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Curiocidade

Desde o início do mês de novembro, o clube de compras Sam’s Club está vendendo cheesecakes da marca The Cheesecake Factory, badalado grupo de restaurantes que já conta com 155 unidades nos Estados Unidos. A negociação foi feita com ajuda do grupo americano Walmart, do qual o clube de compras Sam’s Club faz parte.

É a primeira vez que a marca é vendida no Brasil. As sobremesas são oferecidas com exclusividade pelo Sam’s Club, por enquanto só em dois sabores: tradicional e Chocolate Tuxedo Cream (foto) – nos Estados Unidos, são oferecidos 50 sabores. De acordo com a assessoria de imprensa do Wal-Mart, as lojas ainda estão vendendo o primeiro lote, mas a ideia é tornar a importação permanente e diversificar os sabores. Cada cheesecake da marca (1,8 kg o original e 1,47 kg o de chocolate) sai por R$ 64,86.

Quem nunca foi aos Estados Unidos já pode ter visto referências à The Cheesecake Factory no seriado The Big Bang Theory. A personagem Penny trabalha como garçonete na unidade da rede em Pasadena, na Califórnia. Além dos famosos cheesecakes, o restaurante serve refeições completas, como hambúrgueres, massas, saladas e carnes.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Duas coisas que você vê por todos os lados: panetones recheados com brigadeiro e lojas de brigadeiros gourmets espalhadas pela Cidade. Huuum… Sabe que isso pode render uma boa ideia? Para entrar no clima natalino, a chef Giulianna Loduca Scalamandré, da Brigadeiros by Cousin’s, criou um brigadeiro recheado com panetone. O brigatone é um brigadeiro tradicional que tem em seu interior um pedacinho da massa do panetone com frutas cristalizadas da Bauducco.

Um panetone pequeno rende entre 20 e 30 brigatones. Para quem não gosta do panetone tradicional, uma boa notícia: “Na quinta-feira, teremos um brigatone sem frutas cristalizadas e uvas-passas”, diz Edoardo Abrão, marido de Giulianna e gerente comercial da Brigadeiros by Cousin’s.

São 73 sabores de brigadeiro, como damasco, melão, pistache e branco com champanhe, que vão aparecendo nas vitrines em esquema de rodízio (8 a 12 por dia). Os únicos que são vendidos diariamente são o tradicional, com chocolate suíço 30% de cacau; o de chocolate branco belga; o brigatone e três versões amargas: 70%, 80% e 100% cacau. Para conseguir tanta variedade, Giulianna ousa bastante. Outra de suas invenções é o brigadeiro de chocolate 70% cacau com uma pitada de flor de sal e azeite espanhol. “Cada um dos ingredientes é sentido por uma parte da língua, tornando a experiência especial para o paladar”, afirma Edoardo. A pequena iguaria é servida na própria loja, que comporta 10 pessoas sentadas.

Apenas sob encomenda, aparecem duas joias no cardápio: brigadeiro de ouro comestível e de diamante comestível. O primeiro tem flocos e pétalas de ouro 24 quilates. O segundo leva diamantes artesanais feitos com açúcar. Cada um sai por 58 reais em uma caixinha especial. “Uma vez, um cliente disse que a mulher não merecia apenas uma joia”, conta Edoardo. “Levou logo uma caixa com 50 brigadeiros de ouro”.

Em 23 de abril deste ano, Edoardo e Giulianna comemoraram 17 anos de casamento. Também aproveitaram para inaugurar a Brigadeiros by Cousin’s na Rua Cardoso de Almeida,em Perdizes. O nome vem da época em que Giulianna participava de bazares junto com as primas Silvana, Sônia, e Gisela. Três vezes por ano, vendiam artesanato e doces preparados pela própria família da chef, que realizou seus estudos de patisserie em Paris. Os bazares Cousin’s (Prima’s) foram interrompidos no ano passado, mas batizaram a brigaderia.

