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Numa viagem à Itália, em 1971, o empresário Antonio Carlos de Toledo visitou a Costa Lígure, região do norte do país. Lá, conheceu a cidadela de Santa Margherita. Com construções do século 16 misturadas a paisagens marítimas, o destino turístico arrebatou o coração do paulistano. Na hora de escolher o nome para a pizzaria que estava abrindo, na Alameda Tietê e da Haddock Lobo, ele já tinha duas opções: Pizzarela e Di Antonio. Resolveu escrever “Margherita” também no guardanapo, que entregou ao amigo e artista plástico Gustavo Rosa. Rosa escolheu a última alternativa e desenhou ali mesmo a boneca que se tornaria símbolo da casa. “Ela tem cara de pizza”, mostra Toledo. “Meus amigos falam que eu sempre me dei bem com as redondas”. É que ele, apelidado de “Esquerda”, chegou a fazer parte do elenco profissional do São Paulo em 1963 e 1964, mas teve pouquíssimas oportunidades de entrar em campo. Há um quadro na pizzaria com recortes de jornais dessa época.

Ele largou a carreira futebolística em 1965, quando entrou para a faculdade de Economia. “Achei que estudar seria melhor para mim”, diz ele. Na faculdade, alguns colegas o reconheciam dos jogos – mas a fama não se comparava à que alguns jogadores têm nos dias de hoje. Toledo não abandonou totalmente o futebol. Joga entre os veteranos do Clube Jundiaiense.

Toledo fica no Margherita seis dias por semana. Ele reserva apenas os sábados para ficar com amigos em seu sítio em Itupeva (SP).  Apesar de tantas tentações, ele só come pizza a cada 15 dias. “Qualquer prato, todos os dias, pode cansar”, afirma. “Não exagero porque não quero deixar de gostar de pizza nunca”. ” O empresário de 67 anos, que pesa 80 quilos, abre exceção só quando precisa provar novas coberturas. Não são muitas inclusões ao ano, já que Toledo pretende se ater a combinações mais usuais. “Dou escapadas em alguns sabores diferentes, mas tento ficar no tradicional”, explica. Um exemplo de ousadia é a pizza ‘Arigatô’, que combina shimeji e shitake. A lista de pizzas da Margherita cresceu de 18 opções, na época da inauguração, para 57 atualmente.

Serviço:
R. Haddock Lobo, 1.255, Jd. Paulista, 2714-3000

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de JB Neto/AE)

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A rede americana Johnny Rockets está chegando ao Brasil. A hamburgueria, com decoração inspirada na década de 50, foi fundada em Los Angeles no ano de 1986. Hoje, a rede ultrapassou as 300 unidades pelo mundo. Ainda em busca de fornecedores, Antonio Augusto Ribeiro de Souza pretende inaugurar o primeiro restaurante no início de 2013. O empresário, que é ex-franqueado do McDonald’s, promete pelo menos 30 lojas espalhadas pelo Brasil.

O cardápio, de acordo com Souza, será como o original americano, mas com alguns itens a mais. Uma das novidades é oferecer, além do hambúrguer tradicional, uma versão feita de picanha. “Também teremos mais opções no menu de saladas e no de sobremesas”, afirma o proprietário.

Desde 2004,  Antonio Augusto Ribeiro de Souza tenta trazer os estabelecimentos ao Brasil. Mas não conseguia por causa de uma hamburgueria que usava a marca Rockets na Rua Melo Alves, nos Jardins. Em março, uma decisão judicial obrigou a Rockets a cobrir o nome da fachada e a tirar o site do ar. Foram trocados cardápios e guardanapos timbrados. Até o bordado nas roupas dos garçons teve que ser desfeito.

Carlinhos Campos afirma ter registrado a marca Rockets há 18 anos. Por mais que o nome não seja o mesmo da rede americana, a marca é uma cópia deslavada. “Eles tentavam parecer uma franquia brasileira da lanchonete”, diz Souza, que procura não se envolver em questões legais. “Quem cuida das disputas é a matriz da Johnny Rockets, que tem como objetivo proteger a marca”. Em outubro do ano passado, a empresa entrou com uma ação judicial para obter os direitos de uso da própria marca em território brasileiro.

O proprietário da Rockets afirma que, no fim de janeiro, foi informado de que não poderia mais usar a marca. “Tenho uma empresa legal e registrada idoneamente”, diz. “Por isto, entramos com um recurso.” De acordo com Campos, o processo ainda não chegou ao fim e ainda há chances de obter novamente autorização para o uso dos símbolos. Mesmo assim, o empresário contratou uma empresa de branding para desenvolver uma nova marca e registrar outro nome – que, diz ele, ainda não foi escolhido.

