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Curiocidade

Para comemorar a conquista do quinto campeonato brasileiro da história do Corinthians,  o zagueiro Paulo André revelou seu talento como pintor. Durante a semana final da competição, em dezembro passado,  o jogador levou uma tela em branco para o Centro de Treinamento e pediu que os colegas de time chutassem bolas sujas de tinta em direção a ela. Paulo André conta que foi o pintor Romero Britto quem lhe deu a ideia do quadro.

O resultado é uma tela cheia de marcas de bola nas cores branca, preta e roxa. Além disso, Paulo André pediu para que os craques do Corinthians deixassem marcas de seus pés e mãos na obra. Ele procurou colocar 38 pegadas ou traços de dedos no quadro para representar as 38 partidas jogadas pelo Corinthians no Brasileirão.

Agora, a tela pintada pelo zagueiro e seus colegas de equipe está exposta no restaurante Paris 6, nos Jardins. Com 2,65 m  por 2,65 m, a tela foi levada na noite de sexta-feira para o local. “No restaurante, procuramos sempre valorizar as artes”, afirma Isaac Azar, proprietário do estabelecimento. De acordo com o empreendedor, a iluminação para o quadro será instalada hoje.

Haverá um coquetel – ainda sem data definida – destinado a atrair possíveis compradores da obra, cujo valor inicial é de R$ 50 mil. Da quantia, 10% serão destinados ao funcionário do Paris 6 que atender o cliente que levar o quadro para casa. O restante será destinado ao IPA (Instituto Paulo André), instituição criada pelo jogador que atende jovens carentes na região de Campinas.

Serviço:
Paris 6
R. Haddock Lobo, 1.240, Jardins, 3085-1595

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Corinthians e Vasco fazem um jogo decisivo no próximo sábado, às 15h, no Parque São Jorge. Não, este jornalista não enlouqueceu. As equipes de futebol americano Vasco Patriotas e Corinthians Steamrollers se enfrentam pela semifinal do Torneio Touchdown, o campeonato brasileiro da categoria.

O estádio corintiano Alfredo Schürig recebeu sua última partida de futebol profissional em 3 de agosto de 2002. Era um sábado de manhã e o Corinthians venceu um amistoso contra o Brasiliense-DF por 1 x 0, gol marcado por Fabinho, aos 44 minutos do segundo tempo. Atualmente a “Fazendinha” só recebe  jogos das categorias de base do Corinthians – e agora também de futebol americano. O local sediou, por exemplo, a final do Campeonato Paulista de Futebol Americano, entre Corinthians Steamrollers e São Paulo Spartans (foto abaixo).

Como não existem campos oficiais de futebol americano no Brasil, os estádios de futebol precisam passar por adaptações toda vez que acontece um jogo. Para as partidas dos  Steamrollers, Ricardo Trigo, presidente e jogador, e mais dois ou três amigos  pintam o gramado de acordo com as normas do esporte: feet marks (marcações de jarda em jarda nas laterais e no centro), linhas transversais a cada cinco jardas e duas linhas laterais. Depois de cada partida, é preciso remarcar a grama de acordo com o futebol comum.

Mesmo assim, as medidas oficiais passam por diversas adaptações. “Temos campos 14 metros menores do que os usados no futebol americano”, conta Trigo. Para garantir que cada lado do campo tenha 50 jardas, a medida oficial americana (91 centímetros) foi reduzida no Brasil para 82 centímetros. Outras medidas alteradas são as do gol. “Nos Estados Unidos, as traves têm o formato da letra ‘Y’, enquanto o nosso parece mais um ‘H’”, explica  Trigo. Por cima de cada trave brasileira, são colocados canos de PVC encapados, fazendo uma abertura na parte superior do antigo gol.

Simulação de como seria a Fazendinha totalmente adaptada para os jogos

Nossa versão das traves americanas é mais larga do que a estadunidense: 7,44 metros contra 5,75 metros. Por outro lado, a versão improvisada é mais baixa: 2,44 metros, enquanto as dos os campeonatos oficiais ficam a 3,75 metros do chão.

Além do Parque São Jorge, o Corinthians Steamrollers já mandou partidas em cidades como Mococa e Guarulhos. “Jogamos onde conseguimos apoio de estádios”, conta Trigo. “Isto é ótimo, já que divulgamos o esporte pelo interior de São Paulo. Queremos mostrar que o futebol americano não é violento, tem muita estratégia”. Em São Caetano do Sul, o Corinthians mandou uma partida no Estádio Anacleto Campanella. A foto abaixo mostra o campo depois da modificação temporária para o futebol americano.

