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Curiocidade

Neymar completou ontem 50 dias de vida. Não o atacante do Santos, mas Neymar Arantes do Nascimento Zanquetta, bebê nascido em 15 de março passado na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele é filho do empresário brasileiro José Carlos Zanquetta, torcedor do Santos, que homenageou, ao mesmo tempo, Neymar e Pelé.

José Carlos, nascido em São Caetano do Sul, mora na Bolívia há 16 anos. Lá, é casado com Alexsandra do Carmo Nascimento, que não é santista – como é nascida no Acre, torce para o Rio Branco Futebol Clube. “Mas ela já aprendeu a gostar do Santos”, afirma Zanquetta. A família foi resistente à escolha do nome para o recém-nascido. “Minha mãe achou um absurdo”, diz. “Meus sobrinhos, que são corintianos, falaram que eu ia estragar a vida de meu filho”.

Neymar tem dois irmãos do primeiro casamento do pai: Vanessa, de 23 anos, e Alexandre, de 14. Os dois são corintianos e não gostaram nada da ideia de batizar o novo membro da família com o nome do craque do time rival. “Mas vão ter que aprender a conviver com um Neymar em casa”, brinca Zanquetta.

O pai conta que sempre foi fã de Pelé, mas não batizaria um filho de Edson Arantes do Nascimento. “Acho que seria muita pretensão dar este nome a uma criança”, conta Zanquetta. “Mas o Neymar está despontando como o melhor jogador da atualidade, então também merecia uma homenagem”. O torcedor aproveitou o “Nascimento” do sobrenome da mulher e realizou a loucura.

Na Bolívia, a tradição é utilizar o sobrenome materno por último. Se fosse registrado em Santa Cruz de la Sierra, o bebê seria chamado Neymar Arantes Zanquetta do Nascimento. “Por isso, procurei o consulado brasileiro na Bolívia”, diz o pai. “Quando fui registrar o nome, a pessoa que me atendeu perguntou se eu tinha certeza do que estava fazendo”. Como tinha certeza, a criança foi registrada em 30 de março.

Agora, a maior meta de José Carlos é fazer com que seu filho tire uma foto ao lado do Neymar jogador. “Daqui a uns 15 anos, o meu Neymar vai estar jogando bola inspirado no craque dos dias de hoje”, prevê. Em junho, quando estiver um pouco maior, o pequeno Neymar vai visitar a avó em São Caetano – e, é claro, aproveitar para assistir a seu primeiro jogo do Santos.

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de acervo pessoal)

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O produtor de TV Mario Jun Okuhara (filho de Rosa Miyake, apresentadora do programa “Imagens do Japão”, lembra?) nasceu em 1974, três anos antes da morte do jornalista Carlos Lacerda (que faria aniversário hoje). Foi no colégio que ele passou a se interessar pela história do ex-deputado federal e ex-governador do Estado da Guanabara, que apoiou o Golpe Militar de 1964. “Nunca concordei com o posicionamento político dele”, diz Okuhara.“Mas o que me chamou a atenção desde sempre foi amaneira como ele se expressava em seus discursos. Era impetuoso, fervoroso, quase agressivo”.

Há sete anos, Okuhara começou a procurar material sobre Lacerda e iniciou uma curiosa coleção.O acervo já conta com 20 livros, muitas revistas antigas e três discos com gravações de discursos de Lacerda. “Algumas coisas eu encontrei na internet, outras em sebos”. Ele conta que vibra a cada nova descoberta. “Hoje em dia, não se vê mais toda essa pompa na política”, lamenta o colecionador.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Keiny Andrade / AE)

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Dalmira Soares Donizi gosta da cor sépia. Para ela, as fotos envelhecidas deixam tudo mais bonito. Ela conta que pretende instalar painéis com fotos – todas em sépia – da Itália pelas paredes da Damp, sorveteria do bairro do Ipiranga que completa quarenta anos em 2012.

A Damp tem origem na Itália: de lá vieram três de seus quatro fundadores. Dalton, Arnaldo, Masaniello e Pietro batizaram o negócio em 1972, usando as iniciais de cada um. Dalton, irmão de Dalmira, era o único brasileiro. Pietro era engenheiro, mas já tinha trabalhado com a elaboração de sorvetes na Itália. Ele convidou Arnaldo e Masaniello – que já era marido de Dalmira havia dois anos – para criar um restaurante de comida italiana.

