ir para o conteúdo
 • 

Curiocidade

Hoje é o dia da 87ª Corrida Internacional de São Silvestre. O idealizador da prova foi o jornalista Casper Líbero. Em 1924, ele assistiu a uma competição noturna em Paris na qual os atletas percorriam o trajeto portando tochas de fogo. Empolgado com a idéia, resolveu implementá-la no Brasil na virada do ano. A primeira corrida foi disputada à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1924. Alfredo Gomes terminou na frente entre os 48 inscritos, com o tempo de 23min10s4/100. O percurso era de 8.800 metros. Na primeira edição, apenas moradores da cidade podiam participar. A prova foi aberta a todos os brasileiros alguns anos depois. Atualmente, os 25 mil participantes percorrem uma distância de 15 quilômetros.

Em 1945, corredores internacionais começaram a participar da prova. Primeiro os sul-americanos e, dois anos depois, todos os estrangeiros. A presença mais ilustre acabou sendo a do tcheco Emil Zátopek, que havia conquistado três medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1952. Ele venceu a São Silvestre de 1953, quase um minuto na frente do segundo colocado. Passados 33 anos, o pernambucano José João da Silva quebrou a soberania estrangeira no pódio da corrida, vencendo em 1980 e novamente em 1985. Antes de se tornar atleta, José João chegou a trabalhar em São Paulo como entregador de pizzas na região da avenida Paulista e era conhecido pelos colegas como “Zé das Couves”. Depois dele, outros cinco brasileiros venceram a prova: João da Matta (1983), Ronaldo da Costa (1994), Emerson Iser Bem (1997), Marílson Gomes dos Santos (2003, 2005 e 2010) e Frank Caldeira (2006).

Edição de 2010 da Corrida Internacional de São Silvestre. (Foto: Epitacio Pessoa/AE)

Mas quem é o santo que dá nome ao evento? Silvestre I foi o 33º papa da história do Catolicismo. Nasceu em Roma, em 295, e foi papa entre 314 a 335.  Silvestre I iniciou sua vida como papa em um contexto de paz na Igreja Católica depois de 250 anos de agitação. Tinha a missão de organizar a vida da Igreja depois do decreto do imperador Constantino, que colocou fim à perseguição aos cristãos. “Os primeiros papas foram de uma importância muito grande porque foram do período em que a Igreja foi perseguida, e o papa Silvestre I marca o fim dessa perseguição”, destaca o padre Juarez de Castro, assessor de imprensa da Cúria Metropolitana de São Paulo. “Embora Constantino não tenha transformado o cristianismo em religião oficial, ele permitiu os cultos. O grande mérito desse papa foi aproveitar a paz na Igreja para que ela se estabelecesse.”

O primeiro concílio ecumênico, o de Nicéia, em 325, foi realizado durante o papado de Silvestre. A divindade de Jesus Cristo foi definida durante esse encontro. Ele foi o papa que instituiu o domingo como dia santo. O padre Juarez lembra que, nesse período,  foram permitidas as construções das primeiras basílicas, a de São João de Latrão (localizada em Roma) e a de São Pedro (no Vaticano). O Papa morreu em 31 de dezembro de 335, razão pela qual a data se tornou o Dia de São Silvestre (depois de sua morte, Silvestre I foi canonizado santo pela Igreja e passou a ser referido como São Silvestre). É por isso que o evento esportivo que acontece no último dia de cada ano em São Paulo ganhou o nome de Corrida de São Silvestre.

sem comentários | comente

Iniciadas em junho, as obras da Torre Matarazzo, na Avenida Paulista, têm previsão de término para 2015. Até lá, os pedestres que passam pela avenida terão de conviver com os tapumes de metal que cercam o terreno de 12,947 m² que pertenceu à família Matarazzo. Mas, se até agosto as placas trouxeram transtorno (precisaram ser recuadas porque estavam atrapalhando o uso do piso tátil, que facilita a locomoção de deficientes visuais), agora elas são admiradas por quem passa por ali.

