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Curiocidade

Ninguém se assusta com doces feitos de cenoura, abóbora, milho ou batata doce, certo? Mas procure falar em abobrinha, pepino, berinjela… Legumes estão entrando para os cardápios de restaurantes e sorveterias.  “Não sei quem foi que falou que esses legumes só servem para pratos salgados”, brada o chef André Mifano, dono do restaurante italiano Vito. O seu bolo de abobrinha (R$19) está no menu desde que a casa foi inaugurada em 2008. “A abobrinha causa um efeito interessante na massa, que é adicionar umidade”, explica. “Como ela tem muita água, o bolo fica bem mais alto e mais bonito”. A receita é italiana.


Bolo de abobrinha do Vito (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)

Também da Itália veio a inspiração para o recém-inaugurado Mimo. A sobremesa “Consommé de Pêssego” mistura pepino, cenoura e azeite com morango, banana, pêssego, sorvete de maçã verde e manjericão (R$16).  O chef Volney Ferreira morou na Itália por 10 anos e retornou ao Brasil no ano passado. “Achava que o brasileiro só gostasse de doces bem doces e quase não a coloquei no cardápio”, admite.

A sorveteria carioca Mil Frutas, com duas unidades em São Paulo, oferece até junho os chamados sabores “especiais da temporada”. São três sabores que entram nessa lista: Celeiro (cenoura, maçã, limão e gengibre) , Suco Verde (couve, aipo, maçã, gengibre e pepino) e Pepino com hortelã (uma bola, R$ 10). “Como nosso lema é ‘sorvete saudável’, nós gostamos de misturar frutas e legumes”, explica Renata Saboya, uma das sócias.

No caso da chef Helena Rizzo, dona do Maní, a inspiração para a sobremesa mais radical de todas – “Da Lama Ao Caos”, que leva doce de berinjela defumada – veio da música homônima da banda Nação Zumbi, lançada em 1994. “Comecei tudo a partir da berinjela e os outros ingredientes vieram com o tempo”, conta. “A sobremesa tem o visual e, principalmente, o cheiro do mangue”. Os garçons do Maní explicam aos clientes que perguntam sobre o doce que se trata de uma “sobremesa difícil”.


A sobremesa do Maní foi inspirada em música da banda Nação Zumbi (Foto: Divulgação)

Confira o roteiro das novas sobremesas com legumes de São Paulo:

Vito:
O Bolo de Abobrinha é servido com mascarpone, azeite de oliva e limão siciliano (R$19) - Rua Isabel de Castela, 529, Pinheiros, 3032-1469.

Mil Frutas: Os sabores Celeiro, Suco Verde e Pepino com hortelã ficam fixos até junho (uma bola, R$10) – Shopping Cidade Jardim, Avenida Magalhães de Castro, 12100,  Jardim Panorama, 3552-5900; e Shopping Iguatemi, Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232 , Jardins, 3034-5879.

Maní: A sobremesa “Da Lama Ao Caos” leva doce de berinjela defumada, coalhada de leite de cabra, lima da Pérsia, gelatina de flor de laranjeira, pistaches caramelados, crocante de massa Kinef e sorvete de gergelim preto (R$22) – Rua Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, 3085-4148.

Mimo: O Consommé de Pêssego utiliza pão de ló com azeite de oliva, sorvete de maçã verde com manjericão e legumes e frutas picados (R$16) - Rua Caconde, 118 , Jardim Paulista, 3052-2517.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian)

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Os números da Associação Brasileira de Franchising mostram um incrível crescimento nas franquias de redes de frozen yogurt de um ano para cá. Agora são 23 marcas espalhadas pelo país, seis delas com origem em São Paulo.  Só que, curiosamente, os negócios não vão tão bem para todas. Em São Paulo, várias lojas fecharam as portas nos últimos meses – a maioria delas instaladas em ruas. A Yogurberry e a Zebra Zero, ambas na Alameda Lorena; a Taugurt, da Dr. Homem de Mello, em Perdizes; a Greenberry, na Augusta; e a Froá, na Fradique Coutinho, em Pinheiros, são alguns exemplos de sorveterias que fecharam as portas.  A rede Blueberry, que tinha loja na Rua Wisard, na Vila Madalena, e um quiosque no shopping Center 3, encerrou as atividades.

