Chocolate da Bahia, Ederaldo Gentil e Batatinha são alguns dos intérpretes das músicas tocadas pelo “trio elétrico em miniatura” do coletivo artístico baiano GIA. Desde sábado, o GIA passeia por São Paulo com o veículo sonoro. A máquina, que tem como objetivo divulgar o samba baiano, está entre as obras que serão apresentadas na exposição Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013, que será inaugurada na próxima quinta-feira (9) no Itaú Cultural.
É a primeira viagem do carrinho a São Paulo. Ele já desfilou diversas vezes por Salvador. O coletivo se formou em 2002, quando sete alunos de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia resolveram se unir e fazer arte na rua. “Não gostamos dessa distância entre artista e observador”, conta Ludmila Britto, de 35 anos. “Por isso não trabalhamos para galerias de arte, mas para as pessoas”.
Amarelo e vermelho, o carrinho de quatro rodas toca sucessos do samba baiano em seus alto-falantes. “Podíamos ter comprado duas caixas de som, mas queríamos algo diferente”, diz Britto. Na parte de cima do veículo, ficam caixinhas de fósforos com a marca “Fósforos Musicais Batatinha”. Junto aos quarenta palitos, um papelzinho dá as dicas de como acompanhar um samba com o novo instrumento improvisado.
Também no topo do carrinho, estão quatro montinhos de folhetos. Cada panfleto contém um manual de instruções para copiar intervenções urbanas já realizadas pelo GIA em seus dez anos de existência: carimbar sacos de pipoca com mensagens, distribuir folhetos em branco como se fossem propaganda, soltar balões com mensagens e fazer filas em lugares inusitados para chamar atenção. “Queremos que as pessoas nos copiem, que espalhem as ações por aí”, afirma Britto. “Esse é o espírito de um coletivo: nada é realmente nosso”.
Ontem à tarde, o som do carrinho animava a esquina da Rua da Glória e da Rua Américo de Campos, na Liberdade. Hoje, o coletivo planeja levar a criação para passear pelo Centro e, amanhã, no Grajaú. A partir de quinta-feira, os registros das intervenções dos baianos do GIA estarão acompanhados das obras de outros 44 artistas de todo o Brasil no Itaú Cultural. Do dia 9 ao dia 11, palestras exclusivas para os artistas convidados serão transmitidas para o público geral no site do espaço.
Serviço:
Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149, Paraíso, 2168-1777
De 09/02 a 22/04
ter. a sex. 9h às 20h, sáb. e dom. 11h às 20h
(Com colaboração de Míriam Castro)
Bar do Moe. Homer Simpson entra, cumprimenta os amigos e pede uma bebida.Nessa cena, que se repete em diversos episódios de Os Simpsons, uma marca de cerveja sempre aparece em destaque: Duff. No desenho animado, a cerveja é barata e não tem grande qualidade. Já a versão brasileira, que já pode ser experimentada no Empório Liberdade, pertence à categoria puro malte, sem adição de estabilizantes, que tornam a produção mais barata.
A Duff que está à venda não é um produto oficial da Fox, detentora dos direitos sobre a história da família Simpson. O responsável pela criação é o mexicano Rodrigo Contreras, que registrou a marca no México e lançou a cerveja na Espanha em 2007, numa parceria com a cervejaria belga Haacht Brewery. Na América do Sul, a bebida pode ser encontrada no Chile, no Paraguai e na Colômbia.
Os direitos de produção no Brasil foram adquiridos no ano passado pela Duff do Brasil. A bebida é fabricada pela cervejaria catarinense SaintBier, responsável também pela produção da Cerveja Coruja. Conrado Kaczynski, sócio da Duff do Brasil, explica que a fórmula muda de acordo com o país: “Enquanto as versões europeias são mais massificadas e baratas, tentamos fazer no Brasil uma cerveja premium que tenha um sabor leve e especial”, afirma.
Por enquanto, a versão em latinha não está nos planos dos fabricantes. Mas o rótulo da Duff é igualzinho à versão mostrada no desenho.
Amanhã acontece o lançamento oficial da cerveja preferida dos Simpsons num evento só para convidados. O Twitter da marca, que só tem um post por enquanto, publicou um mapa com os 28 estabelecimentos que venderão a gelada em São Paulo a partir da semana que vem (clique na imagem abaixo). No dia 11 passado houve um pré-lançamento no Empório Liberdade.
De acordo com o proprietário do mercado, Frank Bischoff, cerca de 800 pessoas foram ao local conferir a versão de verdade do álcool consumido no desenho animado. Das 50 caixas do primeiro lote, com duas dúzias de garrafas cada, restaram apenas 100 unidades. “Acho que o estoque não dura nem até sexta-feira”. Quem quiser experimentar a Duff antes do lançamento precisa se apressar.
