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Curiocidade

O McDonald’s que fica na esquina da Henrique Schaumann com a Rebouças, em Pinheiros, amanheceu hoje com novas cancelas e com máquinas que emitem cupons de estacionamento. Ganhou também uma cabine de cobrança com um funcionário da  Multipark, que passará a cobrar pelo serviço.

Na concorrida região, os estacionamentos costumam cobrar pelo menos R$ 10 a hora. Por isso, funcionários de prédios e casas comerciais dos arredores costumam usar o espaço para parar seus carros. “As vagas ficam lotadas”, diz o responsável pelo marketing da Multipark. “Quem quer estacionar para comer no McDonald’s não encontra lugar”. O objetivo da parceria, iniciada há dois meses, é acabar com a mamata dos motoristas que não são clientes do estabelecimento.

Clientes do McDonald’s que gastarem mais de R$ 10 ganham a primeira hora de estacionamento de graça. Cada hora adicional custa R$ 4. Quem não for cliente gasta R$ 10 na primeira hora e, depois, paga o mesmo valor. Por enquanto, o sistema não foi totalmente implantado. Só falta a instalação de placas com os preços do serviço, que está prevista para daqui a no máximo sete dias.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Acaba na próxima terça-feira, dia 3 de abril, o prazo de adaptação dos consumidores ao fim da distribuição de sacolinhas plásticas nos supermercados. Vai começar mais um round da briga travada entre estabelecimentos e consumidores. Em 25 de janeiro, mercados paulistas pararam de distribuir gratuitamente as embalagens. Os clientes deveriam fazer as compras com sacolas retornáveis, sacolinhas biodegradáveis – que tinham que ser compradas pelo consumidor – ou caixas de papelão distribuídas gratuitamente. A determinação foi da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Duas semanas depois, o Procon/SP anunciou que, se os estabelecimentos não oferecessem alternativas gratuitas para carregar as compras, seria obrigatório dar as sacolinhas sem custo algum. A cobrança pelas sacolinhas está proibida até o fim do prazo de adaptação.

Nos últimos dias, as redes sociais têm discutido essa questão. Tem gente apelando pela volta das sacolas de papel, como esta da foto acima, do Supermercado Jumbo-Eletro. Nos anos 1970, as sacolas de papel eram distribuídas gratuitamente a quem fazia compras. Elas foram substituídas pelos saquinhos plásticos por iniciativa dos próprios supermercados para reduzir os custos.

Mas existem lojas em São Paulo que nem tiveram que passar pelo problema, já mantiveram a tradição de distribuir sacos de papel sem custo algum. A Casa Santa Luzia, por exemplo, oferece gratuitamente sacos de papel kraft aos clientes. A embalagem, que circula desde 1982, está disponível em todas as compras do mercado.  Mesmo depois da resolução da Apas, o supermercado não passou  a cobrar pelas sacolas. “É quase uma marca registrada nossa”, diz Flávia Lopes, responsável pelo marketing da Casa Santa Luzia.

Por dia, são entregues aproximadamente 4500 sacolas aos visitantes do estabelecimento. A embalagem é grande e resistente: carrega até dez quilos de compras. “Há clientes que trazem as nossas sacolas de casa na compra seguinte”,  conta Flávia.  Outro local que distribui sacolas de papel é o Varanda. As embalagens são do mesmo tamanho que as plásticas e estão disponíveis para qualquer cliente.

Serviço:
Casa Santa Luzia
Al. Lorena, 1.471, Jardins, 3897-5000

Varanda
Pça. Deputado Dario de Barros, 401, Cidade Jardim, 3035-5855

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Numa das alças da Ponte Engenheiro Roberto Rossi Zuccolo, mais conhecida como Ponte Cidade Jardim, fica uma praça chamada Deputado Dario de Barros. Naquele local, funciona desde 1971 o Varanda, que começou como uma quitanda e hoje é um supermercado chique. Já se localizou? Pois ao lado do Varanda existe um outro imóvel que abriga uma farmácia e uma livraria, que  já mudou de nome quatro vezes, mas que continua nas mãos de uma só família.

Em 12 de janeiro passado, a Livraria do Alto abriu as portas no lugar da Saraiva que funciona ali. Ela tem esse nome por ter sido inaugurada no bairro do Alto da Boa Vista em 2009. A proprietária, Sueli Dias Bianchi, não é estranha ao local. Foi seu pai, João Francisco D’Artagnan Bianchi, quem construiu aquele imóvel em 1974.

