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Daniel Piza

14.fevereiro.2009 08:38:39

Darwin, pensador da cultura

Em seu bicentenário de nascimento, comemorado na quinta passada, Charles Darwin (1809-1882) não poderia estar mais em evidência. Ele é visto, mais do que um grande cientista, como um marco cultural, um ponto de virada irreversível na história da mentalidade. A prova disso está na série de livros que a efeméride – bem como os 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, que serão celebrados em agosto – tem suscitado no mundo todo. Um deles, do jornalista americano Adam Gopnik, o situa ao lado do presidente Abraham Lincoln como um pai da civilização liberal moderna.

É nos EUA, curiosamente um país onde a Teoria da Evolução ainda divide a opinião pública ao meio, ao contrário do que ocorre nos demais países desenvolvidos, que a maioria dos lançamentos tem ocorrido. Daqui até o final do ano, seguramente muitos outros sairão no mundo todo. No Brasil, por exemplo, está previsto para maio A Grande História da Evolução, de Richard Dawkins, um dos mais ardorosos e controversos defensores de Darwin nos últimos trinta anos. Dos melhores livros publicados desde o fim de 2008 até agora, porém, não há previsão de tradução.

O maior destaque é Evolution – The First Four Billion Years, editado por Michael Ruse e Joseph Travis (Harvard) e prefaciado por outro célebre darwinista, Edward O. Wilson, que diz apostar que o volume será o mais abrangente entre todos os lançamentos do ano. A primeira parte traz análises do desenvolvimento da teoria nos mais diversos campos de pesquisa, como a origem da vida, a paleontologia, a biologia molecular, a genética, a sociologia e a psicologia. A segunda parte é um utilíssimo guia alfabético de personagens e conceitos da biologia evolutiva.

O ponto comum é a ampla comprovação experimental de suas ideias, ainda que em graus diferentes de uma disciplina para a outra. Darwin deixou claro em A Origem das Espécies que esperava que muito trabalho metódico seria feito para confirmá-la – além do que ele mesmo fez, razão principal pela qual demorou 30 anos para publicar sua teoria em livro. E foi o que aconteceu. A maior controvérsia, porém, é sobre sua aplicação para o estudo do comportamento humano. Em autores como Edward Wilson, trata-se apenas de uma questão de tempo para que se possa explicar 100% materialmente os traços da psique.

Não que não haja controvérsia dentro da própria biologia. Uma visão completa da maneira como as espécies se adaptam, do mecanismo da seleção natural, ainda está por ser formulada. Para alguns, como Stephen Jay Gould, uma espécie pode ter vantagens comparativas sendo mais simples ou mais complexa. Para outros, como Simon Conway Morris, autor do recente Deep Structure of Biology (Templeton), a maior frequência de sucesso se dá entre organismos mais complexos. A evolução seria progressiva, sim, embora isso não signifique que o homem esteja no topo de uma espécie de escala moral.

Biografias, claro, não poderiam faltar, ainda que os trabalhos de Janet Browne e da dupla Adrian Desmond e James Moore sejam tão consistentes. O próprio Desmond acaba de escrever Darwin’s Sacred Cause (Houghton Mifflin Harcourt), que se detém na rejeição à escravidão que o gênio vitoriano sentiu ao longo de toda a vida. Apesar de passagens do livro A Descendência do Homem, sem dúvida nenhuma ele não subscreveria teses racistas que se apoiaram no evolucionismo para afirmar a superioridade de uma etnia sobre as demais. Quando passou por Salvador e Rio de Janeiro, em 1832, Darwin anotou no diário que jamais voltaria a por os pés num país escravocrata.

Outro livro é Charles & Emma, de Deborah Heiligman, que trata dos cuidados de Darwin em não atacar a religião em que sua esposa acreditava. Ele sabia que a defesa da seleção natural já era, em si mesma, um golpe no criacionismo. Mas não deixou de articular por correspondência, com nomes como Thomas Huxley, a defesa pública de sua ciência em face do clero. Sua obstinação, por sinal, é clara em todas suas cartas de 1822 a 1859, reeditadas agora no volume Origins (Cambridge). Em The Young Charles Darwin (Yale) Keith Stewart Thomson mostra como ele, que só teve o “eureca” em 1838, depois da leitura de Malthus, já percebera como geólogo e naturalista do Beagle que as camadas de tempo se confundem, revelando uma história em que a variação é a regra e não a exceção.

