Foi aqui, nesta escada de três degraus, no alpendre da casa grande do Engenho Massangana, que um menino de oito anos, chamado Joaquim Nabuco, viveu um “quadro inesquecido”, a “primeira impressão” de um sentimento que determinaria sua vida. Era 1857. Um negro fugitivo de 18 anos veio em sua direção, se jogou aos seus pés e implorou para que pedisse à madrinha, Ana Rosa Falcão de Carvalho, que o comprasse, livrando-o dos castigos de seu dono. Até aquele momento, escravidão era um fato natural na rotina do pequeno Quincas, filho de um senador do Império, e os negros eram serviçais gentis com quem partilhava as rezas na capela, onde murmuravam cânticos e pareciam formar – segundo a imagem que descreveria no livro Minha Formação, muitos anos depois – uma pintura de Millet, um cenário de camponeses em paz com a natureza.
Nesse capítulo do livro, “Massangana”, algumas das mais belas páginas da prosa brasileira, foi que Nabuco escreveu sua frase mais famosa: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil.” Confessando nostalgia daqueles tempos de infância e religiosidade, em que mamou leite dos seios das escravas e não da mãe, ele apontou como produtos dos séculos de opressão racial alguns traços brasileiros como a “alma infantil”, o “silêncio sem concentração”, as “alegrias sem causa”. Também observou que tal suavidade seria exclusiva de algumas propriedades antigas do Norte e que não era mais possível, depois da abolição de 1888, pela qual lutou com todas as suas forças. Infelizmente, por intérpretes como Gilberto Freyre, essa suavidade foi vista como virtuosa, sem defeitos como a infantilidade e a desconcentração, e de alcance nacional e perene.
Nabuco, no entanto, não tinha desculpas para o atraso; ainda menino, lia e relia livros como A Cabana do Pai Tomás, chorando, e sonhava combater a escravidão como sua maior missão. Na parede de um dos corredores da casa onde viveu sua infância, foi afixada outra frase sua, que diz que não se podem separar duas questões, “a da emancipação dos escravos e a da democratização do solo”. Depois de deixar Massangana, aos oito anos, e ir para o Recife estudar, mais tarde cursando Direito em São Paulo, passando um período em Paris e enfim se estabelecendo como advogado e jornalista no Rio de Janeiro, Nabuco se dedicou a conhecer o assunto como ninguém. Aprendeu, por exemplo, que nos EUA o fim da escravidão foi seguido pela colonização de suas vastidões, com direito à posse de terras, e passou a defender o mesmo para o Brasil.
Cem anos depois de sua morte, em 17 de janeiro de 2010, uma visita ao Engenho Massangana, que se localiza no município de Cabo de Santo Agostinho, a 48 km da capital, e pertence à Fundação Joaquim Nabuco, revela que nem tudo mudou como queria que mudasse. Enquanto a casa grande e a capela são restauradas, para converter o local num centro cultural e turístico, a vila Massangana – à qual se chega atravessando o poluído riacho de mesmo nome e caminhando menos de cem metros pela mata – não sabe como será seu futuro. Nabuco, diante da mesma situação, ficaria sinceramente interessado na situação carente dessas pessoas que moram em suas antigas terras, então ocupadas pelos canaviais que descreve com saudades em sua autobiografia.
Com cerca de 3.500 habitantes, a vila foi se formando nas últimas décadas em torno do crescimento industrial da região, que fica na zona portuária conhecida como Suape, no litoral sul de Pernambuco (do engenho ao porto são apenas 2 km de distância). Na maioria os adultos são negros ou descendentes de negros e trabalham em serviços temporários na Refinaria Abreu e Lima – que pode ser vista no horizonte de quem está no mesmo alpendre, hoje sem coberta, onde Nabuco teve sua primeira impressão da dor dos escravos – ou então numa das outras 70 empresas já instaladas.
