As comemorações aos 50 anos de Brasília foram recheadas de ufanismo, preocupadas sobretudo em dizer que a cidade já se distanciou da maquete, para o bem e mesmo para o mal. Mas pouco se falou sobre esse urbanismo que põe o Estado no topo da pirâmide social, como eixo determinante de tudo que se faz e fará ao redor. Juscelino Kubitschek acreditava que plantar os monumentos líricos de Niemeyer no planalto central faria a economia avançar Brasil adentro. Meio século depois, o desenvolvimento que tomou o cerrado pouco teve a ver com ações públicas – exceto o apoio técnico de uma Embrapa –, e sim com as forças de produção dirigidas ao mercado; e ainda há muita desigualdade regional, muita diferença de IDH entre litoral e sertão. Brasília é uma ode arquitetônica ao poder, não a musa do Brasil moderno.
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Piza, para mim foi a pior coisa que esse senhor poderia fazer para o Brasil. Gastou-se fortunas, enterrou o Brasil em dividas, enriqueceu um monte de gente e construtoras pra dar no que deu.
Brasilia hoje é um monumento morto, donde só se tem mas noticias. Nada que sai dela tem valia para o contribuinte brasileiro.
Gastou fortunas para fazer aqueles mozouleus bisonhos, tivesse transferido a capital para São Paulo – Belo Horizonte sei lá, menos fazer o que fez.
Brasilia representa tudo que é de ruim em t ermos de politica para o País.
Brasileira concentração da maior renda percapta do Brasil as custas do poder público em detrimento das demais regiões.
O custo é m uito alto para o Brasil, isso o sr juscelino não planejou, o negócio dele é o mesmo dos governos atuais populistas, é aparecer, custa o custar.
É uma pena, como brasileiro, deveria estar aqui elogiando a nossa capital.
É lamentável esse tipo de comentário. Vem de pessoa que não conhece a realidade de Brasília, cidade que eu nasci e tenho orgulho de morar. As más notícias que saem de Brasília, sairiam de qualquer Capital, fosse ela no Rio, São Paulo ou qualquer lugar. Como se no estado / cidade que esse cidadão mora fosse um poço de boas notícias e de políticos honestos … além do mais, as noticias ruins que saem daqui são produzidas por pessoas eleitas por todo o Brasil e não só por Brasília.
Lamentável …
Grande Lívio… seu comentário está fora de contexto. Paraná esta se referindo ao tema político econômico – de Estado – e vc. aos comezinhos citadinos de forma um pouco bairrista – que por ato-falho projetas no Paraná.
Se vc. quer entrar no tema das positividades de Brasília, sua cidade, entre neste link do programa Cidades e Soluções sobre Brasília, e ajude (junto às pessoas de bem daí…) a consertar ésta maravilha…
Abç.
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1582514-17665-304,00.html
Srs.,
Morei 25 anos em São Paulo antes de ir morar em Brasília. Discordo das opiniões que condenam a cidade. Brasília foi o sonho realizado de intelectuais brasileiros da mais alta estirpe, como José Bonifácio e de cientistas como Luiz Cruls. O plano piloto é lindo, há o parque da cidade onde a área para recreação e lazer é uma das maiores do mundo. A cidade plana, sem prédios maiores do que 6 andares, principalmente no Plano-Piloto, é uma conquista de nós Brasileiros! Há certa semelhança com Paris. Fala-se pouco do gênio urbanista do falecido Lúcio Costa, cujo projeto ganhou a licitação para construir a capital. Fala-se mais injuntamente de Nyemayer, que foi trabalhar de graça para Lúcio Costa durante a construção da capital. Quanto à política, Brasília é o reflexo do país: só vão prá lá políticos eleitos pelo povo brasileiro: bons ou ruins eles são o reflexo da educação do nosso povo, essa sim, em geral de péssima qualidade e de índices de analfabetismo alarmantes!Concordo que só o capitalismo livre, om imprensa livre é que é o motor da sociedade passada, presente e futura. Mas há que ter limites, como provaram os recentes episódios da economia mundial. Brasília trouxe desenvolvimento para uma região pouco desenvolvida até então. O fato de o governador de Brasília ser preso dias antes da data de aniversário de 50 anos da cidade é um momento feliz ao mesmo tempo triste. Mas a vida é assim, e vamos em frente!
