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Daniel Piza

19.dezembro.2010 07:34:02

Melhores do ano: livros

Mais uma vez os livros de ensaio, crítica e história dominam a lista dos melhores do ano, mostrando que os romances andam fracos e a poesia continua marginal. Outra tendência que se confirma é a das reedições, tanto de ficção como de não-ficção, e é um tal de ler nos poucos suplementos literários restantes uma enormidade de matérias sobre clássicos e efemérides. Talvez eu não devesse me queixar, pois há muito tempo leio menos romances do que outros gêneros e estou sempre a criticar a carência de grandes livros do passado nas prateleiras brasileiras. Mas sinto muita falta de ler ficção atual realmente boa, ainda mais num ano em que Ian McEwan (Solar) e outros admirados não satisfazem; e fico pensando o que seria de nós sem o indefectível Philip Roth, que em Nêmesis fez outra narrativa tão curta quanto brilhante. Não à toa só se badala tanto o chileno Roberto Bolaño, morto há dez anos, cujo romance 2666 atravessei com alguma dificuldade, pelas muitas passagens banais.

No Brasil, afora uns imitadores de Bukowski e alguns bons contistas, ano que não tem Milton Hatoum, Chico Buarque e Bernardo Carvalho repercute pouco. Pelo menos em poesia tivemos Em Alguma Parte Alguma, de Ferreira Gullar, 80 anos, além das obras completas de Manoel de Barros, 93 anos. De resto, vivemos de livros de história, como o de Jorge Caldeira, História do Brasil com Empreendedores, muito menos chato do que sugere o título, e de alguns estudos sobre Machado de Assis, como O Altar & o Trono, de Ivan Teixeira, e Machado e Rosa – Leituras Críticas, bem menos abrangente do que sugere o título. E vivemos de reedições dos livros de Lima Barreto, Joaquim Nabuco e de A Barca de Gleyre, de Monteiro Lobato, que atraiu bem menos atenção do que a polêmica sobre a censura aos termos em que se referia à tia Nastácia. De estrangeiros, discutimos Os Embaixadores, de Henry James, e muita gente descobriu só agora os contos de John Cheever e Rodolfo Walsh.

O que me divertiu mesmo em 2010 foram os livros de e sobre arte. Duas edições são de uma beleza tamanha, em todos os sentidos, que não consigo parar de abri-las periodicamente: a caixa em seis volumes com todas as cartas ilustradas de Van Gogh e o mega-álbum Caravaggio – The Complete Works, duas demonstrações de que os livros em papel têm delícias visuais e táteis que nenhum iPad pode ter. Estudos clássicos como Arte como Experiência, de John Dewey, O Outono da Idade Média, de Johan Huizinga (não só sobre arte, mas também literatura), e A Arte Moderna na Europa, de Giulio Carlo Argan, foram enfim traduzidos, assim como O Pintor da Vida Moderna, de Charles Baudelaire, e as resenhas do mesmo Baudelaire e de John Ruskin em Paisagem Moderna. E o livro de memórias do grande arquiteto Tadao Ando não teve o destaque que merecia, num ano curiosamente carente de boas biografias.

Na fronteira cada vez mais explorada da arte com a ciência, aprendi com The Vision Revolution, de Mark Changizi, sobre as particularidades dos olhos humanos; Adam’s Tongue, de Derek Bickerton, e On the Origin of Stories, de Brian Boyd, sobre a importância fisiológica da gramática e da narrativa; Why We Cooperate, de Michael Tomasello, que mostra que a natureza humana não é só agressão ou erotismo; e Pegando Fogo, de Richard Wrangham, sobre como “cozinhar nos tornou humanos”. E por que não acrescentar aqui o início das obras completas de Freud traduzidas por Paulo César de Souza? Um contemporâneo e conterrâneo de Freud, o jornalista (sim, jornalista “full time”) e pensador Karl Kraus, também passou a ser devidamente publicado, com seus Aforismos, num país onde não há antologias decentes dos melhores aforistas. É isso aí: poucas e boas reedições, releituras e, para quebrar a modorra, ensaios científicos. Mas é melhor viver disso do que de falsas novidades e velhas picaretagens.

(“Sinopse”)

comentários (28) | comente

28 Comentários Comente também
  • 19/12/2010 - 12:00
    Enviado por: Tweets that mention Melhores do ano « Daniel Piza -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Luciana Betenson, Literaturas. Literaturas said: Melhores do ano: Mais uma vez os livros de ensaio, crítica e história dominam a lista dos melhores do ano, mostr… http://bit.ly/fxmyLp [...]

