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Curiocidade

Os 180 metros da Rua Bianchi Bertoldi, em Pinheiros, tem oito restaurantes, três cafés, duas lanchonetes e uma loja de conveniência – os únicos patinhos feios são uma loja de roupas femininas e uma oficina  de cromação. É a maior concentração do gênero na cidade.  Os estabelecimentos dividem o espaço com dois edifícios comerciais e outros três prédios residenciais, sendo que dois deles alugam áreas para restaurantes. “Essa rua é impressionante”, diz a contadora Ingrid Lemos, que trabalha há 4 anos na região e sempre almoça na Bianchi Bertoldi. “Quando fecha um, abre outro logo na sequência”.

A rua de um único quarteirão fica próxima à Avenida Brigadeiro Faria Lima. O forte é mesmo o almoço. Tanto que, dos catorze estabelecimentos, onze  não funcionam à noite. A única casa que ainda resiste à invasão gastronômica é a do aposentado Romeu Camargo, de 90 anos. Ainda assim Romeu empresta o espaço de sua garagem para o descarregamento de mercadorias do café vizinho. “Ele já recebeu ofertas, mas não quer vender”, avisa Emilia Alves, empregada da casa.

Confira o roteiro com restaurantes:

Nova Pinheiros  - Entrada pelo número 1359 da Rua dos Pinheiros), 3037-7371, seg. a sáb., 6h/23h30 – É um ponto bastante disputado nos finais de tarde das sextas-feiras, quando o pessoal dos escritórios da Faria Lima se encontram ali para o happy-hour. Às quartas, a feijoada para duas pessoas sai por R$18.

Castelo de Viana  - Entrada pelo número 1387 da Rua dos Pinheiros), 3814-5545 e 3811-9464, todos os dias, 6h/1h  - A lanchonete e pizzaria possui bufê de almoço com oito pratos quentes e dez frios. O preço do quilo é R$30,90. À noite, pizzas e cervejas são o atrativo da casa. A redonda de mussarela custa R$22.

Cilene Doces  – Número 19 , 3811-9445, seg. a sex., 7h30/19h – A única loja de conveniência da rua tem grandes filas no caixa entre o meio-dia e às 15h. Frequentadores da rua querem garantir chocolates, chicletes e biscoitos para adoçar o resto do expediente.

Landi Café e  Restaurante  – Número 33, 3895-3693, seg. a sex. 11h30/15h – O preço do quilo é R$49,90, mas os comilões preferem o bufê à vontade por R$10,90. Entre os vinte pratos frios e os sete quentes, o bacalhau à portuguesa servido às terças-feiras faz sucesso.

Jardino’s Restaurante - Número 54, 3816-4932, seg. a sex., 11h/15h – Mesmo com espaço para 200 pessoas, o Jardino’s chega a ter fila na porta na hora do almoço. O preço do quilo é de R$35, 90.

Vila São José - Número 68, 3031-8982, seg/sex 8h/18h-  O bufê possui quinze pratos quentes e dez frios (R$49,90, o quilo). Enquanto a maioria das casas fecha por volta das 15h, a Vila São José oferece um almoço com horário estendido. O salão tem capacidade para 20o pessoas.

Heros - Número 74, 3816-8194, seg. a sex., 11h/15h30 – A opção de carnes grelhadas já incluída no preço do quilo é um atrativo e tanto. Tem capacidade para 98 pessoas e o quilo custa R$29,90.

Pôr do Sol- Número 104, 3031-8884, seg. a sex., 11h/15h – Está há 18 anos na Bianchi Bertoldi. Tem capacidade para 56 pessoas e o quilo, que custa R$23,90, dá direito a sobremesa. Também há a opção de se servir à vontade pelo preço de R$15,90, com um copo de suco incluso.