responder este comentário denunciar abusoEntendo que Brasilia fica um pouco a desejar em relação ao projeto inicial, mas fugindo um pouco do foco, quando se critica o que acontece em Brasilia, as pessoas tendem a se esquecer que Brasilia não é feita somente de Planalto, Ministérios, Esplanadas, etc. Existem pessoas que moram lá. Cidadãos que infelizmente são “rotulados” pela má fama de Brasilia. Eu, como moradora de Brasilia já estou acostumada com perguntas: ” Você mora em Brasilia? urgh!!” Só respondo: “Sou de Brasilia mas não tenho culpa de nada”.
São Paulo = Poder Econômico
Rio de Janeiro = Poder Cultural
Brasília = Poder Político
A desconcentração de poder é importante para o país.
Foi ambicioso, certamente.
Mas a capital deveria sair do Rio. A política lá era bairrista, era Rio-São Paulo-Minas e só.
Agora, aposto que os críticos de plantão não assistiram ao desfile desse ano da Beija-Flor de Nilópolis, sobre a cidade. Certamente estavam ocuupados com o noticiário.
Graças a miniséries como ‘JK’ da TV Globo o povão vai ter a na memória a imagem de um presidente “dinâmico e estadista”, e não o de “ufanista, megalomaníaco”.
A televisão brasileira é um grande instrumento de emburrecimento, que contribui em datas assim de 50 anos de Brasília, pra fazerem as pessoas sentirem um patriotismo oco pra comemorar uma capital que hoje está rodeada por cidades satélites miseráveis, com ruas sujas, infra-estrutura insuficiente, e um prefeito de enfeite.
Meu caro Paraná, voçê foi bastante infeliz em suas colocações sobre Basília; Brasília, Palmas, e outras mais, como por exemplo no norte de nosso País, devemos sim integrar, antes que devemos entregar, o Brasil é nosso e a responsabilidade de integrar tambem é nossa, não devemos deixar este bando de ONGs, dando palpite errado de como devemos integrar, Brasília foi o primeiro passo, olha que isto é coisa para futuras gerações, o Brasil precisa desconbrir suas riquesas e para isto devemos sim construir varias “brasilias” temos muito o que fazer, e não deixar que o Brasil fique somente com o Litoral, é isto que os não brasileiros querem, então vamos tomar posse daquilo que sempre foi nosso. E não com esta idéia miuda.
Lucas de Paula, não foi e não é uma idéia miuda, o que dizer é que foi mal planejado, mal estruturado e é até hoje um mauzoleu ao relento dos mil prazeres.
Ficou muito distante da sociedade, poucos ou quase ninguém tem acesso a essa cidade. Como disse a nossa amiga logo abaixo, Brasilia não é exemplo pra ninguém no mundo.
Tinhamos que ter a capital do Brasil, em qualquer cidade de qualquer estado, menos contruir Brasilia. Foi o começo e o fim da linha.
Adoro meu Brasil,mas tenho comigo, que Brasilia só foi construída, justamente para que os politicos ficassem distantes das cobranças, e que pudessem com fazem, fazerem o querem e como querem.
É isso meu amigo, é muito dinheiro pra uma cidade mal planejada e muito mal administrada.
Resumindo Brasilia é o caos.
Vou fazer uma comparação melhor pra que você entenda o que quiz dizer. Brasilia é uma espécie de Dalay Lama e algo parecido.
Brasilia é uma cidade triste, que deprime, nao por causa do modernismo frio de suas construções, a gente se acostuma com elas, mas porque os contrastes ali sao mais fortes que em todas capitais do mundo: os funcionários da administraçao federal com salários desiguais, as casas do lago majestosas e o mercado imobiliário arrancando os olhos de quem pretende morar junto das ‘zelites’ do governo (que esbanja mais que as ‘zelites’ do resto do país), as superquadras que nao sao bem cuidadas, uma torre que está longe de ser cartao-postal, a sujeira e o comércio desorganizado invadindo parques e gramado. Nao sei o que seus idealizadores pensaram, na época, mas duvido que ficassem satisfeitos ao vê-la agora.Do ponto de vista social e urbano, ela não é modelo a se exaltar. No máximo podemos apontá-la como exemplo de local seguro para o poder federal, distante e estrategicamente afastada dos grandes tumultos que possam inquietar a cúpula.
