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Daniel Martins de Barros

03.outubro.2011 13:28:57

Humor e preconceito em Rafinha Bastos e Gisele Bündchen

Pelo visto o Rafinha Bastos não leu a Carta aberta aos comediantes brasileiros, que publiquei há pouco tempo. Depois de ser obrigado a pedir desculpas ao vivo para uma apresentadora, foi suspenso do CQC por piada feita com Wanessa Camargo. Isso poucos meses após ter que prestar depoimento à polícia por piada com estupro. É chato dizer, mas eu avisei.

Antes que leitores furiosos me acusem de censurar a liberdade de expressão, de não entender o humor, blábláblá, aviso: eu pouco ou nada sei sobre o que deve ser proibido, permitido, estimulado ou criminalizado. Só sei que piadas causam um impacto em quem as ouve. Claro que seria ridículo crer que alguém ouve uma piada sobre estupro e pensa: “Puxa, é mesmo. Nunca tinha visto por esse lado. Vou estuprar a primeira mulher que eu encontrar”. Mas independentemente de se “levar a sério” uma anedota, ela pode reforçar comportamentos indesejáveis.

O melhor estudo que conheço sobre o tema chama-se “Mais do que só uma piada: a função liberadora-de-preconceitos do humor sexista”, publicado em 2007. Setenta e três estudantes masculinos foram divididos entre os muito e pouco preconceituosos. A seguir os cientistas os separaram em três grupos: um leu piadas sexistas, outro piadas diversas, e outro frases sexistas sérias. Depois disso, mostraram uma falsa notícia de jornal pedindo doações financeiras para uma ONG atuante com direitos das mulheres, e perguntaram quanto os sujeitos dariam, entre nada e US$ 20. Os resultados mostraram os sexistas que tinham lido piadas dessa natureza eram os que menos doavam (menos até do que os preconceituosos que liam frases sérias com as quais em tese concordavam). Numa segunda etapa, outros 30 rapazes também foram separados entre mais ou menos preconceituosos, e assistiram vídeos cômicos com ou sem referência a estereótipos femininos. Informou-se então que a universidade iria ter que cortar 20% das verbas de associações de estudantes no ano seguinte e pediu-se a eles que distribuíssem os cortes entre cinco grupos, um deles voltado para questões de gênero. Embora todos cortassem homogeneamente 20% de cada associação, os mais preconceituosos que tinham assistido vídeos sexistas foram os únicos a cortar mais da associação envolvida com direitos femininos do que das outras. Para os pesquisadores, o humor não faz ninguém assumir posturas contrárias a suas crenças, mas tem o poder de criar um ambiente onde determinadas posturas preconceituosas parecem mais socialmente aceitas. E isso tem um impacto real no comportamento das pessoas.

É por conta disso que dizer “é só uma piada, não deve ser levada a sério”, não é um salvo conduto para se falar qualquer coisa. E, para descontentamento de muitos, é o problema central na propaganda de lingerie da Gisele Bündchen. Você pode pensar que não tem nada de mais, que é uma brincadeira, que os homens é que são ridicularizados ali. Eu, particularmente, também penso assim. Mas infelizmente os machões que acreditam que o principal papel da mulher é o sexual são muitos (lembram do Ciro Gomes?), e uma propaganda estimulando o riso coletivo sobre o tema tende a dizer-lhes que estão certos, dificultando o caminho para a quebra do preconceito.

ResearchBlogging.org Ford, T., Boxer, C., Armstrong, J., & Edel, J. (2007). More Than “Just a Joke”: The Prejudice-Releasing Function of Sexist Humor Personality and Social Psychology Bulletin, 34 (2), 159-170 DOI: 10.1177/0146167207310022

comentários (106) | comente

106 Comentários Comente também
  • 03/10/2011 - 16:41
    Enviado por: Felipe

    O humor é ilimitado e irrestrito, ou seja ele é simplismente humor ou seja não pode ser levado a sério ele é irreal, o comediante Ary Toledo que o diga… ABAIXO aos ditadores inquisitores e falsos moralistas da era moderna, também aos seres humanos que não tem a capacidade intelectual de FILTRAR uma situação de humor negro.

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    • 03/10/2011 - 16:50
      Enviado por: Daniel Martins de Barros

      Abaixo!

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    • 03/10/2011 - 17:08
      Enviado por: Julio Cesar Camerini

      Engraçado seu comentário, talvez mais engraçado que o próprio Rafinha Bastos tentando ser humorista. E fica aqui a pergunta:
      O senhor acha o CQC, Rafinha e Cia seres politicamente corretos?
      Desculpe decepcioná-lo, mas são verdadeiros mercenários, basta ver que algumas matérias não voltaram ao programa, ou a sua inocência o faz rir de qualquer coisa?
      Abs

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    • 03/10/2011 - 19:13
      Enviado por: diamantino

      concordo em numero e grautt

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    • 04/10/2011 - 10:08
      Enviado por: Dora Tschirner

      O que fazer se a maioria do povo não tem acesso á educação de qualidade! Quanto à interpretação individual, tira-se as vírgulas e os pontos e cada um entende como quiser … mas há mil maneiras de se produzir piadas sem desrespeitar ninguém. Até em charges, não há necessidade de palavras para entender e rir. O que tem q ser revisto, é a apelação para se conseguir público e fama. Conheço muitos jovens que fazem cursos de humorismo e que não vêem necessidade de apelar para a ignorância.

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    • 20/10/2011 - 13:43
      Enviado por: cristina

      Desculpe, mas piada é piada! E desde nossa infância temos que aprender que temos defeitos e que eles vão virar piadas. Sou gorda, 4 olhos, canhota e não me sinto ofendida por piadas desse gênero… porque são PIADAS! Eu mesmo as faço…. O que não aceito é quando esses adjetivos são usados com o intuito de me ofender, numa discussão, conversa, fofoca… mas isso não é piada! Também tenho 1 filho MARAVILHOSO que apresenta déficit de atenção e não me sinto ofendida com a piadinha… e nós 2 tentamos lidar com as situações de maneira leve, mas sem restrições em relação ás suas dificuldades e ao contrário, acho que desde já ele tem que aprender que tem defeitos, deficiências e qualidades com todo mundo, que não somos perfeitos, mas que seremos mais felizes se aprendermos a usar nossas virtudes como arma. Sou inteligente, bonita, ótima situação financeira, independente, profissionalmente faço o que quero e gosto, muito bem casada, 2 filhos que são meu maior tesouro…. e ficaria prá baixo só porque ouvi um piadinha de gordo? Sai fora … Eu dou risada junto…. podem contar outra!

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  • 03/10/2011 - 16:42
    Enviado por: masoares

    Daniel,

    Perfeito o seu comentário, concordo com ele com relação à análise das consequências psicológicas do humor politicamente incorreto.

    Porém, dentre os males, temos que escolher o menor, e a censura sempre será o mal maior, sendo que prefiro a liberdade total de expressão porque, no fim das contas, sabe-se lá quem será o censor.

    Abraços.

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    • 03/10/2011 - 16:56
      Enviado por: Daniel Martins de Barros

      Concordo que censura prévia é um problema. Mas estabelecer limites, não necessariamente. Que falem o que quiserem, mas que respondam pelo que disserem.

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    • 03/10/2011 - 17:09
      Enviado por: GeCesar

      É impressionante como muita gente confunde, ou contrapõe, “liberdade de expressão” com “censura”. Qualquer liberdade deve pressupor responsabilidade, portanto, para tudo é necessário estabelecer limites, pelo menos para vida em sociedade. Sempre que alguém usa de uma “liberdade absoluta” alguém sofrerá danos por esse uso.

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    • 03/10/2011 - 17:13
      Enviado por: Eduardo

      Eu concordo que diferentes tipos de piadas geram diferentes reacoes no ouvinte(tese reforcada pelo estudo citado por Daniel Martins de Barros).Porem,eu me inclino ao que foi dito por masoares.A censura previa eh um precedente perigoso;melhor remediar do que prevenir.

