Por ter vencido a Eurocopa há dois anos, ter como base o time do Barcelona e contar com alguns jogadores entre os melhores da Fifa, a Espanha chegou à África do Sul como uma das seleções favoritas, apesar de não ter título. Começou perdendo para a fraca Suíça, se recuperou diante de Honduras e fez bom jogo contra o Chile titular. Contra Portugal, ontem, mais uma vez se bastou num placar magro, 1 a 0. Mas jogou como pretendia desde o início: mantendo a posse de bola por meio de passes próximos (só de vez em quando tenta bolas longas), ditando o ritmo no campo do adversário, esperando os momentos para incisão. Sem ainda jogar o que pode, veio melhorando. Agora o adversário é o compacto Paraguai, que ganhou nos pênaltis de um Japão mais ofensivo.
O espanhol é um estilo de atuação arriscado, porque às vezes é lento e isso permite que o adversário se organize na marcação. Ontem, depois do gol, nitidamente procurou “administrar o resultado”, como se diz, e quase levou o empate português. Quem tem feito a diferença é David Villa, um atacante que sempre quer partir para cima. Destro, fica na esquerda para avançar em diagonal e tentar o corte para o chute, mas também sabe sair pela esquerda e tentar o cruzamento para trás. Dele é a maioria absoluta das finalizações da equipe, até porque o outro atacante, Torres, não se acertou.
Portugal saiu da Copa tendo tomado apenas um gol, dado uma goleada sobre a Coreia do Norte e mostrado talentos como Coentrão e Tiago. Mas a má fase de Deco lhe tirou inteligência e, acima de tudo, a expectativa em Cristiano Ronaldo novamente se frustrou. Como pode um craque assim render tão pouco numa Copa? Você vai alegar que ele não tem parceria no time português ou lembrar que Rooney, por exemplo, tampouco brilhou. Mas Cristiano Ronaldo, como Ronaldinho em 2006, não fez uso de seus vários recursos e pareceu mais preocupado em se admirar no telão. Mesmo na vitória sobre a Coreia, só apareceu quando já estava equacionada.
Quanto ao Brasil, não fiquei surpreso com o entusiasmo de muita gente aí depois da vitória sobre o Chile, ainda que fosse muito previsível que a seleção passaria sem grandes problemas pelos quatro primeiros jogos. Toda Copa traz esse patriotismo e as TVs o fomentam a todo custo. Só que eu estou com Robinho, eleito o melhor do jogo: melhorar é preciso, acomodar não é preciso. O grupo, muito competitivo, está mais ciente de seus problemas do que a maioria da torcida e, ao mesmo tempo, sabe que adversários melhores extraem atuações melhores. E a Holanda não é uma França de Zidane; deixa espaços para jogar e não tem a tradição da canarinho. Se o Brasil jogar o que jogou contra o Chile, não passa. Mas, felizmente, a equipe sabe que pode bem mais.
Caro Piza,como é bom você testar um jogador antes de coloca-lo numa seleção.
Vejamos alguns que eram uma sumidade nos seus times, na seleção um apagão eterno: Ademir da Guia, Ray, Jorge Mendonça, Pita, Airton Lira, Ronaldinho Gaucho, e mais alguns que não lembro agora.
Esse Cristiano Ronaldo, assim como o Kaka, são bons para venderem imagens, mas futebol na seleção está longe.
Por isso que esses pernas duras como Dunga, Gilberto, Lúcio, Jairzinho e tantos outros brucutos se saem bem, não tem essa preocupação de ficar aparecendo, fazem o feijão com arroz, se enrolam com a bola, mas fazem o necessário para o time.
Os pozinhos-de-arroz, se dom mal as vezes por preciosismos exarcebados e muitas vezes por falta de entrega ao que estão fazendo, ou mesmo qualidade que lhes falta nessas horas.
Cristiano Ronaldo foi a negação dessa copa. Apesar que todos os jogos estão abaixo da média, muito ruins.
