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Curiocidade

O futebol teve um final de semana cheio de decisões.  A festa dos campeões começou no sábado (12) no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), com a final da série A2 do Campeonato Paulista. Bruno e Ray abriram a festa cantando o Hino Nacional antes do jogo que daria ao time da cidade o primeiro título de sua história. O São Bernardo sagrou-se campeão, mas restou uma dúvida. A dupla sertaneja cantou apenas a primeira parte do hino brasileiro, ignorando o restante de sua letra. É permitido fazer isso?

Bruno e Ray cometeram uma infração. Segundo Augusto César, cerimonialista da Universidade do Estado do Pará, nos casos de execução vocal, sempre devem ser cantadas as duas partes do poema. Se a versão for orquestrada, no entanto, a regra é mais flexível: “Nesses casos, pode ser executada apenas a primeira parte da música”, esclarece.

O artigo 24 da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, prevê que o Hino Nacional pode ser interpretado por uma banda, orquestra, coral, cantores ou reproduzido por uma gravação. No entanto, é contra a lei a execução de versões elaboradas pelos próprios artistas. A música deve ser entoada em marcha rancho (como a composição de Antão Fernandes) e cantada em fá maior (o tom adotado pelo maestro Alberto Nepomuceno) em uníssono (uma única voz). Os presentes podem ficar à vontade para cantar ou não a letra – não é desrespeito permanecer com a boca fechada.

Virar-se para a bandeira nacional na hora do hino, atitude que também costuma ser tomada em competições esportivas, vai contra as normas de culto aos símbolos nacionais. Isso porque, a menos que se trate de uma homenagem à bandeira, todos os símbolos que representam o país (o hino, a bandeira, os selos e as armas) devem receber prestígio igualitário. Durante a execução do hino nacional em ambientes abertos – como é o caso dos estádios de futebol –, os presentes devem se voltar para a direção de onde a música está sendo reproduzida.

Para os que não resistem às palmas depois do hino, uma boa notícia: não há restrições. Na lei, está escrito: “Durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, os civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, sendo vedada qualquer outra forma de saudação”. O cerimonialista Augusto César, no entanto, garante: “Apesar de as palmas serem uma forma de saudação, o hino pode sim ser aplaudido, pois o parágrafo discorre sobre atitudes a serem tomadas durante a execução da música, e não após esta”.

A violação de qualquer uma das regras previstas em lei implica multa de uma a quatro vezes o salário mínimo vigente, podendo o valor ser dobrado em casos de reincidência. No caso do jogo do último sábado, quem pagaria a multa seriam os próprios Bruno e Ray, e não a organização do clube: “É responsabilidade civil de quem está executando o hino”, diz Augusto César.

(com a colaboração de Julia Bezerra e foto de Elisa Rodrigues/Futura Press)

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Ao serem recepcionados no Bar do Nelson, em Santa Cecília, os visitantes acham que se trata de uma pegadinha de TV. É que quem dá as boas-vindas é o cantor cearense Markinhos Moura, que fez sucesso nos anos 1980 com as músicas “Meu Mel” e “Anjo Azul”. Ele trabalha no local há oito meses. E foi o próprio artista quem se candidatou à vaga. “Já éramos amigos antes, e o Markinhos me pediu um trabalho”, conta Lílian Gonçalves, filha do cantor Nelson Gonçalves e proprietária da casa. “Estava cansado de falsas promessas e pessoas inescrupulosas do meio”, diz Markinhos Moura.

De segunda a sábado, os clientes são recepcionados pelo cantor. “A maioria passa por mim normalmente, mas depois de alguns segundos reconhece meu rosto”, conta Markinhos. Dois meses após a contratação, ele passou a se apresentar no palco da casa. “Eu sabia que não daria para evitar os pedidos por muito tempo”.  Às quintas, sextas e sábados, Markinhos Moura também apresenta um pocket-show. Canta músicas próprias e clássicos da MPB. O artista também faz parte das atrações do “Momento Nelson Gonçalves” – meia hora com músicas do Rei da Boêmia, que dá nome ao bar. No início de junho, ele também apresentará um show de humor, batizado de “Você dá o Tom”, em parceria com o comediante André Rangel, . “Vai ser um besteirol sobre os bastidores de um programa de televisão”, conta.