Raspatacho -  Número 109, 3596-2600, seg. a sex., 11h15/16h Com um esquema diferente, o restaurante consegue se manter cheio por mais tempo. A ideia é simples: saindo antes das 12h30 ou chegando depois das 13h45, o preço dos pratos diminui. O filé ao molho madeira com arroz e legumes, por exemplo, cai de R$25,20 para R$18,90. Existe apenas a opção à la carte e o bufê de saladas e sobremesas já está incluído no valor do prato.

Capisce? - Número 118, 3031-9064 e 3297-6779, seg. a sex., 11h30/15h – O restaurante tem um esquema parecido com o de praças de alimentação. O cliente entra, pede, paga e espera no balcão sua refeição chegar. A média dos preços dos pratos – todos individuais-  é de R$22,90.  O tortelone recheado com pepperoni e mussarela é o mais pedido e custa R$19,90.

Vie Verti - Número 128, 3812-4331, seg. a sex., 11h/15h – O restaurante e café oferece almoço à la carte com bufê de saladas e sobremesa inclusos por R$19,80. Cobra os 10% de serviço.  Os sucos e pratos naturais, como o hambúrguer de soja, são o diferencial.

Sofá Café - Número 130, 3034-5830, seg. a sex., 9h/18h30, e sáb., 10h/14h – Com capacidade para 70 pessoas e ambiente com sofás e poltronas, o café oferece menu de almoço à la carte por R$23. É possível montar o prato com carne, salada e acompanhamento.

Gi Restaurantes - Número 147, 3812-5777, almoço todos os dias, 12h/18h, e jantar, ter. a sáb., 18h/23h30 – Com pratos para duas pessoas ou mais a casa funciona apenas à la carte e possui opções de saladas, risotos, massas e carnes. O prato mais pedido é o bife à parmegiana ( R$62 para até quatro pessoas).

Café Grão Expresso – (Entrada pelo número 214 da Rua Henrique Monteiro) , 3031-6508, seg. a sex., 7h/19h – Apesar de ser um café, o espaço serve almoço à la carte com pratos individuais. O filé à parmegiana sai por R$21.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Epitácio Pessoa/Estadão)

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No final de novembro do ano passado, foi inaugurada no 320 da Rua dos Pinheiros a hamburgueria Meats. Sob o comando de Paulo Yoller, ex-chef da premiada Butcher’s Market, a casa já nascia sob altas expectativas dos amantes de sanduíches. Tudo estaria perfeito se, no número 507 da mesma rua, não houvesse a Meat Chopper, inaugurada um mês antes.

Valerie Andrade, uma das sócias do Meat Chopper, diz que não vê grandes problemas na semelhança dos nomes. “As pessoas ligam perguntando se é a hamburgueria do Paulo e nós dizemos que não”, conta. “Até brincamos dizendo para elas virem na nossa também.” Valerie afirma que não pretende mudar o nome de seu restaurante e acredita que, com o tempo, os clientes vão se acostumar e distinguir um do outro.


Fachada da hamburgueria Meats, no número 320 da Rua dos Pinheiros (Foto: Hélvio Romero/Estadão)

Fachada da Meat Chopper no número 507 ( Foto: Hélvio Romero/Estadão)

As confusões são mesmo comuns, afirma Yoller: “Muitos clientes fazem reserva em um dos restaurantes e acabam no outro”. Quando soube da existência da hamburgueria com nome semelhante na mesma rua, o chef fez uma mudança sutil. Inicialmente, o nome da casa seria “Meat” (carne, em inglês), mas foi alterado para “Meats” para evitar mais confusão (embora na nota fiscal ainda apareça o nome no singular).

Yoller não pretende fazer mais alterações no nome da casa. “É um nome que tem tudo a ver comigo”, diz. “Tudo que sou hoje em dia tem a ver com carne.” Ao se formar em Gastronomia, ele procurou emprego em um açougue, onde aprendeu detalhes sobre o manuseio da carne. Este conhecimento, hoje em dia, é usado para a elaboração dos hambúrgueres. Por isto, Yoller não abre mão do nome. “O cliente vai saber que é o meu restaurante”, afirma.