“Queríamos fazer massas, mas nada dava muito certo”, conta Dalmira. “O Pietro, que era o mais entusiasmado de todos, conhecia técnicas para fazer sorvetes”. A Damp começou tímida, apenas com sabores comuns, como chocolate e flocos. Nem lembrava a quantidade de opções disponíveis na sorveteria hoje em dia: são 93 tipos de sorvetes, além de cassatas, picolés e bolos gelados.

É difícil imaginar um sabor de sorvete que não seja vendido pela Damp. Na verdade, o casal se apressa em criar antes que outro o faça. “Começamos a fabricar sorvete de paçoca há muitos anos”, garante Dalmira. “Agora, todo mundo tem sorvete de paçoca, mas foi aqui que o sabor se popularizou”. Entre as criações da marca, estão combinações inusitadas, como manjericão com amora, creme com pimenta dedo-de-moça e queijo gorgonzola com nozes. Há também sorvete de violeta e rosa.

Durante o outono e o inverno, a sorveteria se volta para a criação de novidades que são lançadas no verão. A maior preocupação é com a qualidade: “Nosso engenheiro de alimentos demora meses para desenvolver um novo sabor”, diz Dalmira. “Usamos apenas ingredientes de primeira qualidade”. O sorvete de capim-santo, por exemplo, só fica disponível quando a empresa consegue um fornecedor de uma área que onde não aconteçam queimadas. De acordo com a sócia, isto prejudica o sabor da especiaria.

Desde a inauguração, a fábrica da Damp fica na Rua do Manifesto, no Ipiranga. Quarenta anos após a fundação, apenas Masaniello e Dalmira continuam no negócio. Dalton faleceu, enquanto os dois italianos voltaram a seu país de origem. O tímido Masaniello abandonou seu trabalho como desenhista em um escritório de arquitetura para se dedicar exclusivamente à fábrica. Dalmira também largou as aulas de Literatura para trabalhar na Damp.

O casal é reservado. Masaniello não dá entrevistas. Dalmira também se recusa a contar detalhes da vida, como a idade dos dois ou a rotina fora da sorveteria. A foto que ilustra essa reportagem foi uma exceção que os dois abriram para o Blog do Curiocidade. Para Masaniello, a imagem de proprietários idosos pode dar a ideia de uma empresa decadente. “O que é o contrário do que temos aqui”, afirma o italiano.

Masaniello e Dalmira sempre foram resistentes a expandir o empreendimento. A pequena loja do Ipiranga, próxima à fábrica, só existe há 15 anos. “Não queríamos sair do Ipiranga”, afirma Dalmira. “Aqui, podemos reabastecer os estoques, já que estamos ao lado da fábrica”. Apesar de distribuir sorvete da marca a outros sorveterias, não havia a perspectiva de nenhuma outra loja Damp. No entanto, a segunda unidade foi inaugurada no final do ano passado, na Vila Leopoldina. “Queremos manter tudo em família”, diz Dalmira. O administrador da nova loja é Eduardo Stollagli, primo de Masaniello.

Serviço:
Damp Sorvetes
R. General Lecor, 512, Ipiranga, 2274-0746
R. Bela Nápoles, 26, Vila Leopoldina, 3644-5541

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Na madrugada do último sábado (7), o jornalista Flavio Gomes, apresentador da ESPN-Brasil e da rádio Estadão/ESPN, fez um post em seu blog relatando uma experiência curiosa. Três dias depois do falecimento de sua sogra, ele recebeu um telegrama prestando condolências. O telegrama dizia: “Solidarizo-me neste momento de dor e saudade. Que Deus lhe dê forças para superar esta perda irreparável”. O problema é que Flávio não conhecia a remetente: a vereadora paulistana Edir Sales, do PSD, partido do prefeito Gilberto Kassab.  Indignado, o jornalista escreveu:

“Não acho correto que o município gaste R$ 8,80 para que uma vereadora se solidarize comigo, tendo a mais absoluta certeza de que ela nunca ouviu falar da minha sogra, de mim ou de qualquer membro da minha família. E a mais absoluta convicção de que ela não faz a menor ideia de que este telegrama foi enviado, porque isso é coisa automática, algum assessor deve receber listas diárias de defuntos e ganha um salário, que eu pago, para enviar telegramas a famílias entristecidas”.

