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Curiocidade

Tudo indica que o Santos irá conquistar seu terceiro tricampeonato paulista – o primeiro depois da era Pelé – no próximo domingo, na segunda partida da decisão, contra o Guarani. O Santos venceu a primeira, domingo passado, por 3 x 0.  O último tricampeão paulista foi justamente o Santos em 1967, 1968 e 1969. E o primeiro clube a ganhar o Paulistão por três anos consecutivos?  A resposta é  SPAC (São Paulo Athletic Club), time em que jogou Charles Miller, o pai do futebol no Brasil.  O troféu de tricampeonato mais antiga do Brasil será exposto a partir deste sábado (12). O SPAC fará uma grande festa neste sábado, dia 12, em sua sede social para a inauguração do Centro de Memória do SPAC – Charles Miller.

Fundado em 1888 por trabalhadores do comércio e da São Paulo Railway, o Clube Atlético São Paulo era frequentado por imigrantes ingleses e seus descendentes. Lá, eram praticados esportes tradicionais britânicos, como o críquete. Charles Miller, um dos sócios do clube, voltou de um período de estudos na Inglaterra em 1894 com duas bolas de capotão e um livro de regras do futebol, que estava se popularizando na época.

O primeiro campeonato estadual foi realizado pela Liga Paulista de Foot-Ball em 1902. Com Miller na equipe, o SPAC venceu as três primeiras edições, garantindo a Taça Antônio Casimiro da Rocha, que será a atração principal do Centro de Memória. “Queremos nos tornar um dos pontos de visitação relacionados ao futebol em São Paulo”, diz Junshi Nishimura, gerente geral do clube.

Com aproximadamente 40 m², o espaço é dedicado principalmente ao futebol e ao rúgbi – esporte que também foi trazido ao Brasil por Charles Miller. Serão cerca de 80 itens expostos, entre taças, camisas, flâmulas, fotografias e cartas. “Temos um acervo com centenas de itens, mas o espaço aqui é restrito”, afirma Nishimura.  A intenção é, em até dois anos, transferir o memorial para um local mais amplo em frente ao clube, que fica no bairro de Higienópolis.

Ainda não estão definidos os dias e os horários de funcionamento do Centro de Memória.  A princípio, o que está confirmado é que o museu terá entrada gratuita para o público em geral.

Serviço:
Centro de Memória do SPAC
R. Visconde de Ouro Preto, 119, Higienópolis, 3217-5944

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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Neymar completou ontem 50 dias de vida. Não o atacante do Santos, mas Neymar Arantes do Nascimento Zanquetta, bebê nascido em 15 de março passado na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele é filho do empresário brasileiro José Carlos Zanquetta, torcedor do Santos, que homenageou, ao mesmo tempo, Neymar e Pelé.

José Carlos, nascido em São Caetano do Sul, mora na Bolívia há 16 anos. Lá, é casado com Alexsandra do Carmo Nascimento, que não é santista – como é nascida no Acre, torce para o Rio Branco Futebol Clube. “Mas ela já aprendeu a gostar do Santos”, afirma Zanquetta. A família foi resistente à escolha do nome para o recém-nascido. “Minha mãe achou um absurdo”, diz. “Meus sobrinhos, que são corintianos, falaram que eu ia estragar a vida de meu filho”.

Neymar tem dois irmãos do primeiro casamento do pai: Vanessa, de 23 anos, e Alexandre, de 14. Os dois são corintianos e não gostaram nada da ideia de batizar o novo membro da família com o nome do craque do time rival. “Mas vão ter que aprender a conviver com um Neymar em casa”, brinca Zanquetta.

O pai conta que sempre foi fã de Pelé, mas não batizaria um filho de Edson Arantes do Nascimento. “Acho que seria muita pretensão dar este nome a uma criança”, conta Zanquetta. “Mas o Neymar está despontando como o melhor jogador da atualidade, então também merecia uma homenagem”. O torcedor aproveitou o “Nascimento” do sobrenome da mulher e realizou a loucura.

