Decoração retrô e clima de lanchonete dos anos 50. Nada disso será alterado na reforma da primeira unidade da lanchonete Zé do Hamburguer, instalada na rua Caiubi, em Perdizes. De acordo com a gerente administrativa, Michele Silvério, a intenção é apenas ampliar a casa e abrigar mais clientes. A Zé do Hamburguer já tinha feito uma pequena ampliação, criando um espaço apenas para delivery. Agora dobra de tamanho com o imóvel que ficava ao lado.
“Estava tudo muito apertado”, conta Michele. “As filas de espera estavam ficando longas à noite”. São oito banquetas no balcão e sofás que abrigam mais 42 pessoas no andar de cima. Com a mudança, a hamburgueria atenderá o dobro de clientes. Já estão em treinamento seis novos funcionários.
Criada em 2008, a Zé do Hamburguer é uma sociedade entre José Rodolfo Silvério, irmão de Michele, e Celso Ribeiro. Com o sucesso dos lanches à moda antiga, uma segunda unidade foi aberta no mesmo bairro em 2010 – desta vez, na rua Itapicuru. Abrir lojas em outros bairros? Talvez, mas só daqui a um bom tempo. “A marca ainda é nova”, afirma Michele. “Temos, primeiro, que deixar nossas duas lojas em perfeito funcionamento.” A unidade reformada está sendo decorada e reabre em um mês.
Quem também promete novidades para o bairro das Perdizes é a turma do Killa Novoandino, especializado em cozinha peruana. Inaugurado em 2009 na rua Tucuna, o estabelecimento se mudou para a rua Padre Chico no começo de agosto. O antigo imóvel ainda pertence ao proprietário do restaurante, Georges Hutschinski, que já tem planos para o local.
Hutschinski quer transformar a antiga sede do Killa em uma lancheteria com receitas típicas das ruas peruanas. “Teremos ingredientes como pernil, lombo e peixe”, conta. Ainda não foi completamente escolhido o cardápio, que também contará com opções vegetarianas. O comando será da chef peruana Cecilia Valle, que já cuidava das sobremesas do restaurante principal.
“Será um ambiente bem mais informal do que o do Killa”, diz o proprietário. O nome do novo restaurante, que abrirá as portas no começo de novembro, será provavelmente La Sangucheria.
Serviço:
Zé do Hamburguer (Caiubi) – Fechado para reforma
R. Caiubi, 140, Perdizes, 3938-9748
Zé do Hamburguer (Itapicuru)
R. Itapicuru, 419, Perdizes, 3868-4884
Killa Novoandino
R. Padre Chico, 324, Perdizes, 98551-8511
La Sangucheria – Fechado
R. Tucuna, 689, Perdizes
(Com colaboração de Míriam Castro)
Há quatro meses, cinco casas da Rua Caetés, em Perdizes, estão marcadas para demolição. Tapumes da construtora Exto, responsável pela obra, denunciam que os imóveis darão espaço a um novo condomínio residencial. Nas placas de madeira, uma mensagem apócrifa pede: “Não matem a pitangueira!”. Feito em tinta preta, simples e direto, o pedido se refere à árvore que fica em meio à área interditada para a construção.
A pitangueira fica em frente à casa de número 84, um imóvel de dois andares. Sua folhagem ultrapassa a altura do sobrado, que já foi sede da Everest Imóveis – empresa que, desde o final do ano passado, mudou-se para a Rua Paulistânia, na Vila Madalena. Maria Lúcia Ramalho Munhoz, que comanda a imobiliária desde 1989, conta que a árvore ainda era pequena na época. “Era pouco mais alta do que uma pessoa”, diz a empresária. “A árvore cresceu junto com a gente ao longo das décadas”. Em época de pitanga, de outubro a janeiro, a árvore ficava carregada com as frutinhas vermelhas. O azar era de quem estacionava o carro debaixo dela. “Quando as frutas ficavam maduras, era uma sujeira só”, conta Maria Lúcia. O chão precisava ser varrido duas vezes ao dia.
Procurada pelo Blog do Curiocidade, a construtora Exto afirma que “fará o possível para que a planta permaneça no terreno, mas que isso dependerá de uma avaliação da Prefeitura Municipal na época de execução da obra”.
(Com colaboração de Míriam Castro)
O casarão antigo, que fica numa das esquinas das ruas Cardoso de Almeida e Doutor Homem de Mello, em Perdizes, está com ar de imóvel abandonado. O imóvel é tombado e tem um estacionamento nos fundos. Desocupado, sim, mas não sem dono: ele pertence à rede de padarias Dona Deôla, que pretende inaugurar uma nova unidade ali.
Construído entre as décadas de 1920 e 1930, o casarão foi comprado há quatro anos pelos proprietários da Dona Deôla. Faz dois anos que o grupo conseguiu autorização para realizar reformas no imóvel, mas ainda não tinha chegado o momento oportuno para a manobra. relata Flávio Del Nero Gomes, um dos sócios.