Como a vereadora conseguiu a informação da morte da sogra de Flávio? No post, que foi compartilhado por milhares de internautas no final de semana, Flávio escreveu:  “Indignado, porque evidentemente eu e todo e qualquer cidadão que preenche a papelada referente à morte de um parente ou amigo passamos a fazer parte do cadastro de otários da vereadora e, muito provavelmente, do partido do prefeito. Afinal, quem mais tem acesso aos dados do Serviço Funerário Municipal a não ser a Prefeitura? E quem é que autorizou a Prefeitura a passar meus dados a um partido político? E quem é que autorizou a vereadora Edir Sales a usar meu nome e endereço para o que quer que seja?”

Edir Sales, obviamente, não atendeu o pedido de entrevista do Blog do Curiocidade. Uma assessora da nobre vereadora disse que responderia as perguntas somente por e-mail. De acordo com a assessora, Edir Sales não tem acesso a listas do Serviço Funerário. A justificativa é que, ao longo da carreira como radialista nas emissoras Tupi AM, Iguatemi AM e Atual AM, ela fez muitos contatos. A notícia do falecimento da sogra de Flavio Gomes teria chegado à política por meio de amigos do meio jornalístico. Por mais que pareça antiquado utilizar telegramas para entrar em contato com as famílias dos falecidos, “a vereadora escolhe o meio de comunicação porque ele é menos impessoal do que um e-mail”, respondeu a assessora.

Os telegramas chegaram a Flavio Gomes com a Câmara dos Vereadores como remetente. No entanto, de acordo com a assessoria da vereadora, os telegramas de luto não são pagos com verba pública, mas com fundos do escritório político de Edir, que tem base eleitoral na Zona Leste de São Paulo. “Por uma questão de formalidade estratégica, toda a correspondência enviada pela vereadora é remetida com endereço do gabinete”, afirma a assessora. A responsável pelo envio dos telegramas é a chefe de gabinete, Suely Watanabe, esta sim paga pelos cofres públicos.

Em seu site, a vereadora Edir Sales exibe sua atuação na Câmara Municipal. Ela é responsável – entre outros – pelo projeto de lei que retira carros de empresas de manutenção de elevadores do rodízio municipal de veículos, a criação do Dia do Imigrante do Leste Europeu e a instituição do “Programa Agente Igreja”, que obriga os templos religiosos a contar com funcionários para auxiliar a circulação de carros na saída de cultos. Nenhum destes três projetos foi aprovado até agora. Nossos pêsames!

Texto atualizado em 10/04/2012, às 18h20, com informações de Flavio Gomes.

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Há quatro meses, cinco casas da Rua Caetés, em Perdizes, estão marcadas para demolição. Tapumes da construtora Exto, responsável pela obra, denunciam que os imóveis darão espaço a um novo condomínio residencial. Nas placas de madeira, uma mensagem apócrifa pede: “Não matem a pitangueira!”. Feito em tinta preta, simples e direto, o pedido se refere à árvore que fica em meio à área interditada para a construção.

A pitangueira fica em frente à casa de número 84, um imóvel de dois andares. Sua folhagem ultrapassa a altura do sobrado, que já foi sede da Everest Imóveis – empresa que, desde o final do ano passado, mudou-se para a Rua Paulistânia, na Vila Madalena. Maria Lúcia Ramalho Munhoz, que comanda a imobiliária desde 1989, conta que a árvore ainda era pequena na época. “Era pouco mais alta do que uma pessoa”, diz a empresária. “A árvore cresceu junto com a gente ao longo das décadas”. Em época de pitanga, de outubro a janeiro, a árvore ficava carregada com as frutinhas vermelhas. O azar era de quem estacionava o carro debaixo dela. “Quando as frutas ficavam maduras, era uma sujeira só”, conta Maria Lúcia. O chão precisava ser varrido duas vezes ao dia.