D’Artagnan – que tinha um irmão chamado Aramis, assim como outro personagem de Os Três Mosqueteiros – era proprietário de uma banca de jornal na praça. Com o crescimento das vendas de periódicos e livros, fez um investimento e construiu o prédio de dois andares da Livraria e Banca Cidade Jardim. “Era um lugar de encontro”, diz Sueli. “Os moradores da região iam comprar livros na banca e tomar água de coco no Varanda, que ainda nem imaginava chegar ao tamanho que tem hoje”.

Sueli, que tinha 7 anos quando a livraria foi inaugurada, viu o imóvel ser alugado para a Siciliano em 1999. “Meu pai precisava descansar um pouco dos negócios, então optou por ceder o espaço para a rede”, afirma Sueli. Mas o imóvel continuou pertencendo à família de D’Artagnan. Quando a Siciliano foi comprada pela Saraiva, o estabelecimento mudou de nome novamente. No final do ano passado, o contrato com a rede venceu , e a empresa não demonstrou interesse em renová-lo.

“Decidi voltar para cá, onde tudo começou”, conta a empresária. Assim que a Saraiva entregou o imóvel, Sueli retirou a Livraria do Alto da Avenida Vereador José Diniz e, em uma semana, já estava com a loja funcionando em Cidade Jardim. O prédio ainda sofre reformas, que devem durar até o fim de março. De acordo com a proprietária, o abastecimento de títulos está melhorando aos poucos e deve ficar em estado pleno junto com o final das obras.

A nova mudança de nome assustou alguns clientes da região. “Muitos estão apegados às grandes redes de livrarias, mas tudo muda quando explico que foi minha família que criou este ponto”, diz Sueli. “Queremos reviver o espaço do jeito que era quando administrado pelo meu pai”.

Serviço:
Livraria do Alto
Pça. Deputado Dario de Barros, 15, Ponte Cidade Jardim, 2366-3433

(Com colaboração de Míriam Castro)

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“Pague quanto acha que vale”, diz a placa. A promoção, realizada pela empresa 24X7 desde a segunda quinzena de dezembro, está em metade das vinte máquinas de livros instaladas nas estações Palmeiras-Barra Funda, Brigadeiro, Consolação, Trianon-Masp, Luz e Anhangabaú do metrô.

Na prática, no entanto, não é bem assim. A máquina não aceita moedas, nem dá troco. A cédula de 1 real, que seria o menor valor possível, não é mais produzida no Brasil desde março de 2006, então é difícil encontrá-la em circulação. De acordo com Fabio Bueno Netto, dono da 24X7, quase todas as compras são pagas com notas de R$ 2,00. “Recebemos algumas cédulas de R$ 10,00 e duas ou três de R$ 20,00”, conta.

Mas Netto não está reclamando: em pouco mais de um mês de campanha, foram vendidos 28 mil exemplares de livros que, em geral, estavam encalhados nas editoras – a média de vendas de meses anteriores é de 11 mil unidades. A empresa planeja continuar a oferta por pelo menos três meses e estendê-la a máquinas de outras estações de grande movimento, como a Sé. Desde 2003, a 24X7 vendeu 1,2 milhão de livros no metrô. Nas máquinas em que os livros custam um pouco mais caro, é possível garimpar de vez em quando obras do filósofo alemão Friedrich Nietzsche e guias de como ganhar dinheiro com vendas na internet.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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São Paulo recebeu na noite de ontem a primeira edição brasileira do The App Date, evento mensal de novidades no desenvolvimento de aplicativos. O evento aconteceu na Rua Bela Cintra, nos Jardins, num local chamado Hub – é um espaço de trabalho colaborativo, onde empresas iniciantes em diversas áreas podem trocar ideias e experiências.

Rogério Oliveira, de 36 anos, trouxe o The App Date para São Paulo. As inscrições para o evento, que foram abertas às 10h da manhã da quinta-feira, se encerraram em 15 minutos: todas as 250 vagas foram ocupadas. O salão do Hub estava lotado.

De pé, sentados em cadeiras ou no chão, os participantes dividiam o olhar entre Oliveira e os mais variados objetos eletrônicos. Notebooks, tablets, iPhones, iPads, iPods, o importante era estar conectado. Não por acaso, a hashtag #theappdate foi o terceiro termo mais utilizado no Twitter paulistano durante o encontro.

Oliveira comemorou o fato de este ser o primeiro The App Date a acontecer em toda a América Latina. O evento surgiu na Espanha em outubro de 2010, idealizado por Óscar Hormigos, com o objetivo de criar um espaço de referência para o surgimento de ideias e relações no desenvolvimento dos aplicativos digitais.