Serviço:

Meat Chopper
R. dos Pinheiros, 507, Pinheiros, 3081-5369

Meats
R. dos Pinheiros, 320, Pinheiros, 2679-6323

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e Míriam Castro)

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Memorial da América Latina, Copan, Parque do Ibirapuera. São muitas as obras de Oscar Niemeyer em São Paulo, mas uma em especial está guardada dentro de um restaurante no bairro de Pinheiros. Duas paredes do restaurante Buttina têm desenhos feitos pelo arquiteto, que faleceu aos 104 anos na noite de ontem (5).

Niemeyer e José Otávio Scharlach, proprietário do Buttina, eram amigos desde a década de 1970, época em que Scharlach ainda era estudante de Arquitetura. “Mesmo com o sucesso que tinha, Oscar não se incomodava em responder perguntas de jovens como nós, que não sabíamos de nada”, conta.

O Buttina foi inaugurado em agosto de 1996. Dois meses depois, em uma passagem por São Paulo, Niemeyer visitou o restaurante. Era aniversário de um amigo de Scharlach, havia festa e cantoria. “Uma das paixões dele era a música, gostava de cantar e tocar cavaquinho”, diz o proprietário. Por volta das duas da manhã, o arquiteto pediu uma caneta para desenhar. “Ofereci também uma folha de papel, mas ele disse que queria desenhar nas paredes.”

Naquela noite, já com 89 anos, o artista fez dois desenhos. Um deles retrata o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, uma de suas criações mais famosas, que tinha acabado de ser construído. A outra gravura mostra uma mulher deitada sendo escalada por homens. “Você não sabe se é mulher ou se é montanha”, afirma Scharlach. É mais uma prova da paixão do arquiteto por curvas e pelo feminino.

As paredes que apresentam os desenhos de Niemeyer atraem visitantes ao Buttina. “Algumas pessoas vêm especialmente para ver as imagens”, diz o proprietário. O arquiteto continuou frequentando o restaurante do amigo – comemorou lá seu aniversário de 90 anos, em 1997, e tentava visitar o local sempre que vinha a São Paulo.

Serviço:
R. João Moura, 976, Pinheiros, 3083-5991

(Com colaboração de Míriam Castro)

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A Casa Suíça, tradicional fábrica de bolos, abriu há um mês um café no bairro de Pinheiros. O conceito é bem diferente da loja de fábrica, no Tatuapé, que vende apenas os bolos embalados. No café em Pinheiros, os clientes podem provar os quitutes em mesinhas redondas vermelhas, decoradas com a cruz branca da bandeira suíça. Todos os dias, dois sabores de bolos ficam expostos na vitrine. O de nozes, grande clássico da empresa, tem lugar garantido, enquanto o segundo tipo varia. Cada fatia custa R$ 2,50. Além dos bolos, dá para pedir salgados, que não são de fabricação da marca.

Thomas Hueller, um dos quatro sócios da Casa Suíça, fundada em 1996, diz que a loja ainda está em fase de testes e que estará em pleno funcionamento apenas em dezembro. “Para o Natal, vamos ter embalagens diferenciadas, para que os clientes possam dar presentes com preços justos”, afirma. Nos planos para as próximas semanas, Hueller anuncia a venda de bombons recheados e bolos com fermentação natural fabricados pela Casa Suíça especialmente para o novo negócio. O café será da marca Madame D’Orvelliers, variedade especial de origem controlada.

“A ideia é transformar essa ideia em uma franquia de sucesso”, diz. “No entanto, preciso aprender primeiro como se faz uma loja deste tipo.” As caixinhas de bolos, que enfeitam uma parede inteira do café, são vendidos por preços entre R$ 6,90 R$ 8,50. Há também panetones da marca (de R$ 12,50 a R$ 35).

