beijo nesse grande dia!!!
Daniel, parabéns, muita saúde e alegria na sua vida e de sua família. Obrigado pelas dicas de leitura, pelas críticas e por nos ajudar a pensar, de cultura a futebol, de política a economia. Adoro a miscelânea de assuntos na sua coluna e no seu blog. Caramba, 40 anos, que sucesso! Que coragem e talento para escrever sobre si mesmo. Um abração.
Daniel, acho que o seu blog foi um dos primeiros que comecei a acompanhar quando começou este formato de comunicação.
Gosto da sua diversidade de linguagem e forma única de informar assuntos polêmicos sem isentar-se de sua opinião própria, isso me inspirou à montar o meu blog.
Dizer que é ateu sem culpa é ousado. Também não acredito que Deus exista. Deus é a existência.
Feliz aniversário e desejo boa energia neste início de quarta década.
parabéns daniel que Deus ilumine seus caminhos, que te abençoe, e continue sempre com muita vontade de viver, abraços de um corinthiano sofredor graças a Deus.
Parabéns. Engraçado, também fiz quarenta este mês, com muitos projetos disputando o meu tempo. Acompanho o seu trabalho desde a época do caderno cultural da Gazeta Mercantil, e não hesito em afirmar que o seu texto é um dos melhores da imprensa brasileira, e sua perspectiva uma das mais interessantes. Bela citação a “Os vivos e os mortos”, lembro de ter ido ver este filme motivado por uma crítica na saudosa revista Bizz e sempre me perguntei porque nunca tinha saído em DVD.
Parabéns, Daniel!
Você vai ver como é bom ser um jovem de 40 anos.
Meu abraço.
Heloísa
Grande Daniel:
Na atual juventude dos meus 65 anos, lí e modestamente aprovo e aplaudo sua matéria de hoje.
E, como a imagem de espêlho da sacada de Sir Shaw, ou talvez interpretando sua citação por outro ângulo, estou perdidamente apaixonado por uma metáfora algo olímpica da vida.
Essa visão poderia ser formulada assim: A vida humana é uma multi-corrida de revezamento: cada humano leva o bastão até certo ponto, deve entregá-lo a outro à sua frente e pegar o bastão de um terceiro que o está entregando mais à frente. E repete o ato ao longo de toda a vida.
A criatividade e o progresso se dá descobrindo para quem deve entregar o bastão e de quem receber o seguinte.
E o prêmio desta dekatlon (gráu de dxesenvolvimento) é ligado a quantidade de bastões que um grupo de humanos consegue manter lá na frente.
O grande problema de nosso tempo é que muita gente não quer pegar bastão nenhum, e corre reinventando idéias e refazendo coisas. E seus bastões vão caindo na beira da estrada!
Que pena para os brasileiros cabotinos! O chão das estradas aqui está cheio de bastões perdidos!
CaroDaniel
O seu blog está na minha lista de links. Às vezes não resisto e transcrevo, no meu pouco lido blog (Uma certa idade…) os seus textos. Com os créditos, naturalmente.
grande abraço pela data!
Oi Daniel,
Também lhe felicito!
E por favor continue desse seu jeito. Sabe é bem gostoso ler seus textos, até li um que falava sobre futebol, pq gosto como escreve e desenha as idéias…mesmo eu não tendo o menor gosto pelo futebol…rs,rs. Gosto muito quando escreve sobre Arte, acho que já comentei um monte de vêzes como gostei quando escreveu sobre Grafite em SP. E vc sempre mantêm uma tranquilidade em colocar o que pensa…sempre acompanhado de uma pesquisa, enfim é sempre uma boa leitura para pequenos intervalos com café…
Tudo de bom para vc e para os seus. E viva os textos!
abraços,
Feliz Aniversario!
Lembre-se nunca e’ tarde demais!
Nem mesmo par amudar d etime!
Parabens.Única discordância:ateu,mas como é honesto,vai chegar até Ele.Conhece-Lo vai ser bom para voce,e todos nós,pois voce crescerá ainda mais.Felicidades.E que Deus lhe conceda anos e sabedoria.
