Poderia até ser uma boa desculpa para as onicófagas. Mas, não!, as unhas de caviar – novidade que acaba de desembarcar em São Paulo – não são comestíveis. Elas nem são feitas com ovas de peixe de verdade. Levam esse nome por causa de sua aparência, que é semelhante à do alimento. A tendência começou na França e na Inglaterra. No nail bar Cosmopolish, em Pinheiros, é possível pintar as unhas no estilo.
Foi a marca britânica Ciaté a responsável por disseminar a moda das unhas caviar. Ela lançou bolinhas que podiam ser aplicadas sobre o esmalte, gerando um efeito tridimensional. A manicure Jack Cardoso, uma das proprietárias do Cosmopolish, adaptou a tecnologia para as mãos brasileiras. No salão, ela usa bolinhas coloridas compradas em lojas especializadas em nail art.
Para fazer as unhas caviar, é preciso passar nas unhas uma camada de esmalte comum. Depois, com a pintura ainda úmida, são aplicadas com cuidado as bolinhas. O momento crucial é o de ajeitar as esferas sobre as unhas. “É aí que está o segredo das unhas caviar”, garante Jack. Por cima de tudo, vai um top coat – esmalte para garantir uma cobertura resistente.
Jack diz que as bolinhas não saem facilmente das unhas. “Nas minhas mãos, duram de quatro a cinco dias”, afirma. Por enquanto, o “caviar” só está disponível nas cores prata, ouro, roxo, vermelho e verde. A manicure ainda não as encontrou na versão preta, a mais pedida. No entanto, descobriu que aplicar o esmalte negro sobre bolas prateadas garante o mesmo efeito.
Para pintar as mãos no novo estilo, o serviço tem mesmo preço de caviar. A cliente precisa desembolsar R$ 50.
Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h
(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)
O McDonald’s que fica na esquina da Henrique Schaumann com a Rebouças, em Pinheiros, amanheceu hoje com novas cancelas e com máquinas que emitem cupons de estacionamento. Ganhou também uma cabine de cobrança com um funcionário da Multipark, que passará a cobrar pelo serviço.
Na concorrida região, os estacionamentos costumam cobrar pelo menos R$ 10 a hora. Por isso, funcionários de prédios e casas comerciais dos arredores costumam usar o espaço para parar seus carros. “As vagas ficam lotadas”, diz o responsável pelo marketing da Multipark. “Quem quer estacionar para comer no McDonald’s não encontra lugar”. O objetivo da parceria, iniciada há dois meses, é acabar com a mamata dos motoristas que não são clientes do estabelecimento.
Clientes do McDonald’s que gastarem mais de R$ 10 ganham a primeira hora de estacionamento de graça. Cada hora adicional custa R$ 4. Quem não for cliente gasta R$ 10 na primeira hora e, depois, paga o mesmo valor. Por enquanto, o sistema não foi totalmente implantado. Só falta a instalação de placas com os preços do serviço, que está prevista para daqui a no máximo sete dias.
(Com colaboração de Míriam Castro)
A escola Perestroika, fundada em 2007 na cidade de Porto Alegre, acaba de abrir as portas da unidade paulistana, que fica no Centro Cultural b_arco, no bairro de Pinheiros. O objetivo é promover cursos livres dos temas mais diversos (de música a empreendedorismo, passando por medicina e gastronomia), com o diferencial de sempre explorar a criatividade, fugindo do padrão brasileiro de educação.
Na próxima segunda-feira, 2 de abril, a unidade de São Paulo inaugura seu primeiro curso na área gastronômica. Serão 10 aulas ministradas por 14 diferentes professores, que abordarão temas como crítica gastronômica, comércio e gastronomia líquida. O curioso é que os participantes do Food Experience sairão dos encontros sem uma única receita passo-a-passo. Como sugere o nome, o curso preza mais pela experiência do que pela teoria. “Em nossas salas de aula, as pessoas são recebidas com bebidas e aperitivos, deixando o ambiente descontraído”, conta Mariana Gutheil, responsável pela unidade. “Além disso, quase todas as aulas terão uma surpresa preparada para a turma, que a gente internamente chama de treco”.