Procurada pelo Blog do Curiocidade, a construtora Exto afirma que “fará o possível para que a planta permaneça no terreno, mas que isso dependerá de uma avaliação da Prefeitura Municipal na época de execução da obra”.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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O Hospital São Luiz, que tem uma das maternidades mais concorridas da cidade, realiza entre 20 e 30 partos todos os dias. Ontem, o São Luiz registrou apenas oito.  É que as mães preferem dar à luz em outros dias, evitando o dia 29 de fevereiro. “Geralmente, as cesáreas são marcadas para o dia 1º de março”, revela a assessoria de imprensa do hospital. “A mesma coisa acontece com bebês que nascem perto de alguma sexta-feira 13”.

A jornalista Adriana Mampin, nascida no dia que só existe em anos bissextos, acha a atitude imprópria: “O bebê tem que nascer no momento mais adequado para vir ao mundo, não em uma data específica”, reclama. Com 36 anos, ontem ela comemorou seu aniversário no dia certo pela oitava vez – nos anos com 365 dias, a festa acontece em 28 de fevereiro. Adriana diz que não costuma ter problemas por nascer na data. “Só me irrita um pouco a mania de redes sociais, como o Facebook, de mudar minha data de aniversário para 28 de fevereiro”, afirma.

O Blog do Curiocidade fez um levantamento em outras maternidades paulistanas. A Cruz Azul, no Cambuci, teve dez partos na quarta-feira. Na Maternidade Santa Helena, o número foi quase igual: 11 bebês. O Hospital da Luz, em seus dois endereços, somou nove partos. A Maternidade Santa Catarina contabilizou  três.  O Hospital San Paolo, em Santana, registrou ontem um parto. A assessoria de imprensa do hospital chegou a enviar um release com a informação do nascimento do bebê Heitor Sousa Amaral Silva. Heitor nasceu com problemas cardíacos e deve passar por cirurgia no próximo sábado, mas seu quadro é estável.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Termina hoje o julgamento de Lindemberg Fernandes Alves. A sentença do réu, acusado de assassinar a ex-namorada de 15 anos, Eloá Pimentel, em outubro de 2008, deve sair no final do dia. Nos três primeiros dias de julgamento, mais que Lindemberg, os holofotes foram direcionados para a advogada de defesa – uma mulher imponente, jovem, chamativa. No Fórum de Santo André, jornalistas que acompanham o caso chegaram a encontrar semelhanças dela com a cantora Amy Winehouse por causa da volumosa cabeleira. Ana Lúcia Assad, 35 anos, não se intimida: chama a mãe da vítima para testemunhar, muda de ideia em cima da hora, e provoca a juíza ao dizer que, já que não conhece a lei, ela “deveria voltar à escola”. Ameaça, duas vezes, abandonar o caso e, quando deixa o tribunal, vestida em um colete à prova de balas e escoltada por dez policiais, é vaiada pelo público.

Ana Lúcia Assad

Por trás de todo esse espetáculo, pode haver também uma motivação política. Na foto que ilustra sua página no Facebook, com poucos mais de 300 amigos, Ana Lúcia posa segurando a bandeira do munícipio de Guarulhos, onde nasceu e onde mantém escritório de advocacia. No mês passado, Ana Lúcia publicou fotos ao lado do prefeito Sebastião Alves de Almeida (PT) e de um vereador do PSB. Nas legendas, escreveu palavras de ordem como “Por uma Guarulhos mais socialista” e “Por uma Guarulhos mais democrática”. Um amigo fez piadinhas por causa do decote que ela ostentava nas fotos. Numa troca de mensagens, outro pergunta: “Vai ser candidata?”. Ela responde: “Sabe que é uma boa ideia!!!! Pré-candidata”.

Sebastião Alves de Almeida (PT) e Ana Lúcia Assad

Nascida em 1976, ela se formou no curso de Direito em 2000 pelas Faculdades Integradas de Guarulhos. É filha de José Carlos Assad, que foi delegado da polícia na cidade. Airton Trevisan, advogado que presidiu a OAB de Guarulhos de 2004 a 2009, conta que a moça, muito atuante desde os tempos da faculdade, sempre se dedicou ao Direito Penal, especializando-se no Tribunal de Júri. Ela já contabiliza 200 julgamentos.