 

 (Com colaboração de Míriam Castro)

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Hoje é dia de decisão para a Gaviões da Fiel. Não, os jogos do Campeonato Brasileiro não passaram para as noites de sexta-feira. É que a escola está fazendo a terceira eliminatória para a escolha do samba-enredo de 2012. Ainda são dez letras na disputa, e quatro serão eliminadas à noite. O enredo já está escolhido. “Verás que o filho fiel não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação” presta uma homenagem ao ex-presidente Lula. A logomarca  d0 Carnaval de 2012 da Gaviões também está definida: o escudo do Corinthians com o rosto de Lula no centro, com direito a chapéu de couro, no lugar da bandeira do Estado de São Paulo. A imagem foi criada pela comissão de carnaval da escola, formada por Delmo Moraes, Igor Carneiro e Fabio Lima, e aprovada pessoalmente por Lula. Em entrevista ao Blog do Curiocidade, Igor falou sobre a reação do presidente ao ver a imagem:

O que o Lula disse quando viu a imagem de seu rosto dentro do escudo do Corinthians?
A gente levou tudo para ele aprovar, afinal  estamos falando da vida de uma pessoa. Ele gostou de absolutamente tudo. A única coisa que pediu para mudar foram alguns detalhes na sinopse. Algumas referências de data estavam erradas na pesquisa.

Quem fez o desenho?
A Gaviões tem a comissão de Carnaval. Nós fizemos juntos. Depois, mandamos a ideia para o desenhista, que passou para o computador. No desfile, o desenho não vai aparecer. É só  para usarmos na quadra e na divulgação do enredo.

A escolha de Lula como tema para o Carnaval de 2012 foi unanimidade?
Foi um consenso da diretoria  homenagear um corintiano que tem tanto carisma com o povo. A ideia surgiu assim que ele saiu da presidência. Eu gostaria de homenagear Adoniran Barbosa. Dei a ideia, mas ficou para outro ano. Surgiram outros nomes, sim, mas eu não posso falar porque alguma outra escola pode querer fazer igual…

O que o ex-presidente disse quando recebeu o convite?
Ele comentou que teve convites de escolas do Rio de Janeiro no ano passado, mas ele não aceitou porque ainda era presidente. Teve uma escola do Rio que convidou para este ano também, mas ele preferiu a Gaviões. Não vou dizer qual foi essa escola!

Ele vai palpitar na escolha do samba-enredo?
Eu falei que ele podia participar de tudo, dar opiniões. Mas ele disse que não tinha talento pra isso. Não veio na quadra ainda, mas garantiu que vai participar do desfile.

Se o presidente tivesse sido  José Serra, que é palmeirense, a Gaviões faria uma homenagem assim também?
Se ele fosse presidente, poderíamos sim fazer uma homenagem. Só que não iríamos citar o time para que ele torce. Com o Serra, não ia ter uma identificação com o corintiano.

(Com colaboração de Karina Trevizan e imagem de divulgação)

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Em fevereiro passado, seis ex-jogadores do Corinthians estiveram no estúdio do fotógrafo Bob Wolfenson, na Vila Leopoldina, para  sessões especiais de fotos. Depois de três horas de poses, Rivellino, Sócrates, Neto, Marcelinho Carioca, Basílio e Wladimir deram centenas de autógrafos em folhas que seriam colocadas no “Collector’s Book – Nação Corinthians”, que chegará às livrarias  na última semana de setembro.

Há uma grande expectativa em torno do lançamento desse que será o primeiro livro da nova Editora Toriba, que tem como presidente Pedro Sirotsky, acionista e membro do conselho do grupo de comunicação RBS. Outros já estão sendo planejados, sempre dentro do mesmo conceito. A edição sai com apenas 1.500 exemplares luxuosíssimos, sem possibilidade de reedição. Cada exemplar tem 640 páginas e pesa 30 quilos.

Os ídolos corintianos autografaram as folhas, e não os livros, por uma questão simples. Os 1.500 livros pesam juntos 45 toneladas. Foi muito mais fácil levar as folhas de papel vergé, cada uma com 300 gramas. As fotos também foram autografadas. O material todo foi enviado para impressão na Itália. “Não havia como costurar com as máquinas brasileiras, que fazem livros com lombadas de no máximo 32 centímetros”, explica Carlos Ribeiro, diretor de redação da Editora Toriba. “O ‘Nação’ tem 50 centímetros de  largura”. As páginas que os ídolos assinaram foram coladas nos livros com fitas dupla-face.

O livro tem três versões. Os onze primeiros exemplares, chamados de “Top 11″, custarão R$ 15 mil e trarão as assinaturas dos seis craques. Serão acompanhadas por um estojo de madeira revestido com couro italiano, com as seis fotos dos craques separadas, impressas em papel 100% algodão de 50 x 50 cm. Um deles será doado para a “Craques de Sempre”, organização beneficente mantida por Basílio. Os exemplares  numerados de 0012 a 0100, menos luxuosos, serão vendidos por R$ 9 mil, e também terão os autógrafos de todos. Os últimos exemplares custarão R$ 6,5 mil, com uma página assinada individualmente por apenas um dos seis jogadores.

