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No próximo domingo, uma nuvem de gafanhotos irá pousar na Feirinha Gastronômica da Vila Madalena. Os chapolines são pequenos gafanhotos fritos, quitute tradicional no México. Eles serão o acompanhamento do cachorro-quente servido pela chef Priscila Moretto, 34 anos, dona do restaurante Tangerine Cozinha Original, que fica na Vila Romana. Os insetos vieram na mala de uma recente viagem a Oaxaca, a 462 km da Cidade do México. Priscila trouxe grandes porções de gafanhotos em dois tamanhos (pequenos e grandes). “Lá, eles são aperitivos muito comuns, juntamente com algumas espécies de formigas e os ‘guzanos’, larvas que aparecem na agave, planta da tequila”, explica.“Eu os servi os chapolines uma vez no restaurante e poucas pessoas tiveram a coragem de comer”.

O cachorro-quente de Priscila terá queijo cheddar cremoso, guacamole, salsa picante, nachos e salsicha. Os gafanhotos fritos são opcionais. O restaurante Tangerine abre aos finais de semana (nos demais dias, Priscila trabalha como produtora de TV) e apenas mediante reservas. No dia de Feirinha Gastronômica não é preciso reservar nada. O sanduíche custa R$10 ou R$15 com os chapolines. Para uma das organizadoras da feirinha, Daniela Narciso, 41 anos, a presença de comidinhas exóticas serve para quebrar preconceitos. “O gafanhoto nada mais é do que um camarão do ar”, compara. “Será o charme do hot dog”.

Serviço:

Feirinha Gastronômica, Rua Girassol, 309, Vila Madalena, domingo, das 12h às 19h.

Restaurante Tangerine Cozinha Original – Praça Jesuíno Bandeira, 97, Vila Romana, 7765-4073 (só mediante reserva)

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Clayton de Souza/Estadão)

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Para quem acredita na teoria dos maias, o mundo acaba semana que vem. Para todos os outros, a data apocalíptica (21/12/2012) é motivo de piadas, especulações e – por que não? – festas temáticas. O Blog do Curiocidade foi atrás dos eventos curiosos que celebrarão a data na cidade e encontrou uma banda paulistana que adotou o fim do mundo como tema de um CD inteirinho. Desde 2010, o grupo Meia Dúzia de 3 ou 4 vem contando a saga do fim do mundo por meio de suas canções. O resultado vai ser apresentado ao público no dia 18 de dezembro – três dias antes do apocalipse – na Festa (Oficial) do Fim do Mundo, no Centro Cultural Rio Verde, espaço localizado na Vila Madalena.

Da esquerda para a direita: Thiago Melo, Sérgio Wontroba, Mike Reuben, Melina Mulazani, Daniel Carezzato, Marcos Mesquita.

A banda começou em 2003 como  um duo:  Thiago Melo (violão/sax) e Marcos Mesquita (baixo). Com o tempo, novos instrumentos foram sendo adicionados ao som. Hoje, o núcleo oficial do Meia Dúzia é composto por sete pessoas, apesar de o grupo já ter subido no palco com até 11 integrantes. O nome foi escolhido por Marcos. É uma expressão que era usada por dona Itália, bedel da escola dele, quando dava bronca nas crianças. “Ela costumava dizer: ‘Tem uma meia dúzia de três ou quatro alunos fazendo baderna’…”, lembra o músico.

A ideia do tema apocalíptico surgiu em 2010. A banda se comprometeu a lançar uma música com videoclipe a cada dois meses. “O objetivo foi fazer um retrato da condição em que nosso planeta se encontrava”, conta Thiago Melo. As letras complexas e sarcásticas, que tratam de temas como política, ecologia e relações conturbadas, chamam a atenção. “Pesinho na consciência”, por exemplo, fala sobre o problema ecológico. A letra da música é cheia de provocação: “Ai meu deus eu quero ficar rico / E o capitalismo ajuda a destruir o meu planeta”. “Nós fazemos crônicas musicais, é a maneira Meia Dúzia de compor”, diz Marcos Mesquita. O trabalho diferenciado rendeu parcerias em todas as faixas: Tom Zé e André Abujamra são nomes que aparecem no projeto.