O problema do Cristiano Ronaldo foi o mesmo ou consequência daquele do time português: armação. Muito eficiente na marcação, o time não possuia quem, no meio campo, recebesse a bola e iniciasse as jogadas ofensivas. Então, os atacantes ficavam isolados na frente, recebendo bolas espirradas ou lançamentos longos que facilitavam a atuação da defesão adversária. Restava-lhe, quando possível, tentar jogadas individuais, mas, muito bem marcado, pouco pode fazer. Se bem que, uma ou duas vezes, ele mesmo foi muito egoísta em determinadas jogadas, quando havia companheiros melhor posicionados e tentou resolver sozinho. Ao contrário da Espanha que sempre buscava quem estivesse melhor colocado para finalizar, até com certo exagero, perfeccionismo, facilitando a marcação, conforme você verificou.
Sim, não só o Brasil, mas todos os bons times, candidatos ao título, se modificam a cada jogo, a cada adversário. Especialmente numa copa do mundo, procuram jogar de forma consciente, “pro gasto”, e de acordo com a necessidade. Até porque, precisam “esconder o jogo” para surpreender os futuros advesários. Ninguém, a não ser que de fato necessite, dá tudo que pode em todos os jogos.
Quanto à mídia, está no seu “papél”. É o grande e supremo momento do faturamento, de salvar ou ampliar o faturamento do ano. Então, precisam desse ufanismo e o incentivam. Os patrocinadores o exigem. Estão pagando por isso. A rede ou os veículos pagaram para transmitir e precisam recuperar, com lucro, o investimento. Não há, absolutamente, patriotismo algum nisso. Você já deve ter prestado a atençao que, nesta época, todas a propagandas estão relacionadas à copa. É até chato, cansativo. Tenta-se vender até remédio com motivação da copa.
E, afinal, louvadas as excessões, os narradores, comentaristas, repórteres, vivem disso e, se não fosse assim, estariam desempregados.
No mesmo sentido, penso, está a Fifa ao obstar os recursos tecnológicos nas partidas. Afinal, do que falariam os profissionais da imprensa em suas inúmeras mesas redondas madrugadas afora?!? Como teriam tempo para vender os produtos dos anunciantes?!?
O futebol, no seu lado mercadológico, precisa desesperadamente da polêmica. Quanto mais, melhor.
Está entre Brasil, Alemanha e Argentina. O resto é figurante.
Espanha e Holanda?! Ora, nem eles acreditam no próprio favoritismo.
Realmente a seleção deu sorte até agora, se passar da Holanda vai pegar o vencedor de Uruguai ou Gana. Desse jeito, se brincar, vai dar Brasil X Paraguai na final (seria “ótimo”, rs). Dizer que o jogo contra o Chile foi o “pior da copa” é exagero de torcedor (do contra). O Jogo foi bem jogado pelo Brasil. Basta comparar com a última partida contra a selecinha de Portugal, esta sim não jogou nada na Copa, só bateu em cachorro morto e foi muito bem eliminada, mesmo com o Cristiano Ronaldo (o “craque”).
O pior até 34 minutos, basta ler. E o Brasil empatou com a “selecinha” de Portugal.
responder este comentário denunciar abusoTorcendo por Paraguai na final = Larissa Riquelme pelada.
responder este comentário denunciar abusoNão me lembro de, emoutras Copas, vêr um Brasil tão simplório, tão mediocre, tão joão ninguém como nessa.
Nosso time não emploga, não emociona, não causa vibração em quem gosta de vêr um futebol de quem sabe jogar.
Nossa sorte é que Alemanha ou Argentina vão morrer entre sim. Para nossa felicidade.
Espero que em 2014, não haja mais Dunga e Cia, Que o Brasil mostre porque e penta campeão. Porque esse time, Dunga inclusive, me causa uma baita azia.
Time de 4 jogadores é melhor forma uma equipe de futebol de salão.
Quem viu o Brasil o quem o vê agora, sente vontade de chorar. Mas de raiva.
Faz favor!
Por oportuno gostaria de conhecer quem foi o espirito santo de orelha que disse ser a Espanha a favorita para ganhar a Copa.
O gol da Espanha, contra Portugal foi uma fatalidade após o chete de Villa, para azar do goleiro ele rebateu no pé do próprio Villa que, já estava caindo.
Aí acabou o futebol da Espanha e acabou o jogo.
A Espanha pode ser bom em matar touro, na Arena. Porque jogar bola bem, só com um monte de estrageiro em campo.
Espanha e Paraguai vai ser uma pelada e, das grossas. Vai sobrar botinada e falta futebol.
O que alegra a gente é saber que: dessa fez a Era Dunga acaba de vez.