Parabéns a você ! Olhe, apesar de nao gostar sempre de seus posts admiro sua vontade, sua determinação, imagino a personalidade que está por trás de tudo que escreve. Uma formidável personalidade.A questao do tempo é engraçada, conheço gente de 80 anos que ainda nao amadureceu, outros de 20 que parecem ter vivido – e padecido – o dobro. Não digo que você deve escrever um best-seller, mas certamente suas crônicas seriam do agrado geral. Com todo esse vigor, só pode ser um homem realizado na vida. E isso faz bem até à saúde de seus leitores…
Torta de aniversário: um bolo de chantilly com morango; um champagne brasileiro e deixa prá lá o espumante francês; dou um apertão nessa bochecha e te chamo de fofônio. Aí, eu como você, assim como te comem esses blogueiros esparramados em torno da tua mesa farta dos domingos, apesar da ditadura dos sarneys referendada com o beijo de boca da ideli naquele “coroné-marimbondo”.
A gente sobrevive. Lei da antropofagia.
Marco.
Ilha de Santa Catarina
Querido Daniel , muitas alegrias na sua vida, em casa somos todos seus leitores e ouvintes … Voce está fazenod falta nas nossas manhãs 07h00 com seus comentarios e suas risadas …… belo presente de niver , hein ? 4×3 … ! Abraços
Obrigado, Margareth, tive de deixar a rádio, mas é bom saber que faço falta. Abraço
responder este comentário denunciar abusoParabéns!
A vida é um quadro de livres pinceladas, que só desbota quando, estático, aguarda por uma nova cor, um novo timbre de ideias, por vezes desencontradas e sobrepostas. Sempre lúdica, essa obra só acaba quando o autor dela desistir!
Um forte abraço!
Caro Daniel,meus cumprimentos pelo natalício e pela crônica bem humorada sobre o ritual de passagem.Sempre que posso visito o blog ou leio o jornal para me inteirar mais sobre o universo cultural,notadamente sobre literatura.Aproveito o ensejo para reproduzir duas frases sobre aniversário: “Aniversário é uma festa prá te lembrar do que resta” (Millôr) e “A despeito de todo progresso da Medicina,ainda não há cura para um simples aniversário.”
Abs
Prezado Irmão Daniel
” Tempo, tempo, tempo, D18 – C. 2 – de 28.03.10
Em primeiro lugar, parabéns pelo aniversário. Desejo que voce tenha ” muitas vidas “. Sou seu assíduou leitor e admirador. Li, sua matéria de 28.03.10, com sua declaração de que é ateu e descrente da reencarnação.
Peço sua gentileza em nos informar, se, um dos requisitos para se trabalhar nos serviços de redação da mídia, é ser ateu.
Tenho por costume ler os Jornais: Folha de São Paulo, e, Estadão. Há, a impressão de que, para ser admitido nos trabalhos da redação, tem se, que ser ateu, pois, voce, Carlos Heitor Cony, Marcelo Gleiser, Juca Kfouri, e muitos outros, assim se identificam.
Tenho o entendimento de que, quando se diz: ” sou ateu “, na realidade, estaria dizendo: ” estou ateu “.
Estar ateu, faz parte de um processo, que o sujeito se autonomeia, em cada fase do conteúdo dos seus acontecimentos, que possa ser conveniente à sua atual educação, cultura, e, crença filosófica.
Paulo, afirmou, em Ef. 1:4:
” ……. Deus ……… nos escolheu Nele antes da fundação do mundo, para sermos
santos e sem máculas perante Ele em amor …… ”
A palavra ” santo ” pode ter a significação de: diferente, distinto de tudo o que é comum. Um ser diferenciado. Santo, guarda estreita relação com: ” Anjo “.
Orígenes, em sua doutrina: ” Dos Princípios “, desenvolve argumentos, sob certa feição popular, de que, os homens, são Anjos decaídos.