Será o quinto endereço da rede em São Paulo. Os outros já funcionam, 24 horas por dia, em Higienópolis, Granja Viana, Alto da Lapa e Pompeia. A unidade da Avenida Pompeia é a mais antiga e foi inaugurada em 1996. Fica na mesma esquina onde a portuguesa Dona Deolinda, que dá nome à marca, fundou a padaria Do Lar em 1948. Também existem três unidades menores dentro de hospitais da cidade.
O projeto da nova padaria ainda não está totalmente definido. “Ainda temos três ou quatro alternativas, mas estamos decidindo com calma”, diz Gomes, que promete um anúncio oficial do empreendimento no próximo mês. Uma das possibilidades de reforma é restaurar o casarão e, na parte de trás do terreno, fazer uma construção moderna. “Aí, seria criado um contraste entre o antigo e o novo”, afirma.
Mesmo tombado, o casarão não tem muitas restrições de uso. De acordo com Gomes, a preservação difere em cada cômodo do imóvel. “Na cozinha, por exemplo, posso fazer o que quiser”, garante. “Esta casa já acomodou pessoas, o que quer dizer que é possível instalar fornos, desde que respeitemos a estrutura do local”. Gomes não revela a quantia de dinheiro que será investida na empreitada, mas garante que será alta. “Queremos fazer algo original, que mude o conceito das padarias pelos próximos 15 anos”, diz o empresário.
Nas proximidades do casarão, já existem duas grandes padarias: a Nova Charmosa, na Doutor Homem de Mello, e a Santa Marcela, na Cardoso de Almeida. Nos dois locais, ninguém sabia dos planos da Dona Deôla. “É bom ter concorrência”, diz Arlindo Ribeiro, gerente da Nova Charmosa. “Mas a proposta deles é diferente da nossa, e não acho que perderemos clientes”.
(Com colaboração de Míriam Castro)
Duas coisas que você vê por todos os lados: panetones recheados com brigadeiro e lojas de brigadeiros gourmets espalhadas pela Cidade. Huuum… Sabe que isso pode render uma boa ideia? Para entrar no clima natalino, a chef Giulianna Loduca Scalamandré, da Brigadeiros by Cousin’s, criou um brigadeiro recheado com panetone. O brigatone é um brigadeiro tradicional que tem em seu interior um pedacinho da massa do panetone com frutas cristalizadas da Bauducco.
Um panetone pequeno rende entre 20 e 30 brigatones. Para quem não gosta do panetone tradicional, uma boa notícia: “Na quinta-feira, teremos um brigatone sem frutas cristalizadas e uvas-passas”, diz Edoardo Abrão, marido de Giulianna e gerente comercial da Brigadeiros by Cousin’s.
São 73 sabores de brigadeiro, como damasco, melão, pistache e branco com champanhe, que vão aparecendo nas vitrines em esquema de rodízio (8 a 12 por dia). Os únicos que são vendidos diariamente são o tradicional, com chocolate suíço 30% de cacau; o de chocolate branco belga; o brigatone e três versões amargas: 70%, 80% e 100% cacau. Para conseguir tanta variedade, Giulianna ousa bastante. Outra de suas invenções é o brigadeiro de chocolate 70% cacau com uma pitada de flor de sal e azeite espanhol. “Cada um dos ingredientes é sentido por uma parte da língua, tornando a experiência especial para o paladar”, afirma Edoardo. A pequena iguaria é servida na própria loja, que comporta 10 pessoas sentadas.
Apenas sob encomenda, aparecem duas joias no cardápio: brigadeiro de ouro comestível e de diamante comestível. O primeiro tem flocos e pétalas de ouro 24 quilates. O segundo leva diamantes artesanais feitos com açúcar. Cada um sai por 58 reais em uma caixinha especial. “Uma vez, um cliente disse que a mulher não merecia apenas uma joia”, conta Edoardo. “Levou logo uma caixa com 50 brigadeiros de ouro”.
Em 23 de abril deste ano, Edoardo e Giulianna comemoraram 17 anos de casamento. Também aproveitaram para inaugurar a Brigadeiros by Cousin’s na Rua Cardoso de Almeida,em Perdizes. O nome vem da época em que Giulianna participava de bazares junto com as primas Silvana, Sônia, e Gisela. Três vezes por ano, vendiam artesanato e doces preparados pela própria família da chef, que realizou seus estudos de patisserie em Paris. Os bazares Cousin’s (Prima’s) foram interrompidos no ano passado, mas batizaram a brigaderia.
Serviço:
Brigadeiros by Cousin’s
Rua Cardoso de Almeida, 1.371, Perdizes, 3582-1095/3862-5391
(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)
2013
2012
2011