Hoje, 22 de abril, é dia de celebrarmos o descobrimento do Brasil. Pois quatro redes portuguesas comemoram o redescobrimento do país. A O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, que chegou aqui em 2006, já conta com 20 pontos de venda espalhados em nossa terra, a mesma quantidade que em Portugal. O motivo de o bolo ter cruzado o Atlântico foi o grande sucesso que ele faz com os brasileiros que visitam Lisboa. “O consumidor paulistano é muito mais exigente no atendimento, mas vira fã fiel quando gosta do produto”, afirma Carlos Braz Lopes, criador da marca. Em 2010, o controle da Melhor Bolo no Brasil foi comprada pelo grupo CPQ Brasil, que administra também a Casa do Pão de Queijo.
A crise econômica na Europa trouxe para cá a rede de hamburguerias H3. “Além de falarmos a mesma língua, contou também o gosto do brasileiro por carne”, afirma José Maria Vilar Gomes, sócio da H3, que abriu 12 lojas no Brasil (nove delas em São Paulo). O cardápio passou por algumas adaptações. Entraram os pratos Mediterrâneo, Milano e Catupiry. “Entendemos que, em São Paulo, a cultura italiana é muito presente”, avalia Gomes. Hoje, as inovações brasileiras já foram apresentadas nas casas de Portugal. A H3 tem mirado no público de executivos. “Nossas melhores lojas são aquelas em pontos com muita concentração de escritórios, como Morumbi e Vila Olímpia”, explica. “É um público que gosta de novas tendências”.

Ao desembarcar aqui, a Companhia das Sandes mudou o nome para My Sandwich. A rede é uma espécie de Subway lusitana. Monta sanduíches e wraps com ingredientes variados. Peito de peru, queijo branco, pasta de berinjela, cachorro-quente com batata palha e pão ciabatta foram incluídos nas opções de ingredientes. “Vamos abrir de 20 a 30 novas franquias por ano”, prevê Vasco Oliveira, um dos donos da rede. Das cinco lojas que a My Sandwich tem no Brasil, três estão na capital paulista.
Também com vontade de expandir está a casa de chá e restaurante Bistrô Ô-Chá, da portuguesa Monica Costa. Casada com um paulistano, ela trouxe o estabelecimento para a Vila Madalena – a matriz em Lisboa está sob os cuidados da mãe.”Embora o Brasil seja o país do café, há um grande público também para o chá”, diz Monica.
O Blog do Curiocidade apurou os valores médios que os clientes gastam nessas redes aqui e em Portugal. Confira abaixo alguns deles:
Bule de Chá para duas pessoas na Ô-Chá – Brasil R$7 e Portugal 3 euros (R$8)
Fatia de bolo em O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo – Brasil R$11,40 e Portugal 3,95 euros (R$10,15)
Hambúrguer no prato e mais dois acompanhamentos na H3 – Brasil R$22 e Portugal 8 euros (R$20,60)
Lanche de patê de atum ou frango na My Sandwich – Brasil R$9,90 e Portugal 3 euros (R$8)
(Com colaboração de Juliana Tamdjian)
Começaram no último sábado (6) as vendas para a turnê Elvis in Concert 2013. Em outubro, o show do rei do rock vem ao Brasil pela segunda vez, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cinco capitais. A produtora 2share, responsável pela vinda do espetáculo, pretende reunir 80 mil pessoas com o mega evento. Mas um fenômeno bastante curioso vem acontecendo: segundo os fãs, até às 17 horas do dia 7 de abril, ainda não tinham sido vendidos nem 150 ingressos para o primeiro show de São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera. O que está por trás desse relativo fracasso (no ano passado, um dos shows se esgotou em cinco dias) é a organização de um boicote armado por alguns fãs brasileiros de Elvis Presley.
O show de 2013 é o mesmo que foi apresentado aos brasileiros no ano passado. Os músicos que tocavam com o rei do rock nas décadas de 60 e 70 se juntaram para excursionar mais uma vez. Batizada de TCB, a banda é acompanhada nos vocais por ninguém menos do que o próprio Elvis Presley, personificado por meio de telões de vídeo gigantescos. Em 2012, apesar do preço alto (a cadeira VIP custava R$ 600,00), os fãs aceitaram a justificativa da agência: o evento estava sendo bancado sem patrocínio. Os fãs brasileiros de Elvis meteram as mãos no bolso e garantiram recordes de bilheteria – foram vendidos os cerca de 50 mil lugares disponíveis ao público.