Um dos “trecos” mais bem sucedidos da edição anterior do Food Experience, em Porto Alegre, aconteceu na aula de baixa gastronomia. “Nós montamos um boteco de verdade na sala de aula, com direito a até barril de chope”, conta Mariana. A aula no boteco não está prevista para o curso de São Paulo, mas os organizadores garantem que há muitos “trecos” à espera dos novos alunos. Diogo Carvalho, idealizador do curso, adianta alguns deles: “Alex Atala levará a turma a seu restaurante, D.O.M., e é lá dentro que ele vai explicar a rotina dos chefs da alta gastronomia”. No dia da aula de Ricardo Garrido, que vai falar sobre a construção de marcas no ambiente gastronômico, o ambiente será um boteco da Vila Madalena. “Minha aula é fora da cozinha: vou abordar gestão de pessoas e atendimento, focando no interesse da turma e estimulando debates”, adianta Garrido.
Para o segundo semestre, a escola investe na produção do Behind the Music. O curso fez tanto sucesso em Porto Alegre que os paulistanos já formaram uma lista de espera. Entre os professores da última edição estavam o músico Lobão e o rapper Emicida, que discutiram temas como o mercado da música independente e as frentes profissionais do músico brasileiro. Quem quiser entrar na fila e receber informações exclusivas sobre o curso em São Paulo só precisa mandar um e-mail para musicasp@perestroika.com.br. O programa não deve ser o mesmo que foi apresentado aos gaúchos, mas o curso não vai fugir de sua proposta original.
Os interessados nos cursos podem se inscrever diretamente no site da escola. É de praxe que, antes de concluída a inscrição, a Perestroika entre em contato com o futuro aluno. Faz parte da metodologia deles conhecer o perfil de suas turmas e orientar o público quanto a seus interesses e aptidões. O valor cobrado para os que quiserem vivenciar o Food Experience é um tanto salgado - R$ 5.394,00, que podem ser parcelados em seis vezes.
Serviço:
Perestroika
Centro Cultural b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426
(11) 8259-0582
(Com colaboração de Júlia Bezerra e fotos de Gabriela Guez)
Esse quarteirão é pequeno demais para nós dois. Durante muito tempo, as churrascarias Bovinu’s e Paulista Grill, que ocupavam o mesmo quarteirão da Avenida Rebouças, entre as ruas Lisboa e João Moura, disputavam praticamente os mesmos clientes. Em outubro de 2010, o salão da Paulista Grill foi fechado para uma “pequena reforma”, segundo um aviso colocado na porta. Mas o que se viu foi uma reforma grandiosa, que só foi finalizada nos últimos dias. E, para surpresa geral, o antigo Paulista Grill se transformou em Bovinu’s, rede que tem 12 unidades na capital.
O negócio aconteceu ainda em 2010, quando os proprietários do Paulista Grill colocaram o imóvel à venda. De acordo com um funcionário, a obra está pronta desde janeiro, mas a nova unidade ainda não pôde ser inaugurada porque não recebeu a licença da Prefeitura. Depois que o (ex-)Paulista Grill for reinaugurado como Bovinu’s, a unidade da churrascaria da Rebouças fechará as portas para reformas. No entanto, ainda não foi definido o que será feito com o imóvel posteriormente.
Serviço:
Bovinu’s
Av. Rebouças, 1.604, Pinheiros, 3085-4873
Cultivada no nordeste da Índia, a bhut jolokia já foi considerada a pimenta mais ardida do mundo pelo Livro dos Recordes (atualmente, o posto pertence a uma vermelhinha chamada Trinidad Scorpion Butch T). Seu nome é normalmente traduzido como “pimenta fantasma”, termo que batizou um restaurante totalmente dedicado às plantas ardidas. Inaugurado há um mês, o Pimenta Fantasma clama ser um “spicy bistrô”. As pimentas estão por toda a parte, mesmo que às vezes não dê para perceber. “A pimenta pode estar no meio de um prato, com destaque, ou em detalhes, como na aromatização de um azeite ou do arroz”, diz Afonso Rodrigo de David, um dos proprietários.