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  • 03/10/2011 - 16:54
    Enviado por: Valquíria

    E o bom senso, onde fica???

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    • 03/10/2011 - 22:22
      Enviado por: kuki

      Tambem concordo. Falta bom senso. E o que ele disse nao deve ficar fora do contexto e se analisar somente a frase em si. Muita gente nao gosta do R. Bastos, e desce a lenha. Realmente estes tempos de politicamente correto enche o saco. Nao se pode falar mais nada que sempre vai ter um chato para criticar. Se for em publico entao, processo nele. Se continuarmos assim daqui algum tempo so teremos o chaves e chapolin como comediantes.

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  • 03/10/2011 - 16:56
    Enviado por: Mirta Herrera Camerini

    Prezado DR,
    realmente não leram a sua Carta aberta aos comediantes brasileiros. Mas o mais terrível, é que MUITAS pessoas que deveriam estar do lado das crianças e que se dizem defensoras dos direitos das pessoas, também não leram e pior não tem noção ao parecer do que é causar dano psíquico para as pessoas. Este Sr disse em outro jornal textualmente;” Déficit de atenção…é a medicina tentando diminuir o sofrimento dos pais por terem dado a luz um filho idiota”
    DR, meu filho tem TDA e muitos amigos do meu filho também. Fiz uma denuncia no MPF, oficio 17.547/2011 e quem assinou o arquivamento deste oficio por “ficar claro o animus jocandi” não tem noção do que significa passar por bulling, ser humilhado e tratado como “diferente” até sendo questionado o QI de um ser humano, por ter TDA ou TDAH. Quando li “Fica mais fácil de entender o porquê dos recentes protestos contra os senhores, não é mesmo?” “Fazer piada com estupro só teria graça talvez se a vítima fosse a Cleópatra ou a Mona Lisa, psicologicamente muito distantes das pessoas (afinal, comédia é tragédia mais tempo, como se diz). E pela imensidão do sofrimento causado, o holocausto só poderia eventualmente ser tema de piada para uma civilização alienígena” tive vontade de chorar, por que meu filho não é neto de um cantor famoso, nem filho de um empresário. Mas minha vontade de chorar é por ter buscado ajuda do MPF achando que a justiça era igual para todos.
    A propria emissora sendo questionada, também não se pronunciou.
    Fica aqui o sabor amargo de uma mãe que busca defender os direitos e o RESPEITO do seu filho e de toda e qualquer criança. As piadas deste SR passaram dos limites aceitáveis ha muito tempo.

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    • 04/10/2011 - 08:56
      Enviado por: Murilo

      Mirta, ele pode falar o que quiser – pelo bem ou pelo mal.
      A solução é não dar ouvidos. Não assisto CQC… não leio nada esrito pelo Rafinha, não pago teatro para vê-lo… enfim, ele não leva um único centavo meu. Se todos fizessem isso, ele iria mudar a postura, acredite. A questão é: se tem alguém para ouvir (e com lucro) ele vai falar. Até aqui estamos gerando lucros para o sujeito. Se vc procurar uma forma de, por exemplo, dizer a Pepsi que não vai mais consumir “Pepsi” porque o Rafinha faz propaganda, pode colocar meu nome na lista.
      Abraço,
      Murilo

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  • 03/10/2011 - 17:01
    Enviado por: venancio aires

    Concordo plenamente com o exposto, não se trata de censura, mas quem transmite conteúdo através de meio de comunicação publico, que será visto por pessoas de todo e qualquer nivel intelectual, é necessário se tomar cuidado com algumas frases, mesmo que ditas no sentido humoristico. Não sabemos como determinadas pessoas reagem a certas informações, por exemplo, como agirá um pedófilo, ou pior ainda o que se passa na cabeça de um pai que abusa de filha\o. Os meios de comunicação, no caso a televisão nos entretem e também traz muita informação positiva, mas tudo depende da avaliação de quem as recebe, e se não temos controle nesse recebimento é mais prudente tomar cuidado.

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    • 03/10/2011 - 17:06
      Enviado por: venancio aires

      Quando digo ´´é mais prudente tomar cuidado´´ quero dizer que o humorista deve pensar antes de falar e não ficar vomitando palavras a bel prazer.

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  • 03/10/2011 - 17:03
    Enviado por: Everton

    Verdade, Daniel! Incrível… Nunca havia reparado que tudo que nos cerca acaba formando nossas opiniões (corretas ou equivocas) sobre o mundo.
    Sempre me enxerguei “imune” as opiniões ou afirmações de tudo aquilo que ouço, vejo, assisto e etc.

    Quanto ao Bastos acho que já passou da hora. O recriminei mais pelo aquilo que ele disse sobre o bebê, do que as outros “piadas”.
    Já a propaganda da Gisele, não tenho opinião, não via a propaganda, mas que não descambemos para a censura…

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  • 03/10/2011 - 17:12
    Enviado por: Paulo

    quem dá os limites é a sociedade, e nao um orgao publico ou “sei lá o q”.
    esse tipo de humor vem da própria hipocrisia do politicamente correto. 20 anos atras nao existia esta falta de “equilibrio” porque nao se achava q tudo q vc poderia falar seria ofensivo.
    hj a sociedade esta tao policiada q se perde o limita na busca por uma “revolução dos valores”.
    a humanidade evolui na sua eterna insatisfaçao com o status quo do seu cotidiano. dai vem a sua evolução. este caso é antropologico com reflexos sociologicos, e analisa-lo apenas pelo vies da sociologia é uma falha de argumentação, barros.

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    • 03/10/2011 - 17:19
      Enviado por: Daniel Martins de Barros

      Concordo que as coisas mudam, e assim é que se caminha. Esse texto é só um recorte da situação, não a foto de corpo inteiro. O caso também é psicológico com reflexo antropológico, e filológico com reflexo teológico, etc etc – qualquer leitura que se pretenda absoluta é falha. (Em tempo, não são as instituições públicas justamente uma forma da sociedade agir?)

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  • 03/10/2011 - 17:16
    Enviado por: Cara de pau

    ESCULACHAR GARI, PODE? ah tah…Gari não é famoso, quissá gente, que o diga BORIS CASOY.

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  • 03/10/2011 - 17:16
    Enviado por: Cláudio

    Bom senso cabe em qualquer lubgar, até mesmo em piadas. Se não quisermos ser ofendidos, não ofendamos também. Nosso direito de liberdade acaba quando o mesmo começa a incomodar, invadir o espaço e ofender a outra pessoa. Isto vale para todos, comediantes ou não.

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  • 03/10/2011 - 17:22
    Enviado por: Mauricio

    Infelizmente nessa não existe meio termo (somente na cabeça de teóricos de plantão).
    Talvez o próprio efeito negativo seja a resposta, ou o caminho.

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  • 03/10/2011 - 17:22
    Enviado por: Márcio Santana

    Boa tarde,
    Se o articulista estiver certo não saíremos mais de casa. Uma vez que o mundo está repleto de idiotas, pessoas sem a menor noção de coletividade, seres truculentos, violentos, verdadeiras barbáries ambulantes, então não poderemos mais fazer nada. Seremos sisudos e mal humorados. Sem direito ao riso e ao bom humor, mesmo que pobre ou extrapolado – são ossos do ofício. Todos, sem exceção, pagarão a conta da utopia totalitária do mundo sem danos, mas também sem prazer, sem veracidade, sem graça. Qual o próximo passo, Stálin e Mao Tsé-tung para pais espirituais dessa nova Era Indolor? O mundo, esse de verdade no qual vivemos, infelizmente produz sofrimento. A palavra democrática, que é livre por excelencia, gera beleza, feiura e dor. Não há como predeterminar o que é lindo ou não. Muitos humoristas acertarão ou errarão. O que não dá para aceitar é a paranóia coletiva baseada em utopias.

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    • 03/10/2011 - 17:33
      Enviado por: Daniel Martins de Barros

      Mas há como pós-determinar”, não?