Palestra de Óscar Hormigos, fundador do The App Date

Hormigos, dono da desenvolvedora de aplicativos Wake App, estava presente na primeira edição brasileira. Ele deu um exemplo de ideia surgida em um dos encontros mensais europeus. Juan Carlos Gonzalez, pai de um autista, criou o Ablah, um app destinado a pessoas com dificuldades na fala. Com ele, o usuário pode se comunicar através da seleção de imagens da tela.

“Quem colocou o aplicativo na App Store foi a empresa, não eu”, diz Ricardo Longo, sócio-diretor da Fingertips, que desenvolveu Sorte – primeiro app brasileiro vendido pela Apple. “Eu nem sei programar, só administro”, brinca. Longo disse que os utilitários e jogos – não só para smartphones, mas também tablets e até TVs inteligentes – dão super-poderes a quem os usa, como fazer qualquer conta, traduzir qualquer idioma e, mais impressionantemente, entreter crianças entediadas em restaurantes.

O mais aplaudido da noite foi Antônio Antmaper, diretor da Tangível Tecnologia. A empresa de Petrópolis é responsável pelo app Red Bull iFUNK-SE, que permite ao usuário criar sua própria música em estilo funk de maneira simples. Para comprovar a eficácia da ferramenta, Antmaper elaborou, em um iPad, um batidão que usava frases com a voz de André Ramiro, ator do filme Tropa de Elite.

Depois de alguns minutos e agradecimentos, o funk de Antmaper é substituído por outros tipos de música, mas não se vê ninguém dançando naquele espaço. Cerveja, vinho e energético são distribuídos aos visitantes, que começam a sacar seus cartões de visita: chegou a hora do networking, o momento mais importante do evento.

Priscila Meyer, de 35 anos, administra uma empresa especializada em treinamentos em segurança da informação. Foi ao evento para verificar como os programadores têm protegido os dados em aplicativos. “É preciso fazer parcerias desse tipo”, diz a empresária. “Todo aplicativo, antes de tudo, precisa ser seguro”. Já Everton Andrade, de 23 anos, já tinha trocado cartões com desenvolvedores. Sua empresa de tecnologia quer entrar no mercado dos apps. “Nossa maior necessidade é encontrar pessoas especializadas nisso”, conta.

Para Rogério Oliveira, a primeira edição do The App Date superou as expectativas. “Além de as inscrições terminarem rápido, todos os inscritos realmente compareceram, o que nem sempre acontece nesse tipo de evento”, diz o empresário. Entre os planos para o segundo semestre de 2012, está a realização do encontro também no Rio de Janeiro.

A partir de agora, o The App Date paulistano acontecerá toda última terça-feira do mês. O próximo é no dia 28 de fevereiro. Para participar, é preciso se cadastrar no site do evento. As inscrições serão abertas sempre às 10h da quinta-feira anterior.

Serviço:
R. Bela Cintra, 409, Consolação, 3539-8574, ramal 206

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Ateliê Mariza Doces, Viko Gastronomia, Bar da Dona Onça, Sal Gastronomia, Arroz de Festa, Mônica Dajcz e Neka Gastronomia. Pode ser que, à primeira vista, esses restaurantes não apresentem muita semelhança, mas todos eles fazem parte de uma mesma iniciativa: contratam auxiliares de cozinha formados pela ONG Gastromotiva.

Fundada em 2007 pelo chef David Hertz, a Gastromotiva proporciona a jovens de baixa renda acesso a cursos profissionalizantes. Durante nove meses, eles aprendem conceitos de nutrição e técnicas gastronômicas. Mas nenhum dos alunos faz algum prato durante os dois primeiros meses. “A cozinha serve apenas como meio para formar uma pessoa”, diz Hertz. Antes de levar os aprendizes para as aulas práticas, as matérias envolvem o desenvolvimento pessoal e cidadania.

Turma de auxiliares de cozinha formados pela Gastromotiva

A ideia surgiu em 2004, quando Hertz dava aulas no curso de Gastronomia da universidade Anhembi Morumbi. Ele ensinava técnicas culinárias a jovens da favela do Jaguaré, na zona Oeste. Em 2007, o projeto cresceu e ganhou o nome atual – antes, era conhecido como “Cozinheiro Cidadão”. O professor passou a usar a estrutura da própria faculdade durante o período vespertino, quando as cozinhas não estão ocupadas.