Na Bolívia, a tradição é utilizar o sobrenome materno por último. Se fosse registrado em Santa Cruz de la Sierra, o bebê seria chamado Neymar Arantes Zanquetta do Nascimento. “Por isso, procurei o consulado brasileiro na Bolívia”, diz o pai. “Quando fui registrar o nome, a pessoa que me atendeu perguntou se eu tinha certeza do que estava fazendo”. Como tinha certeza, a criança foi registrada em 30 de março.

Agora, a maior meta de José Carlos é fazer com que seu filho tire uma foto ao lado do Neymar jogador. “Daqui a uns 15 anos, o meu Neymar vai estar jogando bola inspirado no craque dos dias de hoje”, prevê. Em junho, quando estiver um pouco maior, o pequeno Neymar vai visitar a avó em São Caetano – e, é claro, aproveitar para assistir a seu primeiro jogo do Santos.

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de acervo pessoal)

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Para comemorar a conquista do quinto campeonato brasileiro da história do Corinthians,  o zagueiro Paulo André revelou seu talento como pintor. Durante a semana final da competição, em dezembro passado,  o jogador levou uma tela em branco para o Centro de Treinamento e pediu que os colegas de time chutassem bolas sujas de tinta em direção a ela. Paulo André conta que foi o pintor Romero Britto quem lhe deu a ideia do quadro.

O resultado é uma tela cheia de marcas de bola nas cores branca, preta e roxa. Além disso, Paulo André pediu para que os craques do Corinthians deixassem marcas de seus pés e mãos na obra. Ele procurou colocar 38 pegadas ou traços de dedos no quadro para representar as 38 partidas jogadas pelo Corinthians no Brasileirão.

Agora, a tela pintada pelo zagueiro e seus colegas de equipe está exposta no restaurante Paris 6, nos Jardins. Com 2,65 m  por 2,65 m, a tela foi levada na noite de sexta-feira para o local. “No restaurante, procuramos sempre valorizar as artes”, afirma Isaac Azar, proprietário do estabelecimento. De acordo com o empreendedor, a iluminação para o quadro será instalada hoje.

Haverá um coquetel – ainda sem data definida – destinado a atrair possíveis compradores da obra, cujo valor inicial é de R$ 50 mil. Da quantia, 10% serão destinados ao funcionário do Paris 6 que atender o cliente que levar o quadro para casa. O restante será destinado ao IPA (Instituto Paulo André), instituição criada pelo jogador que atende jovens carentes na região de Campinas.

Serviço:
Paris 6
R. Haddock Lobo, 1.240, Jardins, 3085-1595

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Acontece neste sábado (31) o I Encontro de Colecionadores de Objetos de Futebol, no Museu do Futebol. Trata-se do pontapé inicial para a inauguração do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), uma grande biblioteca e um completíssimo acervo de arquivos futebolísticos, prometido para abrir as portas ao público ainda este ano.

O evento do sábado começa pela manhã, com a palestra “Preserve seu Acervo”, às 10h. Teresa Toledo de Paula, pesquisadora do Museu Paulista da USP, é uma das palestrantes, e promete dar dicas para os colecionadores preservarem melhor suas camisas. “O segredo para conservar têxteis é não deixar que eles recebam luz”, adianta Teresa, que pretende ensinar o público a guardar, manusear e expor a coleção. O Museu do Futebol também prepara para o evento o lançamento da cartilha “Preserve seu Acervo”, com dicas para os colecionadores. Os livros, por exemplo, devem ser guardados em pé, enquanto as fotografias conservam-se melhor na horizontal. E um detalhe que pode evitar a degradação de fotos e papéis: nunca use cola, fitas adesivas, grampos, ou clipes de metal.

A tarde (12h às 17h) está reservada para os presentes mostrarem suas relíquias e trocarem experiências entre si. Para ser um expositor, basta mandar um e-mail para eventos@museudofutebol.org.br confirmando sua presença e dizendo o que você pretende levar. Vale tudo o que seja relacionado com o futebol: jogos de botões, medalhas, ingressos, figurinhas, fotos, camisas, livros, chaveiros e mais uma lista sem fim de possibilidades. Todas as atividades são gratuitas, e a organização do evento garante que coleções curiosas já estão inscritas. O colecionador Marcos Araújo levará mini-craques e Fernando Cury, uma coleção de artigos da Copa de 1958.