O responsável pela criação dos pratos é Pedro Jorge de Oliveira, sócio de David na empreitada. Economista de formação, ele é estudioso da culinária do Sudeste Asiático e fascinado por pimentas. É de Oliveira a estante de vidro que faz parte da decoração do ambiente. Ela abriga parte da coleção particular de livros de gastronomia do chef, que já tem cerca de 3200 obras. Em 1993, conforme pesquisava sobre culinária estrangeira, Oliveira começou a montar uma biblioteca gastronômica em sua casa. “Tento garimpar tudo que sai a respeito da formação das cozinhas que estudo”, conta. A coleção tem, principalmente, publicações brasileiras, americanas, inglesas, espanholas, francesas e australianas. Delas, a favorita do cearense é “The Bombay Café”, da indiana Neela Paniz. “O livro não tem fotos, mas descreve pratos simples e ricos em sabor”, diz.
No Pimenta Fantasma, a estante será preenchida com apenas uma parte da biblioteca de Oliveira. Por enquanto, o transporte ainda está sendo realizado, mas a intenção é disponibilizar cerca de 500 títulos, entre livros e periódicos sobre gastronomia. Ao Blog do Curiocidade, o chef falou mais a respeito de sua coleção:
A biblioteca ficará aberta à consulta do público?
Será uma biblioteca semi-aberta. Não dá para retirar as obras, já que sou mais ciumento com os livros do que com meu carro. No entanto, qualquer cliente pode pedir a chave e consultar as obras, conversar comigo a respeito delas e pedir dicas. Meus funcionários também vão consultar o acervo constantemente. Quero que eles aprendam muito sobre técnicas e história da culinária. Só é possível criar quando uma pessoa tem essas bases.
Qual é o critério para a escolha dos livros que ficarão no Pimenta Fantasma?
Para o acervo do restaurante, tive dois critérios. Uma parte tem livros que tratam da culinária de países que, tradicionalmente, usam muitos condimentos, como os do Sudeste Asiático. A segunda parte é de culinária em geral, ou seja, técnicas e conceitos fundamentais da cozinha. Selecionei livros que achei adequados à proposta do restaurante.
No meio desses 3 200 livros, você não tem nenhum repetido, não?
Por causa da memória, não. Mas já aconteceu de adquirir obras repetidas. Por exemplo, certas vezes comprei obras em sites americanos e gostei do trabalho do autor. Aí, anos depois, vi um lançamento do mesmo autor em um site britânico, com capa e título diferentes. Quando comprei, era exatamente o mesmo livro, só que na versão do Reino Unido. Isso aconteceu umas três vezes comigo até que aprendi a lição. Geralmente, dou os exemplares repetidos de presente para amigos.
Serviço:
Pimenta Fantasma
R. Cônego Eugênio Leite, 448, Pinheiros, 2528-6219
ter. a sex. 12h/15h e 20h/23h30, sáb. 12h30/16h e 20h/0h, dom. 12h30/16h.
(Com colaboração de Míriam Castro e foto de Paulo Liebert/AE)
Numa das alças da Ponte Engenheiro Roberto Rossi Zuccolo, mais conhecida como Ponte Cidade Jardim, fica uma praça chamada Deputado Dario de Barros. Naquele local, funciona desde 1971 o Varanda, que começou como uma quitanda e hoje é um supermercado chique. Já se localizou? Pois ao lado do Varanda existe um outro imóvel que abriga uma farmácia e uma livraria, que já mudou de nome quatro vezes, mas que continua nas mãos de uma só família.
Em 12 de janeiro passado, a Livraria do Alto abriu as portas no lugar da Saraiva que funciona ali. Ela tem esse nome por ter sido inaugurada no bairro do Alto da Boa Vista em 2009. A proprietária, Sueli Dias Bianchi, não é estranha ao local. Foi seu pai, João Francisco D’Artagnan Bianchi, quem construiu aquele imóvel em 1974.
D’Artagnan – que tinha um irmão chamado Aramis, assim como outro personagem de Os Três Mosqueteiros – era proprietário de uma banca de jornal na praça. Com o crescimento das vendas de periódicos e livros, fez um investimento e construiu o prédio de dois andares da Livraria e Banca Cidade Jardim. “Era um lugar de encontro”, diz Sueli. “Os moradores da região iam comprar livros na banca e tomar água de coco no Varanda, que ainda nem imaginava chegar ao tamanho que tem hoje”.
