Os cupcakes se tornaram tão populares em São Paulo que já nem podem ser considerados novidade, tamanha a quantidade de lugares que os oferecem. Em meio a tanta concorrência, lojas especializadas nos bolinhos procuram maneiras de se diferenciar. Na Cupcake da Vila, eles são decorados com flores, como uma rosa que serve de suporte para velas.
A designer Vera Franco, de 57 anos, deixou o emprego como editora de arte de uma revista há dez meses. “Eu era designer de revistas, mas agora sou designer de cupcakes”, brinca ela, que abriu um ateliê na Vila Mariana. “O que me encanta neste trabalho é descobrir novas combinações de cores para deixar o doce mais bonito”. Os cupcakes especiais (a partir de R$ 8 ) precisam ser encomendados com pelo menos três dias de antecedência.
Vera criou as rosas decorativas quando recebeu uma encomenda de aniversário de 80 anos. “Tinha que fazer 80 cupcakes”, conta. “Pensei que ficaria sem graça apenas espetar a velinha no bolo, por isso fiz um suporte em forma de rosa”. A designer confeiteira mostra agora no Blog do Curiocidade um passo a passo para a criação do enfeite para cupcake:
A pasta americana utilizada na receita pode ser encontrada em lojas de doces e misturada a corantes para confeitaria em gel ou pó. Para que a massa não grude, abra-a em cima de um plástico.
Corte seis rodelas finas com um molde de biscoitos.
Enfileire as seis rodelas.
Com uma espátula ou outro utensílio, pressione o centro das rodelas.
Enrole as rodelas, com cuidado, até o final.
Com uma faca ou espátula, corte o rolo de massa ao meio.
Aperte delicadamente a base da rosa para abrir as pétalas.
Encaixe a vela na rosa de pasta americana.
Coloque a rosa decorativa sobre o cupcake.
Serviço:
Cupcake da Vila
2501-8982
(Com colaboração de Míriam Castro)
Goiaba e queijo como prato principal? Bem, é quase isso. O filé mignon, aromatizado com alecrim e vinho tinto, vem coberto por um molho feito de goiabada cremosa. Para acompanhar, risoto de queijo parmesão. A combinação foi criada há dez anos por Patricia, filha de Laura D’Aurizio, proprietária da L’Osteria do Nonno Amerigo. “Ela gosta de misturar doce e salgado, e fez a sugestão, que deu certo”, conta Laura, cujo restaurante completa dois anos em julho. Laura é filha do imigrante italiano Amerigo, que foi dono da Cantina do Amerigo, no Bixiga, na década de 1950. Os frequentadores da casa da Vila Mariana (Rua Joaquim Távora, 1586, tel. 2667-6589) procuram mais os pratos tradicionais, como risotos e lasanhas, mas são vendidas 25 unidades do “Fileto ao molho de goiabada e vinho” (R$ 69,60, para duas pessoas) por mês.
A combinação é o único prato da casa que usa o doce – o ingrediente não está presente nas sobremesas do restaurante. Para os fãs de goiabada, o Blog do Curiocidade preparou uma lista de sobremesas feitas com o doce:
Gelée
A designer Mariangela Marques Barbosa trabalha com sorvetes há 15 anos, mas só vendia os gelados no atacado. Em fevereiro, inaugurou a Gelée, onde serve ao público delícias como o sorvete de goiabada. Com base de creme e goiabada cascão cremosa, uma bola do doce sai por R$ 9. Sob encomenda, Mariangela também fabrica o sabor goiabada com queijo e a musse de goiabada cascão. R. Prof. Atílio Innocenti, 829, Itaim Bibi, 3044-9597.
Lá da Venda
São três sobremesas com goiabada. A mais famosa é o bolo de fubá com goiabada, receita que era feita pela avó da proprietária, Heloisa Bacellar. Vendido por fatias (R$ 4) e inteiro (R$ 45, o grande), o bolo tem a massa cozida na panela antes de ir para o forno. De acordo com Heloisa, isso aumenta a maciez do doce. Outras opções são a fatia de goiabada com queijo canastra (R$ 10) e, aos finais de semana, o cheesecake com cobertura de goiabada (R$ 13, a fatia). R. Harmonia, 161, Vila Madalena, 3037-7702.
Mil Frutas
Entre os cerca de 250 sabores de sorvete da Mil Frutas, a carioca Renata Saboya aposta na mistura clássica de goiabada com queijo. Feito com queijo minas, o gelado (R$ 10, uma bola)pode ser encontrado nas duas lojas da sorveteria em São Paulo. Av. Magalhães de Castro, 12.000, Shopping Cidade Jardim, Térreo, Morumbi. 3552-1000.