Quem transformou os tapumes em obra de arte foi o grafiteiro paulistano Almir Rezende, o Lek, a pedido da Camargo Corrêa  e da Cyrela, responsáveis pela construção do prédio comercial e do shopping center que funcionarão no local. Lek, que tem 39 anos, é o mestre do grupo Revolucionarte, formado por oito artistas. O tema da pintura é “120 Anos de Avenida Paulista”. Há imagens que retratam a cidade desde o final do século 19 até os dias de hoje.

Lek conta que muitas pessoas param para elogiar a pintura e também para tirar fotos do trabalho. O artista criou até uma página no Facebook para reunir as imagens registradas pelos curiosos. A pintura foi iniciada no início do mês passado, e tem previsão para ser terminada no final de novembro. Em entrevista ao Blog do Curiocidade, Lek deu mais detalhes sobre o trabalho:

Quem criou o desenho?
A criação foi minha. Se tivesse que refazer o layout hoje, provavelmente o desenho seria diferente. Não quer dizer que eu não esteja gostando do resultado, e sim porque estou em uma metamorfose constante. Tenho ideias 24 horas por dia.

A parte da pintura que retrata a Avenida Paulista de hoje mostra várias pessoas interagindo. Tem aperto de mão, passeio com cachorro, crianças brincando… Mas não há nennhum casal namorando. As pessoas não namoram na Paulista?
Na verdade, falta muita coisa. Não dá pra retratar tudo. Mas o amor está presente na íntegra.

Quantas pessoas trabalham na pintura?
Entre 4 e 8 pessoas, dependendo do dia. Trabalhamos 8 horas por dia.

Serão quantos metros de tapume pintados no total?
Na Paulista, a medida é 110 x 4 m. E tem mais a Pamplona, com 110 x 3,5 m.

Qual a quantidade de tinta que será usada até o final?
Ah, nós não pensamos nisso. Nem terminamos o trabalho ainda. A gente está se divertindo, não nos preocupamos com isso. É coisa de artista, somos assim mesmo. (risos)

Até o término das obras, a pintura continuará a mesma ou há algum projeto para fazer outras imagens?
A princípio, não há nenhum projeto. Mas seria uma boa ideia!

Não tem medo que algum pichador estrague o trabalho?
Se pensarmos dessa forma, não realizaremos mais nada. Dá pra sentir o quanto a população está agradecida com a nossa presença e com o resultado do projeto. Isso me encanta! Quando terminarmos o trabalho, ele será da população.

Você já fez algum trabalho com tanta visibilidade na cidade?
No ano passado, fiz um mural perto da sub-prefeitura do Jabaquara em comemoração à Copa. Pintei o Ronaldo, o Garrincha e o Pelé. Tinha também as pinturas do buraco da Paulista (túnel que liga as avenidas Doutor Arnaldo e Paulista), reproduzindo obras do Modernismo Brasileiro, mas já foram cobertas. Fiz também na avenida Juscelino Kubitschek com a Marginal Pinheiros, no mesmo estilo do buraco, em 2003. O buraco foi muito importante, mas esse trabalho na Paulista, sem dúvida, é o melhor que já fiz.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

comentários (4) | comente

As portas giratórias dos bancos já causaram muitas brigas e confusões. Os detectores de metal deveriam impedir a entrada de armas de fogo nas agências. No entanto, o equipamento detecta moedas, celulares e chaves, entre outros objetos. Os vigias têm um controle que trava a porta sempre que eles desconfiam de algum cliente. Para evitar o constrangimento a que muitos clientes eram obrigados a se submeter, uma lei municipal de 2005 obrigou todas as agências bancárias da cidade a disponibilizarem armários com chaves individuais do lado de fora.

No entanto, a mesma lei não vale para agências dos correios que têm porta giratória, como a da Rua dos Pinheiros, na zona Oeste. Além do detector de metais na entrada, algumas unidades dos Correios também contam com cofre eletrônico, sistema de imagem e de alarme, e serviço de vigilantes. Os clientes passam pelos mesmos tipos de constrangimentos. Mas cadê o armário guarda-volumes? A assessoria de imprensa dos Correios explica que as determinações não são as mesmas porque suas agências não são estabelecimentos bancários, mas somente correspondentes bancários: “De acordo com a Resolução 2707/00, do Conselho Monetário Nacional, as agências de Correios, assim com as casas lotéricas, mercados e demais estabelecimentos que prestam serviços básicos de pagamento de fatura e intermediação de operações entre clientes e bancos, são classificadas como correspondentes bancários – não se inserindo, portanto, na categoria de instituição financeira”. A nota informa ainda que “essa característica exime os Correios da adoção de medidas de segurança determinadas aos bancos”.

