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Curiocidade

Em fevereiro deste ano, a Natura inaugurou um espaço-conceito na esquina das ruas Oscar Freire e Consolação, nos Jardins.  Ali, além de cosméticos, a Natura tem também doces: desde o dia 4 de setembro, o espaço vende quitutes da marca Maria Brigadeiro.

A Maria Brigadeiro, que existe desde 2007 e que foi a criadora do conceito de brigadeiros gourmet, hoje bastante copiado, ganhou uma estação dentro do espaço-conceito. Lá, são vendidos sabores tradicionais da Maria Brigadeiro, como pistache, limão siciliano e amêndoa de cacau. A maior novidade é que, para a inauguração do espaço, a doceira Juliana Motter desenvolveu quatro novos sabores: mate verde, cacau, cupuaçu e castanha-do-pará.

Os sabores foram escolhidos com base em ingredientes tradicionais brasileiros, assim como os que costumam ser usados nas linhas cosméticas da Natura. Uma caixa de presente com os quatro brigadeiros gourmet sai por R$ 16. Além da edição especial, são vendidos nos espaço Maria Brigadeiro os sabores tradicionais criados por Juliana Motter e panelinhas de brigadeiro de colher. A estação Maria Brigadeiro permanece no local até a data em que será fechado o espaço-conceito da Natura, no final de dezembro deste ano.

 Serviço:
Natura – Oscar Freire
R. Oscar Freire, 1.052, Jd. Paulista

 Maria Brigadeiro
R. Capote Valente, 68, Pinheiros, 3085-3687

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Você já comeu bicho-de-pé? A resposta afirmativa só vale se o docinho tiver sido degustado na rede de docerias Amor aos Pedaços. Bicho-de-pé é uma marca registrada. Bia Forte, proprietária da Brigadeiro Doceria & Café, em Pinheiros, descobriu isso há dois anos, quando recebeu uma notificação de que era preciso retirar o nome do cardápio.  “Achei que bicho-de-pé fosse um nome de domínio público, como brigadeiro ou tapioca”, afirma. Teve que trocar o nome para ”brigadeiro rosa”. “As vendas não se alteraram e a clientela continua chamando o doce pelo nome antigo””. O nome é patenteado desde 1989 e foi criado por Ivani Calarezi, sócio-fundadora da Amor aos Pedaços, que preparou o quitute para o aniversário de 1 ano do filho.

Maçã-do-Amor já foi também uma marca patenteada, mas não é mais. Os proprietários da Casa do Churro, no Tatuapé, se vangloriam de ter criado a iguaria como ela se popularizou (com palito e calda vermelha). Antonio Farre Martinez, filho do fundador da casa, José Maria Farre Angles, conta que a receita foi registrada em 1960. “Meu irmão, Ramón, viajou diversas vezes até o Rio de Janeiro para acertar a documentação”, conta.

Martinez conta que a patente do nome caiu dez anos depois do registro. A família desistiu de pedir a renovação. Os criadores da maçã-do-amor chegaram a acionar judicialmente algumas pessoas que copiaram o nome durante a década de 60. “Os processos judiciais eram muito caros”, afirma Antonio. “Como tinha muita gente copiando, não poderíamos arcar com os custos”.

Outra iguaria que tem o nome patenteado em São Paulo é o sanduíche arais. O Restaurante Carlinhos, no Pari, tem como carro-chefe a criação de Missak Yaroussalian, inspirada em pratos armênios. “Ele estava morrendo de vontade de comer uma esfiha, mas tinha disponível apenas carne de kafta e pão sírio”, conta Fernando, filho do fundador do Carlinhos. “Criou um sanduíche assado, que fez um baita sucesso”.

De acordo com Fernando, o nome do prato está patenteado desde a sua criação, há 30 anos. “Mesmo assim, volta e meia aparece alguém com um sanduíche chamado arais”, conta.  Para o proprietário da vizinha Casa Líbano, Hassan Mohamad Moussan, que já teve problema por causa disso, “arais” é o nome usado para designar lanches de carne no Líbano. “Por ser um nome muito comum, não poderia ser patenteado”, bronqueia. “Não existem maneiras de patentear a feijoada, assim como não deveriam existir maneiras de patentear um alimento tradicional libanês”. A receita do arais da Casa Líbano é diferente da usada no Carlinhos: em vez de kafta, é usada carne de cordeiro.