Durante toda a gestão de Trevisan, Ana Lúcia Assad trabalhou voluntariamente na Comissão de Prerrogativas da OAB, cujo objetivo é fazer com que as garantias da profissão sejam respeitadas por juízes, advogados e promotores. Não é surpresa, portanto, que ela tenha tido confiança para confrontar a juíza Milena Dias ao questionar o “direito da verdade real”. Ana Lúcia já deixou o cargo, mas hoje é um dos membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem.

Destaque entre os quase cinco mil advogados de Guarulhos, Assad é conhecida por sua postura corajosa. Segundo Trevisan, ela sempre se mostrou uma profissional combativa, que não se amedronta. O advogado João Luiz Rubira, também criminalista em Guarulhos, vai além: “só por defender sozinha um caso praticamente indefensável, ela já é uma guerreira”.

Ana Lúcia é solteira, mas parece estar comprometida. No Facebook, Claudio Aquino exibe uma foto ao lado da advogada, e diz ser ela sua noiva.

(com reportagem de Júlia Bezerra)

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Um encontro realizado na semana passada no apartamento do maestro João Carlos Martins, no bairro dos Jardins, serviu para celebrar uma nova parceria no mundo artístico. O cartunista Maurício de Sousa apresentou a ideia de criação do personagem “Maestrinho”, que será inspirado na figura de Martins. Sobre o encontro, Maurício escreveu, empolgadíssimo, em seu twitter: “Encontro de sonho: eu e o grande maestro João Carlos Martins. Com almoço, vinho e breve recital”. Martins ganhou livros autografados e um desenho do personagem Horácio feito na hora.  Além de quadrinhos, o projeto inclui um espetáculo com orquestra e os personagens da Turma da Mônica.

O personagem inspirado no maestro será apresentado depois do Carnaval junto com outro novo integrante da Turma da Mônica. O craque Neymar também irá se transformar em desenho. A aproximação entre Maurício de Sousa e o jogador do Santos começou quando o empresário dos quadrinhos publicou um desenho em homenagem ao gol que Neymar marcou contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, eleito o mais bonito de 2011 em votação da FIFA.  Maurício de Sousa foi um dos convidados da festa de 20º aniversário de Neymar, comemorada no últomo dia 5 de fevereiro.

Neymar é o quinto personagem futebolístico da Maurício de Sousa Produções. O primeiro foi Pelezinho, que circulou entre 1982 e 2002. Depois vieram Ronaldo Fenônemo (o projeto não chegou a ir em frente) e Ronaldinho Gaúcho (lançado em 2005 e até hoje nas bancas). Dieguito, inspirado em Diego Maradona, foi outro que nunca chegou a ser lançado. Às vésperas, o ídolo argentino teve problemas com drogas e o projeto acabou cancelado.

(Imagens: twitter de Maurício de Sousa)

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Na noite de ontem, o assunto mais falado no Twitter não era o cantor Michel Teló, nem as partidas de futebol de São Paulo e Santos. Em primeiro lugar nos Trending Topics brasileiros apareceu a hashtag #VoltaLaranja. Conforme a tag ganhava popularidade, mais usuários do Twitter perguntavam qual era seu significado:

Na verdade, o termo foi criado por alunos do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Sagrado Coração, no bairro da Pompeia, em São Paulo para homenagear uma professora (a escola disse que ela pediu para sair e os alunos acreditam que ela tenha sido demitida). Elizabeth Laranjeira era professora de Literatura há 15 anos no local.  “Ela era um ícone da escola, gostávamos muito dela”, diz o aluno Felipe Foroni, 16 anos. “Na semana passada, ela nos deu aula normalmente”.

O primeiro a reclamar pelas redes sociais foi Rafael Reyna, de 17 anos. Ontem, às 9h da manhã, ele tuitou “#voltalaranjera”. Em seguida, o termo foi modificado para #voltalaranja e se espalhou entre as contas de alunos do Sagrado Coração. De acordo com o site Topsy, foram 1585 menções à professora desde aquele momento. Também pela internet, os adolescentes combinaram de fazer uma homenagem pacífica no pátio do colégio. “Além de pendurar os cartazes, usamos camisetas laranjas para lembrar a professora”, conta Lucas Vasconcellos, 17 anos.

Não foi a primeira vez que um protesto de alunos do Ensino Médio chega aos assuntos mais comentados do Twitter. Em fevereiro do ano passado, estudantes do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo atingiram o terceiro lugar dos Trending Topics brasileiros com a hashtag #abaixoacalu, reclamando dos preços praticados pela cantina do local. Na ocasião, os adolescentes combinaram um boicote e levaram todo o lanche de casa.