Uma pergunta aos senhores vereadores: qual é a lógica disso?

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Jose Luis da Conceição/AE)

sem comentários | comente

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) intensificou a fiscalização aos veículos que desrespeitam as faixas de pedestres na cidade. Além de fiscais nas ruas, a CET instalou 240 câmeras de vídeo para flagrar motoristas que não dão preferência aos pedestres. Algumas câmeras são capazes de girar 360 graus. É aquela velha história: a multa vem antes da educação. A campanha publicitária – um sujeito vestido de faixa de pedestre no divã de um analista – pode até ser engraçadinha (não é!), mas não ajuda em nada.

Será que a Prefeitura de São Paulo está fazendo também a sua parte em favor dos pedestres? Andando pela cidade, percebo a falta de sinalização adequada para quem precisa atravessar a rua. A CET colocou 275 banners e faixas perto de semáforos indicando que as pessoas só devem atravessar quando o sinal estiver verde para elas. Banners? Os cruzamentos da cidade deveriam ter o semáforo especial de pedestres (homenzinho andando e homenzinho parado). Bem, a assessoria de imprensa da CET não sabe informar quantos dos 80 mil cruzamentos da cidade possuem esse tipo de semáforo. Diz apenas que são 14.776 semáforos para pedestres instalados em São Paulo. Como cada cruzamento deveria ter oito desses semáforos, fiz uma conta rápida e cheguei ao número de 1 847 cruzamentos com sinalização. Não é um número preciso, pois percebi que vários cruzamentos não têm os semáforos de pedestres em todas as direções – no caminho para casa, anotei a Teodoro Sampaio com a Henrique Schaumann e a Sumaré com a Vanderlei, só para citar dois exemplos.

Pior: desses semáforos para pedestres, somente 130 marcam o tempo que falta para o sinal abrir. A CET informa que esses novos equipamentos estão instalados em cruzamentos como o da Boa Vista com a 3 de dezembro, na Praça da Sé, e na Cotoxó com a Tavares Bastos, na Pompeia. Na Cotoxó com a Tavares Bastos, ele é praticamente inútil. O ciclo do semáforo é tão, tão, tão demorado que ninguém espera o bonequinho verde aparecer. Atravessa na primeira chance.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Jose Patricio/AE)

1 Comentário | comente

Começaram a ser vendidos hoje os ingressos para o jogo Corinthians x Figueirense, que será disputado no próximo sábado, às 18h, no Pacaembu. O estádio municipal é um dos pontos de venda. Mas por que o Corinthians, que manda quase todos os seus jogos lá, não está utilizando mais as novas bilheterias da Praça Charles Miller? Os corintianos são obrigados a usar agora antigas e desconfortáveis bilheterias da rua Itápolis.

Torcedores do Corinthians utilizam as bilheterias laterais (Foto: Tiago Queiroz/AE)

Bilheterias laterais atendem torcedores do Corinthians (Foto: Thiago Queiroz/AE)

A resposta não é tão simples. O Corinthians afirma que as bilheterias centrais são de uso exclusivo da BWA, empresa que pagou a reforma da fachada do estádio. O clube rompeu com a BWA em 2009. No ano seguinte, trabalhou com três empresas diferentes para vender seus ingressos, mas deixou de operar dessa forma no início deste ano. Hoje, o Corinthians passou a comercializar as entradas por conta própria. Por isso, não tem mais direito a utilizar as bilheterias novas. Um dos motivos do rompimento com as empresas foi que elas queriam cobrar pelo serviço de acordo com a receita de bilheteria. “O Corinthians não concorda com esse formato, e procuramos outras alternativas”, afirma Guilherme Prado, assessor de imprensa. A única empresa com a qual o Corinthians  ainda tem contrato é a Omni, que promove apenas a venda online de ingressos para cadastrados no programa Fiel Torcedor. “A tecnologia é da Omni, mas a venda é toda do Corinthians”, diz Lucio Blanco, gerente de arrecadaçao do clube. Só que o corintiano que compra seu ingresso nesse programa não se utiliza das bilheterias. ”O cliente Fiel Torcedor compra a entrada pela internet e, no Pacaembu, é identificado na catraca com seu cartão”, explica Branco. “Não precisa retirar ingresso”.