Sueli, que tinha 7 anos quando a livraria foi inaugurada, viu o imóvel ser alugado para a Siciliano em 1999. “Meu pai precisava descansar um pouco dos negócios, então optou por ceder o espaço para a rede”, afirma Sueli. Mas o imóvel continuou pertencendo à família de D’Artagnan. Quando a Siciliano foi comprada pela Saraiva, o estabelecimento mudou de nome novamente. No final do ano passado, o contrato com a rede venceu , e a empresa não demonstrou interesse em renová-lo.
“Decidi voltar para cá, onde tudo começou”, conta a empresária. Assim que a Saraiva entregou o imóvel, Sueli retirou a Livraria do Alto da Avenida Vereador José Diniz e, em uma semana, já estava com a loja funcionando em Cidade Jardim. O prédio ainda sofre reformas, que devem durar até o fim de março. De acordo com a proprietária, o abastecimento de títulos está melhorando aos poucos e deve ficar em estado pleno junto com o final das obras.
A nova mudança de nome assustou alguns clientes da região. “Muitos estão apegados às grandes redes de livrarias, mas tudo muda quando explico que foi minha família que criou este ponto”, diz Sueli. “Queremos reviver o espaço do jeito que era quando administrado pelo meu pai”.
Serviço:
Livraria do Alto
Pça. Deputado Dario de Barros, 15, Ponte Cidade Jardim, 2366-3433
(Com colaboração de Míriam Castro)
Na semana passada, cerca de 60 clientes da cantina Nello’s, no bairro de Pinheiros, foram vítimas de um arrastão. Os bandidos levaram bolsas, carteiras e outros pertences, além de dinheiro do caixa do restaurante. Quase ao mesmo tempo, a 2 quilômetros dali, o restaurante Nicota anunciou a seus clientes que deixaria de servir jantares por causa de assaltos que aconteceram no ano passado.
Era a semana do Dia dos Namorados. O Nicota, que tem um ambiente intimista, propício para casais, estava lotado na sexta-feira, dia 10. Os clientes, então, foram abordados por assaltantes, que fugiram em menos de 5 minutos. No dia seguinte, outra surpresa: o mesmo restaurante foi alvo de outro arrastão, provavelmente pelo mesmo grupo de bandidos.
Depois dos assaltos, a clientela não voltou a fazer encontros românticos no Nicota. “Desde que aconteceram os arrastões, o movimento à noite caiu quase 90%”, diz Hellen Romero Queiroz, gerente do restaurante que pertence à chef Marisa Revoredo. Mesmo depois da contratação de seguranças particulares, houve noites em que nenhum freguês apareceu. “O custo para manter o funcionamento noturno já não compensava”.
A decisão foi tomada no final do ano passado. Desde o dia 8 de fevereiro, quando reabriu depois de uma reforma na cozinha, o Nicota só serve refeições em horário de almoço, das 12h às 15h (até 16h aos sábados e até às 17h aos domingos). “Teve gente que não gostou da mudança”, diz Hellen. “Mas não dava para continuar daquele jeito’. Para Hellen, o problema da região próxima ao Largo de Pinheiros não é falta de policiamento, mas o pouco movimento de carros e pedestres. A rua Costa Carvalho, onde está localizada a casa, é muito residencial – e um tanto escura. “Além disso, eles vêem uma oportunidade de ganho em nossos clientes, que são de classe média alta”, afirma.
A rua Ferreira de Araújo, a uma quadra de distância, é um pouco mais agitada: nela, funcionam templos religiosos e uma escola técnica. Desde que aconteceram os arrastões do ano passado no Nicota, os comerciantes da rua se associaram para contratar seguranças particulares. “Quando o problema aconteceu, não tínhamos nenhuma precaução de segurança”, diz Tiago Del Bianco, chef do restaurante Nou. Segundo Del Bianco, o movimento caiu no final de semana do Dia dos Namorados, mas não de maneira expressiva. “Foi só naquela época, tudo voltou ao normal em poucos dias”, afirma. Por causa disso, o chef não considerou a hipótese de fechar as portas no período noturno. No Le Repas, em frente ao Nou, a proprietária Fernanda Barros também diz não ter sentido queda na frequência dos clientes. “Como estamos com o serviço de segurança por toda a rua, o público tem menos receio”, diz.
