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No Twelve Bistrô, o australiano Greigor Caisley deu um jeito de incluir a cerveja em todas as etapas da refeição: a salada de frango leva molho feito com a bebida, assim como o picadinho e a coxinha de rabada. O destaque, no entanto, fica para as sobremesas que usam a cerveja como um de seus ingredientes. “Sou apaixonado por cervejas e quis passar esta obsessão aos clientes pelos pratos”, diz Caisley, que está no Brasil desde 2000.

O primeiro doce criado pelo chef, em 2004, foi o sorvete de Guinness. “A cerveja irlandesa tem um sabor de café e fundo caramelado que se destacam em doces, quando misturados ao açúcar”. O gelado acompanha o petit gâteau de chocolate (foto) e sai por R$ 14. Há também o pudim de pão com sorvete de cerveja belga Liefmans (R$ 14), que tem sabor de frutas vermelhas.  Feito com a nacional Colorado Indica, o crème brûlée não está disponível todos os dias: é preciso confiar na sorte para provar o doce, que também custa R$ 14. Uma opção mais básica é o brigadeiro de cerveja escura, que sai por R$ 6.

A uma quadra dali, a cerveja escura também é usada no bolo mais famoso do Les Delices de Maya, de chocolate 70% cacau. A chef e proprietária do restaurante, Maya Midori, usava Guinness para fazer o quitute, que é vendido a R$ 60,00 o quilo. Agora, a cerveja usada é Xingu. A mistura de chocolate com bebida alcoólica é usada em todas as partes do bolo: massa, recheio cremoso e ganache. Maya garante que o sabor agrada até a quem não bebe cerveja: “Nem dá para perceber o gosto do álcool”, diz.

Serviço:
Twelve Bistrô
R. Simão Álvares, 1.018, Pinheiros, 3562-7550

Les Delices de Maya
R. Mourato Coelho, 1.044, Pinheiros, 3813-3498

(Com reportagem de Míriam Castro e foto de divulgação)

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A cerveja é uma das bebidas mais populares do mundo. Hoje há uma profusão de bares e restaurantes com extensas cartas de cervejas. Existe até uma competição para ver quem oferece a maior variedade de rótulos. Por isso, as cervejas artesanais passaram a ser muito cobiçadas. Produzidas por pequenas empresas em quantidades igualmente pequenas, essas cervejarias estão na mira de Gilberto Tarantino, diretor da Importadora Tarantino. Ele, que se define como um beer hunter, um caçador de loiras geladas, visitou, nos últimos três anos, 15 cidades do exterior à procura de novas marcas. O empreendedor conta ao Blog do Curiocidade mais detalhes sobre sua profissão:

Como é o trabalho de um beer hunter?
Um beer hunter é uma pessoa que, como eu, sai à caça de novos rótulos de cerveja pelo mundo. Pelo menos três vezes por ano, faço viagens ao exterior. Viajo procurando o que existe de melhor em outros países e importo para o Brasil. Procuro sempre trazer bebidas diferentes para cá. Não só no sabor, mas também na apresentação visual.

Já existem muitas pessoas fazendo esse trabalho?
Atualmente, no mercado brasileiro, existem 20, 30 importadoras que procuram novas marcas de cerveja. Talvez essas pessoas não tenham condições de viajar a cada três meses, como eu faço. Mas o trabalho de pesquisa também é feito por outras empresas no Brasil, principalmente pela internet.

Como você descobre essas marcas de cerveja estrangeiras?
A internet me ajuda bastante. Sempre procuro por menções a novas marcas. Meu colega Marcelo Carneiro, o homem que está à frente da Cervejaria Colorado, sempre participa de campeonatos internacionais de fabricantes de cervejas. Quando volta, ele me dá várias dicas de fabricantes que tiveram bom desempenho.

Não dá para resolver tudo pela internet?
Antes de ir, converso por e-mail com os fabricantes. Preciso saber se eles têm condições de exportar e se têm interesse em fazer isso. Muitas cervejarias são pequenas e não dão conta nem da produção para o mercado interno, o que dificultaria a venda para outros países. Chegando aos países, procuro visitar vários fabricantes. Na Itália, visitei cinco pequenas cervejarias. Tenho que provar a bebida e checar se há mesmo a possibilidade de exportação.

Você tem ideia de quantas marcas já provou em todas essas viagens?
É muita coisa. Em nossa importadora, trabalhamos com 15 cervejarias, cada uma com cerca de dez rótulos. Mas tem muita coisa que provamos e nem trouxemos para o Brasil. Eu diria que, por ano, devo experimentar pelo menos 200 tipos diferentes de cerveja.

