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Ivan Delmanto, Fernanda Faria, Ligia Marina e Carmen Pinheiro,  quatro alunos do curso de Artes Cênicas da USP – fundaram o grupo artístico II Trupe de Choque em 2000. A companhia estreia amanhã, dia 10,  um novo espetáculo:  Ensaio em Detritos. Ele irá  acontecer duas vezes por semana, gratuitamente, no Hospital Psiquiátrico Pinel, em Pirituba. O II Trupe de Choque já se apresentou numa usina de compostagem de lixo na Zona Leste da cidade, onde o público era, na maioria, de catadores de lixo. “Sempre quisemos atingir um público próximo às margens da sociedade”, afirma Delmanto. No Pinel, a Trupe está desde 2008, quando exibiu a peça Corpos Acumulados.

Junto aos 14 atores do projeto, dez pessoas podem se cadastrar e, gratuitamente, entrar em cena. Desde os exercícios de aquecimento até a atuação ou direção, a participação dos visitantes é sempre encorajada. “Tem gente que só observa, mas depois fica com vontade de entrar e acaba dirigindo uma cena, controlando a iluminação ou até mesmo interpretando”, conta Delmanto. Estão disponíveis instrumentos musicais para que os participantes criem suas próprias trilhas sonoras.

As intervenções tomam conta de espaços do Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Pinel, que ocupa a área desde 1929. “O lugar é muito grande e tem vários pontos abandonados que usamos como palco”, afirma Delmanto. O grupo percorre o hospital durante as mudanças de cena, passando por pacientes, que às vezes tomam parte na produção. “Eles têm que se sentir à vontade. Afinal, estamos na casa deles”.

É a segunda edição do “Ensaio em Detritos”. No ano passado, o experimento durou dois meses, mas a versão de 2012 vai até novembro. Para participar dos encontros, é preciso fazer reserva pelo e-mail 2trupedechoque@gmail.com. O grupo oferece transporte gratuito a partir da estação Barra Funda do Metrô.

 Serviço:
II Trupe de Choque
Av. Raimundo Pereira de Magalhães, 5.214, Hospital Psiquiátrico Pinel, 2368-7921
sex. 17h/22h e sáb. 16h/22h.

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O Teatro Grande Otelo abre as portas para o público neste sábado, com o espetáculo infantil “T-Rex – Um Dinossauro na Amazônia”. Depois, no dia 5 de novembro, o público adulto ganhará a montagem da comédia “AíPod”. O Grande Otelo é o mais novo teatro da cidade – e também um dos maiores. Tem 734 lugares. A inauguração para os convidados aconteceu no feriado de 12 de outubro. A cantora Luciana Mello foi a primeira a se apresentar no palco reformado.

O Teatro Grande Otelo faz parte do Colégio Salesiano Liceu Coração de Jesus, nos Campos Elíseos. “O ator Grande Otelo foi aluno do colégio em 1938″, diz o padre Benedito Spinoza, diretor do colégio. “Ele se apresentou nesse palco com os colegas de turma”. Em 2009, o espaço começou a ser reformado em parceria com o Programa Foco. “A presença dos salesianos nos Campos Elíseos já tem 130 anos”, contabiliza. “Esse teatro sempre dialogou culturalmente com a região. Mas o ambiente ao nosso redor mudou muito e a interação com o bairro sofreu modificações. Por isso, entramos num movimento de retomada”.

Antes da reforma, o teatro era utilizado somente pelos alunos do colégio. Agora, ele ganhou uma gestão profissional e está apto a receber peças de companhias distintas. A bilheteria fica dentro de um café e há estacionamento interno exclusivo para o público. Luciano Mattos, gerente do Grupo Foco e gestor cultural do Teatro Grande Otelo, conta que a parte mais trabalhosa foi lidar com a burocracia.”O prédio é tombado”, explica. “Não pudemos mexer na arquitetura, na estrutura. Levou um tempo para conseguirmos as autorizações”.

O padre Benedito afirma que os alunos do colégio continuarão usando o teatro nos horários em que não haja espetáculos programados. “Queremos oferecer cursos e oficinas de teatro”, diz. Os alunos do Liceu também têm direito a descontos de 50% a 70% na bilheteria do teatro.