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  • 19/12/2010 - 13:18
    Enviado por: lucia

    Os livros de arte e arquitetura são um prazer para os olhos!!Há imensas publicações, torna-se até difícil a escolha. Na literatura “Viagem à Índia”, recém lançado, parece-me uma excelente proposta e também “Aprender a rezar na era da técnica”…penso que nunca como agora a atividade editorial foi tão intensa!!!!!

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  • 19/12/2010 - 13:53
    Enviado por: Sergio Marcone

    Sei q seria impossível falar de td, mas “Ideologia e contraidelogia” de Alfredo Bosi merece uma citação, se não uma lembrança.

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  • 19/12/2010 - 15:04
    Enviado por: cesar jacques

    Meu caro Piza, parabéns. Excelente artigo. Abordo aqui somente o assunto Arte. Acrescento duas obras: O Poder da Arte, de Simon Schama, lançado pela Companhia das Letras e, I Caravaggeschi, editado por Alessandro Zuccari, da Skira, que é em inglês e tem um preço um tanto e quanto salgado. Um abraço.

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  • 19/12/2010 - 15:26
    Enviado por: Os melhores do ano, por Daniel Piza | Autores e Livros

    [...] Postado por Daniel Piza em seu blog: [...]

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  • 19/12/2010 - 19:56
    Enviado por: Ricardo

    Piza, só umas pequenas correções: o livro a que você se refere – Vincent Van Gogh: The Letters – é de 2009, não? E há algum tempo “O Pintor da Vida Moderna” já está disponível em português, tradução de Suely Cassal, no livro “A modernidade de Baudelaire”.
    Quanto aos filmes, penso que o ano passado foi bem melhor. De cabeça, lembro de O Lutador, Horas de Verão, Bastardos Inglórios e Gran Torino (muito melhor do que Invictus).
    Quanto aos melhores deste ano, concordo com quase todos, mas, Piza, você não viu Toy Story 3? Com certeza, a melhor animação do ano, e eu não ficaria surpreso se concorresse ao melhor longa do próximo Óscar, tal qual Up.
    Abraço!

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    • 19/12/2010 - 21:25
      Enviado por: danielpiza

      Saiu no final de 2009, mas passei 2010 curtindo. E o livro do Baudelaire é um livro, ou seja, deve ser editado sozinho. Vi e comentei Toy Story, sim, mas é o terceiro da série e preferi destacar o Dragão, tecnicamente brilhante. E, sim, ano passado foi melhor, por causa apenas de Bastardos Inglórios.

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  • 19/12/2010 - 22:43
    Enviado por: Paulo Calixto

    Em tempos que Edney Silvestre ganha prêmio literário, o que esperar de nossos romancistas?

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  • 19/12/2010 - 23:25
    Enviado por: João Guilherme

    Falsas novidades e velhas picaretagens… acho uma boa definição. O pior é ainda ter de ouvir de alguns escritores coisas como “a literatura brasileira atual está pegando fogo” ou um outro absurdo que ouvi um dia desses “hoje a literatura brasileira vive o seu melhor momento”; concordo que o melhor em poesia foi, de longe, o Em alguma parte alguma, um belo livro que nos permitiu respirar – mas que também está distante do Gullar em sua melhor forma de há anos. Também tivemos a tradução inédita de Pushkin do Eugenie Oneguin, mas que me deixou muito frustrado (apesar de reconhecer o enorme trabalho de anos do tradutor). Tivemos o livro de ensaios do Chesterton, a reedição de Gilberto Freyre, e uma pérola que foi a tradução da Cosac do “Khadji-Murát” de Tolstoi. Bem, mas já estamos no fim e o negócio é torcer para que a geração 2010 apareça, porque a 90/ 00 ainda não mostrou ao que veio.
    Um abraço.

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  • 20/12/2010 - 09:08
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Genesis, de Robert Crumb.

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  • 20/12/2010 - 09:45
    Enviado por: Marcelo Mello Ramos

    Muito boa, esta lista.

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  • 20/12/2010 - 10:04
    Enviado por: Alex

    No quesito “romance de ficcao” a escassez de qualidade comeca a preocupar. O genero foi “inaugurado” pelo grandioso Cervantes no inicio do seculo XVII, atingiu seu apogeu no seculo XIX, e na primeira metado do seculo XX nos deu camaradas do nivel de Proust, Kafka, Mann e Joyce. Dai para frente tivemos bons romancistas, mas ninguem que chegasse proximo aos citados. Temo que estes jamais surgirao ou virao em doses homeopaticas. Sera’ que e’ sinais dos tempos modernos, pos-internet?