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A unidade da doceria La Vie em Douce no Itaim Bibi ainda aceita encomendas. Ao que parece, isto não vai continuar por muito tempo. As atendentes da loja anunciam pelo telefone que o estabelecimento será fechado em breve.

Carole Crema, proprietária do La Vie en Douce. Foto: Evelson de Freitas/AE

De acordo com o que é informado pelo telefone, ainda não existe data prevista para o encerramento das atividades. Caso uma encomenda seja feita e a loja feche antes da entrega, os produtos podem ser retirados na unidade dos Jardins. Os funcionários não sabem o motivo da decisão, mas receberam a notícia há uma semana.

Não é o que diz a assessoria de imprensa da marca.  Procurada pelo Blog do Curiocidade, a assessora garantiu que a proprietária, a chef Carole Crema, não tem nenhuma intenção de fechar a unidade Itaim Bibi da La Vie em Douce, inaugurada em janeiro do ano passado. Ninguém soube informar por que as funcionárias da loja estão dando esta informação.

Criada em 2002 por Carole, a La Vie em Douce serve docinhos tradicionais, como maria-mole e olho-de-sogra, mas também investe em criações modernas, como whoopie pies e cupcakes. A chef tem até um livro dedicado ao assunto: “O Mundo dos Cupcakes” (Editora DBA), com 50 receitas de bolinhos decorados.

Serviço:
Unidade Itaim
R. Pedroso Alvarenga, 514, Itaim Bibi, 3078-1110.

Unidade Jardins
R. da Consolação, 3.161, Jd. Paulista, 3088-7172.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Para comemorar a conquista do quinto campeonato brasileiro da história do Corinthians,  o zagueiro Paulo André revelou seu talento como pintor. Durante a semana final da competição, em dezembro passado,  o jogador levou uma tela em branco para o Centro de Treinamento e pediu que os colegas de time chutassem bolas sujas de tinta em direção a ela. Paulo André conta que foi o pintor Romero Britto quem lhe deu a ideia do quadro.

O resultado é uma tela cheia de marcas de bola nas cores branca, preta e roxa. Além disso, Paulo André pediu para que os craques do Corinthians deixassem marcas de seus pés e mãos na obra. Ele procurou colocar 38 pegadas ou traços de dedos no quadro para representar as 38 partidas jogadas pelo Corinthians no Brasileirão.

Agora, a tela pintada pelo zagueiro e seus colegas de equipe está exposta no restaurante Paris 6, nos Jardins. Com 2,65 m  por 2,65 m, a tela foi levada na noite de sexta-feira para o local. “No restaurante, procuramos sempre valorizar as artes”, afirma Isaac Azar, proprietário do estabelecimento. De acordo com o empreendedor, a iluminação para o quadro será instalada hoje.

Haverá um coquetel – ainda sem data definida – destinado a atrair possíveis compradores da obra, cujo valor inicial é de R$ 50 mil. Da quantia, 10% serão destinados ao funcionário do Paris 6 que atender o cliente que levar o quadro para casa. O restante será destinado ao IPA (Instituto Paulo André), instituição criada pelo jogador que atende jovens carentes na região de Campinas.

Serviço:
Paris 6
R. Haddock Lobo, 1.240, Jardins, 3085-1595

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Conhecida por seus sanduíches rápidos e também por pratos com arroz, feijão, carnes grelhadas, ovo e salada, a Giraffas é a quarta maior rede de restaurantes do Brasil. Tem 360 lojas (todas franqueadas) espalhadas por 24 Estados e no Distrito Federal, onde foi criada em 1981. Para crescer ainda mais, a Giraffas acaba de lançar mais uma franquia: a Tostex, marca que acaba de ser adquirida. As duas primeiras unidades, em São Paulo e Brasília, serão inauguradas até março de 2012.

As empresárias Paola Vigorito e Anna Paula Provedel foram as criadoras da marca Tostex. Em 1998, patentearam o nome, para inaugurar dois anos depois a primeira lanchonete nas areias de Trancoso, na Bahia. O sucesso fez com que, em 2002, abrissem também uma filial paulistana nos Jardins. O tostex, sanduíche preferido das duas, é feito com duas fatias de pão de forma prensadas, que, depois de quente, ficam com as bordas tostadas. Paola e Anna Paula incrementaram a receita dos sanduíches usando fatias de pão maiores e uma série de recheios caprichados.