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    • 03/10/2011 - 18:46
      Enviado por: Lucas Skywalker

      Me entristece seu ponto de vista pois dá a entender que há pessoas que realmente nascem violentas. É de um conformismo pouco louvado pelas pessoas mais bem sucedidas da história do capitalismo.
      Seria uma grande pena se não existe “tabula rasa”. Mas, como sou um tolo paranóico como todo idealista eu suponho, prefiro remar contra a maré e me aproximar assintoticamente às utopias, do que viver em um mundo ao estilo “Gattaca”.
      Quanto à sua visão do mundo “sem sal”, talvez ainda não tenha encontrado um desafio a tua altura, mas te garanto que quando fores vítima da violência, mudarás tua opinião.

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    • 04/10/2011 - 06:04
      Enviado por: Antonio Costa

      Concordo plenamente. Não aguento mais o “politicamente correto” e toda a patrulha ideológica que o cerca. Não faz muito tempo, em um certo país já aconteceu algo semelhante e os resultados não foram bons. Todos vigiavam todos: amigos vigiavam amigos, esposas vigiavam maridos, filhos vigiavam pais e quem tinha qualquer dúvida com relação ao “comportamento” do outro, informava à policia política e as medidas cabíveis eram tomadas imediatamente! As regras eram claras: quem não se comportasse de acordo com as regras do “politicamente correto” da época seria severamente castigado!!!! A polícia encarregada de zelar pelo “politicamente correto” chamava-se GESTAPO.

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  • 03/10/2011 - 17:22
    Enviado por: Tiago

    A PROPÓSITO: Isso que aconteceu não é REGULAR o conteúdo da TV (ou impressa, ou seja lá o que for)? Então, pq tanto medinho dos próprios meios em abrir para discução de uma regulamentação geral??? Dois pesos, duas medidas. Não?

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    • 03/10/2011 - 17:34
      Enviado por: Tiago

      A medida do bom senso dos meios de comunicação, na verdade, é espelhada na medida do bom senso dos poucos que detem a formação de opinião. Ou, mais diretamente, dos pouquíssimos que “mandam” na formação de opinião.

      O bom senso da maioria só tem algum peso quando conseguem (como nesse caso) atingir o dos que mandam. Mas e o não atinge? E a montanha de lixo, sem um pingo senso, que nos é despejado na cabeça todo santo dia? Liguem a TV num domingo e digam qual é o bom senso justificável (pra se manter no ar) daquilo tudo…

      Hipocrisia de merda!

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  • 03/10/2011 - 17:46
    Enviado por: Roberto CM

    Liberdade de expressão não deve ser confundida com “liberdade de discriminação”, com “liberdade de propagar preconceitos” ou mesmo com “liberdade de ofender”. Estas três liberdades colocadas entre aspas são, na verdade, uma forma de abuso.

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  • 03/10/2011 - 17:47
    Enviado por: Marta

    Interessante como o problema de falta de educação acaba sempre pelo lado mais fácil.
    E falta de educação básica: quer dizer que homem agride mulher porque ouve piada?
    Ok. Ele se sente liberto para fazer isso, por que o ambiente permite…será que é coibindo a liberdade de expressão que vamos coibir a agressão? Então mandem as emissoras pararem de mostrar tanto crime na TV que assim reduziremos os índices criminais…
    O buraco é mais embaixo e mais profundo do que ideologias e pesquisas feitas nos EUA.
    Nos falta educação de base, saúde e emprego…isso reduz a violencia doméstica, o preconceito contra mulheres, negros, homo, etc…

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  • 03/10/2011 - 17:52
    Enviado por: monica camargo

    Me impactou qdo ví pela primeira vez a propaganda da Gisele…Pensei”ah!isto não é legal!Está colocando TODAS as mulheres num patamar que já lutamos tanto para sair! Da mulher que usa sedução ao invés do bom senso e inteligencia!”Ao mesmo tempo pensei”SIM!País aonde escritor de novela tem status de gente grande…é capaz da mensagem comercial fazer muito sucesso!AH! a molecada deve adorar!Ver a pernalta modelo fazendo beicinho e andando semi nua pra lá e pra cá!”Mas,a Gisele é louca por dinheiro,não é?Para ela,o que importa é vender:sua imagem,suas calcinhas…Mulher é alguém bem maior do que aquela que é bela,sedutora,sabida….Estamos no ano 2011!!!! Mas a Gisele quer mais dinheiro!!!!
    E,aí,temos a tchurma deslumbrada do CQC…Quiseram eles que os mesmos tivessem o humor de um JÕ Soares,ou Chico Anísio,ou José Vasconcellos,ou,mesmo os britanicos do Monty Phyton,não?Mas quem não tem cão,caça com gato mesmo e aí temos os rapazes chulé que ainda estão na puberdade:SIM!piadas grotescas e sexistas,é coisa de moleque! É péssimo gosto e não tem nada que ver com censura ou moralismo.
    Arrotar,ou soltar gases? Só são aceitos no meio de moleques ou marmanjos semicivilizados.É preciso ser inteligente ou moralista ou puritano para não gostar deste tipo de comportamento?

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  • 03/10/2011 - 18:15
    Enviado por: flavio.firmino

    Oi Daniel, suponhamos que no caso da propaganda da Hope, os publicitarios quisessem atingir o nicho das mulheres brasileiras que sao submissas e bonitas. Ou seja, a marca nao se importa com as indias, gordas e baixinhas que podem nao se sentir representadas por Gisele. Nao seria justo que a marca tivesse o direito de divulgar sua propaganda para seu publico alvo? O fato de existir brasileiras com esse perfil da propaganda, nao confere o direito aos publicitarios de caracterizar sua clientela como brasileira?

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    • 03/10/2011 - 18:47
      Enviado por: Daniel Martins de Barros

      Entendo, mas o ponto aqui não é o “direito” de haver essas piadas, mas algumas de suas consequências.

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    • 03/10/2011 - 22:09
      Enviado por: flavio.firmino

      Bom, mas se a secretaria quer impedir a veiculacao da propaganda o ponto passa ser o direito da companhia de divulgar sua marca para seu nicho consumidor. Acho um caminho perigoso de tentar proibir essas propagandas argumentando suas “possiveis” consequencias para a sociedade. Na msm linha podemos querer proibir propaganda da coca cola pra prevenir diabetes, mc donalds para prevenir doencas coronarianas, culminando na cota maxima de papel branco que uma crianca branco pode escrever (http://www.educationnews.org/international-uk/expert-change-witch-hats-paper-color-to-prevent-racism/). O que me parece eh uma parcela que nao se viu representada na propaganda, queria ser representada na propaganda. Eh como se a Ferrari lancasse uma propaganda no Brasil com o slogan “Ferrari, o carro dos brasileiros.” e eu ficasse revoltado pq eu sou brasileiro e nao posso comprar uma. Revoltado, eu tentaria proibir a veiculacao da propaganda argumentando que nao me sinto representado e como consequencias a propaganda poderia acirrar a disputa de classes, contribuindo para a desinstabilidade da harmonica convivencia das classes sociais.