Gostaram da ideia do Museu do Futebol? Que tal promovermos um encontro dos leitores do Blog do Curiocidade que colecionam artigos de futebol? Conte-nos um pouquinho sobre sua coleção deixando um comentário no post.

I Encontro de Colecionadores de Objetos de Futebol
Museu do Futebol
Praça Charles Miller, S/N – Estádio do Pacaembu
31/03/2012, das 10h às 17h
Entrada franca

(Com colaboração de Júlia Bezerra)

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Marcos Roberto Silveira Reis, o Marcos, irá completar 20 anos como goleiro do Palmeiras em 2012. Será também seu último ano como profissional. A despedida deverá acontecer no primeiro semestre. Aproveitando a ocasião, o jornalista Celso de Campos Jr. resolveu sair à frente e acaba de lançar uma biografia do craque. São Marcos de Palestra Itália, da Editora Realejo, é resultado de um trabalho de oito anos de pesquisa sobre a vida do jogador. O goleiro Marcos e o Palmeiras não gostaram da novidade, já que dois livros oficiais sobre o camisa 12 estão sendo produzidos para o ano que vem. Rubens Reis, diretor de marketing do Palmeiras, diz que o clube entrará com medidas legais caso o título seja publicado. “O autor desse livro pirata em momento algum consultou o clube ou  o Marcos”, afirma Reis. “Não fez nenhum acordo para usar nossos direitos de imagem”.

Campos teve a ideia do livro em 2003, época em que Marcos recusou uma proposta da equipe inglesa Arsenal para substituir o goleiro David Seaman e permaneceu no Brasil, defendendo o gol do Palmeiras na Segunda Divisão. “Já admirava o Marcos desde antes daquela época”, diz o jornalista. “Com essa atitude, ele provou que não era um jogador qualquer”.

 

Campos é autor de Adoniran: uma biografia, sobre o compositor Adoniran Barbosa. O método de trabalho foi diferente. “No primeiro livro, entrevistei muitas pessoas para ajudar a reconstruir o personagem do músico”, explica. No caso de Marcos, o jornalista não entrevistou o arqueiro. Fez um trabalho de pesquisa em arquivos de jornais, revistas e internet. “O Marcos é uma personalidade atual, tem muita coisa sobre ele em todos os veículos”, conta. “Se eu perguntasse ao Marcos como foi uma partida de 1996, ele talvez não soubesse responder com precisão”.

Se a ameaça do Palmeiras se concretizar, a biografia de Marcos não será a primeira a enfrentar esse tipo de problema. O caso mais famoso foi o de Roberto Carlos. Em 2007, o jornalista Paulo César Araújo publicou Roberto Carlos em detalhes pela Editora Planeta. O cantor não autorizou a homenagem, que foi recolhida. O mesmo aconteceu com o livro Sinfonia de Minas Gerais – A vida e a obra de Guimarães Rosa, que teve que ser recolhido pela LGE Editora. Já Estrela solitária, trabalho de Ruy Castro sobre o jogador Garrincha, teve que passar por uma disputa jurídica de dez anos para, finalmente, voltar à circulação.

Isso acontece porque a Legislação brasileira ainda não tem um limite bem definido entre direito à privacidade e direito à informação sobre pessoas de projeção pública. A justificativa legal utilizada para barrar a publicação das biografias é o Artigo 20 do Código Civil. Ele garante que só podem ser divulgados escritos, citações e imagens de uma pessoa se esta (ou seu herdeiro) conceder uma autorização. “O Brasil está muito atrasado em relação a isso”, diz Celso de Campos Jr. “Em qualquer livraria, você vê três ou quatro biografias não-autorizadas de personalidades estrangeiras”. O autor não acredita que vá enfrentar problemas legais com o Palmeiras, já que seu livro enaltece o jogador, sem prejudicar a imagem dele ou a do clube. “E existe torcida palmeirense o suficiente para comprar mais de um livro sobre o Marcos”, justifica.