A Zebra Zero ainda mantém lojas na Rua Frei Caneca e no Brascan Open Mall, no Itaim Bibi. Pérola Duprat, tia do proprietário da marca, Renato Duprat, era responsável pela loja que fechou. “Se chovesse, ninguém passava por ali”, afirma. “Além disso, o aluguel era muito caro. No shopping do Itaim, o cinema atrai clientes para o estabelecimento”.

A rede coreana Yogurberry, uma das pioneiras da cidade, fechou a unidade na Lorena e, de acordo com um funcionário da loja da marca no Shopping Anália Franco, as vendas já não são tão boas quanto no início. “Mesmo em um centro de movimento, como um shopping, ouvi dizer que estamos vendendo o ponto”, conta um funcionário. “O boom do frozen já passou.” Não é o que pensa Maurício Jikal, diretor da franquia americana Tutti-Frutti. “O problema é que, com a moda, foram abertas lojas sem estrutura, em pontos inadequados.” A rede tem 12 unidades na capital, todas em shoppings. Até o final do ano, será inaugurada uma Tutti-Frutti no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A moda veio com uma força tão grande que alguns shoppings contam hoje com duas ou até três lojas do produto (sem falar ainda dos centros comerciais com os restaurante America, que também oferecem o gelado no cardápio). É difícil imaginar que todas conseguirão resistir, pois calcula-se que o movimento tenha caído em 30%. No Shopping Eldorado, o quiosque Yogolove perdeu o braço de ferro para a Yogurberry, por exemplo.

Na década de 1980, uma rede americana de frozen yogurt se instalou nos shoppings Iguatemi e Eldorado, em São Paulo, e não teve êxito. A volta do fenômeno se deu no verão de 2007 no Rio de Janeiro. Mas a queda de movimento também se dá por lá.  Das 35 lojas da Yogoberry, uma das pioneiras na capital fluminense, sobreviveram 22.

Mesmo parecendo que investir em novas lojas pode ser uma fria, a rede Myberry – que conta com seis lojas em São Paulo – se prepara para inaugurar nos próximos dias mais uma filial na Rua Tito, na Lapa.

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Felipe Rau/Estadão)

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O nissei Mike Jun Ogawa trabalhava como artista 3D em uma agência de publicidade. Até que, um belo dia, decidiu aplicar seus conhecimentos artísticos na criação de bolos imitando personagens animados orientais. Em julho, ele estreou a Kyarameru (leitura japonesa para a palavra caramel), empresa dedicada à elaboração de doces sob encomenda.

Pasta americana ou chocolate modelado formam os contornos de animais ou pessoas que aparecem nos desenhos. Os bolos de aniversário são baseados em personagens famosos, como Totoro (mascote do filme “Meu Amigo Totoro”) e Haku, o dragão de  ”A Viagem de Chihiro” (foto acima). Para ganhar o formato, o bolo é montado ao redor de uma estrutura de madeira. “Encapamos tudo, para que não haja contato direto da madeira com o alimento”, garante Ogawa. Além de bolos, também é possível colocar desenhos em rocamboles, cuja massa é elaborada na cor do personagem representado. O que imita Totoro, por exemplo, é cinza e tem os olhos da mascote.

“A gente percebe como uma pessoa fica contente ao ter um bolo de aniversário com o tema do desenho que ela tanto adora”, afirma Ogawa. Sob encomenda (a partir de R$ 90, o quilo), o artista também pode elaborar doces baseados em alguns personagens de fora da terra do Sol nascente, como o coelho de “Alice no País das Maravilhas”.