Até 2010, ano em que fechou as portas, a casa da Rua Haddock Lobo trazia a informalidade da versão baiana. Era dividida em quatro ambientes, tinha pufes e espaços com vista para a rua. Os sanduíches dividiam a atenção com a música eletrônica. As negociações entre Tostex e Giraffas duraram um ano. A novidade foi anunciada numa grande convenção com todos os franqueados na rede, realizada no final de outubro no Club Med, de Itaparica, na Bahia.

A primeira loja paulistana do novo Tostex será no Itaim-Bibi – provavelmente na Rua Bandeira Paulista. A meta é inaugurar seis lojas pelo país em 2012 e, depois, crescer dez unidades por ano. A logomarca da Tostex, que ilustra esse post, também irá mudar. Os restaurantes de São Paulo e Brasília serão “lojas-conceito” (por isso, serão lojas de rua) com o cardápio elaborado pela onipresente chef Ana Soares.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Pão árabe, queijo mussarela coberto por zatar, rosbife e tomate. Nada de presunto, ovo, alface e maionese. O beirute foi criado em São Paulo no ano de 1951 pelo imigrante  libanês Fares Sader. Ele era sócio do restaurante Bambi, na Alameda Santos, entre as ruas Cubatão e Rafael de Barros. “Ele quis homenagear o Líbano. Por isso, usou pão árabe e batizou o sanduíche com o nome da capital”, diz Nazima Sader, viúva do criador do beirute.  No Líbano, os pais de Fares vendiam chocolates e doces sírios. Quando faleceram, na época da Segunda Guerra Mundial, o filho deixou o país de navio. Morou na Venezuela e depois no Uruguai até desembarcar no Brasil em 1947.

Em São Paulo, ele procurou alguns de seus parentes: o irmão Louis, que tinha vindo diretamente para o Brasil, e Sabina Sader, também da família e mãe de Nazima. Esta logo se tornou namorada do recém-chegado, com quem casou em 1955 e teve três filhos: Mônica, Marina e Maurício.

Louis abriu o Bambi em 1951. Fares entrou como sócio pouco tempo depois. Em seguida, criou o célebre sanduíche e a sobremesa chocolamour, que não tinha esse nome. “Não tinha nada  a ver com ‘amor’”, afirma Mônica Sader. “Meu pai escolheu ‘Chocolat Mou Mud’ para misturar palavras francesas e inglesas”. Mou, em francês, é “suave”, e mud quer dizer “lama”. É uma referência à aparência cremosa do doce, que leva sorvete com calda quente de chocolate, chantilly e farofa adocicada. Com o tempo, as palavras se misturaram, mudando o nome da sobremesa.

Fares e Nazima na inauguração da segunda unidade do Bambi (foto: acervo pessoal)

A farofa do chocolamour é uma receita secreta inventada por ele. “Não revelo nem morta, é um segredo da família”, diz Mônica, que prepara e vende o quitute sob encomenda para festas. Ela é procurada por antigos fãs dos restaurantes do pai. “Apenas o verdadeiro chocolamour tem essa farofa”, garante. “É ela que dá o toque especial e deixou esses clientes com saudade”. O sucesso das receitas de Fares aumentou o movimento no restaurante da Alameda Santos, que não comportava mais tantos clientes. A solução foi a inauguração de outra unidade na casa em frente, em 1956.

Os dois irmãos entraram numa nova sociedade em 1960:  o restaurante Flamingo, que tinha também uma cozinha árabe influenciada por tendências internacionais. Lá também começaram a ser servidos pratos que tornaram o Bambi famoso, como o beirute e o chocolamour. Depois da morte do marido, em 1970,  Nazima  assumiu o comando do Flamingo. O negócio fechou em 1983, por causa de problemas com o dono do imóvel.

Fachada do novo Bambi, no Itaim (foto: divulgação)

O fim do Bambi, em 2001, foi semelhante. Bem quando completava 50 anos de existência, o restaurante fechou nas mãos de Edgard Louis Sader, que herdou o local com a morte do pai, Louis, em 1990. “Brigamos com o proprietário do imóvel por mais de dez anos, até que finalmente tivemos que sair”, afirma. Edgard só reabriu o negócio em 2009, na Rua Jorge Coelho, na região da Cidade Jardim.

A nova decoração tem até uma porta de madeira importada do Marrocos. Porém, o mais importante é que o beirute e o chocolamour são vendidos assim como Fares Sader concebeu suas receitas: a sobremesa é servida em um copo idêntico ao utilizado nos primeiros anos do Bambi.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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