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Hyanna Prem é terapeuta e sexóloga do Centro Metamorfose. Fundado há 26 anos, o centro oferece terapia tântrica, baseada em fundamentos do Tantra, doutrina surgida na região da Índia por volta do século 5.

O Centro Metamorfose usa o método criado por seu fundador, Deva Nishok. A ideia é mostrar outros conceitos sexuais a quem conhece a terapia. “A pessoa adquire consciência energética do corpo, percebe que o prazer não é obtido apenas com a penetração”, conta Hyanna. “Atualmente, o sexo tem foco excessivo nos órgãos genitais, quando o prazer pode ser sentido no corpo inteiro. A melhora não é somente física, mas também espiritual e psicológica.”

De acordo com Hyanna, o centro é procurado por todos os tipos de públicos. Homens e mulheres com disfunções sexuais ou que desejam agradar ao parceiro, casais que querem salvar o casamento ou solteiros ansiosos por melhorar a performance são orientados a, primeiro, experimentar uma das massagens do método. “Desta maneira, o corpo é preparado para receber o orgasmo”, afirma a terapeuta.

Não há nenhum tipo de relação sexual entre quem faz a massagem e quem a recebe. A ideia, de acordo com a terapeuta, é conhecer o próprio corpo, obter maior consciência espiritual e energética. Depois de passar pela sessão, o recém-chegado pode ir a um dos cursos intensivos de massagem tântrica realizados nos finais de semana no Centro Metamorfose, nos quais duplas de homens e mulheres aprendem a aplicar as técnicas de Deva Nishok.

Serviço:
R. João de Souza Dias, 962, Brooklin, 2691-3084

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)

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A Casa do Faz e Conta, que completou um ano em maio, é um endereço diferente. Criado pela atriz e contadora de histórias Ana Luísa Lacombe, o espaço é dedicado à arte da contação. Lá, acontecem palestras, oficinas saraus e apresentações relacionadas ao tema.

Ana Luísa Lacombe em contação na Casa do Faz e Conta. Foto: Divulgação

O curso principal se chama “A Arte de Contar Histórias” e é dividido em dois módulos. Na etapa conceitual, Ana Luísa apresenta  um panorama geral do universo das histórias e suas origens. Depois, a parte prática propõe um estudo sobre o uso da voz e do corpo para melhorar a narração. “Ensinamos tudo a partir de conceitos bem básicos”, conta Ana Luísa. “Na primeira aula, os estudantes aprendem a diferenciar tipos de história e como lidar com temas difíceis, como o medo”. Durante o curso, cada aluno é incentivado a elaborar a narrativa de uma história. Cada uma é apresentada no último dia, durante um sarau.

Além do curso principal, são realizadas oficinas com temas relacionados à contação. Para o mês de julho, por exemplo, Ana Luísa promete um curso de composição de músicas: “É muito comum inserir canções em histórias”, conta. Cada turma comporta, no máximo, 20 alunos. Periodicamente, a atriz abre inscrições para grupos de alunos, mas é possível se cadastrar e ficar em uma lista de espera pelo próximo curso. “Começamos a montar turmas quando quatro alunos estão na lista de interesse”, afirma a proprietária.

Ana Luísa Lacombe falou um pouco mais ao Blog do Curiocidade sobre os cursos de contação:

Qual é a técnica mais valiosa ensinada nos cursos?
Logo no começo, os alunos aprendem sobre a importância da contação, e acho que isso é o mais relevante. Eles aprendem que contar histórias é essencial para a sobrevivência do ser humano. Desde pequena, toda pessoa precisa das histórias e lendas para compreender o mundo em que vive, para fazer relações e perceber tudo que existe a seu redor.

As técnicas de contação só valem na hora de entreter crianças?
Não! Servem também para contar histórias para adultos. É claro que algumas adaptações são necessárias. A linguagem usada, por exemplo, é uma das principais diferenças. Com crianças, você precisa estar pronto para interação constante com o público. A criança fala alto, interrompe, acrescenta coisas novas à história. Enquanto isto, o adulto não costuma interagir, mas fica concentrado nos detalhes do que falamos.