Serviço:
7052-0451
contato@kyarameru.com.br

(Com colaboração de Míriam Castro)

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‘Marmalade’ não é marmelada. O doce britânico não é feito com marmelos, mas com laranjas amargas. Ele também é diferente dos doces de laranja brasileiros. “No Brasil, usam o bagaço da laranja para conseguir um doce transparente, enquanto eu combino o suco e a casca.” Quem explica, com sotaque carregado, é Phyllis Birkinshaw, de 82 anos. Ela nasceu em São Paulo, mas cresceu em meio aos imigrantes britânicos da cidade. Seus pais vieram do Reino Unido ainda crianças e se casaram por aqui. Sempre falaram inglês dentro de casa, hábito que Phyllis manteve com seus filhos e netos. “Não sei falar em português com meus filhos”, afirma. “Nasci no Brasil, mas fui criada como inglesa.”

A inglesa faz doces, geleias e conservas artesanais e os vende em bazares da Catedral Anglicana de São Paulo, em Santo Amaro. Entre as receitas, está a marmelade, que é consumida no café da manhã e no chá da tarde dos ingleses. As geleias são feitas de acordo com as frutas da época, mas duas conservas salgadas não podem faltar: bread and butter pickles (picles agridoce com pepino, cebolas e pimentão) e mango chutney (manga condimentada). “Estes itens fazem parte do dia a dia dos ingleses, sempre me pedem mais”, conta a quituteira.

Ela não faz doces sob encomenda. “Com a minha idade, fica difícil atender a pedidos de clientes”, afirma Phyllis. “Só faço as conservas para amigos próximos e para a igreja.” Nas quermesses dos anglicanos, cada pote custa por volta de R$ 10. O dinheiro é todo revertido às obras de caridade da catedral, onde a britânica trabalha durante a semana.

Outra maneira de consumir um doce fabricado por Phyllis é visitar a Maison de Marie, em Pinheiros. Na doceria, a chef Luiza Teppet usa, no recheio dos macarons de limão, o ‘lemon curd’ fabricado pela inglesa. A receita, que leva açúcar, ovos e limão, é uma das mais populares nos bazares da Catedral Anglicana.

Serviço:
Catedral Anglicana de São Paulo
Rua Comendador Elias Zarzur, 1.239, Santo Amaro, 5686-2180

Maison de Marie
Av. Brigadeiro Faria Lima, 272, 2338-9380

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Werther Santana/AE)

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Mille-feuille, ou mil-folhas, é um tradicional doce francês criado no século 17. Três camadas de massa folhada fina são recheadas com creme de confeiteiro, formando um pequeno bolo. Em algumas partes da França e de Portugal, ele é chamado de “Napoleão”, em homenagem ao ex-imperador francês.

O mil-folhas da Dolce Vita Doces Finos (Foto: Helvio Romero/AE)

O mil-folhas é um doce considerado difícil. A parte mais complicada do processo é a confecção das placas folhadas: para conseguir as camadas, o confeiteiro faz uma verdadeira malhação. “Preciso dobrar a massa e passar manteiga na mistura constantemente” , conta Juliana Roberta da Silva, proprietária da Dolce Vita.

Para Juliana, o doce francês faz parte da categoria “ame ou odeie”. “Não é todo mundo que gosta de massa folhada, mas é o doce preferido de algumas pessoas”, afirma. A versão da Dolce Vita leva um creme cuja receita é da família da chef. Vendida apenas sob encomenda, a delícia custa R$ 45, o quilo, ou R$ 3,90, o pedaço individual.

Confira um roteiro com outros endereços para comer mil-folhas em São Paulo:

Amorim Cheri. A doceria inaugurada no fim do ano passado tem em meio ao extenso cardápio de sobremesas um mil-folhas de baunilha, que é recheado com frutas vermelhas e custa R$ 15. R. Augusta, 2.321, Jd. Paulista, 3061-3283.