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  • 20/12/2010 - 11:26
    Enviado por: flavio vicente

    Caro Daniel,
    Pq McEwan decepcionou?
    Achei em Solar todos os ingredientes de sua ótima prosa, especialmente o humor.

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  • 20/12/2010 - 13:09
    Enviado por: Clelio T. Jr

    Caro Piza, aqui vão alguns palpites:
    Gostei de “O equilibrista no arame farpado” do Colum McCann, boa alegoria sobre o 11 de setembro, sem cair em pieguismos. A edição dos contos “quase” completos do Raymond Carver também merece destaque por permitir uma visão geral da evolução da escrita do grande Carver. Em língua estrangeira (e ainda sem tradução) não dá pra ignorar o “Blanco Nocturno”, novo do Piglia, um livraço. Gostei também da coleção de contos “Collected Stories” da pouco conhecida por aqui Lydia Davis, lançado no fim de 2009 em hardcover e agora em novembro em paperpack pela Picador. Não a conhecia e me impressionou muito. Que estilo! Afaga e atormenta! Tem o novo Llosa “El sueño del Celta” que aborrece um pouco mas é um livro elegante e muito bem escrito. Outro bom livro é “Fogo amigo” do Yehoshua. Houve bastante ficção estrangeira boa em 2010 sim.
    Em língua portuguesa gostei muito do “Milagrário Pessoal” do Agualusa, outra vez em boa forma depois do livro ruinzinho do ano anterior. O Tezza novo é razoável, assim como o “mais do mesmo” do Dalton em “Desgracida”, que vale mais pelas cartas/ensaios do final do volume.
    Na não ficcção, que você abrangeu bem, acho que caberia menção a três lançamentos feitos por aqui de livro mais antigos: “Ligeiramente fora de foco” do Robert Capa e “Modernidade Periférica” da Beatriz Sarlo e o novo “Samba de sambar do Estácio”, excelente painel da região da cidade nova e seus sambistas que escreveram boa parte da história da música brasileira.
    Mas vou parando por aqui senão você vai me mandar fazer um blog pra mim…
    Abraço e boas festas.

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    • 27/12/2010 - 17:47
      Enviado por: Clelio T. Jr

      Sempre há tempo para corrigir a estupidez. Não me pergunte de onde fui confundir o livro do McCann que se chama “Deixe o grande mundo girar”, com o antigo livrinho do Flávio Moreira da Costa (que por sinal era DO arame farpado). Quem leu o livro até vai entender a “metalinguagem involuntária”, mas foi um erro imenso. Desculpe-me Daniel.

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  • 20/12/2010 - 13:12
    Enviado por: Clelio T. Jr

    Ah, só pra arrematar: Que falta faz mais um livro ruim e que será multipremiado do Chico Buarque?

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  • 20/12/2010 - 17:14
    Enviado por: Carlos Grassioli

    O que dizer, então, sobre a informação de que os autores brasileiros mais lidos na Europa, principalmente na Alemanha (pasmem) é Jorge Amado e Paulo Coelho?
    Seria um espécie de consolo concluir que a mediocridade não é exclusividade terceiro-mundista?
    Costumo dizer, embora arrisque algumas pequenas crônicas caseiras de uso doméstico, que me considero um bom leitor e ler é o meu maior vício. Normalmente, no mês de dezembro , sempre faço uma breve apanhado sobre o que eu li durante o ano. E este ano, embora tenha lido bastante, nada que inspirasse uma resenha. Pra não dizer “que não falei de flores”, encontrei uma perola num sebo de Florianópolis, editado pela universidade de Sta Catarina, UFSC, em 1988 – uma edição bilíngüe de “PEQUENOS POEMAS EM PROSA”, de Baudelaire!
    Digamos que foi por onde “ me salvei”.

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    • 20/12/2010 - 17:57
      Enviado por: danielpiza

      Caro, a idiotia não escolhe pátria. Uma vez na França vi um programa de TV sobre o filme Titanic e havia um gaulês lá que o tinha visto 26 vezes… A diferença é que eles têm uma minoria inteligente maior, não uma maioria não idiota.