A BWA confirma que pagou a reforma da fachada do estádio, mas nega que tenha exclusividade sobre as novas bilheterias, como diz o Corinthians. “Qualquer empresa que tenha contrato com os clubes pode utilizar”, afirma Gloriete Treviso, assessora de imprensa da BWA. A empresa, que não divulga o valor da reforma doada para o estádio, vende ingressos exclusivamente para jogos do Santos. As entradas para jogos de outras agremiações no Pacaembu são vendidas pela Outplan e pela Omni.

A necessidade de utilizar somente as bilheterias laterais tem gerado um certo incômodo para os torcedores no Pacaembu. O assessor do Corinthians reconhece que “as laterais do estádio possuem uma área de circulação muito estreita, concentrando um grande número de pessoas com interesses distintos: circulação, compra de ingressos e acesso ao estádio”. Para driblar o problema, nos dias de jogos, a Praça Charles Miller ganha uma estrutura de metal montada pelo Corinthians. É ainda uma solução provisória.

BWA utiliza as bilheterias novas em dias de jogos do Santos (Foto: Marcio Fernandes / AE)

A Secretaria Municipal de Esportes, que cuida da administração do estádio, nega que haja qualquer tipo de privilégio para a BWA, conforme alega o Corinhtians. Segundo Mauro Sernardes Castro, coordenador do Pacaembu, os clubes escolhem as empresas com as quais querem trabalhar. Ele afirma que o Corinthians pode usar as bilheterias da Charles Miller, sim. “Não existe qualquer tipo de proibição”, garante.

Muito estranho…

(Com colaboração de Karina Trevizan)

comentários (3) | comente

A edição de hoje do Divirta-se traz uma reportagem especial sobre os melhores sebos da cidade. Além de atender quem está querendo comprar livros usados, os sebos recebem muitas pessoas que desejam se desfazer de livros antigos. Um livro muito antigo pode parecer um verdadeiro tesouro, mas a coisa não funciona bem assim. César Potério, do Sebo Fênix, explica que, para um livro ser valioso, não basta ser antigo. “O que pode tornar um livro valioso seria alguma dedicatória de uma personalidade importante ou ilustrações de um artista conhecido”, completa. Ele cita como exemplo o livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, que pode ser comprado no sebo por R$ 5. Mas ele vende ali também  uma edição especial, que tem ilustrações do desenhista Gustave Doré, por R$ 200. Outro exemplo é o livro Clínica Médica, do ano de 1870, escrito por Torres Homem. O livro sobre Medicina está desatualizado e não tem mais nenhuma utilidade acadêmica, mas custa R$ 600. O motivo é que há uma dedicatória escrita à mão por Torres Homem oferecendo o exemplar para o imperador D. Pedro II. “Um colecionador compra um livro por causa desse tipo de detalhe”, diz Potério.

 

(Foto: Marcio Fernandes / AE)

Gilvaldo Amaral Santos, especialista em venda de livros antigos pela internet, tem a mesma opinião. “Não podemos confundir livro velho com livro raro”, afirma. “Ele  precisa ter alguma coisa especial para ter algum valor”. Gilvaldo também recomenda que, antes de levar a obra para ser avaliada, o ideal é fazer uma pesquisa na internet para saber se já há exemplares da mesma época à venda e, assim, ter noção de quanto ele vale. O Blog do Curiocidade fez a pesquisa pelo site Estante Virtual com o livro Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. A variação de preços é grande. Há uma edição de 1882 que custa R$ 40. A descrição informa que as páginas estão amareladas, mas ainda é possível ver escrito o nome do antigo dono do livro e o retrato do autor feito com lápis de cor. Há também uma edição de 1898 que custa R$ 2 mil. Algumas páginas foram danificadas por cupins, mas o livro faz parte de uma edição comemorativa do quarto centenário do descobrimento da Índia, com direito a ilustrações especiais e letras ornamentadas. Outra opção é uma edição de 1880. O livro é o exemplar de número 113 da edição de Tito de Noronha, de 314 unidades. O que valoriza o exemplar é uma anotação assinada por Teófilo Braga. Noronha e Braga se destacam na história da Literatura por causa da discussão sobre qual versão de Os Lusíadas é de fato  escrita por Camões. O preço do livro assinado por eles: R$ 15,9 mil.