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  • 03/10/2011 - 18:18
    Enviado por: Maria-José

    Tá certo. Concordo plenamente. A televisão brasileira precisa ter mais responsabilidade e auto critica. O nível tá ruim gente. Os programas de humor, com raras excessões são péssimos. Humor brasileiro é sempre sobre sexo! Caramba! Eu sinto dizer que assisto os programas humoristicos ingleses ou americanos porque os brasileiros são muito “adolescentes”. Sempre as mesmas piadinhas sem graça sobre sobre sexo e só o comediante ri…

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  • 03/10/2011 - 18:18
    Enviado por: Lucas Skywalker

    Na minha opinião:
    Uma coisa é liberdade de expressão, outra é querer forçar seu ponto de vista nos outros.
    Não entendo de que maneira a liberdade de expressão está sendo ferida neste episódio?
    Claro, todos cometemos erros, sem dúvida. Mas não há sofisticação neste caso. Houve apenas uma revelação de um aspecto de sua personalidade imatura: a falta de empatia.
    Na minha opinião, é de uma extrema inocência ou arrogância achar que você pode dizer o que quiser e achar que todo mundo deve aceitá-lo, muito menos apoiá-lo.
    A raíz do caso é porque quando ele proferiu aquilo não demonstrou nenhum tipo de empatia por vítimas de tal crime. Este tipo de comportamento, na minha opinião “retrógada”, não é o tipo que devemos proteger ou incentivar dentro de uma sociedade, embora esteja sendo cada vez mais louvado. O teor de tal piada, está ali na fronteira com piadas racistas.
    Muito se fala em direitos, mas pouco se fala de responsabilidade. Há consequências quando dizemos/fazemos algo e há de estar preparado para enfrentá-las pois estas existem em função do atual “estado de opinião” de nossa sociedade. Quando a falta de empatia e descaso se tornarem comportamentos amplamente aceitos pela nossa sociedade (ou já são?), ele poderá proferir suas piadas, digamos, “mais livremente” (ou será que quem precisa aprender uma lição aqui é o humorista, e não a nossa sociedade? sei lá…).
    Se quiser continuar a fazer piadas desse gênero, que busque outros canais para falar, ninguém o está impedindo. Mas há de cuidar do seu curriculum vitae e ele não é exceção ao caso. Se não quer responder à ninguém, então que busque independência. Enquanto isso, vai ter que se submeter às regras dos outros. Bem vindo à corrida dos ratos “Rafinha Bastos”.

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  • 03/10/2011 - 18:31
    Enviado por: Marcos

    Ótimo texto. Eu admito que gosto de humor negro, mas há hora e lugar pra isso, além de limites. E eu digo o mesmo sobre piadas homofóbicas. As pessoas acham que piadas sobre gays são inofensivas, mas elas facilitam um ambiente hostil e discriminatório.

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  • 03/10/2011 - 20:06
    Enviado por: João Paulo

    Lembremos que,
    1º) Isso tudo só aconteceu porque a piada foi com alguém “Famosa”,
    2º) O próprio Marcelo Tas já foi processado por coisas que disse na bancada do CQC, (mas ninguém se lembra)
    3º) A Hipocrisia nesse país é proporcional a Impunidade, Ignorância e a Corrupção.
    4º) Brasil = Repúlblica das Bananas cheia de Doutores PSEUDO-INTELECTUALÓIDES.

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    • 03/10/2011 - 21:20
      Enviado por: Moratore

      Correto João Paulo, hipocrisia…aí está a chave.
      Deixem o Bastos em paz. Ele só esta fazendo o que sociedade quer.
      E ele é café pequeno.
      Que tal trocarem o nome de Bastos para Sarney… Afinal gente como o senador tem sido motivo de flagelação REAL de crianças por todo o país…
      O problema é realmente mais em baixo… eu diria, no alicerce

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  • 03/10/2011 - 21:19
    Enviado por: Marcos

    A Marilena Chauí tem razão. Estamos perdendo a capacidade de simbolizar/abstrair e estamos lutando apenas pelo signo raso, sem significado. O pior é ouvir isto de alguém que se pretende “científico”. Dizer que uma piada reforça comportamentos é utilizar um argumento de psicologia comportamental rasteira, um argumento autoritário e que cerceia a livre circulação da expressão em nome de uma falsa relação de poder na qual aquele que se expressa é culpado por todas as apropriações que os outros exercem sobre a informação. Desta mesma maneira se acusou Nietzsche de ser nazista mesmo sem ter conhecido o nazismo e mesmo tendo nascido muito tempo antes, assim como Wagner… O pior de tudo é que a metodologia do artigo citado na coluna é bastante questionável para não dizer infantil e não é apropriada para analisar a situação que o colunista menciona.
    Mas ele é psiquiatra, e como dizia Foucault, os psiquiatras têm poder…

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    • 03/10/2011 - 21:23
      Enviado por: Daniel Martins de Barros

      O argumento de que piadas não são “só piadas” não cerceia a liberdade de expressão per se. Essa também é uma apropriação sobre a informação.

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    • 03/10/2011 - 21:38
      Enviado por: Marcos

      Responder com tautologia não abre espaço para debate algum.
      Pelo contrário, só reforça o meu argumento anterior.

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    • 10/10/2011 - 12:35
      Enviado por: Alexandremk

      O que você quer dizer com “uma piada reforça o comportamento”?
      Não sabia que uma piada poderia induzir por completo qualquer comportamento.
      Há um entendimento de que uma piada reflete o nosso comportamento, e que pode até influenciar,mas não creio que reforce aspectos negativos do nosso comportamento, a não ser que a pessoa tenha algum distúrbio mental. Do contrário essa afirmação não procede.
      Essa interpretação é muito ruim da sua parte, como diria o próprio Nietzsche.
      Com relação ao uso indevido da obra do próprio Nietzsche, a culpa não é só de terceiros, é dele também.O uso de aforismos com as hipérboles gera impressões tanto favoráveis como desfavoráveis.
      Fora a polêmica que ele criou ao redor de si mesmo, sem contar com a ira dos conservadores.
      O niilismo pregado por Nietzsche deu vazão à ideologia nazista, isso é fato, tudo graças ao seu Übermensch.

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  • 03/10/2011 - 21:20
    Enviado por: jota

    Fiz um comentraio e o estadao censurou,se as palavras do rafinha nao foram a de um pedofolo,se isto nao caracteriza pedofilia em sua essencia,este Pais nosso nao tem limites para ninguem,entao nunca poderemos censurar nenhum ato por mais dantesco que seja.

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  • 03/10/2011 - 21:57
    Enviado por: sergio saleiro

    Acho que esse vídeo abaixo expõe alguns pontos bem interessantes desse assunto. O mais interessante que é o video foi feito e editado por americano que não está nem próximo dessa nossa discussão que tem ocorrido muito ultimamente.

    http://www.escapistmagazine.com/videos/view/the-big-picture/2783-Correctitude

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  • 03/10/2011 - 22:06
    Enviado por: Carlos Vitor de Castro

    Chamar uma mulher de cadela não é humor, é ofensivo mesmo se ela fosse uma, só mudo minha opinião no dia que alguém puder tratar a mãe dele da mesma forma e ele der uma risada sincera, não uma risada de se manter no emprego.

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  • 03/10/2011 - 22:10
    Enviado por: geraldo rodrigues

    Ele faz humor inteligente,,,,,,,, porém foi infeliz na frase,,,,,,,,,
    Mas tenho certeza que ele vai se retratar,,,,,,,,,
    Força Rafinha,,,,,,,,,

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  • 03/10/2011 - 22:24
    Enviado por: Esculapio

    Quanto bla- bla-bla. a questao é, aonde fica o bom senso nisso tudo?o senhor pelo visto,sugere a anuencia do mau gosto,grosseria e desrespeito?lamento,mas quem nao entendeu,foi o senhor ,o constrangimento e indignacao publica !e quanto ao “humorista”nada mais justo que ficar fora do alcance da sensiblidade e da familia.apenas isso,passar bem.

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  • 03/10/2011 - 22:34
    Enviado por: Cal

    Enfim, li alguém escrevendo algo inteligente sobre o tema. Parabéns.

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  • 03/10/2011 - 22:39
    Enviado por: geraldo rodrigues

    vamos lá pessoal,,,,,,,,,,
    A sociedade é hipócrita,,,,,
    Frases de mal gosto são feitas pelos polícos,,,,,
    todos os dias
    e ninguem se manifesta,,,,,,,,,,,,,

    Como disse o Dinho Ouro Preto ,,,,,, nunca confie num político ,,,,,,

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  • 03/10/2011 - 22:44
    Enviado por: Luiz

    Isso tudo foi agitado pelo Ronaldo que é sócio do marido da Wanessa Camargo, Ronaldo é muito importante para os jornalistas da Bandeirantes.

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  • 03/10/2011 - 22:50
    Enviado por: semeador

    Marte quem o diga hein! hipocrisia tem de sobra por aqui…

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  • 03/10/2011 - 22:58
    Enviado por: WALTER V.COSTA

    Que bola fora hein, Rede Bandeirantes. Primeira vez que eu vejo um meio de comunicação censurar Seu própio Comediante, Meus Pêsames “Band”.

