É sempre a mesma cena. Depois de shows e jogos de futebol, os estádios da Cidade amanhecem cercados por um amontoado de lixo. Nos dois shows do cantor canadense Justin Bieber, no Morumbi, o monte de sujeira tinha 7 toneladas, segundo informou a Secretaria das Subprefeituras de São Paulo. Em cada um dos dois dias de show, o público era de 60 mil pessoas. Para cuidar da limpeza dos arredores do Morumbi nos dois dias de apresentação, a Subprefeitura do Butantã aumentou o contingente de funcionários. Além de um caminhão que realizou a varrição e a retirada de lixo, 12 pessoas trabalharam na limpeza. Em dias normais, são 2 funcionários para a mesma região.

Fãs do cantor Justin Bieber começaram a acampar (e juntar lixo) dois dias antes do primeiro show. (Foto: Ayrton Vignola/AE)
O curioso é que os organizadores enchem os bolsos de dinheiro com os espetáculos, mas nem querem saber da limpeza. Simplesmente deixam o lixo para trás. Segundo o Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru), que libera o uso dos estádios para a produção de eventos, a limpeza dos espaços públicos dos arredores de estádios em dias de grandes eventos é função das subprefeituras. No último retrasado, por exemplo, quando cerca de 33 mil pessoas assistiram ao jogo entre Corinthians e Atlético-GO no estádio do Pacaembu, a Subprefeitura da Sé escalou 18 pessoas para fazer a limpeza na Praça Charles Miller e redondezas antes e depois da partida. A Secretaria das Subprefeituras afirma que, depois de cada jogo, é retirada aproximadamente 1,5 tonelada de lixo. Em dias normais, também são 2 funcionários para a mesma região.
(Com colaboração de Karina Trevizan)
As obras da ponte que pretende eliminar o semáforo do cruzamento da Rua Padre Adelino com a Avenida Salim Farah Maluf (que dá acesso à Marginal Tietê) não foram concluídas. O viaduto já está pronto desde dezembro, mas ainda falta desapropriar os imóveis vizinhos para que a construção continue. A Prefeitura prevê concluir (será?) a construção do Complexo Padre Adelino no próximo dia 30 de julho. As obras começaram em 2007, com previsão de entrega para novembro de 2008. O viaduto estaiado (que tem 160 metros de comprimento e 65 metros de altura) passou um bom tempo ligando nada a lugar nenhum. Isso porque, para ligar a ponte ao sistema viário, seria necessário desapropriar cerca de 30 imóveis daquela área, a maioria localizados na Rua Padre Adelino. Em janeiro, a Prefeitura anunciou que os processos de desapropriações já estavam em fase final, sem informar quantos imóveis exatamente precisariam ser removidos nem quantos proprietários questionam a remoção na Justiça. Cinco meses depois, a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras agora anuncia que os trabalhos deverão estar prontos em 45 dias. Segundo a Secretaria, a desapropriação que deu mais trabalho foi a do terreno da cabeceira do viaduto, que foi realizada no dia 20 de abril. O orçamento inicial da obra era de R$ 66 milhões, mas o valor gasto até agora foi de R$ 113.299.813,29.
Embora não esteja pronta, a ponte já tem nome proposto na Câmara Municipal dos Vereadores. Adilson Amadeu (PTB) apresentou em agosto do ano passado uma sugestão: Ponte Estaiada Alfredo Martins. O homenageado nasceu em 1921, e foi presidente da Sociedade União Amigos do Tatuapé e também vereador.
(Com colaboração e foto de Karina Trevizan)
2012
2011