Faz sentido histórico, uma relação: Anjo decaído, síndrome de Teodora, abolição da reencarnação, determinada por ela e Justiniano, no Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla. E notória, sua extrema repulsa em admitir erros. Maior ainda, repará-los. Portanto, prático e conveniente, não dar espaço à consciencia, qualquer idéia de admitir tal processo. Ser ateu, é uma opção.
É próprio do homem adâmico (Adam), em suas vidas (Hava) seguir as ilusões (a serpente), mas não seguir regras dos outros (Criador) e quando as coisas dão erradas, não assumir erros e culpar um terceiro (a serpente). O Criador, disse que o homem adâmico teria que se sujeitar às penas da lei, que veio mais tarde com Moisés. E, enquanto a lei não veio, não existia o pecado, mas tão somente a morte, e, as vidas (Hava).
Mas, não acreditando em nada disso, na sua consciencia, o ateu acredita (na ilusão) de que está fora desse jogo. Tal qual Teodora.
Operários da mídia transmitem em suas criações literárias cotidianas, a inspiração de que, se admitirem a crença em Deus, e em reencarnação, passariam pela mesma experiência de Paulo ao fazer seu discurso aos estóicos e epicuristas, no seio do Areópago, sobre ressurreição, que é a última reencarnação.
Já, naquela época, o discurso de muitos filósofos gregos expressava o mesmo sentimento dos operários da mídia, ou seja: ” a totalidade cósmica finita, como morada do pensamento “.
Assim, na mídia, ser ateu é uma constante, uma afinidade que identifica iguais, gerando valores e compromissos, que geram: misticismo, doutrina, filosofia, apontando os sábios, para o fato de os constituir como partes de uma diferenciada e mesma realidade.
Mas, o intelectual, olhando seu semelhante, mesmo não sendo de cima para baixo, mesmo não sendo preconceituoso, não pode ignorar nem desdenhar a vasta biblioteca literária religiosa existente.
” 1Cor.8:2 = ………. aquele que cre saber alguma coisa, ainda não conheceu como
é preciso conhecer ……… ”
Quando o patriarca Abraão, com 75 anos de idade deu início a um processo de construção de valores, precursores do universalismo e do humanismo cristão, ele quis forumular e editar, um conteúdo, diverso dos valores e exemplos dados, por: Machado de Assis, Jorge Amado, Romário, Madona, Suzana Vieira, Cicarelli, Richard Dawkins, Saramago, e muitos outros, do gênero.
Freud, um dos Deuses para a mídia, garantiu que, libetando-se os instintos do ser humano, a neurose e a psicose acabariam. A humanidade fez a lição de casa nas décadas de 60, 70, …. Pergunta-se: desapareceram as neuroses e psicoses ???
Hermann von Helmholtz, declarou que:
” ……. nossa geração (a de 1.882 a 1.892) tem sido obrigada a sofrer a tirania da
metafísica espiritualista; provavelmente a geração mais nova terá que evitar a
metafísica materialista. Por favor, não esqueçam que o materialismo é uma
hipótese metafísica (vide a impermanência budista). Se isto for esquecido, o
materialismo se converterá num dogma que irá entorpecer o progresso da ciência
e irá conduzir, como todos os dogmas, a uma intolerância violenta “.
Tomás de Aquino já disse que, há algumas verdades que superam todo poder da razão humana. Outras verdades podem ser pensadas pela razão humana.
J. J. Rousseau, em ” Emílio ou da Educação “, diz, …. ” esse
Ser ………. eu o chamo de Deus; …….. ele se furta, tanto aos meus sentidos como ao meu entendimento …. ”
Quando o ateu se sentir ” preparado “, para mudar de foco, mudar de fase, do seu atual e conveniente estágio mental, para, enfim, crer que Deus existe: …….. ” que Ele, Deus, não se furte aos seus sentidos … “, há que interagir com ele.