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  • 03/10/2011 - 23:39
    Enviado por: norma silva

    Esse rapaz está com o ego lá nas alturas. Tem que baixar a bola dele. Ele disse: “como ela e o bebê”. Isso é piada? E num dos seus shows de stand up commedy disse: “o estupro de mulher feia é um favor para ela”. Isso é piada? Ambas as frases são expressão do pensamento de um homem com curso universitário, jornalista formado, estudou e deveria, em contrapartida oferecer algo bom à sociedade. O que ele diria se tivesse a sua mãe estuprada? A mãe dele é feia, não se enquadra no padrão de beleza que ele defende. Todas as duas frases são apologia aos crime de estupro e estupro de vulnerável, ( o bebê).
    A Band se colocá-lo no ar novamente tem que primeiro obrigá-lo a assinar um TAC (termo de adequação de conduta) com respeito aos valores éticos e respeito ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

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  • 03/10/2011 - 23:43
    Enviado por: Daniel

    As pessoas ficam falando de liberdade de expressão mas não entendem o realmente o que isso significa. A maioria aqui diz que piadas não devem ser censuradas porque são só piadas. É ridículo, basicamente estão dizendo que falar algo racista ou preconceituoso seriamente é errado mas falar em forma de piada tudo bem. Se o povo realmente quer liberdade de expressão deve olhar os EUA onde ela é absoluta, mas não esquecendo os inúmeros problemas que acontece la por causa disso. São cartilhas em defesa dos nazistas, cartilhas em defesa da pedofilia, em defesa do racismo e preconceito e tudo protegido pela primeira emenda. Do outro lado temos países como China e Ira onde o contrario acontece. É uma faca de dois gumes, onde nenhum dos dois extremos é aceitáveis, mas talvez seja possível encontrar um meio termo.

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    • 04/10/2011 - 09:13
      Enviado por: João Luís Teixeira

      Concordo. A auto-censura deveria imperar, mas algumas pessoas se esquecem do direito de terceiros, da boa educação e do respeito.
      Perdem até a razão e os amigos, mas não perdem a piada.
      Uma pena…

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  • 04/10/2011 - 01:01
    Enviado por: Lucas Skywalker

    Claro, vamos fazer uma acusação generalizada de hiposcrisia, nos martirizarmos como se fôssemos vanguardistas oprimidos. Este scenário funciona melhor para vossas cabeças.
    Talvez você se identifique um pouco com o humorista e ao ver que existem pessoas que desaprovam este comportamento, quebra um pouco a sua bolha ilusória de multi-valente bad-boy paulistano.
    Você sabe, aqueles que fazem um monte de besteiras e depois, sem nenhum tipo de remorso soltam aqueles “foi mal aê cara, foi mal meu”. Foi mal nada meu caro, vira homem e assuma responsabilidade pelo teu comportamento, se não aguenta o tranco, então não brinca. Pior, prefere resmungar como criancinha culpando os outros, ou pior, “a sociedade”. Fraco meu amigo, fraco.

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  • 04/10/2011 - 01:36
    Enviado por: Thales

    “My freedom is my important than your great idea”

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  • 04/10/2011 - 02:10
    Enviado por: Francisco T

    Esse estudo que vc menciona, “Mais do que só uma piada: a função liberadora-de-preconceitos do humor sexista”, é ridículo. Por acaso as pessoas vêm com um carimbo “este é sexista”, este é preconceituoso”, etc. ? Esses tais “pesquisadores” são apenas palhaços das ditas “ciências humanas” tentando mimetizar as experiências das ciências físicas. E se nem as experiências das ciências físicas são conclusivas, imagina as experiências sobre piadas!!!! O grau de subjetividade sempre vai ser altíssimo. Se A dá um soco em B, é um fato objetivo. Todos vêem o nariz de B quebrado. Agora, se A faz uma piada sobre B, cada um pode ver e entender coisas diferentes. É como o caso do comercial da Giselle, para uns está tirando sarro dos homens que ficam tolos por uma mulher bonita, e para outros das mulheres que só teriam valor como objeto sexual. Na dúvida vão acabar proibindo todo mundo até de pensar. No lugar desse estudo idiota, lhe recomendo outra leitura: 1984 de George Orwell.

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    • 06/10/2011 - 14:50
      Enviado por: Carlo Fabrizio

      Parabéns pelo comentário. Tentar transformar em análise científica uma pesquisa sobre o efeitos das piadas isto sim é uma piada. O cara é muito fraco. Tbém recomendo 1984 – só não sei se ele vai entender.

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  • 04/10/2011 - 03:49
    Enviado por: Lucio

    um pouco de exagero dizer q uma piada ou propaganda tenha efeitos tao maleficos assim, mas entendo a observação sobre o estimulo do precomceito.

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  • 04/10/2011 - 05:31
    Enviado por: Oliveira

    “Para os pesquisadores, o humor não faz ninguém assumir posturas contrárias a suas crenças, mas tem o poder de criar um ambiente onde determinadas posturas preconceituosas parecem mais socialmente aceitas. E isso tem um impacto real no comportamento das pessoas.”

    Uma questão: Quanto tempo dura o efeito da piada criando um ambiente? Alguns minutos após, uma semana, um mês, um ano? O ‘estudo’ tem o mesmo efeito do ‘estudo’ feito com o fumo passivo. Pergunta-se ao moribundo “Alguém fumou perto de você?” – Resp: Claro! – Então o fumo passivo mata…

    Filhotes de pombos mortos são pretos. Urubus são pretos. Logo, filhotes de pombos mortos transformam-se em urubus.

    A ‘piada’ sobre a Wanessa Camargo foi, além de sem-graça, sem bom senso. O máximo que podemos fazer é deixar de rir e ele pára com isso.

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  • 04/10/2011 - 06:32
    Enviado por: Irlandês

    Daniel,

    Uma diferença entre a propaganda estrelada pela Gisele e o comentário feito pelo Rafinha é que, enquanto a propaganda foi filmada várias vezes, teve roteiro e textos revisados, o Rafinha fez o comentário num programa ao vivo.

    Acho que se o CQC precisa ser “politicamente correto” pois isso implica em cotas publicitárias etc, deveria entao deixar de ser ao vivo. Com isso se edita as tomadas de palco, cortando as frases “politicamente incorretas”.
    .

    O Rafinha não foi feliz no comentário que ele fez, mas quem na vida real nunca falou besteira que deixou várias pessoas sem graça num momento e teve que se desculpar no momento seguinte? TV ao vivo tem uma pressão muito forte. Grava-se o programa, edita-se as tomadas e tudo fica “politicamente correto”.

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  • 04/10/2011 - 07:07
    Enviado por: Severson Dias

    Imaginem fazer uma piada com o lulla ou a dilma…..vai dar cadeia na certa!
    Ja estamos muito pior que na epoca dos militares…..e o pior é que tem muita gente gostando….achando bonito…..Daniel…nunca li seu blog e prometo que essa sera a ultima vez!
    Nos vemos nos campos de concentração!

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    • 05/10/2011 - 19:23
      Enviado por: Blue Eyes

      Não vos preocupeis, caro comentarista… trata-se somente de mais um esquerdista enrustido propagador de ideais corrompidos que atua em nome da revolução dos costumes da qual ele mesmo é fruto… natural, falar do que lhe é proprio… discurso e ação, no caso deles, são coisas distintas… estamos realmente partindo para uma ditadura dos cretinos… antes fosse do proletariado… teriamos menas “frescuras” e mais “emoção”… dificil é aguentar esses frescos metidos a defensores de ideais que eles mesmos não vivenciam… ai se pudesse gravar os bastidores da rotina desses falsos profetas… daria uma novela “das sete”… cheia de estereotipos mambembe…

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  • 04/10/2011 - 08:19
    Enviado por: Thaís

    Daniel, parabéns pela matéria.
    Nunca tive opiniao formada sobre onde devemos barrar piadas e brincadeiras, pois nunca tive essa informacao sobre o impacto na sociedade.
    Infelizmente algumas pessoas só se importam quando elas são atingidas pela piada, aí elas concordam que atitudes como a do Rafinha devem ser desestimuladas… Isto é triste, e acho que nunca vai mudar.