De acordo com Wellington Tiscal, gerente comercial da empresa Certifica Marcas e Patentes, é possível patentear o nome de um alimento, mas não sua receita. “Se um restaurante quiser copiar a receita do Big Mac, por exemplo, pode executá-la de maneira idêntica”, diz. “Mas não pode comercializar o produto sob o nome ou o logo original, já que a constituição do prato não é protegida pela patente”.

A Pizzaria Bráz já foi obrigada a trocar o nome de uma sobremesa. Batizada de Sonho de Valsa, a mistura de mousse de chocolate e mousse de chocolate branco ganhou o novo nome de “Bianco e Nero”.  A assessoria de imprensa da pizzaria diz não se lembrar disso. Como fica o caso de Ovomaltine, que tem sua marca estampada em sorvetes, brigadeiros e milk-shakes de vários estabelecimentos? “Geralmente, as lojas nos procuram para usar Ovomaltine em suas sobremesas”, afirma Daniela Paula, gerente de marketing da Ovomaltine. “Somos apenas contrários ao uso de nosso nome quando um produto não inclui nosso achocolatado”.

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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Duas coisas que você vê por todos os lados: panetones recheados com brigadeiro e lojas de brigadeiros gourmets espalhadas pela Cidade. Huuum… Sabe que isso pode render uma boa ideia? Para entrar no clima natalino, a chef Giulianna Loduca Scalamandré, da Brigadeiros by Cousin’s, criou um brigadeiro recheado com panetone. O brigatone é um brigadeiro tradicional que tem em seu interior um pedacinho da massa do panetone com frutas cristalizadas da Bauducco.

Um panetone pequeno rende entre 20 e 30 brigatones. Para quem não gosta do panetone tradicional, uma boa notícia: “Na quinta-feira, teremos um brigatone sem frutas cristalizadas e uvas-passas”, diz Edoardo Abrão, marido de Giulianna e gerente comercial da Brigadeiros by Cousin’s.

São 73 sabores de brigadeiro, como damasco, melão, pistache e branco com champanhe, que vão aparecendo nas vitrines em esquema de rodízio (8 a 12 por dia). Os únicos que são vendidos diariamente são o tradicional, com chocolate suíço 30% de cacau; o de chocolate branco belga; o brigatone e três versões amargas: 70%, 80% e 100% cacau. Para conseguir tanta variedade, Giulianna ousa bastante. Outra de suas invenções é o brigadeiro de chocolate 70% cacau com uma pitada de flor de sal e azeite espanhol. “Cada um dos ingredientes é sentido por uma parte da língua, tornando a experiência especial para o paladar”, afirma Edoardo. A pequena iguaria é servida na própria loja, que comporta 10 pessoas sentadas.

Apenas sob encomenda, aparecem duas joias no cardápio: brigadeiro de ouro comestível e de diamante comestível. O primeiro tem flocos e pétalas de ouro 24 quilates. O segundo leva diamantes artesanais feitos com açúcar. Cada um sai por 58 reais em uma caixinha especial. “Uma vez, um cliente disse que a mulher não merecia apenas uma joia”, conta Edoardo. “Levou logo uma caixa com 50 brigadeiros de ouro”.

Em 23 de abril deste ano, Edoardo e Giulianna comemoraram 17 anos de casamento. Também aproveitaram para inaugurar a Brigadeiros by Cousin’s na Rua Cardoso de Almeida,em Perdizes. O nome vem da época em que Giulianna participava de bazares junto com as primas Silvana, Sônia, e Gisela. Três vezes por ano, vendiam artesanato e doces preparados pela própria família da chef, que realizou seus estudos de patisserie em Paris. Os bazares Cousin’s (Prima’s) foram interrompidos no ano passado, mas batizaram a brigaderia.