Olá Daniel Piza,
Li os comentários acima. O que vem em primeiro lugar, para quem é de fora de Brasília e revolta, choca muito, são os escândalos dos políticos. Embora haja escândalos outros pelo país afora, ali no DF a concentração federal mostra seu exagero, parece uma praga sem fim. Lamentavelmente isto hoje tomou um vulto tão maior do que o valor da arquitetura de Niemayer, do plano piloto de Lucio Costa, dos sonhos ou planos de Juscelino.Kubitscheck e o crescimento para o interior do país, contrapondo-se à ocupação apenas pelo litoral. A miséria em torno da capital é a mesma das demais cidades do Brasil, fruto da ignorância, da ausência de investimentos na educação/saúde, da ganância, da busca de poder pessoal e do descompromisso e desrespeito com o social.
O que há de mais belo em Brasília é a Ermida Dom Bosco onde, num céu escuro, aparece o brilho e a esperança que vem da luz.
Tenho devoção por Brasília. Falo da monumentalidade erguida por Dr. Oscar Niemeyer. O mundo ainda olha para Brasília com espanto. Foi um momento único da arquitetura nacional. Fico triste quando a capital recebe ironias. Estive recentemente por lá e sai pululando de alegria. O Rio como capital era espaço para os espetáculos de Lacerda, para discursos barrocos, etc. Saudemos pois nossa capital.
Bezerra, respeito sua opinião, mas uma parte relevante do mundo também olha para Brasília com ironias, inclusive grandes nomes da crítica arquitetônica.
responder este comentário denunciar abusoMais ou menos, as ironias são mais de quem desconhece completamente o contexto histórico e intelectual que ocorria à época. Brasília seguiu intelectualmente o modelo arqeuitetonico dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna liderados pelo Le Corbusier. Era o que se pensava de mais avançado an época. Era uma utopia, é verdade, mas é por aí que deve ser encarada e criticada. Se no fim, é uma ode ao poder do estado, porque Brasília realmente reforçou esse papel politicamente, ou um projeto fracassado de convívio social (até pelo modelo de vias dessa arquitetura modernista), até porque dstorcido logo no seu início, é algo a se pensar. Mas que foi uma grande realização do povo brasileiro, foi sim, algo que nos marca como povo. Muitos dos principais artistas brasileiros à época participaram da empreitada.técnicas de construção, os edifícios…Querendo ou não, foi o nosso maior feito até hoje.
responder este comentário denunciar abusoFico impressionado com a quantidade de bobagens que se escreve sobre Brasília. Sou capaz de apostar que a maior parte destes comentários foram redigidos por pessoas que nunca pisaram na cidade, e se pisaram, foi para um rápida passagem. Para começar, não faz o menor sentido questionar a existência ou não de Brasília, como se ainda estivéssemos nos anos 50-60. Brasília existe há 50 anos, é uma cidade consolidada, onde vivem milhares, milhões de pessoas que nada têm a ver com o governo ou serviço público.
O planejamento de Brasília se restringiu ao urbanismo e arquitetura, não houve um projeto de atendimento às necessidades futuras da cidade, como transporte, povoamento da região central e entorno, criação de empregos, um plano para que a cidade fosse autosuficiente… Brasília tem contrastes, mas o Rio de Janeiro não os tem? São Paulo não os tem?
O que há de particular em Brasília é que, por suas características urbanas e administrativas, a cidade acentua e destaca os vícios da política assistencialista, retrógrada, anacrônica, interesseira e corrupta que é praticada na grande maioria das regiões brasileiras, a nível local, e também a nível federal. Os contrastes entre elite e miséria visíveis em Brasília não são privilégio da capital. As negociatas na Assembléia Legislativa também não são exclusivas. A grilagem de terra é crime praticado livremente no Distrito Federal, mas esse tipo de coisa acontece impunemente em todo o país.