O caçador de raridades

 

Foto: Andre Lessa/AE

Edgar Luiz de Brarros,  54 anos, é historiador, escritor e perito de bens colecionáveis. Ele, que é membro da Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo (APEJESP), faz avaliações de casos criminais e também extrajudiciais, como avaliação para seguros e auxílio na compra e venda de itens raros. Barros conta que já encontrou muitas raridades sendo vendidas em sebos a preço de banana. “Já achei um exemplar da revista Tico Tico, da década de 1920, à venda por R$ 1. Isso vale, no mínimo, R$ 300″, conta o perito. Um caso parecido aconteceu com uma família que queria vender uma coleção de livros por R$ 300. Barros encontrou entre as publicações um exemplar raro de Narizinho Arrebitado – Segundo Livro de Leitura para uso das Escolas Primárias, publicado em 1921 por Monteiro Lobato. “Um único livro poderia ser vendido por  R$ 1,6 mil”, afirma. Barros faz avaliação para a compra e venda de itens raros. Para fazer um laudo, cobra R$ 150 por hora de trabalho.  O perito também é colecionador, mas não vende nenhuma das raridades que arremata. “Não tenho dúvidas de que seria um bom negócio, mas eu não me dedico a isso”.

Serviço:
Sebo Fênix – Avenida Lins de Vasconcelos, 3228; Vila Mariana; 5082-1536
Edgar Luiz de Brarros – 5579-1103

(Com colaboração de Karina Trevizan)

comentários (12) | comente

A cena não é rara: os clientes precisam enfrentar longas filas para pagar suas compras porque há poucos caixas abertos nos hipermercados.  A pergunta curiosa é: por que as redes fazem tantos caixas se eles  nunca funcionam ao mesmo tempo? O Blog do Curiocidade pediu explicação a algumas empresas, e as respostas foram bem parecidas.

A primeira a responder foi o Carrefour. Cada loja da rede no formato hipermercado tem, em média, de 35 a 45 caixas. A empresa informou que segue uma programação diária de abertura, de acordo com a expectativa de clientes para cada dia. São levados em conta o dia da semana e os horários. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Carrefour avisou  que, “caso seja necessário, a loja providencia a abertura de novos caixas.”

Nos hipermercados da rede Extra, o número médio de caixas é de 37 em cada loja. Já nos supermercados Pão de Açúcar, a quantidade cai para 20. O Grupo Pão de Açúcar, dono das duas marcas, explicou apenas que “o número de caixas abertos está diretamente relacionado ao movimento das lojas e ao horário de picos da região, o que pode ser diferente entre cada unidade da rede”.

As lojas dos supermercados Sonda possuem , em média, 30 caixas por unidade. O departamento de marketing da empresa também afirma que determina o número de caixas que devem ficar abertos de acordo com o fluxo de clientes de cada loja e a hora do dia.

É assim no supermercado que você frequenta?

(Com colaboação de Karina Trevizan e foto de Evelson de Freitas/AE)