 Serviço:
R. Simão Álvares, 370, Pinheiros, 3031-0052

(Com colaboração de Míriam Castro)

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“Alguns clientes perguntaram se o prato não está na seção errada do cardápio”, conta Flávio Miyamura, chef do Miya. Realmente, o nome “Arroz e Feijão” não parece pertencer ao menu de sobremesas da casa, inaugurada em junho. Mas é isto mesmo: a opção é composta por arroz-doce e feijão azuki, que costuma rechear docinhos japoneses.

A ideia veio da intenção que Miyamura tinha de oferecer alguns itens no estilo ‘comfort food’ – nome mais moderninho para a chamada “comida caseira”. “Mas não queria que fosse algo tão simples, que pudesse ser feito em casa”, afirma. Então, decidiu fazer a brincadeira e acrescentar o feijão em pasta. De acordo com o chef, esta é uma das únicas maneiras em que os japoneses consomem o grão, que é cozido com açúcar.

Por cima da pasta, vão soltos alguns grãos de feijão. A mistura, que custa R$ 16, é servida em uma panela – tudo para lembrar a versão salgada e original da combinação. Para Miyamura, o azuki não é tão doce, o que ajuda a suavizar o sabor do arroz na sobremesa.

Serviço:
R. Fradique Coutinho, 47, Pinheiros, 2359-8760

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Ernesto Rodriges/AE)

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Lisa Chaves chega à doceria Shanti&Li, em Pinheiros, por volta das 6h30. Ela prende os cabelos, acende as luzes da cozinha e inicia, ao lado do marido, Cristóvão, um ritual diário que precede a preparação dos bolos. Para começar, Lisa acende uma vela e um incenso em um altar improvisado sobre a pia. Com as mãos fechadas, ela e Cristóvão recitam dois mantras do hinduísmo. O primeiro é o Gayatri, que pede iluminação. Depois, os dois cantam três vezes o Shanti, mantra da paz, que dá nome à casa, aberta em abril.

Lisa e Cristóvão não homenageiam uma religião em particular. No altar da cozinha, ao lado do incenso e da vela, ficam imagens de Iemanjá, Nossa Senhora Aparecida e São Benedito – aos pés do santo de pele morena, fica uma xícara com o primeiro café tirado a cada dia. Uma pedra da lua e um quartzo rosa acompanham os santos. “Para mim, a cozinha é um lugar muito forte”, afirma Lisa. “Se você não se prepara, as emoções tomam conta de você”.

Até os 12 anos, a boleira morou em uma comunidade alternativa em Santo Antônio do Descoberto, no interior de Goiás. Trouxe daquela época a ideia de utilizar alimentos orgânicos para fazer doces. Ela conta que 90% dos ingredientes da loja têm esta característica, como leite, ovos, maçã e banana. Lisa prepara bolos de maçã, cenoura, banana e mandioca com coco. Em breve, pretende utilizar agave em suas receitas – a planta mexicana é considerada um ótimo substituto do açúcar.

Magali Botelho, proprietária da Forte Sabor há 25 anos, encontrou outra maneira de manifestar sua fé católica. Todos os líquidos utilizados em suas receitas, principalmente água e leite, são abençoados. “Tudo que consegui até hoje foi graças a minha fé”, afirma. “Então uso água benta na cozinha.”

“Não é todo mundo que é católico, mas usar líquidos abençoados é uma maneira de rezar por todos os meus clientes”, afirma a quituteira. Todos os dias, às 9h da manhã, Magali sintoniza o programa do padre Marcelo Rossi no rádio. Deixa os ingredientes ao lado do aparelho e aguarda a bênção da água. Só então inicia sua rotina na cozinha, fazendo doces e salgados sob encomenda. Os produtos da Forte Sabor podem ser encontrados na Casa Santa Luzia.