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  • 04/10/2011 - 08:26
    Enviado por: Alexandre Dias

    Humor é crítica, seja crítica à sociedade, a um político, a costumes ou a alguma categoria específica. Pode ser auto-crítica. Na maior parte das vezes, é uma crítica saudável ou inócua. Justamente por isso, é um absurdo essa postura dos humoristas de não admitirem críticas aos seus trabalhos. Como assim, humorista não pode receber crítica? Se eu expresso a minha indignação contra a postura de um humorista, eu sou uma ameaça à liberdade de expressão? Pela liberdade de expressão, eu tenho que calar a minha opinião? Contrasenso absurdo. O humorista Rafinha Bastos abusou de sua liberdade, ofendeu gratuitamente uma mulher e um bebê, cuspiu na cara de mulheres estupradas (é fácil chutar o mais fraco) e tem que aceitar agora a reação de todos os que não viram a menor graça nisso.

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    • 04/10/2011 - 09:11
      Enviado por: João Luís Teixeira

      Disse tudo.

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    • 04/10/2011 - 10:36
      Enviado por: Wilson Costa

      Putz,esse aqui é o perfeito exemplo de moralista.Exagerando no comentário e fomentando mais um bando de pé no saco.Essa piadas passarão com o tempo e de verdade,não vão alterar em nada o rumo das coisa nesta republiqueta. aproposito você sabe aquela do psicólogo?

      Quantos psicólogos são necessários para trocar uma lâmpada? – Nenhum. A lâmpada irá mudar ela mesma quando estiver pronta.. – Só um, mas a lâmpada realmente tem que querer mudar. – Só um, mas isso vai levar nove visitas. – Quantos VOCÊ pensa que são necessários? – Há quanto tempo você tem tido essas fantasias?

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  • 04/10/2011 - 08:41
    Enviado por: Mateus

    …a criança só ri quando o palhaço chora!

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  • 04/10/2011 - 09:10
    Enviado por: João Luís Teixeira

    A única censura possível deveria ser do próprio humorista.
    Mas, pelo visto, o sucesso sobe à cabeça de algumas pessoas.
    Os “shows de humor” e “stand-ups” se popularizaram e se difundiram a rodo e criaram aberrações.
    Muitos perdem a educação, o bom-senso e o respeito, mas não perdem a piada.
    E a punição é justa. Qualquer um que falhe (médico, dentista, vigia…) é punido.
    Por que ele não poderia? Só porque é famoso?
    No mais, que sirva de lição: rir e fazer rir é ótimo, mas isso não pode atropelar o respeito e a educação.
    Ademais, não foi a primeira “escorregada” dele, que não aprendeu com os erros anteriores.

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  • 04/10/2011 - 09:18
    Enviado por: Murilo

    Para mim a solução é bem mais simples: na hora do CQC, troque de canal.. ou leia um livro. Simples, fácil e objetivo. Ele tem toda liberdade para falar o que quiser e você toda liberdade de dar um “click” e mudar de canal.

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  • 04/10/2011 - 09:42
    Enviado por: Crapow

    Que papo mais careta. Humor é humor. Quem não tem capacidade de entender, que se dane.Vai dizer que nunca ouviram essas piadas nos botecos da vida ???

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  • 04/10/2011 - 10:04
    Enviado por: Marcos P C

    Essa história de politicamente correto, está enchendo.
    Nós brasileiros sempre tendemos para o politicamente incorreto, não sei porque tanta conversa agora.

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  • 04/10/2011 - 10:12
    Enviado por: Sérgio

    Pessoal, vamos combinar: Esse rapaz é muito fraquinho e direciona seu pseudo-humor sem noção aos pityboys juvenis que mal conseguem articular um pensamento crítico e só admiram-no pela postura de “fodão do pedaço”.
    Pior, a implantação do tal stand-up por esta galerinha moderninha do “novo” humor nacional, além de ser uma coisa bem sem-graça (vide aqueles quadrinhos ridículos no Fantástico) nem original é. Jerry Seinfeld já fazia isso nos EUA desde os anos 80!…

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  • 04/10/2011 - 10:13
    Enviado por: Persio

    Existe um grande psicólogo (talvez o primeiro e único) chamado Jesus, que fez o seguinte comentário:
    - A boca fala daquilo que nosso coração (mente) esta cheio.
    Ele, ao contrário dos psicólogos atuais, pregava contra a violência mas não passava a mão na cabeça do violento. Perdoava prostitutas, mas advertia para deixarem aquela vida…Deu exemplo de vida e não apenas ficou falando!
    Nós estamos colhendo todas as consequencias nocivas, de pessoas que assim como você, acharam que a libertinagem fazia parte do pacote da liberdade, assim se iniciou a falência da família. Pergunte a qualquer filho de mulher que apanhava do marido, se é engraçado piadas sobre violência contra a mulher. Pergunte a qualquer um que tenha tido caso de pedofilia na família, se isso é aceitável como brincadeira. Por conta disso, dessa sua atitude defensiva, é que as pessoas crescem sem educação e saem por ai desrespeitando pessoas mais velhas, mulheres, crianças e grávidas, afinal, vale tudo pela libertinagem de expressão… Pelo direito de tentar ser o que de pior existe alem do câncer e do HIV.

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  • 04/10/2011 - 10:22
    Enviado por: ricardo

    Melhor análise dos casos que vi até agora.

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  • 04/10/2011 - 10:28
    Enviado por: sidney

    Um dos maiores erros que estão cometendo é chamar de piada a imbecilidade cometida por esse tal de Rafinha Bastos. Se aquilo que ele falou é piada, xingar a mãe dos outros é elogio. Aliás, não sei como o marido da Wanessa se conteve pois, certamente, a vontade até de quem não tem nenhuma ligação com a Wanessa, é encher esse cara de porrada.

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  • 04/10/2011 - 11:07
    Enviado por: Omar

    A que ponto chegamos??? Defendemos o direto ao humor, a liberdade de expressão, etc… E por último, quase sem conseguir ser visto vem o direito ao respeito!!!!

    O respeito deveria vir em preimeiro lugar, antes de qualquer outro direiro!

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  • 04/10/2011 - 15:57
    Enviado por: norma silva

    A liberdade de expressão tem limitações constitucionais. Para os leigos e ignorantes é sempre bom informar que a liberdade de expressão é limitada pelo direito à imagem, à honra, os quais são bens jurídicos que, se violados, geram direito à reparação.
    Também a apologia ao crime não é liberdade de expressão. O estupro é crime hediondo. Tocar num bebê com intenção libidinosa é estupro de vulnerável. Dizer que “comeria ela e o bebê” não se trata de piada, mas sim de apologia ao crime de estupro de vulnerável. O Ministério Público tem que abrir um processo de investigação contra esse rapaz que se diz humorista.

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  • 04/10/2011 - 16:09
    Enviado por: Francisco Nogueira

    Se Rafael Bastos é humorista, beiço de jegue é arroz doce.

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  • 04/10/2011 - 17:24
    Enviado por: tio

    A situação é ampla. Aqui no país eu posso matar e, seu eu for “esperto”, nada vai me acontecer. Terei desgastes. Mas nada me acontecerá. Quanto a infelicidade do tal rapaz do CQC, só aconteceu este alarde todo pq foi na TV e com gente que tem dinheiro. O Brasil é assim. Hipocrisia pura. Que se puna o rapaz dentro do contexto então. Que me parece que já está sendo feito. Mas não queira massacrar ao invés de educar. Prefiro mil vezes uma pessoa falando asneiras do que um político quietinho roubando milhões e, por conseguinte, matando milhões de fome. É isso que acontece no país. Não defendo ninguém, mas a tempestade não cabe no copo que estão tentando colocar. Enquanto isto os políticos estão roubando todos nós a rodo e nada se faz.

