ir para o conteúdo
 • 

Curiocidade

Marcos Roberto Silveira Reis, o Marcos, irá completar 20 anos como goleiro do Palmeiras em 2012. Será também seu último ano como profissional. A despedida deverá acontecer no primeiro semestre. Aproveitando a ocasião, o jornalista Celso de Campos Jr. resolveu sair à frente e acaba de lançar uma biografia do craque. São Marcos de Palestra Itália, da Editora Realejo, é resultado de um trabalho de oito anos de pesquisa sobre a vida do jogador. O goleiro Marcos e o Palmeiras não gostaram da novidade, já que dois livros oficiais sobre o camisa 12 estão sendo produzidos para o ano que vem. Rubens Reis, diretor de marketing do Palmeiras, diz que o clube entrará com medidas legais caso o título seja publicado. “O autor desse livro pirata em momento algum consultou o clube ou  o Marcos”, afirma Reis. “Não fez nenhum acordo para usar nossos direitos de imagem”.

Campos teve a ideia do livro em 2003, época em que Marcos recusou uma proposta da equipe inglesa Arsenal para substituir o goleiro David Seaman e permaneceu no Brasil, defendendo o gol do Palmeiras na Segunda Divisão. “Já admirava o Marcos desde antes daquela época”, diz o jornalista. “Com essa atitude, ele provou que não era um jogador qualquer”.

 

Campos é autor de Adoniran: uma biografia, sobre o compositor Adoniran Barbosa. O método de trabalho foi diferente. “No primeiro livro, entrevistei muitas pessoas para ajudar a reconstruir o personagem do músico”, explica. No caso de Marcos, o jornalista não entrevistou o arqueiro. Fez um trabalho de pesquisa em arquivos de jornais, revistas e internet. “O Marcos é uma personalidade atual, tem muita coisa sobre ele em todos os veículos”, conta. “Se eu perguntasse ao Marcos como foi uma partida de 1996, ele talvez não soubesse responder com precisão”.

Se a ameaça do Palmeiras se concretizar, a biografia de Marcos não será a primeira a enfrentar esse tipo de problema. O caso mais famoso foi o de Roberto Carlos. Em 2007, o jornalista Paulo César Araújo publicou Roberto Carlos em detalhes pela Editora Planeta. O cantor não autorizou a homenagem, que foi recolhida. O mesmo aconteceu com o livro Sinfonia de Minas Gerais – A vida e a obra de Guimarães Rosa, que teve que ser recolhido pela LGE Editora. Já Estrela solitária, trabalho de Ruy Castro sobre o jogador Garrincha, teve que passar por uma disputa jurídica de dez anos para, finalmente, voltar à circulação.

Isso acontece porque a Legislação brasileira ainda não tem um limite bem definido entre direito à privacidade e direito à informação sobre pessoas de projeção pública. A justificativa legal utilizada para barrar a publicação das biografias é o Artigo 20 do Código Civil. Ele garante que só podem ser divulgados escritos, citações e imagens de uma pessoa se esta (ou seu herdeiro) conceder uma autorização. “O Brasil está muito atrasado em relação a isso”, diz Celso de Campos Jr. “Em qualquer livraria, você vê três ou quatro biografias não-autorizadas de personalidades estrangeiras”. O autor não acredita que vá enfrentar problemas legais com o Palmeiras, já que seu livro enaltece o jogador, sem prejudicar a imagem dele ou a do clube. “E existe torcida palmeirense o suficiente para comprar mais de um livro sobre o Marcos”, justifica.

O jornalista tem a seu favor a modificação do Artigo 20, que está sendo feita pelos deputados federais Newton Lima (PT-SP) e Manuela D’ávila (PCdoB-RS), cujos projetos de lei permitem a divulgação de informações biográficas de pessoas públicas sem a necessidade de pedir autorização prévia. Por serem quase idênticos, os projetos de lei 393/11 e 395/11 foram apensados e aprovados na Câmara em dezembro. Agora, o texto vai para o Senado e, se não houver alteração, irá para a promulgação pela presidente Dilma Roussef.