Foi esse o achado maior de Darwin, pois não ficou nos limites da história natural e ganhou a filosofia e a cultura. Se em Lamarck a vantagem adaptativa era criada pela necessidade, em Darwin é a necessidade que premia a vantagem adaptativa. As mutações acontecem; o ambiente é que vai permitir que uma se afirme em detrimento de outra. Como a gravidade de Newton e a relatividade de Einstein, há uma lei invisível regendo os fenômenos. Pesquisadores como Alfred Russell Wallace enxergaram a mesma revolução, mas não coletaram observações e generalizações com a grandeza de Darwin. Ele percorreu toda a órbita de sua originalidade, e é nesse planeta que vivemos até hoje.

comentários (14) | comente

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14 Comentários Comente também
  • 14/02/2009 - 12:03
    Enviado por: Anton

    Darwin seguramente foi o maior pensador da Natureza de seu tempo e deitou raizes profundas na formação de todas as Ciencias futuras da Vida, claramente e metodicamente desmantelou a farsa religiosa sobre a criação, tão meticuloso que poupou sua mulher nesse processo. Ombreia-se a Copernico, Galileu, Newton, Leonardo e tantos outros colossos da Ciencia.
    Toda a estrura do que conhecmos como genetica que explica as maravilhas da Natureza tem origem em suas observações.
    Deixemos esses criacionistas parvos e ignorantes com seu castelo religioso que tijolo a tijolo está sendo desmantelado, e ainda nesse século devido a rapidez da tecnologia são sobrará nem a areia.

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  • 14/02/2009 - 13:00
    Enviado por: Sérgio Roswell

    Prezado Piza,

    “POST” MA-RA-VI-LHO-SO !

    Meus Sinceros, embora Humildes, PARABÉNS !!

    VOCÊ, DANIEL PIZA, escreve e ESCREVEU fantásticamente bem.

    Gostaria de saber escrever como você, DANIEL PIZA, e, claro, ET POUR CAUSE, ter um pouco de sua CULTURA “lato senso”…

    —- //// —-

    CHARLES DARWIN é um “DEUS”, humano, para mim.

    Ao lado de ALBERT EINSTEIN e SIGMUND FREUD.

    Tenho tantos, tantos livros dos TRÊS, e SÔBRE os TRÊS, que não sei se viverei para lê-los todos.

    MAS, TAMBÉM, SOU FÂ, “Macaca de Auditório” ( para usar uma expressão “DARWINIANA” e do grande “CHACRINHA”, de EDWARD O. WILSON. Tenho quase tudo dele e lí quase tudo. FICO FELIZ, DE VERDADE, que DANIEL PIZA não, NÃO, O ACHE MAIS “UM FARSANTE”…

    Enquanto escrevo, ólho, de vez em quando, para a foto, GRANDE, de EDWARD O. WILSON que tenho EMOLDURADA na PAREDE sobre este COMPUTADOR.

    WILSON é defensor e seguidor de DARWIN, é um VERDADEIRO CIENTISTA ( diferente do pilantra DAWKINS, depois de cientista ( bom ) virou PILANTRE LITERÁRIO ( ruim ).

    WILSON É UM GÊNIO.
    MAS, como DARWIN, NÃO É POLITICAMENTE CORRETO.
    DAÍ JAMAIS TER GANHO UM “NÓBEL”.

    S.J.GOULD também é muito bom.
    A sua já antiga descoberta da “EVOLUÇÃO POR SALTOS” é genial.
    Mas, acho que CANSOU. ESGOTOU.
    Resolveu escrever livros POPULARES, como o pilantra DAWKINS, e DAÍ, precisou ser mais POLITICAMENTE CORRETO também. o que foi uma pena. Uma pena, também, que morreu tão jovem. Ou SÓRTE… Talvez se tornasse outro pilantra na linha LITERÁRIA de DAWKINS.

    EDWARD O. WILSON acredita em DEUS.
    S.J. GOULD acreditava em DEUS.
    EINSTEIN acreditava em DEUS.
    Isaac NEWTON acreditava em DEUS.
    S. HAWKING acredita em DEUS.

    CHARLES DARWIN nunca DESACREDITOU em DEUS. Apesar daquela história da crueldade da vida animal ( a aranha pegando um inseto, etc, etc…).

    DAWKINS, o pilantra LITERÁRIO diz, diz, diz NÃO acreditar. MENTE MAIS UMA VEZ.

    DANIEL PIZA, tenho certeza, ACREDITA em DEUS também.

    MAS, não tem CORAGEM de admitir PARA SÍ MESMO. MESMO ANTE AS EVIDÊNCIAS.

    QUESTÃO DE TEMPO É…

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  • 14/02/2009 - 13:53
    Enviado por: marcos

    Espero que vc, sendo tão inteligente, não seja um pobre “ateu”.