Serviço:
Brigadeiros by Cousin’s
Rua Cardoso de Almeida, 1.371, Perdizes, 3582-1095/3862-5391

(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)

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Depois de cupcakes, brigadeiros e éclairs, chegou a vez dos quindins. A dona de casa Cátia Farias, 46 anos, resolveu abrir no Tatuapé a primeira loja especializada em quindins da cidade: a Bendito Quindim. Além do doce tradicional de coco com ovo, ela prepara outras quatorze opções de sabores, como maracujá, café, pistache, morango e chocolate. O cardápio tem também quindins de amareto, nozes e abacaxi. Os doces são feitos em um tamanho pequeno – cada um tem 4 centímetros de diâmetro. “Não gosto do doce muito grande porque fica difícil  experimentar mais sabores”, diz Cátia. O preço do quindim varia entre R$ 3,20 e R$ 3,50.

(Foto: Leonardo Soares/AE)

Cátia sempre foi dona de casa, e gostava de preparar quitutes para as festas de aniversário dos filhos, Lucas e Cauê, hoje com 20 e 23 anos. Em 2008, depois de 30 anos trabalhando na mesma empresa, o metalúrgico Ricardo, marido de Cátia, perdeu o emprego. Tentou abrir sua própria empresa, mas o negócio não deu certo e fechou as portas um ano depois. “Ele quebrou e nós perdemos tudo”, lembra Cátia. “Vendemos até nosso apartamento. Todo o dinheiro foi embora.  Como eu cozinho desde os 7 anos, resolvi fazer aquilo que eu sei fazer”.

A família alugou um espaço de 17 metros quadrados onde hoje funciona a loja. A ideia inicial era montar um negócio de esfihas e quiches. Foi Cauê quem convenceu a mãe a investir nos quindins. Cátia achou arriscado, pois já vendia esfihas para restaurantes do bairro e não queria fazer uma troca tão radical. No final, acabou topando.  A loja demorou nove meses para ficar pronta.

Cátia afirma que a receita básica dos quindins não é diferente da conhecida mistura de gema, açúcar, manteiga e coco. Os primeiros sabores criados para a loja foram abacaxi e maracujá. A produção é artesanal. Cátia faz os quindins na cozinha de casa, e quem cuida da loja são Ricardo, Lucas e Cauê. Para alguns dos sabores de quindim, usa uma pasta de base para sorvete da marca italiana Fabbri. Ela calcula trabalhar entre 12 e 15 horas por dia preparando quindins, e estima que a produção diária seja de 1.500 unidades. Se não usasse gema pasteurizada, ela calcula que teria que abrir  de 350 a 400 ovos por semana.

(Foto: Ivan Dias)

O Blog do Curiocidade visitou a cozinha da Bendito Quindim para conhecer a produção de Cátia. Ela ensinou a receita de quindim tradicional, com rendimento de 125 quindins de 4 centímetros – ideal para a próxima festinha de aniversário:

1. Derreter  120g de manteiga em banho-maria.

2. Misturar 1 kg de açúcar e 650 gramas de coco ralado fresco com as mãos. Continuar até a massa ficar homogênea. Cátia avisa que o movimento é repetitivo e deixa os braços e mãos doloridos no fim do dia. “Estou mesmo querendo uma máquina que faça isso”, diz.

3. Adicionar a manteiga derretida.

4. Deixar a mistura descansar por 12 horas na geladeira, coberta com um plástico. Com o resfriamento, a manteiga endurece novamente. É preciso soltar a massa outra vez com as mãos.

5. Adicionar 36 gemas de ovos ou 640 g de gema pasteurizada. Misturar (sim, agora pode usar uma colher ou espátula) até formar uma massa homogênea. Cátia usa a gema pasteurizada, mas dá uma dica para quem for usar ovos: colocar todas as gemas juntas em uma peneira, furar todas e deixar escorrer, sem mexer nem passar a colher na peneira. “Tira todos os resíduos e não fica cheiro de ovo”, ensina. Bater os ovos, nem pensar! “Assim você mistura toda a pele.”

6. Agora vem o truque: Cátia adiciona uma colher de chá de essência de baunilha à mistura. “É só um toque pessoal, não precisa colocar se não quiser.”

7. Untar 125 forminhas de 4 centímetros com glucose, espalhando-a com os dedos. É possível substituir o ingrediente passando manteiga e polvilhando a forma com açúcar.

8. Preencher as forminhas com a massa e colocar todas em uma assadeira maior e adicionar água, para que o doce seja assado no forno em banho-maria. Leva de 40 a 50 minutos.