Será necessário o trânsito na transcendência, não há como escapar disso, como por exemplo, ocorreu em 1.970, quando Kodama estranhou, não ter, Borges, corrigido nenhuma vez, o poema: ” Ein Traum “, ao que ele respondeu: ……. Foi Kafka quem me ditou diretamente “.
Darwin e Wallace, distantes milhares de quilometros um do outro, receberam, ao mesmo tempo, o conteúdo da obra: ” ….. Evolução das Espécies “. Se a transmissão não se deu por psicografia, uma manifestação transcendente, conhecida em todas as boas Casas Espíritas, então o que ocorreu ??? .
Seus sentidos, prezado irmão, já parou para raciocinar, que: ” n ” orgulhosos imortais das ABL’s mundo afora, com seus faustosos fardões, na realidade, nunca foram os autores intelectuais de suas pretensas obras, mas sim, meros psicógrafos ???. Não seriam assim, possível, nas obras científicas ???
A possibilidade da existência da síndrome de Teodora, na comunidade ” atéia-midiática ” é uma circunstância que deve ser debatida. Sob pena de, deixar no ar, evidências da preocupação de não se revolver o inconsciente, arquivo de faltas gravíssimas do passado, que terão de ser expiadas.
A saga de Abraão começa com a escuta: ” Lech, Lechá “: ” vá para si mesmo “. Essa é a terra sonhada. A ” Terra Prometida “. Ela não é material.
Prezado irmão, não somos os donos da casa, somos peregrinos.
João.
Sp. 29.03.10
João, no Brasil as pessoas sem religião não chegam a 5%; não precisa se incomodar conosco.
responder este comentário denunciar abusoBelíssima coluna; definitivamente entre as suas melhores. Tenho 20 anos hoje. Espero que daqui esse tempo eu sinta orgulho do tempo passado assim como você. Feliz aniversário.
Parabéns, Daniel Piza! Que beleza! Pelo aniversário, pela vida, trabalho, blog e tudo enfim.
Este seu texto me fez sentir imensamente bem. Talvez por ter eu já feito correções de rota nesta vida. Transição que vem com o sentimento paradoxal de que”não dá mais tempo x ainda dá tempo, sim”, a pressão, a angústia seguida de alívio e renovação por recomeçar apesar de tudo. Seu blog tem sido também orientação para leitura. E quanto ao tempo, a gente sabe que uma vida não basta para ler tudo que se deveria e gostaria, daí se eleger preferências no viver, trabalhar, ler…
Um abraço. Ah, parabéns pela matéria sobre o Rio Negro, revendo o percurso de Euclydes da Cunha. Foi quando comecei a ler você aqui.
(…) “Os erros do passado pesam, como errar de faculdade e casar muito cedo, mas o problema não é errar, é demorar para reconhecê-los;” (…)
Daniel,
Happy Birthday.
Keep up with the good work.
Parabéns, Piza…
Você é realmente uma pessoa linda… Faz o aniversário e dá este texto de presente pra todos nós. Hoje eu me emocionei lendo, senti como se você fosse um amigo… Muitas felicidades e realizações em toda a sua vida, e que seus vários talentos sejam cada vez mais aprimorados e abençoados…
Parabéns, parabéns, parabéns…
Daniel, Parabéns pelo aniversário! Saúde e lucidez sempre! Perfeito este texto.! Concordo em gênero, número e grau. Sou sua contemporânea e partilho de vários sentimentos a respeito da chegada a este degrau, haha.
Sinto muito sua falta no Jornal da Eldorado. A troca entre Caio e você é perfeita e nos alimenta pelo trânsito de sampa. De qqr forma, continuo te acompanhando por aqui, com textos inteligentes, transparentes e de peito aberto.
Um grande abraço!
Parabéns Daniel, não preciso nem dizer que seu blog é top.
Só pelo que escreveu lá em cima dá para afirmar com certeza que foram quatro décadas bem aproveitadas.
Abração
So vi o post agora, parabens. E fato que o tempo, ou melhor a percepcao do tempo, passa mais rapido quando envelhecemos. Acho que vai se interessar, reportagem da NPR:
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=122322542
Bravo!