comentários (5) | comente

As obras da ponte que pretende eliminar o semáforo do cruzamento da Rua Padre Adelino com a Avenida Salim Farah Maluf (que dá acesso à Marginal Tietê) não foram concluídas. O viaduto já está pronto desde dezembro, mas ainda falta desapropriar os imóveis vizinhos para que a construção continue. A Prefeitura prevê concluir (será?) a construção do Complexo Padre Adelino no próximo dia 30 de julho.  As obras começaram em 2007, com previsão de entrega para novembro de 2008. O viaduto estaiado (que tem 160 metros de comprimento e 65 metros de altura)  passou um bom tempo ligando nada a lugar nenhum. Isso porque, para ligar a ponte ao sistema viário, seria necessário desapropriar cerca de 30 imóveis daquela área, a maioria localizados na Rua Padre Adelino. Em janeiro, a Prefeitura anunciou que os processos de desapropriações já estavam em fase final, sem informar quantos imóveis exatamente precisariam ser removidos  nem quantos proprietários questionam a remoção na Justiça. Cinco meses depois, a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras agora anuncia que os trabalhos deverão estar prontos em 45 dias. Segundo a Secretaria, a desapropriação que deu mais trabalho foi a do terreno da cabeceira do viaduto, que  foi realizada no dia 20 de abril. O orçamento inicial da obra era de R$ 66 milhões, mas o valor gasto até agora foi de R$ 113.299.813,29.

Embora não esteja pronta, a ponte já tem nome proposto na Câmara Municipal dos Vereadores. Adilson Amadeu (PTB) apresentou em agosto do ano passado uma sugestão: Ponte Estaiada Alfredo Martins. O homenageado nasceu em 1921, e  foi presidente da Sociedade União Amigos do Tatuapé e  também vereador.

(Com colaboração e foto de Karina Trevizan)

sem comentários | comente

Você acha que tosse atrapalha os músicos de uma orquestra? Pois saiba que papel de bala atrapalha muito mais. “A tosse atrapalha um pouco, mas não é irritante”, afirma o violinista Claudio Cruz. “Às vezes, os músicos estão no momento mais especial da música, tão concentrados que mal respiram, e alguém começa a manipular aquele plástico… É bem desagradável, ainda mais por causa do momento em que a pessoa quis abrir uma bala”.

Para driblar esse problema, a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) oferece balas sem papel para o público antes dos concertos. As balas estão disponíveis no Salão dos Arcos, no hall de entrada, e no Foyer da Sala São Paulo desde sua inauguração, em 1999. A ideia não foi da orquestra. Balas sem papel são também oferecidas em outras salas de concerto do mundo. Por aqui, quem implantou foi John Neschling, regente titular e diretor artísitico da Osesp na época.

O spalla dos violinos da Osesp, Claudio Cruz. (Foto: Paulo Giandalia / AE)

Veja outras perguntas curiosas que fizemos para Claudio Cruz, que também é maestro da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (SP), e rege algumas apresentações da Osesp desde 1999:

Um maestro perde peso durante a apresentação?
Eu já tive a curiosidade de me pesar antes e depois de reger uma apresentação, e perdi peso,
sim. Além de suar bastante, o maestro trabalha em pé, movimenta os braços. É um bom exercício físico. Ao mesmo tempo, é um trabalho mental que certamente consome muitas
calorias.

A batuta deve estar sempre na mão direita, mesmo se o maestro for canhoto?
Se o maestro for canhoto e se sentir melhor com a batuta na mão esquerda, ele pode trocar, sem problemas.

Se os músicos não ensaiarem, eles conseguirão tocar tudo certinho só com a partitura e as ordens do maestro?
Existem concertos que acontecem sem nenhum tipo de ensaio. Em geral, isso ocorre quando
o repertório já é conhecido pelos integrantes daquela orquestra. Mas fazer uma primeira leitura de uma peça nova sem ensaio pode ficar apenas razoável, jamais vai soar perfeito.

O violinista ganha o mesmo que um músico da percussão?
A Osesp é a orquestra com a maior remuneração do País. Existem níveis diferentes em uma orquestra, e o salário varia de acordo com essas posições. Quem ganha mais é o regente. Em seguida, vêm os spallas, que são os comandantes de cada instrumento. Mas os spallas de violino ganham mais que os outros, porque a função é diferente. Eles podem até reger a orquestra. Já os spallas de violas, violoncelos e flautas ganham o mesmo salário. Depois vem a segunda categoria, que são os assistentes dos spallas, e por último a terceira, que são os outros músicos.

