Vi o DVD de Gustavo Dudamel, o jovem maestro venezuelano, debutando na Filarmônica de Los Angeles. Algumas críticas começam a aparecer para, saudavelmente, cortar o oba-oba, como a do excelente Alex Ross, da New Yorker, que viu em sua interpretação da primeira de Mahler muita influência de Karajan, ou seja, romanticamente datada, com muitos exageros de expressão. Mas ele tem vigor raro nos maestros de hoje e sua interpretação da peça inédita de John Adams, City Noir, foi muito boa, captando as pausas e sombras desse que é o maior compositor americano.
Dando largada às comemorações dos 200 anos de Chopin, também vale muito a pena comprar Horowitz – The Legendary Concert, que o pianista fez em Berlim em 1986, tocando uma polonaise e duas mazurcas – além de Scarlatti, Schumann, Liszt, Rachmaninoff e Scriabin. Ou então opte por (ou acrescente) Horowitz Plays Chopin, também da Sony, em que faz a segunda sonata e quatro polonaises. O piano tem uma dívida enorme com Chopin – em breve sai o novo de Nelson Freire dedicado a ele – e a MPB também, de Tom Jobim a Roberto Carlos.
E recomendo com atraso o CD Brillante, que já é o mais vendido em música erudita no Brasil desde o final do ano. Outro de nossos maiores músicos, Antonio Meneses, em companhia de Rosana Lanzelotte e Alberto Kanji, toca três peças para violoncelo do século 18 (Boccherini, Bréval e Graziani) e uma obra linda de Haydn originalmente escrita para cello e viola.
Excelente sugestão esta do “The Legendary Concert”, gravado em Berlim em 1986. Eu adicionaria a este o “Horowitz em Moscow”, outra que creio estar no mesmo padrão estelar da primeira ![]()
Grande Horowitz!
Concordo plenamente com Sheila Macieira. HOROWITZ é maravilhoso. Acrescentaria, também, HOROWITZ EM MOSCOW.
responder este comentário denunciar abuso…(rsrsrsrs)Caro Roswell…
Acalme-se… ouça esse cara maravilhoso que é o Dudamel, que coisa linda esse trecho! Depois dê uma passada no Chopin… DUCA!!!
O video do maestro esta com um zumbido.
Realmente e otimo ouvir um Steiway piano.Tudo mais parece brinquedo de crianca.
Meu ouvido gosta mais de Yundi Li que Horowitz
Yundi Li – Chopin “Fantasie” Impromptu, Op. 66
Daniel,
Me desculpe Alex Ross, mas Dudamel tem paixão no que faz! Adorei a execução dele!
A aposta em Dudamel é muito válida! Tudo bem, ele não é nenhum Simon Rattle mas tem tudo pra inaugurar uma nova fase da orquestra, inclusive em repertório. Espero que se lembre dos sulamericanos, Villa, Guarnieri, Ginastera…
Mas não gosto de Adams. Aliás, a composição erudita não é o forte dos norteamericanos.
Chopin e Horowitz dispensam comentários.
Agora, qual é a influência do compositor polonês sobre o Roberto Carlos? O corte de cabelo?!
Escute a introdução de “A Mulher que eu Amo” e depois um dos noturnos e me diga.
responder este comentário denunciar abusoSério mesmo que eu devo fazer isso?!
Mas é uma introdução, um arranjo?! Porque aí não é culpa do Roberto Carlos, é do “maestro”.
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