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  • 14/02/2009 - 15:34
    Enviado por: adriano

    De tempos em tempos surgem grandes figuras que mudam o rumo da humanidade. É triste vermos cristãos criticando Darwin e seu legado. Isto só prova que eles não fazem a mínima ideia de quem foi Jesus Cristo…

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  • 14/02/2009 - 16:38
    Enviado por: KERWSON

    AS RELIGIOES AINDA INSISTEM EM VENDER MENTIRAS PARA MANIPULAR OS POBRES E ACAMULANDO CADA VEZ MAIS RIQUEZAS E PODER…PADRES , PASTORES , RABINOS E MULAS , MENTEM PARA PODER MANTER SEUS STATUS NA MATILHA…DARWIN INTRUDUZIU LUZ C SEU PENSAMENTO OBVIO , POREM TAO DIFICIL D SER ACEITO POR AKELES Q NAO KEREM PERDER ESPAÇO….VIVA DARWIN

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  • 14/02/2009 - 19:01
    Enviado por: José Maia

    Belíssimo tema de estudo, sobre o qual gosto de ler.

    A separação entre ciência, técnica e cultura é relativamente recente na história da humanidade. Tanto assim que estudamos a cultura do ferro, a cultura da pedra lascada, entre outras. Constata-se que todos aqueles que fazem avanços fundamentais em ciência provocam também revoluções culturais. Em alguns casos, como com a relatividade de Einstein ou com a dupla hélice de Watson e Crick, a percepção do espraiamento não é tão fácil e muitas vezes é indireta. Em outros casos as idéias se transportam rapidamente para áreas da cultura mais abstratas, aquelas que são fruto da construção mental da humandade. Como aconteceu com a idéia seminal da evolução natural, de Darwin. Ou com as idéias de Freud sobre a psique. Essa visão está bem caracterizado no livro Freud – Pensador da cultura, de Renato Mezan. Tudo leva a se crer que a influência mútua entre o que se costuma chamar de ciência e de cultura, de descoberta, de invenção e de criação, parece ser uma questão de tempo. Mas não é um caminho fácil e não se trata apenas das dificuldades de linguagem, como no debate iniciado em As duas culturas, de C. P. Snow. É necessário cuidado com as imposturas intelectuais.

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  • 14/02/2009 - 23:38
    Enviado por: Rodrigo

    Esse “A Grande História da Evolução” que você menciona, Piza, é por acaso The Ancestor’s Tale? Se for, recomendo a quem possa, ler o original. A escrita de Dawkins é impecavelmente clara. Não é um livro fácil, mas quem o ler aprenderá muito.

    Está por sair também dele The Greatest Show on Earth: The Evidence for Evolution.

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  • 14/02/2009 - 23:39
    Enviado por: Sérgio Roswell

    Prezado Piza,

    “…há uma lei invisível regendo os fenômenos.” (sic).

    CERTO.

    É um AVANÇO.
    NO PENSAMENTO DE DANIEL PIZA.

    NOSSOS PÓBRES SENTIDOS HUMANOS quase nada percebem DE QUASE TUDO QUE EXISTE NO UNIVERSO.

    MAIS DE 90 % DO UNIVERSO É MATÉRIA INVISÍVEL… Só detectável, OBLIQUAMENTE, por nossos atuais aparelhos eletrônicos.

    SÓ percebemos, através de nossos sentidos + aparelhos eletrônicos, apenas 10 % da MATÉRIA existente no UNIVERSO.

    REPITO :

    MAIS DE 90 % TAMBÉM É MATÉRIA.

    MA-TÉ-RI-A.

    INVISÍVEL.

    SÓ PERCEBIDA, DE LEVE, POR NOSSOS “SENTIDOS ELETRÔNICOS” ( tecnologia ) E INFERIDA POR TEORIAS FÍSICAS E MATEMÁTICAS.

    SOMOS NADA.

    DARWIN, EINSTEIN, FREUD, PLANCK, sabiam disso.

    MAS, deixa prá lá…

    O CARNAVAL VEM AÍ…

    A “APOTEOSE CULTURAL DA “CIVILIZAÇÃO” bRASILEIRA”.

    meu Deus…

    que país ( ? ) atrasado.

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  • 15/02/2009 - 17:29
    Enviado por: Ricardo

    Não sem bem o motivo, mas esse Sérgio Roswell, quando escreve, me lembra Glauber Rocha falando…

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  • 15/02/2009 - 22:20
    Enviado por: Putz

    Darwin foi um grande homem. Suas descobertas revolucionou a maneira como pensamos a vida.
    Nossa percepção é preparada apenas para fazer a mais simples distinção: Grande, pequeno; Perto, branco… Não evoluimos pra pensar em milhoes, bilhoes de anos por questões de sobrevivencia.
    Esta visão polarizada dificulta a compreensão da teoria da evolução.

    Para os desavisados … ”há uma lei invisivel regendo os fenômenos”… Se refere ÀS LEIS DA FÍSICA.

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  • 16/02/2009 - 10:19
    Enviado por: danielpiza

    É, essa lei não é uma entidade sobrenatural…

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  • 16/02/2009 - 18:30
    Enviado por: F. S. Monteiro

    Obrigado pelo post, muito interessante e informativo. Uma pequena correção: não foi em 1832 que Darwin anotou no diário que jamais voltaria a um país escravocrata, mas somente em agosto de 1836, durante uma curta passagem por Recife e Olinda, já de regresso à Inglaterra. Na ocasião, ele se queixou também da falta de educação e cortesia de alguns membros da elite pernambucana. Para uma recente biografia, (“Darwin. Das Abenteuer des Lebens”, Bertelsmann, 2008) o alemão Jürgen Neffe viajou outra vez toda a rota do “Beagle”. 170 anos mais tarde, o cinquentão Neffe precisou de sete meses pra refazer o percurso de cinco anos que Darwin começara aos 22.
    É interessante também lembrar que Darwin era um bacharel em teologia da igreja anglicana! Ele, portanto, sabia exatamente a dimensão do escândalo que o livro “A Origem das Espécies” causaria, e isso certamente contribuiu para a demora de 22 anos (não 30) após o retorno do “Beagle” para publicá-lo. Junte-se a esse receio o medo do conflito com a esposa Emma, e a amigável rivalidade com Alfred R. Wallace, e não faltam motivos para a sua hesitação.
    Pessoalmente, acho que hoje em dia o problema não seria tanto Igreja x Darwin, mas sim Darwin x “darwinismo social”. Ou seja, a recepção de Darwin ficou seriamente comprometida pelas idéias de gente como Ernst Haeckel e Richard Dawkins. A igreja, no fundo, sabe quem tem razão. Já os outros dois deturpam Darwin para fins incendiários.
    Uma curiosidade para terminar: Karl Marx era um grande admirador de Darwin, e enviou-lhe certa vez um exemplar com dedicatória da segunda edição do “Capital”. Não obteve resposta.

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  • 16/02/2009 - 19:28
    Enviado por: danielpiza

    Tem gente que vem aqui dar aula… Darwin ficou horrorizado com a escravidão em 1832 mesmo. Foi horror à primeira vista. Ele mesmo disse ter levado 30 anos para expor sua idéia em livro, pois a teve com clareza em 1838 depois de ler Malthus. “A Origem das Espécies” saiu em 1859. Justamente por saber como era a sociedade em que vivia, optou por fazer o trabalho mais apurado e minucioso possível. Nunca escondeu da mulher o que ia fazer. A rivalidade com Wallace só apareceu bem mais tarde, quando ele lhe contou o que tinha descoberto, precipitando Darwin a escrever o livro. Quanto ao teor incendiário da Evolução, a culpa não é de Dawkins (Ernst Haeckel morreu em 1919)… Mais de 50% dos americanos não crêem nela até hoje.

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  • 19/02/2009 - 16:00
    Enviado por: Karen

    Em primeiro lugar, Daniel, parabéns pelo excelente texto!
    Sou bióloga formada pela Unicamp e já tive a portunidade de estudar evolução e as teorias de Darwin e algo que ficou muito claro para mim é que da teoria de Darwin, e das subsequentes, só se pode confirmar e verificar que mutaões surgem aleatoriamente nas espécies e sofre ação de uma força selecionante, que pode beneficiá-las ou não. No caso de beneficiar, e essa mutação for hereditária, ela pode provocar mudanças na espécia ao longo do tempo.
    Essa teoria não confirma a origem do universo, não confirma a origem única dos seres vivos nem nada do gênero.
    Os fenômenos que Darwin observou, ainda ocorrem e podemos observa-los com ainda maior riqueza de recursos, o que não significa que, tal qual ele fez em seu tempo, não possamos olhar para as coisas por u ângulo diferente.
    Não sou religiosa, mas do ponto de vista de um religioso que acredita em evolução, se foi Deus que fez aquela primeira célula ele muito bem poderia ter feito um jardim do Éden. Se tudo poderia evoluitr de 1, então porque não de um número x de organismos marinhos e outros tantos terrestres que cabiam na arca de noé?
    A genialidade de Darwin é, de fato, incontestável, mas suas teorias são.

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