Na maioria, igualmente, os moradores não são donos dos terrenos, que fazem parte do complexo industrial ou então são de propriedade de algumas famílias tradicionais de latifundiários. Por isso mesmo, temem ser expulsos em breve. “Não sabemos onde isso vai parar”, eis como define a situação do povoado Alexandre de Souza, 42 anos, que é administrador do Engenho Massangana, portanto funcionário da Fundaj. Casado, sem filhos, neto de um negro que trabalhou em engenhos de açúcar na região, Alexandre nasceu em Ipojuca e se mudou há cinco anos para a vila, onde mostra a casa de tijolos que está terminando de construir. Veio “em busca de tranquilidade”, segundo ele mesmo; as duas cidades mais próximas são aquela onde nasceu, Ipojuca, com 40 mil habitantes, e a própria Cabo de Santo Agostinho, com cerca de 100 mil.
O polo naval do Suape foi criado no regime militar, mas vem crescendo rapidamente nos últimos anos, como se nota pela quantidade de obras ao redor, em especial da Petrobras. China e Holanda estão entre os países que planejam construir estaleiros no Suape. Num material informativo do próprio engenho, lê-se que a região conta atualmente com 44% dos investimentos estaduais, mais do que o destinado à Grande Recife. A menos de 30 km estão atrações turísticas como Porto de Galinhas, também em veloz crescimento, com pousadas, resorts e até ilhas sendo adquiridas por grupos espanhóis, portugueses e holandeses, o que tem multiplicado o valor das terras.
Alexandre e os outros habitantes contam que há rumores de que “pretendem tirar a vila daqui”, para que se possam expandir as indústrias. Observa que já há uma estrutura urbana, ainda que precária. Os habitantes montaram uma associação de bairro, e a vila tem fornecimento de água – que, segundo eles, jamais falta, ao contrário do que ocorre em outras regiões de Pernambuco – e ônibus que chegam do centro de Cabo de Santo Agostinho a cada meia hora. Tem também três igrejas, evangélicas, e quatro restaurantes. Na rua principal, uma larga avenida de terra com lixo espalhado e uma praça tomada por capim e lama, fica também uma pequena escola. Nome: Escola Municipal Joaquim Nabuco.
O abolicionista, que sempre insistiu que a libertação dos escravos devia ser acompanhada de uma cruzada de alfabetização, gostaria de ver seu nome aqui, pintado em letras azuis sobre a parede branca. A escola foi criada há cerca de 20 anos, mas durante o primeiro decênio funcionou nas próprias salas do engenho. Depois foi instalada integralmente na vila, onde hoje estudam 289 alunos. É administrada por duas animadas gestoras, Loide Maria da Silva Aguiar e Maria José Ramos, que sucederam outra Maria, Maria Gonçalves da Silva, que também está ali cuidando dos enfeites natalinos, entre os períodos da manhã e da tarde. Embora forme apenas uma dúzia de alunos no nono ano do ensino fundamental, elas defendem o papel da escola naquela comunidade.
Loide, cuja mãe era merendeira da escola, estudou ali e depois foi fazer ensino médio no Cabo. Chegou a ter aulas no engenho e diz sentir falta da relação entre ele e a comunidade da vila. Conta também que a escola dá atenção especial à figura de Nabuco, “homem que viu tudo que o Brasil precisava”. Ela também diz ter medo de que sejam expulsos dali. Como Alexandre, acha que haverá resistência caso isso aconteça e que será necessário “conversar muito”, se for o caso de sair, mesmo que haja indenização. Sabe que pode até haver razões de saúde para tanto, já que a região se industrializa cada vez mais e a vila não está numa área de proteção ambiental. Mas diz que seria “muito ruim” ser transferida para longe e lembra que a vila não para de receber mais gente. E completa: “Para nós, agora, é ou sai ou cresce.”
Engenho deve se tornar centro cultural
Tombado como patrimônio histórico em 1984, com o nome de Parque da Abolição, o Engenho Massangana está praticamente inativo há seis anos. Por isso, a Fundação Joaquim Nabuco, que o administra, começou a fazer uma reforma para reinaugurá-lo em 2010, ano comemorativo do centenário de morte do escritor. Ele tem uma área de 10 hectares, a casa grande, a capela e uma construção dos anos 1920, um “arruado” que já serviu de alojamento para pesquisadores e hoje abriga uma moenda de açúcar, utilizada no filme Abril Despedaçado, de Walter Salles, e doada pela produção.