“No Brasil, há um número imenso de pessoas procurando estudo”, diz o chef. “Tento diminuir o abismo social que existe no país, mesmo que seja um pouco, proporcionando emprego a esses jovens”. Em seus cinco anos de existência, a ONG já capacitou cerca de 150 auxiliares de cozinha com uma taxa de empregabilidade de 93%. Os restaurantes e bufês citados no começo da reportagem são alguns dos que apoiam o projeto.

Para ser um dos alunos do programa de capacitação da Gastromotiva, é preciso ter entre 18 e 35 anos, ensino médio completo e renda familiar de até três salários mínimos. São 40 vagas disponíveis para a turma de 2012: a inscrição é feita pelo site da ONG. Quem não se encaixa nos quesitos exigidos, mas tem interesse por gastronomia, deve entrar em contato com a iniciativa para se informar a respeito dos cursos livres oferecidos.

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)

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É um verdadeiro “Clube da Luluzinha”.  Só mulheres podem entrar no novo empreendimento da personal sexy trainer Lu Riva. Ela inaugura na próxima sexta-feira, dia 13,  o Espaço Lu Pompoar, primeira escola de pompoarismo no Brasil. O novo empreendimento, próximo à estação Santa Cruz do metrô, será aberto com uma festa apenas para convidados.

Até então, Lu Riva dava aulas em academias de ginástica, hotéis e na casa de clientes, como outras personal sexy trainers. No novo local, mulheres – só mulheres mesmo – poderão se inscrever em cursos de pompoarismo, dança do ventre e sensualidade (que inclui dança da cadeira e strip-tease). Um lounge será palco de encontros  como chá de lingerie e sexy happy hour. Também estará disponível uma butique sensual, com acessórios eróticos, lingerie e livros sobre o tema.

O pompoar é uma técnica de movimentação dos músculos na região da vagina. Executados de maneira correta, os movimentos de contração e relaxamento  podem aumentar o prazer durante as relações sexuais. Lu descobriu o pompoarismo por causa de uma infecção urinária em 2003.  Ela estava com 25 anos. Depois que começou a se exercitar, o problema foi curado. Lu Riva contou ao Blog do Curiocidade mais detalhes sobre seu novo espaço.

A procura por cursos de pompoarismo é tão grande assim? 
Sim, é. O maior problema é que a mulher foi treinada para pensar que não tem vagina. Por exemplo, se você enfaixar as mãos de alguém, ela não vai poder mexer os dedos até que seja solta. No entanto, se você só desatar as mãos dela depois de  18 anos, os músculos  já não se mexerão por falta de uso. Com a vagina, acontece a mesma coisa.  As mulheres têm dificuldade em localizar os anéis porque foram educadas para nunca tentar fazer isso antes.

Como uma aluna se veste para participar de uma aula de pompoarismo?
Nas aulas de pompoarismo, eu recomendo que as alunas vistam roupas de ginástica, como bermuda. Além do conforto durante o exercício físico, essas roupas permitem maior visibilidade durante o treinamento. Cada movimento de anel vaginal representa uma mudança visual no baixo ventre. Estes movimentos não podem ser vistos através de tecidos grossos, como jeans.

Você pode contar algum segredinho que é ensinado durante a aula? 
Eu digo que não dá para acreditar em muitas informações encontradas na internet, como sites que sugerem prender a urina como treino. Este tipo de esforço pode causar uma infecção urinária. Todos os exercícios de pompoarismo devem ser feitos com a bexiga vazia.

O que acontece nesse  sexy happy hour?
Eu defino esse evento como uma reunião de amigas que querem aprender algo sobre sexo juntas e, ao mesmo tempo, colocar o papo em dia. O grupo que contratar o serviço escolhe um tema relacionado a sexo e eu dou uma palestra ou aula prática sobre o assunto. No caso de noivas e aniversariantes, temos o chá de calcinha e o aniversário sensual. A homenageada, acompanhada das amigas, pode experimentar lingeries, fazer desfiles e aprender mais sobre acessórios eróticos.