A notícia da volta da banda de Elvis Presley ao País em 2013 veio junto com três bombas: 1) os preços já salgados foram inflacionados; 2) não haveria a possibilidade de se pagar meia-entrada; 3) esta seria a última oportunidade de assistir a um show da banda original do rei do rock, que estaria se aposentando. Os fãs-clubes de Elvis não deixaram barato, e foram tirar satisfação com a agência.
Segundo a lei estadual 7.844, de 13/05/92, estabelecimentos culturais devem promover a venda da meia-entrada a estudantes, sem restrições de quantidade de ingressos, local, data do evento, horário, postos e dias de venda. Depois de procurada pelos fãs, a 2share decidiu liberar as meias-entradas não só aos estudantes, mas a todos os moradores do Estado. O curioso é constatar que o preço da meia-entrada equivale a praticamente o mesmo valor da entrada inteira cobrada no ano passado. Cobrar o valor da inteira como se fosse meia entrada é prática recorrente no mercado de shows no Brasil. Mas isso é feito de modo velado – o que acaba fazendo com que as inteiras custem preços estratosféricos.
Mais: o anúncio da aposentadoria da banda também não passou de blefe dos organizadores para chamar mais público. Na verdade, é provável que 2013 seja o último ano da turnê “Elvis in Concert”, mas isso não quer dizer que a banda TCB deixará de se apresentar. Para janeiro de 2014, por exemplo, eles têm shows marcados na Europa, já com outro novo formato.
Conseguidas as meias-entradas e esclarecida a suposta aposentadoria, chamar a atenção para o preço dos ingressos é agora o objetivo direto do boicote. “No ano passado, o show já foi mais caro do que o da Madonna, que é uma popstar viva!”, relembra Marcelo Neves, presidente do fã-clube Elvis Triunfal. Este ano, a melhor cadeira no show sai por R$ 1.250, mais que o dobro do que foi cobrado em 2012. “Os fãs de Elvis que têm interesse em ver esse show são aqueles que não têm condições de viajar para o exterior para fazer isso”, esclarece Marcelo. Se não fosse pelo custo da passagem, a viagem sem dúvida valeria a pena. O ingresso mais caro para assistir ao show “Elvis in Concert” em Memphis (cidade natal do cantor), no dia 16 de agosto, justamente a data da morte do ídolo, custa US$ 300, ou cerca de 600 reais. Quem não fizer questão de tanta pompa, pode se contentar em pagar 50 euros (ou cerca de 130 reais) para assistir ao show em algum país da Europa.
Procurada pela reportagem, a 2share não respondeu aos pedidos de entrevista feitos por e-mail. Desta vez, alegam os fãs, a produtora não tem nem a desculpa da falta de patrocínio: o evento está sendo bancado pelos gigantes Ourocap e Marabraz. Os fãs não pretendem deixar de ir ao show, mas estão organizando uma caravana da “turma do fundão”. “Nós vamos lotar o segundo piso”, revela o presidente do fã-clube. É a esse setor que dão direito os ingressos mais baratos do evento, que saem por R$ 90 ou R$ 180.
[Depois da publicação da reportagem, o produtor Rafael Reisman, da 2Share, entrou em contato com o blog e deu a sua versão sobre fatos apontados pelos fãs. A resposta integral está em "Preços são os mesmos ou mais baixos que em 2012", diz produtora de Elvis in Concert"].
(com colaboração de Júlia Bezerra e imagem de divulgação)
Há um ano, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) propôs um projeto de lei que cria um novo tipo de Zona Azul em torno de locais destinados a eventos de qualquer natureza com público estimado acima de 5 mil pessoas. A “Zona Azul de Eventos” funcionaria desde duas horas antes do início previsto do evento até duas horas depois do término estimado, sendo permitido o uso de até três folhas simultaneamente, equivalentes a seis horas. Que fim levou esse projeto?