Em dezembro do ano passado, as 11 faixas de “O Fim Está Próspero” já estavam prontas e, desde então, disponíveis na internet. A última delas, “365 bons motivos para o mundo acabar”, tem mais de 65 co-autores! Quem assina a faixa são internautas que contaram para a banda suas maiores angústias pré-apocalípticas. “Nós só amarramos os assuntos em blocos e formamos as estrofes”, conta Marcos. O ano de 2012 foi reservado para a produção do disco físico. Para aquecer o público, a banda lançou, em outubro, uma música bônus, “Não vou estar podendo”.

As curiosidades não param por aí. A banda, que é totalmente independente, bancou por conta própria a gravação das músicas e videoclipes, o que totalizou um gasto de R$ 36.658,00. Para ajudar nos custos do show de lançamento, o Meia Dúzia resolveu recorrer ao crowdfunding. O projeto foi inserido na plataforma online Catarse, onde os próprios fãs financiam o artista. Para atrair a atenção do público, o Meia Dúzia gravou um vídeo simulando o sequestro de André Abujamra, parceiro da banda e diretor do show de lançamento:

 

Se o projeto conseguir o financiamento de 12 mil reais até o dia da festa (18), a banda promete libertar Abujamra. Para cada valor doado ao resgate, há uma recompensa. Algumas são bem criativas: quem contribuir com 200 reais leva uma consulta astral com André Abujamra, além de ingressos da festa, CD, DVD e fotos autografadas. E se o mundo não acabar depois do lançamento do CD, o Meia Dúzia já tem três ou quatro projetos em mente. “Creio que, no ano que vem, a banda se envolva com a criação de trilhas infantis”, adianta Thiago. “Sem mais trabalhos temáticos, por enquanto” – garante Marcos. “Dá muito trabalho”.

A Festa (Oficial) do Fim do Mundo
Centro Cultural Rio Verde
Rua Belmiro Braga, 119, Vila Madalena
18/12/2012 a partir das 21h
R$ 20,00

(com colaboração de Júlia Bezerra e foto de Enoá)

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O imóvel onde funcionou a famosa Santa Pizza, na Rua Harmonia, na Vila Madalena, está com uma placa de “aluga-se” na porta há oito meses. A Santa Pizza foi criada em 2000 por Mauricio Laranjeira, proprietário do Santa Gula, restaurante que há 15 anos ocupa o mesmo endereço na Rua Fidalga, na Vila Madalena. Teve uma filial em Moema, que foi rebatizada como Forneria do Santa um mês depois da venda da unidade Vila Madalena (e da marca Santa Pizza), em 2009. “Não tínhamos colocado o restaurante à venda, pois estava indo bem”, afirma Laranjeira. “Mas achamos a oferta atraente e preferimos investir no Santa Gula, que é nosso carro-chefe.”

Os compradores foram Breno Zilber e Odival Belmonte. Eles se conheceram em um curso de gastronomia, ficaram amigos e decidiram virar sócios.

Antigo salão da Santa Pizza. Foto: Leonardo Soares/Estadão

Zilber, que trabalhava no mercado financeiro, tinha planos de morar no Canadá. Atrasou em um ano a viagem para tocar a pizzaria. “Eles fizeram mudanças no cardápio e na massa”, conta Laranjeira. O investimento foi grande, com reformas de ampliação na cozinha. “Não esperava que fossem fechar.”

Já no Canadá, Zilber administrava remotamente a sociedade com Belmonte. A Santa Pizza ocupava dois imóveis vizinhos. O proprietário de um deles decidiu aumentar o valor do aluguel em uma proporção que não agradou a nenhum dos sócios. “O aumento foi muito grande e eles optaram por desistir do negócio”, conta Laranjeira. A Forneria do Santa ainda funciona, mas não pertence mais ao grupo Santa Gula – foi vendido há um ano e meio para outros proprietários.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Parecia bom demais para ser verdade. As lojas de amostras grátis inauguradas em São Paulo em 2010 seguiam modelos de sucesso no exterior, como a SamplePlaza, na China, e a SampleU, nos Estados Unidos. O cliente cadastrado podia retirar um determinado número de produtos para experimentar, sem pagar nada, desde que preenchesse questionários avaliando os itens depois do consumo.