Se Brasília tivesse tido governantes bem intencionados, que trabalhassem pelo bem estar coletivo acima de tudo, seria bem diferente hoje. Se Brasília tivesse sido construída em país civilizado, seria uma das cidades mais visitadas do mundo. Mas Brasília é apenas capital de um país que não sabe planejar o futuro, que não conseguiu compreender que desenvolvimento não é gerar um congestionamento gigantesco de veículos produzidos exclusivamente para gerar empregos, desenvolvimento não é criar núcleos humanos desumanos, cheios de violência e miséria. Desenvolvimento é planejamento em busca de qualidade de vida. Essa lição, que poderia ter sido ensinada por Brasília a todo o Brasil, está sendo esquecida porque manter velhos vícios é mais cômodo que mudar paradigmas. Brasília é apenas um retrato do Brasil, com seus contrastes, suas virtudes, seu folclore e muitos e históricos defeitos.
Vale lembrar que São Paulo e Rio têm bem mais que 50 anos de problemas e não foram planejadas numa prancheta. Brasília tem problemas demais para uma jovem…
responder este comentário denunciar abusoAmigo do blog, sou da terceira idade, também sou admirador na nossa capital federal, no ano de 1988, conccionei um trabalho sobre Brasilia e modei o nome de Brasilva, uma homenagem ao Brasil e as familias de sobre nomes “SILVA”, com este trabalho ganhei um sobre nome de Brasilva, no dia 21 deste corrente, homenagiei Brasilia dos seus 50 anos com uma maquete de 2 m por 1:50 cm, que será um trabalho que vou me escrever no concurso do Talentos da Maturidade do Banco Real e Santander, ano passado escrevi sobre Historia da nossa divida extrena do Réis ao Real, foi muito visitado.
Os primeiros 50 anos foram de avanços e tropeços, mas, certamente, Brasília é bem mais do que apenas uma ilha do poder. A capital veio primeiro, depois o capital dos salários públicos e privados. Falta vir os melhores profissionais e serviços. Há qualidade de vida e vida inteligente no DF. Há cidadãos com vontade de fazer daqui um lugar de referência mundial. O melhor é vir aqui e conversar com os brasilienses, sabe onde e como vivem. Viva os próximos 50 anos.
Piza, Brasília demarca a arquitetura do mundo. O país de Macunaíma foi capaz de mostrar para o mundo que era capaz de audácias. As curvas de Niemeyer são arrebatadoras. O Palácio da Alvorada talvez seja o prédio mais lindo da moderna arquitetura surgida a partir dos anos 20 do século pretérito. Fiquei pasmo com a harmonia das linhas. Parecia um milagre! O que atrapalha Brasília é a conjunção dos poderes da República, os barnabés que se apoderaram da capital com seus salários, mordomias e outras coisas mais. Abraços!
Gosto do Alvorada também, e do Itamaraty. Mas há Wright, Aalto, Mies, Ando, Corbu, Piano, Foster, tantos e tantos prédios tão ou mais bonitos.
responder este comentário denunciar abusoDaniel, o que há de melhor no Itamaraty não é trabalho de O.N, mas de Burle Marx: são os jardins. E a distribuição dos salões foi toda refeita pelo embaixador Wladimir Murtinho, algo que O.N. reconhece, mas pouquíssima gente sabe. Se fosse pelo membro do partidão, o Itamaraty seria apenas um caixote de concreto, como muitos outros, sem suavidade interior.