O projeto segue em tramitação e, em passos lentos, já passou pelo parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa e também pela Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio-Ambiente. No momento está na Comissão de Administração Pública. Ontem, o vereador David Soares, do mesmo partido de Marco Aurélio, pediu vistas do projeto. Isso significa que ele terá, regimentalmente, duas sessões para devolvê-lo. E assim as coisas se arrastam. Depois disso, a lei antiflanelinha terá que passar pela Comissão de Finanças e Orçamento, antes de ser colocado em pauta em sessão plenária para ser discutido entre todos os vereadores e votado, em duas sessões diferentes. Essa, porém, é uma etapa muito mais incerta, já que a Câmara tem cerca de 1 mil propostas em tramitação e não se pode garantir o voto favorável dos vereadores.
“Não há uma data para o projeto ser colocado em pauta e nem garantias de que o projeto passará, mas talvez o mais importante seja a iniciativa, dando um exemplo de que se pode mudar essa situação”, diz o vereador.
A criação de uma lei divide-se em quatro fases: iniciativa, discussão, votação e sanção/veto. A iniciativa de propor um projeto de lei cabe, geralmente, ao prefeito e aos vereadores, mas pode ser feita por qualquer cidadão. Depois de protocolados, os projetos recebem um número. É por meio desse número que se pode acompanhar toda a tramitação.
Na fase seguinte, o Presidente da Câmara Municipal determina por quais Comissões de Mérito o Projeto de Lei deve ser apreciado. As Comissões opinam sobre o conteúdo do projeto, para avaliar se a proposta é positiva e se merece ser aprovada. Ao todo são sete Comissões permanentes, sendo que duas delas são obrigatórias para todos os Projetos de Lei: a de Constituição e Justiça (CCJ), que avalia a legalidade do projeto, e a de Finanças e Orçamento, que calcula o custo do projeto para o município e se ele não fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Depois de tramitar por todas as comissões às quais foi designado, o Projeto está pronto para entrar na pauta das votações, que é definida pelo Presidente e pelas lideranças partidárias. Se aprovado em primeira votação, o projeto deve aguardar pelo menos 48 horas para ir para a segunda e definitiva votação.
Caso seja novamente aprovado pelos vereadores em plenário, segue para a sanção do Prefeito. Cabe a ele sancionar ou vetar (parcialmente ou na íntegra) o Projeto de Lei. Se sancionado, é publicado no Diário Oficial e torna-se lei. Quando vetado, a Câmara pode arquivar o Projeto de Lei ou, se julgar procedente, derrubar o veto do Executivo por maioria absoluta e promulgar a lei.
“Muitas vezes o valor pago ao flanelinha é tão ou mais alto que o preço do ingresso, um absurdo que pode chegar até 100 reais em eventos como jogos da Libertadores”, afirma Marco Aurélio. Os paulistanos sabem bem o que ele está falando. “O flanelinha cobra o quanto quer e ainda ameaça causar dano ao veículo estacionado se não receber adiantado. Acredito que a existência de uma cobrança oficial, com valor moderado, intimidará esses guardadores e coibirá sua ação”.
Para que, no entanto, não haja qualquer dano ou furto (ou até uma dupla cobrança por parte dos flanelinhas), é preciso um esforço maior do Poder Público, tanto da Prefeitura, na forma da CET, Guarda Civil Metropolitana e agentes vistores, quanto do Estado, na forma da Polícia Civil e Militar. Segundo o vereador, são eles quem devem garantir a integridade dos veículos e prender os guardadores ilegais de carro. Mas nem todos os guardadores de carro estão sujeitos à prisão. A profissão é regularizada por lei.
A função de guardador de carro existe legalmente desde 1975. Já naquela época, os flanelinhas achacavam os motoristas, atuando, sobretudo, nas orlas das praias. Para resolver esse problema, o presidente Ernesto Geisel sancionou a lei que regularizava a profissão de “guardador e lavador autônomo de veículos automotores”.
Segundo a lei, para trabalhar como guardador de carro, a pessoa deve registrar-se em uma Delegacia Regional do Trabalho, com prova de identidade e bons antecedentes (sem antecedentes criminais, o que afasta muitos da legalidade), além de estar em dia com as obrigações eleitorais e militares. Atualmente no Estado de São Paulo, existem apenas 164 guardadores de carro registrados, a maioria em cidades do interior, organizados em associações e sindicatos. Um número ínfimo se comparado a quantidade de flanelinhas ilegais atuando hoje na cidade.