Serviço:
Bar do Nelson
R. Canuto do Val, 83, Santa Cecília, 3224-0586

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de JF Diorio/AE)

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A exposição Let’s Rock, que fica em cartaz até o dia 27 de maio na Oca, tem um andar inteiro dedicado a fotos históricas do rock n’roll, com destaque para as do americano Bob Gruen. O artista já clicou bandas como Ramones e The Clash, além de ter fotografado John Lennon dois dias antes de sua morte. Na imagem, de 1980, o ídolo usa uma camiseta branca com a estampa “New York City” em preto.

Dois dias antes de morrer, Lennon foi fotografado com esta camiseta

Pois a réplica dessa camiseta está disponível para venda na loja que fica na saída da exposição. São réplicas de seis camisetas vestidas por astros do rock nas fotos para Gruen. Todas elas trazem na etiqueta a reprodução da imagem original. “As camisetas são licenciadas e foram trazidas a São Paulo pelo próprio Bob Gruen, que as vende também nos Estados Unidos”, conta Sandra Kempenich, sócia da It’s Only Rock ‘n’ Roll, loja da Vila Madalena que vende produtos para amantes do rock e que é responsável pelo espaço de vendas na Oca.

Fãs podem usar camiseta idêntica à de John Lennon

Fabricadas no Brasil por um braço da empresa Worn Free, as peças custam R$99. Além das duas estampas de Lennon nas fotos acima, há outros quatro modelos, como um usado por Joe Strummer, vocalista da banda The Clash.

Camiseta usada por Joe Strummer, vocalista do The Clash

Serviço:
Oca – Let’s Rock
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 do Parque do Ibirapuera
3629-1014
10h/22h (fecha 2ª)
Até 27/5

(Com colaboração de Míriam Castro)

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O ator britânico Anthony Hopkins, 74 anos, está fazendo planos para diminuir o ritmo do cinema e se dedicar mais à música. E isso inclui uma apresentação em São Paulo, tratada ainda como sigilosa. Está em negociação uma apresentação do ator como regente da Orquestra Bachiana do SESI, inicialmente agendada para a primeira semana de setembro, na Sala São Paulo. Hopkins já atuou como regente algumas outras vezes.

Hopkins sempre teve aptidão pela música clássica. Começou a compor aos 6 anos de idade. Fã de Elgar e de Beethoven, ele era incentivado pela mãe, cujo maior sonho era que o garoto se tornasse um grande pianista. Seu caminho acabou se esbarrando no cinema, e o talento artístico contribuiu para que ele construísse uma carreira de sucesso, cujo auge foi atingido na década de 1990. Hopkins, vencedor do Oscar de melhor ator por “O Silêncio dos Inocentes” (1992), é um dos mais respeitados atores de Hollywood.

Anthony Hopkins, no entanto, nunca se desgarrou de suas raízes musicais. Quando dirigiu seu segundo filme (“August”, de 1996), chamou o compatriota George Fanton para compor a trilha. Fanton estava ocupado com outros projetos, mas topou ajudá-lo. No fim, o próprio Hopkins acabou compondo o tema do filme. Inicialmente chamada de “August”, a música foi mais tarde renomeada para “Margam”, em homenagem à sua cidade natal, no País de Gales. Em 2007, compôs mais uma para o cinema: “Schizoid Salsa” entrou na trilha sonora de “Slipstream”, também dirigido por ele.

Em janeiro deste ano, a Orquestra Sinfônica de Birmingham (Inglaterra) gravou nove de seus trabalhos originais e trilhas de filmes em um CD, lançado pela rádio britânica Classic FM. Uma das faixas é “Margam”. “Stella” é inspirada na mulher dele, que o convenceu a não desistir do hobby, e “Amerika” em sua terra adotiva, os Estados Unidos.

É provável que a oportunidade de tocar no Brasil tenha sido fruto de sua convivência com Fernando Meirelles, diretor brasileiro que trabalhou com Hopkins no longa “360″, previsto para estrear no país no dia 18 de maio. Meirelles reconhece o talento musical de seu protagonista. Tanto que o convidou a compor o tema de seu personagem. “Em uma tarde, ele foi a um estúdio em Londres e trouxe a peça pronta”, admira-se o diretor. Trata-se de uma obra para violão, tocada por ele mesmo – que revelou ser também um multi-instrumentista.

Apesar da inclinação cada vez mais musical, Fernando Meirelles acredita que Anthony Hopkins não irá largar tão cedo a carreira no cinema. “É assim que ele paga as contas”, afirma. “E, além disso, o camarada está bem consigo mesmo, feliz com a profissão”. Fernando Meirelles revela ainda outra faceta de Hopkins: ele também se arrisca na pintura. Confira a entrevista de Fernando Meirelles concedida por e-mail ao Blog do Curiocidade:

Você pode comentar um pouco sobre a experiência de trabalhar com Anthony Hopkins?
Sei que vai soar como resposta de concurso de miss, mas trabalhar com o Anthony Hopkins foi das melhores experiências que tive com um ator. O camarada está de bem consigo mesmo, feliz com a profissão. Às vezes, comentava: “Não é incrível que ainda tenha gente querendo filmar comigo? Que sorte eu tenho.” Uma pessoa feliz irradia esse clima e contamina o set. É um tremendo CB (sangue bom).

O que você sabe sobre a ligação de Anthony Hopkins com a música? É verdade que ele fala em deixar o cinema para se dedicar a essa antiga paixão?
Ele mora num casarão em Malibu, acho que precisa do cinema para pagar as contas. Mas, de fato, é compositor, rege e é um multi-instrumentista talentoso. Diz que, se não fosse ator, poderia ser concertista de piano e que se daria bem, pois seu nível é alto. Fora isso, ele pinta. Ele fez uma exposição em Honolulu no ano passado.

É verdade que Anthony Hopkins está vindo ao Brasil atuar como regente? Foi você quem o incentivou a tocar em São Paulo?
Quando soube que ele tinha essa ligação com a música, convidei-o para compor o tema de seu personagem em “360”, o que ele fez com prazer. Foi a um estúdio em Londres e numa tarde trouxe a peça pronta. É uma peça para violão, que ele mesmo tocou. Quanto a reger, já fez isso na Irlanda e na Áustria, mas não há planos para fazê-lo no Brasil.

(com a colaboração de Júlia Bezerra)

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Desde setembro do ano passado, com a saída de Fábio Nogueira, a banda The Soundtrackers estava sem um vocalista masculino. A banda, que toca sucessos da trilha sonora de filmes ao vivo, teve que fazer algumas adaptações no repertório. Mas, na quinta-feira passada, o martelo foi batido e um novo vocalista entrou para o grupo.

Bruno Sutter (à direita) é o novo vocalista da banda The Soundtrackers

Bruno Sutter, nascido em Petrópolis (RJ), era um dos participantes do programa Hermes & Renato, exibido na MTV entre 1999 e 2009. Ele também é vocalista da banda Massacration, que surgiu no mesmo programa como uma paródia dos grupos de heavy metal. A piada virou coisa séria: o Massacration tem hoje dois álbuns gravados e já abriu shows da banda Sepultura.

Rodrigo Rodrigues, líder e guitarrista dos Soundtrackers, conheceu o vocalista em 2001. Rodrigues, que trabalhava como repórter da TV Cultura, entrevistou Sutter, que era ator no programa Hermes & Renato. O reencontro aconteceu em agosto do ano passado, quando o comediante foi novamente entrevistado por Rodrigues – desta vez, no Bola e Música, da rádio Estadão/ESPN. Na ocasião, Rodrigues deu de presente a Sutter um CD dos tocadores de trilhas.

“Eu não imaginava, mas ele ficou amarrado em nosso som”, conta Rodrigues. Em novembro, eles se encontraram em um lançamento de livro e, assim que o Rodrigues comentou sobre a ausência de um cantor masculino, Sutter se ofereceu para o posto. “Eu sabia que ele cantava no Massacration, mas não tinha certeza se a voz dele seria adequada para o estilo diversificado de nossa música”.

Com os testes em estúdio e em um show no último dia 3, Rodrigo Rodrigues viu que estava enganado: “A voz dele se adapta bem a todos os gêneros”, afirma. Na quinta-feira, enquanto devoravam um nhoque ao ragu, os Soundtrackers Paula Marchesini (voz feminina), Luis Capano (bateria), Fabio Effori (baixo) e Danilo Barbalaco (guitarra) incluíram de vez o nome de Bruno Sutter entre os membros da banda.

Agora, com um novo vocalista masculino, algumas trilhas que não eram tocadas há meses voltarão aos palcos. “Não podíamos tocar clássicos masculinos, como Highway to Hell, do AC/DC, apenas com a voz feminina”, diz Rodrigues. “Os duetos, que costumam animar bastante o público, também voltam às apresentações”.

Na escolha do figurino da banda, cada membro representa um personagem de um filme clássico. O de Sutter já foi escolhido: é Wayne Campbell, do longa Quanto Mais Idiota Melhor, de 1992. A estreia oficial do novo vocalista da The Soundtrackers acontece na próxima sexta-feira (24) no Na Mata Café.

Serviço:
Na Mata Café
Rua da Mata, 70, Itaim Bibi, 3079-0300

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Um encontro realizado na semana passada no apartamento do maestro João Carlos Martins, no bairro dos Jardins, serviu para celebrar uma nova parceria no mundo artístico. O cartunista Maurício de Sousa apresentou a ideia de criação do personagem “Maestrinho”, que será inspirado na figura de Martins. Sobre o encontro, Maurício escreveu, empolgadíssimo, em seu twitter: “Encontro de sonho: eu e o grande maestro João Carlos Martins. Com almoço, vinho e breve recital”. Martins ganhou livros autografados e um desenho do personagem Horácio feito na hora.  Além de quadrinhos, o projeto inclui um espetáculo com orquestra e os personagens da Turma da Mônica.

O personagem inspirado no maestro será apresentado depois do Carnaval junto com outro novo integrante da Turma da Mônica. O craque Neymar também irá se transformar em desenho. A aproximação entre Maurício de Sousa e o jogador do Santos começou quando o empresário dos quadrinhos publicou um desenho em homenagem ao gol que Neymar marcou contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, eleito o mais bonito de 2011 em votação da FIFA.  Maurício de Sousa foi um dos convidados da festa de 20º aniversário de Neymar, comemorada no últomo dia 5 de fevereiro.

Neymar é o quinto personagem futebolístico da Maurício de Sousa Produções. O primeiro foi Pelezinho, que circulou entre 1982 e 2002. Depois vieram Ronaldo Fenônemo (o projeto não chegou a ir em frente) e Ronaldinho Gaúcho (lançado em 2005 e até hoje nas bancas). Dieguito, inspirado em Diego Maradona, foi outro que nunca chegou a ser lançado. Às vésperas, o ídolo argentino teve problemas com drogas e o projeto acabou cancelado.

(Imagens: twitter de Maurício de Sousa)

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O nome dela não está em nenhuma parte do programa do concerto, mas ela permaneceu no palco durante toda a performance da violinista Sarah Chang, que veio dos Estados Unidos para a Série Tucca de Concertos Internacionais 2011 – realizada pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer – e se apresentou junto ao pianista Andrew von Oyen ontem à noite na Sala São Paulo.

Silvia Molan, 21 anos, bacharelanda em Música – Piano pela ECA-USP, entrou no palco por último –  as estrelas do espetáculo já tinham sido devidamente aplaudidas. Sentou-se ao lado do piano e foi embora quando o público, entusiasmado, pedia bis. Ela trabalhou no concerto como viradora, ou seja, a pessoa que vira as páginas da partitura enquanto o pianista toca.

 

Durante a apresentação, Silvia fica o tempo todo com o olhar fixo na partitura, ouvindo atentamente Andrew tocar. De tempos em tempos, levanta-se do banquinho em que está, estende o braço e vira uma folha. Senta-se novamente e aguarda até a próxima virada. Assim, o músico não precisa tirar as mãos das teclas, o que implicaria parar de tocar. Silvia contou ao Blog do Curiocidade um pouco sobre essa função:

Quais são os requisitos para ser uma viradora?
Geralmente, esse é um trabalho feito por estudantes de música, já que é preciso compreender partituras. Só dessa maneira dá para saber em que parte da folha está o olhar do pianista e a hora certa de virar. Outra coisa é que precisamos ser imperceptíveis. Subimos ao palco e descemos dele após os aplausos, pelas sombras – sempre carregando a partitura. Durante o concerto, devemos chamar o mínimo de atenção possível.

 

Antes dos concertos, você precisa ensaiar com os músicos?
Não é obrigatório, mas sempre é recomendável. Ensaiando, você se acostuma ao ritmo do artista, à maneira como ele lê a partitura. Aí fica mais fácil de saber a hora de virar as páginas. Costumamos fazer um ensaio antes do concerto.

O trabalho de um virador é remunerado?
Sim e não. Para grandes concertos, como este, recebemos um pagamento. Só que ninguém é “virador profissional”. Todo estudante de música aprende a tarefa mais cedo ou mais tarde. Quando temos recitais, nos revezamos para virar as partituras dos colegas. Nesta hora, é tudo voluntário, claro.

Não existe um risco de duas páginas ficarem grudadas?
Existe sim. Uma vez, estava virando a partitura para uma professora e pulei uma página. Ela percebeu e, rapidamente, virou a folha por si mesma. Quando um erro desses acontece, temos cerca de dois compassos para resolver. Os músicos costumam decorar as peças. A partitura serve mesmo para lembrá-los das sequências.

Como você faz para evitar esse tipo de erro?
Felizmente, só errei aquela vez. Sempre dou uma esfregadinha na folha com os dedos para me certificar de que não peguei duas de uma vez. É melhor prevenir do que correr o risco de arruinar um concerto.

Por que os pianistas usam viradores, mas os violinistas não precisam deles?
O violino utiliza apenas uma pauta [conjunto de cinco linhas usado para escrever as notas musicais], enquanto a do piano tem duas. Isto faz com que as partituras para piano usem mais folhas do que as de outros instrumentos. Os violinistas podem dispor todas as folhas – três ou quatro, geralmente – lado a lado, de uma maneira que não precisarão virá-las.

A Tucca aproveitou o concerto de Sarah Chang  ontem para iniciar a venda da temporada 2012 do Projeto Música pela Cura.

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação/Tucca)

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Die Walküre. Em português, A Valquíria, ópera de Richard Wagner, é a segunda das quatro etapas do ciclo O Anel de Nibelungo, maior obra do compositor alemão do século 19. Foi encenada no Teatro Municipal de São Paulo pela última vez na década de 1950, mas volta ao palco recém-restaurado no dia 17 deste mês. A montagem tem 4h45 de duração.

“Por mais que se diga que o Brasil não tem tradição em música clássica, temos muitas apresentações do gênero aqui”, diz o jornalista Marcos Fecchio, editor de webjornalismo da revista paulistana Concerto, especializada no mercado. ”Só no mês de outubro, foram 173 apresentações do tipo em São Paulo”.

Portanto, trabalho é o que não falta para a equipe da  revista, publicada há 16 anos. Ela traz os últimos acontecimentos no meio musical erudito brasileiro – a reportagem de capa deste mês trata da obra de – sim, dele! – Richard Wagner. Em meio a colunistas e reportagens, porém, charges relacionadas à música clássica dão um tom leve à publicação mensal: “Não é porque falamos de música de séculos passados que temos que fazer uma revista como as de séculos passados”.  São onze edições, além de um especial para janeiro e fevereiro, época morna nas câmaras, quando grandes nomes da música são convidados a comentar a temporada anterior. Cada exemplar custa R$ 11,90 em banca.

Tem mais: o podcast quinzenal Papo de Música, produzido pela mesma equipe, usa até Reginaldo Rossi na trilha sonora. É a música clássica sem pó ou teias de aranha.  O bate-papo entre Irineu Franco Perpetuo, crítico da Folha de S. Paulo, João Luiz Sampaio, crítico de O Estado de S. Paulo, o compositor e jornalista Leonardo Martinelli e Nelson Rubens Kunze, diretor da revista Concerto, serve para tirar o conceito de “coisa de velho” da música clássica.

Serviço
A Valquíria
Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Dias 17, 21, 23 e 25, 19h
Dia 19, 18h
Ingressos: R$ 15 a R$ 70

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)

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A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo já divulgou a programação de apresentações para 2012. No dia 16 de setembro, às 17h, está marcado um recital de piano do francês Alexandre Tharaud. No repertório, Tharaud apresentará músicas inspiradas em artistas da música pop como Madonna e Michael Jackson. Também há composições baseadas no repertório de Henri Salvador, cantor franco caribenho considerado um dos precursores da Bossa Nova.

Alexandre Tharaud é conhecido por transitar entre o clássico e o contemporâneo. Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp, explica que o pianista não apresentará simplesmente algumas adaptações das músicas originais para piano. Também não serão composições com trechos das versões originais. “Na realidade são recriações livres, utilizando as obras como ponto de partida e inspiração”, explica. Em entrevista ao Blog do Curiocidade, Nestrovski deu mais detalhes sobre a apresentação do pianista francês:

Quantas canções apresentadas por Tharaud serão inspiradas por em artistas populares?
Todas. Constam do programa doze canções e todas elas serão compostas com base em obras do repertório popular francês e internacional.

É uma forma de atrair um novo tipo de público à Sala São Paulo?
Digamos que sim. É uma excelente maneira de amplificar a divulgação da música sinfônica e camerística e, com isso, atrair um novo público.

Que outros concertos com músicas de artistas populares já fizeram parte da programação da Osesp?
A Osesp possui um histórico de aproximação entre os estilos musicais. Nos últimos anos, fizemos três programas com a Banda Mantiqueira, tradicional Big Band brasileira, que renderam três CDs, dois deles em parceria com as cantoras populares Luciana Souza e Mônica Salmaso. Tivemos também o concerto com o Grupo Pau Brasil, também em parceira com Mônica Salmaso; a Série de Câmara com o compositor André Mehmari com obras de Chico Buarque e Pixinguinha, além de vários concertos com obras de Astor Piazzola.

(Com colaboração de Karina Trevizane foto de Marco Borggreve / divulgação)

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Tudo começou em 1999 com uma ideia do maestro argentino Daniel Barenboim e do filósofo palestino Edward Said. Eles formaram uma orquestra jovem com músicos árabes (Egito, Jordânia, Líbano, Palestina e Síria) e israelenses. Convidaram músicos também do Irã, que está em conflito com Israel. Por isso, a West-Eastern Divan Orchestra ganhou o apelido de “Orquestra da Paz”. Desde 2002 ela está baseada em Sevilha, na Espanha. As apresentações acontecem pelo mundo todo. Já se apresentaram tanto em Israel quanto na Palestina.  Em 2001, dois talentosos músicos que se conheceram na orquestra iniciaram uma  grande parceria.

Saleem Abboud Ashkar (Foto: Monika Rittershaus/Divulgação)

Shai Wosner (Foto: Marco Borggreve/Divulgação)

O pianista de origem palestina Saleem Abboud-Ashkar e o israelense Shai Wosner, ambos com 35 anos,  sobem juntos ao palco da Sala São Paulo, pela primeira vez no Brasil, para um duo de pianos em benefício dos pacientes assistidos pela TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação acontecerá amanhã,  20 de setembro, às 21 horas.

Entre as músicas apresentadas, os dois executarão a Sonata Para Dois Pianos K. 448, de Mozart; a Fantasia em Fá Menor D.940 para piano a quatro mãos, de Schubert; As Valsas para piano a quatro mãos Op.39, de Brahms, e La Valse para dois pianos, de Ravel.

 

Serviço
Música pela Cura 2011
Série TUCCA de Concertos Internacionais
Concerto: Duo de Pianos com Saleem Abboud-Ashkar e Shai Wosn
Duração: 80 minutos
Local: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes s/nº – Luz)
Capacidade: 1.500 lugares
Classificação: livre
Ingressos: site da TUCCA (www.tucca.org.br), email ingressos@tucca.org.br ou telefone: 2344.1051
Preço: Setor IV – R$ 60 / Setor III – R$ 80 / Setor II – R$ 120 / Setor I – R$ 150. Estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada mediante apresentação de documento.

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