Procurada pelo Blog do Curiocidade, a diretora do Colégio Sagrado Coração de Jesus disse que não entraria em detalhes sobre a saída da professora para “preservar a privacidade dela”. Garantiu que nenhum estudante seria punido pelas manifestações, já que elas foram pacíficas. Quando a reportagem perguntou seu nome, a diretora disse que não informaria e que “proibia a publicação dessa história”.

(Com reportagem de Míriam Castro)

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A portuguesa Teresa Pires Morgado está completando 50 anos de Brasil. Ela veio para cá aos 14 anos e, desde então, só voltou para a terra natal algumas vezes a passeio. Mesmo assim, ela ainda não perdeu o sotaque. Talvez seja porque ela vive a cultura de seu país 24 horas por dia. “Eu me sinto em Portugal o dia inteiro”, confirma ela, que nasceu na vila Sendim, na região de Alto Trás-os-Montes. Durante o dia, Teresa trabalha em um banco português, na Vila Olímpia. Depois, segue para o restaurante Taberna Cais do Porto, que fica dentro do estádio da Portuguesa e tem capacidade para 80 pessoas. Ela também é diretora da Casa de Portugal há 37 anos, além de ser conselheira do Centro Transmontano de Saúde e diretora do Lar da Provedoria Portugesa (entidades luso-brasileiras de filantropia).

Teresa veio de Portugal com a irmã, Glória. “A vida lá era difícil, não tinha condições de trabalhar e subir na vida”, lembra ela. Quando elas chegaram, duas outras irmãs já viviam aqui. Depois de 25 anos, os pais também se mudaram para o Brasil e a família conseguiu se reunir novamente. Teresa não tem dúvidas de que a mudança foi um bom negócio. “Adorei, o Brasil pra mim é maravilhoso.” Quando chegou, Teresa começou a trabalhar como babá. Depois, foi funcionária de uma fábrica de agendas e de uma de linhas. Quando se casou, o marido não deixou que ela continuasse trabalhando fora. Para ocupar seu tempo, ela começou a estudar pintura a óleo. Aos 58 anos, ficou viúva e decidiu voltar ao batente. Ela tem dois filhos, de 43 e 47 anos, e quatro netos.

Teresa começou com o emprego no banco, até que Glória, que administrava o Cais do Porto, convidou a irmã para fazer parte do negócio. “Quem começou foi minha irmã com mais dois artistas”, conta. “Mas eles não conseguiram tocar o negócio, artistas têm mais coisas para fazer. Ela vivia muito cansada e não estava mais a fim de administrar”.  Glória, que é cantora, continua trabalhando no restaurante. Às quintas, sextas e sábados, são apresentados shows de fado, e ela é uma das cantoras fixas. As apresentações contam sempre com dois ou três músicos. “Às vezes, os clientes brincam e dançam no final da noite, mas normalmente é para escutar”, afirma a portuguesa. A tradição já acontece há 15 anos, desde a inauguração do restaurante. “É programada para a divulgação da música e da comida portuguesa. Não é um restaurante como os outros, é uma outra proposta. É um restaurante de evocação da cultura portuguesa”, orgulha-se Teresa. O prato mais pedido da casa é o Bacalhau à Portuguesa, cozido e acompanhado de ovos, grão de bico, brócolis e azeitona.

Quando não está trabalhando, o que Teresa mais gosta de fazer é pintar quadros de paisagem e natureza morta. O Cais do Porto tem cinco telas feitas por ela. Além disso, toda segunda-feira, ela dedica suas tardes para ensinar mulheres da terceira idade a pintar.  A portuguesa chega em casa por volta das 2h da madrugada, e sai para trabalhar às 9h.  ”Cansada eu fico, mas vou fazer o quê?”, confessa. “Mas é a vida que eu gosto de levar.”

Serviço:
Taberna Cais do Porto – R. Comendador Nestor Pereira, 33, Pari, 3228-2627. Shows de fado, 5ª, 22h/0h, 6ª e sáb., 22h/2h. Couv. art.: R$ 10. Somente com reserva.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Leonardo Soares/AE)

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