9. Desenformar os quindins e colocar nas forminhas de papel. Cátia avisa que não há modelos de 4 centímetros à venda. Por isso, seu filho, Cauê, amassa as forminhas de tamanho tradicional com os dedos para ficarem com o diâmetro maior. Veja como fica:

Pensa que acabou? Agora vem a parte mais chata: 125 forminhas para lavar, além das travessas e a assadeira. Lucas geralmente fica com a tarefa, e reclama: “Eu deveria ter o maior salário.”

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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A primeira se instalar ali foi a Brigadeiro Doceria & Café, na Rua Padre Carvalho, em 2005.  Beatriz Forte – a Bia –  faz doces seguindo receitas que aprendeu com a avó, como a rabanada assada. “Mas o campeão de vendas é o bolo surpresa”, diz a proprietária sobre um bolo com brigadeiro preto e branco, farofa de biscoito e crocante. Para dar conta das vendas na matriz e na segunda loja, inaugurada em Moema no ano passado, e também das encomendas para eventos, ela e a filha, Isabel, alugaram mais um imóvel na mesma rua e ampliaram a fábrica.

Loja da Brigadeiro em Pinheiros (foto: Tadeu Brunelli/divulgação)

Quase vizinha, a Bolo à Toa, de Renata Frioli, vende bolos simples, sem recheio e sem cobertura. São aqueles bolos que acompanham um chá ou um café.  “Não vendo fatias porque quero incentivar o hábito de levar o bolo para casa e compartilhar com a família”, afirma Renata, que aprendeu a cozinhar em Araçatuba com a mãe e a avó, uma boleira. “Minha mãe toma lanche da tarde com bolo todos os dias”.

“Escolhi o bairro de Pinheiros por ser uma mistura de residencial e comercial, parece interior”, diz. Inaugurada em 25 de agosto na Rua Padre Carvalho, a Bolo à Toa tem como lema “Receitas de família feitas com amor”. São 15 sabores, como coco, maracujá, fubá com goiabada e formigueiro – todos com aquele furo no meio, como se tivessem sido feitos em casa. Todos os dias, Renata vende cerca de 250 deles, preparados em 17 fornadas. Os clientes preferem o bolo morno, recém-saído do forno. “Aquela história de que bolo quente dá dor de barriga é coisa de vó, não é mesmo?”, brinca a proprietária.

As cunhadas Daniela e Mariana Gorski estão na Rua Ferreira de Araújo desde fevereiro deste ano com a Confeitaria Dama. O nome, além de ser a soma da primeira sílaba do nome das sócias, tem um significado. “Sentar e relaxar tomando um café e comendo doces é, com certeza, uma coisa de dama”, afirma Mariana. A loja oferece todos os dias cerca de 20 opções, entre tarteletes, bolos e éclairs. Também aceita encomendas para festas. O carro-chefe é o mil-folhas, totalmente feito pela fábrica das duas, que fica atrás da doceria. “Dá um trabalhão, a massa demora 3 dias para ficar pronta”.

Mil-folhas da Confeitaria Dama (foto: divulgação)

Os doces comprados na Confeitaria Dama podem ser congelados e armazenados por até 30 dias sem perder o sabor, de acordo com Mariana. Apesar disto, quem quiser pode devorar as sobremesas lá mesmo: as mesas internas e externas são suficientes para aproximadamente 25 pessoas. Melhor: tem quatro vagas na porta.

O região só não é mais doce porque  a Olga Doces, que ficava no número 892 da Rua Ferreira de Araújo, próximo à Rua Sumidouro, fechou suas portas. A Olga Doces vendia tortas europeias com avelãs, pistache e geleia de amora. Alguém sabe que fim levou a loja?

Bolo à Toa
R. Padre Carvalho, 103, Pinheiros, 2857-4857. 2ª a 6ª, 10h/19h; sáb. 10h/16h.

Brigadeiro Doceria & Café
R. Padre Carvalho, 91, Pinheiros, 3813-6656. 2ª, 12h/19h; 3ª a sáb, 10h/19h; dom. e fer. 11h/18h.

Confeitaria Dama
R. Ferreira de Araújo, 376, Pinheiros, 5182-5088. 2ª a 6ª, 10h30/18h30; sáb, 11h/19h.

(Com colaboração de Míriam Castro.)

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