Serviço:
Teatro Grande Otelo
Al. Nothmann, 233, Campos Elíseos, 3221 – 9878. Estacionamento interno, entrada pela Al. Dino Bueno, 353. R$15

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)

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Um ano e dois meses e R$ 7,6 milhões depois, o Teatro Sérgio Cardoso foi reaberto ao público no último dia 9. Com a reforma, o espaço ganhou novas instalações elétrica, hidráulica e de esgoto, além de sistemas de exaustão e climatização. A cobertura do prédio, que apresentava infiltrações, também passou por uma restauração. A ardósia da entrada foi substituída por granito e o bar, ampliado.

Dentro das salas de espetáculo, as mudanças foram a reconstrução do piso e novas coberturas de carpete. Mas foram feitas também alterações para melhorar a assessibilidade do teatro: elevadores e rampas novas para atender aos portadores de deficiência física, além de quinze poltronas com pontos para fones de ouvido para que deficientes visuais possam acompanhar os espetáculos por meio de audiodescrição.

Tudo isso foi bastante divulgado. O que pouco se falou é que o teatro ganhou cinco assentos destinados a pessoas obesas. São 51 centímetros de largura, contra 46 das cadeiras comuns. A Secretaria de Estado da Cultura explica que a medida “faz parte da política da Secretaria de, gradualmente, dotar os equipamentos públicos culturais de condições ideais de acessibilidade”. No entanto, a Secretaria informou também que “até agora, não houve procura específica por esses lugares no teatro”.  É que, além de pouco divulgadas, as cadeiras ficam no fundo da plateia. Por que as cadeiras maiores não puderam ficar mais à frente? A Secretaria explica apenas que “os espaços disponíveis e tecnicamente viáveis para a instalação dos assentos maiores ficavam na parte traseira”.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Nilton Fukuda/AE)

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Apesar de não fazerem parte do elenco, duas cadelinhas têm chamado a atenção nas fotos de divulgação e do programa da peça A Escola do Escândalo, que está em cartaz no Teatro Raul Cortez. Pintadas de rosa e azul, as poodles Tati, de 8 anos, e Mel, de 6, foram alugadas especialmente para as fotos da peça – feitas para a temporada carioca do espetáculo e reutilizadas agora em São Paulo.

A ideia foi de Gringo Cardia, programador visual da produção. Quem providenciou as estrelas coloridas de quatro patas foi Flávia Schelder, proprietária da Produtora Pet Arte – Animais Atores. Ela disponibiliza animais para filmes, novelas, comerciais, programas de televisão e ensaios fotográficos. Mora em uma casa com 2.100 m² de terreno no bairro de Vargem Grande, no Rio de Janeiro, na companhia de 28 cachorros, 12 gatos, 40 ratos, uma arara canindé, uma jandaia, um coelho e uma égua. Lá também funciona um hotel para animais. O Blog do Curiocidade conversou com Flávia por telefone para saber como foi a preparação de Mel e Tati para o trabalho.

As cachorras já eram coloridas ou foram pintadas para a peça?
Foram pintadas especialmente para esse trabalho. A gente pode pintar qualquer animal branco com tintura especial para animais, mas não é tão simples. Em algumas pelagens, a cor pega muito bem. Em outras, nem tanto. Além disso, é difícil encontrar um poodle branco com pelo grande, com corte de madame no Rio de Janeiro, onde faz muito calor.

A tinta demora muito para sair?
Depois do segundo banho, já não tem mais nada.

Quanto tempo demorou o ensaio?
Foram duas,  três horas. A gente procura animais que curtam o trabalho. Eles têm que se divertir, não se estressar.

Foi a primeira vez que a Mel foi pintada de azul?
Não. Ela já apareceu com essa cor na série Batendo Ponto, da Globo. Também já fez um trabalho de rosa, no programa Zorra Total.

Ela é sua?
Sim, mora comigo. Ela foi encontrada na rua pelo vizinho de uma amiga, que me deu de presente. Mas a cachorra estava cheia de sarnas e infecções. Ela era muito agressiva por causa do trauma de ter sido maltratada. Demorei dois anos para recuperar a pelagem dela e mudar o temperamento. Hoje ela é muito meiga, carinhosa e brincalhona.