A casa grande não é assim tão grande, com 765 m², e parte da relativa imponência que se vê nas fotos antigas se perdeu porque o alpendre já não tem cobertura e também as esculturas clássicas que ladeavam a escadaria da entrada. Responsável pelo restauro, o arquiteto Ronaldo Lamur conta que é muito difícil estabelecer o que é original e o que não é, como os pisos, os azulejos e as cores. A mobília foi levada embora e está dispersa pelas casas dos seis netos de Nabuco no Rio de Janeiro. No pórtico, a inscrição é posterior ao período em que ele viveu aqui: “Paulino Pires Falcão mandou edificar em 1870.”
Lindene Araújo, da Fundaj, mostra o projeto de recuperação do engenho, que pretende convertê-lo em uma espécie de centro cultural, dedicado aos estudos da cultura da cana-de-açúcar, da abolição e da obra de Nabuco, com espaços para cursos, exposições e eventos na capela e no parque. A primeira fase, o restauro propriamente dito, tem custo de R$ 600 mil, bancado pela própria Fundaj, e se completa em meados de 2010. As demais fases exigem levantar mais R$ 5,4 milhões. Não devem ser concluídas no Ano Joaquim Nabuco.
Programação destaca exposição e seminário
O Ano Nabuco tem como destaque uma exposição que já passou pelo Rio de Janeiro, Joaquim Nabuco – Brasileiro, Cidadão do Mundo, está em cartaz em Brasília e deve ir a outras capitais ao longo dos próximos meses; a São Paulo deve chegar no segundo semestre, no Museu da Língua Portuguesa. Ela reúne objetos, fotos e documentos que resumem sua carreira como abolicionista, autor e embaixador. A abertura oficial do ano comemorativo, que já tem um selo próprio, será apenas em 11 de março de 2010, quando a exposição desembarca no Recife, provavelmente no Espaço Cultural Banco Real. Antes, na data de sua morte, 17 de janeiro, a programação definitiva será divulgada, assim como um concurso para premiar trabalho de estudantes do ensino médio, programas educativos de TV e livros em quadrinhos.
O ápice das comemorações está previsto para agosto, quando a Fundação Joaquim Nabuco e a Academia Brasileira de Letras realizam um seminário internacional sobre o tema, com participantes ainda não definidos. O calendário do mês prevê também a publicação das obras completas, com os 14 volumes da edição clássica mais dois livros descobertos mais tarde (Minha Fé e A Abolição), a cargo do estudioso Humberto França – mas sem os Diários publicados em 2006 (Topbooks) nem a totalidade das cartas. Ainda assim, segundo Lucila Bezerra, da Fundação Joaquim Nabuco, não há certeza de que o trabalho será concluído a tempo. Para 20 de novembro, dia da Consciência Negra, está programada a reabertura oficial do Engenho Massangana.
Quincas, o Belo e suas faces
Com quase 1m90 de altura, vastos bigodes terminados em arabescos, olhos claros e uma oratória imbatível mesmo em tempos de culto à oratória, Nabuco ganhou o apelido de “Quincas, o Belo”. Para a autora do perfil Joaquim Nabuco (2007), Angela Alonso, um dos raros livros biográficos desde o clássico escrito pela filha do abolicionista, Carolina, esse porte aristocrático determinou a posição eminente dele na campanha iniciada em 1880. Mas, como se vê nos diários e nas cartas recentemente trazidos à luz, Nabuco trabalhou duro pela causa, inclusive em países como Inglaterra, França e EUA, e entendeu como poucos a importância de não atrelá-la a agendas políticas.
Monarquista, ele sabia que a demora em decretar a abolição estava custando a credibilidade do regime de Dom Pedro II. Mas deixou de lado a conjuntura para lutar por aquilo que julgava acima de paixões partidárias: a primeira e a última razão para liquidar a escravidão era a “dignidade humana”. Formado em Direito em São Paulo e no Recife, fluente em inglês e francês, jovem poeta e crítico que comprou briga até com o consagrado José de Alencar, Nabuco decidiu aos 30 anos que se concentraria na luta pela abolição em prejuízo de qualquer outra carreira, principalmente a política. Mesmo sem dinheiro, que vinha de outro líder do movimento, André Rebouças, Nabuco fez o possível para divulgar suas ideias e transformá-las em lei.