Serviço:
Empório Liberdade
Rua Thomaz Gonzaga, 28, Liberdade, 3208-0158
(Com colaboração de Míriam Castro)
O Blog do Curioso esteve na 33ª edição do Festival das Estrelas – São Paulo Sendai Tanabata Matsuri e xeretou alguns pedidos escritos nos papéis coloridos que ficam pendurados nos bambus. Sim, sim, somos muitos curiosos… Cada cor tem um significado: amarelo é dinheiro; rosa, amor; vermelho, paixão; azul, proteção e saúde; verde, esperança; branco, paz. Os pedidos em azul, amarelo e rosa eram maioria disparada.
Entre os papéis amarelos, a maior parte era de pedidos por oportunidades de trabalho, como: “Desejo ter um bom emprego, que haja dinheiro suficiente para uma vida estável“; “Quero passar em vários treinees, ter carros, casas e $$“; “Trabalhos, concursos, boas oportunidades e sucesso sempre“. O mais engraçado, porém, era o de uma pessoa que, aparentemente, levou um calote: “Que a Claudia e o Walter recebam, protejam o dinheiro e me paguem“.
Já entre os que escolheram a cor rosa, a maior parte queria conhecer um novo amor: “Gostaria da oportunidade de encontrar alguém que me faça feliz“; “Peço um verdadeiro e duradouro amor que complete minha vida“. Havia até gente pedindo namorado para outras pessoas, como uma mãe que escreveu: “Peço um esposo para a minha filha. Rico, espiritualmente e materialmente“. Mas fazer pedidos de amor não foi exclusividade para solteiros. Havia muitos papéis feitos por pessoas já comprometidas, como: “Desejo que meu amor continue sendo tão maravilhoso como é. Felicidades para nós dois“. Ou ainda pedidos com declarações de amor: “Eu quero agradecer por todo o carinho que recebo do Mitizaku, e quero pedir que nossa relação seja cada vez mais feliz.”
Os papéis azuis foram usados para pedir saúde e proteção para a família. “Peço proteção para entes queridos, em especial para minha filha e minha mãe“, dizia um.Os brancos tinham mensagens bem parecidas, como “desejo para minha família e meus amigos muita paz e alegria“.
Já os papéis verdes continham desejos mais diretos, como esses três: “Esperança de poder superar as dificuldades e fechar o 3º ano com chave de ouro para entrar em uma ótima faculdade“; “Que o olho do Mário melhore e ele consiga um emprego” e “aprovação no concurso de magistratura no Estado do Paraíba 2011“.
Quem fez pouco sucesso foram os papéis vermelhos. Entre eles, quase todos os pedidos eram por uma nova paixão. Mas teve alguém detalhista na descrição do desejo: “Quero conhecer um homem de 50 anos, solteiro, que me atraia e seja uma grande paixão interminável“, escreveu a pessoa. Exigente, não?
(Com colaboração e fotos de Karina Trevizan / AE)
Neste fim de semana, o bairro da Liberdade será palco da 33ª edição do Festival das Estrelas – São Paulo Sendai Tanabata Matsuri . A festa do Tanabata é considerada a maior festividade tradicional japonesa no Brasil. Sábado e domingo, as ruas da Liberdade ganham grandes enfeites suspensos feitos com papel colorido. A grande atração da festa são os irogamis, pequenos papeis coloridos em que as pessoas escrevem pedidos. Esses papeis são pendurados em sassadakes (bambus) espalhados pelas ruas.
A tradição é baseada na lenda do Tanabata, que surgiu há 4 mil anos. Diz a história que a Princesa Orihime, que era tecelã, e o pastor Kengyu se apaixonaram. Os dois se esqueceram das obrigações, dedicando todo o tempo para o amor. Como castigo, foram transformados em estrelas e separados na Via Láctea. Mas a tristeza do casal apaixonado comoveu o Senhor Celestial, que passou a permitir um único encontro anual entre os dois, sempre num dia de julho (e é por esse motivo que a festa acontece nesta época do ano). Para agradecer pela data do encontro, Orihime e Kengyu realizam os pedidos pendurados nos bambus.
A popularização da festa no Japão aconteceu em 1946, como forma de incentivar o país a se recuperar dos estragos da 2ª Guerra Mundial. Mas, em São Paulo, a primeira edição aconteceu nos dias 2 e 3 de julho de 1979. Quem iniciou as pesquisas para trazer a festa para a cidade foi Tetsuo Oohashi, então presidente da Associação Miyagui Kenjin-kai do Brasil. Para o primeiro Tanabata paulistano, foram decorados cem bambus.
O festival passou a contar com eventos culturais em 1985, em sua 7ª edição. Foi também nesse ano que o evento passou a ser chamado de São Paulo Sendai Tanabata Matsuri- Festival das Estrelas. A tradição dura até hoje. Para a festa deste ano, haverá concurso de desenho, haiku, tanka, haikai (formas de poesia japonesa) e enfeites tradicionais. Também haverá o Concurso de Miss Yukata Tanabata, que acontece desde 2007.
Serviço:
23 e 24 de julho. Praça da Liberdade, Rua Galvão Bueno e Rua dos Estudantes; Liberdade.
(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de Sergio Neves / AE)
2012
2011