Não faltava procura. Mesmo assim, duas lojas de amostras grátis fecharam as portas – a Sample Central, na Rua Augusta, e o Clube da Amostra Grátis, na Vila Madalena. De acordo com Fernando Figueiredo, um dos proprietários da Sample Central no Brasil, o problema foi a falta de investimento das marcas parceiras.

As amostras eram fornecidas pelas fabricantes, que recebiam em troca questionários preenchidos pelos clientes-cobaia. No começo do negócio, diz Figueiredo, os produtos eram enviados sem que as companhias tivessem que pagar. “Era um sistema de trial, ainda não cobrávamos nada pela pesquisa”, explica. O problema aconteceu no momento em que o serviço passou a ser cobrado das empresas. “Poucas fabricantes queriam investir porque achavam que o público pesquisado era muito segmentado”, afirma Figueiredo. “Para ter uma ideia melhor do mercado, era preciso ter amostragens maiores”. O resultado foi uma queda no número de empresas parceiras.

Enquanto isto, o número de frequentadores do Sample Central só aumentava. A expectativa era de angariar 20 mil associados em um ano. Em quatro meses, no entanto, a lista de clientes já trazia 50 mil nomes. Era preciso agendar horário para frequentar o local e conhecer as amostras grátis. “Em pouco tempo, o negócio ia se tornar inviável”, conta Figueiredo. Por isso, o grupo Talkability, responsável pelo projeto, decidiu fechar a loja na Rua Augusta.

O conceito do Sample Central foi transportado para o site Amostra Click, que está em desenvolvimento e será lançado ainda em 2012.  De acordo com o empresário, a vantagem do site em relação à loja é a possibilidade de acesso em qualquer lugar do Brasil. O cliente escolhe as amostras, que serão entregues em sua casa. “Desta maneira, as empresas recebem dados da opinião de consumidores de características diversas.”

Luiz Gaeta, idealizador do Clube da Amostra Grátis, conta que foi necessária uma mudança de estratégia: “O número de assinaturas que tínhamos estava grande demais para a quantidade de produtos disponíveis para teste”, afirma. A situação só piorou quando venceu o contrato de aluguel do imóvel ocupado pelo estabelecimento. Gaeta não encontrou um imóvel adequado para o novo endereço, o que resultou no encerramento das atividades da loja física em março.

Mesmo sem um endereço, o Clube da Amostra Grátis não deixou de existir. Pelo menos, é o que afirma Gaeta. “Ainda estamos enviando produtos a alguns usuários cadastrados, de forma gratuita, mas de acordo com seu perfil de consumidor”, diz. “Assim, atingimos diretamente o público-alvo das empresas”. Gaeta afirma que está em desenvolvimento um site para que sejam efetuados novos cadastros. Desta vez, tudo será gratuito – antes, era preciso pagar uma anuidade de R$ 50. O proprietário garante que esta taxa foi restituída a quem não pôde retirar produtos depois que a loja física fechou.

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Nilani Goettems/AE)

 

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A escola Perestroika, fundada em 2007 na cidade de Porto Alegre, acaba de abrir as portas da unidade paulistana, que fica no Centro Cultural b_arco, no bairro de Pinheiros. O objetivo é promover cursos livres dos temas mais diversos (de música a empreendedorismo, passando por medicina e gastronomia), com o diferencial de sempre explorar a criatividade, fugindo do padrão brasileiro de educação.

Na próxima segunda-feira, 2 de abril, a unidade de São Paulo inaugura seu primeiro curso na área gastronômica. Serão 10 aulas ministradas por 14 diferentes professores, que abordarão temas como crítica gastronômica, comércio e gastronomia líquida. O curioso é que os participantes do Food Experience sairão dos encontros sem uma única receita passo-a-passo. Como sugere o nome, o curso preza mais pela experiência do que pela teoria. “Em nossas salas de aula, as pessoas são recebidas com bebidas e aperitivos, deixando o ambiente descontraído”, conta Mariana Gutheil, responsável pela unidade. “Além disso, quase todas as aulas terão uma surpresa preparada para a turma, que a gente internamente chama de treco”.