Como você encontrou a segunda cachorra para as fotos?
A Tati é de uma cliente de hospedagem. Quando a dona viaja, ela fica comigo. A Tati nunca tinha feito nenhum trabalho parecido, mas a dona aceitou quando fiz o convite. Ela ficou no colo da Maria Padilha o tempo todo, superquietinha. A Mel é mais agitada, deu trabalho.

Serviço:
A Escola do Escândalo – Teatro Raul Cortez. R. Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista. Sexta, às 21h30; sábado, às 21h; domingo, às 18h. Ingressos: R$ 80. Até 18 de setembro.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Márcia Ramalho/Divulgação)

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A atriz Alexandra Golik, da companhia  Le Plat Du Jour, está inaugurando um novo teatro em Perdizes: o Viradalata. Depois de muito mistério, finalmente ela anunciou a data de inauguração: próxima sexta-feira, dia 1º de julho. A primeira peça será Mamy, escrita e dirigida por Alexandra, que também cuidou da cenografia e faz parte do elenco. Ao contrário dos espetáculos do Le Plat, que são infantis, Mamy foi escrita para adultos. Fala sobre relações familiares, e tem censura de 16 anos. No dia seguinte, acontecerá a reestreia do espetáculo infantil Medinho Medão, com texto, direção e cenário de Alexandra. No dia 6, outra reestreia: Sequestro, uma peça para adultos também escrita por Alexandra em 2003. No entanto, ainda há o risco de atraso na inauguração. Alexandra conta que descobriu na segunda um pequeno problema com a obra. “Estamos trabalhando para manter a data”, afirma. “Estou achando que vai dar”. A atriz conversou com o Blog do Curiocidade sobre essa nova fase de sua carreira:

(Foto: Marcos Mendes / AE)

Você vai cuidar da administração do teatro, da coordenação artística, da direção e da cenografia de espetáculos. Ah… e ainda vai continuar atuando. Qual é o truque?
Olha, eu estou ficando bem louca. Esse é o truque. Trabalhar da hora em que acordo até a hora que vou dormir. Tomara que dê certo, tem que dar. Estou muito nervosa, uma pilha, porque achei que estava tudo nos conformes. Mas eu estou achando que vai dar para inaugurar na sexta.

Você vai continuar atuando no Le Plat de Jour? Não existe risco de os horários e as datas das peças coincidirem?
O Le Plat de Jour está a mil, direto em cartaz. Estamos com uma temporada no Teatro Folha, e a peça termina às 17h40. E o Medinho Medão começa às 16h no Viradalata, mas eu não atuo. Sempre dá para dar um jeito, dificilmente vai coincidir. Se acontecer, temos atrizes de stand-in. O que importa é manter a qualidade artística dos espetáculos.

A Carla Candiotto, sua parceira no Le Plat, terá uma cadeira especial no Viradalata?
Com certeza! Ela achou legal a minha ideia, mas disse que eu sou louca. Todo mundo diz que eu sou louca, aliás. E sou mesmo. Foi muito dinheiro investido. Tive que me desfazer de alguns bens, vender uma casa. Ainda bem que tive a ajuda da Vanda Varella. Ela é minha dentista, e agora é também minha sócia no Viradalata. Fora os gastos, também tem o empenho, o trabalho. Se um banheiro em reforma dentro de casa já é um inferno, imagine o que é construir um teatro…

Mas essa etapa de obras vai continuar, pois o teatro não está pronto ainda. Como será o andamento das obras com o teatro funcionando?
A área que ficou pronta tem 100 lugares. Em novembro, vamos concluir a outra parte e a capacidade será de 350 pessoas. Até lá, vamos contar com um acesso provisório. As pessoas vão ver uns tapumes até chegarem ao teatro. Enquanto isso, a obra vai seguindo. Nunca nos horários dos espetáculos, obviamente.

Qual é a razão do nome “Viradalata”?
Eu tenho 28 cachorros, todos vira-latas. Três ficam na minha casa. Os outros ficam em um sítio só para eles, com canil e caseiro, em Itapecerica da Serra. É uma homenagem para eles, mas o nome do teatro também tem “virada”, uma coisa muito importante para o artista.

Viradalata; Rua Apinajés, 1387, Perdizes; 3868-2535

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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