Serviço:
Shanti&Li
R. Artur de Azevedo, 969, Pinheiros, 2478-1405

Forte Sabor
5677-3874 e 8779-6890

Casa Santa Luzia
Al. Lorena, 1.471, Jd. Paulista, 3897-5000

(Com colaboração e fotos de Míriam Castro)

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Poderia até ser uma boa desculpa para as onicófagas. Mas, não!, as unhas de caviar – novidade que acaba de desembarcar em São Paulo – não são comestíveis. Elas nem são feitas com ovas de peixe de verdade. Levam esse nome por causa de sua aparência, que é semelhante à do alimento. A tendência começou na França e na Inglaterra. No nail bar Cosmopolish, em Pinheiros, é possível pintar as unhas no estilo.

Foi a marca britânica Ciaté a responsável por disseminar a moda das unhas caviar. Ela lançou bolinhas que podiam ser aplicadas sobre o esmalte, gerando um efeito tridimensional. A manicure Jack Cardoso, uma das proprietárias do Cosmopolish, adaptou a tecnologia para as mãos brasileiras. No salão, ela usa bolinhas coloridas compradas em lojas especializadas em nail art.

Para fazer as unhas caviar, é preciso passar nas unhas uma camada de esmalte comum. Depois, com a pintura ainda úmida, são aplicadas com cuidado as bolinhas. O momento crucial é o de ajeitar as esferas sobre as unhas. “É aí que está o segredo das unhas caviar”, garante Jack. Por cima de tudo, vai um top coat – esmalte para garantir uma cobertura resistente.

Jack diz que as bolinhas não saem facilmente das unhas. “Nas minhas mãos, duram de quatro a cinco dias”, afirma. Por enquanto, o “caviar” só está disponível nas cores prata, ouro, roxo, vermelho e verde. A manicure ainda não as encontrou na versão preta, a mais pedida. No entanto, descobriu que aplicar o esmalte negro sobre bolas prateadas garante o mesmo efeito.

Para pintar as mãos no novo estilo, o serviço tem mesmo preço de caviar. A cliente precisa desembolsar R$ 50.

Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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O McDonald’s que fica na esquina da Henrique Schaumann com a Rebouças, em Pinheiros, amanheceu hoje com novas cancelas e com máquinas que emitem cupons de estacionamento. Ganhou também uma cabine de cobrança com um funcionário da  Multipark, que passará a cobrar pelo serviço.

Na concorrida região, os estacionamentos costumam cobrar pelo menos R$ 10 a hora. Por isso, funcionários de prédios e casas comerciais dos arredores costumam usar o espaço para parar seus carros. “As vagas ficam lotadas”, diz o responsável pelo marketing da Multipark. “Quem quer estacionar para comer no McDonald’s não encontra lugar”. O objetivo da parceria, iniciada há dois meses, é acabar com a mamata dos motoristas que não são clientes do estabelecimento.

Clientes do McDonald’s que gastarem mais de R$ 10 ganham a primeira hora de estacionamento de graça. Cada hora adicional custa R$ 4. Quem não for cliente gasta R$ 10 na primeira hora e, depois, paga o mesmo valor. Por enquanto, o sistema não foi totalmente implantado. Só falta a instalação de placas com os preços do serviço, que está prevista para daqui a no máximo sete dias.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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A escola Perestroika, fundada em 2007 na cidade de Porto Alegre, acaba de abrir as portas da unidade paulistana, que fica no Centro Cultural b_arco, no bairro de Pinheiros. O objetivo é promover cursos livres dos temas mais diversos (de música a empreendedorismo, passando por medicina e gastronomia), com o diferencial de sempre explorar a criatividade, fugindo do padrão brasileiro de educação.

Na próxima segunda-feira, 2 de abril, a unidade de São Paulo inaugura seu primeiro curso na área gastronômica. Serão 10 aulas ministradas por 14 diferentes professores, que abordarão temas como crítica gastronômica, comércio e gastronomia líquida. O curioso é que os participantes do Food Experience sairão dos encontros sem uma única receita passo-a-passo. Como sugere o nome, o curso preza mais pela experiência do que pela teoria. “Em nossas salas de aula, as pessoas são recebidas com bebidas e aperitivos, deixando o ambiente descontraído”, conta Mariana Gutheil, responsável pela unidade. “Além disso, quase todas as aulas terão uma surpresa preparada para a turma, que a gente internamente chama de treco”.