No exercício da profissão, cabe ao guardador apenas pedir algum valor em troca dos serviços prestado; ele não pode fixar qualquer quantia ou obrigar o motorista a pagar. É isso que difere o guardador de carro do flanelinha; o segundo costuma fixar preços altos e ameaçar danificar o carro caso o motorista não pague.
Atuação da polícia não é eficaz
A polícia pode prender um flanelinha sob a acusação de exercício ilegal da profissão e extorsão. Mas a atuação da polícia não é eficaz. O problema saiu do controle das autoridades por falta de fiscalização. Para mudar essa situação, foi criada a “Operação Flanelinha” em maio de 2012. A operação é realizada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania (DPPC), em parceria com a Polícia Militar e a CET.
A ação dos policiais usa investigadores à paisana, fingindo procurar uma vaga. Ao perceberem a aproximação do flanelinha, os policiais perguntam se há vaga livre. Mal o guardador de carros responde, eles anunciam sua prisão, por exercício ilegal da profissão.
Numa primeira fase, a ação tinha o objetivo de erradicar a prática irregular da profissão de guardador de carros durante jogos de futebol. A atuação se deu nos arredores de estádios, como o Morumbi e o Pacaembu. Durante esse período, 516 pessoas foram presas (194 com antecedentes criminais) durante 21 operações realizadas por policiais civis do DPPC e 11 ações promovidas pela Polícia Militar. Ainda é muito pouco.
(com colaboração de Marcos Oshima e fotos Daniel Teixeira e Clayton de Souza/Estadão)
A designer e ilustradora gaúcha Niege Borges, 22 anos, calcula ter visto a cena final do musical Chicago seis vezes seguidas. Não que seja o filme preferido dela. Mas a ideia era desenhar os passos de dança para ilustrar uma série que Niege batizou de “Dancing Plague” (Praga Dançante). O nome vem de um fenômeno que aconteceu em Strasbourg, na França, em 1518. Uma mulher chamada Frau Troffea começou a dançar na rua e, durante dias, cerca de 400 pessoas se juntaram a ela, fato que resultou até mesmo na morte de algumas por exaustão Das 20 coreografias desenhadas por ela para o projeto, 10 foram adaptadas para camisetas à venda na loja El Cabriton, na Rua Augusta (R$ 74). Niege precisa congelar as imagens para desenhar. Algumas são fáceis, como o número de “Pequena Miss Sunshine”, mas outras dão o maior trabalho. “Por isso, tive que misturar as mais ‘bobinhas’ com as complexas”, justifica. As cores das estampas também seguem os padrões dos filmes, como o roxo de Beetlejuice ou a azul-marinha de Cantando na Chuva.
Para ver todas as ilustrações, acesse o Tumblr da designer: http://dancingplagueof1518.tumblr.com/. O Blog do Curiocidade mostra a seguir algumas danças estampadas nas camisetas:
Dança “The Routine”, do seriado Friends:

Dança “Bird Is The Word!”, do desenho Uma Família da Pesada:
Dança “Banana Boat Song”, do Filme Beetlejuice:
Dança “Nowadays”, do musical Chicago:
Serviço:
El Cabriton, Rua Augusta, 2008, Jardim Paulista, 3081-6130
(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos de divulgação)
Há dez meses, o Shopping Plaza Sul substituiu os 10 funcionários que ficavam nos caixas de estacionamento por máquinas de pagamento automático. O JK Iguatemi foi inaugurado em junho passado com sete máquinas contra seis caixas. No mês passado, o Bourbon Pompeia espalhou 10 caixas automáticas pelos corredores. Isso significa que os funcionários dessa área estão com os dias contados nos shoppings paulistanos? Por enquanto, a resposta é não. Dos 10 maiores shoppings em área construída da cidade, segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), apenas 3 possuem essa nova tecnologia. Um deles é o MorumbiShoppping, que instalou três máquinas em 2007 e desde então não colocou mais nenhuma. Os 21 guichês com funcionários espalhados pelo shopping permanecem firmes e fortes.
O mesmo aconteceu no ano passado com o Shopping Pátio Higienópolis. Ao lado do caixa “humano”, o automático diminui o tempo do pagamento, mas não concorre diretamente com os mais antigos. “A ideia é fazer uma mistura”, explica a gerente de marketing Marinei Cestari. “Como temos muitos frequentadores idosos, precisamos zelar por esse serviço mais pessoal”.