Boulangerie Mercure. O Sofitel, na Vila Clementino, mudou o nome para Mercure Grand Hotel Parque do Ibirapuera. Mas o mil-folhas de baunilha (R$ 10) continua sendo o maior atrativo da boulangerie do hotel. Av. Sena Madureira, 1.355, V. Clementino, 3201-0888.

Brunella (Foto: Divulgação)

Brunella. O pedaço da torta mil-folhas, que é vendida desde a época da inauguração da rede, em 1967, custa R$ 8. R. Abílio Soares, 931, Paraíso, 3884-7434.

Cedro do Líbano. Nos sabores nozes, nozes com damasco ou pistache, o mil-folhas é servido há dois anos na casa. O doce, que custa R$ 4,90, leva essência de flor de laranjeira e água de rosas. R. Pamplona, 1.701, Jd. Paulista, 3887-3546.

Di Cunto. Fundada em 1935, a tradicional rotisseria da Mooca tem uma grande variedade de doces em seus mostruários. Entre eles, está o mil-folhas, que custa R$ 5,50 e é coberto por açúcar de confeiteiro. R. Borges de Figueiredo, 61, Mooca, 2081-7100.

Dolce Vita. 8686-4994.

Douce France. Carro-chefe da pâtisserie, o mil-folhas (R$ 10,50)  é composto por três camadas de massa folhada e creme de baunilha. Al. Jaú, 554, Jd. Paulista, 3262-3542.

Jelly Bread.  O mil-folhas caramelado, com recheio de creme de banana e creme de confeiteiro (R$ 10,90), foi criado pela chef Amanda Lopes virou o carro-chefe da nova casa dos mesmos donos do restaurante Girarrostro. O doce é montado na hora do pedido e leva três minutos para ficar pronto. Av. Cidade Jardim, 60, Jardins, 3062-6000.

Kaá. Os pratos do chef francês Pascal Valero chamam a atenção, mas o que importa mesmo é a sobremesa. O mil-folhas, que custa R$ 18,50, é feito com uma mistura de doce de leite e creme de baunilha. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 279, Itaim Bibi, 3045-0043.

La Pâtisserie. O espaço dedicado à confeitaria em meio ao restaurante All Seasons oferece um mil-folhas tradicional (R$ 8), recheado com creme de baunilha. Al. Santos, 85, Jd. Paulista, 2627-1336.

L’Entrecôte de Paris. Só é servido um prato principal no restaurante: entrecôte acompanhado por batatas fritas. Pelo menos, existem mais opções de sobremesas. Apesar de o carro-chefe ser o profiterole, o mil-folhas (R$ 16,80) faz sucesso com seu recheio de doce de leite. R. Pedroso Alvarenga, 1.135, Itaim Bibi, 3040-7732.

Marie Madeleine (Foto: Divulgação)

Marie-Madeleine. As três camadas de massa folhada invertida – que, a loja garante, é mais leve e aerada – são alternadas com creme de confeiteiro à base de fava de baunilha. São dois tamanhos: normal (R$ 14,50) e mini (R$ 4,50). R. Afonso Braz, 511, V. Nova Conceição, 2387-0019.

Monet. Criado pelo chef patissier Emerson Pina, o mil-folhas é o carro-chefe do cardápio de doces da casa. As camadas de massa são cobertas por doce de leite quente e crocante de frutas secas. O quitute custa R$ 16 e serve duas pessoas. R. Fradique Coutinho, 37, Pinheiros, 3032-7403.