Um dos “trecos” mais bem sucedidos da edição anterior do Food Experience, em Porto Alegre, aconteceu na aula de baixa gastronomia. “Nós montamos um boteco de verdade na sala de aula, com direito a até barril de chope”, conta Mariana. A aula no boteco não está prevista para o curso de São Paulo, mas os organizadores garantem que há muitos “trecos” à espera dos novos alunos. Diogo Carvalho, idealizador do curso, adianta alguns deles: “Alex Atala levará a turma a seu restaurante, D.O.M., e é lá dentro que ele vai explicar a rotina dos chefs da alta gastronomia”. No dia da aula de Ricardo Garrido, que vai falar sobre a construção de marcas no ambiente gastronômico, o ambiente será um boteco da Vila Madalena. “Minha aula é fora da cozinha: vou abordar gestão de pessoas e atendimento, focando no interesse da turma e estimulando debates”, adianta Garrido.

Aula na edição do Food Experience em Porto Alegre

Aula na edição do Food Experience em Porto Alegre

Para o segundo semestre, a escola investe na produção do Behind the Music. O curso fez tanto sucesso em Porto Alegre que os paulistanos já formaram uma lista de espera. Entre os professores da última edição estavam o músico Lobão e o rapper Emicida, que discutiram temas como o mercado da música independente e as frentes profissionais do músico brasileiro. Quem quiser entrar na fila e receber informações exclusivas sobre o curso em São Paulo só precisa mandar um e-mail para musicasp@perestroika.com.br. O programa não deve ser o mesmo que foi apresentado aos gaúchos,  mas o curso não vai fugir de sua proposta original.

Os interessados nos cursos podem se inscrever diretamente no site da escola. É de praxe que, antes de concluída a inscrição, a Perestroika entre em contato com o futuro aluno. Faz parte da metodologia deles conhecer o perfil de suas turmas e orientar o público quanto a seus interesses e aptidões. O valor cobrado para os que quiserem vivenciar o Food Experience é um tanto salgado - R$ 5.394,00, que podem ser parcelados em seis vezes.

Serviço:
Perestroika
Centro Cultural b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426
(11) 8259-0582

(Com colaboração de Júlia Bezerra e fotos de Gabriela Guez)

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Na esquina, o antigo Paulista Grill. Ao fundo, o endereço atual da Bovinu's

Esse quarteirão é pequeno demais para nós dois. Durante muito tempo, as churrascarias Bovinu’s e Paulista Grill, que ocupavam o mesmo quarteirão da Avenida Rebouças, entre as ruas Lisboa e João Moura, disputavam praticamente os mesmos clientes. Em  outubro de 2010, o salão da Paulista Grill foi fechado para uma “pequena reforma”, segundo um aviso colocado na porta. Mas o que se viu foi uma reforma grandiosa, que só foi finalizada nos últimos dias. E, para surpresa geral, o antigo Paulista Grill se transformou em Bovinu’s, rede que tem 12 unidades na capital.

O negócio aconteceu ainda em 2010, quando os proprietários do Paulista Grill colocaram o imóvel à venda. De acordo com um funcionário, a obra está pronta desde janeiro, mas a nova unidade ainda não pôde ser inaugurada porque não recebeu a licença da Prefeitura. Depois que o (ex-)Paulista Grill for reinaugurado como Bovinu’s, a unidade da churrascaria da Rebouças fechará as portas para reformas. No entanto, ainda não foi definido o que será feito com o imóvel posteriormente.

Serviço:
Bovinu’s
Av. Rebouças, 1.604, Pinheiros, 3085-4873

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