Caixas do Shopping Pátio Higienópolis (Foto: Márcio Fernandes/Estadão)
Os números comprovam mesmo que as máquinas ainda estão em segundo plano. Na quarta-feira passada, entre 11h30 e 12h30, no piso térreo do Shopping Bourbon, a reportagem do Blog do Curiocidade contou que, das 33 pessoas que pagaram o estacionamento no período, apenas 7 preferiram usar o autoatendimento. Um funcionário da empresa Estapar, que administra o estacionamento do Bourbon, estava ao lado da máquina para tirar dúvidas dos clientes. Muitos não acertavam o código de barras no leitor óptico de primeira e reclamavam. O Shopping Cidade Jardim não possui essas máquinas para fazer prevalecer o serviço mais pessoal . “Não descartamos a possibilidade de implementar esse tipo de solução para oferecer uma outra alternativa de pagamento”, diz Renata Fava, superintendente do shopping. A assessoria de imprensa do JK informa que o intuito não é acabar com a figura do cobrador: “Não temos projeto dedicado a substituir a cobrança convencional pela automática. Isso é um conforto adicional ao cliente “. Equipes de apoio ficaram cerca de 30 dias ao lado dos caixas automáticos para instruir as pessoas.
Também para conforto do cliente e economia de tempo, 30 shoppings da cidade já contam com o sistema de abertura automática da cancela, com débito mensal em cartão de crédito. Em Florianópolis, a Estapar está testando também o pagamento com uso do smartphone. Os pagantes que optam pela máquina, e não precisam da ajuda do funcionário, levam em média 25 segundos para realizar a operação. No guichê, a média é de 50 segundos. “Acho muito prático, mas temo pelos funcionários”, afirma o analista de sistemas Andrei Maia, de 37 anos, depois de validar seu bilhete numa das máquinas do Shopping Bourbon. “É uma boa economia de tempo, mas vai diminuir o número de funcionários com o tempo”, prevê Francisco Antônio da Silva, presidente do Seeg (Sindicato dos Empregados em Estacionamentos e Garagens do Estado de São Paulo), que não registrou nenhuma demissão que tenha sido feita por causa da substituição pela máquina. “Isso acontece em diversos segmentos como nos pedágios ou até mesmo com as máquinas que cortam cana”.
(Com colaboração de Juliana Tamdjian)
Foto de festinha de criança é tudo igual? Depois de mostrar que fotos de casamentos poderiam ser diferentes e divertidas, a fotógrafa paulistana Mari Winter, 36 anos, resolveu investir nesse novo mercado – e está agrando papais e mamães descolados. Formada em Publicidade, ela atua na área há um ano. “Como crianças são muito espontâneas, não é fácil adivinhar o que elas irão fazer no momento seguinte”, explica a dificuldade do trabalho. Para conseguir as melhores poses, ela faz questão de conhecer os aniversariantes e saber de seus gostos. “Até brinco com eles para que o trabalho saia mais natural na hora da festa”, diz Mari. “Assim não fica aquele astral muito posado e pouco criativo”. Mari fotografa em média quatro eventos por semana entre festas, casamentos e encontros corporativos. O valor do serviço, com o álbum incluso, varia entre R$700 e R$1200. Para eventos maiores, ela leva uma equipe com mais dois colaboradores “Com o olhar parecido com o meu”, avisa.
Confira algumas fotos:
Serviço:
Mari Winter Photograph: 3062-5586/7738-1301
Ainda faltava ser inventado um ovo de Páscoa recheado… de quindim. Pois agora ele chegou pelas mãos da Bendito Quindim, doceria do Tatuapé. A loja, que existe desde 2011, é especializada no doce de coco e ovos. Pela primeira vez, resolveu investir na Páscoa. “É um teste para os próximos anos”, avisa a proprietária Cátia Farias, 47 anos. A ideia foi rechear os ovos de chocolate com o carro-chefe da casa. Tanto o chocolate quanto o quindim tiveram que ser adaptados. “Não poderíamos colocar um ovo de chocolate 100% ao leite porque ficaria doce demais”, explica. “A solução foi misturar com um pouco de chocolate amargo para equilibrar. No quindim, tivemos que mudar a quantidade de gemas na receita, para ficar no ponto certo de um ovo recheado”. Este ano, há apenas um sabor de recheio à venda – o tradicional – em três tamanhos: 480g (R$59), 150g (R$22,50) e 70g (R$8,60).