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  • 20/12/2010 - 18:49
    Enviado por: Carlos Grassioli

    Pois é Daniel, também tenho observado e principalmente na França, o mesmo sintoma daqui: Nas livrarias, os mesmos livros, belas edições, livros caros, literatura duvidosa.
    Auto ajuda,essa, então é o que mais tem. Sei lá, fico me perguntando se tamanha oferta do “gênero” não seria um , um sintoma de que a ciência e a filosofia não correspondem ou não respondem mais?

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    • 21/12/2010 - 06:49
      Enviado por: Emília M.

      Muito bem observado, carlos. Só mais um contributo. Penso também que a escola de massas europeia (grosso modo) despojada que foi de valores, produziu uma “safra” sem referências seguras e que à falta de religiões apaziguadoras busca nos livros de auto-ajuda, na leitura das patetices de Paulo Coelho e outras sugestões do hinduísmo etc , etc , resposta para suas inquietações. Não esquecer também a rigidez dos padrões de comportamento destas sociedades quando comparadas com os trópicos, onde há uma maior margem para a expressão das emoções.

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  • 20/12/2010 - 19:27
    Enviado por: cesar jacques

    Piza, quando citei o livro “I Caravaggeschi” tu remeteste-me ao teu artigo onde citas “Caravaggio – the complete works”, em 2 vols. Não está havendo um desencontro entre o livros que citas e o que eu cito? O que eu menciono tem como subtítulo “The Caravaggesque Painters. Paths and Masters”. Tanto que na capa está “A Tocadora de Alaúde”, de Orazio Gentileschi, um pintor na linha caravaggiana.
    Também ainda na área de arte, saiu agora neste fim de ano o livro “Manet”, de James H. Rubin, pela Flammarion. Também em inglês, tem 10 capítulo com uma introdução e uma conclusão.
    Para encerrar, também deste fim de ano, pela Nova Alexandria, saiu o ótimo “Absinto – Uma história cultural”, de Phil Baker. n Leitura de se varar a noite.

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  • 21/12/2010 - 13:40
    Enviado por: Melhores do ano: livros » Blog da Ateliê Editorial

    [...] Fonte: Estadão [...]

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  • 21/12/2010 - 14:49
    Enviado por: Fernando Lisboa

    Daniel, ainda não li, mas pretendo ler Se eu Fechar os Olhos de Edney Silvestre, o qual foi muito bem recomendado por um casal de amigos cuja opinião tenho em alta conta. Você considerou esta obra em sua análise dos melhores do ano?
    Saudações literárias!

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  • 21/12/2010 - 22:18
    Enviado por: bruno

    Tenho vontade de ler esse do Mckewan, mas como sei que ele fez outros melhores – só li Reparação – e com sua revisão – vou partir pra outros…

    se bem que me alegro ao vc citar o sucesso do novo Roth – també gostei dos dois últimos dele – embora são finais não muito alegres – gosto disso – e das cenas tórridas de sexo do ator velho e sua musa lésbica arrepiantes e deliciosas…

    Enfim, adorei o novo Gullar e o poema inseto – até colei na sala dos professores aquela homenagem da cpfl na piauí

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  • 22/12/2010 - 16:19
    Enviado por: Luiz Suarez

    Em poesia tivemos mais lançamentos que merecem destaque. Aos consagrados Manoel de Barros e Gullar deve-se somar Adélia Prado. Quanto aos mais novos tivemos Marcos Siscar e Mariana Ianelli.

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  • 26/12/2010 - 20:23
    Enviado por: Miguel Nicaccio

    Também faltou dizer sobre as reedições de Lima Barreto. Aliás, seu artigo passado foi memorável. Há tempos não lia algo interessante sobre Lima Barreto. A academia, numa obsessão pela semana de 22, esquece de um grande autor. É sempre diz sobre o ele, a mesma análise marxista e limitada.
    Uma pergunta: Chico Buarque é um bom romancista, isso é fato. Mas será ele um gênio da literatura? Já vi críticos, comparando Chico Buarque a Borges ? Não seria exagero ?

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  • 30/12/2010 - 12:44
    Enviado por: Ernâni Getirana

    Feliz comentário, Piza, sobre os imitadores de Bukowski no Brasil. Rapaz, essa gente “não se exempla”, como diz minha mãe quando vê que algo não tem futuro. Risos. E olha que tem medalhões fazendo esse papel bukowskiano!!! E, pior, a coisa descambou para o cinema. E como tem crítico de cinema nesse país cuja crítica resume-se a dar cifras e cifrões dos filmes! Meu Deus! E olha que sou agnóstico! No mais feliz 2011 para todos nós, esperando que essa gente “carente e careta” se exmple ano que vem. Mais risos.

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