Poderia também acabar a Era Ricardo Teixeira.
Aleluia, Amém e Saravá!
Olá, Piza! Parabéns pela cobertura da copa. Um primor. Fica um lembrete: A Holanda (país danado de precioso) dispõe de uma bela Escola de Futebol. Será um jogo tinhoso.
OLÁ DANIEL,OLHA VC DISSE SE O BRASIL JOGAR IGUAL JOGOU CONTRA O CHILE NÃO GANHA,DEPENDE SE A HOLANDA JOGAR IGUAL JOGOU O CHILE,NÓS GANHAREMOS DE 3X0 DE NOVO,CADA JOGO É UMA HISTÓRIA,EU ACREDITO QUE O BRASIL VAI GANHAR DA HOLANDA DE 2X1,NÃO VOU DIZER QUE ESTOU ADORANDO ESTA SELEÇÃO,MAS AS OUTRAS TAMBÉM ESTÂO NO MESMO NIVEL,E DIGO MAIS A ALEMANHA VAI ELIMINAR A ARGENTINA,DEPOIS EU DIREI A VC QUEM SERÁO OS FINALISTAS,NÃO VOU REVELAR AGORA,ABRAÇOS E FICA COM DEUS,E MUITA PAZ,E SAÚDE A SEUS FAMILIARES,
Obrigado, mas obviamente está suposto que a Holanda tende a jogar melhor que o Chile.
responder este comentário denunciar abusoNão fiquei com essa impressão de que a Espanha administrou o placar contra Portugal após o gol. Ao contrário, achei que a equipe continuou com o toque de bola objetivo em busca do segundo gol. Não ficou esperando no campo de defesa para que Portugal abrisse espaços para um contra-ataque, mas manteve a bola no campo de ataque a maior parte do tempo, sempre procurando o gol adversário e criou ainda três excelentes chances, mas esbarrou no ótimo goleiro português (algum desavisado acharia até que era a Espanha quem estava perdendo). Portugal sentiu o golpe e demorou para se reorganizar em campo, nos últimos minutos da partida teve seus lampejos de brilho, podendo sim empatar o jogo, mas acho que a atuação da Espanha foi basicamente correta.
Quem fez errado, na minha opinião, foi o Uruguai, que sim ficou acomodado diante da Coréia do Sul com seu gol ainda no primeiro tempo. Isso não se faz: “administrar” 1 X 0 é um investimento de altíssimo risco, como negociar hipotécas “subprimes” e comprar títulos da dívida da Grécia. Ainda bem, no caso uruguaio, que o time (ou pelo menos Forlán e Suarez) despertou depois do empate coreano.
Não escrevi que eles recuaram. Eles administraram tocando com mais calma, recuando a bola às vezes, e por sinal quase tomaram gol no finalzinho.
responder este comentário denunciar abusoOlá, fica uma ponderação: Boa parte dos comentários firma ideias como se o futebol obedecesse uma grande lógica. Seria de bom tom diminuir o racionalismo nos comentários. E mais: Não há favoritos no jogo Brasil versus Holanda. Futebol tem mil contornos.
Amanhã o Brasil, creio, passa pela Holanda mas fica ou na Aregentina ou na Alemanha.
Como venho escrevendo aqui desde o começo da Copa. A Alemanha ganhará esta Copa.
Não há nesta Copa time mais ajustado que os alemães. São rápidos, práticos e objetivos. Para eles não existe floreios, como no Brasil e Argentina.
Aliás essa sempre foi atônica do futebol Alemão. Nada de frescura, passes de lado, gingados e outras cositas mais.
Time quando é bom joga como o Brasil em 70. Onde a bola pode ser chamada de esfera, de tão redonda que é.
Brasil 2 x 1 Holanda.
Sobre o comentário acima, julguei que a Holanda fosse ter medo do Brasil, como demonstrou no primeiro tempo.
Não sei bem de quem foi a culpa do prmeiro gol mas, creio que foi do Felipe Melo.
Porém no fundo não importa. Quando um time perde ele, como um todo, é o perdedor.
Espero, sinceramente, que para 2014, não tenhamos mais Kaká e Cia.
Dunga já deu tchau.Melhor assim.
Agora vêr o Brasil no segundo tempo ser emprulhado para presente, é muito triste.
Agora é esperar, novamente, a familia Felipão.
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
Deixe um comentário: