O site Edge foi criado, segundo ele mesmo, “para chegar à fronteira do conhecimento mundial, encontrar as mentes mais complexas e sofisticadas, juntá-las no mesmo ambiente e levá-las a perguntar umas para as outras as questões que estão perguntando para si mesmas”. Fundado em 1991 pelo visionário John Brockman, é o que ele tem feito desde então, com cada vez mais audiência. E nada lhe traz tanta audiência quanto as perguntas que formula para seus colaboradores todos os finais de ano. A mais recente foi “Como a internet está mudando seu modo de pensar?”. E o rol de respostas chamou atenção de muitos que não ousam – tolamente – enfrentar os longos artigos e pensatas do site, em geral escritos por cientistas com preocupações humanistas.
As respostas variaram da quase total negatividade, como o psicólogo Steven Pinker dizendo que a internet apenas o ajudou a organizar melhor os arquivos, até a exaltação quase cega, como o físico Daniel Hillis dizendo que ela criou uma rede interdependente de homens e máquinas com a importância de um Iluminismo. Na verdade, o tom otimista é predominante, pois raramente alguém diz que os contras pesam mais que os prós. As queixas se referem principalmente à enxurrada de mentiras e meias-verdades que inunda o cotidiano da web, inclusive as informações imprecisas ou superficiais da Wikipedia, ainda muito atrás das enciclopédias lançadas originalmente em papel.
Curiosamente, porém, ninguém se sente mais “disperso” do que antes. Uma explicação possível para isso é que se trata de um time de intelectuais de primeira linha, como Richard Dawkins, que lamenta o fato de que a maioria das pessoas “perde tempo” navegando atrás de bobagens. Ou seja, como sempre – desde os primeiros machados de sílex feitos pelos homens primitivos – a questão não é o que a ferramenta faz por nós, mas o que nós fazemos dela; e isso implica que os mais concentrados se saem melhor. A pergunta, no entanto, tinha outra pretensão, e não apenas saber se você ficou mais sedentário (Linda Stone), impulsivo (Brian Eno), gregário (Howard Rheingold) ou esperto (Stephen Kosslyn); era saber se o modo de pensar mudou. Uma das poucas respostas nessa linha foi a de um curador de arte, Hans Ulrich Obrist, que declarou que agora pensa mais em termos de “ambos” do que “e/ou” e “nem/não”.
Da minha parte, acho que é difícil afirmar que a internet muda o modo de pensar; há muito tempo, como observador cultural que sou, aprendi que a cabeça deve lutar para não trabalhar com dicotomias, com oposições simplistas, como é da tendência humana. Para minha profissão, que lida com pesquisa, leitura e comunicação, ela foi uma espécie de benção apenas por sua praticidade. O que eu esperava depois de 15 anos de internet comercial é que as pessoas dessem menos importância ao acúmulo de informações do que ao raciocínio conceitual; que visitassem mais sites de ideias como o Edge. Mas a maioria dos navegantes é turista, não viajante: só quer a superfície vistosa das coisas.
Quanto ao artigo, acho que turistas são em maioria porque a questão (e isso a internet veio provar) não é tanto o acesso mas a apreensão dos códigos culturais que, longe de todo o oba-oba em torno da ferramenta Web, exige encaminhamento e propedêutica (êta palavrão!), e não vejo a sociedade preocupada com isso. Veja as redes de relacionamento… a mais famosa, Orkut, é bobagem pura. E o Twitter, então? Qual a utilidade de se falar o que “estou fazendo nesse exato momento”? Viramos todos mercadoria, cuja embalagem deve ser “bonitinha, apresentável e tal”. Tudo instrumentalizado, e parece que ninguém tá nem aí pra isso. A vida é uma pedreira, e por isso desço a lenha em shoppings centers e atitudes “in”. Mas acho que a internet, como você diz, está debutando, e vejo já uma certa maturidade; além do que, o mundo virtual, como o real, deve ter diversidade.
Ricardo e colegas,
Todos existimos apenas como seres virtuais. Embora uma boa parte das pessoas ainda estejam excluídas digitalmente, não podemos mais negar que produzimos, cada vez mais, nossa existência “material” a partir de ensejos virtuais. Alias, tudo não é virtual? Afinal, desde sempre o mundo não existe como uma produção de imagens que lutam entre si durante o processo de produção de representações (sobre política, religiosidades, sexualidade, futebol etc…)? Ora, desde sempre existimos virtualmente…
responder este comentário denunciar abusoòtima pergunta… como a inetrnet mudou minha vida…
Percebo que a principio, quando as pessoas começam a navegar elas tendem a procurar superficialidades, mas ao ponto que as mesmas começam a interagir intensamente com a web, elas começam a ir a fundo, ou seja, fazer buscas de temas específicos para sua vida(pessoal ou corporativa). Como o Sr ricardo(comentário anterior) também percebo que a web esta ganhando uma certa maturidade e os blogs e sites estão se tornando ferramentas para trocar idéias e pensamentos, que antes não era visto.
Um ponto negativo que vejo é em relação aos jovens, que estão mais dispersos, pouco concentrados e não perdem sequer 5 minutos para lerem um texto um pouco mais complexo, são muito superficias em sua atividade na web, isso sem falar na terror gramatical que vemos, os jovens transferindo o “vc”, “pq”, etc, etc ,etc, para sua vida fora da web, vejo atas de reuniões, provas de escola, ou seja, situações formais , com expressões como Pq vc ñ fez … Esse é um mal da web que será dificil corrigir…
Caro Daniel, muito pertinente esse teu texto. Seguindo sua linha de raciocínio entendo que o computador pessoal, e não necessariamente a internet, seja capaz de mudar o modo de pensar. Em alguns projetos arquitetônicos isso fica bastante evidente, o Guggenheim/Bilbao é um ótimo exemplo disso; o edifício não seria tal como é não fossem os programas utilizados desde sua concepção até seu detalhamento. O próprio Frank Gehry afirma isso. Aliás, o que Gaudí, por sua vez, não teria feito com as mesmas ferramentas? Há quem diga que os blogs e sites de relacionamento têm demonstrado um poder significativo de alterar a maneira como se iniciam, se mantém e/ou se rompem amizades . Sobretudo no caso dos mais jovens isso está cada vez mais claro. Ainda que isto seja considerado um câmbio comportamental que, claro, advém do pensamento, discordo que isso seja uma mudança no próprio pensamento justamente pelo que vc diz ao final: “a maioria dos navegantes é turista, não viajante: só quer a superfície vistosa das coisas”. Só a profundidade na reflexão e apuro da sensibilidade nos salvam. Dada a quantidade de lixo que se encontra na internet, entendo que ela esteja a serviço (principalmente e de maneira muito eficiente, por sinal) do rápido e rasteiro, um modo de pensar bastante em voga desde antes do surgimento em larga escala da Web. É o típico caso do encontro de uma necessidade latente com um modo de supri-la; assim como foi com o telefone, a televisão, o helicóptero etc. Abs.
Ramon, mas observe que Niemeyer/Lúcio Costa não deixaram de fazer Brasília por exemplo, cujos edíficios à época eram inimagináveis sem o 3D e a tecnologia digital. Ótimo que os recursos estejam disponíveis hoje, mas convenhamos que sem um ser criativo e competente atrás do computador nada feito.
responder este comentário denunciar abusoSim, e Gaudí não deixou de fazer a Sagarda Família. Não fiz uma defesa, fiz uma observação.
responder este comentário denunciar abusoMarcos, enquanto eu escrevia meu comentário outros, como o do ricardo e o seu, foram liberados (ah, essa tal de internet…). Até achei, num primeiro momento, que “blogs e sites estão se tornando ferramentas para trocar idéias e pensamentos, que antes não era visto” mas, veja, a publicação de teorias, críticas etc sempre existiram. Vc há de convir que os meios para fazê-las é que não eram tão eficientes; encontros para discussão, cartas etc demoravam muito tempo para ter resultados, se obter respostas e formar um diálogo. Neste caso, a internet só deu mais velocidade a tudo isso. Imaginemo-nos leitores de um jornal (semanal e até mensal) no século XIX em que um “observador cultural” publicasse um texto. O debate, certamente, poderia existir mas, não seria quase que imediato. Ok, o Piza não divulgou nenhuma “Teoria da Evolução das Espécies” (nem era essa a intenção e muito menos o espaço indicado para tal), mas vale o exemplo, mesmo assim, não acha? Abs.
Em tempo: não vejo com maus olhos utilizarmos a escrita de vc, pq, tb numa simples resposta num blog ou num e-mail. Aceitamos a utilização de um “etc”… “você” já virou até uma palavra! O idioma é um organismo vivo que deve sempre incorporar novos hábitos desde que, é claro, com uma certa parcimônia. O que não dá para aguentar é quando vemos essas abreviações em redações, respostas de questões em provas… em livros e jornais, nem pensar! Estarei sendo permissivo demais ou conservador?
responder este comentário denunciar abusoOlá, Ramon, concordo com você na questão da língua, que é organismo vivo e tal. Só que a molecada tá indo fundo demais nisso.” Naum éh meixmo?” (rs) Abs.
responder este comentário denunciar abusoeu acho que quem se ilude com internet é otário…
responder este comentário denunciar abusoEsta poergunta so pode ser feita para as pessoas que viveram a era antes da Internet, nao faz muito sentido para o meu filho por exemplo, mas concordo com o autor, e uma bencao, nao so na vida profissional quanto pessoal:
Profissional, trabalhando na area de engenharia fico a me perguntar como fazia antes quando tinha que procurar pela informacao x ou y ? Tinha que perguntar a outras pessoas, ou procurar em livros, o livros ainda sao a fonte mais completa de informacoes, mas sites como safaribooksonline da acesso a todos eles com procura rapida e confiavel. Wikipedia e incompleta e tendenciosa, mas ainda muito melhor do que nao te-la, na internet voce pode verificar a informacao em outros sites de maneira rapida.
Pessoal, apenas um exemplo, antes de ir ao medico eu procuro por relatos de outras pessoas com o mesmo tipo de sintomas e seus diagnosticos fazendo a visita ao medico muito mais proveitosa, outros exemplos sao investimentos, imposto etc.
E o Skype ? Meu Deus, este eu agradeco todo dia, converso com parentes e amigos de graca, o quanto quiser.
Consigo ver que pode ser uma distracao, mas isso depende de cada um.
Ola Piza,
Faço minhas as suas palavras ao afirmar que dificilmente a internet muda, tambem, minha cabeça de pesquisadora educacional. Uma vez que sabemos como seres estudiosos separar e fazer as dicotomias culturais que surge como veiculo da nossa capacidade humana.
Mas, é obvio que me ajuda de montao nas minhas pesquisas permitindo-me chegar as minhas proprias hipoteses. Dai, a internet ser considerada a empresa mais valiosa do planeta acho exagero. Do contrario nos tornaremos seres sem opinioes e sem criatividade, principalmente os nossos jovens que, hoje, nao mais perdem tempo em folhear um bom livro cientifico ou academico para fazer suas proprias analises ou pesquisas, vao correndo para internet e fazem ‘plagio’, sem se quer alterar o conteudo alheio.
Nao resta duvida para mim de que a internet ja conquistou o mundo e nao ha idade, religiao, crenças que nao tenha acesso; proporcionando uma globalizaçao agil.
Todos esses aspectos fazem com que o desenvolvimento das ciencias, das tecnologias, dos assuntos em geral, seja um ritmo acelerado em nossas vidas. Todavia, devemos ter o “cuidado” de nao perdermos o nosso espirito critico aos conteudos dos assuntos e nao permitir que o livre acesso a informaçao , a possibilidade de conhecermos tudo atraves de um “CLIC” faça das nossas cabeças um ser nao mais pensante e assim nos leve para uma condiçao de incompetencia ao saber fazer, ao saber criar, ao saber usar e ao saber conhecer…
Acredito que estamos mais ignorantes a tópicos que não são do nosso interesse.
Antes assinávamos jornais com todos os cadernos que líamos para pelo menos aproveitar o dinheiro investido .
Assitiamos a vários programas e propagandas de televisão repartido com a família inteira esperando pelo nosso programa preferido.
Mesmo pra revistas especializadas , líamos todo o conteúdo (até os mais desisnteressantes) pra passar o tempo.
Hoje tudo isso é desnecessário. Podemos ir direto pro nosso assunto de interesse e ir mais profundo. Oque é bom do ponto de vista profissional ou prático, porém ruim para se adquirir um conhecimento mais ‘genérico’.
“Mas a maioria dos navegantes é turista, não viajante: só quer a superfície vistosa das coisas”
É por isso que frequento os blogs do Piza, Guterman, Chacra e outros para viajar neste mundo das idéias e conhecimentos estimulantes.
Não posso afirmar que a internet mudou minha vida, no sentido existencial que muitos crentes utilizam, no entanto a sua utilidade e facilidade de acesso ao conhecimento antes restrito às bibliotecas, jornais e revistas facilitou e potencializou a forma de adquirir e reciclar toda sorte de informações.
A internet, sobretudo a blogosfera inovou em relação às outras mídias devido à possibilidade de interagir com a fonte do conhecimento, o blogueiro e outros participantes surgindo esta nova forma de exercitar o senso critico, criticando e sendo criticado.
É a possibilidade de em um único tema tomar conhecimento de variados pontos de vistas que divergem contribuindo para uma melhor avaliação do todo, ampliando as perspectivas. Afirmar que a internet possibilita a formação de uma imensa inteligência social é um tanto exagerado, afinal nem todos estão conectados ao mesmo tempo no mesmo site, no entanto os inumeros nichos de exploração e formação de “conhecimentos” tem o potencial de se “conversarem” ao longo do tempo contribuindo de forma difusa porem funcional para uma mistura cada vez mais homogenea em relação à idéias básicas do cotidiano de todos os cidadão do mundo, como ecologia, cidadania e tantos temas comuns. A internet muda minha vida quando muda a vida da coletividade.
Ou seja a internet aumenta a oferta e a qualidade das informaçãoes da aldeia global.
É uma tremenda ferramenta de conhecimento, apesar de não mudar a essencia de meu pensamento e minha vida ( a não ser pelas horas a mais na frente de uma tela) alterou em alguns aspectos a qualidade do meu discurso, conforme o mesmo exemplo do Piza, contribuiu para minimizar o pensamento dicotomico maniqueista. Mas cabe aqui também aquela velha idéia, o jogo de xadrez aumenta a inteligencia dos que o praticam? Não, apenas aumenta a inteligência para a própria prática do jogo. A internet também é um jogo que muitas vezes é um fim em si mesmo, como por exemplo os sites de relacionamento.
Nesse caso a alteração de padrão e numero de amizades e etc se dá apenas ao nível da internet, pouco alterando o padrão das amizades reais. Há participantes do Orkut com trocentos mil amigos, mas que são só amigos do Orkut, pois na realidade há um limite fisico inclusive para o numero de amigos que alguém possa ter, ou seja, além da haver a eventual ferramenta prática que possa alterar nossa vida e inclusive forma de pensar, a internet também é uma entidade à parte um monstro que se alimenta e cresce como apenas uma realidade a mais, a virtual.
A Internet nada mais é que a comunicação de Exú com a tecnologia de Ogum. Assim, abre caminhos e supera dificuldades, vence demandas.
CIMINO,
Acho muto boa suas colocaçoes metaforicas…(RISOS). Se nao para uma linguagem culta, pelo menos para uma linguagem literaria, onde a subjetividade fica solta aos olhos dos leitores.
Abraços.
Solange, também achei ótimo o comentário do Cimino. Mas soou estranho o que vc disse, ficou parecendo que a subjetividade e a metáfora não fazem parte da linguagem culta (!) e/ou que a linguagem literária não chega a atingir a culta (!!)… pelos comentários seus que já li, acho que vc não pensa assim, mas que ficou esquisito, ficou. Será que em lugar de “culta” não seria “acadêmica” que vc quis dizer? Abs.
responder este comentário denunciar abusoEu também ja pensei numa internet que sirva para lançar idéias no lugar de dados.
Ramom, com certeza, vale o exemplo, concordo com você, mas o que quis dizer que a web esta se especializando cada dia mais,a troca de idéias ganhou velocidade, moldando a caracteristica das discussões e isso por si só já é uma vantagem e tanto, hoje podemos nos comunicar com pessoas de todo mundo instantaneamente, seja para discutir banalidades ou não, e ainda vai mudar muito, pois a cada dia novas tecnologias estão sendo aprimoradas, então podemos concluir que a internet facilitou/mudou a maneira de comunicação, com mais pontos positivos do que negativos…Abs
Marcos, neste aspecto que vc aborda a internet, certamente, mudou nossas vidas e concordo plenamente contigo. Mas eu me referia, especificamente, ao que o Piza comentou sobre ela ser capaz de mudar nossa forma de pensar. Enfim, acho que a Web mudou o comportamento, que advém de uma forma de pensar (o rápido e rasteiro) anterior ao advento da internet em larga escala. Mas, ressalto, essa forma superficial de pensar não é o caso, por exemplo, do Piza e dos freqüentadores deste blog (um fórum virtual), daí nos encontrarmos por aqui. Porém, convenhamos, somos minoria, infelizmente. Abs.
responder este comentário denunciar abusoMarcos Calciolari
A questão está no conteúdo e no comportamento das pessoas em relação ao conhecimento na Web. A Web é apenas ferramenta, nada mais. Essa instantaneidade que vc citou, facilita a troca de mensagens mas nem sempre aprimora o pensamento. Até porque esse aprimoramento exige uma certa dedicação, paciência, leitura um poucom mais aprofundada e norteamento do que se deve seguir. Esse é meu ponto: o acesso estritamente falando, não gera conhecimento. Assim como número de matrículados na rede pública não gera melhor qualidade de ensino (vide a situação catastrófica, em que um moleque da terceira série primária NÃO SABE ESCREVER!)
[...] jornalista Daniel Piza comenta sobre as mudanças que a internet causou na vida das [...]
Caro Daniel Piza,
obrigado pela dica. Fantástica iniciativa de agrupar vários artigos, dentro de uma perspectiva multidisciplinar, sobre uma questão genérica. Li alguns dos muitos textos e, dentre os que li, acredito que o filósofo e cientista cognitivo Andy Clark foi quem melhor compreendeu a questão proposta e a esmiuçou em suas nuances.
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Quanto a mim, creio que a internet não mudou o modo de inteligir o Mundo, mas reconheço que, hoje, me preocupo muito menos em memorizar informações e dados. Se antes da internet era essencial saber os pormenores de um determinado assunto, independendo tanto de sua importância em relação às demais informações que precisava saber ou manter, após a Internet – e suas ferramenteas de busca – percebo que faço uma triagem e uma hierarquização das informações que memorizo de maneira consciente e deliberada. Isto porque num futuro bem próximo o acesso a Internet será quase instantâneo, poderemos consultá-la a qualquer hora e momento. Abs.
Ramon,
Tudo bem?
Em nenhum momento do meu comentario quiz dizer que a linguagem ‘subjetiva’ encontrada na Literatura e as ‘metaforas’ nao fizessem parte da linguagem culta.
Penso que houve uma interpretaçao errada de sua parte ao meu comentario, inclusive, coloco entre parenteses(RISOS).
Por outro lado, na linguagem culta voce fala corretamente, sem girias, sem termos regionais, enfim, ela segue a norma gramatical. E, aqui no comentario do amigo Cimino, o que tentei fazer foi uma aproximaçao com a linguagem literaria, onde a “subjetividade”, independe daquilo que o escritor diz. O uso metaforico é usado com leveza e descontraçao ao texto.
Nesse caso, acho que minha “brincadeirinha” aproxima-se muito mais de uma linguagem coloquial que usamos no dia-a-dia, nas conversas informais com amigos(conforme o espaço do blog do Piza), no bate-papo, do que de uma linguagem academica, onde seu carater tecnico-cientifico esta atrelado as normas cultas, pois, ha sempre uma exigencia nas nossas teses ao uso da escrita. Dessa forma, a linguagem acadedmica é ideal para a expressao ,daquilo que o autor Kreiger(2000), denomina de monossemia, isto é, um dizer unico, sem duplo sentido, sem ambiguidade, o que ira favorecer a univocidade comunicativa.
Comparei o comentario do amigo Cimino, a linguagem literaria pelo unico fato dela caracterizar a “plurissignificaçao”, cuja base é a conotaçao que é utilizada muitas vezes como um sentido diferente daquele que lhe é comum.
E, mais, na linguagem literaria a emoçao, o sentimento, as opinioes ocorrem sempre nessa linguagem,com a funçao EMOTIVA e EXPRESSIVA ao emissor que se destaca , sendo assim, a ‘subjetividade’ é constante ao texto escrito.
Sinceramente, espero ter conseguido esclarecer à voce meu comentario…
Um forte abraço.
[...] This post was mentioned on Twitter by charles cadé, Literaturas. Literaturas said: Como a internet mudou minha vida: O site Edge foi criado, segundo ele mesmo, “para chegar à fronteira do conhecime… http://bit.ly/awEN3p [...]
Ramon,
Fui atenciosa e educada ao seu comentario, porem o que recebo como resposta da sua parte é uma figura da internet : “Smiley:) + blz + rsrsrs…’
Essa é a sua forma de uso nos seus codigos linguisticos numa discussao???
Nem sei o seu grau de estudo que voce apresentada para uma discussao de linguagem, porem o meu, parece que ja deixei claro esta inserido ha um grupo de pesquisa que investiga a PRAGMATICA LINGUISTICA no UFPR.
Atenciosamente,
Solange.
Solange Gomes Fonseca,
Mas sua utilização da língua também não parece ser das melhores: onde estão os acentos? “há” vem do verbo haver , mas vc utiliza como artigo mas não bota o agudo. E “lingüística” tem acento e trema. A comunicação do Ramon é descontraída, mas não tem erros. Você é que tá assassinando a língua.
Cara Solange, entenda como quiser a minha opção em responder com “figuras de internet”. Se achou que fui irônico, fui irônico. Se te pareceu rasteiro, fui rasteiro. “Assim é, se lhe parece”, como diria Pirandello. Em todo caso, me reservo o direito de não dar explicações e nem, digamos, banana para macaco. Deixo a conclusão para sua “alta capacidade” de analisar um texto. E adianto, desde já, que não se preocupe em compartilhá-la comigo, vai ser um grande favor poupar a todos de seu predatório instinto acadêmico. Saudações cordiais.
RICARDO,
Nao deveria da atençao a sua defesa à favor do Ramon, mas como uma pessoa que NUNCA foge as diversidades culturais, estou esclarecendo para voce o seguinte: Sou, primeiramente, humana e, como tal tenho os mesmos direitos de ‘erros’, mesmo sendo uma doutoranda da PRAGMATICA LINGUISTICA, porem, seu comentario é de uma PURA falta de atualizaçao com a nossa lingua portuguesa.
Seguindo o esclarecimento: No dia 10 de Janeiro de 2009/ 22h35, com o titulo: “NOVA ORTOGRAFIA, NOVOS DESAFIOS DA LINGUA PORTUGUESA”, na pagina EDUCAÇAO pelo jornal o ESTADAO foi colocado o seguinte comunicado:
“O ACORDO ORTOGRAFICO DA LINGUA PORTUGUESA- TRATADO INTERNACIONAL QUE FOI ASSINADO EM 1990 E COMEÇOU A VIGORAR NO “PRIMEIRO” DIA DE 2009, COM QUATRO ANOS DE TOLERANCIA PARA SER APLICADO- VEIO ALEGADAMENTE PARA SIMPLIFICAR, MAS NAO ESTA SENDO FACIL ENTENDER SUAS NORMAS”…
Sendo assim, aconselho-te informaçoes e atualizaçoes mais precisas aos seus comentarios, antes de “PENSAR” em ofender a imagem de outra pessoa,e mais: comece a correr atras dessas normas para nao criticar as pessoas que estao inseridas numa posiçao de educadora da lingua materna. OK??
Maiores esclarecimentos dessas normas, somente, com “pagamento a vista”… Rs..Rs..Rs…
Ô Solange, vc é alguma piada virtual? Daquelas que se recebe por e-mail mas que não têm a menor graça?
responder este comentário denunciar abusoPiza, desculpe ocupar o seu espaço com essas besteirinhas colocadas pelo Ricardo e o Roman = “DUPLA DINAMICA!!!”
RICARDO,
NAO….Nao…e nao!!!
SOU OIRGINAL DE CARNE, OSSO E CEREBRO, porem , voce deve ter ficado virtualmente, bem sem açao a minha chamada de atualizaçao e informaçao ao “pensar” que poderia criticar minha escrita com as “tais” faltas de acentos colocadas por voce.
Vou continuar interagindo no espaço por considerar o DANIEL PIZA, uma pessoa inteligente, educada, atualizada e que nos passa conhecimentos culturais. Todavis, os seus comentarios e o do seu “amiguinho” irei IGNORAR. CERTO???
Os 15 anos da Net provam que é ferramenta apenas, e a mudança no pensamento fica por conta da abordagem do usuário. Mas é de notar como a ferramenta expressa o comportamento social. Cabotinismos, Pedantismos, Carteiradas, Superficialidade e até mesmo falta de educação básica, são a tônica; porém há outros nichos como o “Edge” citado pelo artigo, ou blogs de discussão cultural como esse. Como na vida, é questão de escolha, empatia, ou mesmo de capacidade intelectual para aproximação.
Piza,
O Edge, que é realmente bom, eu já conhecia. Mais sugestões de sites de ideias?
Um top 10, talvez, para ajudar seus leitores?
Gracias
Prezado Daniel;
a intenet muda minha vida a cada momento! Veja um exemplo: estava eu procurando algo interessante para ler neste momento, quando ví os comentários anteriores da futura doutora em ‘PRAGA LINGUÍSTICA” e fiquei com depressão. Mas é só procurar umas fotos e comentários de algumas mulheres interessantes que isto passa rápido.
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