Serviço:
Nicota
R. Costa Carvalho, 72, Pinheiros, 3031-6373
Nou
R. Ferreira de Araújo, 419, Pinheiros, 2609-6939
Le Repas
R. Ferreira de Araújo, 450, Pinheiros, 2366-9882
(Com colaboração de Míriam Castro)
Bomba! Bomba! Bomba! A Faire La Bombe, primeira doceria especializada em éclair (popularmente chamada no Brasil de “bomba”), está passando por sua primeira expansão. E isso com apenas quatro meses de existência. A casa vizinha, que abrigava uma loja de lingerie, foi reformada no final do ano passado e hoje serve como estoque e escritório para Mariana Araújo, a proprietária. O salão continua comportando 20 pessoas.
“Com as encomendas e o movimento de Natal, não tínhamos como continuar em um espaço tão pequeno”, conta Mariana. O estabelecimento foi inaugurado com cinco funcionários. Durante as Festas de final do ano, esse número chegou a doze pessoas – agora, a loja conta com oito empregados.
A previsão inicial de vendas era de 500 éclairs por dia. “Na primeira semana, a estimativa já foi ultrapassada”, diz. “Tínhamos que repor o estoque o tempo todo, já que eu sempre vendia mais do que esperava”. Para manter o frescor das 1.000 bombinhas diárias vendidas atualmente, é preciso produzi-las o tempo todo. Depois de ficar pronto, o doce vai para uma geladeira e, só uma hora depois, chega ao balcão da doceria. Enquanto isso, novas bombas já são montadas para continuar o ciclo.
São 13 sabores de éclairs à venda na Faire La Bombe, que divide os doces por categoria e tamanho (o pequeno tem 6 cm, enquanto o grande tem o dobro do tamanho). Os clássicos (pequeno: R$ 4,00; grande: 6,50) incluem recheios de baunilha, chocolate ao leite e brigadeiro. A seção vintage (pequeno: R$ 4,50; grande: R$ 7,00) tem creme de frutas vermelhas, doce de leite uruguaio ou cappuccino, enquanto as versões especiais (pequeno: R$5,00; grande: R$ 7,50) são opções mais inusitadas, como mascarpone com blueberry, jabuticaba e damasco.
Mariana adianta que uma nova expansão já está nos planos. Logo depois do Carnaval. “Ainda estou decidindo minha estratégia”, afirma.
Serviço:
Faire La Bombe
Rua dos Pinheiros, 223, Pinheiros, 2628-7667
(Com colaboração de Míriam Castro)
Surge mais um endereço curioso na cidade. O Cosmopolish, que completa dois meses amanhã, é um nail bar. Traduzindo: é um local em que é possível fazer as unhas e curtir um happy hour ao mesmo tempo. No bairro de Pinheiros, o estabelecimento atrai clientes oferecendo drinques durante o atendimento.
A ideia é das sócias Agnes Cruz e Jack Cardoso. Agnes, que trabalha com comércio exterior, viu a popularização dos nail bars na Europa. “Quando voltei da Finlândia, há três anos, vi que o Brasil ainda não tinha esse tipo de coisa”, conta. Em julho do ano passado, propôs a ideia a Jack, que é manicure desde 1999. Cinco meses depois, estava inaugurada a casa, cujo nome é uma mistura dos termos ingleses cosmopolitan (bebida preparada com vodca, suco de cranberry e licor de laranja) e nail polish (esmalte).
O cardápio – bilíngue – distribuído às clientes não lista as bebidas, mas sim os serviços oferecidos pela casa. Um deles é a “rapidinha (R$ 18,00), feita em 15 minutos sobre o balcão. Os preços são divididos entre “relax hour”, das 12h às 17h, e “happy hour”, das 17h às 21h. No chamado “happy hour”, o preço da rapidinha sobe para R$ 20,00, mas dá direito a um drinque por conta da casa.
Há uma única bebida por vez. Nas semanas inaugurais, as clientes bebericaram o cosmopolitan. Durante as festas, espumante. No momento, quem frequentar o happy hour estético pode pedir o peruano pisco sour – à base de pisco, uma aguardente de uva fabricada no Peru e no Chile. A casa não tem bartender: as bebidas já são compradas prontas para servir.