Eu que tive o prazer de conhecê-lo num barco subindo rio Purus, dormindo em rede com jabutis, lutando contra os piuns, jogando bola com os índios kaxinawas, ouvindo seringueiros e riberinhos para mostrar a Amazônia de Euclides não tenho dúvida de que estamos diante de uma pessoa singular que escapou de “só saber os dois primeiros minutos de qualquer conversa”, para lembrar Rubem Braga. Parabéns pelo aniversário!
Obrigado, Arquillau, e a todos os outros que me desejaram feliz aniversário!
responder este comentário denunciar abusoParabéns Daniel ! Palavras sábias, as suas. Abraços.
Piza, escrevo para registrar que embora discorde de vc. muitas vezes, especialmente quanto a política brasileira, seu site é uma bela fonte de informações literárias/culturais (e futebolísticas) imprescindível no ciberespaço contaminado de notícias de BBBs da vida se misturando a citações descontextualizadas e muito pouco pertinentes de textos Guimarães Rosa e Maiakovski. Parabéns pelo caminho, através do qual vc. faz a sua parte nesse nosso país.
Abraço, Sophia
Caro Daniel,
A celebração da existência (e do existir) se dá em instantes assim fortuitos, quando esbarramos em contentamentos que não pareciam ser contentamentos,
mas que deixam uma nota de azul no cinza além da madrugada.
Não sei o motivo, mas imediatamente após ler sua crônica (se assim me permite chamar), lembrei de Srta Brill, da Mansfield.
Obrigado.
o chique agora parece que é comemorar somente parte das velinhas, Daniel Piza. Fiz meia duzia de dezenas em linha reta em fevereiro e noticiosa Revista me mandou, 30 dias após, uma edição integral daquela semana do aniversário em 2000 para ver o que acontecia no mundo e a minha volta.. Aí pensei que o certo mesmo é ir reduzindo lentamente a idade nessas festinhas de crianças. Como você está longe de chegar lá, solicito os seus dispendiosos esforços para tanquilizar aos aniversariantes mais avançados a comemorar tudo pela metade. Se 60, 30. Se 40, 20.
–
“Para os erros há perdão; Para os fracassos, chance; Para os amores impossíveis, tempo”
Os erros marcam!
São facas!
Esfaqueiam e castram.
Perdão é uma invenção!
Se o Homem não tem coração!
Não irá deixar de vingar NÃO.
Dizer que os erros têm
Perdão,
É pura consolação.
Os erros alheios serão lembrados aos
Homens dianteiros (fábula da raposa e uvas)
Principalmente pelos
Canteiros (vivem nos cantos, andam pelos becos)
Mas os erros são uma versão,
Não combinam com o homem de
Razão.
O erro depende do lado da equação!
Os fracassos formam homens
Às vezes,
De aço!
Pode ser causado também
Por gente que na terra tem vocação de ser
Palhaço (autopunição).
O fracasso pode ser um
Mafioso abraço!
Pode ser no sapato
Um pedaço (de pedra (,
Na sociedade,
A Serra do Espinhaço!
Ele pertence à própria pessoa,
Mas as pessoas ao redor lhes aumentam o
Espaço,
Pois a regra de sempre é:
Faça o que eu mando e não repare o que eu
Faço.
Mas os amores impossíveis,
O tempo basta.
Dizer isso é
Cachaça!
O tempo nada acha,
Nem rechaça!
Nas coisas dos outros,
Nunca se entrelaça,
O tempo ao contrario,
Os amores (desilusões),
Recalca.
Como amar é colocar azas,
E vôos alçar,
Pode-se enganar,
Descobrir que não é fácil
Acertar,
E que todas as formas anormais de
Amor,
É simples modo de falar (discurso),
Que o tempo não vai melhorar,
Pois o tempo é construção fictícia do homem,
Para a si e aos outros enganarem.
Suerly Gonçalves Veloso
sugonl@uol.com.br
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