Tera’s Café. A massa folhada de produção própria é intercalada com creme de baunilha e chantilly. Açúcar de confeiteiro é polvilhado sobre o conjunto, que sai por R$ 3 e é vendido às terças e quintas-feiras ou sob encomenda. Av. Dos Remédios, 716, V. dos Remédios, 3621-2210.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Goiaba e queijo como prato principal? Bem, é quase isso. O filé mignon, aromatizado com alecrim e vinho tinto, vem coberto por um molho feito de goiabada cremosa. Para acompanhar, risoto de queijo parmesão. A combinação foi criada há dez anos por Patricia, filha de Laura D’Aurizio, proprietária da L’Osteria do Nonno Amerigo. “Ela gosta de misturar doce e salgado, e fez a sugestão, que deu certo”, conta Laura, cujo restaurante completa dois anos em julho. Laura é filha do imigrante italiano Amerigo, que foi dono da Cantina do Amerigo, no Bixiga, na década de 1950. Os frequentadores da casa da Vila Mariana (Rua Joaquim Távora, 1586, tel. 2667-6589) procuram mais os pratos tradicionais, como risotos e lasanhas, mas são vendidas 25 unidades do “Fileto ao molho de goiabada e vinho” (R$ 69,60, para duas pessoas) por mês.

A combinação é o único prato da casa que usa o doce – o ingrediente não está presente nas sobremesas do restaurante. Para os fãs de goiabada, o Blog do Curiocidade preparou uma lista de sobremesas feitas com o doce:

Gelée
A designer Mariangela Marques Barbosa trabalha com sorvetes há 15 anos, mas só vendia os gelados no atacado. Em fevereiro, inaugurou a Gelée, onde serve ao público delícias como o sorvete de goiabada. Com base de creme e goiabada cascão cremosa, uma bola do doce sai por R$ 9. Sob encomenda, Mariangela também fabrica o sabor goiabada com queijo e a musse de goiabada cascão. R. Prof. Atílio Innocenti, 829, Itaim Bibi, 3044-9597.

Lá da Venda
São três sobremesas com goiabada. A mais famosa é o bolo de fubá com goiabada, receita que era feita pela avó da proprietária, Heloisa Bacellar. Vendido por fatias (R$ 4) e inteiro (R$ 45, o grande), o bolo tem a massa cozida na panela antes de ir para o forno. De acordo com Heloisa, isso aumenta a maciez do doce. Outras opções são a fatia de goiabada com queijo canastra (R$ 10) e, aos finais de semana, o cheesecake com cobertura de goiabada (R$ 13, a fatia). R. Harmonia, 161, Vila Madalena, 3037-7702.

Mil Frutas
Entre os cerca de 250 sabores de sorvete da Mil Frutas, a carioca Renata Saboya aposta na mistura clássica de goiabada com queijo. Feito com queijo minas, o gelado (R$ 10, uma bola)pode ser encontrado nas duas lojas da sorveteria em São Paulo. Av. Magalhães de Castro, 12.000, Shopping Cidade Jardim, Térreo, Morumbi. 3552-1000.

Oh!Melete
O restaurante especializado em omeletes, que completa um ano em julho, serve uma sobremesa clássica que não leva ovos: o Romeu e Julieta. Por R$ 8, uma fatia de queijo Roni é cortada em formato de coração. Depois, leva um pedaço de goiabada cascão por cima.  R. João Ramalho, 766, Perdizes, 3875-2550.

Padaria Barcelona
A padaria, que pertence à família Benjamin Abrahão, existe há 36 anos. Ela vende a chipa – receita paraguaia semelhante ao pão de queijo – com recheio de goiabada. “No Paraguai, recheiam a chipa com qualquer sabor, doce ou salgado”, conta o gerente Vicente Safont, que trabalha no local desde sua inauguração. “Por ser feito com fécula de mandioca e não conter glúten, o quitute é procurado por vítimas da doença celíaca”, diz Safont. R$ 2,70. R. Armando Penteado, 33, Higienópolis, 3826-4689.