Serviço
Espaço Lu Pompoar
Rua Joel Jorge de Melo, 60, Vila Mariana, 3297-4850

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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Nem adianta procurar. As lojas do McDonald’s não possuem caixas específicos para o atendimento a idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e portadores de deficiência. A Lei 10.048/00 determina que clientes nessas condições tenham atendimento prioritário. O McDonald’s garante que cumpre essa determinação. O publicitário Victor Marx e a mulher foram almoçar na lanchonete da Avenida Giovanni Gronchi na quinta-feira antes do Natal. Ela está grávida. Ao chegar, Victor perguntou pelo caixa preferencial e, segundo ele, a atendente informou que não havia nenhum. “Ela disse que iria perguntar para a gerente se poderia nos passar na frente”, relata. “Mas a gerente falou que a loja estava muito cheia para fazer isso”. Victor conta que outros clientes que estavam na fila se mobilizaram para que ele e a esposa fossem atendidos primeiro. “Quem nos colocou na frente foi uma senhora de idade, que também deveria ter atendimento preferencial”, aponta. A reclamação acabou nas redes sociais – e fez o maior barulho.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a rede informou que orienta seus funcionários a atenderem esses clientes prioritariamente sem que eles precisem pegar fila, em qualquer caixa. Mas, para o publicitário, a resposta do McDonald’s foi outra. “Como eu reclamei pelo Facebook e pelo Twitter, uma pessoa do McDonald’s me ligou”, conta. “Por telefone, ela me disse que as lojas tinham caixa preferencial, sim. Mas os funcionários dizem que não têm, que precisa pedir para o gerente. Deve ser um problema de treinamento do Mc Donald’s. Imagine um deficiente físico ter que ficar na fila.”

Mas por que não há nenhuma placa nas lojas do McDonald’s informando sobre o atendimento preferencial? A lei 10.048/00 obriga apenas as empresas de transporte público a reservarem assentos “devidamente identificados” para idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e portadores de deficiência. Já para as lanchonetes, como o McDonald’s, a única determinação é que seja feito o atendimento prioritário, sem especificações sobre número de caixas e placas informativas.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Andre Lessa/AE)

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Toda classe tem um bom aluno que anota as lições no caderno e tem os resumos cheios de flechas e marcações para facilitar a leitura antes das provas. Mila Motomura foi uma dessas alunas. “Sempre pediam meu caderno para xerocar”, conta. Há três anos, a hoje psicóloga fez dessa habilidade uma fonte de renda. Tornou-se especialista em design de informação. O que é isso? Mila cria painéis com informações técnicas, conceitos e descrições, resumidos na forma de imagens. “A ideia é simplificar a informação para que as pessoas entendam sem ter que ler todo o conteúdo”, explica.

O trabalho de Mila é transformar conteúdos complexos em imagens. (Foto: Andre Lessa/AE)

As sínteses de Mila podem ser usadas por empresas em palestras, aulas e reuniões. Os painéis, que geralmente têm 1 metro de altura e 5 de comprimento, são escaneados e usados como material digital depois do evento. “Tudo o que as pessoas vão conversando vai sendo registrado.” Mila também dá aulas de design de informação. “Ajuda a pensar de forma organizada”, avisa.

Veja alguns esquemas montados por Mila (clique na imagem para ampliar):

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Quem se inscreveu para a corrida de São Silvestre pode fazer um “ensaio” de 2 minutos para ir sentindo como será o dia da prova.  O treino é totalmente virtual, mas dá direito a vento no rosto e até corrida na chuva. Os corredores que forem retirar seus kits de corrida no Ginásio do Ibirapuera poderão experimentar um simulador no stand da Netshoes, uma das empresas que patrocinam o evento. Acompanhantes que não forem participar da corrida podem experimentar também. O corredor fica em uma espécie de “caixa” com uma esteira ergométicica e três telas que mostram a paisagem ficando pra trás. Em entrevista ao Blog do Curiocidade, Sandra Dias, gerente de marketing de categorias da empresa, explicou como funciona o equipamento.

Qual é o tamanho do simulador?
Tem aproximadamente dois metros por três. É uma espécie de container.  O corredor  tem uma tela na frente e duas nas laterais. Conforme ela corre ou caminha – cada um controla como quiser -, a paisagem vai passando na velocidade escolhida.

Além de ver a paisagem passando, que outros tipos de sensações podem ser simuladas?
O corredor vai sentir um vento no rosto. Se ele for mais rápido, a sensação de vento é maior. O ventilador não fica aparente. É tudo muito bem feito para fazer a pessoa ter uma experiência sem perceber como ela está acontecendo. Ele também vai ter a sensação de frio ou calor, e, em algum momento dos 2 minutos, vai chover.

Vai ter uma toalha na saída para a pessoa se enxugar?
A chuva é suficiente só para a pessoa ter a sensação, mas nada que a comprometa ou a deixe molhada demais a ponto de precisar se enxugar.

Do lado de fora, as pessoas poderão ver o participante correndo dentro da caixa. Não acha que alguns podem ficar com receio de pagar um mico?
Ah, não é um mico… É uma coisa bacana!

Serviço:
Ginásio Estadual Geraldo José de Almeida – R. Manoel da Nóbrega, 1361
28 e 29/12, 9h/19h; 30/12, 9h/17h.
Grátis

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)

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