responder este comentário denunciar abusoA arquitetura de Brasília é, de modo geral, monótona e questionável. O planejamento urbano obsoleto e não levou em conta o habitante, as pessoas. Os enobrecidos azulejos de Athos Bulcão de uma pobreza absoluta. Bom mesmo foi o trabalho de Burle Marx. A corrupção foi a marca da construção da cidade, pois como diz a propaganda do Governo do DF (GDF) nas rádios, primeiro Niemeyer reclamou da pobreza dos projetos da cidade, e depois foi que Lúcio Costa entregou seu projeto para concorrer. Muito estranho. Outro detalhe da corrupção: as superquadras pagas às empreiteiras, mas não construídas. Bem, mas a família Kubitschek, que sempre viveu bem com as glórias de bom-mocismo outorgada pela imprensa lambe-casacas (Adolfo Bloch e o embaixador Chateaubriand, por exemplo), desfrutou por mais tempo o monopólio, pois a filha Márcia foi vice-governadora do abominável Roriz, em um dos quatro mandatos, e a neta Ana Cristina é simplesmente a mulher do mais do que questionável ex-vice-governador e empreiteiro Paulo Octávio. Que família tão digna e proba! Não foi à toa que Niemeyer sempre a serviu com tanta lealdade…
Creio que o sentido do desenvolvimento a partir de Brasília não se limitava ao cerrado. Desde que a centralização da capital do país foi concebida, o objetivo era maior pois visava a marcha para o Oeste e um polo equidistante de gravitação do poder nacional. Por isso, pode-se dizer que 50 anos não são pouco tempo mas também não autorizam avaliar com decisividade o resultado dessa política. Da maneira como foi feita, Brasília foi uma continuação do próprio processo de independência do Brasil, ao apostar numa capital menos enraizada nas relíquias coloniais e nas nostalgias das naus européias. A própria crise política recentemente detonada na cidade, assim como esse culto ao pioneirismo e à qualidade de vida dos moradores, é que revelam a falta de uma abordagem da construção da capital mais sob o enfoque do serviço que ela presta ao país como um todo, e os efeitos desconcentracionistas da sua presença central, sem ser centralizadora. O que se vê em Brasília, a cada 21 de abril, é uma festa de moradores, não de gestores do múnus público que lhe é solenemente reservado.
Piza,
Concordo plenamente com tudo que escreveu. Não entendo o motivo da ofensa dos brasilienses, que escrevem neste blog, em relação aos seus comentários, talvez porque morem em locais privilegiados ou façam parte do grupo de “apadrinhados” dos nossos dos nossos “honrosos políticos”.
Como “musa do Brasil moderno”, Brasília é de fato algo com “sabor de promessa falhada”. Por um lado os propósitos políticos, atendidos como premissa de projeto urbanístico, lhe garantiram um caráter incomum. Por outro, o problema da superpopulação, por exemplo, sufocou qualquer planejamento prévio. Fica a fruição dos legados da Arquitetura e do Urbanismo Modernos; que podem ser discutíveis, mas não representam pouca coisa. Mas, desde logo, fica também a lição de que a arquitetura não muda a política e está muito mais suscetível aos fluxos e influxos da economia, ao contrário do que já se pensou.
Esse é o ponto, Ramon.
responder este comentário denunciar abuso“Eu me lembro que na Europa, às vezes eles diziam: ‘O passado arquitetônico
de vocês é pobre, é mais português do que brasileiro’. E eu dizia: ‘isso é muito
bom para nós, porque vocês vivem circulando entre monumentos, e nós estamos
livres pra fazer hoje o passado de amanhã’.”
Oscar Niemeyer
Mas ele bebeu forte na arquitetura colonial, com suas curvas e simplicidade…
responder este comentário denunciar abusoPermita-me colar:
(…)Se esse estado de coisas propiciado pelas imagens de Gautherot nos faz lembrar de Claude Lévi-Strauss dizendo que “aqui parece que é ainda construção, mas já é ruína”, Mammì avança neste raciocínio: “Brasília é nossa ruína, tão essencial para nós quanto são as ruínas astecas para os mexicanos. Como as ruínas, em outros países, representam a saudade do que se perdeu, ela fornece à cultura brasileira um de seus traços fundamentais: a saudade do que ainda não é”.
Pois é, uma ruína em apenas 50 anos… E será que a saudade do que ainda não somos importa tanto? Mais importante é construí-la, sem achar que o Estado pode tudo.
responder este comentário denunciar abusoBrasilia é uma cidade que impede as pessoas de andarem, dos choques físicos e espírituais que as pessoas têm andando pelo cidade. É uma versão século XX para as proporções não humanas da arte egípcia.