Por que os músicos tocam com roupas tão formais? Não seria mais confortável usar apenas camisa social?
Os músicos da Osesp tocam de terno e gravata só nos concertos de sábado à tarde.Em geral, tocamos mesmo de casaca, aquele traje comprido igual ao que se usava no século 18. Obviamente, é muito mais confortável tocar de camisa, mas o traje é uma tradição. Não prejudica tanto o desempenho, porque geralmente os teatros têm ar condicionado. Algumas orquestras estão começando a inovar nos trajes, e eu acho até bom. É muita roupa!

Com tantos músicos à sua frente, o maestro consegue saber quem está desafinando?
Bem, essa é a função dele. O regente precisa transformar todos os músicos num conjunto coeso, é a obrigação dele saber se alguma coisa está fora do lugar.

As grandes orquestras têm olheiros viajando pelo mundo para “roubar” talentos de outras, como no futebol?
Esse era meu sonho de adolescente, mas não tem nada disso no mundo da música. Seria bom
se fosse assim. É difícil para um jovem brasileiro começar uma carreira internacional.

A Osesp tem 39 músicos estrangeiros, originários de 15 países diferentes. Os ensaios são falados em inglês?
Os músicos estrangeiros já falam português, estão há um certo tempo na orquestra. Mas os
ensaios são normalmente em inglês, porque cerca de 90% dos maestros que recebemos nos últimos anos são estrangeiros. Mas na Osesp não é um pré-requisito falar inglês, inclusive porque a orquestra oferece cursos gratuitos do idioma.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

sem comentários | comente

Foto: Radu Sighet / Reuters

Lembra delas? Há um ano, em 11 de junho de 2010, acontecia a cerimônia de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. Além de ser o primeiro mundial no continente africano, o torneio ficou marcado pela entrada de uma nova palavra no vocabulário futebolístico: vuvuzela. No Brasil, elas também viraram mania rapidamente. A maior fabricante do barulhento instrumento no país é a Brasilflex, que teve até que recusar pedidos, tamanha era a demanda. “Recebemos propostas até da África do Sul, mas não pudemos atender”, afirma a diretora Eliana Mason.

A empresa, que fica no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, foi fundada em 1975 para produzir artigos de festa. Já fazia vuvuzelas há 16 anos, quando elas ainda eram chamadas de “cornetões”. “Começamos a produzi-las para o Carnaval e vimos que era vantajoso vendê-las em verde e amarelo em época de Copa”, diz Eliana. Hoje, a fábrica tem 89 modelos de cornetas. Existe uma diferença entre os modelos brasileiros e africanos. Os produzidos aqui têm um apito interno para facilitar o uso, enquanto os da África do Sul precisam de um pouco de técnica para fazer barulho. “Muita criança não consegue tirar sons da vuvuzela comum”, explica.

Durante a Copa do Mundo, a Fifa chegou a cogitar a proibição dos cornetões em estádios. Vuvuzelas foram proibidas em shoppings e restaurantes da África do Sul.  Com medo de uma invasão nos campeonatos  europeus, a UEFA deu a ordem que elas não poderiam entrar nos estádios.  Eliana acha que, em torcidas pequenas, a vuvuzela não atrapalha. “É uma maneira saudável de festejar”, diz. “Além disso,  eu já ouço esse som há anos”.

Foto: Jorge Silva / Reuters

Um ano depois da Copa, enquanto discutimos calorosamente como vai ser o evento no Brasil, Eliana decidiu não fazer mais vuvuzelas nas cores do país – a menos que sejam encomendadas. Os modelos com maior aceitação são os usados para  Carnaval, festas de debutantes e formaturas.

(Com colaboração de Míriam Castro.)

1 Comentário | comente

Comentários recentes

  • MCCOY: Não tinha parado para pensar nisso, mas pelos comments daqui, me parece que o ‘geek’ fica sendo o...
  • Genio illuminado: Ser un Nerd nao e un defeito porque os Nerds nao sao bobos. Na realidade eu acho que essa palavra...
  • rodrigo: Cultura de COMPRAS. Não cultura NERD.
  • Juliana Torres: Oi Spock, Acredito que tenha escolhido esse nome ironicamente. Estou certa? É que como o Victor...
  • Claudio Br: Depois que você transforma um grupo em segmento de mercado só vender importa.

Arquivo