Um dos “trecos” mais bem sucedidos da edição anterior do Food Experience, em Porto Alegre, aconteceu na aula de baixa gastronomia. “Nós montamos um boteco de verdade na sala de aula, com direito a até barril de chope”, conta Mariana. A aula no boteco não está prevista para o curso de São Paulo, mas os organizadores garantem que há muitos “trecos” à espera dos novos alunos. Diogo Carvalho, idealizador do curso, adianta alguns deles: “Alex Atala levará a turma a seu restaurante, D.O.M., e é lá dentro que ele vai explicar a rotina dos chefs da alta gastronomia”. No dia da aula de Ricardo Garrido, que vai falar sobre a construção de marcas no ambiente gastronômico, o ambiente será um boteco da Vila Madalena. “Minha aula é fora da cozinha: vou abordar gestão de pessoas e atendimento, focando no interesse da turma e estimulando debates”, adianta Garrido.

Aula na edição do Food Experience em Porto Alegre

Aula na edição do Food Experience em Porto Alegre

Para o segundo semestre, a escola investe na produção do Behind the Music. O curso fez tanto sucesso em Porto Alegre que os paulistanos já formaram uma lista de espera. Entre os professores da última edição estavam o músico Lobão e o rapper Emicida, que discutiram temas como o mercado da música independente e as frentes profissionais do músico brasileiro. Quem quiser entrar na fila e receber informações exclusivas sobre o curso em São Paulo só precisa mandar um e-mail para musicasp@perestroika.com.br. O programa não deve ser o mesmo que foi apresentado aos gaúchos,  mas o curso não vai fugir de sua proposta original.

Os interessados nos cursos podem se inscrever diretamente no site da escola. É de praxe que, antes de concluída a inscrição, a Perestroika entre em contato com o futuro aluno. Faz parte da metodologia deles conhecer o perfil de suas turmas e orientar o público quanto a seus interesses e aptidões. O valor cobrado para os que quiserem vivenciar o Food Experience é um tanto salgado - R$ 5.394,00, que podem ser parcelados em seis vezes.

Serviço:
Perestroika
Centro Cultural b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426
(11) 8259-0582

(Com colaboração de Júlia Bezerra e fotos de Gabriela Guez)

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Uma obra um tanto estranha começou a ser feita no final do ano passado na Avenida das Corujas, na Vila Beatriz, zona Oeste de São Paulo, e só agora ficou pronta. Foram criados, no meio da rua, canteiros que afunilam a pista e dificultam a passagem dos carros. À noite, como a rua é mal iluminada, os tais canteiros se tornam perigosos para os motoristas, pois não há qualquer tipo de sinalização. Os canteiros foram colocados num trecho que vai da rua Pascoal Vita até o final da Praça Dolores Ibarruri.

As modificações irritaram os moradores da Rua Natingui, paralela à Avenida das Corujas. De acordo com Flávio José Soares, secretário da Associação de Moradores da Rua Natingui, os canteiros atrapalham a circulação de carros pela via, que é de mão-dupla. “Já era difícil dois carros passarem lado a lado, pois a rua é muito estreita”, diz Soares. “Agora, fica quase impossível circular pela Avenida das Corujas”. Com a reforma, Soares afirma que o trânsito na Rua Natingui piorou, já que a Avenida das Corujas deveria ser um atalho para a Rua Pascoal Vita.

Obra em janeiro, ainda em fase de demarcação (Foto: Flávio Soares)

De acordo com a CET, o objetivo da obra é mesmo desencorajar o trânsito de passagem na via. A assessoria de imprensa do órgão informou que os canteiros ajudarão a “tornar compatível a velocidade dos veículos àquela regulamentada para a via (30 km/h)” e que a solicitação partiu de moradores da região em 2010. A mão-dupla de circulação será mantida normalmente. Outro motivo dado pela CET é a melhora nas condições de absorção da água da chuva, já que há um córrego entre a avenida e a Praça Dolores Ibarruri.