Como se preparar para contar histórias?
Antes de tudo, é preciso ver se a pessoa gosta da história como um gênero. Não dá para falar sobre algo de que você não gosta. Recomendo ler muitos contos populares, fazer uma imersão em histórias populares de outras culturas. Quem lê muito tem vantagem, já que vai construindo seu próprio repertório para a contação.

Serviço:
R. Luís Martins, 36, Lapa, 6305-8085

(Com colaboração de Míriam Castro)

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A escola Perestroika, fundada em 2007 na cidade de Porto Alegre, acaba de abrir as portas da unidade paulistana, que fica no Centro Cultural b_arco, no bairro de Pinheiros. O objetivo é promover cursos livres dos temas mais diversos (de música a empreendedorismo, passando por medicina e gastronomia), com o diferencial de sempre explorar a criatividade, fugindo do padrão brasileiro de educação.

Na próxima segunda-feira, 2 de abril, a unidade de São Paulo inaugura seu primeiro curso na área gastronômica. Serão 10 aulas ministradas por 14 diferentes professores, que abordarão temas como crítica gastronômica, comércio e gastronomia líquida. O curioso é que os participantes do Food Experience sairão dos encontros sem uma única receita passo-a-passo. Como sugere o nome, o curso preza mais pela experiência do que pela teoria. “Em nossas salas de aula, as pessoas são recebidas com bebidas e aperitivos, deixando o ambiente descontraído”, conta Mariana Gutheil, responsável pela unidade. “Além disso, quase todas as aulas terão uma surpresa preparada para a turma, que a gente internamente chama de treco”.

Um dos “trecos” mais bem sucedidos da edição anterior do Food Experience, em Porto Alegre, aconteceu na aula de baixa gastronomia. “Nós montamos um boteco de verdade na sala de aula, com direito a até barril de chope”, conta Mariana. A aula no boteco não está prevista para o curso de São Paulo, mas os organizadores garantem que há muitos “trecos” à espera dos novos alunos. Diogo Carvalho, idealizador do curso, adianta alguns deles: “Alex Atala levará a turma a seu restaurante, D.O.M., e é lá dentro que ele vai explicar a rotina dos chefs da alta gastronomia”. No dia da aula de Ricardo Garrido, que vai falar sobre a construção de marcas no ambiente gastronômico, o ambiente será um boteco da Vila Madalena. “Minha aula é fora da cozinha: vou abordar gestão de pessoas e atendimento, focando no interesse da turma e estimulando debates”, adianta Garrido.

Aula na edição do Food Experience em Porto Alegre

Aula na edição do Food Experience em Porto Alegre

Para o segundo semestre, a escola investe na produção do Behind the Music. O curso fez tanto sucesso em Porto Alegre que os paulistanos já formaram uma lista de espera. Entre os professores da última edição estavam o músico Lobão e o rapper Emicida, que discutiram temas como o mercado da música independente e as frentes profissionais do músico brasileiro. Quem quiser entrar na fila e receber informações exclusivas sobre o curso em São Paulo só precisa mandar um e-mail para musicasp@perestroika.com.br. O programa não deve ser o mesmo que foi apresentado aos gaúchos,  mas o curso não vai fugir de sua proposta original.

Os interessados nos cursos podem se inscrever diretamente no site da escola. É de praxe que, antes de concluída a inscrição, a Perestroika entre em contato com o futuro aluno. Faz parte da metodologia deles conhecer o perfil de suas turmas e orientar o público quanto a seus interesses e aptidões. O valor cobrado para os que quiserem vivenciar o Food Experience é um tanto salgado - R$ 5.394,00, que podem ser parcelados em seis vezes.

Serviço:
Perestroika
Centro Cultural b_arco
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426
(11) 8259-0582

(Com colaboração de Júlia Bezerra e fotos de Gabriela Guez)

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