O jornalista tem a seu favor a modificação do Artigo 20, que está sendo feita pelos deputados federais Newton Lima (PT-SP) e Manuela D’ávila (PCdoB-RS), cujos projetos de lei permitem a divulgação de informações biográficas de pessoas públicas sem a necessidade de pedir autorização prévia. Por serem quase idênticos, os projetos de lei 393/11 e 395/11 foram apensados e aprovados na Câmara em dezembro. Agora, o texto vai para o Senado e, se não houver alteração, irá para a promulgação pela presidente Dilma Roussef.

(com colaboração de Miriam Castro)

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É difícil prever até onde vai a sanha dos donos de estacionamentos nas redondezas de estádios de futebol em dias de jogos e de shows. Em shows, sei de relatos de pessoas que pagaram até 100, 200 reais para estacionar em estacionamentos improvisados ou em vagas nas ruas, na frente de lojas ou em terrenos baldios. A polícia cruza com os flanelinhas, mas não parece fazer nada para reprimi-los. Hoje, um estacionamento perto do Pacaembu me chamou a atenção. Em jogos de futebol, é o mais caro que lembro de ter visto até agora.

Estava cobrando R$ 60 para os torcedores de Palmeiras e Cruzeiro que foram hoje à tarde no Pacaembu. Fica na Avenida Doutor Arnaldo, ao lado das lanchonetes Burdog e Toninho & Freitas. Nem é tão perto assim. O torcedor precisa enfrentar todo o íngreme ladeirão da Major Nataniel na volta. Para os frequentadores das lanchonetes, o valor do convênio continuava o mesmo: R$ 10.

Você lembra de outros estacionamentos caros assim? Já desistiu de ir a algum show por causa de flanelinhas? Compartilhe a sua experiência, deixando um comentário aqui.

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Foto: Radu Sighet / Reuters

Lembra delas? Há um ano, em 11 de junho de 2010, acontecia a cerimônia de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. Além de ser o primeiro mundial no continente africano, o torneio ficou marcado pela entrada de uma nova palavra no vocabulário futebolístico: vuvuzela. No Brasil, elas também viraram mania rapidamente. A maior fabricante do barulhento instrumento no país é a Brasilflex, que teve até que recusar pedidos, tamanha era a demanda. “Recebemos propostas até da África do Sul, mas não pudemos atender”, afirma a diretora Eliana Mason.

A empresa, que fica no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, foi fundada em 1975 para produzir artigos de festa. Já fazia vuvuzelas há 16 anos, quando elas ainda eram chamadas de “cornetões”. “Começamos a produzi-las para o Carnaval e vimos que era vantajoso vendê-las em verde e amarelo em época de Copa”, diz Eliana. Hoje, a fábrica tem 89 modelos de cornetas. Existe uma diferença entre os modelos brasileiros e africanos. Os produzidos aqui têm um apito interno para facilitar o uso, enquanto os da África do Sul precisam de um pouco de técnica para fazer barulho. “Muita criança não consegue tirar sons da vuvuzela comum”, explica.

Durante a Copa do Mundo, a Fifa chegou a cogitar a proibição dos cornetões em estádios. Vuvuzelas foram proibidas em shoppings e restaurantes da África do Sul.  Com medo de uma invasão nos campeonatos  europeus, a UEFA deu a ordem que elas não poderiam entrar nos estádios.  Eliana acha que, em torcidas pequenas, a vuvuzela não atrapalha. “É uma maneira saudável de festejar”, diz. “Além disso,  eu já ouço esse som há anos”.

Foto: Jorge Silva / Reuters

Um ano depois da Copa, enquanto discutimos calorosamente como vai ser o evento no Brasil, Eliana decidiu não fazer mais vuvuzelas nas cores do país – a menos que sejam encomendadas. Os modelos com maior aceitação são os usados para  Carnaval, festas de debutantes e formaturas.

(Com colaboração de Míriam Castro.)

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