Para os membros da Associação de Moradores da Rua Natingui, os bloqueios foram implantados para favorecer moradores poderosos da região. Soares afirma que “um ex-ministro tem casa na Avenida das Corujas”, mas não sabe dizer o nome dele. Também acusa a Prefeitura de executar o projeto para benefício de um edifício comercial que está sendo construído na Rua Pascoal Vita. “A esquina com a Avenida das Corujas vai ficar tranquila para eles, enquanto a Natingui fica esse inferno”, reclama.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Muitas novidades para os clientes do Pitanga, tradicional restaurante da Vila Madalena. A casa está com dono (e chef) novo, sofreu mudanças no cardápio e, há um mês, passou a abrir durante a noite. Enquanto no almoço ainda funciona apenas o serviço de bufê, o menu noturno é composto por pratos à la carte.

O novo chef e proprietário da casa é o paulistano Rodrigo Tambelli, formado em Educação Física e com mestrado em Fisiologia Humana. Tambelli tinha como hobby cozinhar em festas de família. “Em 2007, decidi dar uma reviravolta em minha vida e mudar de área”, conta o cozinheiro, que tem o Pitanga como primeiro empreendimento.

“Meu namoro com o Pitanga começou em fevereiro do ano passado”, diz Tambelli. Na época, o chef procurava um estabelecimento para entrar como sócio. Um amigo em comum deu a notícia de que Gilberto Geronimo Oller, o “Peninha”, dono do Pitanga, estava querendo dedicar mais tempo à paixão que tem pelo cinema. “Entrei na sociedade e, desde dezembro, estou sozinho no negócio”.

Tambelli pretende manter o cardápio contemporâneo do Pitanga, que também tem inspirações mediterrâneas. No bufê, os pratos são sazonais, para manter o frescor dos ingredientes. Os pratos à la carte, servidos durante a noite, são todos criados por ele e serão atualizados a cada três meses. O atendimento noturno ainda não foi divulgado. Por enquanto, o movimento consiste principalmente em amigos e clientes fiéis da casa. “Estou aproveitando o movimento leve do soft opening para treinar meus funcionários”, diz Tambelli. “O serviço à la carte é totalmente diferente do oferecido em bufês”.

Serviço
Pitanga
R. Original, 162, Vila Madalena, 3816-2964

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Epitácio Pessoa/AE)

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Heloisa Bacellar, proprietária do restaurante e da loja Lá da Venda, publicou no ano passado um almanaque à moda antiga. Cheio de receitas, passatempos e curiosidades, o livrinho era baseado nos antigos almanaques anuais, como o Tico-Tico e o Eu Sei Tudo. Deu tão certo que Heloisa acaba de lançar a versão 2012 so Almanaque Lá da Venda.

Com 54 páginas, o volume tem de tudo: 13 receitas de cozinha, guia com nomes de rios brasileiros e manual de como dobrar um aviãozinho de papel. A cada início de mês, a página de calendário contém uma curiosidade, ditado popular ou dica doméstica. Você sabia, por exemplo, que espalhar pó de café coado pelos cantos da cozinha ajuda a afastar formigas? A dica está na página dedicada ao mês de fevereiro.

A proprietária do restaurante da Vila Madalena já tem quatro livros de gastronomia publicados. É ela quem faz a maior parte do conteúdo do almanaque. “É um jeito nostálgico de obter informação”, diz Heloisa, que tem em uma coleção de cerca de 50 exemplares das clássicas revistas. As únicas partes feitas por outras pessoas são a história do Curupira, por Mouzar Benedito, e o horóscopo, de Barbara Abramo. O projeto gráfico é de Didiana Prata. “Para esse ano, deixamos o Almanaque ainda mais atraente”, diz Heloisa. Entre os textos, há receitas patrocinadas por marcas de produtos culinários. “No ano passado, o investimento foi quase todo meu”, conta. O almanaque, com tiragem de 2 mil exemplares, é dado como brinde aos clientes que fizerem compras acima de R$ 100,00. O preço avulso da edição 2012 é de R$ 5,00.

Serviço:
Lá da Venda
R. Harmonia, 161, Vila Madalena, 3037-7702

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