(com colaboração de Miriam Castro)

sem comentários | comente

Hoje é dia de decisão para a Gaviões da Fiel. Não, os jogos do Campeonato Brasileiro não passaram para as noites de sexta-feira. É que a escola está fazendo a terceira eliminatória para a escolha do samba-enredo de 2012. Ainda são dez letras na disputa, e quatro serão eliminadas à noite. O enredo já está escolhido. “Verás que o filho fiel não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação” presta uma homenagem ao ex-presidente Lula. A logomarca  d0 Carnaval de 2012 da Gaviões também está definida: o escudo do Corinthians com o rosto de Lula no centro, com direito a chapéu de couro, no lugar da bandeira do Estado de São Paulo. A imagem foi criada pela comissão de carnaval da escola, formada por Delmo Moraes, Igor Carneiro e Fabio Lima, e aprovada pessoalmente por Lula. Em entrevista ao Blog do Curiocidade, Igor falou sobre a reação do presidente ao ver a imagem:

O que o Lula disse quando viu a imagem de seu rosto dentro do escudo do Corinthians?
A gente levou tudo para ele aprovar, afinal  estamos falando da vida de uma pessoa. Ele gostou de absolutamente tudo. A única coisa que pediu para mudar foram alguns detalhes na sinopse. Algumas referências de data estavam erradas na pesquisa.

Quem fez o desenho?
A Gaviões tem a comissão de Carnaval. Nós fizemos juntos. Depois, mandamos a ideia para o desenhista, que passou para o computador. No desfile, o desenho não vai aparecer. É só  para usarmos na quadra e na divulgação do enredo.

A escolha de Lula como tema para o Carnaval de 2012 foi unanimidade?
Foi um consenso da diretoria  homenagear um corintiano que tem tanto carisma com o povo. A ideia surgiu assim que ele saiu da presidência. Eu gostaria de homenagear Adoniran Barbosa. Dei a ideia, mas ficou para outro ano. Surgiram outros nomes, sim, mas eu não posso falar porque alguma outra escola pode querer fazer igual…

O que o ex-presidente disse quando recebeu o convite?
Ele comentou que teve convites de escolas do Rio de Janeiro no ano passado, mas ele não aceitou porque ainda era presidente. Teve uma escola do Rio que convidou para este ano também, mas ele preferiu a Gaviões. Não vou dizer qual foi essa escola!

Ele vai palpitar na escolha do samba-enredo?
Eu falei que ele podia participar de tudo, dar opiniões. Mas ele disse que não tinha talento pra isso. Não veio na quadra ainda, mas garantiu que vai participar do desfile.

Se o presidente tivesse sido  José Serra, que é palmeirense, a Gaviões faria uma homenagem assim também?
Se ele fosse presidente, poderíamos sim fazer uma homenagem. Só que não iríamos citar o time para que ele torce. Com o Serra, não ia ter uma identificação com o corintiano.

(Com colaboração de Karina Trevizan e imagem de divulgação)

1 Comentário | comente

É difícil prever até onde vai a sanha dos donos de estacionamentos nas redondezas de estádios de futebol em dias de jogos e de shows. Em shows, sei de relatos de pessoas que pagaram até 100, 200 reais para estacionar em estacionamentos improvisados ou em vagas nas ruas, na frente de lojas ou em terrenos baldios. A polícia cruza com os flanelinhas, mas não parece fazer nada para reprimi-los. Hoje, um estacionamento perto do Pacaembu me chamou a atenção. Em jogos de futebol, é o mais caro que lembro de ter visto até agora.

Estava cobrando R$ 60 para os torcedores de Palmeiras e Cruzeiro que foram hoje à tarde no Pacaembu. Fica na Avenida Doutor Arnaldo, ao lado das lanchonetes Burdog e Toninho & Freitas. Nem é tão perto assim. O torcedor precisa enfrentar todo o íngreme ladeirão da Major Nataniel na volta. Para os frequentadores das lanchonetes, o valor do convênio continuava o mesmo: R$ 10.