Serviço:
Brigadeiros by Cousin’s
Rua Cardoso de Almeida, 1.371, Perdizes, 3582-1095/3862-5391

(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)

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A primeira se instalar ali foi a Brigadeiro Doceria & Café, na Rua Padre Carvalho, em 2005.  Beatriz Forte – a Bia –  faz doces seguindo receitas que aprendeu com a avó, como a rabanada assada. “Mas o campeão de vendas é o bolo surpresa”, diz a proprietária sobre um bolo com brigadeiro preto e branco, farofa de biscoito e crocante. Para dar conta das vendas na matriz e na segunda loja, inaugurada em Moema no ano passado, e também das encomendas para eventos, ela e a filha, Isabel, alugaram mais um imóvel na mesma rua e ampliaram a fábrica.

Loja da Brigadeiro em Pinheiros (foto: Tadeu Brunelli/divulgação)

Quase vizinha, a Bolo à Toa, de Renata Frioli, vende bolos simples, sem recheio e sem cobertura. São aqueles bolos que acompanham um chá ou um café.  “Não vendo fatias porque quero incentivar o hábito de levar o bolo para casa e compartilhar com a família”, afirma Renata, que aprendeu a cozinhar em Araçatuba com a mãe e a avó, uma boleira. “Minha mãe toma lanche da tarde com bolo todos os dias”.

“Escolhi o bairro de Pinheiros por ser uma mistura de residencial e comercial, parece interior”, diz. Inaugurada em 25 de agosto na Rua Padre Carvalho, a Bolo à Toa tem como lema “Receitas de família feitas com amor”. São 15 sabores, como coco, maracujá, fubá com goiabada e formigueiro – todos com aquele furo no meio, como se tivessem sido feitos em casa. Todos os dias, Renata vende cerca de 250 deles, preparados em 17 fornadas. Os clientes preferem o bolo morno, recém-saído do forno. “Aquela história de que bolo quente dá dor de barriga é coisa de vó, não é mesmo?”, brinca a proprietária.

As cunhadas Daniela e Mariana Gorski estão na Rua Ferreira de Araújo desde fevereiro deste ano com a Confeitaria Dama. O nome, além de ser a soma da primeira sílaba do nome das sócias, tem um significado. “Sentar e relaxar tomando um café e comendo doces é, com certeza, uma coisa de dama”, afirma Mariana. A loja oferece todos os dias cerca de 20 opções, entre tarteletes, bolos e éclairs. Também aceita encomendas para festas. O carro-chefe é o mil-folhas, totalmente feito pela fábrica das duas, que fica atrás da doceria. “Dá um trabalhão, a massa demora 3 dias para ficar pronta”.

Mil-folhas da Confeitaria Dama (foto: divulgação)

Os doces comprados na Confeitaria Dama podem ser congelados e armazenados por até 30 dias sem perder o sabor, de acordo com Mariana. Apesar disto, quem quiser pode devorar as sobremesas lá mesmo: as mesas internas e externas são suficientes para aproximadamente 25 pessoas. Melhor: tem quatro vagas na porta.

O região só não é mais doce porque  a Olga Doces, que ficava no número 892 da Rua Ferreira de Araújo, próximo à Rua Sumidouro, fechou suas portas. A Olga Doces vendia tortas europeias com avelãs, pistache e geleia de amora. Alguém sabe que fim levou a loja?

Bolo à Toa
R. Padre Carvalho, 103, Pinheiros, 2857-4857. 2ª a 6ª, 10h/19h; sáb. 10h/16h.

Brigadeiro Doceria & Café
R. Padre Carvalho, 91, Pinheiros, 3813-6656. 2ª, 12h/19h; 3ª a sáb, 10h/19h; dom. e fer. 11h/18h.

Confeitaria Dama
R. Ferreira de Araújo, 376, Pinheiros, 5182-5088. 2ª a 6ª, 10h30/18h30; sáb, 11h/19h.

(Com colaboração de Míriam Castro.)

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