Onde você encontrou as cervejas mais atraentes?
As cervejas americanas são diferentes das europeias, já que têm muito lúpulo, o que dá um sabor interessante. Só que é difícil trazê-las para o Brasil, já que quase toda a produção vai para o mercado interno. Em outras viagens, notei que as cervejarias italianas ficam em cidadelas com menos de mil habitantes. Parecem até cidades-fantasma. Mas a fama da bebida que produzem é tanta que, à noite, os bares lotam com “turistas de cerveja”. Algumas cervejarias até criaram pousadas para esses visitantes.

Se essas cervejas desconhecidas são tão boas, por que ninguém as tinha descoberto antes?
As cervejarias artesanais são muito pequenas e não têm divulgação. Além disso, o mercado brasileiro neste nicho tem crescido muito nos últimos anos, possibilitando maior investimento na área. Não queremos importar cervejas de produção em massa para concorrer com as principais fabricantes brasileiras, mas trazer opções premium aos consumidores.

Serviço:
Importadora Tarantino
3092-2337

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)

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Bar do Moe. Homer Simpson entra, cumprimenta os amigos e pede uma bebida.Nessa cena, que se repete em diversos episódios de Os Simpsons, uma marca de cerveja sempre aparece em destaque: Duff. No desenho animado, a cerveja é barata e não tem grande qualidade. Já a versão brasileira, que já pode ser experimentada no Empório Liberdade, pertence à categoria puro malte, sem adição de estabilizantes, que tornam a produção mais barata.

A Duff que está à venda não é um produto oficial da Fox, detentora dos direitos sobre a história da família Simpson. O responsável pela criação é o mexicano Rodrigo Contreras, que registrou a marca no México e lançou a cerveja na Espanha em 2007, numa parceria com a cervejaria belga Haacht Brewery. Na América do Sul, a bebida pode ser encontrada no Chile, no Paraguai e na Colômbia.

Os direitos de produção no Brasil foram adquiridos no ano passado pela Duff do Brasil. A bebida é fabricada pela cervejaria catarinense SaintBier, responsável também pela produção da Cerveja Coruja. Conrado Kaczynski, sócio da Duff do Brasil, explica que a fórmula muda de acordo com o país: “Enquanto as versões europeias são mais massificadas e baratas, tentamos fazer no Brasil uma cerveja premium que tenha um sabor leve e especial”, afirma.

Por enquanto, a versão em latinha não está nos planos dos fabricantes. Mas o rótulo da Duff é igualzinho à versão mostrada no desenho.

Amanhã  acontece o lançamento oficial da cerveja preferida dos Simpsons num evento só para convidados. O Twitter da marca, que só tem um post por enquanto, publicou um mapa com os 28 estabelecimentos que venderão a gelada em São Paulo a partir da semana que vem (clique na imagem abaixo). No dia 11 passado houve um pré-lançamento no Empório Liberdade.

Locais que venderão a Duff a partir da semana que vem

De acordo com o proprietário do mercado, Frank Bischoff, cerca de 800 pessoas foram ao local conferir a versão de verdade do álcool consumido no desenho animado. Das 50 caixas do primeiro lote, com duas dúzias de garrafas cada, restaram apenas 100 unidades. “Acho que o estoque não dura nem até sexta-feira”.  Quem quiser experimentar a Duff antes do lançamento precisa se apressar.

Serviço:
Empório Liberdade
Rua Thomaz Gonzaga, 28, Liberdade, 3208-0158

(Com colaboração de Míriam Castro)

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A banda de rock Velhas Virgens surgiu em 1986 “para se divertir, beber de graça e pegar a mulherada”, como conta o vocalista Paulão. Com letras que passam longe do politicamente correto, o grupo chegou à marca de onze CDs e três DVDs gravados. A banda, formada também por Cavalo (guitarra), Tuca Paiva (baixo), Roy Carlini (guitarra), Simon Brow (bateria) e Juliana Kosso (vocais), tem muitas músicas que falam sobre bebida, como “De bar em bar”, “Turnê do Chopp” e “Vamos beber”. Essa foi uma das razões para criar um produto especial em 2011, ano em que o grupo completa 25 anos: a cerveja Indie Rockin’ Beer Velhas Virgens, com lançamento previsto para acontecer até novembro. A bebida, no estilo India Pale Ale (IPA, cerveja de alta fermentação), foi desenvolvida pelo cervejeiro Reynaldo Fogagnolli. Até 2013, eles planejam lançar mais duas cervejas. Também nas comemorações de boda de prata, Paulão lançou o livro “Na Terra das Mulheres Sem Bunda”. Em entrevista ao Blog do Curiocidade, Paulão falou sobre a nova bebida e a trajetória da Velhas Virgens.