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  • 04/10/2011 - 19:38
    Enviado por: LUIZ CLÁUDIO RIBEIRO

    O PROBLEMA MAIOR É QUE QUEM DETERMINA O QUE É E O QUE NÃO É BOM É O PRÓPRIO POVO EXEMPLO:O HUMOR FEITO POR ZÉ TRINDADE,VÁLTER DÁVILA,OSCARITO,GRANDE OTELO E OUTROS GRANDES HUMORISTAS BRASILEIROS HOJE NÃO SERIAM ACEITO PELOS TELESPECTADORES QUE GOSTAM DE HUMOR,SIMPLESMENTE PORQUE ELES É QUE DITAM AS REGRAS E O QUE QUEREM ASSISTIR,E A PIADA PICANTE É A PREFERIDA.NO CASO DO RAPAZ APENAS EXTRAPOLOU,ESQUECEU QUE TUDO NA VIDA TEM LIMITES.

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  • 04/10/2011 - 21:16
    Enviado por: Ana

    Sabe, Daniel, eu não havia pensado por este lado e REALMENTE, a piada é um eufemismo do preconceito . Vamos supor, eu que sou mãe de um menino de três anos, o que mais me incomodaria no fato de ter um filho homossexual por exemplo: Que ele sofresse bullying, perseguições e que até fosse vítima de piadinhas inocentes, quero dizer, que sofresse na mão dos outros. Eu mesma rio de estereótipos do gay afeminado, etc, etc, quero dizer… a gente ri, mas como sempre se disse: “PIMENTA NO RABO DOS OUTROS É REFRESCO”. E os próprios gays entre amigos zoam, exageram nos trejeitos etc. Tenho muitos amigos que por acaso são gays. Que já se apresentaram como gays ou que acabaram me falando. E o que muitas vezes foi desnecessário, pois ninguém tem de prestar contas de sua vida sexual para ser meu amigo. Realmente, se um Rafinha Bastos, ou um Zé das Couves viesse falar de algo que compromete a minha família, eu viraria um monstro para defender a honra dela. E acho certo o que o marido da Wanessa Camargo está fazendo e todos os processos que este sujeito vem respondendo por conta das outras ofensas. E sinceramente, um comediante que ri de si mesmo, e depois ri dos outros, é até engraçado. Agora um cara que escancaradamente se acha, e que realmente, tem boa aparência, é mais desconfortável o ouvir falando da feiúra do povo de Rondônia ou de qualquer lugar, concordam? Acredito que esse cara tenha tido mérito, já via as paródias dele há uns 12 anos naquela Página do Rafinha. Eu acho que ele realmente tem talento como humorista e por tanto não precisa de tanta ofensa. Não precisa causar polêmica com comportamento adolescente. Ser misógino ofende, pelo menos, metade da população. E a outra metade tem mãe. Então, não adianta. O que ele entende por humor? POr quê seria engraçado para nós sabermos quem ele “comeria”? Sinceramente, a mera alusão a qualquer referência a pedofilia, é surreal. Que passe nas nossas cabeças que ele quis dizer isso. É de uma repugnância tão grande que eu, no lugar do Marcelo Bouaiz, o esfolaria VIVO. Se alguem falasse algo assim de uma filha minha, apanharia MUITO. Também li o blog do Tico Santa Cruz e o que ele disse foi perfeito. Ele acha que está fora da linha de preconceito e que não pertence a nenhuma minoria. Mas suponhamos que um filho dele pertencesse a alguma minoria. Seja de homossexuais, mulheres, deficientes físicos, ou apenas feios (bastando para dizer que isso já é a maioria da população). E se ele tivesse uma filha feia? Gorda? Estuprada? E se ele fosse órfão? Todas as piadinhas de mau gosto que ele já soltou são direcionadas a grupos de que ele não pertence. O Sacha Baron Cohen em Borat acabou com os judeus o que é politicamente incorretíssimo principalmente em Hollywood dominada por judeus, mas ele é judeu. Não fica tão nojento. Agora RAfinha, tome tento, vá trabalhar no PÂNico e nos dê uma folga da baixaria.

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    • 06/10/2011 - 08:01
      Enviado por: Rogerio

      Belo comentário !
      Realmente acredito que é hora dele (e de outros do mesmo naipe) , repensar um pouco na forma de fazer humor. Debochar dos outros, seja quem for, não é atitude digna de ninguém. Somos todos tolerantes até que mexam com pessoas e coisas que amamos.

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  • 04/10/2011 - 22:21
    Enviado por: Diogenes da Lantterna

    Suponhamos que um marido seja traído pela mulher, muitos sabem e inclusive êle desconfia. A mulher engravída, primeiro filho, o casal está tão radiante que dá uma festa pra comemorar, o cara é muito bacana, todo mundo gosta dele aí, chega um babaca metido a engraçado e, no meio da festa pega o microfone e diz que parabeniza o cara e emenda a pergunta, “você já desconfía de alguem? Espera nascer e ve se não parece com seus vizinhos.” O marido vai ficar tão feliz quanto o Buaiz ficou ao ouvir em rede nacional que o rafinha “comería ela e o bebê”.
    - Quanto a censura da Giselle digo que a maioría das mulheres do PT é que deveríam poder aparecer na TV sómente após as 23 hs. para não assombrar as crianças e criar traumas irreversíveis.

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    • 07/10/2011 - 10:26
      Enviado por: Carolina Marques

      E assim o sr reforça a idéia misógina de que a mulher só pode ser visível se for bela não é? O comercial da Hope ofende sim, quem luta contra estereótipos de gênero. Ou mesmo sem me ver você pode me taxar de baranga, como toda mulher que tem opinião e não gosta de ser rotulada.

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  • 05/10/2011 - 00:01
    Enviado por: Gabriel

    O problema da campanha da hope são os termos “certo” e “errado”, facilmente substituível, por “com hope” e “sem hope”. Os clichês abordados são um apelo ao(a) consumidor(a) que possa se identificar com as situações.

    Tirando o fato da pesquisa ser extremamente local, ela conclui algo óbvio:
    Pessoas são sugestionáveis.

    Humor negro existe mas deve haver uma dose, sua liberdade termina onde começa a do outro.

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  • 05/10/2011 - 11:29
    Enviado por: Fabiano Gomes

    Primeiramente… Daniel parabéns, nunca havia lido um texto seu, este foi o primeiro de muitos, linguagem clara objetiva explicativa e humilde, uma bibliográfia? Muita humildade gostei parabéns.

    Concordo com seu pensamento! Liberdade de expressão? Sim! mas a partir do momento que vivemos em uma sociedade o tanto quanto caótica, onde uma criança de 10 anos anda armada atira em professoras e amiguinhos… Sim; Eu penso que não podemos ter 100% de liberdade de expressão, esse exemplo acima é fácil de imaginar que é fácil manipular o jeito de pensar de um ser humado.

    R. Bastos é um excelente comediante, e comediante como toda profissão é preciso testes para ver se uma piada funciona, isso está claro no DVD do mesmo, e neste caso nada mais é do que uma piada, maldosa? sim! Mas é piada. É piada ? sim! mas pode influenciar.

    Um agrande abraço!

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  • 05/10/2011 - 16:06
    Enviado por: Simone

    Concordo com você Daniel, a piada não é salvo conduto para o preconceito, estamos vendo crescer uma sociedade sem ética e sem educação, isso é muito perigoso, as pessoas se dão todos os direitos, mas esquecem que também tem deveres. O respeito é um deles, devemos usá-lo todos os dias de nossas vidas, sem esquecer que, quem fala o que quer, houve o que não quer.

    Boa semana

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  • 05/10/2011 - 17:41
    Enviado por: Igor

    Na minha opnião o grande problema no que tange o humor (em alguns casos não apenas o humor) no Brasil é que estamos criando uma mentalidade de levar tudo para o lado pessoal.