Pastel da Maria
Até o ano passado, os pastéis de Dona Maria (que, na verdade, se chama Kuniko) só tinham três sabores doces: chocolate, banana e doce de leite. No Dia dos Namorados, foi lançada uma versão com queijo minas e goiabada cremosa. O sucesso foi tanto que o pastel Romeu e Julieta continuou sendo vendido desde então. R$ 4,50. R. Fradique Coutinho, 580, Pinheiros, 2373-7071.

Ráscal
Uma porção de queijo mascarpone, de consistência cremosa, acompanha a torta de goiabada servida pelo restaurante. O principal ingrediente do doce é o recheio de goiabada da família Ralston, de Terra Roxa, interior paulista. Em vez de queijo, a torta pode ser acompanhada por sorvete de creme. R$ 15,50. Al. Santos, 870, Jardins, 3141-0692.

Sallvattore
Servida em uma taça de martini, a sobremesa do Sallvattore é uma espuma de queijo branco com goiabada quente. O queijo é batido com creme de leite e açúcar no liquidificador, enquanto o doce de goiabada vai ao forno até derreter. R$ 15. R. Salvador Cardoso, 131, Itaim, 3078-8686

The Cake is on the Table
A loja especializada em cupcakes na Chácara Santo Antônio é comandada por Paula Simões, que retirou quase todas as ideias de bolinhos do livro de receitas que herdou da mãe. Com o nome de Tico-Tico no Fubá, a delícia tem massa feita com fubá, coco ralado e sementes de erva doce, mas é recheada e coberta com goiabada cremosa. R$ 6,50. R. Amaro Guerra, 264, Chácara Santo Antônio, 2371-1640.

Villa Imperial
O boteco com ar carioca em Higienópolis tem entre as opções de sobremesa uma versão diferente de Romeu e Julieta. Em vez de queijo, a fatia de goiabada cascão vem ao lado de uma bola de sorvete de iogurte. R$ 9,90. R. Maria Antonia, 368, Higienópolis, 2532-4658

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Duas coisas que você vê por todos os lados: panetones recheados com brigadeiro e lojas de brigadeiros gourmets espalhadas pela Cidade. Huuum… Sabe que isso pode render uma boa ideia? Para entrar no clima natalino, a chef Giulianna Loduca Scalamandré, da Brigadeiros by Cousin’s, criou um brigadeiro recheado com panetone. O brigatone é um brigadeiro tradicional que tem em seu interior um pedacinho da massa do panetone com frutas cristalizadas da Bauducco.

Um panetone pequeno rende entre 20 e 30 brigatones. Para quem não gosta do panetone tradicional, uma boa notícia: “Na quinta-feira, teremos um brigatone sem frutas cristalizadas e uvas-passas”, diz Edoardo Abrão, marido de Giulianna e gerente comercial da Brigadeiros by Cousin’s.

São 73 sabores de brigadeiro, como damasco, melão, pistache e branco com champanhe, que vão aparecendo nas vitrines em esquema de rodízio (8 a 12 por dia). Os únicos que são vendidos diariamente são o tradicional, com chocolate suíço 30% de cacau; o de chocolate branco belga; o brigatone e três versões amargas: 70%, 80% e 100% cacau. Para conseguir tanta variedade, Giulianna ousa bastante. Outra de suas invenções é o brigadeiro de chocolate 70% cacau com uma pitada de flor de sal e azeite espanhol. “Cada um dos ingredientes é sentido por uma parte da língua, tornando a experiência especial para o paladar”, afirma Edoardo. A pequena iguaria é servida na própria loja, que comporta 10 pessoas sentadas.

Apenas sob encomenda, aparecem duas joias no cardápio: brigadeiro de ouro comestível e de diamante comestível. O primeiro tem flocos e pétalas de ouro 24 quilates. O segundo leva diamantes artesanais feitos com açúcar. Cada um sai por 58 reais em uma caixinha especial. “Uma vez, um cliente disse que a mulher não merecia apenas uma joia”, conta Edoardo. “Levou logo uma caixa com 50 brigadeiros de ouro”.