A ideia de lançar uma cerveja da Velhas Virgens nasceu numa mesa de bar?
A gente fala muito disso nas músicas: boemia, bebedeira e farra. E sempre tocamos no assunto da cerveja. Quando a lançamos o nosso primeiro disco, em 1995, até fizemos um rótulo e colamos em garrafas de cerveja normais para fazer divulgação. Então, é uma ideia que já existe há muito tempo. Nós temos amizade com o Reynaldo Fogagnolli. A gente conversou com ele e calhou de tudo dar certo.

Como vai ser a primeira cerveja Velhas Virgens?
A nossa intenção é lançar uma cerveja com um sabor diferente. Muita gente está dizendo que existe harmonização de cerveja com alimentos. A nossa cerveja harmoniza com mais cerveja. É para beber e se divertir. A cerveja é uma bebida descompromissada, e as pessoas estão querendo transformá-la em vinho. A gente quer recuperar a coisa da bebida divertida.

Já tem slogan?
Sim. Um deles é esse mesmo: “a cerveja que combina com mais cerveja”. O outro é: “beba em alto volume”.

A cerveja Devassa contratou a Sandy como garota-propaganda. Quem será a estrela dos anúncios da cerveja da Velhas Virgens?
Estamos programando vídeos virais com o Cavalo, o Tuca e eu ao lado de uma panela, como se estivéssemos fazendo a cerveja. Vamos jogar algumas coisas malucas, como o sapato do Elvis Presley. Mas, se tivesse que escolher alguma garota-propaganda, poderia ser a Amy Winehouse, que bebe de verdade. A Sandy não convence ninguém. Poderia ser também a Juliana, a nossa vocalista. A Ângela Ro Ro também seria ideal. Ela gosta de bebida, e teria que ser uma pessoa iniciada.

Como foram os testes para aprovar a cerveja?
A cerveja é uma bebida muito diferente do vinho, por exemplo, porque você pode temperar com o que quiser. Existe uma forma básica, clássica, mas você pode acrescentar ingredientes para dar o seu sabor. Por gostar de cerveja, a gente consome vários tipos de IPA. A gente sentou na fábrica do Reynaldo, experimentamos algumas e decidimos. Na primeira prova, a gente achou que carecia de um pouco mais de corpo, amargor. Nós fizemos um lançamento na Beer Experience [festival de cervejas especiais que aconteceu em São Paulo no último dia 20], e as pessoas gostaram. Mas a definitiva vai sair com um pouco mais de corpo.

Vocês tomaram muita cerveja até chegar no resultado final?
Ah, a gente adora experimentar! Ficaram com medo que o pessoal não gostasse no Beer Experience, mas a gente avisou: “se não gostarem, a gente bebe o prejuízo!”

O que falta para o lançamento?
Falta só o registro no Ministério da Agricultura. A gente está bem animado. Não estamos emprestando o nome da banda pra uma cervejaria, a gente realmente é o produtor. Estou achando que, com a cerveja, vamos conseguir fazer sucesso – já que, com a banda, não fizemos tanto (risos). Nem todo mundo gosta de rock. Mas a cerveja até pagodeiro vai tomar.

O que você tem para brindar nesses 25 anos da banda?
As pessoas começam uma banda achando que vão ficar famosas e ricas. A gente começou sem a menor pretensão, e o fato de comemorar 25 anos é uma coisa inacreditável. A gente queria mais era se divertir, beber de graça e pegar a mulherada. Bom, acho que deu certo, porque hoje está todo mundo casado. Se bem que, no fim, a mulherada que pegou a gente… Bom, quando a gente começou, em 1986, o rock estava em alta. Tinha o Legião Urbana com letras mais filosóficas, por exemplo. A gente até pensou em falar de algo mais cabeça, mas tínhamos que falar de alguma coisa que a gente entendesse. No caso, era a boemia. A gente nunca teve a pretensão de que isso virasse um ganha-pão. Hoje, todo mundo tem seus trabalhos paralelos, mas até daria [para viver de música]. Mas teria que parar de beber tanta cerveja refinada… É muito caro.

(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de divulgação)

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