Todas as cores de esmalte disponíveis na casa estão dispostas em 15 prateleiras. Marcas nacionais, como Impala e Colorama, dividem espaço com Chanel e Dior. “Queremos que as clientes vejam todas as cores lado a lado”, diz Agnes. “Dessa maneira, elas podem ter as mais variadas ideias de misturas”. A coleção, que continua crescendo, já ultrapassou os 700 vidrinhos.
Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h
(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)
A primeira se instalar ali foi a Brigadeiro Doceria & Café, na Rua Padre Carvalho, em 2005. Beatriz Forte – a Bia – faz doces seguindo receitas que aprendeu com a avó, como a rabanada assada. “Mas o campeão de vendas é o bolo surpresa”, diz a proprietária sobre um bolo com brigadeiro preto e branco, farofa de biscoito e crocante. Para dar conta das vendas na matriz e na segunda loja, inaugurada em Moema no ano passado, e também das encomendas para eventos, ela e a filha, Isabel, alugaram mais um imóvel na mesma rua e ampliaram a fábrica.
Quase vizinha, a Bolo à Toa, de Renata Frioli, vende bolos simples, sem recheio e sem cobertura. São aqueles bolos que acompanham um chá ou um café. “Não vendo fatias porque quero incentivar o hábito de levar o bolo para casa e compartilhar com a família”, afirma Renata, que aprendeu a cozinhar em Araçatuba com a mãe e a avó, uma boleira. “Minha mãe toma lanche da tarde com bolo todos os dias”.
“Escolhi o bairro de Pinheiros por ser uma mistura de residencial e comercial, parece interior”, diz. Inaugurada em 25 de agosto na Rua Padre Carvalho, a Bolo à Toa tem como lema “Receitas de família feitas com amor”. São 15 sabores, como coco, maracujá, fubá com goiabada e formigueiro – todos com aquele furo no meio, como se tivessem sido feitos em casa. Todos os dias, Renata vende cerca de 250 deles, preparados em 17 fornadas. Os clientes preferem o bolo morno, recém-saído do forno. “Aquela história de que bolo quente dá dor de barriga é coisa de vó, não é mesmo?”, brinca a proprietária.
As cunhadas Daniela e Mariana Gorski estão na Rua Ferreira de Araújo desde fevereiro deste ano com a Confeitaria Dama. O nome, além de ser a soma da primeira sílaba do nome das sócias, tem um significado. “Sentar e relaxar tomando um café e comendo doces é, com certeza, uma coisa de dama”, afirma Mariana. A loja oferece todos os dias cerca de 20 opções, entre tarteletes, bolos e éclairs. Também aceita encomendas para festas. O carro-chefe é o mil-folhas, totalmente feito pela fábrica das duas, que fica atrás da doceria. “Dá um trabalhão, a massa demora 3 dias para ficar pronta”.
Os doces comprados na Confeitaria Dama podem ser congelados e armazenados por até 30 dias sem perder o sabor, de acordo com Mariana. Apesar disto, quem quiser pode devorar as sobremesas lá mesmo: as mesas internas e externas são suficientes para aproximadamente 25 pessoas. Melhor: tem quatro vagas na porta.
O região só não é mais doce porque a Olga Doces, que ficava no número 892 da Rua Ferreira de Araújo, próximo à Rua Sumidouro, fechou suas portas. A Olga Doces vendia tortas europeias com avelãs, pistache e geleia de amora. Alguém sabe que fim levou a loja?
Bolo à Toa
R. Padre Carvalho, 103, Pinheiros, 2857-4857. 2ª a 6ª, 10h/19h; sáb. 10h/16h.
Brigadeiro Doceria & Café
R. Padre Carvalho, 91, Pinheiros, 3813-6656. 2ª, 12h/19h; 3ª a sáb, 10h/19h; dom. e fer. 11h/18h.
Confeitaria Dama
R. Ferreira de Araújo, 376, Pinheiros, 5182-5088. 2ª a 6ª, 10h30/18h30; sáb, 11h/19h.
(Com colaboração de Míriam Castro.)
2012
2011