Em 23 de abril deste ano, Edoardo e Giulianna comemoraram 17 anos de casamento. Também aproveitaram para inaugurar a Brigadeiros by Cousin’s na Rua Cardoso de Almeida,em Perdizes. O nome vem da época em que Giulianna participava de bazares junto com as primas Silvana, Sônia, e Gisela. Três vezes por ano, vendiam artesanato e doces preparados pela própria família da chef, que realizou seus estudos de patisserie em Paris. Os bazares Cousin’s (Prima’s) foram interrompidos no ano passado, mas batizaram a brigaderia.

Serviço:
Brigadeiros by Cousin’s
Rua Cardoso de Almeida, 1.371, Perdizes, 3582-1095/3862-5391

(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)

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A primeira se instalar ali foi a Brigadeiro Doceria & Café, na Rua Padre Carvalho, em 2005.  Beatriz Forte – a Bia –  faz doces seguindo receitas que aprendeu com a avó, como a rabanada assada. “Mas o campeão de vendas é o bolo surpresa”, diz a proprietária sobre um bolo com brigadeiro preto e branco, farofa de biscoito e crocante. Para dar conta das vendas na matriz e na segunda loja, inaugurada em Moema no ano passado, e também das encomendas para eventos, ela e a filha, Isabel, alugaram mais um imóvel na mesma rua e ampliaram a fábrica.

Loja da Brigadeiro em Pinheiros (foto: Tadeu Brunelli/divulgação)

Quase vizinha, a Bolo à Toa, de Renata Frioli, vende bolos simples, sem recheio e sem cobertura. São aqueles bolos que acompanham um chá ou um café.  “Não vendo fatias porque quero incentivar o hábito de levar o bolo para casa e compartilhar com a família”, afirma Renata, que aprendeu a cozinhar em Araçatuba com a mãe e a avó, uma boleira. “Minha mãe toma lanche da tarde com bolo todos os dias”.

“Escolhi o bairro de Pinheiros por ser uma mistura de residencial e comercial, parece interior”, diz. Inaugurada em 25 de agosto na Rua Padre Carvalho, a Bolo à Toa tem como lema “Receitas de família feitas com amor”. São 15 sabores, como coco, maracujá, fubá com goiabada e formigueiro – todos com aquele furo no meio, como se tivessem sido feitos em casa. Todos os dias, Renata vende cerca de 250 deles, preparados em 17 fornadas. Os clientes preferem o bolo morno, recém-saído do forno. “Aquela história de que bolo quente dá dor de barriga é coisa de vó, não é mesmo?”, brinca a proprietária.

As cunhadas Daniela e Mariana Gorski estão na Rua Ferreira de Araújo desde fevereiro deste ano com a Confeitaria Dama. O nome, além de ser a soma da primeira sílaba do nome das sócias, tem um significado. “Sentar e relaxar tomando um café e comendo doces é, com certeza, uma coisa de dama”, afirma Mariana. A loja oferece todos os dias cerca de 20 opções, entre tarteletes, bolos e éclairs. Também aceita encomendas para festas. O carro-chefe é o mil-folhas, totalmente feito pela fábrica das duas, que fica atrás da doceria. “Dá um trabalhão, a massa demora 3 dias para ficar pronta”.

Mil-folhas da Confeitaria Dama (foto: divulgação)

Os doces comprados na Confeitaria Dama podem ser congelados e armazenados por até 30 dias sem perder o sabor, de acordo com Mariana. Apesar disto, quem quiser pode devorar as sobremesas lá mesmo: as mesas internas e externas são suficientes para aproximadamente 25 pessoas. Melhor: tem quatro vagas na porta.

O região só não é mais doce porque  a Olga Doces, que ficava no número 892 da Rua Ferreira de Araújo, próximo à Rua Sumidouro, fechou suas portas. A Olga Doces vendia tortas europeias com avelãs, pistache e geleia de amora. Alguém sabe que fim levou a loja?