A proposta de criar recheios inusitados também foi seguida por Roberta Zogbi, de 23 anos, da Petite Fleur Parisserie. O estabelecimento produz docinhos em Pinheiros. O ovo de chocolate branco recheado com romeu e julieta (queijo e goiabada) foi baseado em um desses docinhos. O queijo aqui, na verdade, é um creme doce de cream cheese. “Foi o primeiro ano que fiz ovos e esse foi justamente o que mais vendeu”, diz Roberta. “Fiquei muito surpresa”. A meia casca de 450g sai por R$75.
Além do cream cheese, o brie é outro queijo que aparece nos ovos exóticos do ano. A Galeria Chocolate, em Moema, lançou o modelo Gabriela, com casca recheada de ganache de queijo brie e laranja cristalizada. Dar nomes de mulheres aos doces é uma tradição que começou com o antigo chef da doceria há 5 anos e foi adaptada pelo atual, Daniel Goldberg, de 24 anos. “É um doce que fazemos para eventos e esse ano resolvemos adaptar para os ovos”, conta. O preço do ovo de 450g é R$75.
Serviço:
Bendito Quindim: Rua Demétrio Ribeiro, 605 , Tatuapé, 3805-8430, ter. a dom., 13h/19h
Petite Fleur Parisserie: Rua Cardeal Arcoverde, 1607, Pinheiros, 3805-3351, seg. a sex.. 8h/17 e sáb. 8h/12h.
Galeria Chocolate: Rua Gaivota, 779 , Moema, 5051-1302; ter. a sáb. 10h/20h e dom. 10h/18h.
(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos Divulgação)
Em 2003, uma medida da Anvisa proibiu as maternidades de furarem as orelhas das bebês recém-nascidas. Como a cartilagem dos bebês é muito nova, o risco de dor é bem menor. Enfermeiros começaram a oferecer esse tipo de serviço. Vão até a casa das famílias para colocar o primeiro brinquinho. O técnico de enfermagem Ronaldo do Nascimento, 35 anos, foi além. Deu nome ao serviço (Meu Primeiro Brinquinho) e criou até um blog na internet para divulgá-lo. Ele trabalha há 10 anos com vacinação infantil e de idosos no posto de saúde da Avenida Indianópolis, em Moema. “Na casa do cliente, o ambiente é mais propício e seguro para o bebê”, diz. O processo envolve materiais descartáveis. O furo, por exemplo, é feito com agulha esterilizada. A bebê precisa ter tomado algumas vacinas.O serviço custa R$100 na capital e R$150 na Grande São Paulo.

A pedido do Blog do Curiocidade, o ginecologista e obstetra Dr. Lúcio Ferreira de Castro, do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, no Belenzinho, deu algumas dicas para quem vai recorrer a esse tipo de serviço:
1. Ter sempre o aval do pediatra.
2. Os furinhos devem ser feitos depois dos três meses. Mas, para se certificar que eles não ficarão desiguais com o tempo, os pais precisam esperar até a bebê ter um ano de idade.
3. Veja se as mãos do enfermeiro estão bem limpas. Confira também a esterilização do material utilizado e assepsia da orelha do bebê”. Além disso, o doutor Lúcio frisa que o serviço deve ser feito por uma pessoa muito bem recomendada e de confiança. “Os furos são uma medida de estética que pode se tornar um problema sério e definitivo”, diz.
4. Quanto ao material, ele alerta que, apesar de mais caros, os brincos de ouro e ouro branco têm menos riscos de causar reações alérgicas nas crianças. “Como estamos falando de um ser humano sem quase nenhum sistema de defesa, é preciso ter muito cuidado”, afirma.
Serviço:
Meu Primeiro Brinquinho – 98127-0627 /96058-3020
(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Alex Silva/Estadão)
Vai demorar quanto tempo para entregar? Na lanchonete e pizzaria Franciscano’s, na Conselheiro Carrão, o cliente não precisa fazer essa pergunta. A casa implantou o serviço de delivery agendado. “Tinha gente que pedia com um dia de antecedência, pois iria receber amigos em casa e não queria saber de atrasos”, conta Antônio Carlos Ferri, 62 anos, dono da Franciscano’s. “Gostei da ideia e oficializamos o serviço”. A dificuldade é calcular o tempo entre começar a fazer as pizzas e entregar exatamente no horário combinado. “É uma operação complicada e a prática foi nos ajudando a não bobearmos”, diz Ferri, que comanda o negócio junto com o filho, Anderson.