Transformar Brasília em uma Las Vegas, como propôs Paulo Francis, talvez não fosse a pior das idéias
Os habitantes de Brasília somam, hoje, em torno de 2,6 milhões de pessoas, sendo que pouco mais da metade nascidas aqui, a maioria crianças. Dizer que a cidade foi feita para afastar os políticos das pressões “purficadoras” das massas, de sorte a lhes permitir a prática da corrupção de forma mais tranquila beira, portanto, o ridículo. Isso só seria possivel se todos os 2,6 milhões de habitantes de Brasília fossemos aqui nascidos e não nos importassemos, diferentemente do resto do País, com atos ilícitos, falcatruas, rapinagem, posto que, como pensam alguns, a corrupção está entranhada em nosso DNA. Mas não, Brasília não é vazia. Pasmem!!! Há carros que trafegam aos finais de semana, mesmo que, desde quinta-feira, os políticos já estejam de volta aos estados que os elegeram. Relembrando, Brasília possui 2,6 milhões de habitantes, sendo que a imensa maioria dos adultos não nasceu aqui, vieram de outros estados e, portanto, saberiam fazer a mesma “pressão purificadora”, teriam a mesma vigilância e impediriam os desmandos de forma tão eficiente quanto se a capital fosse em Natal, Belém, Porto Alegre, Manaus, Rio Branco, Campinas, Juiz de Fora, Pirajuba, etc. Agora, me desculpem, mas sou obrigado a contar uma verdade para vocês: em todo o Brasil a corrupção campeia, se assim não fosse, não haveria Maluf, Garotinho, Sarney, Collor, Quércia, Barbalho, Newton Cardoso, etc. É verdade que Brasília tem Roriz, PO e outros (estamos dentro do Brasil, fazer o quê?), mas afirmar que há corrupção no Brasil porque em Brasília não há “povo” que fiscalize (não há pressão das “massas”) é mera desculpa, que serve, apenas, para tirar dos ombros de quem acredita nesta falácia a responsabilidade pela qualidade dos políticos que todos nós brasileiros elegemos.
Antigamente achava que a capital tinha que ser no Rio ou em SP. Brasilia era muito artificial. Hoje acredito que Brasilia representa bem este papel, pois ali se encontra nossas maiores simbolos: corrupcao, ineficiencia administrativa com um toque assistencialista, mansoes e favelas convivendo quase lado a lado.
Ninguem citou, mas a cidade foi o berco de bandas que marcaram a minha geracao como a Legiao Urbana e a Plebe Rude. Letras fortes e bem elaboradas deram a sensacao que compositores nacionais poderiam ir alem de letras do tipo:
“Dia de luz, festa de sol, e um barquinho a deslizar, no macio azul do mar.” (Ronaldo Boscoli). Pena que durou pouco.
A pior coisa é gente que fala o que não sabe. Pessoal de Brasília, que assim como eu, ama Brasília, vamos gritar “ah que coisa chata”.
A pior coisa é achar que só pode falar de Brasília quem mora em Brasília. Não dizem que Brasília é de todos os brasileiros?
responder este comentário denunciar abusoPois é, a questão é que as críticas são muito bobas. Coisas como símbolo da nossa corrupção, ineficiência, asponice (repetindo o clichê que funcionário público não trabalha,ou é ineficiente…tem muita gente boa trabalhando, e muito) ou que foi um desperdício de dinheiro público…
Bem, não foi só a embrapa que ajudou no desenvolvimento da região, as estradas que de Brasília saem pra todo lugar do país(a cidade é mais radial do que São Paulo), ligando todas as regiões.
Não se pode esquecer como a ditadura militar acabou com o proejto cultural e intelectual da capital, exemplificado no que fizeram a Universidade de Brasília, como o projeto de educação primária do anísio teixeira foi posto de lado…
Não vejo problema nenhum em criticar Brasília, só que essa crítica deve vir de argumentos mais embasados e não de achismos absurdos, generalizações bizarras.
O projeto foi falho por vários motivos, no próprio plano do Lúcio Costa isso fica claro. Cidade projetada pra carros, vida voltada para pequenos núcleos habitacionais (o que nunca se concretizou), grande monumentalidade do poder público…Enfim, como disse antes, Brasília é resultado de movimento intelectual da arquitetura modernista que acreditava numa cidade ideal, ordenadora da sociedade industrial, que acreditava que a arquitetura poderia moldar o comportamento das pessoas. É uma cidade de grandes espaços públicos, muita área verde, parques, lugares para convívio social…
Quanto as criticas ao JK,sinceramente, quantos políticos fizeram um plano de metas, dizendo em quanto ia aumentar cada setor da economia brasileira e vc, eleitor,poderia acompanhar? E mais,cumprir a maioria das metas? Não tem comparação com ninguém até hoje.
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