Saiu ontem a notícia de que a Comissão Nacional de Jardins Botânicos enquadrou dois de seus 34 parques na categoria A: os jardins botânicos do Rio e de São Paulo. Recentemente a editora Metalivros fez um livro belíssimo sobre eles, Jardins Botânicos do Brasil, com texto de Evaristo Eduardo de Miranda e fotos de Fábio Colombini. A foto acima me fascinou: é o lendário diretor do Botânico do Rio, Barbosa Rodrigues, em seu gabinete, pé apoiado em casco de tartaruga, cadeira rococó, espadas, crânios, estantes, livros abertos com espécimes da flora sobre banquetas – uma encarnação romântica do naturalista que eu sonhei ser na adolescência. O do Rio é o maior e mais bonito, com 143 hectares e 3.200 espécies, com bromélias e orquídeas que encantaram Burle Marx, Rubem Braga e Tom Jobim. Mas me lembro com carinho das vezes em que fui ao de São Paulo (36 hectares, 1.430 exemplares), com outros amigos de colegial que estudavam Biológicas, e me divertia vendo as vitórias-régias, palmeiras, bambus e também orquídeas, a Mata Atlântica ao redor do portão histórico e da trilha suspensa, a estufa. Não há nada como andar nas sombras úmidas da mata e a ideia de jardim botânico é ótima porque ao mesmo tempo preserva e estuda a natureza. No entanto, a visitação ao vizinho Jardim Zoológico é muito maior. Quem sabe agora, com a classificação “cinco estrelas”, a coisa mude.
Piza,
Muito boa sua postagem.
Realmente, quem sabe com as ‘cinco estrelas’ recebidas não havera um numero maior de pessoas interessadas à visitação , numa area de tanta importancia ao meio ambiente do planeta:Terra!
Com sua licença acrescento mais: o incentivo que o Jardim Botanico dá em divulgar o ensino e as pesquisas tecnico/cientificas sobre os recursos floristicos do Brasil, com o foco no conhecimento e na conservação da biodiversidade. Dando, aos profissionais da Biologia a oportunidade de promover seus estudos qualitativos e quantitativos das comunidades vegetais nas diversas regiões do país.
Infelizmente, esta oportunidade, nós profissionais da Educação não temos com facilidade. Para que nossas pesquisas sejam feitas e , principalmente, divulgadas precisamos enfrentar as demandas educativas, muitas vezes, sendo obrigados a “engolir” certas atitudes nada convencionais para um pesquisador.
Razão, pela qual sua importancia historica, cultural, cientifica e paisagista fez com que ele foi tombado pelo Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional, e sua area foi defenida pela UNESCO como area de Reserva da Biosfera.
Abraços.
Ultimo paragrafo, repetindo e corrigindo: Razão , pela qual sua importancia historica, cultural, cientifica e paisagista fez com que ele fosse tombado pelo Instituto Historico e Artistico Nacional, e sua area fosse defenida pela UNESCO como area de Reserva da Biosfera.
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Olá Daniel Piza,
O Jardim Botânico do Rio é uma preciosidade. Aí vai a foto da ‘Aléia Barbosa Rodrigues’, a sensação de andar por alil é inesquecível.
http://www.clickfozdoiguacu.com.br/static/image/midia/images/noticias/Free/jardim-botanico.jpg
E quero ainda conhecer o de São Paulo.
Piza, valeu pelas boas tiras literárias. É bom se deparar com textos advindos de você. // Jamais tive oportunidades de visitar um Jardim Botânico. É bom lembrar que a velha e criticada monarquia concedeu o Jardim Botânico do Rio. Parece-me que a República Velha fez pouco pelas ciências biológicas do Brasil. Nossa crise é republicana. Abraços!
Piza, impressiona-me a foto. Surreal. Certamente é uma foto preparada. Incrível. Como o sentimento estético muda. Abraços!
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