A Franciscano’s entrega pizzas, lanches, pizzas fritas e sanduíches nas regiões do Tatuapé, Vila Carrão, Vila Formosa e Jardim Anália Franco. Os agendamentos podem começar a ser feitos a partir das 16h. “A maior parte dos clientes ainda é adepta do esquema ‘deu fome pediu’. Esses têm que esperar”

Antônio Carlos Ferri e seu filho Anderson: pizzas com hora marcada ( Foto Tiago Queiroz/Estadão)
A repórter Juliana Tamdjian testou o serviço da Franciscano’s na noite de sábado passado. A pizza, agendada para um horário de pico, chegou pontualmente às 20h30. Confira outras duas opções de delivery que podem ser agendados pela internet:
O site Restauranteweb localiza os restaurantes próximos à casa do cliente pelo número do CEP. O formulário para o pedido é simples e deixa claro a possibilidade de agendamento. Cobra-se uma taxa adicional dependendo do local de entrega. Não há complicações na hora do cadastro, mas é preciso prestar a atenção no número de telefone (o sistema não aceita o 9 adicional dos celulares). O pedido foi agendado às 10h30 e entregue às 21h do dia 24 de fevereiro, um domingo, sem problemas. Uma hora antes do previsto, um e-mail é enviado ao cliente confirmando o pedido. A mensagem avisa que, se os itens não estiverem corretos, o consumidor deve entrar em contato com o restaurante. A refeição chegou bem embalada, protegida, e na temperatura certa.
No iFod, os restaurantes também são encontrados pelo CEP. Na região de Perdizes, o site apresentou quase 100 opções a mais que o Restauranteweb. O cadastramento é simples. Também cobra taxa de entrega. A possibilidade de agendamento, no entanto, não fica muito visível e clara na interface do site. O pedido foi feito às 11h e entregue pontualmente às 14h da quarta-feira, 27 de fevereiro. Foram pedidos sanduíches, que chegaram na temperatura perfeita. No dia seguinte, o site enviou um e-mail perguntando se houve alguma complicação. O iFood possui também um aplicativo para smartphones.
Serviço:
Pizzaria Franciscano’s – Avenida Conselheiro Carrão, 3273
2091-8001/ 2093-9455/ 2097-7203 – Serviço de delivery agendado disponível a partir das 16 horas nos três telefones
O Zoológico de São Paulo se prepara para a abrir um anfiteatro. Próximo aos rinocerontes e aos elefantes, o local se chamará “Arena Cultural” e terá espaço para aproximadamente 300 pessoas. O patrocínio é da Nestlé, que pagou a construção (o valor não foi revelado). Segundo o Zoo, a proposta para a arena é ter uma programação cultural e atrações didáticas com animais– a exemplo do que acontece em parques como a Universal e o Disney’s Hollywood Studios, em Orlando, nos Estados Unidos.
O palco do anfiteatro terá também apresentações musicais e outras atividades, como oficinas de arte. A previsão para inauguração é agora em março – no dia 16, o Zoológico completará 55 anos. Por enquanto, os visitantes só conseguem ver a área por fora. Depois da inauguração, quem estiver no parque não pagará nada a mais para assistir às apresentações.

Segundo o diretor de relações com o mercado do Zoo, Roberto Nappo, a área da futura arena era antes um playground muito pouco utilizado. No local, eram feitas apresentações de fantoches, que atraiam bastante a atenção dos pequenos. “Foi daí que veio o pontapé inicial para o projeto, diz ele. “O Zoo de São Paulo tem uma mídia espontânea muito grande. Logo, todos vão saber do novo espaço.”
As obras do futuro anfiteatro estão em fase final. Ainda é preciso instalar a parte elétrica e o sistema de áudio. No fundo do palco existem camarins que ainda não foram finalizados. O Curiocidade foi conferir em primeira mão como estão as obras. Veja as fotos do novo anfiteatro do Zoológico de São Paulo antes da abertura:
(Com colaboração e fotos de Juliana Tamdjian)
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