Vitorioso, partiu para outro campo em que se destacou com igual brilho: a literatura. Com sua prosa ao mesmo tempo maviosa e contundente, nostálgica e idealista, escreveu livros como Um Estadista do Império, sobre a carreira de seu pai, o senador Thomaz Nabuco de Araújo, e outros funcionários públicos de alto escalão e padrão que se destacaram no Legislativo e Executivo; e Minha Formação, suas memórias, que misturam reminiscências da infância com viagens de esteta e a campanha da abolição. Faria ainda diversos livros de ensaio político, como Balmaceda, sobre o Chile, e os Pensamentos Soltos, com aforismos em que mostra seu apego à religião católica.
No último decênio de vida, voltou à esfera pública ao se tornar embaixador do Brasil em Washington, onde fez um trabalho – considerado pioneiro por intelectuais do Itamaraty como Rubens Ricúpero – de aproximação entre Brasil e EUA. Foi, enfim, essa raríssima figura de homem público que ficou acima de rótulos ideológicos e escreveu prosa de primeira grandeza.
Ótimo jornalismo literário Piza.
Sr. Piza,
POUCAS COISAS me causam mais enfado e desinteresse que a História do Brasil. Mesmo a verdadeira, não a ensinada nas Escolas para crianças.
MAS TENHO QUE RECONHECER que DANIEL PIZA faz um trabalho de fôlego, E ÚNICO, no jornalismo “nacional” ( brazileiro-TUPINAMBÁ ) para RECONSTITUIR, RECONSTRUIR E PRESERVAR A NOSSA HISTÓRIA, com os pouquíssimo indivíduos que merecem alguma atenção.
JOAQUIM NABUCO era um SONHADOR.
Um HUMANISTA FÓRA DE ÉPOCA.
MAS, principalmente, um POLÍTICO ARGUTO, que previa a QUEDA DA MONARQUÍA, da qual era partidário ( EU, hoje, junto com ROBERTO CAMPOS, já falecido, TAMBÉM SOU ) e a MANUTENÇÃO DA ESCRAVATURA era um elemento DESESTABILIZADOR da MONARQUIA, internamente e, PRINCIPALMENTE, externamente, ante as SANÇÕES INTERNACIONAIS ( inglêses e americanos ) que queriam impedir a criação de uma ECONOMIA COMPETITIVA no Hemisfério Sul.
Parece que JOAQUIM NABUCO não era RACISTA, como ABRAHAM LINCOLN que, para DESTRUIR A ECONOMIA DOS ESTADOS SULISTAS DOS EUA, brandiu a bandeira da abolição da escravatura nos EUA, apenas para GANHAR A GUERRA E IMPEDIR A SECESSÃO e a SEPARAÇÃO dos ESTADOS DO SUL DOS EUA.
Em outras palavras, como é notório, LINCOLN usou os negros para ganhar a guerra contra os brancos…
NABUCO já antevia que OU O BRASIL eliminava a ESCRAVIDÃO ou seria alvo de sanções internacionais, algo como o IRÃ de hoje, com prejuízos para a MANUTENÇÃO DA MONARQUIA já em frangalhos.
Seu livro, “O ABOLICIONISMO” é uma pataquada emotiva sem fim quando se fala dos NEGROS e tem ALGUMA OBJETIVIDADE quando se refere ÁS CONSEQUÊNCIAS MALÉFICAS interna ( economicas, a escravatura JÁ DAVA PREJUÍZO ) e EXTERNAS, com as SANÇÕES INTERNACIONAIS, para manter o BRASIL como um ESTADO INFANTILIZADO, como até hoje é.
DANIEL PIZA, além da admirável RECUPERAÇÃO HISTÓRICA que nos traz nestes POSTS poderia também analizar de forma mais CRÍTICA e não apenas CRONOLÓGICA e HAGIOGRÁFICA, das verdadeiras intenções de NABUCO, que eram, claro, a MANUTENÇÃO DA MONARQUIA.
Não se póde levar a sério alguém que carrega pela vida o sentimento contido na “A CABANA DO PAI TOMÁS”, um libelo A FAVOR DO NEGRO “BOM”, subserviente ao senhor branco.
INCRIVELMENTE MELHOR sobre o assunto, ROGER BASTIDE e FLORESTAN FERNANDES escreveram o VERDADEIRO E TRISTE “BRANCOS E NEGROS EM SÃO PAULO”, onde não há ILUSÕES e SONHOS INFANTÍS.