Oh!Melete
O restaurante especializado em omeletes, que completa um ano em julho, serve uma sobremesa clássica que não leva ovos: o Romeu e Julieta. Por R$ 8, uma fatia de queijo Roni é cortada em formato de coração. Depois, leva um pedaço de goiabada cascão por cima. R. João Ramalho, 766, Perdizes, 3875-2550.
Padaria Barcelona
A padaria, que pertence à família Benjamin Abrahão, existe há 36 anos. Ela vende a chipa – receita paraguaia semelhante ao pão de queijo – com recheio de goiabada. “No Paraguai, recheiam a chipa com qualquer sabor, doce ou salgado”, conta o gerente Vicente Safont, que trabalha no local desde sua inauguração. “Por ser feito com fécula de mandioca e não conter glúten, o quitute é procurado por vítimas da doença celíaca”, diz Safont. R$ 2,70. R. Armando Penteado, 33, Higienópolis, 3826-4689.
Pastel da Maria
Até o ano passado, os pastéis de Dona Maria (que, na verdade, se chama Kuniko) só tinham três sabores doces: chocolate, banana e doce de leite. No Dia dos Namorados, foi lançada uma versão com queijo minas e goiabada cremosa. O sucesso foi tanto que o pastel Romeu e Julieta continuou sendo vendido desde então. R$ 4,50. R. Fradique Coutinho, 580, Pinheiros, 2373-7071.
Ráscal
Uma porção de queijo mascarpone, de consistência cremosa, acompanha a torta de goiabada servida pelo restaurante. O principal ingrediente do doce é o recheio de goiabada da família Ralston, de Terra Roxa, interior paulista. Em vez de queijo, a torta pode ser acompanhada por sorvete de creme. R$ 15,50. Al. Santos, 870, Jardins, 3141-0692.
Sallvattore
Servida em uma taça de martini, a sobremesa do Sallvattore é uma espuma de queijo branco com goiabada quente. O queijo é batido com creme de leite e açúcar no liquidificador, enquanto o doce de goiabada vai ao forno até derreter. R$ 15. R. Salvador Cardoso, 131, Itaim, 3078-8686
The Cake is on the Table
A loja especializada em cupcakes na Chácara Santo Antônio é comandada por Paula Simões, que retirou quase todas as ideias de bolinhos do livro de receitas que herdou da mãe. Com o nome de Tico-Tico no Fubá, a delícia tem massa feita com fubá, coco ralado e sementes de erva doce, mas é recheada e coberta com goiabada cremosa. R$ 6,50. R. Amaro Guerra, 264, Chácara Santo Antônio, 2371-1640.
Villa Imperial
O boteco com ar carioca em Higienópolis tem entre as opções de sobremesa uma versão diferente de Romeu e Julieta. Em vez de queijo, a fatia de goiabada cascão vem ao lado de uma bola de sorvete de iogurte. R$ 9,90. R. Maria Antonia, 368, Higienópolis, 2532-4658
(Com colaboração de Míriam Castro)
Comer cupcake sem sujar a ponta do nariz com creme sempre foi o desejo da paulistana Priscila Aguiar. O desejo virou realidade. Ela criou a Pricake, uma loja de minicupcakes inaugurada na última semana em Higienópolis. Fica no número 467, quase na esquina da Avenida Angélica, onde por anos funcionou a Floricultura Rosalba.
Mas, peraí: antes da inauguração da Pricake, já existiam minicupcakes no mercado. Priscila afirma que os seus são diferentes. “Um cupcake normal pode ter até 13 centímetros de altura”, explica. “Os considerados mini têm 6. Os que nós fazemos medem 3,5. Quis inventar algo fácil de comer mesmo. Não tem nem a forminha de papel, a pessoa pode comer numa mordida só”
Priscila fez um curso em Nova York sobre produtos naturais gourmet e procurou incluir ingredientes diferentes nas receitas de seus cupcakes. Ela não revela como fez a substituição, mas conta que os quitutes não têm leite nem ovo, por exemplo. São 36 sabores disponíveis, como cenoura com goiaba e baunilha, maçã com praliné de amêndoas e chocolate com maracujá. Cada bolinho custa R$ 2,20.
Feito em casa
A jornalista aposentada Vera Franco, que hoje dedica seu tempo aos cupcakes, é mais um exemplo de que as miniaturas vieram mesmo para ficar. Há uma semana, ela resolveu aproveitar uma sobra de massa para fazer minicupcakes. “É bem mais prático, não é enjoativo e não faz sujeira”, diz. No começo, teve dificuldades para acertar a receita, e os doces se desgrudavam da forminha. “Fui testando e agora já descobri que a culpa era do açúcar”.
(Com colaboração de Karina Trevizan)
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