Se os primeiros 100 exemplares foram autografados pelos seis jogadores, os outros 1.400 foram divididos em partes desiguais. Sócrates, Neto e Marcelinho assinaram 300 cada um. Basílio e Wladimir, 200. Rivellino, por sua vez, autografou somente 100. O lançamento oficial do livro está programado para o dia 26 de setembro nas livrarias Cultura e  da Vila, mas as pré-vendas já começaram pela internet. “É incrível: oito dos dez exemplares de  R$ 15 mil foram reservados”, festeja Ribeiro. Segundo ele, na primeira semana de pré-vendas,  70 livros tinham sido encomendados.

Para quem for até a loja atrás do livrão de 30 quilos,  Ribeiro adianta que a Livraria Cultura terá à disposição um funcionário para levar a compra até o carro do cliente. Mas a editora promete também enviar para a casa do comprador sem custo adicional.

Internado desde a madrugada da última sexta-feira, o Doutor Sócrates não é um dos mais requisitados entre os exemplares reservados  que trazem apenas um autógrafo. Segundo informações da editora Toriba, o preferido das pré-vendas é Rivellino – não à toa conhecido como “Reizinho do Parque”.

(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de divulgação)

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Começaram a ser vendidos hoje os ingressos para o jogo Corinthians x Figueirense, que será disputado no próximo sábado, às 18h, no Pacaembu. O estádio municipal é um dos pontos de venda. Mas por que o Corinthians, que manda quase todos os seus jogos lá, não está utilizando mais as novas bilheterias da Praça Charles Miller? Os corintianos são obrigados a usar agora antigas e desconfortáveis bilheterias da rua Itápolis.

Torcedores do Corinthians utilizam as bilheterias laterais (Foto: Tiago Queiroz/AE)

Bilheterias laterais atendem torcedores do Corinthians (Foto: Thiago Queiroz/AE)

A resposta não é tão simples. O Corinthians afirma que as bilheterias centrais são de uso exclusivo da BWA, empresa que pagou a reforma da fachada do estádio. O clube rompeu com a BWA em 2009. No ano seguinte, trabalhou com três empresas diferentes para vender seus ingressos, mas deixou de operar dessa forma no início deste ano. Hoje, o Corinthians passou a comercializar as entradas por conta própria. Por isso, não tem mais direito a utilizar as bilheterias novas. Um dos motivos do rompimento com as empresas foi que elas queriam cobrar pelo serviço de acordo com a receita de bilheteria. “O Corinthians não concorda com esse formato, e procuramos outras alternativas”, afirma Guilherme Prado, assessor de imprensa. A única empresa com a qual o Corinthians  ainda tem contrato é a Omni, que promove apenas a venda online de ingressos para cadastrados no programa Fiel Torcedor. “A tecnologia é da Omni, mas a venda é toda do Corinthians”, diz Lucio Blanco, gerente de arrecadaçao do clube. Só que o corintiano que compra seu ingresso nesse programa não se utiliza das bilheterias. ”O cliente Fiel Torcedor compra a entrada pela internet e, no Pacaembu, é identificado na catraca com seu cartão”, explica Branco. “Não precisa retirar ingresso”.

A BWA confirma que pagou a reforma da fachada do estádio, mas nega que tenha exclusividade sobre as novas bilheterias, como diz o Corinthians. “Qualquer empresa que tenha contrato com os clubes pode utilizar”, afirma Gloriete Treviso, assessora de imprensa da BWA. A empresa, que não divulga o valor da reforma doada para o estádio, vende ingressos exclusivamente para jogos do Santos. As entradas para jogos de outras agremiações no Pacaembu são vendidas pela Outplan e pela Omni.

A necessidade de utilizar somente as bilheterias laterais tem gerado um certo incômodo para os torcedores no Pacaembu. O assessor do Corinthians reconhece que “as laterais do estádio possuem uma área de circulação muito estreita, concentrando um grande número de pessoas com interesses distintos: circulação, compra de ingressos e acesso ao estádio”. Para driblar o problema, nos dias de jogos, a Praça Charles Miller ganha uma estrutura de metal montada pelo Corinthians. É ainda uma solução provisória.

BWA utiliza as bilheterias novas em dias de jogos do Santos (Foto: Marcio Fernandes / AE)

A Secretaria Municipal de Esportes, que cuida da administração do estádio, nega que haja qualquer tipo de privilégio para a BWA, conforme alega o Corinhtians. Segundo Mauro Sernardes Castro, coordenador do Pacaembu, os clubes escolhem as empresas com as quais querem trabalhar. Ele afirma que o Corinthians pode usar as bilheterias da Charles Miller, sim. “Não existe qualquer tipo de proibição”, garante.

Muito estranho…

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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