De qualquer modo, DANIEL PIZA parece fascinado com o personagem NABUCO, o que é meritório, em termos de RECUPERAÇÃO HISTÓRICA, de uma época já passada MAS QUE AINDA TEM REFLEXOS NA REALIDADE do brazil-TUPINAMBÁ, em todos os níveis.
JOAQUIM NABUCO, mesmo que tenha sido sincero, foi mero NARRADOR das transformações inevitáveis, economicamente, do BRASIL.
Continuamos atrasados, como no tempo de JOAQUIM NABUCO.
O BRASIL NÃO TEM ARTE, NÃO TEM HISTÓRIA, NÃO TEM NADA.
E A ESCRAVIDÃO, do subemprego para 98% dos brasileiros continua.
Com NABUCO ou sem NABUCO.
Daniel,
Não é a primeira nem será a ultima vez que você escreve com vigor renovado- sobre Joaquim Nabuco que é um personagem ímpar da história do Brasil, fazendo minhas as palavras do Fey :ótimo texto jornalístico e literário
Daniel,
Acredito que vc nunca escreveu um artigo tao longo sobre o abolicionista Joaquim Nabuco e a escravidao brasileira. Artigos como este precisavam ser escritos quase que diariamente sobre este longo periodo da historia brasileira. Quando vc menciona a Casa Grande onde Nabuco passou parte de sua vida, e que hoje esta praticamente arruinada, temos a ideia do quanto o pais se preocupa com certos periodos da sua historia. A escravidao e sua ramificacao dentro da sociedade brasileira sempre foi combatida. Temos muito mais conhecimento sobre a historia da Europa e dos europeus que chegaram ao pais depois de 1888 convidados pelo governo brasilerio do que dos milhoes de negros que labutaram por seculos no pais ate morrerem ajudanco a construir uma nacao chamada Brasil. E por causa descaso como este que a memoria dos negros escravos brasileiros segue relegada ao pe da pagina da historia do Brasil. Triste, muito triste.
Obrigada por essa pequena, grande aula de história. Para completar, pode dar exemplos do que ainda é “alma infantil”, o “silêncio sem concentração”, as “alegrias sem causa”?
O titulo tambem poderia ser: Brasil, ideal incompleto.
Obrigado a Fey, Eduardo, Rosana e Alex. Roswell: Nabuco sempre disse que seu maior objetivo era a abolição, não a monarquia. Deixo claro no texto o ponto de vista dele. O que não dá é para tirar a GRANDEZA do que ele fez (como Lincoln), não apenas descreveu. Edson, você tem toda a razão: a memória dos negros é relegada no Brasil. Até hoje não consegui ler um livro completo sobre a campanha abolicionista, uma história cultural do período que resgate figuras como André Rebouças e tantas mais.
Daniel,
Cultura e atualização são duas fortes constantes que percebo na sua condição de formador de opiniões e homem sábio, não, apenas, na sua formação jornalística,mas, com um currículo admirável e intelectual de fazer ‘inveja’ para muitos “doutores” na História do Brasil. Parabéns!!!
Nada irei opinar no assunto pautado, pois, acabo de ter uma bela e enriquecedora aula de História que nunca havia tido nos meus anos de ensino fundamental.
Tua LUZ e SABEDORIA vem do alto e sua disponibilidade de apresentar postagens ricas será sempre bem aceitas pelos seus seguidores.
Abração.
Parabéns. Texto impecável. Como sempre.
Grande Piza, o que Pernambuco não faz com o homem né…
Foi assim comigo. Como te comentei no seu escrito sobre as cidades que passou. Mande pra mim depois um endereço em meu e-mail para eu te mandar uma cópia do documentário que produzi sobre o NABUCO JORNALISTA. É um documentário de 15 minutos feito para a graduação em jornalismo. Tem cópias com a FUNDAJ, familia NABUCO entre outros…
Um abraço e aguardo seu e-mail
Daniel.
Texto magnífico. Só você poderia tê-lo escrito.
Fico contente em ter contibuído, ainda que pouco, com informações para uma matéria jornalística que tem o sabor de um texto clássico.
Humberto
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