Você lembra de outros estacionamentos caros assim? Já desistiu de ir a algum show por causa de flanelinhas? Compartilhe a sua experiência, deixando um comentário aqui.

comentários (7) | comente

Começaram a ser vendidos hoje os ingressos para o jogo Corinthians x Figueirense, que será disputado no próximo sábado, às 18h, no Pacaembu. O estádio municipal é um dos pontos de venda. Mas por que o Corinthians, que manda quase todos os seus jogos lá, não está utilizando mais as novas bilheterias da Praça Charles Miller? Os corintianos são obrigados a usar agora antigas e desconfortáveis bilheterias da rua Itápolis.

Torcedores do Corinthians utilizam as bilheterias laterais (Foto: Tiago Queiroz/AE)

Bilheterias laterais atendem torcedores do Corinthians (Foto: Thiago Queiroz/AE)

A resposta não é tão simples. O Corinthians afirma que as bilheterias centrais são de uso exclusivo da BWA, empresa que pagou a reforma da fachada do estádio. O clube rompeu com a BWA em 2009. No ano seguinte, trabalhou com três empresas diferentes para vender seus ingressos, mas deixou de operar dessa forma no início deste ano. Hoje, o Corinthians passou a comercializar as entradas por conta própria. Por isso, não tem mais direito a utilizar as bilheterias novas. Um dos motivos do rompimento com as empresas foi que elas queriam cobrar pelo serviço de acordo com a receita de bilheteria. “O Corinthians não concorda com esse formato, e procuramos outras alternativas”, afirma Guilherme Prado, assessor de imprensa. A única empresa com a qual o Corinthians  ainda tem contrato é a Omni, que promove apenas a venda online de ingressos para cadastrados no programa Fiel Torcedor. “A tecnologia é da Omni, mas a venda é toda do Corinthians”, diz Lucio Blanco, gerente de arrecadaçao do clube. Só que o corintiano que compra seu ingresso nesse programa não se utiliza das bilheterias. ”O cliente Fiel Torcedor compra a entrada pela internet e, no Pacaembu, é identificado na catraca com seu cartão”, explica Branco. “Não precisa retirar ingresso”.

A BWA confirma que pagou a reforma da fachada do estádio, mas nega que tenha exclusividade sobre as novas bilheterias, como diz o Corinthians. “Qualquer empresa que tenha contrato com os clubes pode utilizar”, afirma Gloriete Treviso, assessora de imprensa da BWA. A empresa, que não divulga o valor da reforma doada para o estádio, vende ingressos exclusivamente para jogos do Santos. As entradas para jogos de outras agremiações no Pacaembu são vendidas pela Outplan e pela Omni.

A necessidade de utilizar somente as bilheterias laterais tem gerado um certo incômodo para os torcedores no Pacaembu. O assessor do Corinthians reconhece que “as laterais do estádio possuem uma área de circulação muito estreita, concentrando um grande número de pessoas com interesses distintos: circulação, compra de ingressos e acesso ao estádio”. Para driblar o problema, nos dias de jogos, a Praça Charles Miller ganha uma estrutura de metal montada pelo Corinthians. É ainda uma solução provisória.

BWA utiliza as bilheterias novas em dias de jogos do Santos (Foto: Marcio Fernandes / AE)

A Secretaria Municipal de Esportes, que cuida da administração do estádio, nega que haja qualquer tipo de privilégio para a BWA, conforme alega o Corinhtians. Segundo Mauro Sernardes Castro, coordenador do Pacaembu, os clubes escolhem as empresas com as quais querem trabalhar. Ele afirma que o Corinthians pode usar as bilheterias da Charles Miller, sim. “Não existe qualquer tipo de proibição”, garante.

Muito estranho…

(Com colaboração de Karina Trevizan)

comentários (3) | comente

Comentários recentes

  • MCCOY: Não tinha parado para pensar nisso, mas pelos comments daqui, me parece que o ‘geek’ fica sendo o...
  • Genio illuminado: Ser un Nerd nao e un defeito porque os Nerds nao sao bobos. Na realidade eu acho que essa palavra...
  • rodrigo: Cultura de COMPRAS. Não cultura NERD.
  • Juliana Torres: Oi Spock, Acredito que tenha escolhido esse nome ironicamente. Estou certa? É que como o Victor...
  • Claudio Br: Depois que você transforma um grupo em segmento de mercado só vender importa.

Arquivo