Bolo à Toa
R. Padre Carvalho, 103, Pinheiros, 2857-4857. 2ª a 6ª, 10h/19h; sáb. 10h/16h.

Brigadeiro Doceria & Café
R. Padre Carvalho, 91, Pinheiros, 3813-6656. 2ª, 12h/19h; 3ª a sáb, 10h/19h; dom. e fer. 11h/18h.

Confeitaria Dama
R. Ferreira de Araújo, 376, Pinheiros, 5182-5088. 2ª a 6ª, 10h30/18h30; sáb, 11h/19h.

(Com colaboração de Míriam Castro.)

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A edição desta semana do Curiocidade no caderno “Divirta-se“ traz uma reportagem sobre as sobremesas com preços nada doces do Valrhona Chocolat et Lounge. Se você vendida por quilo, uma tortinha à base de amêndoas, coberta com ganache de chocolate amargo,  importado de Madagascar, custaria R$ 385.  Os doces dito sofisticados estão com os preços nas alturas, muitos beirando a casa dos R$ 30. E, assim como na Valrhona, cada restaurante tem sua justificativa para cobrar tão alto na hora da sobremesa.

Os mesmos chocolates da Valrhona encarecem o menu de sobremesas do restaurante Emiliano. A opção mais cara é uma interpretação de chocolates da marca. Sai por R$ 32, com seis pequenas porções,  que vão do mais doce (mousse de chocolate branco) ao mais amargo (petit gateau feito com chocolate 72% cacau).  Outras sobremesas da casa são tortino quente de banana com sorvete de mel de abelha da Amazônia e coulis de açaí (R$ 28) e brioche tostado com amêndoas, mascarpone, pêssego e laranja (R$ 26). Há também o contraste de chocolate Caramelia e Macaé com sorvete de cumaru (R$ 28), que leva caramelo salgado na receita. “Os preços não poderiam ser mais baixos por causa da qualidade da matéria-prima utilizada”, defende o chef  Arnor Porto.  ”É tudo mundo elaborado”.

Outro restaurante com preços salgados para as sobremesas é o La Mar. A degustação de sobremesas peruanas (picarones, arroz com leche e suspiro limeño), a mais pedida da casa, custa R$ 28. “É um preço justíssimo”, afirma o chef Fabio Barbosa. “Todos os chefs precisaram viajar para o Peru para aprender as receitas”.  A casa também serve a degustação de lúcuma (R$ 26), com tiramisú, suspiro limeño e sorvete da fruta.

Degustação de lúcuma do La Mar. (Foto: Henrique Peron / Divulgação)

Já no Clos de Tapas, a sobremesa mais sofisticada é o Gold Label & Chocolate, harmonizado com uísque. O quitute, que sai por R$ 29, é feito com financier de amêndoas, sorvete de maçã assada, terra de ervas, gelatina de Gold Label, chocolate Valrhona, farofa de café e crocante de maçã. A chef Ligia Karazawa explica que o que deixa a sobremesa mais cara é o uísque. O cliente pode pedir a sobremesa sem esse ingrediente, diminuindo o preço para R$ 17. “Mas os clientes preferem a com uísque”, afirma Lígia. “É uma hamonização diferente, fora do comum. Pelo fato de ser incomum, as pessoas estão mais abertas a experimentar”.

Serviço:
Valrhona Chocolat, Al. Lorena, 1.818, Jardim Paulista, 3068-8899;
Emiliano, Rua Oscar Freire, 384, Jardim Paulista, 3068-4390;
La Mar, R. Tabapuã, 1.410, Itaim Bibi, 3073-1213.
Clos de Tapas, Rua Domingos Fernandes, 548, Moema, 3045-2291

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Comentários recentes

  • Ataíde Marques: É isso aí, Nelcy. Fã que é fã não vai perder.
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