    Se ouvimos uma piada sobre gordo, os que estão um pouquinho fora de forma (salientando que é o meu caso) já se sentem todos ofendidos, como no caso do comediante gordo que foi agredido por fazer uma piada sobre gordo.

    Acredito que se as pessoas parassem de levar esses comentários de humoristas tanto para o lado pessoal e entendessem que é uma PIADA e não uma ofensa dirigida especificamente para um grupo, tais casos nao teriam essa repercussao que tem nas mídias.

    Outro ponto de questionamento, por que um afrodescendente pode fazer piada sobre outro afrodescendentes e se um caucasiano o faz se torna preconceito ou no mínimo desrespeito? Não são ambos humoristas?

    Ou entao amigos por meio de brincadeira cumprimentarem-se por “oh viado” ou então “fala idiota”, isso é desrespeito ou preconceito com os homossexuais e os portadores de deficiencias mentais?
    Todos nos brasileiros fazemos piadas sobre argentinos, os ingleses sobre os franceses e vice e versa e nem por isso nenhum desses países está em guerra com o outro.

    Para finalizar, li um comentário citando Monty Phyton como exemplo de comédia que nao ofende ninguem, para os que nao conhecem eles eram os mestres do humor negro e piadas sexistas (posso falar isso com propriedade uma vez que ja assisti a todos os filmes e scrates deles), porém foi isso que fez deles os maiores comediantes da historia, junto ao Mel Brooks, outro comediante de humor negro e sexista.

    Afinal o que é o humor senão rirmos de nossos próprios defeitos e tentarmos buscar um visão divertida e engraçada para as mazelas que afligem nossa sociedade?

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  • 07/10/2011 - 11:28
    Enviado por: Diego Magalhães

    Impressionante a hipocrisia desse mundo.

    O que eu acho mais engraçado é a juventude virtual politizada tendente a teorizar coisas que não existem teorias em busca de um ideal complexo para o senso comum.

    Piada infeliz e ponto, responde pelos atos feitos e pronto! Chega desse papinho populista!

    Estamos voltando para o tempo da ditadura, entretanto, com um sério agravante, antes sabíamos que não podíamos falar, hoje somos reféns da “polícia” virtual que não tem preparação e nem competência para fundamentar o que é certo e o que é errado.

    “assim caminha a humanidade”

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  • 07/10/2011 - 15:02
    Enviado por: Angie

    “Concordo que censura prévia é um problema. Mas estabelecer limites, não necessariamente. Que falem o que quiserem, mas que respondam pelo que disserem.” ADOREI. Pensei que estava sonhando e eu tinha chegado de Pandora. Muito bom o seu texto todo. Estou sendo “malhada” pelos cools, cults que acham que “é só uma piadinha boba, tolinha”

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  • 08/10/2011 - 11:27
    Enviado por: amauri

    Só acho que é preciso ter bom senso, e eu assisto e gosto do CQC, se gosto de uma piada e acho ela inteligente, dou muita risada, se não gosto, acho uma babaquice.

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  • 11/10/2011 - 05:51
    Enviado por: Dany

    A piada de mau-gosto é um deboche que se volta contra aquele que falou,e esse “humorista” não pensou antes de falar.
    Se alguém tivesse feito uma réplica usando a mãe do mesmo,com toda certeza ele não ia gostar e poderia até partir pra cima do agressor -agressão verbal- com toda razão.
    “Quem fala o que quer,ouve o que não quer”- diz o ditado.

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  • 11/10/2011 - 05:57
    Enviado por: Dany

    Volto pra dizer que acho que estamos já tão acostumados a ouvir besteiras da boca de engraçadinhos que nem prestamos mais atenção quando eles vão longe demais.
    Foi o que aconteceu com o Rafinha Bastos,ele percebeu que tinha uma galera gostando de seu humor trash e foi em frente.Até que bateu com a cara na parede.
    Mesmo assim tem direito de voltar e continuar dizendo suas piadas,desde que pense antes de falar.Ou pelo menos se desculpe quando notar que feriu a susceptibilidade de sua audiência.

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  • 11/10/2011 - 14:39
    Enviado por: Marcelo Oliveira

    O texto é muito pobre em argumentação. Basear conclusões com base em um ou dois experimentos é no mínimo pueril. Essa historia de separar as pessoas que vao receber determinada informacao e depois tomar conclusao com isso, nao leva a nada. É mais ou menos a historia de “se vc observar que preferencialmente corta o acucar do café são as pessoas gordas” vai concluir que cortart açucar engorda. Pior do que nao ter argumentos é nao saber interpretar o basico de planejamento de experimentos e testes de validade de hipoteses. Sugiro o autor ler sobre teste de hipoteses antes de escrever parvices como as apresentadas. Em segundo lugar, o humor é o humor e ponto. Se todos grupos se sentirem no direito de reclamar acabam todas as piadas, pois em geral vao falar de portugues, de loira, de judeu.. Se uma pessoa se esforca pra ser famosa como a pseudo cantorinha citada, tem as vantagens (fama e $) e desvantagens disto (vao falar da sua vida sim. Uma solução boa pra isso é crescer e entender um pouco mais como é a vida. Enquanto ficar com essa postura infantil, vai a todas as homenagens que recebe quando falarem bem de voce (até da escola da esquina) e processa quem falar mal (so porque tem $$).

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  • 11/10/2011 - 21:37
    Enviado por: victor

    Não concordo com você. “Que falem o que querem, mas que respondam por isso…”

    Sinceramente, cala-te boca…. Ninguém tem que responder por piada.

    O que dizer de uma animação como Southpark, dos filmes do Sacha Cohen, e muitas outras fontes de humor negro?

    Não gosta? Então não assista… e pronto. Apenas poderiam protestar aqueles que têm seus nomes envolvidos (nenhum de vocês). Lógico que, quando o público possui um senso maior de crítica, a própria celebridade evita criar um conflito com os agentes da comédia.

    No final, saiu perdendo o público que gosta desse tipo de humor. Quem não gosta, pode continuar com “A praça é nossa”.

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  • 11/10/2011 - 21:52
    Enviado por: Fabio Baptista

    Muito boa a abordagem. Também escrevi um texto sobre o assunto, quem tiver interesse, por favor acompanhe:
     reflexoesdo719r.blogspot.com

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  • 13/10/2011 - 04:08
    Enviado por: Aline

    Querido Daniel Martins, é com grande alívio que li o seu texto e concordo em absolutamente tudo o que disseste. Ninguém tem o direito de dizer qualquer coisa em qualquer lugar. Isso não é censura, é EDUCAÇÃO, FINEZA, BONS MODOS e principalmente: RESPEITO, Nem todo mundo sabe separar uma piada de mau gosto da vida real e isso pode incitar pessoas à violência, ao desrespeito. A Daniele Abulquerque foi chamada de cadela pelo Rafinha, que já também incitou estupro (mesmo não tendo sido essa a sua intenção) e agora fere sentimentalmente/moralmente uma mulher grávida. Ele realmente precisa de orientação sobre os tons de algumas piadas. Se fosse uma piada comum ninguém estaria comentando desta maneira se foi correta ou não. Se está tendo tanta repercurssão é porquê não foi a maneira correta de se fazer uma piada.É isso.

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  • 06/03/2012 - 07:54
    Enviado por: Jocimar Neves Ribeiro Júnior

    O seu Texto ficou bom,mas eu queria ressaltar que o humor não pode ser totalmente contra às condições vividas hoje pela sociedade.Metafóricamente falando o humor tem que ser livre mas ao mesmo tempo deve estar sob limites, como um ditado popular mesmo diz: “Tudo que e de mais sobra ” ele resume praticamente tudo falado por mim, pois quando as anedotas começam a ferir os concentimentos incluindo o pessoal,físico e príncipalmente étnico, das pessoas,esta sim,e a parte que “sobra” no humor.

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  • Quem faz

    Quem faz

    Daniel de Barros

    Daniel de Barros é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), onde atua como coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor). Doutor em ciências e bacharel em filosofia, ambos pela USP.

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  • Roger: Porque democráticos foram os militares que tomaram o poder, não?
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